21.3.15

Jogo do Antigo Regime

Absolutismo, Mercantilismo, Sociedade Estamental... Esses e outros conceitos característicos da Idade Moderna europeia podem ser um pouco complicados para os estudantes do 8º ano. Afinal, os adolescentes não têm tanta paciência para ouvir e ler sobre esses temas complexos e importantes que precisam ser estudados.

Nossa avaliação bimestral no 8º ano foi a confecção de um Jogo de Tabuleiro sobre o Antigo Regime. 

Os grupos de alunos confeccionaram o jogo abordando o tema estudado: O Antigo Regime (Séculos XVI -XVIII), contendo perguntas, obstáculos, bônus e classes de personagens da época (Confira o material utilizado clicando aqui).

A experiência foi legal demais. Essa turminha sabe fazer um jogo de tabuleiro. Confira as fotos:








Parabéns, alunos das salas 10 e 11!

17.3.15

Sítio arqueológico em Cabo Frio (RJ)

Muita gente conhece a Praia do Forte, a mais famosa da cidade de Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro.

Mas poucos turistas parecem conhecer uma riqueza que está ali pertinho da praia, um sítio arqueológico sob os cuidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).


O referido sítio arqueológico possui Sambaquis, elevações de areias e conchas (na língua tupi sambaqui, significa monte de conchas), que estão parcialmente cercados. Quem caminha pelo calçadão avista a placa (foto acima) e a cerca que protege o lugar.
No entanto, quem observa o local da praia vê que as cercas foram destruídas e o patrimônio histórico que deveria ser protegido e estudado pelos arqueólogos é usado como escorregador pelas crianças.

Apesar disso, fiquei muito feliz e impressionado por ver um sambaqui de tão perto, uma imponente elevação com aproximadamente 20 metros de altura e cerca de 50 metros de diâmetro. Incrível!

Sambaqui em Cabo Frio. Praia do Forte, 2015. Acervo do autor.

Os sambaquis são registros da vida humana na Pré-história do litoral brasileiro. Provavelmente, eles foram construídos pelos povos que habitavam a região há cerca de 6 mil anos. Esses povos eram coletores e pescadores.

Nesses montes de conchas e areia é possível encontrar restos de comida, instrumentos de pedra, como anzóis feitos de ossos, pequenas esculturas e até fósseis humanos.

Tomara que as autoridades de Cabo Frio acordem e incentivem o trabalho dos arqueólogos na região. Além da praia e do forte, por que não ter um museu de pré-história na cidade?

Teríamos mais um atrativo para os turistas e interessados em conhecer um pouco mais sobre a História dessa linda região! 


10.3.15

[Resumo] Breve história da Amazônia

  • A Amazônia, cuja área total é de 6,5 milhões de quilômetros quadrados,  é uma parte do globo terrestre coberta pela floresta tropical. 5 milhões de quilômetros quadrados estão dentro do território brasileiro, na região Norte, além dos estados do Mato Grosso e do Maranhão.
Mapa da Amazônia Legal. Fonte: Uol Educação.
  • Outros países que possuem trechos da Floresta Amazônica são: Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.   
  • A floresta amazônica é densa e fechada, o que dificulta sua penetração e ocupação. Ela possui grande biodiversidade (variedade de espécies de animais e plantas).
  • Entre os anos 500 a 1300, povos ceramistas viviam na Ilha de Marajó (PA), onde formaram a cultura marajoara.
Achados arqueológicos: urnas funerárias dos povos marajoara.
  • A região já era conhecida pelos europeus antes de 1500, devido a uma expedição liderada pelo espanhol Vicente Pinzón.
  • 1539-1541: Os europeus navegaram por todo o rio Amazonas. Gonçalo Pizarro e Francisco Orellana chefiaram uma expedição que saiu de Quito (Equador) e atingiu o Atlântico, após navegar pelo Amazonas.
  • No final do século XVI e início do século XVII, holandeses e ingleses fundaram feitorias na região. Eles tinham interesses de explorar as drogas do sertão, como o cacau, gengibre, baunilha, cravo e noz-moscada.
  • A conquista da Amazônia pelos portugueses ocorreu entre os séculos XVI e XVII.
  • 1616: Fundação do Forte do Presépio, que se tornou um marco para o surgimento de Belém (Pará).
  • Além de enfrentar outros povos europeus, os portugueses encontraram muita resistência por parte dos indígenas como, por exemplo, dos Tupinambá, os quais eram aliados dos franceses.
  • Para solidificar sua posição no Amazonas, os portugueses contaram com a ajuda dos missionários Jesuítas e de outras ordens religiosas, que se instalaram na região para converter os índios ao catolicismo. Muitos índios morreram vítimas da guerra e das doenças trazidas pelos europeus, como a varíola, a gripe e o sarampo.
  • Os colonos entravam em atrito com os jesuítas, pois queriam escravizar os índios, já que não dispunham com tanta facilidade da mão de obra africana.
  • Em 1759, os missionários foram expulsos da colônia durante a administração do Marquês de Pombal (1750 -1777).
  • Pombal tentou transformar o índio em cidadão, integrante da Coroa portuguesa. Assim, ele pretendia garantir o povoamento e a exploração das riquezas da região e civilizar os índios. Mas o projeto de Pombal falhou, os colonos continuaram a negar as leis que garantiam a liberdade do nativo e exploraram extensivamente o trabalho indígena.
  • No início do século XIX, a Amazônia ainda tinha baixa densidade demográfica. Sua economia baseava-se na exploração das drogas do sertão, extrativismo da borracha e cultivo de gêneros agrícolas, como guaraná, café, arroz, algodão e mandioca.
  • Segundo a historiadora Magda Ricci (2003), entre 1804 a 1807, as capitanias do Pará e do Maranhão somavam 19% de todos os bens exportados pela Colônia  para a Europa.
  • A partir de 1835, com a descoberta de nova técnica que deu maior consistência para a borracha, proveniente do látex, passou-se a produzir inúmeros produtos com essa matéria prima: sapatos, rodas, correias, mangueiras etc.
Os seringueiros utilizam a técnica indígena para extrair o látex das árvores (Acre, 2014).
  • A partir de 1850, a borracha se tornou a principal atividade econômica da Amazônia.

  • Em 1870, Belém passou por um grande crescimento econômico e populacional. A popularização das bicicletas e a fabricação de carros aumentaram a demanda pela borracha no mercado exterior. 
  • Muitos migrantes nordestinos foram para a Amazônia tentar ganhar a vida como seringueiros. Havia agentes que mediavam a exportação do látex para a Europa e para os EUA. Eles também incentivavam a vinda dos migrantes para a Amazônia e exploravam o trabalho indígena, como ocorreu com os Munduruku e os Apiacá.
  • No início do século XX, a população de Belém era de cerca de 200 mil habitantes.
  • Após 1885, Manaus também se transformou em centro de exportação da borracha. Daí pra frente passou a dividir com Belém a participação na produção e exportação do produto.
  • Belle époque amazônica: a exploração e a exportação da borracha geraram riqueza para as elites locais. O capitalismo caminha junto com o ideal de modernidade, e os centros urbanos começaram a investir em infraestutura, urbanização, ampliação dos portos, teatros, tendo como referência as principais metrópoles europeias e do Sudeste do Brasil.
Theatro da Paz, em Belém. Construído no final do século XIX, com traços arquitetônicos neoclássicos.

No próximo post sobre a Amazônia, iremos ver como ficou a situação econômica e social daquela região a partir de 1910.

9.3.15

Os concursos da SEE-MG foram justos?

Ontem a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) realizou um grande concurso para vários cargos do Magistério.

O anterior foi realizado em 2012 e a SEE-MG custou para convocar os aprovados dentro das vagas disponíveis. Muitos concursados ainda aguardam a convocação.

Tanto no concurso de 2012 quanto no concurso de 2015 havia critérios em comum: provas escritas, provas de títulos e pontos extras para quem apresentasse contagem de tempo de serviço no Estado.

Essa fórmula adotada nos dois últimos certames parece muito boa para os antigos efetivados pela fatídica Lei Complementar 100/07, cujos dispositivos de efetivação foram declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.

Questiono apenas se a fórmula adotada pelo Concurso da SEE-MG é a mais justa e se ela respeita o princípio da isonomia.
Os candidatos concorreram de igual para igual? Ou aqueles que tem mais tempo de serviço foram favorecidos pelo regulamento do Concurso?

E aquele candidato que é recém graduado, nunca trabalhou no Estado, portanto não tem tempo de serviço e não receberá nenhum ponto nesse critério. Digamos que ele faça mais pontos na prova escrita, mas acabe sendo superado por alguém que tirou nota menor, mas que já acumula tempo de serviço, após anos de trabalho designado e/ou efetivado.
Como se sentirá esse jovem que sonha em entrar para o Magistério?

Me recordo de ter prestado o Concurso para a SEE-MG em 2005 e achei que a fórmula foi justíssima, baseada apenas na prova escrita. Assim, foi aprovado quem tinha mais domínio sobre os conteúdos exigidos pelo Edital. Não houve prova de títulos, tampouco pontos para quem tinha tempo de serviço.

Desse modo, acredito que o Concurso de 2005 respeitou o princípio da isonomia, tratando a todos igualmente, sem gerar, indiretamente, favorecimento para um ou outro grupo de candidatos.

Em minha opinião, de 2005 para cá a SEE-MG esqueceu como se deve fazer um concurso. Aliás, os governos, o anterior e o atual, organizaram mal os certames. Parecem que não fizeram a lição de casa e se esqueceram de estudar o Capítulo VII da Constituição Federal, que trata sobre a Administração Pública.

Parece que os governos, o anterior e o atual, querem de todo modo corrigir o grande equívoco jurídico e político cometido em 2007, com a malfadada Lei 100/07. Essa Lei que só trouxe ansiedade, tristeza e pânico para milhares de trabalhadores da educação. A situação dos governos piorou quando veio o STF e anulou a efetivação, exigindo a dispensa dos ex-efetivados. Para não ficar mal com os milhares de trabalhadores, os governos lançaram os concursos e acrescentaram o critério do tempo de serviço, criando, de certa forma, um benefício para os que possuem tempo de serviço e um prejuízo para quem nunca trabalhou e sonha em ingressar na Carreira do Magistério.

Os novatos, recém graduados, se quiserem ser classificados e nomeados, precisarão passar pela prova escrita e torcer para que os mais antigos não lhes deixem para trás com os títulos acadêmicos e os pontos acumulados devido ao tempo de serviço prestado ao Estado.

Todos os cidadãos habilitados deveriam concorrer em um Concurso Público em condições de igualdade. Quando os governos tentam corrigir um erro com outro pode ser até uma medida legal, mas não parece ética ou moral. 

Será que os últimos concursos da SEE-MG foram justos?

Jovens Historiadores

Um dos temas do 1º bimestre é a Introdução aos estudos da História.

Assim, falamos sobre a História enquanto Ciência Humana, sobre o Historiador e as fontes históricas, e a ideia equivocada de que a História é neutra e imparcial. Também conversamos sobre o fato de que cada um de nós pode fazer história todos os dias, o que nos torna agentes de nosso próprio destino e também da sociedade que nos cerca.

Para não ficar só na teoria, partimos para o campo. 
Destino: Centro Cultural do Carmo.
Nesse lugar há preciosidades da História e da Memória carmenses que ainda não foram devidamente mensuradas.

Antes de ir, fizemos uma oficina com os alunos sobre como se portar num ambiente Cultural e os cuidados que devemos ter com as fontes que iríamos manusear - exemplares do Correio do Carmo, do ano de 1935!


Os alunos realizaram os preparativos, levaram luvas cirúrgicas para evitar o contato direto entre as mãos e a fonte primária e para prevenir alguma irritação na pele, devido aos fungos e bactérias que impregnam as folhas do antigo informativo.

Os estudantes gostaram muito da experiência e do contato com uma fonte primária escrita. Muitos ficaram surpresos com as diferenças ortográficas, pois o português de antigamente era bem diferente do nosso. Outros se surpreenderam com os anúncios e com os artigos críticos e irônicos a respeito da política local e estadual.

Agora você fica com algumas fotos dos Jovens Historiadores do CIEP 280 e aguarde para ver o que eles irão produzir após este contato com as fontes históricas!







6.3.15

Ditaduras no Brasil republicano

Ao iniciar o trabalho com as turmas do 1º ano do Ensino Médio do CIEP, fizemos uma avaliação diagnóstica para ver o que os alunos recordavam de um dos conteúdos trabalhados no ano passado, isto é, no 9º ano do Ensino Fundamental.

 Um dos temas que eles mais se interessaram foram os governos ditatoriais, então pedimos aos estudantes que escrevessem um texto sobre as experiências ditatoriais no Brasil, como o  Estado Novo e a Ditadura Militar.

Os textos ficaram bons e escolhemos um para enriquecer mais o nosso Blog. Com vocês as ideias e as palavras da aluna Barbara!

A Ditadura no Brasil

Ditaduras são regimes governamentais em que o povo tem pouca liberdade de expressão e todo o poder está concentrado em uma pessoa.

No Brasil, tivemos há algumas décadas, dois momentos com ditaduras. O primeiro foi o Estado Novo (1937-1945), nessa época o Brasil era governado por Getúlio Vargas. Ele criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) que se encarregava de monitorar jornais, livros, músicas, manifestações artísticas, programas de rádio e a educação a fim de silenciar quaisquer um que tentasse transmitir ideias contra Vargas e o seu Governo. Vargas também fechou o Congresso e perseguiu partidos políticos.


Vargas se apoiava nos trabalhadores para se manter no poder (populismo).


Você pode estar se perguntando como o povo permitiu Vargas agir com tamanho autoritarismo sem ninguém impedi-lo. Acontece que Vargas se apresentava ao público como um "defensor" do trabalhador, foi ele inclusive que criou as leis trabalhistas para agradar à classe trabalhadora. Aliás, algumas dessas leis estão em vigor até os dias de hoje, como o salário mínimo e o décimo terceiro salário.

O segundo momento autoritário da República foi entre 1964 e 1985. A Ditadura militar começou com golpe dos militares contra João Goulart, que estava sendo acusado de defender o comunismo. Assim, ele acabou exilado e os militares assumiram o governo.

A partir de então, quem escolhia o presidente do país era apenas o Alto Comando das Forças Armadas. O povo perdeu o direito de votar, os trabalhadores estavam proibidos de fazer greves, os estudantes e jornalistas que se opunham ao governo foram perseguidos e alguns exterminados.


Militares reprimindo um manifestante.

O governo passou a controlar intensamente a divulgação de ideias contrárias ao regime para que o povo não tomasse conhecimento delas, estava estabelecida a censura.
Muitos cidadãos foram perseguidos e exilados, pois não eram mais bem vindos no Brasil. Isso ocorreu com diversos políticos, professores, jornalistas e artistas daquela época.

Depois de um longo período de protestos e do movimento denominado "Diretas Já" o regime militar começou a enfraquecer. Foi nesse período que surgiram o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Democrático Social (PDS), o Partido Democrático  Trabalhista (PDT), o MDB foi transformado no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Em 1985, o último presidente militar foi  João Baptista de Oliveira Figueiredo, seu governo foi marcado por uma crise econômica, manifestações políticas e sociais e pela redemocratização Brasil, isto é, o momento em que a Ditadura Militar chegou ao seu fim.

Por Barbara Mesquita Gonçalves












Aluna do 1º ano do Ensino Médio - CIEP 280


Parabéns Barbara, o seu texto ficou excelente! Através dele fica fácil perceber que você conseguiu apreender a essência do conteúdo ensinado!

3.3.15

Produção de texto sobre o Cangaço

Costumo afirmar que escrever é uma arte. E eu me apaixonei por essa forma de arte, embora reconheça minhas limitações e me identifique apenas como um escriba esforçado.



Na disciplina de História, sempre falamos para o aluno que a chave do aprendizado do conteúdo é ler e escrever. Não basta ouvir a aula do professor, é preciso escrever sobre o tema para assimilá-lo com mais efetividade.

Pedimos aos alunos para exercitarem a escrita após o estudo do Cangaço no Brasil e já estamos pensando na Redação do ENEM, cujo valor corresponde a 50% da nota da prova.

Os alunos escreveram textos muito bons. Reproduziremos abaixo um deles, escrito por uma estudante do 3º ano do Ensino Médio, sala 10.

O cangaço

O cangaço foi um movimento ocorrido no sertão nordestino entre o final do século XIX até o início da década de 1940. Esse fenômeno pode ser explicado pelo conceito de banditismo social, já que muitos cangaceiros recorriam à vida do crime devido aos inúmeros problemas sociais enfrentados pela região Nordeste.

Aliás, alguns dos antigos problemas da região são enfrentados até os dias atuais, só que em menores proporções, como a falta de água, infraestrutura, saneamento básico, segurança, educação, enfim a ausência do Estado em locais onde ele é necessário.

O Cangaço teve como principal nome Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião, que comandou o bando de cangaceiros mais temido do Sertão entre as décadas de 1920 a 1930.

Maria Bonita e Lampião ladeados por dois cangaceiros do bando.

Além do grupo de Lampião, havia outros bandos que se formaram no Nordeste. Eles tinham objetivos diversos: alguns entravam nessa vida buscando vingança, outros prestavam serviços para os coronéis, ou seguiam para o cangaço para obter dinheiro, por meio de roubos, sequestros e assassinatos, como forma de sobreviver em uma região abandonada pelas autoridades.

Os bandos não tinham moradia fixa, vivam vagando pelo sertão e, geralmente, não passavam mais do que uma noite no mesmo lugar, caso contrário poderiam facilitar a descoberta de seus esconderijos pelas forças policiais.


Lampião e seu bando incomodavam bastante as autoridades locais, por isso foram perseguidos pela polícia, que tentava, sem sucesso, capturá-los. O governo da Bahia chegou até oferecer uma recompensa em dinheiro para quem entregasse Lampião às autoridades, vivo ou morto.

Em 1938, no Sergipe, Lampião, sua esposa - Maria Bonita - e outros de seus companheiros foram mortos pela polícia, após sofrerem uma emboscada. Depois de mortos, ele e outros membros de seu bando tiveram suas cabeças cortadas de seus corpos e, em seguida, elas foram expostas em várias cidades do Nordeste.

Exposição de Cabeças de cangaceiros do Bando de Lampião, mortos em 1938. 

Após a morte de Lampião, outros bandos de cangaceiros continuaram a agir, mas sem obter grande repercussão. No início da década de 1940, o cangaço chegou ao fim. O país era governado por Getúlio Vargas, que determinou a repressão de qualquer grupo que ameaçasse a ordem nacional.

Vargas também colocou em prática o processo de industrialização, acelerou a urbanização do Brasil e muitos migrantes deixaram a região nordeste para tentar conseguir emprego e melhores condições de vida no Sudeste.


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