22.8.14

Ecos de um passado escravocrata

A partir da terceira década do século XVI, o tráfico de escravos africanos para o Brasil começou a ganhar uma forma definida. A colônia portuguesa passou a fazer parte de uma vasta rede comercial, cuja principal mercadoria eram homens, mulheres e crianças capturados na África para serem vendidos nas Américas, além da Europa e da Ásia, em menor número. Esse fenômeno é conhecido como Diáspora Negra, ou Diáspora Africana.

Só no Brasil desembarcaram mais de 4 milhões de escravos africanos. A viagem dos cativos era um sonho dantesco, como registrou o poeta Castro Alves. Ela começava nos portos de Luanda ou Benguela e durava entre 35 a 50 dias até chegar ao Rio de Janeiro ou Salvador.
Os negros viajavam em porões imundos e apertados, cerca de 30% dos cativos não resistia a viagem e morria vítima de desidratação, tifo e cólera.

Porão de navio negreiro (1835). Rugendas.
No processo de captura do escravo foi muito comum a participação de príncipes e reis africanos que firmavam alianças com os traficantes europeus. 
Gravura de C. P. Speke. Século XIX.
Os líderes africanos trocavam escravos, seus prisioneiros de guerras intertribais, para obter armas, roupas e outros artigos da Europa e de suas colônias.

A origem étnica e cultural dos escravos era muito diversificada. Eles eram originários de várias e longínquas regiões da África (Observe o mapa acima e a variedade étnica - Sudaneses e Bantos). Alguns grupos praticavam a religião islâmica, outros as religiões tradicionais do continente, como o culto aos orixás. Os escravos da etnia dos malês, trazidos para a Bahia no século XIX, por exemplo, eram muçulmanos,  e alguns sabiam ler e escrever na língua árabe.

Embora tenham sido submetidos ao trabalho forçado, os cativos lutavam para preservar sua cultura, suas memórias, suas crenças e seus costumes. O sincretismo religioso, por exemplo, foi uma maneira que os afroamericanos encontraram para cultuar suas divindades. Como seus rituais eram condenados por seus senhores e pelas autoridades católicas, eles associaram as entidades do Candomblé aos santos católicos para continuarem realizando seus ritos sem sofrer perseguição. Assim, na religiosidade afroamericana, São Jorge é cultuado como Ogum, Santa Bárbara é reverenciada como Iansã, dentre outros exemplos.

No vestuário, na alimentação, no vocabulário, nas danças, nos festejos, enfim "em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a marca da influência negra." (FREYRE, GILBERTO. Casa Grande & Senzala, 1933).

Observe nas imagens abaixo um pouco da influência africana em vários aspectos de nossa cultura.

Baiana preparando o acarajé, frito no azeite de dendê, cuja origem é africana.

Prática do Candomblé (Bahia).

Procissão da Congada. Festejo que exemplifica o Hibridismo, mistura de elementos da cultura cristã e africana.

Olodum - grupo de percussão afro-brasileira. O som dos tambores e a dança são heranças culturais afroamericanas.

Capoeira, uma tradição criada pelos escravos.

Vocabulário, palavras de origem africana.

18.8.14

Expansão Marítima

No 3º bimestre, estudamos com as turmas do 1º ano do CIEP 280 o período das Grandes Navegações no século XV.

Esse fato é considerado um dos marcos entre o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna.

A Expansão Marítima plantou as sementes da Globalização, ampliou horizontes e intensificou o intercâmbio cultural entre regiões e povos distintos.
Claro, esse processo também contribuiu para a destruição de inúmeros povos e culturas, como ocorreu com os muitas etnias africanas e indígenas, vítimas das doenças,  das guerras e do trabalho escravo imposto pelo europeu. Nesse processo de intercâmbio, a cultura europeia também mudou, mesmo sendo a dominadora ela se adequou, adquiriu novos hábitos e costumes apreendidos no contato com os povos de além-mar. O uso do tabaco, o consumo do milho e da batata são alguns exemplos de elementos nativos da América que foram incorporados à cultura europeia, e difundidos pelo Mundo, após o século XV. 

O Mundo conhecido pelos europeus antes de 1415, data que marca o início da Expansão Marítima, era restrito à Europa, Parte da África e da Ásia.
Reprodução do "Mundo Conhecido" no século XV. Arte da Aluna Adrielly, da turma 1003.
As nações ibéricas (Portugal e Espanha) foram as pioneiras nas navegações. Portugal já havia passado pela centralização política desde o século XIV e o Rei incentivava as viagens marítimas.

As novas tecnologias da época, como a bússola, o astrolábio, o quadrante, o avanço da cartografia e o uso das caravelas foram fundamentais para o sucesso da empreitada ibérica. Muitos desses recursos foram adquiridos pelos europeus através do contato que mantinham com os navegadores árabes e  com o oriente.


O objetivo das navegações era chegar ao Oriente, no reino dourado da China descrita por Marco Polo, na fonte das especiarias orientais e de outros artigos de luxo. Além das riquezas, os europeus procuravam por novas terras e também por novos povos que pudessem ser catequizados e convertidos ao Catolicismo.

Especiarias orientais.
O comércio daqueles artigos era bastante lucrativo, e até o século XV foi dominado pelos mercadores árabes e os italianos das cidades de Gênova e Veneza, via Mar Mediterrâneo (ver mapa acima).

Portugal optou por fazer o périplo africano, isto é, contornou a Costa Africana até chegar em Calicute, na Índia, um importante centro comercial de especiarias.

A Espanha, por sua vez. apoiou a viagem de Cristóvão Colombo, o qual navegou em direção ao Ocidente, com o objetivo de atingir o Oriente. Ele acreditava na teoria da esfericidade da Terra, embora muita gente de sua época pensasse que o mar fosse o limite, o fim do Mundo.

O imaginário europeu do século XV povoava o Mar com monstros marinhos e seres mitológicos. Arte da Aluna Adrielly (1003).
Colombo acabou chegando à América, em 12 de outubro de 1492, e tomou posse daquelas terras para a Coroa espanhola.




Em 1494, Portugal e Espanha, sob a mediação do Papa Alexandre VI, assinaram o Tratado de Tordesilhas, o qual estabelecia a divisão de terras entre as duas nações ibéricas.
Um meridiano foi traçado a partir de 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. As terras ao leste pertenciam a Portugal, as terras ao oeste ficariam com a Espanha. França, Holanda e Inglaterra não foram contempladas pelo Tratado, restou a elas o recurso da pirataria e dos corsários, que não deixavam de navegar pelo Novo Mundo. 


Nos anos seguintes, portugueses e espanhóis continuaram a organizar grandes expedições marítimas, como a de Pedro Álvares Cabral, que comandou 13 navios, cruzou o Oceano e chegou ao Brasil em 1500; e a viagem de circunavegação de Fernão de Magalhães, patrocinada pela Espanha. Essa expedição, ocorrida entre 1519 e 1522, confirmou a esfericidade da terra, após singrar as águas do Atlântico e do Pacífico. Magalhães contou com cinco navios e cerca de 240 homens, mas apenas um barco completou o trajeto, com 18 marinheiros e sem o seu capitão, morto em batalha nas Filipinas.

O século XV foi, portanto, um momento de grandes transformações no Mundo, quando ocorreram "descobrimentos" e um intensivo intercâmbio cultural e comercial, que provocou um verdadeiro genocídio entre os povos da África, da América e da Ásia.
As viagens marítimas lançaram as bases de um Mundo extremamente desigual, onde as regiões periféricas ficaram, por muito tempo, a serviço da Europa.

17.8.14

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14.8.14

Parabéns, CIEP 280!



O CIEP 280 - Professor Vasco Fernandes da Silva Porto -  completa em 2014 vinte anos de lutas e conquistas. Conheça um pouco mais dessa História de Superação e de Sucesso!

Em 1994, o CIEP 280 foi inaugurado na cidade do Carmo, na região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. Ao se aproximar do centro da Cidade Bela já é possível notar a presença de sua imponente estrutura no alto do bairro Caixa d' água.

A proposta do Centro Integrado de Educação Pública era criticada por alguns e aplaudida por outros.

Os críticos atacavam o Governo Brizola alegando o alto custo que as novas escolas demandavam. O governo se defendia afirmando que o investimento não era tão elevado, e que os custos eram necessários para assegurar um melhor atendimento educacional às crianças da rede pública de ensino.

Cada modelo do CIEP possui três blocos. No bloco principal ficam as salas de aula, centro médico, cozinha, refeitório e um grande pátio coberto. No segundo bloco fica o ginásio com vestiário e quadra polivalente. No terceiro bloco fica a biblioteca e sobre ela as moradias para alunos residentes.

Polêmicas a parte, o fato é que os CIEPs foram construídos e se tornaram importantes centros de referência para a almejada Educação em Tempo Integral. É verdade que após o governo Brizola muitas dessas escolas foram municipalizadas e sofreram com a falta de investimentos do Estado, mas muitas resistiram, como o "280", e continuam a educar, de modo diligente, até os dias atuais! 


Inicialmente, os CIEPs sofreram com certa resistência e preconceito social, tendo em vista que algumas dessas escolas eram vistas como local onde estudavam as crianças problemáticas e sem cuidados familiares. O mesmo ocorreu no CIEP do Carmo, mas seus professores e demais funcionários acreditaram na proposta de Educação Integral, e lutaram para transformar a má reputação da escola.

A equipe do CIEP 280, liderada pela Diretora Rita Estefânia Gozzi Farsura (a Faninha), a qual fez parte dessa História por 17 anos ocupando os cargos de professora, orientadora e diretora, reverteu a situação, mostrando para a comunidade carmense a importância do CIEP para a Educação no município.

O CIEP foi abraçado por todos, lutou para realizar sonhos e vários projetos. Suas conquistas aumentaram a sua credibilidade, tornando-o uma referência em toda a região Serrana do estado do Rio de Janeiro!

Atualmente, o CIEP 280 conta com uma grande equipe, formada por 54 professores e 30 funcionários. Eles são profissionais preparados e qualificados para atender os 609 alunos matriculados, distribuídos entre os três turnos de funcionamento de nossa escola.

Hoje não há dúvida alguma sobre o quanto esse investimento foi vantajoso para o Carmo, pois há 20 anos o CIEP tem formado, com qualidade, jovens participativos, conscientes de seus direitos e deveres, preparados para interagir na vida social e dar prosseguimento aos seus estudos em nível técnico e superior.

Perfil (Conheça mais personagens ligados à nossa História)


Foi governador do Rio de Janeiro em duas ocasiões, entre 1983/1986 e 1991/1994. Em seu governo, Brizola construiu, em todo o estado, 506 Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), também apelidados de Brizolão. A Escola criada por Brizola pretendia resultar num modelo educacional democrático, com funções sociais e pedagógicas amplificadas.
A arquitetura do CIEP foi elaborada por Oscar Niemeyer, e sua imponência, baseada no encaixe de grandes peças pré-moldadas,  destaca-se das demais escolas.


O sociólogo Darcy Ribeiro foi vice-governador na primeira gestão de Brizola, quando ele criou e coordenou o projeto de implantação dos CIEPs no Rio de Janeiro. O modelo de escola integral colocado em prática por Darcy era inspirado nas ideias e projetos feitos nos anos 1930 pelo educador Anísio Teixeira. Nos CIEPs, os alunos permaneceriam por tempo integral, participando de atividades didáticas, esportivas e culturais, além de receberem  alimentação, assistência médico-odontológica.

Oscar Niemeyer (1907-2012) 




Oscar Niemeyer é um dos ícones da arquitetura brasileira. Ele foi o responsável pelo projeto arquitetônico dos CIEPs.
Niemeyer faleceu em 2012, mas seu nome e suas obras são reconhecidas mundialmente. Além de trabalhos executados em todo o Brasil, seus traços podem ser observados em várias construções espalhadas em países da Europa, E.U.A, África e no Oriente Médio.

"Procurei dar às escolas um aspecto capaz de caracterizá-las, destacando-as plasticamente nos conjuntos urbanos da cidade. Isso explica as aberturas arredondadas que coincidem rigorosamente com o sistema de pré-fabricação adotado." Oscar Niemeyer. 
(RIBEIRO, D. O livro dos CIEPs. Rio de Janeiro: Bloch, 1986).

Vasco Fernandes da Silva Porto (1908-1992)

Professor Vasco Fernandes nasceu no Carmo-RJ. Estudou em Portugal, onde foi se formou em Letras.
De volta ao Brasil, lecionou Língua Portuguesa, por cerca de 27 anos, no Ginásio do Carmo.
Gostava de dança, teatro e adorava o futebol. Também era reconhecido por ser um professor rígido e muito exigente com os seus alunos, inclusive no aspecto disciplinar. Ele nomeia o CIEP 280 e sua memória está preservada nas mentes e nos corações dos educadores e discentes da cidade.



Ao longo dos seus 20 anos de História, o CIEP BRIZOLÃO 280 tem formado jovens com consciência cidadã, preparando-os para atuar no mercado de trabalho e prestar concursos e exames vestibulares para o Ensino Superior.

Nossos resultados recentes atestam a nossa qualidade. Confira alguns dados do IDERJ (índice de qualidade escolar da SEEDUC) e do IDEB (Índice de desenvolvimento da Educação Básica/INEP) do CIEP 280:

Resultados divulgados em Setembro de 2014.

Perceba que a maioria dos resultados obtidos pelo CIEP 280, superam as metas estabelecidas no IDERJ e no IDEB. Qualidade no ensino faz a diferença!

Gente que faz parte dessa História

A atual Diretora do CIEP, está há um ano e oito e meses na escola, e já guarda boas recordações de momentos importantes vividos aqui: "A entrega dos tablets para os alunos do CIEP, que foi um ônibus cheio". (Elaine Gaspar, diretora do CIEP 280).

"A sala de leitura me deu a oportunidade de realizar algumas experiências das quais eu me recordo com saudade. Porém, uma foi especial, a construção, em maquete em barro, da hidrografia do curso de um rio, representando a natureza viva". (Maria Auxiliadora de O. Gonçalves, professora aposentada das turmas do 1º ao 5º ano).

"Enfim o CIEP 280, composto por uma equipe maravilhosa a qual tenho hoje a oportunidade 
de trabalhar com ela, me mostrou o caminho certo, e posso hoje perceber que cada aprendizado foi importante... Até mesmo o sr. Rubens cobrando o horário e o uniforme. Tudo isso me ajudou em minhas conquistas profissionais". (Maicon José Marques Pinto, ex-aluno e Professor do CIEP 280).

"O CIEP 280 representa em nossas vidas o início de um futuro. Não nos formamos ainda, mas queremos nos formar no CIEP." (Ana Paula Oliveira e Larissa Oliveira, estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental).

"O CIEP melhorou muito minha vida, me trouxe muitos ensinamentos e é uma ótima escola, com excelentes professores, pretendo me formar aqui." (Sabrina Fernandes, estudante do 9º ano do Ensino Fundamental).


"Estudei no CIEP 280 durante 3 anos entre o 1º, 2º e 3 º ano do Ensino Médio. Foi quando eu estava no 3º ano, quase me formando, que descobri qual faculdade fazer, meu curso de Engenharia Civil. Nas aulas que tinha com o professor Ancelmo, de Física, no princípio eu achava chata, mas logo, logo percebei o quanto aquilo era importante para mim e o quanto a Física fazia parte da minha vida." (Meirielen da S. Marques, ex-aluna do CIEP 280).

GALERIA DE FOTOS
Projeto do CIEP, por Oscar Niemeyer.
As peças pré-moldadas do CIEP eram transportadas em carretas e erguidas por guindastes.

Biblioteca e Sala de Leitura.
Amplo refeitório!



Sala de projeção.
Pátio coberto.

Piscina.

Quadra para esportes.
Linda homenagem da Aluna Sabrina (902).

No quadro escolar a mensagem de João Vitor P. (902).

Um acróstico do CIEP, feito pelo aluno João Gabriel! (902).



Equipe de pesquisa e produção

Aluna Ana Paula (turma 901)
Aluna Larissa (turma 901)
Aluna Nívea (turma 902)
Professor Rodolfo Alves Pereira

12.8.14

Textos e desenhos da disciplina de Turismo


Na disciplina de Fundamentos históricos e culturais do Turismo estudamos os ciclos econômicos regionais e os espaços turísticos: o Ciclo do Ouro e a Estrada Real no Brasil.

Voltamos ao final século XVII, quando o ouro foi descoberto pelos bandeirantes paulistas.  A região de Minas Gerais começou a ser ocupada por colonos interessados em garimpar metais preciosos.
A Coroa Portuguesa ordenou a construção de uma Estrada Real, pela qual o ouro seria escoado de forma segura até os portos na Capitânia do Rio de Janeiro, de onde seriam levados para a sede do reino.

O Ciclo do Ouro deixou um grande legado histórico, artístico e cultural para o nosso país. Temos museus, igrejas barrocas, gastronomia e belezas naturais ao longo dos mais de 1400 KM de Estrada Real, que percorre os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. 

Vamos ver, abaixo, o que nossos alunos e alunas produziram sobre o potencial turístico da região do Circuito do Ouro e da Estrada Real.

"... construída pelo trabalho escravo e o suor de seus rostos. Ela foi criada com o objetivo de evitar o contrabando do ouro, foi chamada de Estrada Real, pois era o caminho oficial estabelecido por Portugal, onde circulavam as riquezas e os impostos que iam das Minas até os portos do Rio de Janeiro." (Texto da aluna Quésia).

"Atualmente a Estrada Real atrai turistas de várias partes do mundo, por suas belezas naturais, opções de esporte e lazer, inúmeras pousadas, desde as mais rústicas até as mais sofisticadas, restaurantes com pratos típicos, igrejas barrocas, festas folclóricas e religiosas, lagos e cachoeiras, trilhas, montanhas, entre outras maravilhosas opções de lazer." (Texto das alunas Yara e Maria Eduarda).

"Ao longo da Estrada Real pode se encontrar uma vasta quantidade de patrimônio histórico em diversas cidades localizadas no trajeto. Isso atrai um grande número de turistas e estudiosos, com isso cresce ainda mais a economia local." (Texto dos alunos Carlos e Pedro).

Desenhos
A arte do Rafael diz tudo: Nada de agredir o meio ambiente na Estrada Real.

Stefany representou um futuro caótico, caso as pessoas não se conscientizem.

Cremilson aproveitou o traçado do relevo ao longo da Estrada Real para dar o seu recado - Conscientização ambiental.

Renata, sempre muito participativa, não esqueceu de deixar sua mensagem!


Parabéns, pessoal!

11.8.14

Segunda Guerra Mundial - causas, fatos relevantes e consequências

A II Guerra Mundial teve início em 1939 e acabou em 1945.

Esse grande confronto opôs dois grandes blocos formado por países rivais. De um lado havia a aliança entre a Alemanha, de Hitler, a Itália de Mussolini, e o Japão liderado pelo Imperador Hiroíto. Eles formaram os países do Eixo.
Do outro lado a Grã-Bretanha, a U.R.S.S. comandada por Stálin,  e os E.U.A, os quais unidos formavam o bloco dos Aliados.

Mais tarde, no ano de 1941, o Brasil declarou guerra aos países do Eixo e se posicionou ao lado dos Aliados, enviando, em 1943, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para lutar na Itália, contra os nazistas.

Em 1939, Hitler era senhor absoluto da Alemanha e naquela época colocava um ambicioso plano em prática: conquistar o "espaço vital". Esse plano previa a expansão territorial da Alemanha, que deveria anexar territórios de outros países no leste da Europa, para conseguir matéria-prima (ferro, petróleo) e áreas agrícolas para sustentar o III Reich (O império alemão de Hitler).

Um ano antes, Hitler já tinha anexado a Áustria, sua terra natal, e também a região dos Sudetos ao Reich. 

As potências europeias, principalmente a França e a Grã-Bretanha nada fizeram para impedir as invasões da Alemanha. Elas apenas tentavam negociar com Hitler, o que ficou conhecido como a política de apaziguamento.

Em 1939, o ditador alemão começou a invasão da vizinha Polônia. Em resposta a essa agressão, os ingleses e os franceses declararam guerra contra Hitler e teve início a Segunda Guerra Mundial. No ano seguinte, Hitler invadiu a França e a conquistou em um mês, graças a tática denominada blitzkrieg (guerra relâmpago).

No ano de 1941, a Alemanha iniciou a invasão da U.R.S.S. e encontrou forte resistência. 


Soviéticos se rendem frente aos soldados alemães. Para vencer, os soviéticos utilizaram a tática da "terra arrasada". 
Mas em 1943, os soviéticos obtiveram expressiva vitória e contra-atacaram as forças nazistas.
Em 06 de junho de 1944 (o "Dia D"), as tropas aliadas desembarcaram na Normandia (Norte da França) para enfrentar as tropas alemãs. 
Hitler comete suicídio em 1945 e a Alemanha se rende, após ter sua capital tomada pelos rivais.  

Diferente da Primeira Guerra, que ficou restrita à Europa, a Segunda teve batalhas na Europa, na África e na Ásia. Os combates ocorriam por terra, céu e mar. Essa foi a Guerra total e um dos conflitos mais sangrentos de toda a História.

Confira na Cronologia abaixo os principais fatos que ocorreram nos 6 anos de Guerra:
(Clique sobre a imagem para ampliar)
Principais consequências após a Guerra
  • Ao final da Guerra, a Europa estava novamente destruída e vai passar por dificuldades econômicas e políticas. As novas tecnologias fizeram armas ainda mais letais, o que resultou e em milhões de mortos e feridos. O saldo, ao final da Guerra, foi superior a  40 milhões de mortos, a maioria era civil.
Cidade europeia em escombros.
  • Holocausto: foi a perseguição sistemática dos judeus pelo Governo nazista. Os alemães se consideravam racialmente superiores, e julgavam que os judeus, bem como os ciganos, homossexuais e deficientes físicos, eram "inferiores" e deveriam ser exterminados. Com isso, mais de seis milhões de judeus foram assassinados pela política de Hitler.

Judeus presos em um Campo de Concentração alemão.
  • Uso de armas nucleares: Em 1945 os E.U.A lançaram duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. O efeito das bombas foi devastador, a explosão matou milhares de civis instantaneamente. Os raios de calor queimavam tudo, e a poeira radioativa contaminou o solo e o ar. Muitas pessoas que sobreviveram ao bombardeio nuclear, acabaram morrendo de câncer ou por ouras doenças devido à radiação.   
  • Criação da ONU (Organização das Nações Unidas), cujo objetivo inicial era evitar outro conflito mundial.

  • Criação do Estado de Israel, na Palestina, em 1947: A divisão estabelecida dividiu o território palestino em dois - um Estado Judeu e um Estado Árabe. A divisão gerou conflitos entre os dois povos, pois as reivindicações dos árabes não foram totalmente atendidas pela ONU, e isso gerou conflitos violentos, que se arrastam até os dias de hoje.
Soldados israelenses patrulham território palestino (2014).
  • O fim da Segunda Guerra marcou o início da Guerra Fria (1947-1991), e uma corrida armamentista entre as duas novas potências mundiais - os E.U.A (capitalista) e a U.R.S.S (comunista) Elas passaram a disputar a hegemonia no Mundo, investindo no desenvolvimento de novas bombas atômicas, e depois de tecnologia espacial. Enquanto o período da Guerra Fria durou, havia uma tensão e o receio de ocorrer um conflito nuclear entre as duas potências.
O mundo dividido na Guerra Fria. Capitalistas ao Oeste e Socialistas ao Leste.

Racismo, não!

No segundo bimestre, com a proximidade do início da Copa do Mundo, os alunos do 6º ano, turma 3 e 4 da E. E. Luiz Salgado Lima, pesquisaram e estudaram algumas manifestações de racismo no futebol. Nosso principal objetivo com essa proposta foi a de conscientizar os estudantes acerca da necessidade de ter igualdade étnica e racial em nossa sociedade, condenando atitudes preconceituosas, incompatíveis com o ideal de uma sociedade inclusiva e democrática.

Antes de pesquisarem, eles aprenderam e debateram em sala de aula o conceito de racismo e citaram vários exemplos de preconceito na sociedade, além dos últimos fatos que ocorreram no mundo do futebol, na América Latina e na Europa.

Assistimos e debatemos a um vídeo disponível na internet, o qual abordou as ocorrências de racismo no futebol com diversos depoimentos e análises de atletas, jornalistas e pesquisadores do tema.

Cada aluno fez um relatório, registrando sua opinião sobre o assunto, a qual foi socializada com a turma, num debate orientado pelo professor.  

Leia algumas produções: 

"O racismo é inaceitável  e muita gente sofre com isso. E ainda colocam apelidos ofensivos. Tanto o racismo quanto qualquer outro preconceito não deve ser alimentado por nós. Todo mundo tem que ajudar para esse racismo não voltar, pois só com muito amor seremos felizes". (Aluna Lohany). 

"O racismo é uma coisa que precisa mudar. Eu sugiro que todos parem, pensem e se coloquem no lugar de quem elas ofendem. Aposto que elas não gostariam. O mundo está péssimo. Não importa se a pessoa é branca, parda ou negra, todos nós merecemos respeito." (Aluna Vanessa).

Depois, fizemos um levantamento dos casos mais emblemáticos de racismo, todos ocorridos em 2014.
Em equipes, os alunos leram e discutiram as notícias sobre racismo, fizeram resumos das matérias e elaboraram cartazes com fotos e frases das vítimas do preconceito racial.

Confira alguns cartazes abaixo:
Caso Daniel Alves (Abril de 2014).

Caso Tinga (Fevereiro de 2014).

Caso Márcio Chagas (Março de 2014).

Em outro momento, para concluir esse pequeno projeto, eles leram e interpretaram um texto (ver material abaixo), depois responderam a perguntas sobre a origem do Futebol, o racismo na sociedade e no esporte e a superação do preconceito.



Importante destacar que todos chegaram a um mesmo entendimento, que o Racismo não tem vez no futebol, menos ainda em nosso dia a dia, pois somos todos iguais, nosso povo é historicamente miscigenado e, independente da cor da pele, o ser humano merece respeito.

Vocês estão de parabéns, turminha!

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Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária...