1.5.18

Dinheiro virtual: a moeda do terceiro milênio

Getty Images/iStockphoto/Todor Tsvetkov

As moedas virtuais, como, por exemplo o Bitcoin, são a onda do momento e têm se destacado no mercado financeiro.

O Bitcoin é "uma moeda virtual que opera de forma descentralizada, nenhuma autoridade central controla sua emissão". (Portal r7).

As criptomoedas são negociadas pela internet de uma pessoa para outra, sem o intermédio de um banco.

No Brasil, qualquer pessoa pode começar a negociar moedas virtuais no mercado, desde que possua CPF válido. Os ganhos tem atingido percentuais elevados, fato que anima os investidores, por outro lado, as transações feitas virtualmente também são alvo em potencial dos ataques de hackers

Alguns especialistas em economia e finanças alertam para outro risco, o fato de que esse mercado livre de qualquer regulação, como  a ausência de controle e fiscalização por parte de instituições bancárias e órgãos estatais, pode servir como um meio para grupos criminosos praticarem a lavagem de dinheiro.

Recentemente, o governo venezuelano lançou sua criptomoeda, a Petro, cujo lastro é a produção petrolífera nacional. Será que iniciativa da Venezuela poderá incentivar outros países a aderirem à onda das moedas virtuais? É aguardar para ver!

Diário de Ywesky Borislav: O homem que acreditava na morte de Deus

Como todos já sabem, se é que alguém irá ler meus fragmentos de memória um dia, sou um humilde caixeiro viajante, mas devido à minha formação geral numa escola de monges católicos tinha noções de ciências, filosofia, história e álgebra. Tais habilidades me tornaram um observador arguto de minha realidade e por mais que minha formação me dirigisse para a fé eu buscava o caminho da razão.

Certa vez, depois do trabalho, me deparei com um mendigo deitado na escadaria da Igreja, bem no centro da cidade. Deixei um pedaço de pão ao lado dele e antes de recolher meu braço ele me segurou firme. Pediu para eu esperar e perguntou se não gostaria de ouvir sua história enquanto dividíamos aquele pão. Respondi que não podia esperar, mas ele insistiu que eu ficasse, então assentei ao seu lado e o maltrapilho começou a contar coisas interessantíssimas enquanto comia o pão.

A seguir reproduzirei, da forma mais fidedigna possível, o que me foi relatado por aquele homem. Ele contou que pertencera a uma rica família da cidade, era herdeiro de terras e vinha de uma linhagem de chefes políticos locais. Seu nome era João. Porém, enfrentou graves problemas depois que começou a defender publicamente a ideia de que Deus estava morto e por isso fora perseguido, internado e perdera tudo com os custos dos modernos tratamentos psiquiátricos.
Falou que no lugar onde fora internado o trataram como louco, havia passado por doloroso tratamento, que incluía terapia à base de choques elétricos. Mostrou diversas cicatrizes pelo corpo, resultado de espancamentos que sofria por parte dos seguranças e dos demais internos. Chamou o lugar de cemitério dos vivos, pois quem entrava lá jamais saía novamente ou se saísse era na condição de um morto-vivo.
Ele havia recebido alta depois de pagar muito dinheiro ao médico responsável pelo sanatório. O restante de seus bens havia sido confiscados pelas autoridades municipais por conta de dívidas com fisco, assim, esse cidadão chamado João havia caído em miséria e desgraça.
Quando pensei que a história havia terminado ele acrescentou que me contaria sua teoria sobre a morte de Deus, passou a citar diversas passagens das escrituras sagradas que demonstrariam o óbito divino. Segundo ele, a morte do Criador foi processual, ocorreu em etapas, na medida em que suas principais criações foram lhe decepcionando, a começar pela desobediência de Adão e Eva, depois a barbaridade do evento envolvendo os irmãos Cain e Abel entre outros episódios sangrentos narrados na Bíblia até a crucificação de Cristo.
Por tudo isso, defendia que Deus tinha morrido, gradativamente, e se desintegrou na medida em que suas criaturas falharam com o propósito principal do ser: amar umas outras. Os templos erguidos em nome de Deus, portanto, eram inócuos e serviam apenas ao propósito de legitimar a exploração de uns sobre os outros e fortalecer o papel do clero na sociedade.
Bastou defender essas crenças que foi rotulado de louco, subversivo e acabou sendo internado por longos anos no hospício. Perdeu seus familiares, ficou sem vintém e agora dormia na escadaria sob a sombra da Igreja, sobrevivendo da caridade alheia.
Apesar de todas as intempéries, João confessou que espera ser ouvido com seriedade por alguém e acredita que um editor corajoso há de publicar suas ideias. Sua vida, dizia ele, dependia disso: demonstrar a validade de suas proposições e apresentar alternativas para uma nova organização espiritual da sociedade, sem igrejas, sem ritos, sem hierarquias, sem comércio religioso, sem dogmas e fanatismos que cegavam os indivíduos.
O espiritualismo pregado por João seria baseado em dois princípios: a fraternidade e o amor universal sem fronteiras de nações e de classes, eis aí o binômio divino que deveria ser cultuado pela humanidade.

Depois de ouvi-lo achei suas ideias bastante interessantes, embora perigosas, de fato, principalmente numa sociedade conservadora, cujas engrenagens políticas e religiosas funcionavam para preservar as desigualdades e não promover mudanças radicais nas estruturas de poder.
Me despedi, mas antes de seguir para a hospedaria deixei com ele algumas frutas e uns trocados, depois segui meu caminho. 

Y. B. (1940) 

Artigo científico publicado na revista acadêmica Latinidade (UERJ)

Confiram nosso artigo sobre a origem das políticas de saúde e sua relação com a imigração em Leopoldina, na Zona da Mata mineira entre o fim do século XIX e primeiras décadas do século XX.

Agradeço a Doutora Maria Teresa Toribio Brittes Lemos pelo incentivo e pela oportunidade!

Páginas-189-216.



Hora de discutir os interesses nacionais

A Esquerda brasileira terá uma grande oportunidade, no pleito que se aproxima, de debater e apresentar propostas que interessam à maioria esmagadora da população brasileira. Temos bons quadros que se apresentam como pré-candidatos à presidência da república; alguns nomes experientes, que nem o de Lula (PT), além de jovens promissores, como Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela d'Ávila (PCdoB).

Faremos uma breve e resumida projeção do que esperar dos projetos e das ideias, as quais serão expostas na campanha dos presidenciáveis de centro-esquerda na corrida eleitoral deste ano, incluindo Ciro Gomes (PDT). Fizemos a síntese a partir do histórico e das diversas entrevistas concedidas aos meios de comunicação pelos pré-candidatos analisados.

Começaremos por Lula, o maior líder popular da História política recente do país. Juristas e intelectuais do Brasil e de várias partes do mundo já decretaram que sua condenação pelo juiz Moro foi injusta e com um conjunto probatório questionável. Se conseguir o improvável e for candidato, Lula representa a continuidade de políticas sociais importantes solidificadas nos últimos anos nos governos petistas, a exemplo do Bolsa Família, de programas de financiamento estudantil e de moradia popular. Tem a experiência de ter ocupado por oito anos a presidência da república e terminado o seu último mandato com significativa aprovação popular. Promete fazer um plebiscito para revogar as medidas do atual presidente Michel Temer, como as reformas trabalhistas e da previdência e o loteamento da Petrobrás. Além disso, fala em democratizar os meios de comunicação e taxar as grandes fortunas.
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Os jovens pré-candidatos - Boulos e Manuela - são bastante promissores, ambos são inteligentes, com boa formação acadêmica e ligados à militância de legítimas causas populares - como o Movimento dos Sem Teto, do  Feminismo e dos direitos da comunidade LGBT. 
Boulos é formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP); Manuela é formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS). O pré-candidato pelo PSOL terá como vice a representante indígena Sonia Guajajara e defende mais igualdade social, a democratização do Estado, as liberdades individuais e o fortalecimento das relações econômicas do Brasil com os vizinhos latino-americanos e os países da África e da Ásia. Advoga a importância do Estado no papel de indutor do crescimento econômico, por meio de investimentos em pesquisa e infraestrutura.

Já a pré-candidata gaúcha tem ótima experiência como parlamentar, sempre colocando o seu mandato a favor das  lutas por garantias e direitos de estudantes, mulheres e homossexuais. Filiada ao Partido Comunista do Brasil, Manuela tem propostas para a juventude, criação de empregos, redistribuição de terras e a revogação das medidas adotas por Temer que dilapidaram a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), além de defender o imposto progressivo.

Por fim, o candidato de Centro-esquerda, Ciro Gomes, do PDT, conta com bastante experiência na vida política, tanto no legislativo quanto no executivo. Foi governador do Ceará e ministro da Integração Nacional no governo Lula. Já foi filiado ao PSDB e ao PPS antes de ingressar no partido do saudoso Leonel Brizola.
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Ciro é formado em direito pela Universidade Federal do Ceará e possui um histórico de mais de trinta anos de vida pública. Posiciona-se contra a privatização, sobretudo de setores estratégicos, como na área de gás e petróleo. Sugere o fortalecimento do Brics por meio das relações comerciais e transferência de tecnologias nos setores militar, de saúde, produção de medicamentos, afastando-se do intermédio imperialista norte-americano. Ciro projeta a redução da taxa de juros para um patamar próximo da média global, a tributação de lucros e dividendos e o investimento no desenvolvimento de um complexo agroindustrial mais competitivo internacionalmente.

Concluindo, a Esquerda brasileira está viva, possui nomes interessantes, os quais defendem projetos macroeconômicos e sociais que podem ajudar na geração de empregos, na distribuição de renda e na construção de uma nação mais justa. Os presidenciáveis analisados são, sem dúvida, as melhores opções frente aos pré-candidatos da Direita neoliberal vazia, cujas bandeiras favorecem somente o capital e os interesses minoritários de grupos da sociedade. Há também aqueles candidatos que fomentam o ódio, a violência e adotam um discurso esdrúxulo, exercendo forte atração sobre uma parte da população eleitoral. A grande mídia e os setores mais conservadores da sociedade brasileira farão de tudo para impedir a eleição de qualquer nome cuja base política contrarie seus interesses escusos, mas num momento tão decisivo o que está em questão é o futuro de todo o povo e não a manutenção dos privilégios de grupos ricos e parasitários. Teremos um ano eleitoral turbulento, mas o embate de ideias deve ocorrer e se prevalecer a democracia e a vontade popular as propostas que atenderão à maioria serão as vitoriosas.   

Assim, na atual conjuntura, devemos considerar que a maioria dos eleitores, formada por trabalhadores, jovens que estão fora do mercado de trabalho e a classe média, a qual sofre um processo de proletarização, pode ser decisiva. Um projeto nacional-desenvolvimentista é a alternativa viável e capaz de alavancar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, promover o mínimo de justiça e inclusão social. 



27.4.18

Um presente que faz o trabalho valer a pena

12:30 h, o estridente sinal indica o fim da jornada escolar. Estava cansado, normal devido a mais um dia de trabalho em salas de aula cheias e barulhentas, mas repleta de talentos e adolescentes adoráveis e surpreendentes, no melhor sentido da palavra.

Enquanto recolhia meu material na turma 703, o estudante Israel estendeu sua mão em minha direção com um belo desenho e seu costumeiro sorriso no rosto. Pensei que era apenas para eu ver o seu trabalho, mas Israel me presenteou, a obra já veio assinada por ele e com meu nome.



Pronto, bastou receber esse presente que as minhas forças foram imediatamente recuperadas. Afinal, somos movidos a carinho, ainda mais num mundo tão caótico, marcado pela globalização do ódio, do rancor, da vingança e de todos os tipos de violência.

Obrigado, Israel. Você fez o meu dia melhor. Que Deus o abençoe sempre e que continuemos a semear carinho e bondade por onde passarmos! 

CIEP NEWS

Meu editorial para o CIEP NEWS, jornal mural do CIEP Brizolão 280.



22.4.18

Renascença: 7° ano do CIEP 280

Estudar o Renascimento Cultural sem mencionar a Mona Lisa (1506), uma das obras-primas de da Vinci, não tem sentido.

Por isso, quando abordamos o tema com as turmas do 7° ano do CIEP, fizemos uma atividade descontraída colorindo uma representação de La Gioconda.

O resultado foi legal e cada aluno pode expressar sua criatividade, registrada nas fotos abaixo:


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