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5.6.24

O que este sindicato representa?

Os sindicatos que representam os trabalhadores enfrentam uma profunda crise. Muitos não conseguem mais mobilizar suas bases, passam por dificuldades financeiras e ficam cada vez mais enfraquecidos.

Tais organismos, que deveriam mobilizar e organizar a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e melhorias salariais, parecem cada vez mais distantes daqueles que dizem representar. Muitos dirigentes sindicais são descompromissados com a causa trabalhista e ficam mais preocupados com as eleições municipais, estaduais e também em âmbito federal.

Isso enfraquece o sindicato enquanto instrumento de luta e de representação de classes, uma vez que muitos trabalhadores não se sentem representados pelas instituições sindicais e/ou não confiam nelas e em seus dirigentes. Lamentavelmente, muitos sindicatos servem a outros interesses e não aos interesses dos trabalhadores. 

O sindicato dos educadores em Minas Gerais, por exemplo, é um "puxadinho" do PT, trabalha com o Partido dos Trabalhadores e não com a categoria que diz representar. Podem alegar que é por um "bem maior", pois a força política trará vitória para os trabalhadores. Mas isto não passa de conversa fiada...

Nenhum trabalhador é obrigado a concordar com a doutrina de um partido político e nenhum sindicato deveria se submeter aos interesses de um partido político. 

Hoje vi um cartaz do sindicato, que é pago com a contribuição dos educadores filiados, falando sobre outro assunto totalmente diferente da luta por melhorias salariais e por condições de trabalho mais decentes.



A pauta que interessa ao trabalhador é outra, muito diferente daquela que os dirigentes sindicais, aliados dos petistas, defendem.

É por essas e por outras que me desfiliei do sindicato, por não me sentir representado. E vejo muitos colegas de trabalho com um sentimento parecido, eles não aprovam e não confiam neste tipo de militância sindical vazia, inoperante e sem real comprometimento com as necessidades dos trabalhadores.

Com estes sindicatos politiqueiros e corrompidos quem sofre é a classe trabalhadora, a qual está cada vez mais desorganizada e sem as condições de resistir ao rolo compressor da contínua precarização do trabalho, do achatamento dos salários, da degradação das condições de trabalho e do avanço da informalidade.

3.11.23

Duas novas praças de pedágio na BR-116

Desde o dia 27 de outubro quem se desloca entre Muriaé e Além Paraíba, uma distância de apenas 118,6 Km, tem que passar por duas praças de pedágio!

E as tarifas não são nada generosas. 

Foi fácil demais para a concessionária abocanhar este quinhão e instalar seus pedágios por aqui, tão próximos um do outro, com pouca ou nenhuma resistência, sem enfrentamento, sem protesto popular e sem a manifestação veementemente de líderes e representantes políticos do povo.

Aliás, as lideranças locais, como os deputados federais - Misael Varella e Renzo Braz - devem ter aplaudido e apoiado a instalação do pedágio, pois na Câmara Federal tudo que é Anti-Povo lá estão eles votando SIM.

Misael Varella votou SIM pela Reforma da Previdência, aquela que praticamente acaba com o direito de aposentadoria do trabalhador comum, e votou SIM pela Reforma Trabalhista, que flexibilizou regras e garantias, trazendo prejuízos para a classe trabalhadora. O empresário Renzo Braz, deputado Federal, votou SIM, na Reforma Trabalhista, só não votou na Reforma da Previdência pois à época não era deputado, mas certamente deve ter apoiado e aplaudido a medida.

Os deputados, eleitos pelo povo, deveriam trabalhar para defender os interesses da população na Câmara Federal, inclusive denunciar o abuso que é a instalação de duas praças de pedágios entre espaços relativamente curtos. 

Se tivéssemos votado melhor e apostado em lideranças mais comprometidas com o bem-estar da população poderíamos ter Deputados denunciando a Concessionária na Câmara, acionando a ANTT, cobrando medidas do Ministério dos Transportes, recorrendo ao Ministério Público e organizando o povo para a luta e a resistência democrática.

Mas, como não temos nada disso, só restou a conta do pedágio. Contudo, lembre-se, quando chegar as próximas eleições, pense bem no perfil do seu candidato. Ele realmente te representa?

2.9.20

Sobram pré-candidatos, mas faltam ideias

Li, sem muita empolgação, as entrevistas dos pré-candidatos à prefeitura de Leopoldina no portal do Jornal Leopoldinense.

Mesmo sendo de partidos diferentes, quase todos entrevistados repetiam as mesmas coisas: "fazer parceria com a Casa de Caridade", "reparar as estradas rurais", "gerar empregos" dentre outras afirmações comuns, que já ouvimos e lemos há mais de duas décadas.

Os problemas existem, é verdade, mas nenhum pré-candidato ousou apontar soluções concretas e criativas para trazer alguma esperança para os eleitores... Não há nenhum apontamento que sinalize mudança positiva na pasmaceira estrutura social e econômica da cidade, que clama por dinamismo. Todos ficaram estacionados no lugar comum, unidos pela falta de propostas e projetos para o desenvolvimento real da cidade.

Gostaria de ler ideias e planos, contendo metas e propostas concretas para promover o município e o bem-estar de seu povo. Na ausência de investimentos externos vultuosos, uma política de desenvolvimento endógeno e arrojada é extremamente necessária. É preciso repensar as prioridades da cidade, reorganizar e alinhar forças e estabelecer um projeto comum para ser trabalhado nos próximos anos.

Esse movimento passa por uma profunda reflexão sobre alternativas locais para geração de emprego e renda. Com políticas públicas eficientes e bem formuladas, por líderes capazes e com elevado espírito público, é possível fortalecer cooperativas, fomentar setores do turismo, como o turismo rural e o ecoturismo, incentivar a gastronomia, abrir postos de trabalho, valorizar os jovens e contribuir para o crescimento sustentável de nossa cidade.

Um projeto de desenvolvimento econômico deveria ter como pilares a exploração do turismo rural, do agronegócio, do cooperativismo, da educação profissionalizante e a oferta de emprego, especialmente para os jovens do Ensino Médio no contraturno escolar. Com isso, a roda da economia vai girar, fazendo aumentar a arrecadação municipal e a capacidade de investimento público.

Não podemos esperar o socorro cair do céu ou esperar a instalação de um indústria "salvadora" na cidade (veja o exemplo da Mercedes em Juiz de Fora). Precisamos pensar em alternativas de desenvolvimento a partir da inteligência local de de nossas possibilidades. 

Tomara que até a definição do pleito surjam boas ideias e candidatos à altura dos desafios que envolvem a gestão de um município com as necessidades tão urgentes quanto as de nossa cidade.

11.5.20

Até quando?



"Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?"

9.5.20

Golpistas delirantes

Hoje, 9 de maio de 2020, um grupo de manifestantes saiu às ruas de Brasília para apoiar o presidente e defender o fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional. 
Os manifestantes também atacaram os governadores,  a imprensa e são contra o isolamento social em virtude da pandemia (o Brasil contabiliza mais de 10 mil mortos até o momento).

Os organizadores da manifestação fizeram vídeo,  chamaram militares, policiais e o povo de todo o Brasil para participar do movimento abertamente autoritário, mas o fiasco foi inevitável.  
Manifestação esvaziada, assim como o apoio ao presidente. Reflexo da desaprovação popular.

Os poucos golpistas, vestidos de verde e amarelo,  clamando por ditadura, fim da democracia e intervenção militar fizeram um papel ridículo. Apenas reforçaram para o país e para o mundo o quanto o presidente desequilibrado está isolado, sem apoio e com a popularidade e aprovação popular se deteriorando rapidamente (ruim e péssimo =49%; bom e ótimo = 27%). Desesperados com a queda do "mito", resta a violência, o confronto e a barbárie. 

Este cidadão que hoje ocupa a presidência da república é um despreparado,  arrasta o país para o caos social, gera instabilidade entre as instituições,  tão importantes para a democracia e para a paz que precisamos. Os golpistas que ainda apoiam o presidente, aquele cidadão que foi parlamentar por mais de duas décadas e fez mais por sua família do que pelo estado que representava, podem fazer barulho, mas as forças democráticas e progressistas irão prosperar.

Esssa turma que vai para as ruas pedir golpe e fechamento das instituições democráticas é perigosa, rasteira, precisa ser enquadrada pela Lei de Segurança Nacional,  pela restauração da sanidade do país e  pelo seu povo de bem.

26.4.20

O anti-herói

Após o pedido de demissão de Moro do governo, o Jornal Nacional o apresentou como um herói, expondo mensagens trocadas entre o ex-ministro e uma deputada para corroborar a imagem de "bom moço" do antigo justiceiro. Não se enganem, Moro não é herói, é um político sujo e interesseiro. Também foi vazada uma mensagem entre o ex-ministro com o presidente da república, tratando sobre interferência na direção da Polícia Federal.

Moro é um vazador contumaz, foi assim na Lava Jato, quando enviava para imprensa informações processuais, cuja ampla divulgação fosse de seu interesse. Agora,  novamente,  recorreu ao vazamento, tirou print de uma conversa particular,  como um moleque,  para expor diálogos que comprovassem suas afirmações.

Como alguém vai confiar num sujeito como esse, que vaza grampo ilegal, delações e conversas que mantém com presidente e deputada?

Deixou o Ministério falando, entre outras coisas, sobre preservar o Estado de Direito.
Não foi esse cidadão,  enquanto juiz, que atentou contra o Direito violando regras básicas do processo legal? Não se esqueçam o que as reportagens da "Vaza a Jato" revelaram: o juiz Moro praticou irregularidades, especialmente,  no caso Lula, as quais podem anular a condenação do réu.

Este tal Moro não está nem aí para o Estado de Direito, ele age apenas pensando em seus projetos pessoais. Deve ser candidato à presidência em 2022, usou a Lava Jato para se promover, em detrimento da isenção, imparcialidade e discrição exigidos pela Justiça e pela lei.

O ex-juiz aliou-se ao que havia de mais rasteiro na política brasileira e sai do governo com acusações graves a respeito do chefe do Executivo. As instituições precisam agir, a PGR, o STF e a parte íntegra do Congresso Nacional precisa investigar com firmeza os prováveis crimes e punir os responsáveis. O processo  de Impeachment do presidente precisa ser considerado,  já.

11.4.20

A falta de liderança na crise do coronavírus

Eu não pretendia mais escrever sobre política devido ao ambiente hostil, irracional e desagradável que se tornou a internet e as redes sociais.
Entretanto,  mediante os absurdos aos quais temos presenciado fica difícil não tecer um breve comentário sobre a atuação medíocre de nossos líderes na atual conjuntura, marcada pela pandemia do coronavírus.

Primeiro, cabe alguns questionamentos e reflexões: O que esperamos de um líder? Quais virtudes deve possuir um presidente da república ou um governador?
Sem abordar ideologia, creio que um líder deva inspirar confiança,  ter serenidade e capacidade de aglutinar a nação principalmente em meio a uma crise como a que estamos enfrentando. Além disso,  um líder deve ser alguém qualificado, que dispõe de conhecimento e bons exemplos para ensinar ao povo.

O presidente da república está longe de ser uma pessoa com serenidade e discernimento, incentiva e defende o fim do isolamento social, a única forma de evitar o contágio em massa pelo vírus. Ele desautoriza o próprio ministro da Saúde, põe em cheque a ciência,  apela ao fanatismo e ao populismo. Não se preocupa com as vítimas da doença,  com os mortos e com a segurança da família brasileira. É,  portanto,  um irresponsável.

A atuação do presidente nesta crise é vergonhosa, absurda e coerente com alguém que só está no poder para agradar ao empresariado e não está nem aí para o povo.

O mesmo pode ser dito sobre o governador de Minas Gerais,  uma figura medíocre e deplorável, que se curva à vontade daquele que ocupa a cadeira presidencial. Até o segundo turno da eleição de 2018, a exemplo de muitos, nunca tinha ouvido falar de Zema. Li rapidamente suas propostas de governo e vi ali a cara do PSDB, um conjunto de ideias neoliberais que servem ao capital e não ao povo, enfatizando mais as privatizações. Quando li que o sujeito pretendia vender a COPASA, perguntei: _ Quem ele pensa ser?
Afinal,  a COPASA presta um bom serviço,  cuida da água e da saúde de muitos mineiros, é um patrimônio do Estado e não deve ser entregue ao setor privado,  jamais.

O medíocre venceu, sem novas propostas, sem um projeto de desenvolvimento para o estado de Minas Gerais.  Surfou na onda antipetista com um discurso batido se apresentando como "novo". Não demora e cairá no esquecimento e continuará zelando pela fortuna pessoal.

Na crise do coronavírus, apesar de ter adotado o isolamento social, algo que governadores e prefeitos fazem em todo o Brasil, tornou-se vacilante. Alinhado ao governo federal, o governador de Minas Gerais acha que pode flexibilizar o isolamento, medida que tem salvado vidas dos mineiros. Todos sabem que não há leitos e respiradores para todos, logo acabar com o isolamento ou flexibilizá-lo não é uma opção.  Pelo menos não deveria ser uma opção para líderes que se importam com a vida, a saúde e o bem-estar das pessoas. Para essas figuras exóticas, grotescas e despreparadas que ocupam os cargos de poder pouco importa que morram milhares de pessoas, alguns irão se afogar, disse o presidente. A prioridade desses governos não é salvar e proteger nossos idosos, pais e avós,  antes querem salvaguardar o lucro e a rentabilidade das empresas e de uma classe, que como eles, valoriza mais o dinheiro do que a vida.

Tomara que o povo que ajudou a eleger tais figuras aprenda a lição com a crise, o comportamento dos líderes está sendo deplorável. Neste momento de tensão eles geram ainda mais insegurança entre as pessoas, mostrando quem realmente são e o quanto são incapazes de liderar e proteger o povo. Se a lição for realmente aprendida, esses cidadãos não serão eleitos, jamais!

14.7.19

Vaza a jato e a descrença na justiça brasileira

As mensagens trocadas pelo juiz Moro e os procuradores da operação lava a jato, divulgadas pelo site The Intercept Brasil e outros veículos de imprensa são escandalosas.

O conteúdo demonstra nitidamente a proximidade dos acusadores e do juiz numa relação para lá do aceitável. A Declaração de direitos humanos da ONU, de 1948, um documento fundamental contendo princípios universais relacionados ao direito e à justiça e que deve  ser observado por todos os países, estabelece que todo indivíduo tem direito a um julgamento justo e imparcial.
O juiz Moro foi imparcial no caso em que condenou Lula?

Ao que parece, caso se confirme a a conduta ilícita do Ministério Público e do juízo, não foi esse o tratamento que o ex-presidente Lula recebeu do juiz Moro. Os argumentos da defesa do petista foram ignorados,  pois juiz e procuradores já tinham o réu como culpado. 

A condenação de Lula repercutiu na política, contribuiu para a eleição da extrema direita e trouxe dividendos para Moro,  Dallagnol e cia.
Segundo o The Intercept, procurador e juiz se associaram para acusar e condenar Lula.

Tanto o juiz quanto o procurador abusavam da mídia para potencializar a publicidade de seus atos, especialmente aqueles que envolviam o caso de Lula. Agora eles provam do próprio veneno e se defendem subestimando a inteligência dos brasileiros,  alegando que as mensagens divulgadas sofreram edição, foram adulteradas e produto de ação criminosa.
Ora, e os possíveis crimes cometidos pelas autoridades sob o pretexto de se combater a corrupção? É normal que um procurador ou um juiz ganhem dinheiro e cargos políticos com a projeção obtida por meio do cumprimento de suas atribuições? 
Tais servidores públicos colocaram em xeque toda a operação e o próprio sistema judiciário. Grande irresponsabilidade, que apenas semeia desconfiança e descrédito na justiça do Brasil.

Como reparar tal dano?

Com investigação meticulosa dos personagens envolvidos nos vazamentos. E, se constatada e confirmada as irregularidades cometidas pelos agentes públicos envolvidos,  todos deveriam ser exemplarmente punidos. É um bom começo para reconstruir a imagem do judiciário perante a opinião pública e resgatar a dignidade e o equilíbrio das instituições.

22.6.19

Eleição, debate, cidadania e democracia

A eleição de diretor escolar, que ocorre, geralmente a cada três anos, é uma boa oportunidade para a comunidade, especialmente os alunos, exercitar a cidadania e compreender o funcionamento de uma democracia.

O período que antecede a escolha do diretor é um momento para reflexão coletiva sobre a gestão e os rumos da escola pública e é marcado pelo debate de ideias e de propostas para o futuro. Bom, pelo menos é assim que deveria ser...

Não houve debate na escola, sequer foi possível fazer perguntas para os candidatos após a apresentação de seus planos. Tudo se resumiu ao monólogo. O direito de estudantes e professores de inquirir os candidatos foi tolhido, o que revela uma concepção limitada, para ser bem educado, do que é uma democracia e de como funciona um processo democrático.

Não há democracia sem divergências, sem questionamentos, sem o contraditório e sem amplo debate público sobre ideias e propostas que dizem respeito à coletividade.

Quem tem medo de debater ou é despreparado ou desconhece a essência do que é um regime democrático. Infelizmente, muitos brasileiros, inclusive profissionais que trabalham na educação, acreditam que democracia se resume apenas ao ato de votar. Ledo engano, quem assim vê está equivocado, pois enxerga apenas parte do processo e não todos os elementos que o constituem - se inclui aí o salutar debate de ideias. Não é por acaso que o Brasil ocupa as últimas posições nos rankings internacionais de educação, as escolas estão cheias de maus profissionais, gente mal formada, sem qualificação e pessoas despreparadas para exercer a nobre função de educar, ensinar e formar o ser integral, preparado cognitivamente e com habilidades socioemocionais que lhe possibilitem a vida em uma sociedade plural.

Na Grécia Antiga, berço da democracia, os cidadãos eram livres para falar nas assembleias realizadas na ágora (espaço público - vide imagem abaixo). O debate era tão importante entre os gregos  que os homens de origem mais abastadas eram educados e aprendiam, dentre outras coisas,  a dominar a arte da oratória e da retórica. A capacidade de expor publicamente as ideias com clareza e conseguir convencer os demais acerca de sua importância eram fundamentais na pólis.
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Existe democracia sem debate? Onde?
Num país com governo republicano e democrático como o Brasil o debate continua sendo extremamente necessário,  principalmente porque os interesses dos grupos que compõe nossa sociedade são muito diversos e precisam ser considerados, evidentemente. Que outra forma temos de ouvir os outros, suas queixas, suas reivindicações e suas sugestões senão através de um bom debate, típico das melhores experiências democráticas? A falta de debate e de diálogo silenciam as pessoas e resultam num enfraquecimento das instituições democráticas, na medida em que restringem a participação dos vários segmentos da comunidade em um momento vital como é a eleição para diretor escolar. Sendo a escola uma instituição constitutiva da sociedade, com um projeto político e pedagógico, jamais se pode abrir mão do debate. O debate faz parte do espírito escolar, ou deveria fazer, para fomentar ideias, projetos e encaminhamentos para a transformação social. Sem debate não há, pois, aprendizagem.

Então, nos resta lamentar por termos passado por um processo eleitoral sem ter experimentado um debate, sem ter a possibilidade, sequer, de fazer perguntas para aqueles que concorriam ao cargo.  Todos perdem, especialmente os estudantes que não tiveram  a valiosa chance de exercitar a cidadania. Imagine o quanto a escola não ganharia se, num contexto de reflexão coletiva, alunos, servidores e professores tivessem voz ativa e pudessem se expressar?
Deixemos a imaginação trabalhar e vamos cobrar, a todo custo, mais organização,  competência e oportunidades de debates prévios antes da tomada de decisões que dizem respeito ao futuro e à vida de centenas de pessoas. Eu fiz isso e continuarei fazendo, pois reconheço a relevância de tal ação na construção da coisa pública. 

Em tempo, anoto algumas das questões que pretendia suscitar, caso tivesse sido oportunizado um momento de debate:

1. Por que não há capina frequente na escola?
2. Por que não tem sabão de coco em barra no banheiro masculino dos alunos?
3. Por que a iluminação artificial de alguns espaços escolares é deficiente?
4. Por que não se cultiva uma horta na escola, apesar da escola contar com mais de uma dezena de funcionários?
5. Por que o parquinho encontra-se abandonado, como já foi registrado aqui no Blog?
6. Por que a sala dos professores permanece desorganizada? 
7. Por que há amontoados de mobília com defeito em alguns cantos da escola?
8. O que se pode fazer para melhorar a gestão de projetos?
9. Quais medidas serão tomadas para aperfeiçoar o desenvolvimento profissional?
10.Como se pretende efetivar uma gestão democrática, colegiada, inclusiva e participativa na escola, de fato?

20.6.18

Procuram-se candidatos para 2018

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Procura-se candidato para ocupar os cargos públicos eletivos que:
  • Saiba separar interesses pessoais dos assuntos públicos;
  • Tenha ficha-limpa;
  • Defenda a democracia, a igualdade, a justiça e a inclusão social;
  • Trabalhe em prol do bem-estar da maioria e respeite os direitos minoritários;
  • Combata os privilégios das corporações públicas e de grupos privados;
  • Não se curve ao Mercado e aos interesses do capital internacional;
  • Defenda a democratização dos meios de comunicação;
  • Lute pelo fortalecimento da soberania nacional;
  • Zele pelas garantias essenciais à vida humana, como o direito à liberdade;
  • Use seu mandato a favor dos desfavorecidos, para que tenham mais oportunidades, cidadania e direitos sociais.
Alguém se habilita ou sugere nomes com esses predicados?!

11.6.18

O ovo da serpente

Desemprego, depreciação das condições de vida do povo, aumento da criminalidade, naturalização da violência e da desigualdade, crise ética e descrença na democracia são as condições básicas que criam o cenário ideal para o surgimento do ovo da serpente. 
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Hitler foi resultado da crise econômica de 1929 e da instabilidade política na Alemanha após a Primeira Guerra (1918).
Ele surge citando passagens bíblicas, para alguns é o messias, mas se comporta como o verdadeiro anticristo. Defende o moralismo ao mesmo tempo em que prega a violência e a formação de uma paz armada. Defende os ricos e a total subordinação dos trabalhadores à necessidade de ampliação dos ganhos da lógica mercadológica. Ao mesmo tempo em que brada contra os marajás criados pelo serviço público, se cala em relação aos privilégios, bens, heranças, lucros e dividendos das grandes empresas e de uma minoria abastada que faz fortuna graças à benevolência do Estado. Aqui os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres e, segundo o ovo da serpente, não cabe ao governo interferir na natureza da desigualdade social.

O anticristo arregimenta uma massa inculta, pobre e desesperada, sua mensagem é viral, atinge antes a emoção e inibe a razão. O silêncio e a desarticulação dos segmentos democráticos da sociedade servem apenas como combustível para fomentar o discurso de intolerância e do desprezo pelo ideais, cada vez mais distantes da realidade alcançável, de um Estado de igualdade e de justiça social.
O Estado tomado pelo Capital Internacional dá as cartas, estabelece as bases para alcançar, com a menor resistência, seus objetivos: lucro e poder. Os fins justificam os meios, por isso o anticristo é mera ferramenta da nova ordem mundial: submissão, desigualdade e segregação.

1.5.18

Hora de discutir os interesses nacionais

A Esquerda brasileira terá uma grande oportunidade, no pleito que se aproxima, de debater e apresentar propostas que interessam à maioria esmagadora da população brasileira. Temos bons quadros que se apresentam como pré-candidatos à presidência da república; alguns nomes experientes, que nem o de Lula (PT), além de jovens promissores, como Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela d'Ávila (PCdoB).

Faremos uma breve e resumida projeção do que esperar dos projetos e das ideias, as quais serão expostas na campanha dos presidenciáveis de centro-esquerda na corrida eleitoral deste ano, incluindo Ciro Gomes (PDT). Fizemos a síntese a partir do histórico e das diversas entrevistas concedidas aos meios de comunicação pelos pré-candidatos analisados.

Começaremos por Lula, o maior líder popular da História política recente do país. Juristas e intelectuais do Brasil e de várias partes do mundo já decretaram que sua condenação pelo juiz Moro foi injusta e com um conjunto probatório questionável. Se conseguir o improvável e for candidato, Lula representa a continuidade de políticas sociais importantes solidificadas nos últimos anos nos governos petistas, a exemplo do Bolsa Família, de programas de financiamento estudantil e de moradia popular. Tem a experiência de ter ocupado por oito anos a presidência da república e terminado o seu último mandato com significativa aprovação popular. Promete fazer um plebiscito para revogar as medidas do atual presidente Michel Temer, como as reformas trabalhistas e da previdência e o loteamento da Petrobrás. Além disso, fala em democratizar os meios de comunicação e taxar as grandes fortunas.
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Os jovens pré-candidatos - Boulos e Manuela - são bastante promissores, ambos são inteligentes, com boa formação acadêmica e ligados à militância de legítimas causas populares - como o Movimento dos Sem Teto, do  Feminismo e dos direitos da comunidade LGBT. 
Boulos é formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP); Manuela é formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS). O pré-candidato pelo PSOL terá como vice a representante indígena Sonia Guajajara e defende mais igualdade social, a democratização do Estado, as liberdades individuais e o fortalecimento das relações econômicas do Brasil com os vizinhos latino-americanos e os países da África e da Ásia. Advoga a importância do Estado no papel de indutor do crescimento econômico, por meio de investimentos em pesquisa e infraestrutura.

Já a pré-candidata gaúcha tem ótima experiência como parlamentar, sempre colocando o seu mandato a favor das  lutas por garantias e direitos de estudantes, mulheres e homossexuais. Filiada ao Partido Comunista do Brasil, Manuela tem propostas para a juventude, criação de empregos, redistribuição de terras e a revogação das medidas adotas por Temer que dilapidaram a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), além de defender o imposto progressivo.

Por fim, o candidato de Centro-esquerda, Ciro Gomes, do PDT, conta com bastante experiência na vida política, tanto no legislativo quanto no executivo. Foi governador do Ceará e ministro da Integração Nacional no governo Lula. Já foi filiado ao PSDB e ao PPS antes de ingressar no partido do saudoso Leonel Brizola.
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Ciro é formado em direito pela Universidade Federal do Ceará e possui um histórico de mais de trinta anos de vida pública. Posiciona-se contra a privatização, sobretudo de setores estratégicos, como na área de gás e petróleo. Sugere o fortalecimento do Brics por meio das relações comerciais e transferência de tecnologias nos setores militar, de saúde, produção de medicamentos, afastando-se do intermédio imperialista norte-americano. Ciro projeta a redução da taxa de juros para um patamar próximo da média global, a tributação de lucros e dividendos e o investimento no desenvolvimento de um complexo agroindustrial mais competitivo internacionalmente.

Concluindo, a Esquerda brasileira está viva, possui nomes interessantes, os quais defendem projetos macroeconômicos e sociais que podem ajudar na geração de empregos, na distribuição de renda e na construção de uma nação mais justa. Os presidenciáveis analisados são, sem dúvida, as melhores opções frente aos pré-candidatos da Direita neoliberal vazia, cujas bandeiras favorecem somente o capital e os interesses minoritários de grupos da sociedade. Há também aqueles candidatos que fomentam o ódio, a violência e adotam um discurso esdrúxulo, exercendo forte atração sobre uma parte da população eleitoral. A grande mídia e os setores mais conservadores da sociedade brasileira farão de tudo para impedir a eleição de qualquer nome cuja base política contrarie seus interesses escusos, mas num momento tão decisivo o que está em questão é o futuro de todo o povo e não a manutenção dos privilégios de grupos ricos e parasitários. Teremos um ano eleitoral turbulento, mas o embate de ideias deve ocorrer e se prevalecer a democracia e a vontade popular as propostas que atenderão à maioria serão as vitoriosas.   

Assim, na atual conjuntura, devemos considerar que a maioria dos eleitores, formada por trabalhadores, jovens que estão fora do mercado de trabalho e a classe média, a qual sofre um processo de proletarização, pode ser decisiva. Um projeto nacional-desenvolvimentista é a alternativa viável e capaz de alavancar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, promover o mínimo de justiça e inclusão social. 



5.4.18

Venceu a estratégia

O título do post foi uma frase dita pelo ministro Marco Aurélio do STF, ontem, dirigida a "toda poderosa" Carmen Lúcia, presidente da Corte, que fez manobras para não pautar o tema que questionava a constitucionalidade de prisões em segunda instância.

O pedido de habeas corpus de Lula foi negado, nada surpreendente, pois ministros do supremo estavam sob forte pressão para assim decidirem. A grande mídia, políticos, juiz e procuradores da Lava-jato e  até o alto comando do exército pressionaram para que o resultado do recurso de Lula fosse recusado.

Apesar da Constituição federal de 1988 ser cristalina quanto a questão da prisão ocorrer somente após o trânsito em julgado, a maioria do plenário votou a favor da prisão após ratificação da condenação em Segunda instância.

Lula será preso e outros tantos agentes políticos, com provas e mais provas de corrupção, permanecerão livres, impunes. O que escancara ainda mais a seletividade da justiça brasileira, o que já foi objeto de denúncia por juristas e intelectuais do Brasil e do exterior.

Isso é péssimo para a democracia, enfraquece as instituições e o Estado democrático de direito. Tal conjuntura, aliada a crise econômica, conduz o país para caminhos inexoravelmente perigosos, como a ascensão de uma extrema-direita com caráter fascista, além de favorecer o avanço neoliberal que privilegia os mais ricos e as multinacionais em detrimento de um projeto nacional que contemple os mais pobres e a redução das desigualdades.

Veremos o que pleito de outubro nos trará: ventos com bons ares ou tempestades e turbulências.

18.3.18

Cuidado com as ideias que defende



Morte ou assassinato de ativistas políticos, isto é, de agentes que defendem os direitos humanos, denunciam a destruição ambiental ou a violência policial, esta era uma das bandeiras da vereadora Marielle, não é caso isolado no país.
Infelizmente, ocorre com frequência. Basta levantar uma bandeira que contrarie interesses de grupos ou corporações poderosas e influentes que o ativista é eliminado.

Isso torna a atividade arriscada no país, segundo a Anistia Internacional, e revela a fragilidade de nossas instituições e do regime democrático.
Democracia pressupõe respeito à pluralidade de ideias, não é o que ocorre no país lamentavelmente.

Defender uma causa poder incomodar e trazer sérios transtornos para o seu defensor. Precisamos estudar mais a fundo o conceito de democracia nas escolas e começar a incutir, desde cedo, na alma dos estudantes os princípios que norteiam a vida numa sociedade democrática, plural e inclusiva.


Vergonha: isso é justiça?


A Folha de São Paulo, on-line, resolveu criticar a seletividade da Lava Jato, operação que prendeu vários agentes que possuíam conta no exterior e permite que Paulo Preto, ligado ao PSDB continue intocável.

Não é estranho?

Clique na manchete para ler a notícia completa, é interessante.

Tiros contra a democracia

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11.3.18

A (in)justiça no Brasil

A imagem pode conter: 2 pessoas, barba e texto

Observe a imagem e note dois casos emblemáticos de como a justiça parece ser caolha. Para o político da esquerda, o trâmite do processo nunca foi tão acelerado, resultando em condenação e iminência de prisão. Para a figura da direita, ex-governador de Minas Gerais, a justiça engatinhou, embora haja condenação, o personagem contou com a benevolência de seus julgadores.

Não se trata de defender Lula, se trata de lutar por um ideal de justiça equilibrado e menos parcial. Do que adianta prender Lula enquanto corruptos contumazes permanecerão soltos, impunes, com investigações travadas e prescrevendo nos descaminhos burocráticos de um poder judiciário que se mostra cada vez mais seletivo. Alckmin, Serra, Aécio, Perrella, Temer e Cia? Nada acontece e, provavelmente, não acontecerá nada com essa turma.

Parem e pensem: por que só os petistas estão presos, como José Dirceu, Vaccari e brevemente Lula?

Por que não temos tucanos atrás das grades?

Por que empresários, empreiteiros, dirigentes da PETROBRAS, doleiros e delatores estão sendo soltos ou cumprindo penas reduzidas em condomínios de luxo?

O que ocorre agora no Brasil, conjuntura que pode ser notada por  qualquer ser racional, é uma clara perseguição de setores mais reacionários do judiciário contra políticos que ergueram bandeiras populares, como programas de distribuição de renda, de moradia popular, de inclusão de jovens no ensino superior e no mercado de trabalho etc. 

A caça as bruxas continua, enquanto isso forja-se no país instituições cada vez mais perversas em relação à não observância dos direitos fundamentais do cidadão, o que diz respeito não somente aos poderosos, mas também a todos nós, cidadãos comuns. Isso cria um clima de insegurança generalizada, o qual somado à ilegitimidade política no executivo e no legislativo, faz emergir um caldo de cultura autoritária, conservadora e as sombras do passado, com a intervenção militar, o fim do direito, da liberdade e da soberania.

2.2.18

A sanha do bacharelismo no Brasil

A prática do bacharelismo remonta ao período colonial no Brasil, quando a cultura ibérica impôs ao território colonial uma administração baseada em um vasto corpo burocrático, orquestrado pelas elites diplomadas, que se alimentava do Estado. Verdadeiros parasitas.

O Historiador francês René  Rémond afirma que o bacharelado "é uma instituição essencial da sociedade liberal", por meio dele o indivíduo obtinha diploma, dinheiro e prestígio. Entretanto, tal cultura tinha lá seus inconvenientes, pois a sociedade liberal "abre possibilidades de promoção, mas apenas a um pequeno grupo, e aos que não ostentam os sacramentos universitários são reservadas as funções subalternas da sociedade".  (Rémond, 1976, p. 47) 

Pois o bacharelismo permanece intocável em nossa sociedade até os dias de hoje. Os maiores exemplos recentes do parasitismo de um pequeno grupo, o qual tira proveito de suas funções para servir-se do Estado, são de dois juízes federais quixotescos: Bretas e Moro. Os mesmos que vivem posando de heróis, como figuras com grau de idoneidade no nível máximo!
Mas a imprensa tem denunciado que ambos possuem residência na cidade onde trabalham e acumulam um farto benefício - auxílio-moradia, dentre outros adicionais pecuniários. Isso é apenas a ponta do iceberg, imagine quantos casos semelhantes a esses não há pelo país afora?  

O escandaloso auxílio é legal, está na lei e no plano de cargos dos juízes, os quais já recebem altíssimos salários e não precisam de tais penduricalhos em seus contracheques. Mas tal regalia é imoral, sem dúvida alguma e questionável, ainda mais se levarmos em consideração a situação miserável e de dificuldades vividas por boa parte da população brasileira.

Bretas e Moro são liberais, defendem, implicitamente, o Estado mínimo e sua menor intervenção na sociedade e na economia, entretanto, não abrem mão, de jeito algum, e lutam pela ampliação das vantagens estatais no sentido de assegurar maior remuneração. Não causa incômodo nesses juízes o fato de o Estado conceder à sua categoria tudo o que lhe é exigido, nesse ponto não são liberais, ao contrário, se tornam corporativistas. É evidente a contradição entre o acreditar e o agir dos magistrados.

Se esses juízes liberais defendem a desestatização econômica, por que não lutam também por uma ampla reforma administrativa que contribua para acabar com o inchaço provocado no Estado pelos super-salários e super-aposentadorias percebidas por um pequeno grupo de privilegiados? Servidores militares, do judiciário, executivo e legislativo no alto-escalão são um problema, ele são os causadores do desequilíbrio nas contas públicas e não os programas sociais promovidos pela ação estatal.     

O grande escritor e intelectual Brasileiro, Monteiro Lobato (1882-1948) afirmou em 1918 que o "bacharel do Brasil faliu". 

Faliu porque tal grupo estava:


"Dominando sem peias na política e na administração, não conseguiu organizar sequer a justiça. Vive a lamuriar de juizes, tribunais e leis, da justiça em suma, uma coisa criada por ele, para uso, goso e proveito dele - e no entanto positivamente falida." (LOBATO, Monteiro, 1951, p. 243).

Infelizmente o modelo falido ainda persiste, é um mal congênito da nação. Como se vê, o bacharelismo age de forma corporativista, os "doutores" se defendem mutuamente, não irão "largar o osso" e continuarão recebendo salários acima do teto constitucional e ninguém poderá fazer nada para impedi-los, pois são intocáveis. O que fazer? É melhor suscitar um debate que do que tentar encontrar uma resposta pra um problema histórico do Brasil. Mas um caminho é certo, quando uma erva-daninha tenta espremer uma árvore e assim evitar que ela cresça, floresça e gere frutos o que se faz? Arranca-se a erva-daninha e joga-se ela no fogo, extirpando o mal de vez.

28.1.18

Curtinhas sobre a conjuntura política...

O mito da união entre as Esquerdas

Senadores do PT, como Lindberhg Farias e Gleisi Hoffmann, dentre outros acólitos petistas clamam pela união entre as Esquerdas, porém a união tem que ser em torno de Lula. Sem Lula, que se faça uma chapa para disputa presidencial, mas tem que ter um vice do PT. O Partido não atentou para a realidade e não percebeu o próprio achatamento, devido ao descrédito por ter se imiscuído com aquilo que sempre criticou. Dirigentes petistas, permanecem sonolentos, sonhando com a premissa de que todos os caminhos passam pelo PT. Há esperança, a Esquerda não é o PT, o PT não foi Esquerda no governo, o PT poderá ajudar a Esquerda a se eleger em 2018, à espera de um milagre!


Na História...

Como será que a História irá registrar o impeachment de Dilma Rousseff e o desfecho da Operação Lava-Jato?
Uma possível versão será a seguinte:

"Em 2016,  um grupo de parlamentares conservadores, corruptos, desprovidos de qualquer ética, moral ou ideologia partidária e republicana, destituíram a presidenta eleita, democraticamente, sob o pretexto de ter cometido crime de responsabilidade. No entanto, a maioria dos parlamentares pretendiam, por baixo dos panos, era colocar seu representante no poder - o golpista Michel Temer - com dois objetivos: 1. Implementar uma agenda neoliberal, flexibilizar direitos trabalhistas, reduzir gastos essenciais em Educação e Saúde públicas e entregar, de bandeja, para o grande Capital empresas estatais estratégicas, em setores como energia, água e petróleo; 2. Interromper investigações sobre políticos reconhecidamente corruptos, os quais fizeram fortunas às custas de propinas em contratos firmados entre o Estado e empresas privadas, blindando-os por meio de um grande acordo entre os Poderes da República e seus agentes, como a Presidência, o Ministério da Justiça, Membros do Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal e Ministério Público".

Sobre a Operação Lava-Jato, eis o que os manuais didáticos ensinarão:

"A dita Operação, contou com o apoio do Departamento de Estado norte-americano, o qual chegou, inclusive, a treinar juízes e promotores brasileiros sobre como deveriam conduzir investigações de corrupção. Uma das estratégias utilizadas na Lava-Jato foi a da colaboração premiada, na qual delatores trocavam informações, algumas mentirosas, em troca de redução da pena, cumprindo prisão domiciliar em condomínios luxuosos, regados a uísque e champanhe. Não havia objetivo ético ou humanitário na ajuda vinda dos EUA, o que se pretendia era usar a Operação policial para enfraquecer líderes políticos brasileiros não-alinhados com o imperialismo norte-americano, caso de Dilma e Lula, por exemplo. O caso do ex-presidente do Brasil foi emblemático, ele foi investigado, amplamente exposto na mídia como sendo proprietário de sítio e apartamento frutos de propina (membros da Força-Tarefa usavam a opinião pública para inibir a presunção de inocência do investigado ao passo que angariavam apoio para os acusadores da Lava-Jato, que se consideravam acima do bem e do mal), sem que houvesse nenhuma materialidade que sustentasse tais acusações. Juristas e intelectuais do mundo inteiro denunciaram o uso político da operação judicial no Brasil, cuja finalidade era inviabilizar a candidatura de Lula e de seus aliados que levantavam bandeiras progressistas e nacionalistas, no entanto, isso não foi capaz de impedir o imperioso desejo de se condenar e prender Lula, mesmo sem prova cabais que justificassem tal medida. A Operação terminou com a prisão de Lula, considerado a "joia da coroa" e ficou marcada pela seletividade e atuação política de procuradores e de juízes, os quais perseguiram um grupo político, ao passo que ignoravam outros, alinhados à política neoliberal e ao imperialismo dos EUA, mas reconhecidamente corruptos, como o grupo capitaneado por Michel Temer, Padilha, Moreira Franco, Jucá, Calheiros, Aécio Neves, José Serra e etc. Desse modo, a justiça foi feita, da pior maneira possível, punindo alguns, distribuindo afagos e sorrisos para outros. A partir daí o governo da república descambou de vez, candidatos anti-populares foram alçados ao poder com o apoio da grande mídia e do mercado financeiro e o Estado brasileiro tornou-se ainda mais corporativista, refém daqueles que usam toga, e de uma plutocracia que mantém as massas sob controle e a coerção institucional numa farsa democrática". 

O mito do Comunismo no Brasil

Há idiotas que acusam Lula e o PT de serem comunistas! Ora, nem o indivíduo e nem o partido são comunistas, o PT não é nem socialista, e Lula menos ainda. Aliás, Lula revelou em entrevista, certa vez, quando foi indagado sobre sua ideologia, que era "torneiro mecânico". Lula e seu partido representam a classe trabalhadora e enquanto esteve no governo, durante 2 mandatos presidenciais, não praticou nenhum ato que evidenciasse ser "comunista". Suas medidas, voltadas para os mais pobres, visavam a redução da desigualdade social, inserção das classes mais baixas no mercado de consumo, acesso dos desfavorecidos, negros e índios, no ensino superior, por meio de cotas e programas de ações afirmativas, sem alterar o quadro geral e estrutural de grande desigualdade neste paraíso tropical e capitalista chamado Brasil. Os EUA, a maior nação capitalista do mundo, adotaram medidas semelhantes no passado. Ser comunista  não é crime e Lula e o PT são inocentes, nesse caso! 

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