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1.10.14

Da democracia à ditadura (1945-1964)

  • Quando Vargas deixou o poder em 1945, o Brasil iniciou uma nova fase política. O mundo acabara de sair da Segunda Guerra Mundial enquanto assistia ao início da Guerra Fria entre E.U.A e a U.R.S.S.
  • Naquele mesmo ano houve eleição presidencial, vencida pelo general Eurico Gaspar Dutra. 
Presidente Dutra assumiu o governo em 1946.
  • O presidente Dutra promulgou uma Constituição nacional em 1946, a qual estabelecia o voto secreto e universal para maiores de 18 anos, liberdade de expressão e garantia de outros direitos individuais, mandato presidencial de cinco anos e proibição da reeleição. Por outro lado, preservou os latifúndios, rejeitou propostas de nacionalização de setores da economia, limitou a atuação sindical e colocou o Partido Comunista de Brasileiro (PCB) na ilegalidade em 1947. 
  • Economia: Plano SALTE - investimentos em Saúde, Alimentação, Transporte e Energia.
  • Aproximou-se dos E.U.A, alinhando-se ao Bloco Capitalista e permitiu a entrada de capitais estrangeiros no país, rompendo relações com a U.R.S.S.
  • Em 1951, Getúlio Vargas disputou e venceu a eleição para presidente e retornou ao poder. Sua política tinha apoio popular e seu governo passa a exercer maior controle sobre a economia. 
Populares fazem manifesto em prol do retorno de Vargas à presidência (São Paulo, 1950). Campanha queremismo.
  • Adotou medidas para incentivar a indústria, como a criação da Petrobras (1953) para garantir a exploração de petróleo no Brasil e concedeu benefícios para os trabalhadores.
"O Petróleo é Nosso" foi um lema do governo Vargas (Bahia, 1952). 
  • A política de nacionalização de Vargas desagradou os grupos ligados ao capital estrangeiro e gerou forte oposição ao seu governo. Um atentado contra um dos principais opositores de Vargas - o jornalista Carlos Lacerda - provocou uma crise política, pois um dos homens acusados de envolvimento com o atentado trabalhava para o Presidente.
  • Vargas perdeu apoio político e viu a oposição ao seu governo aumentar. Pressionado, Getúlio Vargas cometeu suicídio no dia 24 de agosto de 1954. (Leia a carta-testamento escrita por Vargas clicando aqui).
Capa do jornal "O Globo", de 1954.
  • Até a realização de novo pleito presidencial, Café Filho, vice-presidente, assumiu o cargo. 
  • Na eleição seguinte, Juscelino Kubitschek foi o escolhido para governar o país. Seu governo durou de 1956 a 1961 e adotou um modelo econômico nacional-desenvolvimentista, prometendo fazer o país crescer "50 anos em 5", por meio de seu Plano de Metas.

  • Entre 1956 e 1960, JK construiu Brasília, na região Centro-oeste, que passou a ser a nova capital federal. Investiu em obras públicas, como por exemplo, a construção de estradas. 
  • Vista da construção de Brasília. Projeto de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
  • Possibilitou a instalação de empresas e  permitiu a instalação de fábricas multinacionais e a entrada de capitais estrangeiros no Brasil. Na indústria, o destaque foi para os setores de fabricação de eletrodomésticos e automobilístico.


  •  A produção industrial brasileira cresceu em torno de 80% entre 1956 e 1961.
JK visita a fábrica da VEMAG (1956).
  • A emissão de papel moeda pelo governo provocou a inflação. O aumento da dívida externa  colocou a economia brasileira em crise. Como consequência houve a acentuação das desigualdades sociais e regionais, pois poucos usufruíam do crescimento econômico brasileiro. Apesar das denúncias da oposição de mau uso do dinheiro público, elas não chegaram a afetar a estabilidade do governo.  
  • Na eleição para presidente de 1960, o eleito foi Jânio Quadros. A crise financeira continuou e o governo cortou gastos públicos. 
Jânio Quadros e a vassoura. Promessa de varrer a corrupção da política. Leia mais, clicando aqui.
  • Jânio reatou relações diplomáticas com os países socialistas e renunciou ao cargo de presidente após permanecer no poder por apenas 7 meses. 
  • O vice-presidente, João Goulart (Jango), assumiu o poder em meio a instabilidade política e sob muitas desconfianças da direita (formada por políticos conservadores, latifundiários, empresários, militares e parte da Igreja Católica e da classe média).
Jango discursa em 1964.
  • Ele era acusado por setores mais conservadores da sociedade e da política de ser ligado ao Socialismo e de defender o trabalhismo. 
  • Parlamentarismo: Meio que a direita encontrou para que Jango não tivesse o poder de governar. Em 1963, após um plebiscito, o Brasil retomou o regime presidencialista e Jango reassumiu o governo, embora tivesse pouco apoio do Congresso às suas propostas. 
  • Jango tinha propostas de realizar reformas de base, como a reforma agrária e buscou apoio das massas urbanas e dos grupos de esquerda (centrais de trabalho, ligas camponesas, sindicatos e partidos e grupos que desejavam maior igualdade social). Devido à instabilidade política, em 1964, Jango foi retirado do poder pelo exército, por meio de um golpe de estado, apoiado por setores conservadores da sociedade e pelos E.U.A. Jango foi para o exílio no Uruguai. A partir daí, tem início a ditadura militar no Brasil, que será o tema de uma próxima postagem.  
Golpe: Militares depuseram o presidente e assumiram o poder. Tropas cercam o Congresso (1964).

3.9.14

SAERJINHO [3º BIMESTRE]


Está se aproximando a prova do Saerjinho do 3º bimestre.

Que tal estudar mais um pouco e se preparar melhor para essa avaliação?

Clique nos links abaixo para relembrar os conteúdos trabalhados no bimestre. 

  • Matéria do 9º ano (Ensino Fundamental)


RESUMO DA ERA VARGAS

CONCEITOS DA ERA VARGAS

JOGO SOBRE A ERA VARGAS

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E DA ÁSIA



  • Matéria do 1º ano (Ensino Médio)

ÁFRICA

INFLUÊNCIAS DA CULTURA AFRICANA

TIPOS DE ESCRAVOS NO BRASIL

EXPANSÃO MARÍTIMA

+ SOBRE A EXPANSÃO MARÍTIMA
Clique aqui, aqui e depois aqui.

CIVILIZAÇÕES PRÉ-COLOMBIANAS


Tenha uma ótima leitura e bom estudo para todos!

2.9.14

Descolonização da África e da Ásia

Desde a segunda metade do século XIX, a maior parte do continente africano estava sendo explorada pelas potências imperialistas europeias. O mesmo ocorria com as regiões da Ásia, como o Oriente Médio, a Índia e a China. Essa prática ficou conhecida como neocolonialismo.

Governantes europeus disputam um "pedaço" da China (Charge do século XIX).

Os países europeus se julgavam superiores aos africanos e asiáticos, do ponto de vista racial e cultural. Isso justificava sua presença nesses continentes, como uma missão "civilizadora".


Porém, as potências imperialistas estavam mais preocupadas em obter matérias-primas e mão de obra baratas e novos mercados consumidores de seus produtos industrializados.

Contudo, ao final da II Guerra Mundial, em 1945, muitos povos africanos e asiáticos iniciaram movimentos em prol de sua autonomia, isto é, pretendiam ficar independentes da interferência europeia.

Alguns desses movimentos resultaram em batalhas e guerras sangrentas entre as colônias e as metrópoles europeias, outros foram realizados por vias pacíficas. Vamos conhecer alguns exemplos:

Argélia (África)
Militares e civis da Argélia comemorando a independência em 1962.

Emancipou-se da França em 1962, depois de 8 anos de guerra contra as forças francesas.

Angola (África)
Soldados nacionalistas angolanos lutaram contra Portugal.
Conseguiu sua independência em 1974, após travar uma violenta guerra contra as tropas de sua metrópole - Portugal.

Líbano (Oriente Médio)
Tropas francesas na Síria e no Líbano (1920).
Em 1946, o Líbano conquistou a sua independência da França.  

Índia (Ásia)

Um dos líderes do movimento de independência da Índia foi Mahatma Gandhi. Ele pregava a resistência pacífica, por meio da desobediência às ordens de autoridades coloniais britânicas, protestos e boicotes aos produtos ingleses. Em 1947, os indianos conquistaram sua autonomia em relação à Inglaterra.

Após a independência desses países, os seus problemas não chegaram ao fim. A desigualdade social, a crise econômica e outras dificuldades provocaram inúmeros conflitos internos, que geraram guerras civis entre grupos étnicos diferentes residentes nos novos países.

Além disso, num contexto de Guerra Fria, foi comum a interferência dos E.U.A e da U.R.S.S na Ásia, na África e no Oriente Médio, já que as superpotências mundiais lutavam para aumentar sua zona de influência no Globo.

No Oriente Médio, numerosos conflitos ocorreram no século XX em virtude de disputas políticas, motivadas por interesses econômicos (terra e petróleo), além das diferenças culturais e religiosas. 
Civis caminham em meio a escombros na Faixa de Gaza. Conflito de agosto/2014.

Infelizmente, muitas disputas sangrentas continuam a ocorrer até os dias atuais, como as lutas entre palestinos e israelenses na Faixa de Gaza; ou na República Centro-Africana, onde grupos rebeldes enfrentam os soldados do governo nacional. Os confrontos provocam milhares de mortes, sobretudo de civis, crianças, mulheres, homens e idosos, enfim pessoas inocentes que sofrem com a ganância, o fanatismo e a ambição de alguns pelo poder. 

11.8.14

Segunda Guerra Mundial - causas, fatos relevantes e consequências

A II Guerra Mundial teve início em 1939 e acabou em 1945.

Esse grande confronto opôs dois grandes blocos formado por países rivais. De um lado havia a aliança entre a Alemanha, de Hitler, a Itália de Mussolini, e o Japão liderado pelo Imperador Hiroíto. Eles formaram os países do Eixo.
Do outro lado a Grã-Bretanha, a U.R.S.S. comandada por Stálin,  e os E.U.A, os quais unidos formavam o bloco dos Aliados.

Mais tarde, no ano de 1941, o Brasil declarou guerra aos países do Eixo e se posicionou ao lado dos Aliados, enviando, em 1943, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para lutar na Itália, contra os nazistas.

Em 1939, Hitler era senhor absoluto da Alemanha e naquela época colocava um ambicioso plano em prática: conquistar o "espaço vital". Esse plano previa a expansão territorial da Alemanha, que deveria anexar territórios de outros países no leste da Europa, para conseguir matéria-prima (ferro, petróleo) e áreas agrícolas para sustentar o III Reich (O império alemão de Hitler).

Um ano antes, Hitler já tinha anexado a Áustria, sua terra natal, e também a região dos Sudetos ao Reich. 

As potências europeias, principalmente a França e a Grã-Bretanha nada fizeram para impedir as invasões da Alemanha. Elas apenas tentavam negociar com Hitler, o que ficou conhecido como a política de apaziguamento.

Em 1939, o ditador alemão começou a invasão da vizinha Polônia. Em resposta a essa agressão, os ingleses e os franceses declararam guerra contra Hitler e teve início a Segunda Guerra Mundial. No ano seguinte, Hitler invadiu a França e a conquistou em um mês, graças a tática denominada blitzkrieg (guerra relâmpago).

No ano de 1941, a Alemanha iniciou a invasão da U.R.S.S. e encontrou forte resistência. 


Soviéticos se rendem frente aos soldados alemães. Para vencer, os soviéticos utilizaram a tática da "terra arrasada". 
Mas em 1943, os soviéticos obtiveram expressiva vitória e contra-atacaram as forças nazistas.
Em 06 de junho de 1944 (o "Dia D"), as tropas aliadas desembarcaram na Normandia (Norte da França) para enfrentar as tropas alemãs. 
Hitler comete suicídio em 1945 e a Alemanha se rende, após ter sua capital tomada pelos rivais.  

Diferente da Primeira Guerra, que ficou restrita à Europa, a Segunda teve batalhas na Europa, na África e na Ásia. Os combates ocorriam por terra, céu e mar. Essa foi a Guerra total e um dos conflitos mais sangrentos de toda a História.

Confira na Cronologia abaixo os principais fatos que ocorreram nos 6 anos de Guerra:
(Clique sobre a imagem para ampliar)
Principais consequências após a Guerra
  • Ao final da Guerra, a Europa estava novamente destruída e vai passar por dificuldades econômicas e políticas. As novas tecnologias fizeram armas ainda mais letais, o que resultou e em milhões de mortos e feridos. O saldo, ao final da Guerra, foi superior a  40 milhões de mortos, a maioria era civil.
Cidade europeia em escombros.
  • Holocausto: foi a perseguição sistemática dos judeus pelo Governo nazista. Os alemães se consideravam racialmente superiores, e julgavam que os judeus, bem como os ciganos, homossexuais e deficientes físicos, eram "inferiores" e deveriam ser exterminados. Com isso, mais de seis milhões de judeus foram assassinados pela política de Hitler.

Judeus presos em um Campo de Concentração alemão.
  • Uso de armas nucleares: Em 1945 os E.U.A lançaram duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. O efeito das bombas foi devastador, a explosão matou milhares de civis instantaneamente. Os raios de calor queimavam tudo, e a poeira radioativa contaminou o solo e o ar. Muitas pessoas que sobreviveram ao bombardeio nuclear, acabaram morrendo de câncer ou por ouras doenças devido à radiação.   
  • Criação da ONU (Organização das Nações Unidas), cujo objetivo inicial era evitar outro conflito mundial.

  • Criação do Estado de Israel, na Palestina, em 1947: A divisão estabelecida dividiu o território palestino em dois - um Estado Judeu e um Estado Árabe. A divisão gerou conflitos entre os dois povos, pois as reivindicações dos árabes não foram totalmente atendidas pela ONU, e isso gerou conflitos violentos, que se arrastam até os dias de hoje.
Soldados israelenses patrulham território palestino (2014).
  • O fim da Segunda Guerra marcou o início da Guerra Fria (1947-1991), e uma corrida armamentista entre as duas novas potências mundiais - os E.U.A (capitalista) e a U.R.S.S (comunista) Elas passaram a disputar a hegemonia no Mundo, investindo no desenvolvimento de novas bombas atômicas, e depois de tecnologia espacial. Enquanto o período da Guerra Fria durou, havia uma tensão e o receio de ocorrer um conflito nuclear entre as duas potências.
O mundo dividido na Guerra Fria. Capitalistas ao Oeste e Socialistas ao Leste.

14.7.14

[RESUMO] Era Vargas

  • Durante a República Velha (1889-1930), a política do café com leite representava os interesses das oligarquias, isto é os grandes produtores rurais, principalmente de São Paulo e de Minas Gerais.
  • Grupos políticos e parte do exército insatisfeitos com a situação política, econômica e social do Brasil se uniram para enfrentar o Governo. Esse movimento desencadeou a Revolução de 1930, um movimento militar, que tinha por objetivo impedir a posse de Júlio Prestes na presidência e derrubar o governo de Washington Luís.
Líderes da Revolução de 1930. Ao cento, Getúlio Vargas.
  • Após o sucesso da Revolução, o poder foi entregue a Getúlio Vargas, o qual governou o país entre 1930 a 1945 e realizou profundas mudanças na estrutura social, política e econômica brasileira. 
Vargas chuta as antigas Oligarquias do Poder.
  • A Era Vargas é dividida em três momentos, os quais serão analisados a seguir:
  • Governo Provisório (1930 a 1934)
  • Vargas nomeou interventores de sua confiança para governar os estados.
  • Fechou o Congresso, as casas legislativas estaduais e municipais e suspendeu a Constituição de 1891.
  • Criou o Ministério do Trabalho e concedeu alguns direitos aos trabalhadores, tais como a jornada de oito horas de trabalho e aposentadoria.
  • Exerceu controle sobre os sindicatos, limitando a luta dos trabalhadores por melhorias.
  • Concedeu incentivo para os empresários e facilitou o acesso ao crédito.
  • Enfrentou a Revolução Constitucionalista em 1932 liderada pelos paulistas, a qual exigia a elaboração de uma nova constituição para o Brasil e questionava o autoritarismo do governo Vargas.
  • Promulgou a Constituição de 1934, a qual regulamentou direitos trabalhistas, como o salário mínimo, preservou o federalismo, determinou a nacionalização de riquezas minerais, autonomia para os sindicatos e assegurou o direito de voto para maiores de 21 anos, inclusive mulheres.
  • Governo Constitucional (1934 a 1937)
  • Esse período a política brasileira foi marcada pela radicalização ideológica. Os regimes totalitários da Europa influenciavam partidos políticos no Brasil.
  • Ação Integralista Brasileira (AIB), era liderada por Plínio Salgado, tinha forte tendência fascista.
Plínio Salgado se inspirava nas ideias fascistas.
  • Aliança Nacional Libertadora (ANL) era influenciada pelos ideais comunistas, seu líder foi Luís Carlos Prestes.
Luís Carlos Prestes defendia reformas políticas e sociais nos moldes socialistas.

  • Esses dois grupos políticos eram rivais e se enfrentavam constantemente. Vargas aproveitou a situação para aprovar a Lei de Segurança Nacional, em 1935, considerando as greves e os protestos crimes contra a ordem. Nesse mesmo ano, a ANL foi colocada na ilegalidade. (Saiba mais sobre a atuação da ANL clicando aqui).
  • Estado Novo (1937 a 1945)
  • Plano Cohen: trata-se de uma denúncia fraudulenta divulgada em 1937 sobre um golpe que estava sendo planejado pela ANL para tomar o poder. 
  • Vargas anulou a Constituição de 1934, fechou o Congresso, suspendeu as liberdades civis e políticas e outorgou a Constituição de 1937 inspirada no Fascismo Italiano. Começava o Estado Novo.
  • A nova constituição tinha um caráter autoritário, os partidos políticos foram extintos, os governos estaduais perderam sua autonomia, os sindicatos passaram a ser controlados pelo governo e foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) que censurava jornais e todas manifestações artísticas e literárias que fossem ofensivas ao Governo.
Vargas anunciando a implantação do Estado Novo (1937).
  • O DIP usava o rádio, a música popular e a educação para divulgar os ideais do governo, exaltar o trabalho e buscava transmitir a ideia de Getúlio Vargas como o "pai dos pobres". 
  • Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): Vargas regulamentou diversas medidas favoráveis aos trabalhadores, tais como a Carteira de Trabalho, salário mínimo, férias anuais dentre outras. Os direitos trabalhistas tornaram Getúlio Vargas muito popular, ele utilizava seu carisma e sua liderança para controlar o povo e manter o seu governo autoritário e populista.
Trabalhadores homenageiam o Presidente Vargas no dia 01 de maio de 1941.
  • Na economia, Vargas investiu na industrialização do país, com a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Companhia Vale do Rio Doce e a Hidrelétrica do São Francisco. Vargas recebeu ajuda financeira dos E.U.A, depois que ele declarou guerra em 1941 aos países do eixo (Alemanha, Itália e Japão).

  • 1943: O Brasil enviou a Força Expedicionária Brasileira (FEB), com 25 mil homens, para lutar contra os nazifascistas na Europa.
  • O fim da Segunda Guerra Mundial em 1945 evidenciou uma contradição no Governo Vargas, embora ele tivesse lutado contra os regimes totalitários na Europa mantinha no Brasil um governo ditatorial.
  • O presidente começou a abrir o regime, marcando eleições, legalizando a formação de partidos e extinguindo o DIP.
  • Em outubro de 1945, após muitos questionamentos ao autoritarismo de Vargas, o presidente foi deposto pelos militares em nome da redemocratização do país. O Estado Novo tinha chegado ao fim.
 DE OLHO NO ENEM - 2017. QUESTÃO SOBRE O ESTADO NOVO E O DIP.





1.6.14

Hora de estudar!

O SAERJINHO do 2º bimestre será na próxima semana e agora é hora de reforçar os estudos e relembrar todo o conteúdo estudado nesse bimestre.

Então vamos lá, aqui no Blog disponibilizamos toda a matéria para as turmas do 9º ano e do 1º ano, clique sobre os links para estudar os conteúdos trabalhados em sala de aula.

9º ano - Ensino Fundamental

Crise de 1929
http://acropolemg.blogspot.com.br/2014/04/a-crise-de-1929.html

Nazismo e Fascismo
http://acropolemg.blogspot.com.br/2014/04/regimes-fascistas.html

Revolução Russa
http://acropolemg.blogspot.com.br/2014/04/a-revolucao-russa.html

http://acropolemg.blogspot.com.br/2013/06/teste-sobre-revolucao-russa-1917.html

Revolução Chinesa e Cubana
http://acropolemg.blogspot.com.br/2014/06/revolucoes-comparadas-duas-experiencias.html

1º ano - Ensino Médio

Renascimento Cultural



Reforma Protestante

Absolutismo e Mercantilismo



IMPORTANTE

Não se esqueça de estudar também o seu caderno, leia os textos e as atividades que foram trabalhadas na sala de aula! Se fizer isso, sem dúvida, terá sucesso nas avaliações do SAERJINHO!

Bom trabalho para todos.

8.4.14

Mais imagens sobre a Literatura de Cordel

Ótimas fotos registradas pela aluna Valentina - 9º ano.







5.4.14

A Crise de 1929

Uma das maiores crises enfrentada pelo Capitalismo começou em 1929. nos E.U.A. De lá ela se espalhou para o Mundo todo, atingindo as nações europeias, já fragilizadas após o fim da Guerra Mundial em 1918.

Com a Europa arrasada depois da guerra, a economia norte-americana teve um grande crescimento. Os E.U.A passaram a ser a nação mais hegemônica, prestando auxílio financeiro para os países europeus serem reconstruídos.   

No campo e nas fábricas norte-americanas a produção não parava de crescer. Alimentos e bens manufaturados eram exportados para a Europa e consumidos pelo mercado interno.

O estilo de vida norte-americano (American Way of Life) incentivava as pessoas a consumirem cada vez mais. Consumir tornou-se sinônimo de felicidade!
Cartaz mostra uma família em um carro e uma fila de pessoas-compradores. Exaltação da modo de vida da América.
Contudo, a partir dos anos 1920 as economias dos países europeus começaram a dar sinais de melhoras, devido a isso diminuíram suas importações do E.U.A.
O mercado interno americano também demonstrava estar saturado e a produção industrial desacelerou.
A superprodução no campo fez com que o preço dos alimentos caísse, diminuindo o lucro dos fazendeiros.

A Crise piorou em outubro de 1929, quando ocorreu o crack (quebra) da Bolsa de Valores de Nova Iorque graças à especulação financeira.


A Bolsa de Valores de Nova Iorque. Fotografia atual.

As ações das empresas, negociadas nas bolsas de valores, acabaram desvalorizadas, provocando muitas falências, o fechamento de vários bancos e milhares de desempregados.
Fila de desempregados para ganhar uma refeição gratuita. Detroit (1933).

"Filas se espalharam pelo país. Filas por um prato de sopa rala, filas por um pedaço de pão, filas de homens em busca de emprego. No campo, o sinal de pobreza era claro: favelas com cabanas feitas de papelão e lata proliferavam e agricultores vagavam pelas estradas à procura de serviços temporários. Enquanto nas fazendas abandonadas maçãs apodreciam e urubus comiam a carne de carneiros sacrificados em cânions (atirados pelos proprietários que não queriam gastar dinheiro com o abate), na cidade as pessoas morriam de fome. Ninguém tinha dinheiro para consumir. Assim, ninguém vendia." (http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/quebra-bolsa-1929-tragedia-wall-street-454593.shtml)

A situação gerou muito desespero social, e algumas pessoas recorriam ao suicídio, alcoolismo, prostituição e violência.

Não demorou para que a crise norte-americana afetasse outros países do Mundo, principalmente os europeus e até os latino-americanos.


Na Europa,  em países com a economia frágil, os efeitos da crise foram devastadores. Os E.U.A reduziram as importações e cortaram a ajuda financeira que prestavam aos países europeus. 

Na Alemanha, a crise provocou muita inflação e provocou milhões de desempregos. Nesse país, estima-que o número de desempregados tenha atingido quase seis milhões em 1932.

Esse ambiente de insegurança e miséria foi muito favorável ao surgimento de grupos políticos radicais, como o Nazismo, na Alemanha, e o Fascismo, na Itália. 
Nazismo era uma doutrina política racista, que pregava o nacionalismo, culpava os judeus pela derrota alemã na Guerra e pelas crises que afligiam o país. O Fascismo defendia o culto ao Duce (líder) como o único capaz de unir e fortalecer o país. 
Os ditadores da Itália e da Alemanha - Mussolini (E) e Hitler (D).
A Crise econômica, portanto, possibilitou a formação de governo totalitários na Europa, isto é, regimes onde não há liberdade de expressão e nem tolerância aos opositores, os quais são perseguidos e torturados pelo governo.

O Brasil também sentiu os efeitos da crise dos E.U.A, a economia brasileira dependia da agro exportação, cujo principal produto era o café. Entre o final da década de 1920 e meados da década de 1930, as exportações brasileiras atingiram baixos índices, resultando no aumento dos estoques de café, queda dos preços e muitos prejuízos para os cafeicultores.

Para amenizar os prejuízos, o governo brasileiro, presidido por Getúlio Vargas, comprou o café e promoveu a queima das sacas, para manter o preço elevado no mercado.
Queima do café no litoral paulista. (início dos anos 1930).

Um dos poucos países a não sofrer com a Crise econômica foi a U.R.S.S, pois seu governo era socialista e seu mercado era mais fechado, não dependendo de relações comerciais com os demais países, como os E.U.A, por exemplo.

Em 1932, Franklin D. Roosevelt foi eleito presidente dos E.U.A, e anunciou um pacote de medidas para recuperar a economia do país chamado de New Deal (Novo acordo). 


Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos E.U.A por quatro mandatos.

A partir de então, o governo passou a investir em obras públicas, conceder auxílio financeiro para as empresas e bancos, reduziu o desemprego, que em 1933 atingia o valor de 13 milhões. 
As obras públicas do Governo norte-americano geraram milhares de empregos e renda. Fotografia de 1936


A política econômica de Roosevelt, a qual rompeu com o liberalismo, foi inspirada nas ideias do economista britânico John M. Keynes, por isso ficou conhecida como Keynesianismo.

O New Deal produziu bons resultados, mas os efeitos da Crise só seriam superados com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, que possibilitou ao país aumentar sua produção. 

Esse modelo político e econômico, que ajudou a recuperar a economia norte-americana, também foi adotado por outros países na Europa e na América Latina.

Clique aqui e faça o teste para descobrir o quanto você sabe sobre a Crise econômica de 1929.

Assista à reportagem sobre a Crise de 1929

DE OLHO NO ENEM - 2017. QUESTÃO SOBRE O NEW DEAL.


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