1 de maio de 2018

Hora de discutir os interesses nacionais

A Esquerda brasileira terá uma grande oportunidade, no pleito que se aproxima, de debater e apresentar propostas que interessam à maioria esmagadora da população brasileira. Temos bons quadros que se apresentam como pré-candidatos à presidência da república; alguns nomes experientes, que nem o de Lula (PT), além de jovens promissores, como Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela d'Ávila (PCdoB).

Faremos uma breve e resumida projeção do que esperar dos projetos e das ideias, as quais serão expostas na campanha dos presidenciáveis de centro-esquerda na corrida eleitoral deste ano, incluindo Ciro Gomes (PDT). Fizemos a síntese a partir do histórico e das diversas entrevistas concedidas aos meios de comunicação pelos pré-candidatos analisados.

Começaremos por Lula, o maior líder popular da História política recente do país. Juristas e intelectuais do Brasil e de várias partes do mundo já decretaram que sua condenação pelo juiz Moro foi injusta e com um conjunto probatório questionável. Se conseguir o improvável e for candidato, Lula representa a continuidade de políticas sociais importantes solidificadas nos últimos anos nos governos petistas, a exemplo do Bolsa Família, de programas de financiamento estudantil e de moradia popular. Tem a experiência de ter ocupado por oito anos a presidência da república e terminado o seu último mandato com significativa aprovação popular. Promete fazer um plebiscito para revogar as medidas do atual presidente Michel Temer, como as reformas trabalhistas e da previdência e o loteamento da Petrobrás. Além disso, fala em democratizar os meios de comunicação e taxar as grandes fortunas.
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Os jovens pré-candidatos - Boulos e Manuela - são bastante promissores, ambos são inteligentes, com boa formação acadêmica e ligados à militância de legítimas causas populares - como o Movimento dos Sem Teto, do  Feminismo e dos direitos da comunidade LGBT. 
Boulos é formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP); Manuela é formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS). O pré-candidato pelo PSOL terá como vice a representante indígena Sonia Guajajara e defende mais igualdade social, a democratização do Estado, as liberdades individuais e o fortalecimento das relações econômicas do Brasil com os vizinhos latino-americanos e os países da África e da Ásia. Advoga a importância do Estado no papel de indutor do crescimento econômico, por meio de investimentos em pesquisa e infraestrutura.

Já a pré-candidata gaúcha tem ótima experiência como parlamentar, sempre colocando o seu mandato a favor das  lutas por garantias e direitos de estudantes, mulheres e homossexuais. Filiada ao Partido Comunista do Brasil, Manuela tem propostas para a juventude, criação de empregos, redistribuição de terras e a revogação das medidas adotas por Temer que dilapidaram a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), além de defender o imposto progressivo.

Por fim, o candidato de Centro-esquerda, Ciro Gomes, do PDT, conta com bastante experiência na vida política, tanto no legislativo quanto no executivo. Foi governador do Ceará e ministro da Integração Nacional no governo Lula. Já foi filiado ao PSDB e ao PPS antes de ingressar no partido do saudoso Leonel Brizola.
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Ciro é formado em direito pela Universidade Federal do Ceará e possui um histórico de mais de trinta anos de vida pública. Posiciona-se contra a privatização, sobretudo de setores estratégicos, como na área de gás e petróleo. Sugere o fortalecimento do Brics por meio das relações comerciais e transferência de tecnologias nos setores militar, de saúde, produção de medicamentos, afastando-se do intermédio imperialista norte-americano. Ciro projeta a redução da taxa de juros para um patamar próximo da média global, a tributação de lucros e dividendos e o investimento no desenvolvimento de um complexo agroindustrial mais competitivo internacionalmente.

Concluindo, a Esquerda brasileira está viva, possui nomes interessantes, os quais defendem projetos macroeconômicos e sociais que podem ajudar na geração de empregos, na distribuição de renda e na construção de uma nação mais justa. Os presidenciáveis analisados são, sem dúvida, as melhores opções frente aos pré-candidatos da Direita neoliberal vazia, cujas bandeiras favorecem somente o capital e os interesses minoritários de grupos da sociedade. Há também aqueles candidatos que fomentam o ódio, a violência e adotam um discurso esdrúxulo, exercendo forte atração sobre uma parte da população eleitoral. A grande mídia e os setores mais conservadores da sociedade brasileira farão de tudo para impedir a eleição de qualquer nome cuja base política contrarie seus interesses escusos, mas num momento tão decisivo o que está em questão é o futuro de todo o povo e não a manutenção dos privilégios de grupos ricos e parasitários. Teremos um ano eleitoral turbulento, mas o embate de ideias deve ocorrer e se prevalecer a democracia e a vontade popular as propostas que atenderão à maioria serão as vitoriosas.   

Assim, na atual conjuntura, devemos considerar que a maioria dos eleitores, formada por trabalhadores, jovens que estão fora do mercado de trabalho e a classe média, a qual sofre um processo de proletarização, pode ser decisiva. Um projeto nacional-desenvolvimentista é a alternativa viável e capaz de alavancar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, promover o mínimo de justiça e inclusão social. 

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