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22.4.18

Renascença: 7° ano do CIEP 280

Estudar o Renascimento Cultural sem mencionar a Mona Lisa (1506), uma das obras-primas de da Vinci, não tem sentido.

Por isso, quando abordamos o tema com as turmas do 7° ano do CIEP, fizemos uma atividade descontraída colorindo uma representação de La Gioconda.

O resultado foi legal e cada aluno pode expressar sua criatividade, registrada nas fotos abaixo:


26.5.15

Games eletrônicos: jogar e aprender

Muitas pessoas são céticas quanto ao uso de jogos no processo de ensino e aprendizagem.
Alguns educadores questionam a eficácia e os resultados que os jogos, principalmente os eletrônicos, poderiam trazer para a formação escolar dos estudantes.

O questionamento é muito justo, porém há que se tentar compreender a outra ponta do espectro - a grande influência dos games no imaginário e no cotidiano dos jovens.

Segundo a  Associação Brasileira de Desenvolvedores de Games (Abragames), 61 milhões de brasileiros brincam com algum tipo de game eletrônico. Esse número torna o Brasil o quarto maior mercado mundial no setor.




E a popularidade dos games não para. Ela cresce ainda mais com o advento dos jogos para smartphones e tablets. (http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/02/mercado-de-games-movimenta-r-44-mi-em-pe-e-quer-crescer-em-2015.html). Graças ao avanço da tecnologia e da computação, os programadores e desenvolvedores de jogos criam games cada vez mais realistas e interativos, o que permite maior imersão dos jogadores no universo virtual!

Sabendo o quanto os videogames atraem a atenção de nossos jovens, nós, educadores, não devemos tentar aproveitar o seu potencial didático para otimizar práticas de ensino?

Segundo Gilles Brougére (1998), "...jogar possibilita ao ser humano vivenciar, experimentar novas situações que, de outra forma, não seria possível ou traria muitos riscos. O jogo permite interpretar, simular a vida e, por ser ficcional, permite à criança - e não só a ela - explorar possibilidades, ousar, além de evocar a imaginação e a criatividade". (BROUGÉRE apud OLIVEIRA et al., 2012, p. 130-1). 

Assim sendo, acreditamos que a escola não pode ficar alheia aos avanços tecnológicos do Mundo. Ela precisa se adequar ao seu contexto social, empregar em sua rotina de trabalho as novas mídias e tecnologias sem, contudo, abrir mão da tradição do fazer docente: o uso de livros, quadro, giz e aulas expositivas.

Ensino de História, o jogo e a ludicidade

Os jogos com caráter educacional têm recebido atenção especial de inúmeros pesquisadores brasileiros, os quais se debruçam sobre o tema e tentam mensurar seus impactos sobre a formação do educando.

É inquestionável que o caráter lúdico dos games é um atrativo e um chamariz para os jovens. Por isso, tem sido cada vez mais comum nos depararmos com sítios eletrônicos disponibilizando jogos educativos para professores e estudantes.

Nós já experimentamos empregar jogos digitais na sala de aula e podemos assegurar que a prática teve êxito, seja despertando o interesse dos alunos ou facilitando a assimilação e a aprendizagem dos conteúdos. Utilizamos a plataforma http://www.proprofs.com/ para criar games, tais como caça palavras, quebra cabeças, forca, dentre outros.

Além disso, a indústria dos videogames tem total consciência do quanto os elementos da História Universal são férteis para ambientar aventuras e estórias de ação. Temas como o Egito Antigo, Grécia e Roma Antigas ou as civilizações da América pré-colombiana são recorrentes em games de diversos gêneros e plataformas.

E os alunos aprovam, tendo em vista que eles estão sempre comentando sobre tais jogos. Isso ocorre porque "...nossos alunos se interessam por acontecimentos que têm ares de fantástico e de mitológico e, especialmente entre os meninos, conteúdos que envolvam batalhas e guerras." (OLIVEIRA et al., 2012, p. 129).  

Recentemente, uma série de jogos tem obtido grande destaque com essa estratégia de se valer de acontecimentos históricos para desenvolver o enredo do game. Trata-se do jogo Assassin's Creed, cuja produção usa e abusa dos elementos históricos, somados à ficção, para criar um jogo de ação de primeira qualidade!

As Cruzadas, a Itália Renascentista, o processo de Independência dos EUA e a Revolução Francesa são alguns dos fatos históricos explorados por Assassin's Creed.
Os jogos da série já foram lançados para inúmeras plataformas (Xbox, Playstation etc), incluindo também celulares e tablets.



No jogo Assassin's Creed é possível viajar pelas cidades italianas do século XV e aprender bastante sobre o Renascimento Cultural!

A combinação de História e Ação tem resultado num sucesso absoluto, pelo menos do ponto de vista comercial, pois a badalada série tem arregimentado fãs no mundo todo.

Concluindo, os jogos podem sim fazer parte dos planos de aulas dos professores. Difícil levar um videogame para a sala de aula? Claro que é. Mas toda inovação tecnológica pode e deve ser aproveitada na Educação, desde que faça parte de um planejamento adequado, o qual deve atender às necessidades da realidade escolar de cada unidade de ensino. Se o planejamento didático e pedagógico não for bem feito, a aula atrativa será banalizada e os alunos terão apenas mais uma sessão de jogos. 
É preciso que o professor contextualize o uso de determinado jogo, relacionando-o com a matéria trabalhada e com os textos do livro didático. Assim o game não será um fim, mas um meio para que o estudante atinja ou aprimore certas habilidades e competências do currículo.


Escolha um console e... ensine, aprenda e divirta-se!

Os jogos vieram para ficar, eles existem há pelo menos seis mil anos e sempre tiveram a capacidade de integrar, divertir e fazer com que os seres humanos melhorem suas relações sociais e afetivas. Por tudo isso, acho que devemos começar a repensar nossas práticas pedagógicas e tentar deixar nossas aulas mais divertidas e produtivas, aproveitando todo o potencial didático dos jogos eletrônicos.


Referências Bibliográficas


OLIVEIRA, Regina Soares de; ALMEIDA, Vanusia Lopes de; FONSECA, Vitória Azevedo; CANO, Márcio Rogério de Oliveira (coord). História. São Paulo: Blucher, 2012. 

PEREIRA, R. A. O celular na sala de aula. Disponível online em: http://acropolemg.blogspot.com/2014/10/o-celular-na-sala-de-aula.html Acesso em 26 mai. 2015.

________. Jogos e Ensino. Disponível online em: http://acropolemg.blogspot.com.br/2014/08/jogos-e-ensino.html?spref=fb Acesso em 26 mai. 2015.

*Leia também no jornal O Registro, edição 318:

9.5.15

Quem foi Mona Lisa?

A resposta para a pergunta do post levanta uma polêmica que, por muito tempo, pareceu não ter fim no mundo da História da Arte.

Ontem, durante minha aula sobre o Renascimento Cultural, na turma 1002, as alunas Bárbara e Luiza sustentaram que Mona Lisa, pintada entre 1503 e 1506. era um autorretrato de Leonardo da Vinci (1452-1519).
Eu disse a elas que Mona Lisa era a esposa de um rico mercador italiano que encomendara a pintura de sua esposa ao gênio da Vinci.

Óleo sobre madeira. 77 x 53 cm. 1503-1506. Museu do Louvre. Paris (França).

Minha resposta tem por base uma afirmação de Giorgio Vasari (1511-1574), outro artista italiano, que disse: "Leonardo começou a retratar Monna Lisa, esposa de Francesco del Giocondo; demorou quatro anos, mas deixou o retrato inacabado." (Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura. Barueri: São Paulo. Editorial Sol 90, 2007. p. 80).

Como as duas alunas são bastante curiosas e inteligentes começaram a me questionar sobre as versões históricas e que eu poderia estar enganado sobre a identidade de Mona Lisa. Para esclarecer um pouco mais sobre o assunto, decidi fazer este post e abordar o tema, confrontando versões e estudos que apresentam respostas diferentes para a nossa pergunta principal.


Autorretrato de Leonardo da Vinci. Cerca de 1512 a 1515.

Na primeira década do século XX, a identidade Mona Lisa passou a ser questionada e foi levantada a hipótese de que ela seria um autorretrato de Leonardo. 

Em 1987, a artista gráfica Lilian Schwartz sobrepôs vários desenhos de Leonardo da Vinci sobre a tela da Mona Lisa e, por meio de exames de raios-X, identificou semelhanças nos traços. Essas semelhanças fortaleceram a tese de que Mona Lisa seria um autorretrato do pintor.

Contudo, Leonardo da Vinci usava em suas pinturas proporções matemáticas constantes, por isso os desenhos eram semelhantes, mas não iguais. Prova disso é  existência de várias aspectos comuns entre Mona Lisa (1506) e um outro desenho feito por Leonardo em 1500, de Isabella d'Este, filha do governador da cidade italiana de Mantua. (Observar a pintura abaixo).

Giz preto sobre papel. 63 x 46 cm. 1500. Museu do Louvre. Paris (França).

Alguns estudiosos de da Vinci "...consideram que a proposta da personagem [Isabella d'Este] é um prenúncio de A Gioconda, ainda que neste quadro a retratada pareça quase de frente e no desenho, quase de lado. Também foi aventada a ideia de que esses traços seriam um estudo para a A Gioconda, o que induziu alguns a sustentar que Isabella d'Este seria Mona Lisa, com quem guarda algumas semelhanças". (op cit. p. 78).

Assim, a teoria do autorretrato foi perdendo força, principalmente com o avanço das pesquisas sobre a enigmática pintura que prosseguiram no século XXI.

Segundo o professor Giuseppe Pallatini, "Mona Lisa era casada com Francesco del Giocondo, um rico comerciante florentino, e por isso também ficou conhecida como “Gioconda”. (Reportagem disponível no sítio eletrônico da BBC Brasil). As pesquisas de Pallatini, portanto, estão de acordo com a afirmação de Vasari, para o qual Mona Lisa seria Lisa di Antonio Maria Gherardini, esposa do mercador florentino Giocondo.

Para por fim à polêmica, pesquisadores de uma Universidade alemã descobriram em 2005 um documento histórico datado de 1503, com um registro de um funcionário da Chancelaria florentina. O documento traz uma nota afirmando que da Vinci trabalhava naquele momento na pintura de Lisa del Giocondo. (Leia mais sobre a descoberta dos pesquisadores alemães clicando aqui). 

Portanto, uma nova prova documental sustenta a afirmação de Vasari e confirma a verdadeira identidade de Mona Lisa, atestando que a musa de da Vinci foi, de fato, a esposa de Francesco del Giocondo.

O célebre quadro está exposto no Museu do Louvre, em Paris, França. O museu recebe anualmente cerca de 5,5 milhões de visitantes e todos querem ver a obra mais famosa: a Mona Lisa.


Turistas disputam espaço para ver o quadro de Leonardo da Vinci. (Museu do Louvre, França).

Apesar do quadro ter dimensões pequenas (77 x 53 centímetros) ele possui 509 anos. Alimentou polêmicas durante séculos e desperta admiração do público há cinco séculos!

Mona Lisa ou La Gioconda é uma obra-prima de Leonardo da Vinci e um retrato do que foi Renascimento Cultural no campo das artes e das ciências.
Na pintura temos a combinação de novas técnicas artísticas, como o sfumato,  a perspectiva (que causa sensação visual de profundidade) e o uso das formas geométricas harmônicas sustentando as linhas e as cores de um obra de arte produzida por um homem genial.

Fim da polêmica?

21.4.15

Animação sobre o Renascimento Cultural

O 2º bimestre já vai começar.

Que tal ficar por dentro do novo conteúdo assistindo à uma animação super legal?

Ok, então vamos lá!


1.5.14

Algumas imagens valem mais que uma centena de palavras

A aluna Adrielly M., da turma 1003 do CIEP 280, caprichou na arte e fez um belo desenho com colagem retratando o Renascimento Cultural.

A partir da observação atenta do desenho de Adrielly é possível responder a várias questões que nos ajudam a compreender o que foi o Renascimento Cultural. Será que você consegue?


Então observe a arte e responda as perguntas abaixo para testar os seus conhecimentos!

1. Fato histórico que, segundo alguns historiadores, marca a passagem da Idade Média para a Idade Moderna...

2. Onde e quando teve início o movimento chamado de Renascimento?

3. Em quais áreas da cultura e do saber o Renascimento se expressou?

4. Aponte algumas mudanças no pensamento e na forma de se conceber o conhecimento introduzidas pela Renascença.

Poste um comentário aqui com sua resposta, se todas elas estiverem corretas você vai ganhar um prêmio na próxima aula de História! (Válido até o dia 08/05/14)

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