Blog mantido para preservar o trabalho do Professor e Historiador Rodolfo Alves Pereira. O site mantém registros de algumas de suas publicações e trabalhos apresentados em Congressos e Eventos acadêmicos e Educacionais, nos quais deixou valiosas contribuições acerca da Metodologia e do Ensino de História na Educação Básica. Também contém registros de algumas de suas experiências didático-pedagógicas mais importantes, além de projetos desenvolvidos nas escolas onde atuou.
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18.2.25
7.7.22
[HCS] Caça-palavras: povoamento da Zona da Mata mineira
Encontre as palavras no quadro, anote-as no caderno e detalhe sua importância no contexto de povoamento e formação econômica e social da Zona da Mata mineira.
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Novo Ensino Médio
22.10.15
Pesquisa: conhecendo o patrimônio histórico do Carmo (RJ)
Os alunos do 1º ano do Ensino Médio do CIEP 280 tiveram a oportunidade de estudar no conteúdo de Introdução a História o método de trabalho do Historiador, as fontes de pesquisa e o fazer histórico por meio da produção escrita.
Confiram abaixo a pesquisa e produção de texto de uma dupla de alunas da turma 1003!
Matriz Nossa Senhora do Carmo: patrimônio
histórico de nossa cidade
Um dos pontos turísticos que mais atraem turistas à
Cidade do Carmo é a igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo. Ela foi construída
em terras doadas pelos fazendeiros, na praça central da cidade. A obra iniciou-se
em 1863 e foi oficialmente inaugurada em 1876.
Segundo informações extraídas do livro “Um século da
história carmense”, em 1877, houve uma reunião para prestação de contas da
obra. O custo total foi de 140:000.000 réis. O governo da Província arcou com
72:000.000 das despesas e a Assembleia Provincial com 5:000.000 contos de réis.
O restante foi obtido por meio de doações de pessoas da sociedade carmense,
como por exemplo, os três sinos da torre doados pelo Tenente-coronel Francisco
Vieira de Carvalho,os quais foram avaliados, na época, em 3:000$000.
Uma característica peculiar dessa igreja é sua torre,
que diferente do tradicional, encontra-se aos fundos da capela-mor. Também fazem
parte da construção os seguintes espaços: a nave, a capela-mor e duas
sacristias. Sua fachada possui elementos da arquitetura neoclássica.
No alto da
construção, na parte externa, está o relógio ladeado por duas estatuetas de
mármore, as quais representam os profetas do Antigo Testamento – Elias e Eliseu.
Os beirais estão cobertos por telhas de louças esmaltadas com detalhes nas
cores azul e branco.
O interior é ricamente decorado com lustres e pinturas
retratando a paixão de Cristo.
Por todas essas características e sua história, a igreja foi tombada em 1964. O tombamento reconhece e protege os bens que possuem significados históricos e culturais, impedindo que eles desapareçam, mantendo-os preservados para as futuras gerações.
Juliana e Aline
Alunas
da 1003 (CIEP 280)
Crédito das fotos: http://mapadecultura.rj.gov.br/manchete/igreja-de-nossa-senhora-do-carmo-2
7.8.15
Tudo sobre as Grandes Navegações europeias do século XV
Segue abaixo uma relação de links com conteúdo sobre a Expansão Marítima europeia, no século XV, conteúdo do 1º ano do CIEP 280, no 3º bimestre:
- Resumo - parte I
- Resumo - parte II
- Resumo - parte III
- Texto do Professor
- Caça palavras 1
- Caça palavras 2
- Cruzadinha
Estudem bastante!
20.6.15
SAERJINHO 2º BIMESTRE
Estude agora para o Saerjinho e para a avaliação bimestral do dia 27/06!
- Renascimento Cultural
- Reforma Protestante
- Formação das Monarquias Nacionais
- Absolutismo e Mercantilismo
10.6.15
A formação das monarquias nacionais
Na Idade Média a Europa era fragmentada em diversos feudos e reinos cujas fronteiras eram pouco definidas.
Os reis não tinham muito poder, pois os nobres eram aqueles que, de fato, governavam seus territórios.
Contudo, no limiar da Era Moderna, mudanças políticas, sociais e econômicas começam a transformar as relações de poder na Europa.
A ascensão da burguesia e a necessidade de ampliar o comércio, favoreceu o surgimento de Estados centralizados, administrados por reis. Eles asseguravam estabilidade para o reino, definiam as fronteias de seu território, adotavam um idioma que identificasse o seu povo, padronizavam a moeda, os pesos e medidas, o que facilitava os negócios.
Outro aspecto importante para garantir a formação dos Estados nacionais europeus foi a manutenção de exército permanentes. O aparato militar que garantia o cumprimento das ordens reais e a ordem no reino, aumentaram o poder dos monarcas, ao passo que reduziam a influência da nobreza e da Igreja em questões jurídicas e militares.
Contudo, no limiar da Era Moderna, mudanças políticas, sociais e econômicas começam a transformar as relações de poder na Europa.
A ascensão da burguesia e a necessidade de ampliar o comércio, favoreceu o surgimento de Estados centralizados, administrados por reis. Eles asseguravam estabilidade para o reino, definiam as fronteias de seu território, adotavam um idioma que identificasse o seu povo, padronizavam a moeda, os pesos e medidas, o que facilitava os negócios.
Outro aspecto importante para garantir a formação dos Estados nacionais europeus foi a manutenção de exército permanentes. O aparato militar que garantia o cumprimento das ordens reais e a ordem no reino, aumentaram o poder dos monarcas, ao passo que reduziam a influência da nobreza e da Igreja em questões jurídicas e militares.
Esses processos de fortalecimento do poder político central nos reinos europeus começaram a crescer no século XIII e, segundo Max Weber, eram assim caracterizados: "A ordem legal, a burocracia, a jurisdição compulsória sobre um território e a monopolização do uso legítimo da força são as características essenciais do Estado Moderno". (WEBER apud. CARVALHO, 2010, p. 27).
Assim, o mapa da Europa foi sendo modificado. Os senhores feudais perderam espaço e tiveram que se submeter ao poder do rei, mas sem abdicar de algumas regalias e privilégios do Estado, como por exemplo, o acesso a elevados cargos públicos.
Em suma, As mudanças que foram implementadas nas novas nações, em maior ou menor grau de intensidade, foram:
- Centralização do poder nas mãos do rei;
- Estabelecimento de fronteiras territoriais;
- Padronização dos pesos e medidas e criação de moedas nacionais;
- Formação de burocracias a serviço do Estado;
- Criação de exércitos permanentes;
- Adoção de um idioma comum;
- Subordinação da Igreja ao rei.
Vamos analisar, resumidamente, como ocorreu a formação dos principais reinos da Europa Moderna:
- O surgimento do reino de Portugal
Essa situação começa a mudar no século XII, quando o nobre francês Henrique de Borgonha recebe o Condado Portucalense, um pequeno território na Península Ibérica que lhe foi doado graças a sua participação nas batalhas de Reconquista.
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| Observe o mapa. Os muçulmanos ocupavam o sul da Península Ibérica e o Norte da África. Em destaque, à oeste, o Condado Portucalense. |
A Reconquista foi a luta dos cristãos contra os muçulmanos que ocupavam grande parte da Península Ibérica, do século VIII ao XV.
O Condado Portucalense passou a ser governado pela dinastia de Borgonha. Em 1385, Dom João, mestre de Avis, assumiu o trono de Portugal e fortaleceu a centralização monárquica. Ele, com o apoio da burguesia mercantil, iniciou a Expansão Marítima.
- Formação do reino da Espanha
A Espanha nasceu a partir da junção dos reinos de Castela e Aragão, que ocorreu com o casamento dos reis Isabel e Fernando em 1469.
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| Os reis católicos, Fernando de Aragão e Isabela de Castela. |
A formação do Estado espanhol foi consolidada em 1492, após a vitória dos católicos sobre o último reduto muçulmano na Europa - o reino de Granada.
- O surgimento do Estado francês
A França passou pelo processo de centralização política após a Guerra dos Cem anos (1337-1453), travada contra os ingleses.
Para conduzir a guerra era necessário um líder forte (o rei), que conduzisse o exército nacional à vitória. Assim, os monarcas se tornaram necessários para manter a unidade nacional para lutar contra um inimigo comum - os ingleses.
Desse modo, a guerra ajudou a fortalecer a posição do rei na França e abriu caminho para o Absolutismo monárquico, cujo expoente foi o governo de Luís XIV entre 1643 a 1715.
- The origin of the English state
Entre 1485 e 1509, o rei Henrique VII assumiu o poder e enfraqueceu o Parlamento, órgão que desde o século XII limitava o poder do monarca.
O seu sucessor, Henrique VIII, fortaleceu ainda mais o poder real, principalmente após romper com a Igreja Católica em 1534 e fundou a Igreja Anglicana, da qual se tornou o chefe supremo.
![]() |
| O rei Henrique VIII, da Inglaterra. |
Ele abriu caminho para o governo de sua filha Elizabeth I, a qual reinou entre 1558 a 1603, que a exemplo de seu pai, governava tentando manter autonomia em relação ao Parlamento inglês.
22.4.15
Animação sobre o Absolutismo e o Mercantilismo
O título do post apresenta dois conceitos fundamentais para se compreender a Idade Moderna, uma época em que surgem os Estados Nacionais europeus e se dá a formação do capitalismo comercial, que resultará, posteriormente, nas grandes navegações e descobrimentos do século XV.
Para facilitar o estudo e a assimilação dos conceitos, elaboramos uma animação através do recurso digital Powtoon, que exploramos pela segunda vez.
Assista ao vídeo abaixo e descubra como não é tão complicado aprender História.
Obs.: Não se esqueça de estudar o caderno, o livro didático e outros textos e resumos disponíveis aqui no Blog para ampliar o seu conhecimento sobre o assunto.
Bons estudos!
Marcadores:
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8º ano,
Absolutismo,
História Moderna,
Mercantilismo
30.3.15
O Saerjinho está chegando!
O SAERJINHO do 1º bimestre vem aí.
Não deixe para estudar em cima da hora. Comece a estudar desde já e, com certeza, você fará uma excelente avaliação!
Seguem os links com os resumos e atividades de todos os conteúdos estudados no 1º bimestre. Clique para ler:
Estudos introdutórios:
Grécia e Roma Antiga
Idade Média
Bons estudos!
29.3.15
Idade Média em perspectiva
A Idade Média foi um período da História da Europa que começou no século V e terminou no Século XV.
No ano 476, O Império romano do Ocidente foi destruído pelos povos germânicos, os quais estabeleceram diversos reinos na Europa (ver mapa abaixo).
O antigo Império romano estava agora fragmentado em vários reinos germânicos. De acordo com o historiador Hilário Franco Júnior (2001), o cristianismo "foi o elemento que possibilitou a articulação entre romanos e germanos, o elemento que ao fazer a síntese daquelas duas sociedades forjou a unidade espiritual, essencial para a civilização medieval". (A idade média - nascimento do ocidente. p. 16).
Importante destacar que a Igreja Católica, durante a Idade Média, foi a instituição que assumiu a responsabilidade de difundir o cristianismo na Europa e, posteriormente, no mundo. Por isso, a Igreja adotou uma postura bastante radical e punitiva em relação a quaisquer manifestações religiosas ou crenças que contrariassem os dogmas do catolicismo.
Os membros da igreja formavam o Clero, eram padres, bispos, cardeais e o papa, como autoridade máxima. A Igreja adquiriu vasto patrimônio, recebendo doações de terras e recolhendo o dízimo. Sua importância ia além do amparo espiritual, pois o clero tinha muita influência política e social.
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| Catedral de Notre-Dame em Paris. As catedrais foram construídas em toda a Europa simbolizando a fé e o poder da Igreja Católica. |
A economia europeia, a partir do século V, passou por um processo de ruralização, devido ao declínio das atividades comerciais e ao desaparecimento das moedas. Assim, na Idade Média, a terra tornou-se o bem mais valioso.
Os donos das terras eram os nobres, que detinham enorme poder sobre seu território. Eles tinham uma massa de camponeses que os serviam, trabalhando em seus campos, e lhes pagavam inúmeros impostos, como a corveia, a talha, a banalidade dentre outros.
A economia medieval é chamada de feudalismo, pois se baseava no feudo (a terra e todos os bens que estavam nela: o castelo, o arado, o gado, as ferramentas etc).
Os feudos eram autossuficientes, ou seja, produziam tudo aquilo de que necessitavam. Quando faltava algo que não havia no feudo, era possível fazer o escambo, que é a troca de mercadorias por outras.
Observe na ilustração como eram estruturados os feudos:
Os camponeses levavam uma vida dura, trabalhavam para sobreviver num regime de servidão. Recebiam comida e proteção do nobre.
Nobres influentes poderiam ceder parte de seu feudo para outros nobres, em troca de sua lealdade e de serviços militares quando fosse necessário. Essa relação é chamada de suserania e vassalagem. Note na ilustração medieval abaixo como era a cerimônia entre o suserano e o seu vassalo.
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| O vassalo, de joelhos, presta juramento de lealdade a seu suserano. |
A sociedade medieval era estratificada e com pouca mobilidade social. A nobreza era hereditária, sendo assim um camponês nunca poderia se tornar um nobre. Os extratos sociais eram bastante distintos entre si. Havia aqueles que oravam, o Clero; os que lutavam, a nobreza; e os que trabalhavam, os camponeses (ou servos).
Observe na figura medieval abaixo uma representação da sociedade feudal, com os três grupos sociais devidamente caracterizados de acordo com suas atribuições.
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| Clero, Nobre e Servo. Representação da Sociedade medieval. |
No século VIII, a Europa foi sacudida por novas invasões. Os vikings atacaram territórios no norte e os muçulmanos expandiram seus domínios do Norte da África até o sul da Península Ibérica, onde ficam atualmente Portugal e Espanha.
A cultura medieval foi muito beneficiada pela cultura muçulmana, a qual permaneceu na Europa até o final do século XV. Apesar de cristãos e muçulmanos manterem uma relação conflituosa, como ocorreu com as Cruzadas, iniciadas a partir do século XI, houve muita troca cultural entre árabes e europeus.
Na Península Ibérica, os muçulmanos construíram belíssimos templos (as mesquitas) que podem ser apreciadas até os dias de hoje.
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| Mesquita de Córdoba, na Espanha, construída no século X. |
Foram eles, provavelmente, que implantaram o jogo de xadrez na Europa, no século X, a partir da Espanha. Os muçulmanos possuíam muitos conhecimentos nas áreas de geografia, filosofia e medicina que até então eram desconhecidos pelos europeus.
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| Um cavalheiro cristão e um guerreiro muçulmano disputam uma partida de xadrez. Ilustração do século XIII |
Em suma, o legado muçulmano na Europa, principalmente na Península Ibérica, é marcante, seja na língua, nos costumes, na alimentação ou no conhecimento científico adquirido pelos europeus.
A partir do século X, a Europa Medieval passou por grandes transformações. A agricultura tornou-se mais produtiva devido à implementação de novas técnicas agrícolas, a população aumentou, as feiras começaram a surgir e, ao redor delas, surgiram as cidades onde floresceu um novo grupo social - a burguesia. Inicia-se então o renascimento urbano e comercial.
No século XIV, o sistema feudal entrou em crise. A Peste Negra devastou grande parte da população europeia, havia conflitos no campo e nos burgos (cidade). O poder da Igreja e da Nobreza começava a ser questionado por novos atores sociais, que irão inaugurar a Idade Moderna, tema para ser trabalhado nas próximas aulas.
Avaliação
1. ENEM, 2022.
[1º ano] Roma Antiga
"Todos os caminhos levam a Roma". Esse ditado popular na Itália provém da Antiguidade, e se justifica pois Roma construiu um vasto império, conquistando toda a a região da orla do Mar Mediterrâneo. Assim, todos os caminhos iam em direção à capital do império, para onde seguia gente, riquezas, tributos e escravos.
Graças ao seu poderio militar, Roma dominou um imenso território (ver mapa acima). Pela força das armas e da política, os romanos mantinham os territórios dominados como províncias, que deviam impostos e tributos para a capital.
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| Um exército disciplinado e bem equipado foi fundamental para o sucesso de Roma. |
Com os impostos o governo mantinha um exército poderoso, construía pontes, estradas, coliseus e aquedutos. Muitas destas construções milenares estão erguidas até os dias atuais e são atrações turísticas para os interessados na Antiguidade Clássica.
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| Um aqueduto construído pelos romanos na França. |
Antes de se tornar um Império, Roma viveu sob o governo republicano entre 509 a. C. a 27 a. C.
A palavra República vem do latim res publica e significa "coisa pública". Essa forma de governo de governo deveria zelar pelo bem comum e pelos interesses coletivos.
Marco Túlio Cícero (106 a. C. a 43 a. C.), filósofo e político romano assim definiu o governo republicano:
“homens associados pelo direito a partir de interesses que
lhes são comuns. A associação pelo direito pressupõe a existência de leis e,
para promover os interesses comuns, essas leis devem ser a expressão da vontade
popular.”
Contudo, a realidade era diferente da teoria. A República romana era controlada pelos patrícios (donos de terras e de escravos), os quais se achavam descendentes dos fundadores de Roma. Eles ocupavam os cargos mais importantes, como os de cônsul ou de senadores.
O senado cuidava do orçamento, decidia se Roma entraria em guerra e elegia os dois Cônsules que lideravam o governo republicano. Em casos extremos ou de crise, um cônsul poderia assumir o poder e implantar uma ditadura até que o problema fosse solucionado.
No outro espectro social havia a massa popular, a plebe. Os plebeus eram um grupo social heterogêneo formado por camponeses, pastores, artesãos, comerciantes etc, os quais constituíam a maioria da população romana.
Eles reivindicavam mais direitos, como o fim da escravidão por dívidas e maior participação no governo.
Com lutas, greves e protestos os plebeus conquistaram, a partir de 494 a. C. o direito de eleger seus representantes para o Tribuno da Plebe (órgão que poderia sugerir leis e vetar medidas do senado) e a publicação da Lei das Doze Tábuas, por volta de 450 a. C., elemento fundamental do Direito Romano. A escravidão por dívidas foi abolida e foi permitido o casamento entre patrícios e plebeus.
Apesar das conquistas dos plebeus, as mulheres romanas não podiam participar da política, votar ou assumir cargos no governo, tal como era na Grécia Antiga. Mas, segundo o historiador Pedro Paulo Funari (2002), "o conceito de cidadania romana era muito mais flexível do que o ateniense, que vimos anteriormente. Tornavam-se romanos, por exemplo, os ex-escravos alforriados, chamados libertos, ainda que os plenos direitos políticos só fossem adquiridos pelos filhos libertos, já nascidos livres. Os romanos concediam, também, a cidadania a indivíduos aliados e, até mesmo, a comunidades inteiras" (p. 85).
Fica claro que a cidadania em Roma era mais abrangente do que fora na Grécia Antiga, especialmente em Atenas, berço da democracia.
Ao estender à cidadania para outros povos, os romanos se tornavam mais numerosos e mais dinâmicos do ponto de vista político e social.
DE OLHO NO ENEM - 2017. QUESTÃO SOBRE ANTIGUIDADE CLÁSSICA
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| Representação de uma sessão do Senado romano. |
O senado cuidava do orçamento, decidia se Roma entraria em guerra e elegia os dois Cônsules que lideravam o governo republicano. Em casos extremos ou de crise, um cônsul poderia assumir o poder e implantar uma ditadura até que o problema fosse solucionado.
No outro espectro social havia a massa popular, a plebe. Os plebeus eram um grupo social heterogêneo formado por camponeses, pastores, artesãos, comerciantes etc, os quais constituíam a maioria da população romana.
Eles reivindicavam mais direitos, como o fim da escravidão por dívidas e maior participação no governo.
Com lutas, greves e protestos os plebeus conquistaram, a partir de 494 a. C. o direito de eleger seus representantes para o Tribuno da Plebe (órgão que poderia sugerir leis e vetar medidas do senado) e a publicação da Lei das Doze Tábuas, por volta de 450 a. C., elemento fundamental do Direito Romano. A escravidão por dívidas foi abolida e foi permitido o casamento entre patrícios e plebeus.
Apesar das conquistas dos plebeus, as mulheres romanas não podiam participar da política, votar ou assumir cargos no governo, tal como era na Grécia Antiga. Mas, segundo o historiador Pedro Paulo Funari (2002), "o conceito de cidadania romana era muito mais flexível do que o ateniense, que vimos anteriormente. Tornavam-se romanos, por exemplo, os ex-escravos alforriados, chamados libertos, ainda que os plenos direitos políticos só fossem adquiridos pelos filhos libertos, já nascidos livres. Os romanos concediam, também, a cidadania a indivíduos aliados e, até mesmo, a comunidades inteiras" (p. 85).
Fica claro que a cidadania em Roma era mais abrangente do que fora na Grécia Antiga, especialmente em Atenas, berço da democracia.
Ao estender à cidadania para outros povos, os romanos se tornavam mais numerosos e mais dinâmicos do ponto de vista político e social.
DE OLHO NO ENEM - 2017. QUESTÃO SOBRE ANTIGUIDADE CLÁSSICA
28.3.15
[1º ano] Grécia Antiga: a origem da democracia
A civilização grega se desenvolveu originalmente na Península Balcânica, há cerca de 4 mil anos atrás.
Segundo o historiador Pedro Paulo Funari, esta "...região é delimitada, por uma lado, pelo Mar Mediterrâneo e, por outro, pela alternância de montanhas rochosas e despenhadeiros e alguns vales férteis para a agricultura." (Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002. p. 13).
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| Península balcânica (sul da Europa). |
Foi na Grécia Antiga, especificamente, na pólis (cidade-estado) de Atenas, que surgiu a democracia (poder do povo), no século V a. C.
Para se chegar a essa forma de governo, na qual o povo tinha maior participação no poder, foi preciso muita luta, pois antes a política ateniense era totalmente dominada pelos aristocratas (donos das terras).
A democracia de Atenas era direta, e todo cidadão podia participar da assembleia (Eclésia). Contudo, a cidadania era para poucos, somente homens com mais de 18 anos de idade, filhos de mãe e pai atenienses tinham o direito de falar na assembleia e votar os assuntos políticos da cidade. Para facilitar a compreensão de como funcionava a democracia antiga, leia a História em Quadrinhos abaixo.
Assim sendo, as mulheres, os escravos e os estrangeiros não eram considerados cidadãos, por isso tinham direitos limitados.
O mundo Ocidental, do qual fazemos parte, herdou muito de sua cultura política da Grécia Antiga.
Hoje, no Brasil, por exemplo, somos uma República democrática representativa. Nós votamos e elegemos nossos representantes no poder.
Os políticos eleitos pelo povo devem trabalhar em prol de melhorias para a população e assegurar que a cidadania seja para todos, afrodescendentes, índios, mulheres, homossexuais e até crianças. Uma democracia plena deve garantir a todos os indivíduos, de uma cidade ou de um país, a oportunidade de participar do poder.
DE OLHO NO VESTIBULAR
DE OLHO NO VESTIBULAR
9.3.15
Jovens Historiadores
Um dos temas do 1º bimestre é a Introdução aos estudos da História.
Assim, falamos sobre a História enquanto Ciência Humana, sobre o Historiador e as fontes históricas, e a ideia equivocada de que a História é neutra e imparcial. Também conversamos sobre o fato de que cada um de nós pode fazer história todos os dias, o que nos torna agentes de nosso próprio destino e também da sociedade que nos cerca.
Para não ficar só na teoria, partimos para o campo.
Destino: Centro Cultural do Carmo.
Destino: Centro Cultural do Carmo.
Nesse lugar há preciosidades da História e da Memória carmenses que ainda não foram devidamente mensuradas.
Antes de ir, fizemos uma oficina com os alunos sobre como se portar num ambiente Cultural e os cuidados que devemos ter com as fontes que iríamos manusear - exemplares do Correio do Carmo, do ano de 1935!
Os alunos realizaram os preparativos, levaram luvas cirúrgicas para evitar o contato direto entre as mãos e a fonte primária e para prevenir alguma irritação na pele, devido aos fungos e bactérias que impregnam as folhas do antigo informativo.
Os estudantes gostaram muito da experiência e do contato com uma fonte primária escrita. Muitos ficaram surpresos com as diferenças ortográficas, pois o português de antigamente era bem diferente do nosso. Outros se surpreenderam com os anúncios e com os artigos críticos e irônicos a respeito da política local e estadual.
Agora você fica com algumas fotos dos Jovens Historiadores do CIEP 280 e aguarde para ver o que eles irão produzir após este contato com as fontes históricas!
6.3.15
Ditaduras no Brasil republicano
Ao iniciar o trabalho com as turmas do 1º ano do Ensino Médio do CIEP, fizemos uma avaliação diagnóstica para ver o que os alunos recordavam de um dos conteúdos trabalhados no ano passado, isto é, no 9º ano do Ensino Fundamental.
Um dos temas que eles mais se interessaram foram os governos ditatoriais, então pedimos aos estudantes que escrevessem um texto sobre as experiências ditatoriais no Brasil, como o Estado Novo e a Ditadura Militar.
Os textos ficaram bons e escolhemos um para enriquecer mais o nosso Blog. Com vocês as ideias e as palavras da aluna Barbara!
A Ditadura no Brasil
Ditaduras são regimes governamentais em que o povo tem pouca liberdade de expressão e todo o poder está concentrado em uma pessoa.
No Brasil, tivemos há algumas décadas, dois momentos com ditaduras. O primeiro foi o Estado Novo (1937-1945), nessa época o Brasil era governado por Getúlio Vargas. Ele criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) que se encarregava de monitorar jornais, livros, músicas, manifestações artísticas, programas de rádio e a educação a fim de silenciar quaisquer um que tentasse transmitir ideias contra Vargas e o seu Governo. Vargas também fechou o Congresso e perseguiu partidos políticos.
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| Vargas se apoiava nos trabalhadores para se manter no poder (populismo). |
Você pode estar se perguntando como o povo permitiu Vargas agir com tamanho autoritarismo sem ninguém impedi-lo. Acontece que Vargas se apresentava ao público como um "defensor" do trabalhador, foi ele inclusive que criou as leis trabalhistas para agradar à classe trabalhadora. Aliás, algumas dessas leis estão em vigor até os dias de hoje, como o salário mínimo e o décimo terceiro salário.
O segundo momento autoritário da República foi entre 1964 e 1985. A Ditadura militar começou com golpe dos militares contra João Goulart, que estava sendo acusado de defender o comunismo. Assim, ele acabou exilado e os militares assumiram o governo.
A partir de então, quem escolhia o presidente do país era apenas o Alto Comando das Forças Armadas. O povo perdeu o direito de votar, os trabalhadores estavam proibidos de fazer greves, os estudantes e jornalistas que se opunham ao governo foram perseguidos e alguns exterminados.
O governo passou a controlar intensamente a divulgação de ideias contrárias ao regime para que o povo não tomasse conhecimento delas, estava estabelecida a censura.
Muitos cidadãos foram perseguidos e exilados, pois não eram mais bem vindos no Brasil. Isso ocorreu com diversos políticos, professores, jornalistas e artistas daquela época.
Depois de um longo período de protestos e do movimento denominado "Diretas Já" o regime militar começou a enfraquecer. Foi nesse período que surgiram o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Democrático Social (PDS), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o MDB foi transformado no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Em 1985, o último presidente militar foi João Baptista de Oliveira Figueiredo, seu governo foi marcado por uma crise econômica, manifestações políticas e sociais e pela redemocratização Brasil, isto é, o momento em que a Ditadura Militar chegou ao seu fim.
Por Barbara Mesquita Gonçalves
Aluna do 1º ano do Ensino Médio - CIEP 280
![]() |
| Militares reprimindo um manifestante. |
O governo passou a controlar intensamente a divulgação de ideias contrárias ao regime para que o povo não tomasse conhecimento delas, estava estabelecida a censura.
Muitos cidadãos foram perseguidos e exilados, pois não eram mais bem vindos no Brasil. Isso ocorreu com diversos políticos, professores, jornalistas e artistas daquela época.
Depois de um longo período de protestos e do movimento denominado "Diretas Já" o regime militar começou a enfraquecer. Foi nesse período que surgiram o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Democrático Social (PDS), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o MDB foi transformado no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Em 1985, o último presidente militar foi João Baptista de Oliveira Figueiredo, seu governo foi marcado por uma crise econômica, manifestações políticas e sociais e pela redemocratização Brasil, isto é, o momento em que a Ditadura Militar chegou ao seu fim.
Por Barbara Mesquita Gonçalves
Aluna do 1º ano do Ensino Médio - CIEP 280
Parabéns Barbara, o seu texto ficou excelente! Através dele fica fácil perceber que você conseguiu apreender a essência do conteúdo ensinado!
3.10.14
[4º bimestre] América Colonial
O conteúdo previsto para o 1º ano do Ensino Médio, do CIEP 280, neste bimestre é a América Colonial.
Já começamos o estudo da conquista e da organização do sistema colonial americano pelos espanhóis, a partir do século XVI.
Em seguida, passaremos à análise das 13 colônias inglesas na América do Norte, cuja costa leste começou a ser colonizada pelos súditos da rainha no século XVII.
Concluiremos o ano letivo desembarcando no Brasil, em 1500, junto com Pedro Álvares Cabral, Pero Vaz de Caminha, Frei Henrique Coimbra dentre outros colonizadores da América Portuguesa.
Então clique sobre as imagens abaixo e comece a estudar desde já os temas deste bimestre. Aproveite para viajar, de norte a sul, pela História da colonização do continente americano!
América Espanhola
América Inglesa
América Portuguesa* (*em breve)
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