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1.5.18

Artigo científico publicado na revista acadêmica Latinidade (UERJ)

Confiram nosso artigo sobre a origem das políticas de saúde e sua relação com a imigração em Leopoldina, na Zona da Mata mineira entre o fim do século XIX e primeiras décadas do século XX.

Agradeço a Doutora Maria Teresa Toribio Brittes Lemos pelo incentivo e pela oportunidade!

Páginas-189-216.



1.3.18

E-book: E-imigração em debate: novas abordagens na contemporaneidade

Acabou de sair o e-book do Evento acadêmico: "Seminário Internacional Migrações Atlânticas no mundo contemporâneo (séculos XIX-XXI) novas abordagens e avanços teóricos"

Confira abaixo:
Obs: Nosso artigo está entre as páginas 22 e 35.



10.12.17

Google homenageia bacteriologista alemão



Hoje o doodle do Google homenageia o médico e bacteriologista alemão Robert Koch (1843-1910).

A exemplo de Louis Pasteur, o bacteriologista francês que foi seu contemporâneo, Koch fez inúmeras descobertas no campo da microbiologia, identificou, por exemplo, o bacilo  que causa a tuberculose e o microorganismo que transmitia a cólera, através da água, alimentos e roupas.

Graças aos seus estudos foi possível combater diversas epidemias que assolaram o mundo no século XIX e no século XX, por meio da medicina social, do higienismo e das políticas públicas de vacinação e saneamento das cidades e do campo.

Por tudo isso, o cientista alemão é considerado um dos pioneiros da bacteriologia e um ícone das ciências biológicas!

21.11.17

[RESUMO] Revoluções Liberais na Europa (1830-1848) e o surgimento da Itália e da Alemanha

  • A derrota definitiva de Napoleão Bonaparte inaugurou um momento de acirrada disputa na Europa. De um lago havia aqueles que defendiam o retorno ao modelo social e político do Antigo Regime, o absolutismo monárquico e os privilégios para nobres e clero; De outro lado, se posicionavam os defensores do liberalismo político e do mérito individual como requisito para a hierarquia social. 
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Líderes europeus reunidos no Congresso de Viena.
  • Restauração: Ocorreu após o Congresso de Viena. As monarquias destituídas por Napoleão Bonaparte regressaram ao trono, as constituições de cunho liberal foram anuladas e regimes políticos foram adotados em grande parte da Europa. A restauração foi resultado da Santa Aliança (Rússia, Áustria e Hungria).
  • Após a restauração, porém, a Europa foi sacudida por uma onda revolucionária. As ideias liberais despertadas pela Revolução Francesa ainda estavam vivas e fizeram eclodir vários movimentos revolucionários.
  • Na década de 1820, por exemplo, houve revoluções na Itália, na Península Ibérica e na Grécia, além das ideias liberais somava-se o nacionalismo. O nacionalismo consiste, basicamente, no sentimento de identidade de um povo, que compartilha uma história e um determinado território. Esse sentimento de pertencer a uma comunidade nacional, que possui uma língua e tradições em comum contribuirá para o surgimento de Estados Nacionais, como veremos adiante.  
  • Na Grécia, os ideais liberais e nacionalistas inspiraram a luta pela independência do domínio otomano, reconhecida em 1829. Já na Itália, a revolta se deu contra a presença da dinastia Bourbon, da França, e contra o domínio exercido pela Áustria.
  • A Revolução de 1830 começou na França, mas se propagou por outras regiões da Europa. O rei Carlos X instituiu as Ordenações de Julho, que acabavam com a liberdade de imprensa, dissolviam a Câmara dos Deputados e modificavam a lei eleitoral. Revoltados com as medidas arbitrárias, os franceses ergueram barricadas nas ruas de Paris, entre os dias 27 a 29 de julho daquele ano, promovendo um violento protesto.
  • Carlos X abdicou do trono e o movimento atingiu outras regiões, como Bélgica, Península Itálica, Estados Germânicos e Inglaterra. Embora muitos movimentos fossem sufocados pelas elites dirigentes, reformas de cunho liberal eram levadas adiante. Exemplo: A Bélgica se tornou independente dos Países Baixos; Na Inglaterra o número de eleitores foi ampliado e o movimento operário se organizou em sindicatos.
  • A Primavera dos Povos (1848): principal onda revolucionária dos oitocentos. Combinou as aspirações liberais da burguesia, o nacionalismo e as reivindicações dos trabalhadores.

  • Mobilização das camadas mais pobres: foi impulsionada pela crise econômica que atingiu a Europa entre 1846 e 1850, as más colheitas resultaram na elevação do custo de vida, indústrias dispensaram trabalhadores e obras ferroviárias foram interrompidas agravando o problema.
  • Em Paris, os franceses proclamaram a Segunda República colocando fim no regime monárquico. Houve revoltas no Império Austríaco, que culminaram na independência da Hungria, protestos também eclodiram em estados italianos e alemães.
Romantismo

  • Trata-se de um amplo movimento sociocultural que atravessou os últimos anos do século XVIII e as primeiras décadas do século XIX, que foi influenciado pela Revolução Francesa e pela expansão napoleônica. Os artistas tentavam reproduzir as tensões vividas na Europa revolucionária.
  • Exaltavam a liberdade e a luta contra o Antigo Regime, o nacionalismo contra a influência estrangeira. Valorizavam o idioma, o folclore e as tradições nacionais. Os românticos se opunham à arte neoclássica e ao iluminismo, defendiam a intuição sobre a razão, as situações extremas sobre o equilíbrio , a aproximação do homem com a natureza em oposição à sociedade industrial.
A liberdade guiando o povo (1830).  Eugène Delacroix.
A unificação da Itália

  • Primeira metade do século XIX: a Península Itálica era fragmentada em vários reinos, pequenos estados autônomos. O sul era dominado pelo Reino das Duas Sicílias, com economia basicamente agrícola. O norte da península havia se industrializado, e estava sob a influência do Império Austríaco.

  • Em 1848, no contexto das insurreições liberais, os reinos italianos declararam guerra contra a Áustria, porém a desunião dos reinos não levou à unidade nacional.
  • Em 1859, o primeiro-ministro, o conde de Cavour, do reino Piemonte-Sardenha, com o apoio de Napoleão III da França, derrotou as tropas austríacas e incorporou diversos territórios ao norte. No sul, Giuseppe Garibaldi organizou os camponeses, os quais formaram um exército conhecido como camisas vermelhas.  Em 1860, os camisas vermelhas tomaram o reino das Duas Sicílias.
  • Em 1861, a unificação dos territórios foi feita por Vítor Emanuel II, rei do Piemonte-Sardenha, aclamado como rei da Itália.
  • Em 1866, Veneza foi incorporada à nação italiana. Roma foi anexada em 1870 e tornou-se a capital do país, embora a Igreja tivesse o interesse em manter a cidade separada do novo reino.

A unificação da Alemanha 

  • As invasões napoleônicas despertaram o nacionalismo alemão.
  • Desde 1815, os estados alemães, reunidos na Confederação Germânica, eram dominados pelo Império Austríaco e pela Prússia.
  • A Prússia era industrializada e buscava novos mercados para seus produtos. Em 1834, a Prússia criou o Zollverein (aliança aduaneira) que estabelecia um acordo comercial entre os Estados alemães, suprimindo as barreiras alfandegárias, exceto a Áustria.
  • Essa medida impulsionou a indústria e o comércio dos Estados alemães, o que fez aumentar o interesse dos grupos favoráveis à unificação política da Alemanha.
  • Nas Revoluções de 1848, a Prússia já tinha passado por um movimento, orquestrado por burgueses e operários, que desejavam uma Alemanha unida e liberal. A revolta obteve algumas conquistas, dentre elas o sufrágio universal. Porém, a reação da nobreza pôs fim à revolta e anulou as conquistas liberais.
  • A grande burguesia e a nobreza prussiana se aliaram para fazer a unificação sem a participação popular.
  • O chanceler da Prússia, Otto von Bismarck, indicado pelo rei Guilherme I, teve papel determinante na unificação. Ele estimulou o nacionalismo, equipou e modernizou o exército. Depois disso, ele guerreou contra a Dinamarca, pela posse de territórios ao norte, depois enfrentou a Áustria. A Confederação Germânica do Norte, liderada pela Prússia, caminha rumo à unificação.
  • Em 1870, após a Guerra Franco-Prussiana, o território da Alsácia-Lorena, rico em carvão, foi tomado pelos germânicos.

  • 1871: Guilherme I foi coroado imperador da Alemanha e Bismarck tornou-se o chefe militar do país. A unificação da Alemanha foi obra, portanto, do desenvolvimento industrial da Prússia e da integração econômica dos demais estados germânicos, além da militarização que permitiu a conquista de territórios que compuseram o novo Estado.

AVALIAÇÃO


20.7.16

Ideias e doutrinas sociais do século XIX


Currículo Mínimo da SEEDUC.


Vamos ao resumo da matéria do 2º bimestre do 2º ano do Ensino Médio.

A revolução industrial iniciada no século XVIII não impactou apenas no setor produtivo, ela trouxe significativas mudanças na cultura, na política e na sociedade da Europa industrial.
No campo social, a industrialização realçou as diferenças entre os burgueses (donos das fábricas) e o proletariado (operários). Na esfera política, estimulou o surgimento de novas ideias políticas e de organizações sociais que lutavam por direitos e garantias coletivas, que tentavam resistir ao sistema capitalista. 



Passaremos agora a analisar, resumidamente, as principais doutrinas e ideias que surgiram no século XIX no seio da sociedade industrial, começando pelo capitalismo que estava em vigor na época.

Capitalismo: Modo de produção, ou sistema econômico-social, que se baseia na propriedade privada dos meios de produção, na existência de um mercado no qual se realizam trocas de mercadoras por meio de moedas, e na separação entre trabalhadores, os proletários, e os capitalistas. O sistema capitalista era reforçado por pensadores adeptos do liberalismo econômico, como Adam Smith (1723-1790), para o qual a economia deveria ser dirigida sem a intervenção do governo, pela lei natural da oferta e da procura. Os liberais entendiam que para o país enriquecer era preciso expandir as atividades econômicas e o governo precisava garantir liberdade aos grupos privados. 

Anarquismo: essa expressão é ligada à ausência de governo ou de autoridade, propunha uma reorganização da vida social e econômica e a derrubada do capitalismo. 

  • Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), para ele a existência da propriedade privada constituía um roubo, pois que era um bem obtido por meio da exploração do trabalho alheio. Os anarquistas defendiam a igualdade e a liberdade para todos, a vida numa sociedade harmônica, sem a existência do Estado.


Socialismo utópico: Criava modelos ideais que não poderiam ser colocados em prática, segundo os seus críticos. Sua principal referência era o pensador iluministas Jean-Jacques Rousseau, que afirmara ser a propriedade a origem da desigualdade entre os homens. 
  • Saint-Simon (1760-1825) oriundo da nobreza francesa foi crítico do Liberalismo econômico e da exploração dos trabalhadores pelos capitalistas. 

Para ele a industrialização deveria favorecer a classe mais numerosa, a dos proletários. Não defendia o fim da propriedade privada, mas achava que os ricos deveriam ter responsabilidade social.

  • Robert Owen (1771-1858), por sua vez, defendeu a organização da sociedade em comunidades cooperativas, compostas de operários. 

Em cada uma delas as pessoas receberiam de acordo com as horas trabalhadas. Na Escócia, implantou escolas e creches em sua fábrica e reduziu a jornada de de trabalho buscando melhorar as condições de vida dos operários. Tentou implantar na América uma comunidade socialista, a New Harmony, mas o experimento falhou.

  • Charles Fourier (1770-1837) acreditava na busca do máximo prazer individual, por isso atacou o sistema que separava o trabalho do prazer. Era a favor da libertação da mulher e da liberação sexual. Defensor da organização da sociedade em cooperativas nas quais a produção e os seus benefícios seriam partilhados por todos.Enxergava o socialismo como a última etapa da história humana.  
Reforçando!


Socialismo científico: Foi o modelo formulado por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) no período de 1840 a 1880. Sua proposta defendia:

  • A tomada do poder pelos trabalhadores;
  • Expropriação da propriedade fundiária;
  • A criação de impostos progressivos taxando a riqueza;
  • A criação de um banco que que centralizasse os créditos sob responsabilidade do Estado;
  • Multiplicação de fábricas nacionais (estatais);
  • Organização do movimento operário.

Para esses dois pensadores alemães, o motor da história seria a luta de classes, isto é, entre os que possuem e os que não possuem os bens e as propriedades. O Estado era um instrumento político que assegurava a manutenção do poder da classe dominante, a burguesia. A luta de classe chegaria ao fim quando os trabalhadores tomassem o poder - a ditadura do proletariado. 
A partir daí, a propriedade privada seria extinta, os conflitos de classe cessariam, por fim, o Estado também seria abolido e resultando no comunismo.

Doutrina social da Igreja

A Igreja Católica também se manifestou sobre a exploração e miséria do proletariado. As primeiras manifestações ocorreram no século XIX, partindo do padre francês Robert de Lamennais. Sua proposta incluía uma tentativa de reforma e justiça social pregando os ensinamentos cristãos para corrigir os males e injustiças originados da Revolução Industrial. Era o início do catolicismo social.

O catolicismo social se fortaleceu a partir da encíclica Rerum Novarum (Das Coisas Novas), no papado de Leão XIII (1878-1903). 

Por meio da encíclica, o papa criticou a desigualdade do capitalismo, defendeu a intervenção do Estado e a aprovação de leis para proteger o trabalhador, mulheres e crianças com redução da jornada de trabalho e salários mais justos. Também condenou a violência das revoltas operárias, ao mesmo tempo reforçava a necessidade do Estado proteger a propriedade privada e a caridade cristã dos patrões com seus trabalhadores. 

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