27 de novembro de 2016

Estudo sobre imagens: forma

Na disciplina de Cultura e uso de mídias estamos estudando os elementos que constituem a imagem. Depois de entendermos o traço, chegou a vez de analisar as formas.

Como vimos, as formas possuem certos significados. O quadrado simboliza o racionalismo, é científico e militar; o triângulo representa o equilíbrio, sua base demonstra a solidez, entretanto, se for girado 180º fica com a ponta para baixo e se torna instável. Já o círculo é a forma perfeita, causando a sensação de tranquilidade. Será por isso que ele foi escolhido para ficar sobre as cabeças dos homens santos? Imagine como ficaria a imagem de Cristo com um quadrado ou um triângulo sobre a cabeça? Estranho, não?!


Além dessas reflexões, analisamos o conceito de razão áurea, que nos remete aos matemáticos gregos da Antiguidade e aos estudos do Padre italiano Pacioli na passagem do Medievo para a Idade Moderna. Pacioli publicou sua obra no século XV, que serviu de inspiração para artistas e arquitetos do Renascimento, os quais aplicaram em seus trabalhos a razão 1,62:1. 
Segundo Pacioli, essa fórmula estava presente na natureza e no corpo humano, por isso ficou conhecido como a divina proporção.

Confira o pessoal da turma 2001 em ação:





26 de novembro de 2016

Lançamento de livro


Antonio Marcio Junqueira Lisboa, médico e professor leopoldinense, lançará seu livro - Memórias de um pediatra - na Associação Médica de Brasília (AMBr). 

Confira mais informações:




Data: 01/12/2016
Hora: 19 h às 22 h
Local: hall do auditório Jacarandá da AMBr.

Fidel Castro (1926-2016)


Fidel Castro faleceu hoje, aos 90 anos de idade, segundo foi informado por seu irmão, Raúl Castro, atual presidente de Cuba.

Saiba mais sobre Fidel Castro e a Revolução Cubana clicando aqui.

22 de novembro de 2016

Exposição: Patrimônio, fontes e história dos jogos e brincadeiras

Hoje, os alunos da turma 6º ano 3 expuseram para o todo o turno da tarde o projeto preparado para a Semana de Educação para a vida.

Em nosso tema abordamos o patrimônio histórico e cultural que herdamos de nossos pais, através dos jogos e das brincadeiras. Os brinquedos evocam, no espectador, memórias de infância. Entre os mais velhos, quem nunca se divertiu jogando peteca confeccionada com penas de galinha ou brincou com boizinhos feitos com palitinhos espetados em chuchus? A imagem dos brinquedos revive, em nós, lembranças, trazendo à tona doces sentimentos dos tempos de outrora.

Além disso, os jogos e as brincadeiras são importantes documentos históricos, que revelam informações sobre a sociedade, seus valores e práticas culturais. Não está convencido disso? Então, vamos analisar, por exemplo, as bonecas e as panelinhas. Esses tipos de brinquedos são comuns em qual grupo social? Entre o grupo das meninas, todos irão responder. Mas o que esses brinquedos sugerem? Eles não indicam que as meminas devem aprender a ser domésticas, a saber cozinhar e a cuidar dos filhos? Por que não é comum as meninas ganharem de presente bolas de futebol ou brinquedos militares, tais como carros de guerra e bonecos fuzileiros? Ora, pois as brincadeiras refletem as práticas sociais, o machismo preponderante no mundo, a divisão do trabalho, as hierarquias e a ideia de que às mulheres cabe cuidar do lar. Os meninos, por outro lado, precisam praticar esporte, se fortalecer e se encantar pelo mundo das forças armadas, para no futuro servirem à sua nação. Ambos os gêneros começam a aprender essa divisão desde cedo, na infância. Através das brincadeiras e dos brinquedos eles vão interiorizando sua função social! Agora, perguntamos: os brinquedos são ou não são reveladores de aspectos sociais e culturais importantes para a compreensão de nossa sociedade e de nossa História? 

Nesse sentido, decidimos criar uma sala temática para resgatar e valorizar antigas cantigas de roda, folguedos e brinquedos tradicionais, os quais trazem consigo muito valor histórico. Tanto é que até os dias de hoje eles convivem com modernos aparelhos de vídeo-game e sofisticados equipamentos eletrônicos como os tablets e os smartphones.   

Os alunos também apresentaram para os visitantes, por meio de cartazes e da oralidade, as definições dos conceitos de fonte histórica, seus subtipos e o de patrimônio imaterial, isto é,  as práticas herdadas de nossos antepassados, como as cantigas e as brincadeiras tradicionais (pique pega, pique esconde, roda etc) dentre outras manifestações culturais. 

Além da exposição dos brinquedos e da palestra dos alunos, tivemos uma mostra de desenhos e de pinturas de Candido Portinari (1903-1962), com telas ilustrando as tradições lúdicas de nossa cultura.

Concluído o circuito artístico e patrimonial, os visitantes poderiam se testar no Quiz, caso acertassem 5 perguntas, sorteadas através do dado, ganhavam um brinquedo recheado com balas! 

A sala temática ficou muito bacana e atingiu o seu objetivo que é de reconhecer e valorizar o nosso patrimônio cultural, por meio da exposição dos jogos e brinquedos, tomando-os como fontes históricas, capazes de nos ajudar a compreender o passado e a entender as permanências e as mudanças que ocorrem na história da sociedade.  

Confira as fotos:














19 de novembro de 2016

Bem comum x interesses pessoais: contradições da política brasileira

O título desta postagem expressa um dos principais dilemas da República brasileira. O termo república vem do latim res publica, que significa coisa pública, um governo cujo objetivo é zelar pelo bem comum, isto é, trabalhar pela coletividade.

Em teoria, numa república os interesses de particulares e das classes dirigentes não podem vir à frente dos interesses populares. A prioridade nessa forma de governo deve ser o benefício do povo. Não restando, portanto, espaço para que agentes públicos ou civis usem o poder para a busca de benesses e privilégios pessoais.

Recentemente, tivemos mais um exemplo que comprova que a república brasileira anda mal das pernas. No dia 18/11/16, Marcelo Calero, ministro da Cultura do governo Temer, anunciou sua demissão do ministério. Em entrevista do ex-ministro, publicada hoje no site da Folha de S. Paulo, ele explicou as razões de sua saída. Alegou que estava sofrendo pressões de um nome forte do governo, Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), e detalhou encontros e conversas que teve com o Secretário que exigia que o ministro agisse em favor da aprovação da construção de um edifício em uma área tombada de Salvador (BA). 

Acontece que o projeto imobiliário, objeto de embargo judicial na Bahia, também não foi autorizado pelo Iphan (Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão vinculado ao Ministério da Cultura,  pois poderia descaracterizar a paisagem histórica do lugar. Por isso, o Instituto recomendou uma adequação do projeto, que incluía a redução do número de andares.

A medida do Iphan contrariou os interesses imobiliários do empreendimento, inclusive os do Secretário de Governo, Geddel, que segundo Calero é proprietário de um apartamento em um andar mais alto do projeto. Geddel, sentindo-se prejudicado, passou a usar sua posição no governo para pressionar o ministro da Cultura para que a obra fosse logo aprovada, mesmo que ela contrariasse as regulamentações técnicas e ferisse o patrimônio histórico-cultural da região. Incomodado com a situação, Calero resolveu deixar o cargo ministerial.      

Pelo conteúdo da entrevista, percebemos que para Geddel, o articulador político do governo Temer, pouco importava as consequências que a obra traria para o local, para ele o mais importante era a liberação da obra e a garantia de que seu negócio não fosse prejudicado. Isso reflete como ocorre o fazer político republicano no país, onde os agentes do poder misturam o campo público com o privado, colocam os interesses particulares em primeiro lugar, em detrimento do bem estar comunitário.

Se for confirmado que o Secretário de Governo anda usando o cargo público para trabalhar em prol de assuntos particulares, o mínimo que um presidente probo, constitucionalista e de verdadeiro espírito republicano deve fazer é afastá-lo, imediatamente. 

Vamos aguardar para ver se somos uma res publica ou uma república das bananas, de fato.  

Leia mais sobre o ocorrido clicando abaixo:


Quem deve pagar pela crise financeira do estado do Rio de Janeiro?

Neste país, a farra com o dinheiro público não tem limites.

A classe política parasitária se apossa do poder e, ao invés de agir em prol do bem comum, começa a trabalhar, incessantemente, apenas por si, sua família e seus "amigos".

O contribuinte sustenta com o seu suor todas as extravagâncias promovidas por alguns agentes públicos, caso do Sérgio Cabral, ex-governador que ajudou a falir o Rio de Janeiro, que levava uma vida de rei, não porque conquistou riqueza com trabalho honesto, mas porque roubou dos cofres estatais, se envolveu em negociatas e falcatruas em conluio com empresários canalhas. Enquanto alguns esbanjam, vivendo numa realidade onde os efeitos da crise e da recessão econômica passam longe,  o estado agoniza e não tem recursos para pagar os seus servidores, os aposentados e nem para manter os serviços básicos em funcionamento tão necessários para os cidadãos humildes. 

Observe alguns itens de luxo apreendidos pela polícia junto com a prisão do ex-governador do estado carioca.  Os objetos pertencem à família Cabral e, supostamente, são oriundos de propina.





O político, enfim preso, deve pagar por todos os males e desfalques que causou aos cofres públicos. É injusto que o povo seja ainda mais sacrificado com medidas administrativas e fiscais, caso da PEC 55 em nível federal e o pacote anticrise do governo Pezão em trâmite na ALERJ, cujas propostas visam o arrocho salarial, aumento de impostos e tributos e redução de investimentos em setores fundamentais, como saúde e educação. É imoral e inadmissível transferir a responsabilidade para a população e para os trabalhadores a conta de uma enorme dívida criada por uma classe política asquerosa e corrupta. 



Esperamos que junto com Cabral e Cia, outros figurões sigam (e permaneçam) para a cadeia, que é o local adequado para esse tipo de gente, e que todo o dinheiro e vantagens obtidas indevidamente sejam devolvidas ao erário. Cadeia para os ladrões, os quais, por muito tempo, zombaram das leis, tiraram proveito da impunidade, massacraram o povo e fizeram o infortúnio desta nação.

9 de novembro de 2016

Ele está de volta (Às vezes parece que ele nunca foi embora)!

Berlim (Alemanha), 2011.

Adolf Hitler desperta num terreno baldio, no subúrbio da cidade. Vê à sua volta inúmeros imigrantes de origem turca convivendo entre os seus. Descobre que uma mulher ocupa a presidência, que outrora fora sua, e sai em busca de respostas em meio ao vaivém de pessoas e de veículos nas ruas da capital.

O livro Ele está de volta (2012) do autor alemão Timur Vermes narra o retorno de Hitler no século XXI, cujo discurso nacionalista e impregnado de xenofobia se torna viral com o advento das novas tecnologias de comunicação e recursos de mídia, como a televisão e a internet. 

Eu já tenho o meu!

De leitura agradável, a obra nos faz refletir sobre a predisposição do grande público em aceitar os discursos propalados por lideranças conservadoras e populistas, muitas das quais defendem um "governo forte" e a adoção de medidas autoritárias. 

O texto, evidentemente, dialoga com as questões e tendências políticas do século XXI, evocando um fato do século XX - a ascensão de Hitler ao poder. Assim, a obra nos possibilita refletir sobre o avanço da direita conservadora na Europa, em países como Itália e França, por exemplo, cujas lideranças disseminam uma cultura de intolerância às minorias étnicas e defendem restrições a entrada de imigrantes em seus países com significativa aprovação popular. E, por que não citar, o caso de Donald Trump, recém eleito presidente dos EUA, personagem que durante a sua campanha ergueu a bandeira do isolacionismo, torcendo o nariz para os latinos e islâmicos. Ainda na América, mas desta vez no cone Sul, países como a Venezuela, Peru, Argentina e Brasil (vide a retórica do deputado Bolsonaro, a qual exalta o regime militar), há incontáveis políticos simpáticos às práticas governamentais populistas e demagógicas que seduzem multidões.

Enfim, há resquícios de cultura política autoritária por toda a parte, às vezes ela fica em estado latente, em outros momentos, como nos de crise econômica, ela se manifesta de modo mais forte e aí redundam em governos que cerceam  direitos e ceifam vidas. 

A repercussão do livro foi tamanha, que ele acabou virando filme homônimo à publicação de Vermes. Confira o trailer abaixo:




Sem dúvida, vale a leitura e o ingresso para o cinema!