18.5.18

Projeto: Será que respeitamos as diferenças?

Estudar História é muito mais do que decorar nomes, datas e fatos do passado. O estudo da matéria também não se resume à mera reprodução das informações que estão no livro didático. Estudar História requer reflexão, leitura, diálogo e produção de texto. Assim, a História é viva, pois quando estudamos um fato pretérito hoje, temos a chance de problematizá-lo, fazer indagações e até ressignificá-lo a partir da interpretação presente ou pela descoberta de novos documentos.
  
Atualmente, o ensino da disciplina prioriza a História-problema, que suscita questões e promove reflexão e debate sobre problemas atuais, cuja origem se encontra no passado.

Estudamos com as turmas do 7° ano do CIEP Brizolão 280 a Reforma Protestante e seus desdobramentos no século XVI. Depois, os alunos pesquisaram casos noticiados na mídia sobre intolerância religiosa.
Os alunos encontraram várias ocorrências de pessoas que foram agredidas por conta de sua religiosidade ser diferente da maioria cristã do Brasil.

Este pequeno projeto teve como culminância a elaboração de cartazes com as manchetes de jornais sobre os mencionados casos e a pergunta: "Nós respeitamos as diferenças?".
Todo o material, cuidadosamente preparado pelos estudantes, está exposto no pátio da escola. Nossa ideia é contribuir para a criação de um ambiente saudável, onde predomine a convivência harmônica entre indivíduos independente de suas diferenças fisicas, culturais,  crençs e visão política.

Tomara que a proposta ajude as pessoas a refletirem que as diferenças devem ser respeitadas, caso contrário as palavras democracia e justiça ficam esvaziadas e sem nenhum sentido.

Parabéns, meninas e meninos, o trabalho ficou excelente!

17.5.18

"Na minha escola todo mundo é bamba: todo mundo lê, mesmo quem não samba"

No dia 12 fevereiro, Martinho da Vila, um dos maiores nomes do samba e da música popular brasileira, completou 80 anos. Fonte de inspiração para milhares de cantores, bandas, pessoas e apreciadores da boa música, a carreira e trajetória artística deste ilustre carioca, nascido no município de Duas Barras, Região Serrana do Rio de Janeiro, serão temas do projeto “Na minha escola todo mundo é bamba: todo mundo lê, mesmo quem não samba”, que será desenvolvido aos alunos da rede pública estadual de ensino ao longo deste ano letivo (SEEDUC-RJ).



Aqui no CIEP BRIZOLÃO 280 o projeto sobre a trajetória e a obra de Martinho da Vila está a todo vapor. Depois da leitura de dezenas de músicas clássicas do repertório do sambista, os alunos da turma 703 destacaram trechos significativos das canções e confeccionaram lindos cartazes. O trabalho envolveu várias disciplinas, como Língua Portuguesa, Artes e História.

Os cartazes com as citações do músico foram fixados no pátio da escola, para socializar a diversidade cultural presente no samba de Martinho da Vila.

Parabéns, pessoal!

11.5.18

Segundo CIA, Geisel teria autorizado assassinatos de inimigos do regime militar

O documento disponibilizado pelo Departamento de Estado norte-americano revela anotações de um agente, afirmando que Geisel dera continuidade à execução de pessoas consideradas "subversivas" e perigosas ao regime militar no Brasil.

General Figueiredo (esquerda) e Geisel (direita). Professor da FGV classifica documento como "perturbador".


O registro histórico datado de 11 de abril de 1974 também menciona que no ano anterior, isto é, em 1973, 104 pessoas foram executadas pelo Centro de Inteligência do Exército brasileiro. De acordo com o relato, o general Figueiredo, sucessor de Geisel na presidência, teria apoiado a manutenção dessa política e insistido em sua continuidade. 

Confira o documento na íntegra no site do Departamento de Estado dos EUA clicando aqui.

7.5.18

Palestra: "As novas mídias e a cidadania"

Palestra que realizamos hoje na E. E. Luiz Salgado Lima, a convite das amigas Silvia e Tamara professoras de Língua Portuguesa e Inglesa. Batemos um papo com as turmas do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental sobre as novas mídias, o mau uso do celular na escola, os riscos e cuidados que devemos tomar nas redes sociais e a necessidade de promover a cidadania através da inclusão digital.








Confira o conteúdo nos slides abaixo:

1.5.18

Dinheiro virtual: a moeda do terceiro milênio

Getty Images/iStockphoto/Todor Tsvetkov

As moedas virtuais, como, por exemplo o Bitcoin, são a onda do momento e têm se destacado no mercado financeiro.

O Bitcoin é "uma moeda virtual que opera de forma descentralizada, nenhuma autoridade central controla sua emissão". (Portal r7).

As criptomoedas são negociadas pela internet de uma pessoa para outra, sem o intermédio de um banco.

No Brasil, qualquer pessoa pode começar a negociar moedas virtuais no mercado, desde que possua CPF válido. Os ganhos tem atingido percentuais elevados, fato que anima os investidores, por outro lado, as transações feitas virtualmente também são alvo em potencial dos ataques de hackers

Alguns especialistas em economia e finanças alertam para outro risco, o fato de que esse mercado livre de qualquer regulação, como  a ausência de controle e fiscalização por parte de instituições bancárias e órgãos estatais, pode servir como um meio para grupos criminosos praticarem a lavagem de dinheiro.

Recentemente, o governo venezuelano lançou sua criptomoeda, a Petro, cujo lastro é a produção petrolífera nacional. Será que iniciativa da Venezuela poderá incentivar outros países a aderirem à onda das moedas virtuais? É aguardar para ver!

Diário de Ywesky Borislav: O homem que acreditava na morte de Deus

Como todos já sabem, se é que alguém irá ler meus fragmentos de memória um dia, sou um humilde caixeiro viajante, mas devido à minha formação geral numa escola de monges católicos tinha noções de ciências, filosofia, história e álgebra. Tais habilidades me tornaram um observador arguto de minha realidade e por mais que minha formação me dirigisse para a fé eu buscava o caminho da razão.

Certa vez, depois do trabalho, me deparei com um mendigo deitado na escadaria da Igreja, bem no centro da cidade. Deixei um pedaço de pão ao lado dele e antes de recolher meu braço ele me segurou firme. Pediu para eu esperar e perguntou se não gostaria de ouvir sua história enquanto dividíamos aquele pão. Respondi que não podia esperar, mas ele insistiu que eu ficasse, então assentei ao seu lado e o maltrapilho começou a contar coisas interessantíssimas enquanto comia o pão.

A seguir reproduzirei, da forma mais fidedigna possível, o que me foi relatado por aquele homem. Ele contou que pertencera a uma rica família da cidade, era herdeiro de terras e vinha de uma linhagem de chefes políticos locais. Seu nome era João. Porém, enfrentou graves problemas depois que começou a defender publicamente a ideia de que Deus estava morto e por isso fora perseguido, internado e perdera tudo com os custos dos modernos tratamentos psiquiátricos.
Falou que no lugar onde fora internado o trataram como louco, havia passado por doloroso tratamento, que incluía terapia à base de choques elétricos. Mostrou diversas cicatrizes pelo corpo, resultado de espancamentos que sofria por parte dos seguranças e dos demais internos. Chamou o lugar de cemitério dos vivos, pois quem entrava lá jamais saía novamente ou se saísse era na condição de um morto-vivo.
Ele havia recebido alta depois de pagar muito dinheiro ao médico responsável pelo sanatório. O restante de seus bens havia sido confiscados pelas autoridades municipais por conta de dívidas com fisco, assim, esse cidadão chamado João havia caído em miséria e desgraça.
Quando pensei que a história havia terminado ele acrescentou que me contaria sua teoria sobre a morte de Deus, passou a citar diversas passagens das escrituras sagradas que demonstrariam o óbito divino. Segundo ele, a morte do Criador foi processual, ocorreu em etapas, na medida em que suas principais criações foram lhe decepcionando, a começar pela desobediência de Adão e Eva, depois a barbaridade do evento envolvendo os irmãos Cain e Abel entre outros episódios sangrentos narrados na Bíblia até a crucificação de Cristo.
Por tudo isso, defendia que Deus tinha morrido, gradativamente, e se desintegrou na medida em que suas criaturas falharam com o propósito principal do ser: amar umas outras. Os templos erguidos em nome de Deus, portanto, eram inócuos e serviam apenas ao propósito de legitimar a exploração de uns sobre os outros e fortalecer o papel do clero na sociedade.
Bastou defender essas crenças que foi rotulado de louco, subversivo e acabou sendo internado por longos anos no hospício. Perdeu seus familiares, ficou sem vintém e agora dormia na escadaria sob a sombra da Igreja, sobrevivendo da caridade alheia.
Apesar de todas as intempéries, João confessou que espera ser ouvido com seriedade por alguém e acredita que um editor corajoso há de publicar suas ideias. Sua vida, dizia ele, dependia disso: demonstrar a validade de suas proposições e apresentar alternativas para uma nova organização espiritual da sociedade, sem igrejas, sem ritos, sem hierarquias, sem comércio religioso, sem dogmas e fanatismos que cegavam os indivíduos.
O espiritualismo pregado por João seria baseado em dois princípios: a fraternidade e o amor universal sem fronteiras de nações e de classes, eis aí o binômio divino que deveria ser cultuado pela humanidade.

Depois de ouvi-lo achei suas ideias bastante interessantes, embora perigosas, de fato, principalmente numa sociedade conservadora, cujas engrenagens políticas e religiosas funcionavam para preservar as desigualdades e não promover mudanças radicais nas estruturas de poder.
Me despedi, mas antes de seguir para a hospedaria deixei com ele algumas frutas e uns trocados, depois segui meu caminho. 

Y. B. (1940) 

Artigo científico publicado na revista acadêmica Latinidade (UERJ)

Confiram nosso artigo sobre a origem das políticas de saúde e sua relação com a imigração em Leopoldina, na Zona da Mata mineira entre o fim do século XIX e primeiras décadas do século XX.

Agradeço a Doutora Maria Teresa Toribio Brittes Lemos pelo incentivo e pela oportunidade!

Páginas-189-216.



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