Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

5.6.24

O que este sindicato representa?

Os sindicatos que representam os trabalhadores enfrentam uma profunda crise. Muitos não conseguem mais mobilizar suas bases, passam por dificuldades financeiras e ficam cada vez mais enfraquecidos.

Tais organismos, que deveriam mobilizar e organizar a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e melhorias salariais, parecem cada vez mais distantes daqueles que dizem representar. Muitos dirigentes sindicais são descompromissados com a causa trabalhista e ficam mais preocupados com as eleições municipais, estaduais e também em âmbito federal.

Isso enfraquece o sindicato enquanto instrumento de luta e de representação de classes, uma vez que muitos trabalhadores não se sentem representados pelas instituições sindicais e/ou não confiam nelas e em seus dirigentes. Lamentavelmente, muitos sindicatos servem a outros interesses e não aos interesses dos trabalhadores. 

O sindicato dos educadores em Minas Gerais, por exemplo, é um "puxadinho" do PT, trabalha com o Partido dos Trabalhadores e não com a categoria que diz representar. Podem alegar que é por um "bem maior", pois a força política trará vitória para os trabalhadores. Mas isto não passa de conversa fiada...

Nenhum trabalhador é obrigado a concordar com a doutrina de um partido político e nenhum sindicato deveria se submeter aos interesses de um partido político. 

Hoje vi um cartaz do sindicato, que é pago com a contribuição dos educadores filiados, falando sobre outro assunto totalmente diferente da luta por melhorias salariais e por condições de trabalho mais decentes.



A pauta que interessa ao trabalhador é outra, muito diferente daquela que os dirigentes sindicais, aliados dos petistas, defendem.

É por essas e por outras que me desfiliei do sindicato, por não me sentir representado. E vejo muitos colegas de trabalho com um sentimento parecido, eles não aprovam e não confiam neste tipo de militância sindical vazia, inoperante e sem real comprometimento com as necessidades dos trabalhadores.

Com estes sindicatos politiqueiros e corrompidos quem sofre é a classe trabalhadora, a qual está cada vez mais desorganizada e sem as condições de resistir ao rolo compressor da contínua precarização do trabalho, do achatamento dos salários, da degradação das condições de trabalho e do avanço da informalidade.

27.10.23

Menos telas, mais papel e lápis

A Suécia está interrompendo a digitalização de seu sistema de ensino, com isso as escolas terão menos computadores e mais livros.
A medida ocorre, após as autoridades do país concluírem que os livros possuem "vantagens que nenhum tablet pode substituir" e que o ensino baseado em telas não traz benefícios para o cérebro das crianças. 


Os prejuízos ficam aparentes na pouca capacidade de concentração, na dificuldade de compreensão de textos e na ortografia. 

A França proibiu os celulares nas escolas desde 2018, Finlândia e Holanda, recentemente, anunciaram medidas semelhantes. 

Os recursos digitais são importantes e essenciais para os dias de hoje, mas a educação tradicional não pode ser substituída por uma tela sem trazer prejuízos à formação do ser humano.


Estudos da Universidade de Harvard demonstraram que o uso exagerado das telas pode ter consequências, como prejuízos na comunicação,  problemas no sono e atraso no desenvolvimento cognitivo. 


Atenção, pais, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda limites diários no contato de crianças e adolescentes com celulares, tablets e computadores:

. 2 a 5 anos de idade: até 1 hora por dia.

. 6 aos 10 anos de idade: entre 1 e 2 horas por dia.

. 11 aos 18 anos de idade: entre 2 e 3 horas por dia. 

6.4.23

Até quando?

Infelizmente, os casos de violência escolar, em suas múltiplas formas, têm se multiplicado. Os relatos dessas ocorrências são diários, perturbadores, vão desde ameaças, intimidação, assédios e abusos até agressões físicas, danos ao patrimônio e assassinato.


Recentemente, testemunhamos tragédias em São Paulo e Santa Catarina, as quais apenas evidenciam a vulnerabilidade das escolas, tanto públicas quanto privadas. Nas escolas, entra quem quiser, não há segurança, todos estão amplamente expostos aos riscos da violência generalizada reinante no país.

Enquanto a violência avança, nossos líderes, investidos de poder e regiamente remunerados com todo tipo de privilégio que o dinheiro do contribuinte pode oferecer, nada fazem. Quando muito oferecem os pêsames às famílias das vítimas.

Imaginem só se as vidas humanas nas escolas recebessem a metade dos cuidados que pedaços de papel e de metal recebem nas fortalezas bancárias. Será que assistiríamos a massacres como o que ocorreu covardemente na região Sul do Brasil?

Enquanto o país continua imóvel, aguardando a boa vontade de Suas Excelências, e não trata, com a devida profundidade, a raiz do mal - desigualdade social, concentração de renda, falta de oportunidades e má qualidade educacional - algumas medidas se fazem necessárias e urgentes para proteger as vidas que frequentam e dependem das escolas, a saber:

1. Contratação de mão de obra com treinamento em segurança escolar;
2. Adoção de dispositivos detectores de metais, pelo bem de todos na escola;
3. Parceria das comunidades, que precisam abraçar de vez as escolas e os educadores, tornando-se aliadas do processo de ensino e não rivais.

E então, senhoras e senhores políticos, vamos trabalhar?

Trabalhar: Empenhar-se para; esforçar-se por. Tornar progressivamente mais perfeito ou elaborado. Representar.   (AULETE online).


Leia também no portal do jornal Leopoldinense.

6.11.19

Manifestação de reconhecimento e carinho

Obrigado,  professora e especialista em educação, Sônia Moraes.  Você acompanhou o trabalho, o desenvolvimento do projeto sobre a História e a função social dos impostos,  fez parte dele, contribuiu para sua estruturação e colaborou para que o resultado fosse positivo. 
Sem você o trabalho não seria o mesmo.

Muito obrigado!

4.5.19

Estudar para quê?

Esse é um dos questionamentos que os alunos fazem, inclusive para si próprios, pois não veem sentido na prática do estudo. Alguns acham a escola chata, não toleram os professores e não se dedicam ao ofício de estudar como deveriam.
As consequências imediatas de tal descaso é a recuperação e talvez uma reprovação ao fim do ano. As consequências a médio prazo são ainda piores, com jovens sendo inseridos no mercado de trabalho como mão de obra barata por conta de uma formação deficitária. A longo prazo, os efeitos são nefastos, pois o jovem mal formado engrossa uma fileira de analfabetos funcionais, sem noção de cidadania e sem uma ideia clara de nação. Logo, o fracasso escolar de vários indivíduos representa o fracasso de todo um país, algo quase incorrigível e de difícil solução.

Educação, escola e estudos são coisas sérias demais e tão importantes quanto os cuidados que devemos dispensar à nossa saúde. Infelizmente, assistimos a um completo sucateamento da educação no Brasil, seja por parte das autoridades públicas ou pelas próprias famílias, as quais não incentivam seus filhos a estudarem e a cumprirem as exigências regimentais da escola, enfim, “passam a mão na cabeça” da criança ou do adolescente, negligenciando erros, preferindo atacar a escola ao invés de contribuir para a correção de rumos, por meio do diálogo franco, sensato e da busca conjunta de alternativas.

Ora, precisamos repensar urgentemente o que almejamos para nossos filhos e para o futuro de nosso país. Tal reflexão passa primeiramente pelo papel da escola, que deve ter qualidade, compromisso social e transformador. As famílias precisam abraçar as escolas e não se afastar delas. Se não assumirmos a educação escolar como um projeto de vida, continuaremos sendo um país sem desenvolvimento, com inaceitáveis índices de violência e sem serviços básicos universais. Enfim, nossa juventude permanecerá sendo explorada por um mercado voraz que remunera bem apenas os melhores, normalmente aqueles que estudaram mais e prezaram por sua formação intelectual.

Aceite o conselho enquanto há tempo, estude.

11.1.19

Conheça o empreendedorismo, o novo norte da Educação

Empreendedorismo é um conceito ligado ao mundo dos negócios,  entretanto,  nos últimos anos a palavra está cada vez mais presente nas escolas públicas.

Redes públicas de ensino têm adotado a bandeira da educação empreendedora. Com isso, o objetivo da escola passa a ser o de formar jovens empreendedores.

Mas, afinal, o que significa empreendedorismo?

A origem etimológica da palavra é antiga, no século XII sua tradução no inglês - intrepre-neur - associava-se às pessoas de negócios e também poderia se referir a quem incentivava brigas. No século XVII, o empreendedor tomava decisões militares. No início do século seguinte, a palavra designava criadores e executores de projetos. O economista austríaco Joseph Schumpeter (1883-1950), denominou de empreendedor o indivíduo que promove a inovação e o desenvolvimento econômico. Fernando Dolabela, escritor brasileiro, vai além, vê o empreendedorismo não só no campo econômico, mas também no social. Para ele, o indivíduo é naturalmente um empreendedor, porém tal habilidade precisa ser ensinada seguindo uma metodologia distinta do modelo tradicional de Educação. (Leia mais clicando aqui).   

O ensino do empreendedorismo não é uma invenção brasileira. Desde o início do século XXI, órgãos internacionais têm proposto a educação empreendedora para enfrentar problemas ligados à empregabilidade. A UNESCO apresentou em 2004 um quinto pilar para a Educação: "aprender a empreender".

Segundo o SEBRAE, o  empreendedorismo é "a habilidade de se conceber e estabelecer algo partindo de muito pouco ou quase nada".  

Nesse sentido, a escola empreendedora deve formar alunos com a capacidade de criar negócios criativos e rentáveis, mesmo contando com poucos recursos, falta de apoio ou capitais escassos. O empreendedor é um visionário, corre riscos, aposta e investe na criatividade e na inovação para superar as adversidades econômicas e sociais.

O neoliberalismo introduzido no Brasil nos anos 1990 repercutiu nas políticas educacionais, permitindo a existência de parcerias entre o setor público e o privado. O melhor exemplo de tal repercussão é o caso do Instituto Ayrton Senna, o qual tem firmado acordos com diversas redes educacionais de estados e municípios. O Instituto defende a reforma da educação, oferta materiais, treina gestores e professores, sobretudo, sob uma orientação com uma perspectiva mercadológica, desconsiderando os interesses e as identidades das comunidades (Sobre o papel do Instituto Ayrton Senna na Educação ver o excelente artigo de pesquisadores da USP, disponível aqui).   

Esse novo paradigma educacional vem no bojo de uma onda conservadora, que defende o abandono de uma escola crítica e cidadã. O projeto "Escola sem partido" é bastante ilustrativo do atual contexto, ao defender uma educação que restringe o ensino e o debate de certos assuntos religiosos, culturais e políticos nas salas de aula, sob o pretexto de se priorizar um ensino neutro.

Acrescente a esse panorama a crise econômica do país,  o índice alarmante de desemprego e o aumento da informalidade, além disso existem as reformas políticas que estão em curso, cujo objetivo é reduzir o papel do Estado, em setores como a Previdência e a flexibilização de direitos e garantias trabalhistas.

A educação empreendedora é voltada para às massas populares, as camadas mais baixas da sociedade. Justamente o segmento que mais necessita do amparo estatal para ter acesso à saúde, à educação, à segurança e ao emprego. 

Diversos pesquisadores e acadêmicos apontam que a educação empreendedora, dentro do sistema Capitalista, seria uma maneira de atender às classes populares, formando mão de obra sem qualificação, voltada  à informalidade ou para o preenchimento de vagas no mercado de trabalho com baixa remuneração. Aqueles que ficam sem espaço no mercado de trabalho, muitos jovens e famílias, recorrem à informalidade, vide a expansão de pequenos negócios, serviços e comércios, instalados nas ruas ou nas próprias residências, como salões de beleza, lanchonetes, restaurantes entre outros. 


Reginaldo, de 41 anos, encontrou na informalidade a saída para driblar o desemprego. — Foto: Marcelo Brandt/G1
Informais ganham 40% menos. Leia a matéria completa clicando aqui.

Segundo o PNAD, a informalidade no Brasil têm crescido à medida em que o ritmo do crescimento econômico segue lento, assim o emprego formal cai. No país, atualmente, temos 37,3 milhões de pessoas na informalidade, são cidadãos que recebem 40% menos do que aqueles que possuem carteira assinada (Ver gráfico abaixo). No grupo dos trabalhadores informais estão pessoas sem registros, sem carteira assinada, empreendedores, pessoas que fazem "bico" comercializando produtos na rua ou por meio da internet. 



Enquanto nas escolas particulares e educandários de elite o foco do ensino médio é o ENEM e os vestibulares, as escolas públicas empobrecem seus currículos, subtraindo matérias consideradas menos importantes, como a Filosofia, a História e a Sociologia. Elas são substituídas por disciplinas "técnicas", que ensinam o aluno a se inserir no mercado ou criar seus próprios negócios. Tornou-se comum em algumas escolas, as quais adotaram o empreendedorismo a realização de feiras, com alunos fazendo doces, salgados, pizzas e afins para vender. Ora, será que é isso o fim último da escola? É essa educação que os pais almejam para seus filhos, os quais após obterem o certificado escolar estarão aptos à abrir um negócio em casa com rentabilidade incerta e sem nenhum tipo de amparo do Estado e proteção social? São questões para reflexão e debate na comunidade escolar. 

O fato é que as vagas de bons empregos e de concursos públicos com maiores remunerações destinam-se a uma classe privilegiada, com algumas exceções, que teve acesso à boas escolas e depois ao ensino superior. São esses indivíduos que ocuparão os melhores cargos no mercado ou nas diversas funções públicas do Estado brasileiro.

22.2.18

Escola ou Prisão?

"Isso se parece com uma prisão" é o que afirmam os estudantes do Ensino Médio, os quais se deparam com cadeados e correntes, que os separam dos banheiros, da cantina ou do pátio.

Para ter acesso a esses locais e à água geladinha e abundante do bebedouro é preciso aguardar um funcionário destrancar o portão para que os alunos tenham o passe livre (sob o devido controle do abrir e fechar dos cadeados).

Tenho a impressão de que trancar estudantes, acostumados à navegar livremente pela web, não contribui em nada para a melhoria de sua relação com a escola. É por essa e outras razões que alguns adolescentes e jovens veem os professores como "inimigos" e a escola como um cárcere. 

Como resultado da aversão à escola e às suas exigências, como tarefas, notas, acordar cedo, cumprir regras e ter que aguardar o cadeado para ir e vir, há indisciplina, desinteresse e baixo rendimento na aprendizagem. Os mencionados fatores podem não ser determinantes, mas influenciam no pensar e no agir dos alunos, caso contrário não escutaríamos diariamente a frase que iniciou esta reflexão.

Dito isto, propomos coragem e ousadia para enfrentar o problema. Por que não mudar a abordagem e deixar a escola aberta para os estudantes, limitando os cadeados somente para estranhos? Os alunos deveriam poder transitar livremente, não deveriam vir para a escola "arrastados" por força da lei e pelos diversos desígnios de seus responsáveis legais. 
No começo, essa mudança até poderia ser caótica, inicialmente só ficariam na escola os alunos que gostam e/ou entendem a importância dos estudos para o seu futuro. Outros debandariam, seria um problema, mas dentro de pouco tempo sentiriam necessidade de vivenciar a rotina escolar e procurariam o educandário por conta própria, pois logo perceberiam que ficariam para trás dos demais colegas por terem abandonado a escola. 

Evidentemente, que essa medida deveria ser apresentada e referendada por toda a comunidade escolar, principalmente pais e/ou responsáveis e os alunos, num pacto coletivo. Deverá ser discutida e aprimorada com sugestões de todos. Talvez não resolva o problema de nosso claudicante sistema educacional, mas deixar como está também não o ajuda em nada. Então por que não tentar algo diferente?

E para o "gestores de plantão" que sugerirem como alternativa as "aulas atrativas" para prender a atenção dos estudantes e fazê-los gostar da escola, lembrem-se de que professores de Educação Básica trabalham em 3 turnos, em 2 redes diferentes, em cidades diferentes, planejam aulas para 8 ou mais turmas, todas com mais de 35 alunos. Logo, fica evidente que tal indicação é apenas retórica vazia e demagógica de quem não compreende o drama e a realidade do educador, o qual se encontra desgastado física e mentalmente, atormentado pela síndrome de burnout, vítima de agressões verbais e físicas e do assédio moral constante. Não mencionaremos a questão salarial, afinal, professor da rede pública no Brasil é associado ao pauperismo, está incutido na alma de muitos e o quadro não mudará, antes de uma revolução na mentalidade de todos envolvidos com educação. Mas fica o registro de que a necessidade do docente se desdobrar em 3 turnos inviabiliza qualquer planejamento adequado para aulas atrativas com recursos pirotécnicos escassos.  Se tais atividades ocorrem raramente a culpa é da sobrecarga de trabalho, a qual é perversa e degradante e não do professor e da professora que precisa se matar de trabalhar.

Há que se buscar novas formas de educar, mesmo num sistema falido como o atual  modelo educacional é possível formar alunos para a vida numa sociedade plural e democrática. O que não pode acontecer é falar em liberdade numa escola que vive acorrentada em práticas arcaicas.

Texto de Helio Brummas

16.2.18

Conheça o Projeto Karatê na escola (2018)

Projeto Karatê na escola é desenvolvido na E. E. Luiz Salgado Lima desde 2017 e será implementado ao longo do ano letivo de 2018. O objetivo geral é ensinar artes marciais, reforçar valores, incentivar a disciplina, melhorar a autoestima dos alunos e contribuir para seu rendimento escolar e qualidade de vida.



1.2.18

Ministério da Educação destacou o Acrópole App

Minha esposa encontrou por um acaso uma postagem feita pelo Ministério da Educação (MEC), em sua página no facebook, que destacou o Acrópole APP, nosso aplicativo, utilizado em sala de aula para incentivar a leitura, o debate e a produção escrita e crítica entre os alunos.




A postagem teve direito à uma bela arte. Confiram: 


Mais detalhes sobre o nosso projeto também foram publicados no Jornal do MEC, no link abaixo:


26.12.17

O povo escolheu e o meu nome é...

Julius !!!

Péricles
  6 (12%)
Eurípedes
  3 (6%)
Arquimedes
  7 (14%)
Cícero
  2 (4%)
Homero
  10 (20%)
Julius
  22 (44%)

Votos: 50
Enquete encerrada.



15.12.17

Atenção, pais!

Repercutindo e analisando a notícia



Os dados a seguir são fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), extraídos de uma notícia publicada na internet, que afirma: 


69% dos filhos cujos pais terminaram o ensino superior seguiram o mesmo caminho. Na outra ponta, entre pais que nunca foram à escola, a chance de um brasileiro alcançar um diploma universitário é de apenas 4,6% (Uol Educação).


Em síntese, os filhos de pais que tem mais escolaridade possuem maior chance de ingressar numa faculdade. Logo, a formação escolar dos pais é determinante para o sucesso dos filhos na hierarquia educacional.

Evidentemente, que há pais que não tiveram oportunidade de estudar e mesmo assim seus filhos conseguem se formar na educação básica e chegar à universidade, mas esse grupo é a minoria, segundo informa a notícia, representando apenas 4,6% do público pesquisado.

O fato é que, independente do nível de escolaridade dos pais, um fator que pode ser determinante e decisivo para o sucesso do filho é o seu acompanhamento escolar por parte da família, o incentivo aos estudos, a cobrança por um bom rendimento nas avaliações, assiduidade, pontualidade, feitura dos deveres e trabalhos e o respeito pelos professores. Enfim, é fundamental que as famílias criem uma rotina que propicie aos seus filhos cultivar o hábito de estudar. Lembre-se, os filhos, em muitos casos, são reflexos do que vivenciam em casa com os pais, então cuidado com seus comportamentos e atitudes, pois elas podem ser copiadas pelas crianças e adolescentes!

Por fim, a notícia aborda que a pesquisa mostra desigualdade de acesso ao nível superior considerando gênero e raça. Entre pretos e pardos, a chance de se chegar e concluir o nível superior é menor do que entre os brancos, e há dados empíricos que mostram que as mulheres conseguem atingir níveis de ensino mais elevados do que os homens.

6.7.16

Sobre a campanha "Cerol, não!"

A campanha Cerol, não! foi uma ideia que iniciamos aqui no Acrópole - História & Educação em 2012 (clique aqui para ver a postagem que inaugurou a campanha). De lá para cá trabalhamos com os alunos, tanto da escola do Carmo (RJ) quanto de Leopoldina (MG), o tema, pesquisamos as leis dos dois estados que proíbem o uso e a comercialização do cerol.

Depois apelamos para a conscientização dos estudantes, mostrando fotos de vítimas, realizamos um levantamento de notícias que eram publicadas na imprensa para provar o quanto o cerol é letal e uma brincadeira criminosa. 


Manchete noticiando acidente devido ao uso do cerol.

Em seguida realizamos um festival de pipas na escola, deixamos os estudantes exercitarem sua criatividade, fazendo pipas e decorando-as com mensagens contra o uso do cerol. 


Festival de pipas e frases na escola.


Divulgamos a campanha em toda escola em 2015, na época, contamos com o auxílio da especialista em educação, a artista Sônia Almeida.


Cartaz afixado no mural da escola.

Enfim, estamos fazendo a nossa parte, abordando o tema com nossos alunos, tentando também mobilizar a comunidade escolar e divulgando as ações nas redes sociais num esforço combinado para erradicarmos essa prática, que aumenta visivelmente no período das férias escolares.


Campanha de conscientização nas redes sociais.

E, neste ano, nossa iniciativa irá dar mais um sinal de enraizamento nas escolas e de amadurecimento frente à sua comunidade. De maneira ousada e consciente, levaremos esse debate para as Câmaras de vereadores, o poder legislativo, dos municípios onde atuamos. Essa medida importante, sem dúvida, trará benefícios e mais segurança para o povo se for devidamente implementada pelo poder público. Outros municípios já adotaram medidas semelhantes e estão tendo êxito. Chegou a vez de nossas cidades acordarem e agirem. Entregaremos aos vereadores sugestões simples e valiosas que possam ser transformadas em projetos de lei para ajudar a acabar de vez com o cerol.

Em 2016, o foco da campanha Cerol, não! será o comerciante, o dono do bar, da padaria ou da mercearia do bairro, aquelas pessoas que, infelizmente, ainda comercializam o cerol  ou a linha chilena e colocam, proposital ou inconscientemente, o lucro à frente do valor da vida. Se conseguirmos parar com as vendas do cerol, da linha chilena e similares, tirando-os das prateleiras, isso diminuirá bastante o seu uso pelas crianças e adolescentes e, consequentemente, evitará acidentes. 

Vamos debater o tema com nossos estudantes, ouvir ideias, anotar sugestões e retirar daí um documento consolidado para ser entregue ao representante do poder legislativo, que deverá tomar uma providência contra essa prática perniciosa, que teima em aparecer numa brincadeira tradicional e saudável que é a prática de empinar pipas.

Para começar, seguem abaixo seis sugestões do Acrópole - História & Educação, pois defendemos que é melhor prevenir do que remediar. Se essas medidas forem colocadas em prática, certamente evitarão catástrofes e contribuirão para acabar com o uso do cerol:

1. Criar um projeto de lei que determine a proibição da comercialização do cerol, linha chilena e similares em todos os estabelecimentos comerciais, fixando multa para quem descumprir a lei;
2. Afixar cartazes em repartições públicas e estabelecimentos comerciais com trechos dos textos legais que proíbem a venda e o uso do cerol (Lei estadual (MG) 14.349/2002 - Proíbe o uso do cerol e Legislação estadual (RJ): Lei Nº 2.111/1993Lei Nº 3.278/1999Lei Nº 3.673/2001 -  Proíbem a industrialização e a comercialização do produto denominado cerol e de vidro moído no âmbito do Estado do Rio de Janeiro).
3. Afixar cartazes em todos os órgãos públicos com imagens de vítimas de cerol, capturadas em sites da internet, para sensibilizar a população. 
4. Realizar, anualmente, uma campanha em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, de conscientização contra o Cerol, envolvendo todas as escolas públicas e privadas e suas respectivas comunidades.
5. Promover seminários, debates e palestras em parceria com Ministério Público, destinada a comerciantes, autoridades e a sociedade civil sobre a legislação que proíbe a venda do cerol.
6. Fiscalizar estabelecimentos comerciais nas comunidades verificando o cumprimento da lei.

E você, tem mais alguma ideia para enriquecer o nosso documento? Se desejar, comente, registre sua contribuição!  

19.2.16

Desafio de Cultura e uso de mídias: agora é guerra

Prezados alunos e alunas das turmas do 2º ano e do 3º ano do Ensino Médio do CIEP 280, neste post disponibilizaremos as regras do Desafio de Cultura e uso de mídias.
Leia-o com muita atenção, pois há datas, prazos e padrões a serem seguidos pelos participantes e interessados em receber a premiação.

O presente Desafio é uma ideia da disciplina do PROEMI - Cultura e uso de mídias, destinado aos alunos das turmas do 2º e 3º ano do Ensino Médio do CIEP 280.




A ideia é de incentivar o protagonismo dos estudantes que, por meio das redes sociais, podem ajudar a conscientizar a sociedade carmense a se prevenir do mosquito da dengue e seus criadouros, visando contribuir com o esforço nacional de combate ao Aedes Aegypti.




Assim, solicitamos aos estudantes a seguinte tarefa: o aluno ou a aluna deverá criar uma frase sobre a conscientização contra dengue, com muita criatividade.

Atenção: a frase precisa ser original, portanto o (a) aluno (a) será responsável pela criação. Caso seja detectada alguma tentativa de plágio, o autor será desclassificado do Desafio.

Depois deverá publicar sua frase no seu "status" do Facebook, com as seguintes hashtags:

#agoraéguerra
#denguenão
#ciep280
#culturaemídia

Vencerá o Desafio o (a) aluno (a) que, entre os dias 19 a 26 de fevereiro, receber o maior número de curtidas em sua publicação.

Comissão de avaliação

O grupo responsável pela conferência e avaliação das frases e do número de curtidas que elas receberam será formado por:

Professor da disciplina Cultura e uso de mídias;
1 aluno da turma 2001;
1 aluno da turma 2002;
1 aluno da turma 3001;
1 aluno da turma 3002;
1 aluno da turma 3003.


Premiação

As três publicações com o maior número de curtidas receberão um certificado de reconhecimento e a seguinte premiação:

1º lugar: uma caixa de bombom
2º lugar: uma barra de chocolate
3º lugar: uma caixa de Bis

Além disso, as três frases premiadas ficarão expostas no CIEP 280, em painéis criados pelo artista local e funcionário da escola - Luciano Huguenin.

Dúvidas?

Basta procurar o professor e se informar. Boa sorte para todos!

5.6.15

Currículo Escolar

Já virou senso comum que é necessário rever o Currículo Escolar para resolver o problema da Educação no país.

O Currículo agora foi eleito como um dos principais "vilões" da Educação básica brasileira.

Não é preciso pagar o piso salarial para os professores,  o que lhes conferiria um mínimo de valorização e dignidade profissional, também não é necessário investir na infraestrutura precária das escolas, tampouco aperfeiçoar os processos de gestão da escola, capacitando os gestores e promovendo a efetiva democratização da escola.

Nada disso é preciso, agora o foco é o Currículo. Mudá-lo pode salvar o Ensino, reduzir os elevados índices de evasão escolar do Ensino Médio, tornar a Educação mais atrativa para os adolescentes e tirar o Brasil dos últimos lugares nos rankings internacionais que medem a qualidade do Ensino e da Aprendizagem.

A fala da atual Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, senhora Macaé Evaristo, reforça a ideia de que o Currículo precisa ser repensado. Vejamos o que ela disse logo após decretar o fim do Programa "Reinventando o Ensino Médio" do governo anterior:

“A Secretaria de Estado de Educação promoverá com a Comunidade Escolar a construção coletiva de uma nova proposta de Ensino Médio, que seja compatível com as necessidades de nossos jovens, as especificidades regionais e o mercado de trabalho...” (Fonte: Site da SEE-MG).

Nesse depoimento é possível identificar um dos grandes desafios postos pelos especialistas: conciliar as disciplinas do Ensino Médio com vista às necessidades de formar mão de obra para o mercado de trabalho.

Para engendrar o Currículo ideal, os políticos e especialistas têm proposto diversas soluções, desde o estabelecimento de diretrizes curriculares nacionais até currículos estaduais e, em alguns casos, a possibilidade da própria escolar definir o que deve ser ensinado.

O filósofo Fernando de Paula Lima afirma que: "Cabe à escola optar por um programa que contemple as necessidades dos estudantes e as características da comunidade em que eles vivem, afinando-o ainda com as diretrizes dos currículos nacionais." (Fonte: Revista Escola On-line).

Defende, portanto, que a escola, de acordo com suas especificidades, escolha o currículo, mas que ele esteja dentro dos ditames de uma matriz nacional. Na realidade e na prática docente, nós, educadores, vivenciamos essa questão como uma "liberdade limitada", pois se pode alterar o currículo desde que você observe o que já está pré-estabelecido pelo MEC e pela Secretaria Estadual.

A respeito das mudanças curriculares que os especialistas e políticos apregoam que sejam necessárias para melhorar a Educação, contrapõe-se o pensamento do educador Dermeval Saviani. Para ele, a descrença no papel tradicional da Escola tem gerado um desprestígio dos educadores e da cultura escolar.

Assim, afirma o professor: "Nesse tipo de “cultura escolar”, o utilitarismo e o imediatismo da cotidianidade prevalecem sobre o trabalho paciente e demorado de apropriação do patrimônio cultural da humanidade. Com isso, a escola foi sendo esvaziada de sua função específica ligada ao domínio dos conhecimentos sistematizados." (Carta na Escola, nº 46, Maio de 2010. p. 66.)

Note que na afirmação "a escola foi sendo esvaziada de sua função específica" temos uma situação bastante problemática, tendo em vista que a escola, nos dias atuais, tem feito de tudo para cuidar dos alunos, exceto ensinar o que lhe compete.

Se parássemos de ficar tentando encontrar fórmulas mágicas e trabalhássemos  o essencial para formar alunos com senso de cidadania, proficiência em línguas, cálculo e ciências, teríamos, sem dúvida, uma geração mais apta a colaborar com um projeto de desenvolvimento nacional. Isso sem esquecer que as escolas precisam de cuidados, precisam ser bonitas, atraentes, equipadas. Quanto aos professores, deveriam receber uma remuneração justa para trabalhar em período integral em apenas uma escola, onde teriam a possibilidade de ter acesso a formação continuada e poderiam se dedicar exclusivamente aos seus alunos e aos projetos escolares. 

Mas as medidas concretas em prol da Educação básica pública estão longe de virar realidade. Enquanto o discurso vazio dos políticos continuar captando votos e as malfadadas políticas públicas do setor continuarem gerando milhões e milhões de reais com a terceirização [e precarização] da Educação, continuaremos assistindo a um show de horrores, como o aumento da violência, da corrupção e da intolerância em todo o país. 

4.4.15

Palestra em Ouro Branco: O celular como ferramenta de leitura e de aprendizagem

No dia 31 de Março estivemos no IFMG, em Ouro Branco, a convite do professor Carlos Eduardo Paulino, para fazer uma palestra para os acadêmicos do Curso Superior de Licenciatura em Comunicação.

Atendemos prontamente o pedido e ficamos honrados com a oportunidade.

Na palestra contamos um pouco da História do Acrópole, desde o seu surgimento em 2010 até os dias atuais, em que o Blog está associado à outras redes sociais e possui até o próprio aplicativo. Relatamos também nossa experiência com o celular e o aplicativo empregados na sala de aula, como um meio didático. Aliás, foi essa experiência exitosa que nos levou à final do Prêmio VivaLeitura, em dezembro de 2014.

Apresentamos o Blog para os ouvintes, demonstramos os seus recursos - como os textos, vídeos, imagens, fontes históricas, avaliações e jogos on-line e, claro, muitas publicações de nossos alunos e alunas.

Ao final da palestra os professores do Curso de Computação, acadêmicos e professores da rede municipal de Educação de Ouro Branco fizeram várias perguntas e nos deram ótimas sugestões para aprimorarmos o nosso trabalho.

Quero agradecer novamente ao professor Carlos Eduardo Paulino e a todos que nos agraciaram com sua presença naquele dia especial.

Fotos:


















Não deixe de ler

Leão XIV é o novo papa, mas alguns queriam uma leoa

Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária...