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17.8.16

Relatório da visita à exposição "Por mares nunca dantes navegados"

O texto a seguir foi redigido por uma estudante do 6º ano 3. Ela relatou suas observações a respeito da visita realizada por alunos e professores à exposição na Casa de Leitura Lya Botelho.


Um passeio pelo conhecimento

Visitamos a exposição "Por mares nunca dantes navegados", na Casa de Leitura, no dia 16/08/2016 (terça feira). Havia no local três salas, começamos pela principal, cuja decoração se parecia com a de um navio antigo; tinha vários objetos diferentes e interessantes, como um canhão e uma bússola. Em uma mesinha de madeira tinha alguns alimentos, como pães e biscoitos, representando a comida dos marinheiros, e ratos espalhados pelo espaço, simbolizando a sujeira e a falta de higiene do lugar.

A limpeza desses antigos barcos era horrível, para falar a verdade, os hábitos de higiene não eram regra entre a tripulação, homens vomitavam em si mesmo e nos outros, por causa do enjoo provocado pelo movimento da embarcação e o balanço do mar.

Com uma dieta pobre e má alimentação, os marinheiros acabavam sendo pegos pelas doenças, seus dentes caíam e as gengivas sangravam, tinham náuseas e alucinações. 

Imaginavam que tinha monstros nos mares e que eles eram os causadores dos desastres e dos naufrágios.

Indo para a segunda sala, à direita, podemos ver os grandes navegadores dos séculos XV e XVI, como Vasco da Gama, Cristovão Colombo entre outros não menos importantes. 

Uma curiosidade é que quando Colombo chegou à América acreditou que estava nas Índias, não sabia que tinha chegado num novo continente, por isso chamou os habitantes do lugar de índios. Nesta sala também tinha uma espada, um barril de madeira, alimentos, imagens, mapas e relatos de época.

A terceira e última sala continha especiarias da China e da Índia, também tinha alimentos e artigos do Oriente, como seda, vasos de porcelana, espadas etc. Essas mercadorias não eram fabricadas na Europa, por isso os viajantes iam atrás delas, pois elas tinham grande valor e seu comércio era muito lucrativo.
Aprendemos sobre um mito da época, que dizia que a Terra era plana e que, além do oceano, havia um abismo que engolia os navegadores. Foram as aventuras marítimas que comprovaram que a Terra é esférica e aumentaram o conhecimento sobre o mundo.


Os "marinheiros" de nossa geração são os astronautas, que se aventuram pelo espaço, onde há muito para ser explorado e conhecido.


Certamente, no futuro, outras pessoas falarão sobre nós e as descobertas de nossa época, assim como agora falamos do que foi realizado no passado.

28.11.15

A aventura que confirmou a esfericidade da Terra

As grandes navegações europeias, iniciadas no século XV, promoveram a ampliação do conhecimento geográfico sobre o Mundo.

Antes das expedições marítimas, os europeus acreditavam que o oceano era o limite da Terra e além dele estava um abismo que tragava os marinheiros que ousassem se aventurar pelo mar.

Em 1519, o navegador português Fernão de Magalhães (1480-1521), a serviço da coroa espanhola, liderou uma frota com cinco embarcações e 240 homens com o objetivo de chegar ao Oriente. Ele navegou pelo Oeste,  afim de explorar o mundo e se apossar de novas terras e levar especiarias para a Espanha.


Francisco de Magalhães.
Magalhães cruzou o Atlântico e, no extremo sul da América, encontrou uma passagem para o Oceano Pacífico - denominada de Estreito de Magalhães.

Ao longo da viagem, Magalhães enfrentou índios, tempestades e até a revolta de seus comandados, os quais, desesperados com as incertezas e o medo do desconhecido, queriam matar o capitão-geral.

Antonio de Pigafetta viajou na frota e relatou outra dificuldade enfrentada - a fome. Segundo ele, os viajantes só comiam "...velhos biscoitos transformados em poeira e cheios de vermes, fedendo a urina de rato"
Devido à escassez de alimentos, a tripulação ficava fraca e vulnerável às doenças, como o escorbuto, a qual dizimava os marujos. 

Magalhães morreu em 1521, depois de desembarcar nas Filipinas, onde enfrentou os nativos, e acabou sendo atingido por uma lança envenenada que o levou à morte.


Victoria foi o único navio que restou da frota de Magalhães. Dois naufragaram, um perdido e outro foi incendiado.

Em 1522, a viagem chegara após retornar à Europa, porém apenas um navio e 18 sobreviventes voltaram para casa. Ela ficou conhecida como viagem de circunavegação, pois o navio Victoria que chegou a Sevilha, além de trazer muitas especiarias, comprovou a esfericidade da Terra.

O escritor austríaco Stefan Zweig (1881-1942), publicou em 1938, a obra Fernão de Magalhães: o homem e sua façanha, na qual registra, com riqueza de detalhes, as aventuras e desventuras do navegador português.




Zweig, com talento raro, coloca o leitor dentro da caravela de Magalhães, conduzindo-o por uma viagem fascinante em busca de especiarias e de glória. 

Stefan Zweig deixou a Áustria por conta do nazismo. Viveu em Petrópolis (RJ) de 1941 a 1942, quando cometeu suicídio junto com sua esposa, Lotte.



Por tudo isso, a leitura é instigante e prende a atenção do leitor até a última página. Vale a pena conferir. 


Leia trechos do livro no Google Livros.


Leia mais sobre a viagem de circunavegação clicando aqui.

14.11.15

CineHistória: 1492 - a conquista do paraíso

Complementando os estudos da Expansão Marítima europeia, iniciada no século XV, exibimos para os alunos do 1º ano do CIEP 280 o filme 1492: a conquista do paraíso.



O filme foi lançado em 1992, na ocasião o Mundo celebrava 500 anos da chegada dos europeus ao continente americano.


Cristovão Colombo protagonizou a primeira grande viagem marítima, em nome da coroa espanhola, e seu feito possibilitou à Espanha ocupar, posteriormente, parte do continente, explorá-lo e dizimar milhões de índios pela guerra, escravidão e doenças que chegavam junto com os argonautas.

Depois do filme, a aluna Maria Gabriele Ximenes, da turma 1003, redigiu o seu relatório, que será postado a seguir.



Relatório sobre o filme 1492 - a conquista do paraíso


Assistimos hoje, na aula de história, um filme que relata o conteúdo que estudamos no 3° bimestre, 1492: A conquista do paraíso. 

O longa metragem narra a trahetória de Critovão Colombo e as expedições marítimas que ele realizou, em nome da Espanha, ao continente americano. 

O filme começa com uma cena interessante, na qual Colombo explica a um de seus filhos que a Terra era redonda, comparando-a com uma laranja, Naquela época, essa ideia não era aceita pela igreja Católica. 

Nas cenas seguintes, que mostram a primeira viagem de Colombo em busca do caminho para a Índia, é interessante observar o uso de novas tecnologias, como sextante que permitia ao marinheiro se orientar no mar tomando uma estrela como referência. 

Outro aspecto que me interessou bastante foi como os Europeus foram recebidos pelos primeiros habitantes das terras "descobertas" por Colombo. Inicialmente, a relação entre os índios e os europeus foi bastante amistosa e cordial.

Choque de culturas: europeus em contato com os nativos.

O que mais me entristeceu foi a guerra de ambos os povos, o que provocou a morte de muitas pessoas. 
Porém, se não fosse por Cristovão Colombo, talvez não estivéssemos aqui hoje e a História seria bem diferente.





Maria Gabriele Ximenes
Aluna da 1003







Parabéns, Maria Gabriele, seu trabalho ficou excelente!

27.10.15

Aprendendo noções de orientação com a bússola

A bússola foi aperfeiçoada pelos chineses, que começaram a magnetizar agulhas para obter maior precisão.

A agulha sempre aponta para o norte, isso ocorre pois ela funciona como uma imã que se orienta de acordo com o campo magnético da terra.

Ilustração: Barbara Melo. Site Invivo.

No século XV, os navegadores portugueses se apropriaram desse instrumento de orientação e começaram a empregá-lo nas grandes navegações que resultaram em sua chegada ao Brasil em 1500, por exemplo.

Resolvemos criar nossa própria bússola, com os alunos do 7º ano da E. E. Luiz Salgado Lima.
Seguimos as dicas do site Invivo, da fundação Oswaldo Cruz, e a experiência foi incrível.

Todos adoraram e compreenderam a importância da bússola para a navegação e para as viagens marítimas realizadas no século XV pelos europeus. Confira as fotos e a receita para você construir sua bússola.




Aprenda a fazer sua bússola!

Materiais necessários:
  • Recipiente com água;
  • Rolha de cortiça;
  • Agulha de costura;
  • Imã.
Como fazer:

• Corte a rolha de cortiça, deixando-o com cerca de 01 cm  de altura, formando um disco.
• Magnetize a agulha: passe uma de suas extremidades na parte lateral do ímã cerca de 20 vezes sempre no mesmo sentido, tomando o cuidado de não fazer movimentos de ida e volta.
• Usando a fita adesiva, fixe a agulha no disco e coloque-a sobre o recipiente com água. Se estiver tudo certo, quando você mexer na agulha, ela deve voltar para a mesma posição, ou seja, indicando a direção Norte-Sul.

17.8.15

As expansões marítimas nos séculos XV e XVI, por Nívea de Azevedo

As nações pioneiras nas expansões marítimas foram às europeias (Portugal e Espanha) que estavam em busca de riquezas para seus reinos. O primeiro país a se aventurar no mar, no século XV, foi Portugal, que começou sua expansão em direção ao sul do continente africano. Seu primeiro passo foi atravessar o mar Mediterrâneo e conquistar a cidade de Ceuta. Após isso, foram navegando pela costa da África construindo feitorias; seu objetivo era chegar à Índia, país das valiosas especiarias orientais. Mas um problema foi encontrado no meio do caminho. Ao sul da África havia grande um obstáculo, o perigoso Cabo das Tormentas, onde era quase impossível de se passar, pois neste local  o mar é muito agitado, o que fazia os barcos que tentavam atravessá-lo naufragar. Após algum tempo, um homem conseguiu atravessar o destemido trajeto. Este foi Bartolomeu Dias, o qual conseguiu dar continuidade à expansão portuguesa, mas foi Vasco da Gama quem conseguiu chegar ao destino almejado, as Índias (Calicute).

Bartolomeu Dias com um astrolábio. Roger Viollet Collection/Getty Images
A Espanha também queria enriquecer e dominar terras que tivessem bens preciosos. Assim, começou a planejar sua expansão, porém navegar pelo sul seria impossível e ao norte não se faria bom proveito. Então, Cristóvão Colombo entregou um plano para coroa espanhola, defendendo a ideia da esfericidade da Terra. Ele pediu aos reis espanhóis alguns navios para começar sua navegação rumo ao leste, acreditando que chegaria ao oriente. A coroa e seus apoiadores lhe entregaram três caravelas. Sua viagem pelo Atlântico iniciou-se no começo de agosto de 1492 e no dia 12 de outubro de 1492 Colombo avistou terra.

O navegador italiano, Cristovao Colombo.
Desembarcando na ilha que ele denominou San Salvador, chamou os habitantes daquela terra de índios, pois acreditara ter chegado nas Índias; mal sabia que havia "descoberto" a América. A busca de metais preciosos não teve sucesso. Após essa decepção, Colombo se deu conta de que não tinha chegado a seu desejado destino e sim em outras terras, posteriormente explorada por Américo Vespúcio.  O novo continente foi batizando de “América”, em homenagem aos seus feitos.

Após a descoberta espanhola, Portugal reivindicou parte das novas terras. Para evitar uma guerra, em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, cujo meridiano dividia as novas terras entre as duas nações ibéricas. Após seis anos, Pedro Alvares Cabral comandava uma frota que ia em direção à Índia, mas, no meio do caminho, seu trajeto foi desviado e no dia 22 de abril de 1500 ele chegou ao Brasil.

Desembarque de Cabral em Porto Seguro em 1500. Pintura de Oscar Pereira da Silva (1922).

Outras nações como a Inglaterra, França e Holanda fizeram sua expansão marítima no século XVI. Elas contestavam o Tratado de Tordesilhas e estabeleceram feitorias no Oriente e nas Américas. Essas nações utilizaram corsários e piratas para atacar navios de outras nações e se apoderar de suas cargas.



Nívea de Azevedo Salgado, 15 anos. 
Aluna da turma 1003 – 1ª série PROEMI
CIEP 280


Parabéns, Nívea. Excelente texto!

7.8.15

Tudo sobre as Grandes Navegações europeias do século XV

Segue abaixo uma relação de links com conteúdo sobre a Expansão Marítima europeia, no século XV, conteúdo do 1º ano do CIEP 280, no 3º bimestre:


Estudem bastante!

27.9.14

III CONGRESSO DE PRÁTICAS EDUCACIONAIS DA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS: “NOVAS FORMAS DE ENSINAR E APRENDER”

Participamos, com muito orgulho e entusiasmo, do III Congresso de Práticas Educacionais, realizado pela MAGISTRA, em Caeté (MG), entre os dias 22 e 26 de setembro desse ano.

Nosso projeto, executado com os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Luiz Salgado Lima, foi escolhido por uma comissão da SRE-Leopoldina para ser apresentado no Congresso, onde estiveram reunidos centenas de professores e pesquisadores da área da Educação de todo o estado.
Comunicação feita no dia 23/09/2014.

Abaixo, postamos o material que apresentamos, por meio de uma comunicação oral, no dia 23 de setembro, para a apreciação do público:

18.8.14

Expansão Marítima

No 3º bimestre, estudamos com as turmas do 1º ano do CIEP 280 o período das Grandes Navegações no século XV.

Esse fato é considerado um dos marcos entre o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna.

A Expansão Marítima plantou as sementes da Globalização, ampliou horizontes e intensificou o intercâmbio cultural entre regiões e povos distintos.
Claro, esse processo também contribuiu para a destruição de inúmeros povos e culturas, como ocorreu com os muitas etnias africanas e indígenas, vítimas das doenças,  das guerras e do trabalho escravo imposto pelo europeu. Nesse processo de intercâmbio, a cultura europeia também mudou, mesmo sendo a dominadora ela se adequou, adquiriu novos hábitos e costumes apreendidos no contato com os povos de além-mar. O uso do tabaco, o consumo do milho e da batata são alguns exemplos de elementos nativos da América que foram incorporados à cultura europeia, e difundidos pelo Mundo, após o século XV. 

O Mundo conhecido pelos europeus antes de 1415, data que marca o início da Expansão Marítima, era restrito à Europa, Parte da África e da Ásia.
Reprodução do "Mundo Conhecido" no século XV. Arte da Aluna Adrielly, da turma 1003.
As nações ibéricas (Portugal e Espanha) foram as pioneiras nas navegações. Portugal já havia passado pela centralização política desde o século XIV e o Rei incentivava as viagens marítimas.

As novas tecnologias da época, como a bússola, o astrolábio, o quadrante, o avanço da cartografia e o uso das caravelas foram fundamentais para o sucesso da empreitada ibérica. Muitos desses recursos foram adquiridos pelos europeus através do contato que mantinham com os navegadores árabes e  com o oriente.


O objetivo das navegações era chegar ao Oriente, no reino dourado da China descrita por Marco Polo, na fonte das especiarias orientais e de outros artigos de luxo. Além das riquezas, os europeus procuravam por novas terras e também por novos povos que pudessem ser catequizados e convertidos ao Catolicismo.

Especiarias orientais.
O comércio daqueles artigos era bastante lucrativo, e até o século XV foi dominado pelos mercadores árabes e os italianos das cidades de Gênova e Veneza, via Mar Mediterrâneo (ver mapa acima).

Portugal optou por fazer o périplo africano, isto é, contornou a Costa Africana até chegar em Calicute, na Índia, um importante centro comercial de especiarias.

A Espanha, por sua vez. apoiou a viagem de Cristóvão Colombo, o qual navegou em direção ao Ocidente, com o objetivo de atingir o Oriente. Ele acreditava na teoria da esfericidade da Terra, embora muita gente de sua época pensasse que o mar fosse o limite, o fim do Mundo.

O imaginário europeu do século XV povoava o Mar com monstros marinhos e seres mitológicos. Arte da Aluna Adrielly (1003).
Colombo acabou chegando à América, em 12 de outubro de 1492, e tomou posse daquelas terras para a Coroa espanhola.




Em 1494, Portugal e Espanha, sob a mediação do Papa Alexandre VI, assinaram o Tratado de Tordesilhas, o qual estabelecia a divisão de terras entre as duas nações ibéricas.
Um meridiano foi traçado a partir de 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. As terras ao leste pertenciam a Portugal, as terras ao oeste ficariam com a Espanha. França, Holanda e Inglaterra não foram contempladas pelo Tratado, restou a elas o recurso da pirataria e dos corsários, que não deixavam de navegar pelo Novo Mundo. 


Nos anos seguintes, portugueses e espanhóis continuaram a organizar grandes expedições marítimas, como a de Pedro Álvares Cabral, que comandou 13 navios, cruzou o Oceano e chegou ao Brasil em 1500; e a viagem de circunavegação de Fernão de Magalhães, patrocinada pela Espanha. Essa expedição, ocorrida entre 1519 e 1522, confirmou a esfericidade da terra, após singrar as águas do Atlântico e do Pacífico. Magalhães contou com cinco navios e cerca de 240 homens, mas apenas um barco completou o trajeto, com 18 marinheiros e sem o seu capitão, morto em batalha nas Filipinas.

O século XV foi, portanto, um momento de grandes transformações no Mundo, quando ocorreram "descobrimentos" e um intensivo intercâmbio cultural e comercial, que provocou um verdadeiro genocídio entre os povos da África, da América e da Ásia.
As viagens marítimas lançaram as bases de um Mundo extremamente desigual, onde as regiões periféricas ficaram, por muito tempo, a serviço da Europa.

9.8.14

Jogos e Ensino

A origem dos jogos de tabuleiro remonta à Antiguidade. Eles teriam surgido na Mesopotâmia e no Egito Antigo por volta de 5000 a. C. 


O Senet é um jogo do Egito Antigo.


O tempo passou e os jogos continuaram presentes nas civilizações. Durante a Idade Média, o jogo do xadrez foi muito difundido entre a nobreza feudal. Ele foi introduzido na Europa, provavelmente a partir da Espanha, no século X, pelos muçulmanos. (FRANCO JR. H., 2001). Daí espalhou-se pelo mundo.


Imagem relacionada
Cavaleiros medievais jogando xadrez (1283).


Atualmente, no Mundo Contemporâneo, apesar de vivermos na Era Digital, da Internet e dos Jogos eletrônicos, quem nunca disputou com um grupo de amigos uma partida de "Banco Imobiliário", de "Dama" ou de "War"
?
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Pois é, quase todo mundo já se divertiu com os amigos ou com os familiares com um bom jogo de tabuleiro! Passa o tempo e esse prática cultural resiste e permanece em nosso dia a dia, nos finais de semana e em momentos de lazer.



Os jogos são ferramentas importantes. Eles estimulam o raciocínio lógico, a inteligência emocional e as interações sociais. Portanto, podem e devem ser aproveitados na Educação como um ferramenta de aprendizagem. 

Com o objetivo de tornar as aulas de História mais atrativas e a aprendizagem mais significativa e prazerosa para os estudantes, utilizamos a estratégia de ensinar brincando, ou melhor, jogando!

Pela segunda vez neste ano, recorremos à montagem de um Jogo Tabuleiro, utilizando os fatos reais que estudamos na História.

Uma das matérias estudadas no terceiro bimestre com o 7º ano foi a Expansão Marítima Europeia, iniciada no século XV. As grandes navegações feitas pelos europeus, portanto, serviram de tema para os alunos confeccionarem um Jogo de Tabuleiro com essa grande aventura pelo Mar.



Divididos em grupos, os alunos receberam instruções básicas para montar o jogo. Eles utilizaram a criatividade para criar uma trilha sobre a cartolina, distribuindo ao longo dela obstáculos, bônus e perguntas que precisam ser respondidas para acumular pontos e avançar. Na hora de elaborar o jogo, todos participaram. Cada um deu sua contribuição, enquanto uns coloriam outros recortavam e colavam
O resultado final foi excelente, principalmente quando vi os alunos jogando, se divertindo e aprendendo o conteúdo da aula.

O objetivo deste jogo é navegar, descobrir novas rotas de comércio, chegar ao Oriente, na fonte das especiarias, e aprender, brincar e aprender!

E aí, a galerinha se divertiu?











Fernando Pessoa

27.7.14

Você sabe tudo sobre a Expansão Marítima?

Encontre as palavras-chaves relacionadas à época das Grandes Navegações no século XV!

Boa sorte e muita atenção.

25.8.12

Especiarias orientais - 7º ano CIEP 280

Elas eram produtos especiais que motivaram a Expansão Marítima no século XV, realizada por navegadores, comerciantes e mercadores Portugueses e Espanhóis. Você já sabe sobre o que estamos falando não é

Tentando fugir do monopólio italiano sobre a rota do Mediterrâneo e do bloqueio terrestre imposto à Constantinopla pelos turcos, os ibéricos (portugueses e espanhóis) lançaram-se à desbravar às águas do Mar Tenebroso para chegar na fonte das Especiarias.

Os aventureiros tiveram sucesso e o desconhecido Mar, tornou-se o Oceano Atlântico, por eles os argonautas ibéricos ampliaram seus horizontes, modificaram os mapas do Mundo Conhecido na época, ampliaram mercados e conectaram culturas distintas - europeia, africana e americana. As sementes do Capitalismo Mercantil ou Comercial e do fenômeno da Globalização estavam sendo plantadas.

Os alunos das turmas do 7º ano do CIEP 280 fizeram lindos trabalhos sobre as especiarias orientais e suas origens, isto é, características e onde poderiam seriam encontradas no século XV.



Parabéns, pessoal! Continuem se esforçando e se dedicando aos estudos!


27.2.12

III Parte da Expansão Marítima

Vimos anteriormente que Portugal e Espanha rivalizavam entre si na disputa pelo domínio do Oceano Atlântico e das "novas" terras que estavam além dele. (Continente americano e as ilhas atlânticas).
A descoberta da América em 1492 por Cristóvão Colombo, em nome da Espanha, estimulou a cobiça dos portugueses que protestaram e exigiram a posse parcial das descobertas espanholas.

Para evitar uma guerra entre as duas potências católicas, o Papa Alexandre VI interviu e mediou um acordo entre Portugal e Espanha, para dividirem as descobertas entre si. Daí surgiu o Tratado de Tordesilhas (1494).
Veja na HQ abaixo o que estabelecia tal tratado:


As terras a oeste do Meridiano de Tordesilhas pertenceriam à Espanha, as terras a leste ficariam com Portugal.

 


Em 22 de Abril 1500, os portugueses chegaram ao Brasil, sob o comando do navegador Pedro Álvares Cabral

A assinatura do Tratado provocou reações internacionais, França, Inglaterra e Holanda protestaram e reivindicavam direitos de posse para si.

Os navegadores destes países buscaram rotas alternativas para ter acesso ao comércio com o Oriente e com o "Novo Mundo". 

Em 1602 os holandeses fundaram a Companhia das Índias Orientais e começaram a disputar as rotas marítimas portuguesas.
A pirataria também tornou-se uma prática comum e até os reis de França e Inglaterra associavam-se aos piratas, chamados de corsários, para dividir o lucro de suas expedições marítimas pelos domínios ibéricos.

Assim, holandeses, franceses e ingleses foram ocupando, gradativamente, as três regiões da América, sobretudo o Norte, onde fundaram diversas colônias para também terem acesso às riquezas do continente.

II Parte do Resumo Expansão Marítima

Expansão Marítima Espanhola

  • 1469: A rainha Isabel do reino de Castela casa-se com Fernando, rei de Aragão. Com a união das coroas surge o estado espanhol.
  • Os dois reinos cristãos-católicos uniram-se para concluir a reconquista da Península Ibérica e expulsar os muçulmanos que dominavam o sul da Espanha.
Os reis católicos - Fernando de Aragão e Isabel de Castela.
  • 1492: Os espanhóis conquistam Granada que era o último reduto dos muçulmanos. A Península Ibérica (Portugal e Espanha) era totalmente cristã.
  • Após a expulsão dos muçulmanos,  os monarcas espanhóis iniciaram a expansão marítima para tentar chegar às Índias. Lembrando que as rotas de comércio que ligavam a Europa ao Oriente (Índia, Arábia, China) era via Mar Mediterrâneo, que estava dominado pelas cidades italianas (Gênova e Veneza); e por terra o entreposto comercial mais importante era Constantinopla (na atual Turquia) que estava nas mãos dos turcos-otomanos desde 1453 (fim da Idade Média e início da Idade Moderna).
  • Restou o Oceano Atlântico para os espanhóis buscarem uma nova rota que os levasse até a fonte das especiarias, sem precisar passar pelos italianos ou turcos.
Cristóvão Colombo (1451-1506) 

  • Navegador genovês que ofereceu seus serviços para os reis de Espanha, após ter sua proposta recusada pelo rei de Portugal.
  • Colombo defendia a ideia de que navegando para o Ocidente, pelo Oceano Atlântico, ele alcançaria o Oriente (onde estavam as especiarias, jóias, artigos de luxo, etc).
  • Tal teoria contrariava o senso comum da época, que acreditava que a Terra fosse plana e o Oceano seu limite.


  •  Após apresentar suas ideias para os Reis de Espanha, Colombo conseguiu um financiamento para sua primeira viagem, que resultou no "descobrimento" da América, em 12 de Outubro de 1492.
 Os espanhóis chegam à América e encontram os nativos
  • Depois da descoberta, Colombo fez mais três viagens para o "Novo Mundo", com o objetivo e encontrar metais preciosos e iniciar a colonização das novas terras.
  • Colombo pensava ter chegado na Ásia e morreu acreditando nisso. A glória ficou com Américo Vespúcio, navegador italiano, cujo nome foi dado ao novo continente em sua homenagem.
  • Outras viagens sucederam as de Colombo, como a grande expedição de Fernão de Magalhães que fez a circunavegação do Globo.
  • As viagens marítimas eram longas, demoravam dois meses ou mais. As condições de higiene no navio eram péssimas e a água e os alimentos (veja mais clicando aqui) começavam a apodrecer após duas semanas. Muitos marinheiros morriam com doenças, como o escorbuto, que provoca sangramento nas gengivas, queda dos dentes e cansaço.

  •  Essa doença ocorria devido a falta de vitamina C (vitamina presente nas frutas cítricas) no organismo. Estima-se que entre 1500 a 1900, morreram 2 milhões de marinheiros vítimas de doenças. Havia também outras doenças, devido a falta de higiene, como a cólera e a sífilis.
  • Todas estas expedições marítimas consolidaram o domínio dos ibéricos (portugueses e espanhóis) sobre o Oceano Atlântico. As duas nações tornaram-se potências marítimas no século XV e rivalizavam a hegemonia sobre o grande Oceano.


Vídeo relacionado: (trecho do filme épico "1492 - A conquista do paraíso" )

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