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19.10.15

CineHistória: Gladiador

Hoje o Acrópole - História & Educação inaugura suas postagens da série "CineHistória".



Nela, postaremos resumos e informações sobre filmes que marcaram época e que serão exibidos e trabalhados em sala de aula, junto com os alunos.

O filme que será abordado hoje reproduz um pouco da vida na Roma Antiga no período imperial, que durou de 27 a. C. a 476 d. C. 

O longa é Gladiador, lançado no ano 2000, dirigido por Ridley Scott e com um elenco repleto de estrelas, como Russel Crowe (general Maximus) e Joaquin Phoenix (imperador Commodus). 



O filme começa mostrando a tentativa romana de expandir suas fronteiras para o leste da Europa e a forte resistência que enfrentaram dos povos germânicos, que eles chamavam de "bárbaros", por falarem outra língua e terem uma cultura diferente.

O imperador é traído e morto por seu filho - Commodus - o qual assume o poder. O nobre general Maximus se rebela, acaba se tornando prisioneiro e é dado como morto. Posteriormente, ele retorna a Roma como um gladiador e busca justiça e vingança contra Commodus.



Gladiador acerta ao retratar a riqueza que fluía das províncias (terras conquistadas por Roma) em direção à capital do império, como animais exóticos, mercadorias e escravos.
Destaca também o coliseu, uma gigantesca arena, onde ocorriam jogos e lutas para entreter o povo, que também recebia alimentos. Essa prática ficou conhecida como política do "pão e circo", uma estratégia dos governantes para manipular o povo.

Por tudo isso, Gladiador é um filme imperdível e alguns trechos selecionados pelo professor serão exibidos nas aulas de História para as turmas do 6º ano do Ensino Fundamental.

Preparem a pipoca e vamos conhecer o coliseu de Roma! 


Assista ao trailer do filme clicando abaixo:

29.3.15

[1º ano] Roma Antiga

"Todos os caminhos levam a Roma". Esse ditado popular na Itália provém da Antiguidade, e se justifica pois Roma construiu um vasto império, conquistando toda a a região da orla do Mar Mediterrâneo. Assim, todos os caminhos iam em direção à capital do império, para onde seguia gente, riquezas, tributos e escravos.



Graças ao seu poderio militar, Roma dominou um imenso território (ver mapa acima). Pela força das armas e da política, os romanos mantinham os territórios dominados como províncias, que deviam impostos e tributos para a capital.


Um exército disciplinado e bem equipado foi fundamental para o sucesso de Roma.

Com os impostos o governo mantinha um exército poderoso, construía pontes, estradas, coliseus e aquedutos. Muitas destas construções milenares estão erguidas até os dias atuais e são atrações turísticas para os interessados na Antiguidade Clássica.


Um aqueduto construído pelos romanos na França.
Antes de se tornar um Império, Roma viveu sob o governo republicano entre 509 a. C. a 27 a. C.

A palavra República vem do latim res publica e significa "coisa pública". Essa forma de governo de governo deveria zelar pelo bem comum e pelos interesses coletivos. 
Marco Túlio Cícero (106 a. C. a 43 a. C.), filósofo e político romano assim definiu o governo republicano:

“homens associados pelo direito a partir de interesses que lhes são comuns. A associação pelo direito pressupõe a existência de leis e, para promover os interesses comuns, essas leis devem ser a expressão da vontade popular.”

Contudo, a realidade era diferente da teoria. A República romana era controlada pelos patrícios (donos de terras e de escravos), os quais se achavam descendentes dos fundadores de Roma. Eles ocupavam os cargos mais importantes, como os de cônsul ou de senadores. 


Representação de uma sessão do Senado romano.

O senado cuidava do orçamento, decidia se Roma entraria em guerra e elegia os dois Cônsules que lideravam o governo republicano. Em casos extremos ou de crise, um cônsul poderia assumir o poder e implantar uma ditadura até que o problema fosse solucionado.

No outro espectro social havia a massa popular, a plebe. Os plebeus eram um grupo social heterogêneo formado por camponeses, pastores, artesãos, comerciantes etc, os quais constituíam a maioria da população romana.
Eles reivindicavam mais direitos, como o fim da escravidão por dívidas e maior participação no governo.

Com lutas, greves e protestos os plebeus conquistaram, a partir de 494 a. C. o direito de eleger seus representantes para o Tribuno da Plebe (órgão que poderia sugerir leis e vetar medidas do senado) e a publicação da Lei das Doze Tábuas, por volta de 450 a. C.,   elemento fundamental do Direito Romano. A escravidão por dívidas foi abolida e foi permitido o casamento entre patrícios e plebeus.

Apesar das conquistas dos plebeus, as mulheres romanas não podiam participar da política, votar ou assumir cargos no governo, tal como era na Grécia Antiga. Mas, segundo o historiador Pedro Paulo Funari (2002), "o conceito de cidadania romana era muito mais flexível do que o ateniense, que vimos anteriormente. Tornavam-se romanos, por exemplo, os ex-escravos alforriados, chamados libertos, ainda que os plenos direitos políticos só fossem adquiridos pelos filhos libertos, já nascidos livres. Os romanos concediam, também, a cidadania a indivíduos aliados e, até mesmo, a comunidades inteiras" (p. 85).

Fica claro que a cidadania em Roma era mais abrangente do que fora na Grécia Antiga, especialmente em Atenas, berço da democracia. 
Ao estender à cidadania para outros povos, os romanos se tornavam mais numerosos e mais dinâmicos do ponto de vista político e social. 

DE OLHO NO ENEM - 2017. QUESTÃO SOBRE ANTIGUIDADE CLÁSSICA

28.3.15

[1º ano] Grécia Antiga: a origem da democracia

A civilização grega se desenvolveu originalmente na Península Balcânica, há cerca de 4 mil anos atrás. 

Segundo o historiador Pedro Paulo Funari, esta "...região é delimitada, por uma lado, pelo Mar Mediterrâneo e, por outro, pela alternância de montanhas rochosas e despenhadeiros e alguns vales férteis para a agricultura." (Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002. p. 13).
Península balcânica (sul da Europa).
Foi na Grécia Antiga, especificamente, na pólis (cidade-estado) de Atenas, que surgiu a democracia (poder do povo), no século V a. C.

Para se chegar a essa forma de governo, na qual o povo tinha maior participação no poder, foi preciso muita luta, pois antes a política ateniense era totalmente dominada pelos aristocratas (donos das terras).

A democracia de Atenas era direta, e todo cidadão podia participar da assembleia (Eclésia). Contudo, a cidadania era para poucos, somente homens com mais de 18 anos de idade, filhos de mãe e pai atenienses tinham o direito de falar na assembleia e votar os assuntos políticos da cidade. Para facilitar a compreensão de como funcionava a democracia antiga, leia a História em Quadrinhos abaixo.


Assim sendo, as mulheres, os escravos e os estrangeiros não eram considerados cidadãos, por isso tinham direitos limitados.

O mundo Ocidental, do qual fazemos parte, herdou muito de sua cultura política da Grécia Antiga.

Hoje, no Brasil, por exemplo, somos uma República democrática representativa. Nós votamos e elegemos nossos representantes no poder.



Os políticos eleitos pelo povo devem trabalhar em prol de melhorias para a população e assegurar que a cidadania seja para todos, afrodescendentes, índios, mulheres, homossexuais e até crianças. Uma democracia plena deve garantir a todos os indivíduos, de uma cidade ou de um país, a oportunidade de participar do poder.

DE OLHO NO VESTIBULAR


21.11.14

Tribuna do Povo

Nossa coluna no portal do Tribuna do Povo foi atualizada!

Clique na imagem abaixo para ler o nosso texto e descubra como nasceu uma ideia chamada República!


Fiquem a vontade para comentar, curtir e compartilhar.

Boa leitura para todos!

[RESENHA] Estou lendo...


Roma S.A. - Ascensão e queda da primeira corporação multinacional (Rio de Janeiro, Rocco. 2008) é um livro escrito pelo norte-americano Stanley Bing, um homem de negócios e consultor em multinacionais.

Nesta obra, ele compara a prática das grandes empresas contemporâneas aos feitos do Mundo romano Antigo, desde a fundação da cidade, em 753 a. C., passando pela República (509 a. C. a 27 a. C.) indo até o Império e sua derrocada no ano 476.

O autor identifica semelhanças entre erros e acertos cometidos por Roma Antiga e as potências empresarias da atualidade, como a Microsoft e a Apple. Cita as habilidades de liderança e executivas quer eram necessárias para os Imperadores romanos e para os CEOs das grandes companhias contemporâneas, como Bill Gates ou Steve Jobs.
César (100 a 44 a. C.); Steve Jobs (1955 a 2011) e Bill Gates (1955). O que eles possuem em comum? Foram, o último ainda é, líderes de corporações multinacionais!
Além de analisar os líderes - idealizadores e projetistas de coisas grandiosas -, Bing apresenta o nível classificado como gerência média. Esse cargo é ocupado por aqueles que são os responsáveis pela execução dos projetos elaborados pelos CEOs, Reis ou Imperadores. A gerência média é que concretiza os ideais, são os engenheiros, os oficiais do exército, os comerciantes, os construtores de pontes e estradas, enfim são essas pessoas que realizam os planos traçados pelos seus chefes.

O texto tem uma excelente tradução, a narrativa é prazerosa, embora a análise social e histórica seja superficial. O autor, como o bom americano que é, ignora a luta de classes, se esquece de mencionar quantos milhões - de plebeus, escravos e bárbaros - estavam vivendo à margem ou sendo explorados pelo mundo romano que ele exalta ao longo do livro.

Um dos temas mais apreciados na obra são as constantes conspirações envolvendo a cúpula do governo romano - o senado, os cônsules, os generais mais famosos e os imperadores. Nesse imbróglio, alguém sempre acaba sendo esfaqueado ou traído, para que outrem possa obter mais poder e glórias para Roma.

Stanley Bing acerta em cheio, na conclusão, quando diz que apesar da destruição da "multinacional" Roma pelos povos germânicos, no século V, a empresa não acabou ali. Ela soube se reinventar e deu continuidade ao seu legado, fundindo-se à uma força emergente - o cristianismo.

"Quando aquele conceito de corporação ficou velho [imperialismo romano], impraticável e perigoso demais para ser divertido, ela se transformou pela última vez no enorme edifício financeiro e religioso que hoje cuida de 1,1 bilhão de almas..." (p. 167). Grifos nossos.

Então, Roma vive algumas de suas práticas e costumes - como a ideia de expandir suas fronteiras além de seus limites territoriais - subsiste até os dias de hoje na Igreja Católica Romana.

Enfim, leitura recomendada, pois o texto é bom e inspirador, principalmente para aqueles que gostam de conhecer um pouco mais sobre a vida na Antiguidade e se interessam pela administração de reinos, impérios e empresas.

23.3.12

1º ano (CIEP 280)

Segue abaixo o slide apresentado e discutido para a turma do 1º ano. Matéria de nossa avaliação, na próxima semana.
Obs: Mais abaixo postei o link para outro slide (Estudo Introdutório), que também será avaliado.


República
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ESTUDO INTRODUTÓRIO (1ª MATÉRIA), CLIQUE ABAIXO:
http://acropolemg.blogspot.com.br/2012/03/estudo-introdutorio-1-ano-ciep.html



BOM ESTUDO PARA TODOS!

4.11.11

Pesquisa on-line

Alunos do CIEP 280, do 6º ano, em ação pesquisando hábitos alimentares e a vida cotidiana dos romanos antigos na sala de informática:





Segue o roteiro de pesquisa que foi utilizado nessa aula diferenciada, a qual tem despertado bastante o interesse dos alunos:


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