28.10.19

Exercícios com fontes históricas sobre o Império romano [6º ano do Ensino Fundamental]

Atividades sobre o Império Romano para o 6º ano

Fonte 1 - Texto da internet 

"Um aqueduto é um grande sistema que permite levar água de um lugar para outro. Pode abastecer cidades e fornecer água para a irrigação de plantações. A água pode ser levada sob o solo por túneis ou canalizações, na superfície graças a um canal, ou acima do chão sobre uma ponte.

Roma antiga tinha um complexo sistema de onze aquedutos, construídos entre 312 a.C. e 226 d.C. O sistema usava pontes e canalizações subterrâneas. Alguns desses aquedutos ainda são usados hoje em dia. Os romanos ergueram sistemas semelhantes em outras partes do império". 


Fonte 2 - Fotografia

1 – Qual o tema tratado pelas fontes históricas?
2 – Qual a finalidade e a importância dos aquedutos para o Império romano?
3 – Nos dias atuais, os aquedutos estão desativados?

Fonte 3 - Texto da internet

"Os gladiadores eram combatentes profissionais da Roma antiga. Suas lutas ferozes — às vezes até a morte — eletrizavam multidões nos estádios.
Os espetáculos aconteciam em grandes arenas chamadas anfiteatros. Em geral, a luta prosseguia até um gladiador ser ferido. A multidão então determinava se o derrotado tinha sido suficientemente corajoso durante o combate para ter permissão de continuar vivo.
O vencedor recebia palmas (folhas de palmeiras) e às vezes também ganhava dinheiro. Um campeão podia ter autorização para se aposentar, e alguns conquistavam a liberdade".
Fonte 4 - Fotografia
4 – Qual era a origem social dos gladiadores?
5 – De onde vinham os animais selvagens que eram usados nas lutas do Coliseu?
6 – Quais prêmios os gladiadores poderiam conquistar se vencessem os seus combates?
7 – Quais armas os gladiadores usavam em suas lutas?
8 – Hoje em dia, qual a importância histórica do monumento coliseu de Roma?

Mais atividades

Analise os documentos ou fontes históricas e responda as questões.

Fonte 1 – Texto
"Todos os caminhos levam a Roma".
O que chegou à atualidade como uma expressão popular tinha, na época do esplendor do Império Romano, um sentido quase literal.
Os historiadores calculam que, no ano 117 de nossa era, quando os romanos chegaram ao ponto máximo de expansão geográfica, a intrincada rede de caminhos por eles construídos percorria 80 mil km.

Isso equivale a duas voltas inteiras pela Terra.
Estas estradas serviam para o transporte de tropas e suprimentos, que abasteciam as conquistas deste império. Depois, elas se tornaram rotas de comércio e de trocas de mensagens.
Estes caminhos conectavam a Europa, o Oriente Médio e o norte da África.
 (Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-45236912)

1 – Qual a importância das estradas para economia do Império Romano?

2 – Explique o valor das estradas do ponto de vista político e militar para o domínio e expansão de Roma.

Fonte 2 – Mapa


3 – Observando o mapa e a expansão das estradas, cite as regiões ou locais que estavam conectadas por elas à Roma?
4 – Além das estradas, os romanos utilizavam o mar para fazer guerras e comércio. Qual o nome do mar pelo qual eles navegavam? Quais continentes faziam parte da rede marítima do Império Romano?

Fonte 3 – Fotografia

Via Ápia, na Itália, principal ruína ainda existente das estradas romanas.

5 – As estradas romanas construídas antigamente ainda existem? Elas são utilizadas?
6 – Comente o valor histórico, arqueológico e turístico das ruínas do Império Romano.
7 – Em sua opinião, tais ruínas devem ser preservadas ou demolidas para ceder espaço às novas obras? Justifique.
8 – Pense em seu dia a dia, certamente você ou seus familiares fazem uso de alguma estrada. Qual o estado de conservação delas? As pessoas estão satisfeitas com as condições da estrada? Quando você ou seus familiares utilizam a estrada para onde vão e com qual finalidade?

13.10.19

Gratidão

Hoje Carmo-RJ completa 138 anos de sua emancipação política e administrativa. 
Ontem,  dia 12 de Outubro,  durante o desfile cívico no município fomos agraciados com a medalha "13 de Outubro Darcy Lizardo de Lima" pelo serviços prestados à cidade e à comunidade carmense. Ela nos foi concedida pelo prefeito da cidade, a quem agradecemos pelo carinho e atenção.

Uma honra! 

Agradeço a Deus por me dar saúde e à minha família pelo apoio constante. O serviço público de Educação é minha vida e seguiremos com o trabalho, ainda mais motivados.

10.10.19

Cerol, não! Agora é lei

Hoje, dia 10 de Outubro de 2019 foi uma data especial. A convite do prefeito do Carmo-RJ, senhor Cesar Ladeira, fomos à prefeitura com representantes dos alunos do 8° ano do Ensino Fundamental, turma 803, presenciar o momento da sanção da lei que proibe o uso do cerol.

A lei foi resultado de um projeto que realizamos na escola, o "Cerol, não!".  Uma das etapas do trabalho foi o encaminhamento de uma sugestão à prefeitura e à Câmara Municipal de vereadores sugerindo a aprovação de lei que proibe o uso e o comércio do cerol.

A sugestão foi prontamente aceita pelo poder Executivo, através  do senhor Reginaldo Machado,  chefe de gabinete, e do prefeito Cesar Ladeira.  O projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores do Carmo.

Como reconhecimento pelo esforço, brilhantismo e atitude cidadã demonstrada pela iniciativa dos alunos, o prefeito nos recebeu hoje, parabenizou a todos, conversou sobre a proposta contra o cerol, agora lei, falou sobre os avanços de sua administração em várias áreas e homenageou os estudantes com uma medalha de mérito. 

Agradecemos ao carinho e ao elevado espírito público do prefeito, de seu chefe de gabinete e dos vereadores, os quais acolheram nossa ideia. A sociedade carmense ganha com mais segurança e tranquilidade. Empinar pipas é divertido e faz parte de nossa cultura. Mas usar cerol é perigoso, coloca vidas em risco e é ilegal. 

O projeto "Cerol,  não!" surgiu em 2012 no CIEP 280, com alunos do Ensino Fundamental. O objetivo era conscientizá-los sobre os riscos do uso do cerol ou similares. Desde então várias ações e atividades lúdicas e pedagógicas foram executadas.

9.10.19

Brasil Império: regências e Segundo Reinado (1831-1889)

Período Regencial (1831-1840)

Após a abdicação de D. Pedro I o país foi governado pelos regentes. Primeiro a regência trina, depois a regência una. Os regentes governaram o Brasil, pois o príncipe Pedro de Alcântara tinha apenas 5 anos de idade em 1831, quando seu pai retornou a Portugal.


O Período Regencial se estendeu até 1840 e foi marcado pela instabilidade, conflitos sociais e disputas políticas entre grupos a favor e contra a centralização do poder.

O quadro abaixo mostra as principais tendências dos grupos políticos da Regência e sua diversidade de interesses:




Em 1831 foi criada a Guarda Nacional, cujos cargos de comando foram entregues aos fazendeiros, os quais recebiam o título de coronel. Eles recrutavam homens de sua confiança e formavam a força militar usada para manter a ordem e perseguir escravos fugidos.


Ilustração de Ângelo Agostini (1867).

Em 1834, o grupo favorável à descentralização aprovou o Ato Adicional, medida que alterou a constituição e concedeu maior autonomia para as províncias. Por meio dessa medida, por exemplo, a cobrança de impostos ficava sob responsabilidade das Assembleias provinciais e não mais do Governo Central, a Regência Trina foi substituída pela Regência Una etc.


Revoltas Regenciais

No período eclodiram diversas revoltas em várias regiões do Brasil, observe o mapa abaixo.






Algumas rebeliões contaram com maior participação popular, como a Cabanagem, no Pará. Já a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, teve um caráter mais elitista. Algumas dessas rebeliões contestavam a carestia, a precariedade das condições de vida, defendiam o separatismo e se opunham ao governo regencial, questionavam o modelo tributário e até a ordem escravocrata, caso da Revolta dos Malês, na Bahia. 

Para manter a ordem e assegurar a unidade e a integridade do território brasileiro, a elite política promoveu o "golpe da maioridade", antecipando a coroação de D. Pedro II, em 1840, quando ele tinha quatorze anos de idade.

Esperava-se que a figura do Imperador apaziguaria as revoltas e amenizaria as contestações sociais.

II Reinado (1840-1889)

D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil em 1841.

O fim das rebeliões trouxe estabilidade para o Império, em 1847, foi implantado o parlamentarismo no Brasil. Com isso, foi criado o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, indicado pelo Imperador. O primeiro-ministro formava o Ministério. Em seguida, eram realizadas eleições para a Câmara. Se não houvesse acordo entre o Ministério e a Câmara, cabia ao Imperador demitir o Ministério ou dissolver a Câmara e convocar novas eleições.     

O cenário político brasileiro era dividido, basicamente, entre dois grupos: Conservadores, apelidados de Saquaremas, e Liberais, chamados de Luzias. Os primeiros defendiam um governo centralizado, enquanto os liberais eram a favor de mais autonomia para as províncias. 

As disputas eleitorais entre os dois grupos eram marcadas por fraudes e violência. A charge a seguir, de Ângelo Agostini, publicada em 1867, reflete bem o clima que envolvia as eleições para o parlamento.



Por meio da manipulação das eleições, era possível eleger a maioria dos deputados que se fossem alinhados ao Ministério indicado pelo Imperador.

Revolução Praieira

Na segunda metade do século XIX, grande parte da população brasileira vivia em dificuldades econômicas e sofria com o mandonismo e os abusos dos chefes políticos locais. No Nordeste, os engenhos pertenciam a poucas famílias e o comércio era dominado pelos portugueses.

Em 1842, foi criado o Partido da Praia formado por ricos proprietários rurais, depois uniram-se a esse grupo liberais exaltados e defensores de igualdade social.  Em 1848, os Conservadores demitiram o governador de Pernambuco que era liberal. Os praieiros reagiram e divulgaram um manifesto defendendo o voto universal, liberdade de imprensa, extinção do poder moderador e o federalismo.

Os praieiros acabaram foram sufocados pelas tropas imperiais e a unidade do império foi garantida.

A produção do café e a modernização da economia

A partir de 1845, o comércio do café ganhou impulso graças ao elevado preço do produto no mercado internacional. A economia cafeeira prosperou no Vale do Paraíba, onde foram formadas fazendas controladas pelos "barões do café". Na região fluminense destacava-se a cidade de Vassouras, na parte paulista, Areias e Bananal eram os grandes produtores. O Vale do Paraíba deteve, por um período, 78% de toda a produção nacional. 


Expansão do Café no Brasil no século XIX.

O café tornou-se o principal produto de exportação da economia brasileira. 

Sua produção era baseada nos latifúndios, na monocultura e no trabalho escravo.



Contudo, a partir da década de 1870, o café entra em declínio no Vale do Paraíba devido à escassez de mão de obra escrava e ao esgotamento do solo por conta da exploração da monocultura agrícola. O café seguiu para outras regiões, como a Zona da Mata mineira e o Oeste Paulista, onde havia terras férteis e o massapê. Diferente do Vale do Paraíba, no Oeste paulista empregou-se a mão de obra livre, imigrantes vindos da Europa, por meio do sistema de parceria e do colonato.

Parte do lucro obtido com a comercialização do café foi reinvestido em outras atividades econômicas, como bancos e indústrias. Além disso, com o fim do tráfico de escravos houve incentivo do governo à imigração para substituir a mão de obra escrava por trabalhadores assalariados. 

A Guerra do Paraguai (1864-1870)

Foi um conflito no qual Brasil, Uruguai e Argentina se aliaram para enfrentar o Paraguai. 

As disputas pelo controle sobre a região do Prata, além de divergências sobre os limites e fronteiras entre o Brasil e Paraguai acirraram o clima entre as nações vizinhas. Foram essas tensões que desencadearam a Guerra do Paraguai.

A batalha foi sangrenta, terminou com a derrota do Paraguai, o qual teve que arcar com pesadas dívidas de guerra e viu sua população ser drasticamente reduzida devido às perdas humanas pelo conflito.

Escravidão: abolição lenta e gradual

A Inglaterra pressionou o governo brasileiro a abolir a escravidão. Desde o início do regime monárquico no Brasil, os ingleses condicionaram o seu apoio a abolição.

Para o Brasil, no entanto, a abolição deveria ser lenta e gradual, para garantir a ordem, evitando conflitos e distúrbios sociais que pudessem comprometer o quadro econômico do país.

Em 1845, a Inglaterra aprovou o Bill Aberdeen, medida que permitia à autoridades inglesas capturar navios negreiros e julgar seus comandantes.

Em 1850, o governo brasileiro aprovou  a Lei Eusebio de Queiroz, que proibiu o tráfico de escravos.
Gradualmente, outras legislações foram aprovadas sinalizando o rumo até a abolição definitiva, antes da Lei Áurea em 1888, tivemos a Lei do ventre Livre e a Lei dos sexagenários. As fugas de escravos havia aumentado, bem como o clamor de intelectuais e políticos importantes, como Joaquim Nabuco, a causa abolicionista.

Crise da Monarquia e Proclamação da República

A partir de 1870, o governo imperial dava sinais de desgaste e não conseguia atender aos diversos interesses dos vários segmentos sociais. A abolição da escravidão, em 1888, abalou os vínculos entre a classe proprietária e o Império. Os fazendeiros esperavam ser indenizados após a libertação dos escravos. Crescia na mídia e nas cidades a propaganda republicana que associava a monarquia ao atraso e à tirania, ao passo que apresentava a república como uma forma de governo democrática e moderna.

Os militares também estavam insatisfeitos com o tratamento que recebiam do governo, o qual valorizava mais os oficiais da marinha. Além disso, houve a Questão Religiosa com a insatisfação e revolta dos católicos com o imperador, abalando as relações entre a Igreja e a Monarquia.

Com o desgaste de D. Pedro II o caminho ficou aberto para a proclamação da república, o que ocorreu no dia 15 de novembro de 1889.  


Olho no ENEM
Bem vindos!

MOREAUX, F.R. Proclamação da Independência. Disponível em: www.tvbrasil.org.br. Acesso em 14 jun. 2010. (Foto: Enem)

FERREZ, M. D. Pedro II. SCHWARCZ, L.M. As barbas do Imperador. D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Cia das Letras, 1998. (Foto: Enem)


As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, procuram transmitir determinadas representações políticas acerca dos dois monarcas e seus contextos de atuação. A ideia que cada imagem evoca é, respectivamente:

a) Habilidade militar – riqueza pessoal.
b) Liderança popular – estabilidade política.
c) Instabilidade econômica – herança europeia.
d) Isolamento político – centralização do poder.
e) Nacionalismo exacerbado – inovação administrativa.