Blog mantido para preservar o trabalho do Professor e Historiador Rodolfo Alves Pereira. O site mantém registros de algumas de suas publicações e trabalhos apresentados em Congressos e Eventos acadêmicos e Educacionais, nos quais deixou valiosas contribuições acerca da Metodologia e do Ensino de História na Educação Básica. Também contém registros de algumas de suas experiências didático-pedagógicas mais importantes, além de projetos desenvolvidos nas escolas onde atuou.
Ele media de 12 a 20 metros de comprimento, tinha cerca de 6 metros de altura, pesava até 12 toneladas e se alimentava de frutas e outros vegetais. Estamos falando do animal acima, o Titanossauro, uma das espécies que viveu no espaço brasileiro no período que vai de 140 milhões de anos a 66 milhões de anos atrás (período cretáceo).
Um fóssil dessa grande fera, que pesa 25 quilos, foi encontrado em Jaci, cidade do norte paulista.
O fóssil foi levado para um museu, onde foi catalogado e a cidade tornou-se mais um centro onde novas pesquisas arqueológicas irão ocorrer para buscar mais indícios e informações pré-históricas!
Arte da aluna da turma 6º ano 3. Lindo desenho representando os estilos de vida no período paleolítico, no qual predominava a caça, e no neolítico, quando os humanos já tinham dominado a agricultura. Parabéns!
Uma aventura pré-histórica
Depois de uma oficina de Pinturas rupestres com os brilhantes alunos da turma "6º 3", montamos o painel coletivamente, na aula do dia 13/06/16, com todos os trabalhos produzidos. Veja só como ele ficou:
Como será que as pessoas viviam? Como se relacionavam e como se comunicavam? Do que se alimentavam?
Depois de estudarmos um pouco da pré-história e os seus períodos - paleolítico e neolítico - fizemos atividades, incluindo produção de textos e desenhos sobre o assunto estudado.
Olhem a seguir o lindo desenho da aluna do 6º ano 3. Ela representou com muito talento e criatividade um pouco da vida na pré-história! O desenho fala por si.
Muita gente conhece a Praia do Forte, a mais famosa da cidade de Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro.
Mas poucos turistas parecem conhecer uma riqueza que está ali pertinho da praia, um sítio arqueológico sob os cuidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O referido sítio arqueológico possui Sambaquis, elevações de areias e conchas (na língua tupi sambaqui, significa monte de conchas), que estão parcialmente cercados. Quem caminha pelo calçadão avista a placa (foto acima) e a cerca que protege o lugar.
No entanto, quem observa o local da praia vê que as cercas foram destruídas e o patrimônio histórico que deveria ser protegido e estudado pelos arqueólogos é usado como escorregador pelas crianças.
Apesar disso, fiquei muito feliz e impressionado por ver um sambaqui de tão perto, uma imponente elevação com aproximadamente 20 metros de altura e cerca de 50 metros de diâmetro. Incrível!
Sambaqui em Cabo Frio. Praia do Forte, 2015. Acervo do autor.
Os sambaquis são registros da vida humana na Pré-história do litoral brasileiro. Provavelmente, eles foram construídos pelos povos que habitavam a região há cerca de 6 mil anos. Esses povos eram coletores e pescadores.
Nesses montes de conchas e areia é possível encontrar restos de comida, instrumentos de pedra, como anzóis feitos de ossos, pequenas esculturas e até fósseis humanos.
Tomara que as autoridades de Cabo Frio acordem e incentivem o trabalho dos arqueólogos na região. Além da praia e do forte, por que não ter um museu de pré-história na cidade?
Teríamos mais um atrativo para os turistas e interessados em conhecer um pouco mais sobre a História dessa linda região!
Disciplina: Turismo: Fundamentos históricos e culturais Conteúdo: Grupos pré-históricos caçadores-coletores: primeiros turistas no Brasil a deixarem sítios turísticos (abrigos rupestres, sambaquis).
O Brasil tem inúmeros sítios arqueológicos espalhados por todo o seu vasto território.
Os vestígios - fósseis, restos de fogueiras e alimentos, esqueletos, dentre outros - descobertos pelos arqueólogos têm 12 mil anos ou mais.
Vamos estudar nesta postagem três locais com marcante herança pré-histórica, os quais chamam muita a atenção dos estudiosos e dos turistas interessados em conhecer um pouco mais sobre nossas origens e visitar lindos lugares.
1. Lagoa Santa (Minas Gerais).
Localizada há cerca de 40 quilômetros da capital mineira, essa região abriga o Museu Arqueológico da Região de Lagoa Santa, inaugurado no início da década de 1970.
Em 1975, foi encontrado na região um dos fósseis mais antigos da América, chamado de Luzia, com 11 mil anos.
O arqueólogo Walter Neves observa um crânio e a reconstituição de Luzia.
Segundo os pesquisadores, Luzia fazia parte de um grupo de nômades, caçadores e coletores. Eles são chamados de paleoíndios, dominavam o fogo e construíam instrumentos com pedra lascada, tais como pontas de lanças e lâminas.
Nos arredores da cidade há grutas com pinturas rupestres e sítios arqueológicos importantes, onde foram encontrados fósseis da preguiça gigante, animal que viveu há 10 mil anos.
Preguiça gigante media cerca de 6 metros de altura e pesava 5 toneladas.
2. São Raimundo Nonato (Piauí)
Aqui são encontradas as pinturas rupestres mais antigas do Brasil, datadas de 12 mil anos ou mais.
Os desenhos nas paredes das cavernas retratam animais, pessoas, plantas, objetos, cenas cotidianas e rituais.
Turista fotografando pinturas rupestres no Parque Nacional da Serra da Capivara (PI).
Devido à sua importância arqueológica e ambiental foi criado na região o Parque Nacional Serra da Capivara, declarado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade.
O Parque possui mais de 912 sítios arqueológicos cadastrados, onde são encontrados inúmeros vestígios pré-históricos, como restos de fogueiras, cacos de cerâmica e esqueletos humanos.
A arqueólogo Niéde Guidon examina um crânio pré-histórico encontrado na Serra da Capivara.
3. Litoral de Santa Catarina
Nas regiões litorâneas, destacadamente em Santa Catarina, os pesquisadores encontraram muitas montanhas feitas de conchas, chamadas de Sambaqui (na língua tupi significa monte de conchas).
Sambaqui em Santa Catarina.
Os sambaquis são formados por conchas abertas e restos de peixeis que eram amontoados, alguns possuem 20 metros de elevação e 100 metros de diâmetro. Segundo os arqueólogos, os montes foram construídos pelos povos que habitavam a região há 6 mil anos. Eles eram caçadores e coletores, sua dieta incluía peixes e moluscos (ostras e mexilhões).
Entre as camadas dos sambaquis os arqueólogos encontram sepulturas, restos de fogueira, espinhas de peixes, pontas de lança etc. Vídeos Sambaquis
O povoamento do continente americano pelos humanos ainda desperta algumas dúvidas entre os arqueólogos. Afinal, de onde vieram nossos ancestrais? Quando a América foi ocupada pelos grupos humanos, há 13 mil ou 20 mil anos atrás? Ou teriam chegado aqui antes dessas datas?
Respostas que só o resultado das pesquisas arqueológicas poderá nos fornecer.
Segue um resumo do conteúdo trabalhado no 1º bimestre com as turmas do 6º ano da E. E. Luiz Salgado Lima:
A Pré-História compreende um vasto período, desde o surgimento dos ancestrais dos Humanos até a invenção da escrita. Observe a linha do tempo abaixo:
Ao longo de milhões de anos, os primatas foram se transformando, adquirindo novas características até originar o Homo Sapiens (Homo = homem; Sapiens= inteligente), um antigo ancestral dos Humanos. Essa é a teoria da evolução das espécies, desenvolvida pelo cientista britânico Charles Darwin.
Ancestrais dos seres Humanos.
As ossadas mais antigas do Homo Sapiens, datadas de cerca de 150 mil anos atrás, foram encontradas pelos arqueólogos na África. Por isso, os cientistas afirmam que esse continente é o berço da Humanidade. De lá, o Homo Sapiens espalhou-se, gradativamente, para os outros continentes. Observe a rota das migrações no mapa abaixo:
Como os grupos humanos da pré-História não dominavam a escrita, os arqueólogos e demais cientistas estudam essa época através dos vestígios encontrados nos locais chamados de sítios arqueológicos. Ossos, restos de fogueira e comida fossilizada, roupas, ferramentas, armas de pedra e pinturas rupestres nas paredes das cavernas são exemplos de fontes de estudo encontradas em escavações.
Pintura rupestre (E) e arqueólogo (D) investigando um sítio arqueológico no Piauí.
A arte pré-histórica, como as esculturas e as pinturas rupestres achadas em sítios arqueológicos, poderiam possuir um caráter mágico ligado ao culto da Natureza e da fertilidade feminina.
Escultura feminina datada de 25.000 a 20.000 anos,
chamada de “Vênus de Willendorf”.
Vejamos agora como viviam os grupos humanos na Pré-história, nos períodos Paleolítico e Neolítico.
Paleolítico (pedra lascada): Compreende os anos entre 4 milhões a. C. e 12 mil a. C. Assista no vídeo abaixo a reprodução de uma caçada pré-histórica
Aqui predominava o nomadismo e a vida em pequenos grupos. A sobrevivência era obtida por meio da caça, pesca e da coleta de frutos.
Os instrumentos e armas eram confeccionados de pedras, ossos e madeira.
Achados arqueológicos evidenciam que o uso do fogo para se aquecer e cozinhar, cujo domínio pelos humanos ocorreu há 400 mil anos.
Neolítico (pedra polida): Começa no ano de 12 mil a. C. e termina por volta do ano 5 mil a. C.
Tem início a agricultura e a domesticação de alguns animais.
Os grupos tornam-se sedentários, o que possibilitou o surgimento de aldeias, o aumento populacional e a maior divisão do trabalho.
Armas e instrumentos continuam a ser confeccionados com pedras, porém tornam-se mais elaborados. Surgem novas invenções, como o moinho de pedra e o forno.
Idade dos metais: 5 mil a. C. até 4 mil a. C.
Os homens começam a utilizar o fogo para derreter os metais. O cobre, e depois o bronze, serão os metais mais utilizados na fabricação de ferramentas e armas mais duráveis e eficientes.
Nesse período começam a aparecer as cidades e a vida urbana começa a exigir maior divisão e especialização das tarefas, como as profissões de ferreiro, agricultor, artesão, ceramista etc.
No ano 4000 a. C. surgiu a escrita, na Mesopotâmia. Esse fato tornou-se uma referência para marcar o fim da Pré-história e o início da Idade Antiga. A partir de então, a vida nas cidades e as relações sociais e de produção se tornam mais complexas. As cidades passam a ter um líder político, o qual a governa apoiado por um corpo administrativo de escribas, com a finalidade de regular a vida dos indivíduos, cobrar impostos e executar as obras públicas. Mas esse é assunto para a próxima matéria e novas postagens!
Para concluir a matéria sobre a vida na Pré-história, os alunos do 6º ano colocaram a mão na massa, literalmente! Com a argila fornecida pela escola, eles modelaram artefatos semelhantes aos achados arqueológicos, cujas fotos estão presentes no livro didático.
O objetivo do trabalho foi despertar maior interesse dos estudantes pelo conteúdo e realizar um trabalho interdisciplinar com Artes. Missão cumprida! Confira um pouco do que eles produziram:
Os alunos do 6º ano da E. E. Luiz Salgado Lima (salas 3 e 4) estão estudando a Pré-História.
Muitos deles são interessados, participativos e estão aprendendo bastante sobre o tema.
Confira, a seguir, algumas atividades dos alunos de produção escrita e criação de história em quadrinhos sobre a vida das comunidades humanas no período Paleolítico:
(Atividade escrita: relacionar a vida nômade, os caçadores do paleolítico e a dependência da natureza) "Os caçadores do paleolítico tinham uma vida diferente, chamada de vida nômade. Eles não tinham um lugar fixo, andavam por vários lugares procurando uma vida melhor. Naquela época, as pessoas dependiam muito da natureza, pois precisavam da caça, da pesca e da coleta de frutos e vegetais para sobreviver." *Resposta do aluno Leandro R. M. - 6º ano 3. (Criação de uma História em Quadrinhos sobre a vida no período paleolítico)
(HQ produzida pela aluna Barbara R. P. - 6º ano 4). Todos que se empenharam nas aulas e nas atividades estão de parabéns!!