13 de janeiro de 2018

Redução da carga horária de trabalho




A manchete acima é uma proposta de um sindicato alemão, representante de trabalhadores do setor industrial.
A carga horária atual deles é de 35 horas/semana.

O Brasil, com sua tradição de explorar a mão de obra, flexibilizou a legislação trabalhista para que a carga horária do trabalhador possa atingir 12 horas ao dia. Um absurdo!

O carnaval se aproxima, a manchete não combina muito com o momento que vivemos no Brasil. Então que tal a marchinha abaixo que guarde alguma conexão com a nossa realidade?!


Eu trabalhei como um louco,
Até fiz calo na mão,
E eu, pobre sem tostão,
O meu patrão ficou rico,
Trabalhar, eu não, eu não !
Foi por isso que agora,
Eu mudei de opinião.
Trabalhar, eu não, eu não !

10 de janeiro de 2018

Os Lisboas

Recebi hoje (10/01), com grande felicidade e gratidão, um presente do Dr. Antonio Marcio Junqueira Lisboa.

Trata-se da obra Os Lisboas, escrita por Antonio Marcio, na qual ele conta a trajetória de seus ancestrais. 

Antonio Marcio, pediatra, professor e escritor, é filho do Dr. Irineu Lisbôa (1894-1987), cuja ação enquanto médico sanitarista em Leopoldina e região nas décadas de 1910-1920, tem sido nosso objeto de pesquisa desde meados de 2015. De lá para cá, com a ajuda de Antonio Marcio Lisboa, já produzimos dois artigos científicos apresentados em dois eventos: um seminário regional e um internacional, respectivamente, em Carangola-MG (2016) e Niterói-RJ (2017). Os trabalhos foram publicados nos anais dos eventos acadêmicos e também em capítulo de livros que serão lançados por seus promotores. Assim, contribuímos para resgatar a memória e a história de Leopoldina, nossa amada cidade, na Primeira República, entre os anos 1910-1920.

Ainda há muito por pesquisar, teremos mais novidades por vir, e seguiremos diligentes nesta missão de reconstruir parte da história de nossa cidade.

Obrigado por toda a ajuda, dr. Lisboa.

9 de janeiro de 2018

Rede Globo tenta emplacar candidato a presidência

Depois de ajudar a eleger Fernando Collor presidente, na eleição de 1989, agora a Globo tenta lançar Luciano Huck, o apresentador de programas de TV, para a disputa presidencial em 2018.

Com o fiasco dos candidatos tucanos nas últimas pesquisas pré-eleitorais, a Globo viu seus candidatos Alckmin, Aécio e Serra definharem na preferência do público. Todos estão envoltos em graves denúncias de corrupção.

Bateu o desespero na família Marinho e agora querem empurrar o Huck, goela abaixo, para dar continuidade a agenda neoliberal do programa de Temer, "ponte para o futuro" (ou seria pinguela?).

Portanto, o povo que não se deixe enganar, pois Huck não trás nada de novo, embora seja um outsider na política, ele representa uma forma arcaica de fazer política.

Observe a brilhante charge de Renato Aroeira:


Acorda, povo. Quando ligar a TV e se estiver na Globo, mude de canal.

"A programação existe pra manter você na frente da TV, que é pra te entreter
Que é pra você não ver que o programado é você!" 
(Gabriel o pensador).



Notas: Destinos conectados e opostos

Basta caminhar em direção à periferia da cidade, afastando-se pouco da área central, para observar o quanto a pólis anda mal, abandonada à própria sorte, vendo o mato, a cipoama e o entulho ocupar calçadas e terrenos baldios.

O cenário se torna ainda mais dantesco com a observação de obras, nos referimos aos predios publicos, por fazer, inacabadas, com materiais expostos ao tempo, estragando... E o peor é ver obras públicas prontas que foram subutilizadas e agora são ocupadas por nada, relegadas às intempéries do clima e servindo de abrigo às moscas, às baratas e aos ratos, em suma, são criadouros de doenças. Basta mudar o líder do executivo para serem descerradas novas flâmulas de placas inaugurais, cuja serventia é perpetuar a memória daqueles que estão no poder, despreza-se o melhor interesse colectivo das construções municipais.

Uma observação mais arguta permite a quem enxerga ver pontes, muros de contenção, estradas e outros trabalhos importantes para a segurança dos cidadãos sob ameaça de desmoronamento. Isso acontece por dois motivos, basicamente: Mal planejamento e execução ou o uso de material de qualidade duvidosa. No caso das cidades em que visito, frequentemente, no interior do Rio e de Minas, julgo que as duas causas são válidas.

O mais terrível é notar que, enquanto a cidade definha, exceptuando o centro - belo e limpo, a casa do chefe do executivo não pára de aumentar, já virou um sobrado desde ele assumiu sua função no gabinete. Já se vão vários mandatos e lá ele permanece, como uma erva daninha presa a sugar a vida d'uma árvore, deixando-a seca, podre e vazia. O homem fincou suas presas na prefeitura e tira dinheiro de lá, depois que violentou os cofres públicos e encontrou veias abertas, de onde jorra dinheiro para o aumento da fortuna privada com auspiciosos e inexplicáveis (?) ganhos.

Nada ocorre com o político imoral, ele ousa tudo, é intocável desvia rios caudalosos de verbas e recursos e a justiça nada faz, prefere punir os ladrões de galinhas. E o povo? Ah, o povo, subjugado, deixa-se espoliar. Afinal, o que a árvore faz quando é apanhada por uma erva-daninha?

Y. B. (1942).

8 de janeiro de 2018

Seleção para o Mestrado

O Mestrado em História da Universidade Salgado de Oliveira está com inscrições abertas até o 31/01/2018.




Inscreva-se e não perca a oportunidade de fazer um excelente curso e estudar com grandes professores, dentre eles:

Dra. Mary del Priore

Dr. Francisco Falcon

6 de janeiro de 2018

Notas: Sobre a Segurança Publica

As forças policiais andam, de facto, por demais ocupadas aqui no interior. Há muito o que se fazer no trabalho. Vejamos a que têm se dedicado os nossos valentes agentes de segurança e representantes da justiça, eles andam a aplicar multas de trânsito, fiscalizar a postura dos cidadãos, tocar bebuns e andarilhos das praças, inibir qualquer tentativa de rebelião ou algo que macule a ordem pública e, quando sobra tempo, cortejar alguma donzela!

Apesar da eficciencia e da grande responsabilidade das polícias locaes com os seus afazeres cotidianos, os cidadãos pensantes estão sempre a se perguntar: 

_Por que a polícia não reprime o tráfico de entorpecentes com a mesma valentia que emprega no trato dispensado aos ladrões de galinhas, espanca operários grevistas e vagabundos que perambulam pela urbe? Por acaso os policiais não dispõem de recursos técnicos, mentais e éticos para enfrentar os poderosos que fazem vida fácil inebriando aqueles que se deixam enganar pela fuga da realidade oferecida por destilados e ervas proibidas?

_Por que a polícia faz vista grossa para os promotores de jogos de azar, que fazem seus acólitos transitar tranquilamente pelas ruas, colhendo apostas aqui e acolá, tirando dinheiro de gente humilde que acaba em depressão e alcoolismo por conta da tristeza e da má sorte?  

_Por que as forças policiais não investigam, junto com outras autoridades competentes, os sonegadores de impostos, os falsificadores de mercadorias, os charlatães, os neoescravocratas que subempregam mulheres, homens e crianças em condições de trabalho desumanas? Acaso essas ocorrências estão sendo praticadas sob a proteção da noite? 
_Não, elas ocorrem debaixo do nariz das autoridades. Cuja negligência ou cegueira alimenta a ousadia dos contraventores, os quais debocham das leis e fazem fortunas na clandestinidade.

Com tal comportamento das autoridades policiais, com o beneplácito de uma justiça tão injusta, parece que há receio dos agentes de segurança em mexer com os estratos mais elevados da sociedade, mesmo que alguns indivíduos desse grupo tenham chegado lá por meios ilícitos. A polícia teme os mais fortes, os ricos e os poderosos ou apenas age covardemente contra os despossuídos, os humildes e aqueles que denunciam a desigualdade? O modelo adotado pela polícia no Brasil é, em resumo, o seguinte: manter as ovelhas sob controle e permitir aos lobos o gozo de liberdade e impunidade por seus actos.

Há que se rever tais atitudes e comportamentos das autoridades, pois se queremos construir um futuro com algum equilíbrio social, com segurança e vida tranquila para todos não podemos suportar uma justiça que apenas oprime os fracos e acaricia os poderosos. Esse modelo não se sustentará sem provocar tremores e revolta popular.

Além disso, não se faz um país decente onde as leis não sejam cumpridas; Não teremos uma nação com equidade social, onde os pobres são taxados, enquanto os ricos e poderosos sonegam o fisco, desfalcando a fazenda pública; Não há discurso ético e moral que se sustente, tampouco um exemplo positivo para a sociedade, se as forças policiais do Estado se deixam corromper ou optam pela inação frente ao cumprimento de suas tarefas e obrigações.

Y. B. (1940). 

26 de dezembro de 2017

Para que serve a justiça?

"As leis são como teias de aranha que prendem os fracos e pequenos insetos, mas são rompidas  pelos grandes e fortes".

Essa foi uma observação do filósofo cita Anarcásis feita à Sólon, político ateninese da Antiguidade.

Aqui cabe uma brevíssima reflexão sobre a atual conjuntura da justiça no Brasil

Em tempos de tribunais de exceção, onde julga-se e condena-se sem provas, bastando para isso empregar conceitos jurídicos estrangeiros, estranhos a jurisdição nacional ("teoria da cegueira deliberada"), e depois alardear por meio da mídia que há convicção de que o réu é culpado, acabamos por lembrar da justiça fascista. Evidentemente, há que se tomar o cuidado com tal comparação, pois ainda vivemos numa democracia, pelo menos de aparência, a Itália fascista foi, de fato, uma ditadura. Contudo, refletiremos sobre a justiça de exceção que ocorre no Brasil e a justiça tal como ocorreu na Itália de Mussolini, cuja práxis serviu apenas para legitimar a ditadura fascista, perseguindo e eliminando opositores do regime. Adiante. 

Tão logo Benito Mussolini (1883-1945) implantou o fascismo na Itália, o ditador iniciou uma caçada jurídica contra seus adversários, isto é, contra aqueles que ousaram resistir à tirania e ao despotismo do duce.

Para isso, ele:


dispunha da temida Ovra - a polícia secreta encarregada de vigiar, prender e eliminar opositores -, de leis contra os antifascistas e de um Tribunal Especial para a Segurança do Estado, que aplicava essas leis; em sua curta história, esse tribunal distribuiu 27 mil anos de prisão aos inimigos do regime. Muitos antifascistas morreram na prisão ou no exílio...
(BERTONHA, João Fábio. Fascismo, nazismo, integralismoSão paulo: Ática, 2003. p. 20).  

O jornal Correio do Carmo, na edição número 172, de fevereiro de 1937, criticou a justiça na Itália fascista de Mussolini. O artigo diz: "Pela simples razão de um indivíduo ser anti-fascista, é submetido á julgamento condemnado e executado, sem ao menos terem conhecimento da sentença os parentes da vietima".

O ditador italiano não foi poupado pelas páginas do Correio do Carmo, periódico que circulou na cidade do Carmo(RJ), até o início da década de 1940.

"Creado por Mussoline funcciona na Italia um Tribunal Especial unicamente para condemnar os inimigos do regimen." Continua o texto, buscando esclarecer a função do Tribunal de silenciar os opositores do governo italiano daquela época.

Retornando à justiça brasileira atual, ela sempre foi um instrumento a favor dos poderosos, nunca ficou ao lado do povo. Ela negligencia chacinas contra pobres, lideranças indígenas e de movimentos sociais, é permissiva com as grandes empresas e com o Estado no descumprimento de normas trabalhistas, ambientais e etc. São raros os magistrados que utilizam sua função pública em prol do interesse dos mais fracos e dos oprimidos, sendo assim a lei é extremamente punitiva, principalmente contra as camadas populares. 

Fico me perguntando qual será o efeito futuro da dita operação "Lava Jato" na jurisprudência do país? Atuando como tribunal excepcional, promovendo arbitrariedades, menosprezando provas, cerceando o direito de defesa, utilizando amplamente a mídia para atrair para si o apoio da opinião pública e defendendo medidas restritivas a direitos fundamentais, como o habeas corpus. Tudo isso ocorre sob o pretexto de "combate a corrupção" e se fortalece com o acovardamento dos agentes públicos, das instituições e da inoperância dos demais poderes da república. 

Penso que os magistrados deveriam combater a corrupção valendo-se das leis nacionais, por mais imperfeitas que possam ser. Tal como anda a justiça agora, em alguns casos, está desrespeitando princípios basilares e  agindo de forma flagrantemente inconstitucional. Nesse cenário, há um violento ataque contra o Estado democrático de direito e, ao que parece, acabará suplantando por um Estado policialesco, no qual as garantias fundamentais podem ser suprimidas pela lei.  

Hoje são os figurões e poderosos que estão sofrendo com as novas táticas jurídicas, enquanto os vaidosos promotores e acusadores fazem fama e se gabam na TV. E amanhã, quando a nova justiça de exceção se tornar a regra, quem irá sofrer com essa nova jurisprudência? Será ela justa, caridosa e benevolente com os mais necessitados?

Observação: Esse texto também está publicado no portal Brasil 247, site que reúne, cidadãos que defendem a democracia e o progresso econômico e social e do país.

Clique na imagem para visualizá-lo:

O povo escolheu e o meu nome é...

Julius !!!

Péricles
  6 (12%)
Eurípedes
  3 (6%)
Arquimedes
  7 (14%)
Cícero
  2 (4%)
Homero
  10 (20%)
Julius
  22 (44%)

Votos: 50
Enquete encerrada.



Gigante pré-histórico achado no estado de São Paulo


Ele media de 12 a 20 metros de comprimento, tinha cerca de 6 metros de altura, pesava até 12 toneladas e se alimentava de frutas e outros vegetais. Estamos falando do animal acima, o Titanossauro, uma das espécies que viveu no espaço brasileiro no período que vai de 140 milhões de anos a 66 milhões de anos atrás (período cretáceo).

Um fóssil dessa grande fera, que pesa 25 quilos, foi encontrado em Jaci, cidade do norte paulista. 



O fóssil foi levado para um museu, onde foi catalogado e a cidade tornou-se mais um centro onde novas pesquisas arqueológicas irão ocorrer para buscar mais indícios e informações pré-históricas!    

Incrível, não?!

23 de dezembro de 2017

A escola que dá certo!

João Pedro Aníbal Guimarães é mais um, dos ex-alunos da E. E. Luiz Salgado Lima, que está brilhando na vida pós-escola!

Ele cursa História na Faculdade Santa Marcelina, em Muriaé, e acabou de ser aprovado em 2º lugar geral para o curso de Moda, no Instituto Federal da mesma cidade.

Sua mãe, a senhora Aida Aníbal, sempre foi mãe presente durante o tempo em que seu filho esteve na escola, era apoiadora da instituição de ensino, foi membro do colegiado escolar e nos contou que cobrava muito de João Pedro, não só boas notas, mas também frequência escolar.


Analisando os casos de sucesso escolar, parece que encontramos uma receita que deve ser seguida por pais e alunos que desejam dar continuidade nos estudos, seja em nível técnico ou superior. As dicas básicas são as seguintes:
  • Responsáveis que apoiam a escola e se fazem presentes na unidade de ensino auxiliam o filho a compreender a importância da educação;
  • Responsáveis que educam seus filhos, ensinam o respeito e cobram disciplina e bom rendimento fazem toda a diferença no aprendizado do estudante;
  • Alunos que estabelecem, com ajuda dos pais, uma rotina de estudos desenvolvem o hábito de estudar, o que lhe favorece a obter uma aprendizagem com mais eficácia.

Não tem muito segredo. A tarefa pode não ser fácil, mas é plenamente possível de ser realizada. Vamos investir em nossos filhos enquanto há tempo, vamos abraçar a escola, a educação básica de qualidade fará a diferença na vida deles, e vai nos ajudar a construir um futuro melhor.

Parabéns João Pedro e parabéns mamãe orgulhosa! Mais vitórias estão por vir.