19 de setembro de 2017

Projeto do Karatê na E. E. Luiz Salgado Lima é destaque no Leopoldinense

O jornal Leopoldinense além de possuir um site de notícias tem sua versão impressa, que circula por toda a cidade.

Na última edição, do dia 16 de setembro de 2017, o periódico estampou na primeira página o registro do projeto "Karatê na Escola", que está sendo desenvolvido na E. E. Luiz Salgado Lima.

Confira a notícia a seguir:


A notícia também está no portal on-line do Leopoldinense e pode ser lida clicando aqui.


Agradecemos a atenção e o carinho de Luiz Otávio Meneghite e de João Gabriel Meneghite por apoiarem às nossas demandas e incentivarem nossos projetos através de seus espaços para divulgação.

Mais produções dos alunos do projeto "2017 - Ano Lobatiano"

O aluno Arthur Moreira Valério, do 8º ano do Ensino Fundamental da E. E. Luiz Salgado Lima, participou ativamente  da Primeira Etapa do projeto 2017 - Ano Lobatiano.

Arthur simplesmente ficou encantado pela biografia de Lobato e por sua obra. De março para cá, esse promissor estudante não parou de produzir: escreveu contos, a biografia do criador do Jeca Tatu e agora me apresentou um belíssimo desenho com alguns dos incríveis personagens do Sítio do Pica-pau amarelo.

Eis o trabalho artístico de Arthur:
Parabéns Arthur, o seu desenho ficou lindo!

Preconceito tem cura!

Capitalismo selvagem?


ONU e OIT estimam que há 40 milhões de escravos no mundo, pessoas sendo forçadas ao trabalho, recebendo abaixo de suas necessidades vitais, sendo submetidas à condições sub-humanas de trabalho.

Isso é resultado de um Estado ausente, de leis e fiscalização adequadas que assegurem direitos, proteção ao trabalhador, cidadania e dignidade! 

A quem favorece a manutenção do trabalho escravo até os dias atuais? Aos grupos econômicos sem o mínimo de ética, solidariedade e responsabilidade social que tiram vantagem do sofrimento e da exploração de seus semelhantes.  

Link da matéria completa aqui.


18 de setembro de 2017

Outra ditadura militar no Brasil?



Os militares ficaram 21 anos no poder, sem qualquer oposição e nada fizeram pelo país, senão aumentar as desigualdades sociais, suprimir direitos civis e políticos, além de abrir nossa economia para o capital norte-americano, que havia apoiado o golpe de 1964.

Agora, em meio a crise ética e política em que estamos mergulhados, o alto comando do exército pensa em fazer nova intervenção no campo político. Será que o povo brasileiro aceitará essa abominação novamente?

Movimentos políticos ilegítimos, como o impeachment da Dilma, contribuem para a instabilidade política, somado a uma crise econômica, criam o  contexto favorável a esse tipo de discurso. Mas a omissão do Partido dos Trabalhadores, que governou o país por treze anos, também favoreceu a ala golpista do exército. Por que o PT não renovou as lideranças militares? Por que o PT não fez uma reforma constitucional especificando as  atribuições das forças armadas, mantendo-as afastadas da política? Por que o PT não alterou o currículo da academia de formação de oficiais, visando formar uma geração democrática, com apego às leis e aos direitos humanos? Por que o PT não aprofundou o enfrentamento com Comissão Nacional da Verdade para pesquisar os crimes cometidos, durante a ditadura, pelos militares contra os direitos humanos?

Enfim, governo omisso também contribui para a proliferação do ódio, da intolerância e do autoritarismo na política, a qual deveria ser a arte de governar pelo bem comum e promover o bem-estar de todos os cidadãos. Se o partido tivesse feito os enfrentamentos e reparações quando estava no poder, provavelmente, não estaríamos correndo risco de uma nova intervenção militar na política. 

Agora devemos crer, se é que tal coisa seja possível, que o general que falou o absurdo noticiado na manchete e ainda afirmou que o alto comando do exército pensa dessa mesma forma, receberá a devida punição para ele se lembrar que é um soldado e não político.

17 de setembro de 2017

A estrada de terra, a ponte e o ribeirão

Na roça, onde passávamos o final de semana, sempre caminhávamos num grupo de 4 ou 6 primos, andávamos com os pés descalços e amarelados devido ao chão de terra batida. Não só os pés, mas também as pernas ficavam encardidas de poeira, que só deixavam os membros inferiores do corpo, à noite, depois de um banho de bucha e sabonete. É importante destacar que essa casa de campo não era um lugar qualquer, ela ficava no KM 5, uma minúscula gleba entre propriedades maiores, bastante simplória mas parecia ser um lugar encantado, parcialmente cercado pela natureza e por magia.

Mas voltando a falar da estrada,  na qual seguíamos, ela ligava o asfalto ao interior, onde se localizavam sítios e fazendas. De um lado dessa via tinha um grande morro, com o pasto para o gado do fazendeiro, do outro lado uma ribanceira, mais pastagens, e um riacho sinuoso, de águas pacatas e turvas, cor de terra, as quais entrecortavam o terreno e, por fim, um exuberante bambuzal compunha essa pintura bucólica. Nada levávamos nesta aventura, senão a roupa do corpo, linha, anzóis, varinhas de bambu e numa latinha usada de massa de tomate ia terra com minhocas, arrancadas do quintal, debaixo da jabuticabeira do vovô.

O ponto da estrada que dava de frente para o bambuzal era parada obrigatória do grupo. Pois, do alto gritávamos e ouvíamos nossas vozes ecoarem por todo o espaço, sob sol escaldante e um belíssimo céu azul.

Depois do eco, a jornada prosseguia, contávamos piadas, apostávamos corrida e pulávamos entre os blocos de terra que desbarrancavam. Era preciso cuidado e atenção para ver onde se pisava, esterco de vaca era abundante nesta estrada. Na cerca de arame farpado que acompanhava todo o trajeto era possível observar toda a sorte de aves: seriemas, canários da terra, joões de barro e maritacas que tornavam a paisagem ainda mais pitoresca com suas cores e as mais diferentes notas musicais que entoavam, num legítimo concerto natural!

Eis que de repente ouvíamos o rangir de uma velha carroça, normalmente, puxada por dois bois e conduzida pelo agregado da fazenda, era uma alegria só. Na roça, a aproximação de um carro de boi significava apenas uma coisa para um bando de garotos: era carona na certa! Assim, mais rápido chegaríamos ao nosso destino e mais divertido se tornava aquele passeio fantástico!

- Obrigado, vai com Deus! - assim nos despedíamos do carroceiro, que acenava com um sorriso entre os lábios.

Havíamos chegado na ponte. Por mais que ela se parecesse mais com uma pinguela, construída com tábuas de madeira e medindo aproximadamente 2,5 x 4 m, para nós ela era uma vultuosa manifestação da engenhosidade rústica dos peões daquelas paragens.

Na ponte, conversávamos por horas, observávamos o curso despreocupado do ribeirão, qualquer mínima agitação ou ondulação no riacho poderia ser indicio de uma traíra que aventurara a se exibir na flor d'água. Rapidamente atravessavam os a cerca, íamos para uma das margens e todos miravam suas linhas com anzóis e iscas naquele lugar tentando fisgar um dos peixes mais saborosos da água doce. Sonhávamos em pegá-la, para que vovó a preparasse no jantar.

Porém, a traíra nunca aparecia, fisgávamos lambaris, bocarras e mandis, todos peixes miúdos, mas cada um deles valia mais que um  troféu. Tirar o mandi do anzol exigia cuidado e, acima de tudo, perícia com as mãos, pois ele ferroava e se isso ocorresse a vítima teria forte dor de cabeça à noite. Mas esse problema tinha cura, a sabedoria da roça e a medicina popular ensinavam que caso fôssemos ferroados, bastava esfregar o local da ferida na barriga do mandí que a dor de cabeça não viria. É como se o óleo da barriga do peixe possuísse propriedades curativas para o veneno que ele injetava nos seus captores.

Os peixinhos fisgados eram cuidadosamente colocados num ramalhete de braquiária, passava-se o galho da planta por uma das guelras e puxava pela boca do peixe, os quais seriam orgulhosamente expostos na varanda da casa, onde ficava o fogão a lenha. Cada peixinho daquele tinha sua história, seu grau de dificuldade, peculiaridades na luta travada com o pescador etc. Ao chegarmos na velha casa da roça, contaríamos a todos os nossos causos, que seriam ouvidos com entusiasmo pelas pessoas da casa. Lá, a vovó recolhia os espólios da pescaria, nós ajudaríamos a limpar, retirando as vísceras e as escamas com uma faca. Do resto a velha se encarregava, salgando e salpicando fubá nos peixinhos até que estivessem prontos para serem fritos e degustados. Deste delicioso banquete só restariam as espinhas.

Quando se encerrava a pesca nos banhávamos no ribeirão, mergulhávamos e tentávamos nadar naquelas águas rasas onde os braços e pernas ficavam presos no cascalho e disputávamos quem prendia a respiração por mais tempo debaixo d'água.

Já era tardinha, o sol começava a se pôr, o corpo molhado nos fazia sentir frio. Era hora de voltar para casa. O retorno não era tão empolgante quanto o caminho feito para vir a ponte, por mais belo que fosse o pôr do sol, havia tristeza no recolher das aves e no silêncio fúnebre que vinha da capoeira. Era algo deprimente, que permanecia oculto de dia e só se manifestava com o cair da noite. Mas isso não importava tanto para nós, os sentimentos sorumbáticos e melancólicos rapidamente se dissipavam, afinal, sabíamos que no dia seguinte teríamos uma nova chance de fisgar a danada daquela traíra.
E nós amávamos aquela doce aventura na roça.

Yvesky


16 de setembro de 2017

Manuscrito medieval é objeto de dúvidas entre especialistas

Historiador britânico afirma ter conseguido decifrar um livro misterioso datado do período entre os séculos XV e XVI.

Iconografia do livro mostra mulheres se banhando em algum tipo de mistura.

O manuscrito, decifrado pelo pesquisador Nicholas Gibbs, contêm informações sobre a medicina medieval, com instruções para cuidar da saúde das mulheres.

No texto, consta, dentre outras medidas, o uso dos banhos públicos como recurso terapêutico, uma prática que remonta aos tempos antigos de Grécia e Roma, que fora mantida também na Idade Média.

Apesar do anúncio e da euforia da decifração de partes do texto, outros especialistas na matéria apontaram críticas, afirmando que o trabalho ainda estava incompleto, devido à complexidade do documento. 


  • Divergências na pesquisa histórica são bastante comuns, uma vez que cada historiador investiga os fatos a partir de várias fontes históricas e recorrem a métodos e escolas teóricas distintas, que podem se complementar ou colidir em suas linhas de interpretação.  



Leia mais detalhes clicando aqui.

Odisseia carmensis

Arraial de Samambaia 
no século XIX nasceu,
encravado na serra fluminense,
uma joia bruta floresceu.

Entre rios e trilhos de ferro,
a cafeicultura proliferou.
Sobre os braços dos escravos,
a riqueza aumentou.

Do velho povoado pouca coisa restou
com a chegada do progresso.
Nossa Senhora do Carmo
À freguesia passou.

Liberdade por aqui era apenas um ideal
que com a Lei Áurea se concretizou afinal.
Veio o trabalho livre
e a urbe prosperou.

Soltaram o brado da república, findara a monarquia.
Era esse o rumo que o Carmo seguia.
Paquequer ditava o ritmo, com águas sem turbulência.
Aqui a mudança de regime se fez em paz, sem violência.

O epíteto de Bela essa pólis recebeu
Sob qual justificativa o escriba não respondeu.
Seria de ordem natural, física ou humana?
A resposta depende de cada visão.

Quem passa por aqui
faz a sua interpretação:
cosmopolita, singela ou bonita.
Carmo deixa marcas na alma e também no coração.


Yvesky

12 de setembro de 2017

História e música: tudo a ver

Hoje (12/09/17), depois do intervalo fui surpreendido por uma cantoria no corredor. Eram os alunos do 8º ano (sala 10) que cantarolavam uma canção sobre a Revolução Francesa (1789), matéria da prova de hoje.

Eles encontraram uma forma de memorizar o assunto e de se divertir, ao mesmo tempo. Foi tão incrível que valeu a filmagem:
 

Parabéns pessoal, vocês mandaram muito bem nessa estratégia!

Depois postarei a letra.

7 de setembro de 2017

Alunos do Ensino Médio realizaram pesquisa sobre a Independência do Brasil

Ontem, dia 06/09/17, às vésperas de um importante feriado nacional, pedimos aos alunos do 2º ano 10, que realizassem uma pesquisa na escola, entrevistando os colegas da outras turmas. A pergunta a ser respondida foi simples: "O que é comemorado no dia 7 de setembro?"  

Depois de percorrerem a escola, os alunos obtiveram os seguintes resultados:

Total de entrevistados: 43 estudantes.
  • Não souberam responder a questão: 11 (25,58%);
  • Responderam corretamente: 30 (69,76%);
  • Responderam errado: 02 (4,65%).
Dentre as respostas erradas foram mencionados que no 7 de setembro é comemorado o aniversário da cidade, por isso há desfile e fanfarra nas ruas.

Em rápida análise sobre os dados, observamos que a maioria respondeu corretamente, talvez devido ao esforço, que historicamente foi empreendido pelo Estado brasileiro, para perpetuar no imaginário coletivo a data cívica como um momento fundador da nação. Esse esforço pode ser exemplificado pelas pinturas históricas, as quais construíram a imagem de um D. Pedro virtuoso, líder militar e aclamado pelo povo. (Atenção, as imagens foram construções sobre o fato, elas não representam necessariamente a realidade acerca dos acontecimentos! Isso torna a História extremamente complexa e problemática!)



Somando os que não souberam responder aos que responderam errado, temos 30%, um percentual significativo de jovens que desconhecem um fato importante da história de seu próprio país. Contribui para isso, em síntese, o desinteresse pelas aulas de História, a carga horária reduzida da disciplina e o fato de que a Independência do Brasil em si foi um evento elitista, sem o envolvimento de populares, que visava preservar a ordem latifundiária e escravocrata do Brasil no século XIX.

A atividade, em suma, foi muito bacana. Os alunos "foram a campo" e exercitaram noções de história oral e memória por meio da coleta dos dados e puderam refletir sobre a importância da História na construção de símbolos e eventos que compõe a identidade nacional.

Equipe de pesquisa:
Nathan
Blenda
Raylane
Thamirys
Natielly
Carylene
Paulo Junio

P A R A B É N S !