7.3.14

Segmentação do Turismo



Segmentação é a ordenação das atividades turísticas de acordo com a identificação de certos elementos, serviços e atrativos ofertados. A segmentação  permite a criação de estratégias para melhor atender o público alvo. 
Nesse sentido, há vários segmentos na atividade turística que possuem uma padronização, vejamos alguns:
  • Ecoturismo: é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.
    • Turismo Cultural: compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura.
    • Turismo de Negócios e Eventos: compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social.








    • Turismo de Esportes: compreende as atividades turísticas decorrentes da prática, envolvimento ou observação de modalidades esportivas.

    • Turismo de Saúde e de Bem-estar: constitui-se das atividades turísticas decorrentes da utilização de meios e serviços para fins médicos, terapêuticos e estéticos.








    • Turismo Rural: é o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometidas com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade.

    • Turismo de Sol e Praia: constitui-se das atividades turísticas relacionadas à recreação, entretenimento ou descanso em praias, em função da presença conjunta de água, sol e calor.

    • Turismo de Estudos e Intercâmbio: constitui-se da movimentação turística gerada por atividades e programas de aprendizagem e vivências para fins de qualificação, ampliação de conhecimento e de desenvolvimento pessoal e profissional.








    • A segmentação é um planejamento que leva em consideração o Mercado do Turismo (demanda e oferta) para mapear o público alvo, suas demandas e expectativas e criar estratégias para atrair mais visitantes e aperfeiçoar os serviços oferecidos. 

    Referências

    Turismo no Brasil: Termo de referência para a atuação do sistema SEBRAE. 2010. Disponível on-line em: http://www.sebrae.com.br/setor/turismo/TR_turismo_final.pdf

    Segmentação do turismo: experiências, tendências e inovações. Brasília, 2010. Disponível on-line em: http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Artigos_Acadxmicos_Versxo_Final_IMPRESSxO_.pdf

    6.3.14

    Eleição para o Colegiado (SEE-MG 2014)

    Você sabia que um dos órgãos mais importantes da administração escolar é o Colegiado?

    E você sabe o que é o Colegiado? Quem faz parte dele e quais são as suas atribuições?

    As respostas dessas perguntas serão dadas abaixo, de acordo com a legislação vigente da rede estadual de Educação do Estado de Minas Gerais, especialmente a RESOLUÇÃO SEE Nº 2.554, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2014.

    O Colegiado Escolar é órgão representativo da comunidade escolar, com funções de caráter deliberativo e consultivo nos assuntos referentes à gestão pedagógica, administrativa e financeira, respeitada a norma legal. (Artigo 1º).


    Esse órgão é presidido pelo Diretor da Escola, e é formado por representantes de todos os segmentos da Comunidade Escolar - professores, demais funcionários, alunos e pais.
    Os representantes são escolhidos por seus pares, por meio de uma eleição e o mandato é de dois anos.

    O Colegiado é muito importante, pois ele garante a gestão democrática da escola ao permitir que todos os segmentos da comunidade escolar opinem e participem da administração da Unidade de Ensino. Nesse sentido, são várias as atribuições de seus membros, tais como aprovar e acompanhar a execução do Projeto Pedagógico da Escola, do Plano de Ação e do Regimento Escolar, acompanhar a evolução dos indicadores educacionais (avaliações externa e interna, matrícula e evasão escolar) e propor, quando se fizerem necessárias, intervenções pedagógicas e medidas educativas, visando à melhoria da qualidade do processo de ensino e de aprendizagem, referendar ou não a prestação de contas aprovada pelo Conselho Fiscal etc. (Leia todas as atribuições no artigo 8º da Resolução mencionada anteriormente). 

    Portanto, na hora de votar na Eleição de escolha dos membros do Colegiado seja criterioso, não entregue o seu voto sem antes ter refletido se determinado candidato (a) será aquele (a) que melhor lhe representará. Escolher um bom Colegiado fará toda a diferença na Escola e na vida das pessoas que trabalham e estudam nela.

    Então escolha com critério!

    Atenção para o cronograma do processo eleitoral do Colegiado (Março 2014):



    28.2.14

    Breve histórico e definição do Turismo


    *Material de apoio para as aulas do Reinventando o Ensino Médio

    Definições e breve histórico
    • A palavra turismo teve sua origem no inglês tourism. A palavra tour no francês deriva do latim tornare e do grego tornos, que significa um giro ou um círculo.



  • Turismo: compreende “as atividades que as pessoas realizam durante viagens e estadas em lugares diferentes do seu entorno habitual, por um período inferior a um ano, com finalidade de lazer, negócios ou outras.” (Organização Mundial do Turismo. Introdução ao Turismo. Madrid, 2001. apud http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Marcos_Conceituais.pdf).

  • Turista: “... visitante que se desloca voluntariamente por período de tempo igual ou superior a vinte e quatro horas, para local diferente de sua residência e do seu trabalho sem este ter por motivação a obtenção de lucro.” (Turismo no Brasil. SEBRAE. 2010 p. 9).

    • Profissional do Turismo: "cuida do planejamento, da organização, da promoção e da divulgação de viagens, eventos e atividades de lazer e negócios. Ele gerencia a organização de viagens, feiras, congressos e exposições. Em agências, operadoras e sites turísticos, comanda os trabalhos de venda de passagens, reserva de hotéis e programação de passeios e excursões. Além disso, gerencia atividades em hotéis, empresas de transporte ou de eventos e em empreendimentos de lazer, como parques temáticos, e acompanha grupos de turistas. Em prefeituras e órgãos públicos, coordena a exploração turística de uma região, promovendo e divulgando as atrações locais." (Fonte: Guia do Estudante).

  • Ao longo da História Humana as viagens e os deslocamentos de grupos humanos têm sido uma constante. As viagens marítimas, de cunho comercial, realizadas pelos gregos e romanos antigos no Mediterrâneo, atingindo o Norte da África e chegando ao litoral da Fenícia, no Oriente Próximo, as Caravanas Medievais que ligavam a Europa ao Oriente e as Grandes Navegações ibéricas no Atlântico no século XV são exemplos de viagens que conectavam lugares e pessoas diferentes no passado. 
  • Atualmente, as pessoas continuam viajando, algumas mudam de cidade, estado ou país outras viajam a negócios, por lazer, para visitar um familiar e etc.
  • Contudo, o turista tem algumas especificidades que o diferenciam de um viajante.Turistas são pessoas que viajam em seu tempo livre, para locais diferentes de sua residência, com a intenção de retorno. 



    • Um viajante desloca-se de seu lugar de origem para outro ponto com determinadas motivações, como por exemplo o trabalho.


    • Entre os séculos XVI e  XIX, era comum  a realização de um Grand Tour na Europa, para os jovens de classe alta. Eles percorriam os países europeus, visitando museus, salões de ópera e artes. As viagens eram conduzidas por um tutor, espécie de guia, e foram facilitadas com a invenção dos navios a vapor e das locomotivas.
    • Com o advento da Sociedade Industrial, viajar no tempo livre tornou-se uma necessidade para os indivíduos deixarem um pouco sua rotina de trabalho e o cansaço do cotidiano. A partir do século XX, a atividade turística foi desenvolvendo maior organização e adquirindo dimensões planetárias. 
    • No Brasil atual, a ascensão socioeconômica da classe C (cerca de 50,5% da população do Brasil) tem favorecido o democratização do turismo. Assim, mais pessoas estão viajando, conhecendo novos lugares, culturas e movimentando o mercado nacional de Turismo, no qual são criadas diversas oportunidades de trabalho e geração de renda. 
    Sistema turístico

    Um sistema é um formado por um conjunto de elementos que são inter-relacionados, no qual um depende do outro.
    Esse princípio aplica-se ao Turismo e auxilia no seu planejamento e no sucesso dessa atividade. Observe o esquema abaixo:


    O sistema acima foi elaborado pelo professor Mário Carlos Beni (1998) e engloba três conjuntos principais:
    1. Relações Ambientais (RA) - impactos do turismo sobre o ambiente e os espaços físicos etc.
    2. Organização Estrutural (OE) - Superestrutura - Normas, leis, regras / infra-estrutura urbana e serviços básicos.
    3. Ações Operacionais (AO) - oferta e demanda de produtos turísticos.
    Como os elementos do sistema são interdependentes é preciso que todos funcionem corretamente para que a atividade turística seja melhor aproveitada, tanto pelos turistas quanto pelos profissionais envolvidos nesse setor.

    27.2.14

    Literatura de Cordel

    Os alunos do 9º ano da E. E. Luiz Salgado Lima utilizaram sua criatividade para criar lindos livretos sobre a Guerra de Canudos.

    O trabalho, que mescla conhecimentos de História e Literatura, despertou o interesse da garotada, e todos se dedicaram bastante nesta atividade, que foi a produção de um Cordel sobre a  trajetória do arraial de Canudos entre 1893 e 1897. 

    Os versos, acompanhados por lindas ilustrações e colagens, abordam a formação de Canudos, as dificuldades vividas pelo  povo sertanejo devido ao estado de abandono em que viviam naquela época, a liderança messiânica de Antônio Conselheiro e o trágico fim do arraial, o qual terminou destruído pelo exército brasileiro.

    Confira abaixo os resultados.





    * Clique sobre as imagens para ampliar.

    17.2.14

    Monarquias contemporâneas

    Castelos, reis, rainhas, coroa, luxo e muita pompa... Alguém pode pensar que esses personagens e símbolos são coisas da época medieval, de um passado longínquo. Mas algumas das casas reais conseguiram superar o tempo, e têm conservado um pouco de suas antigas tradições até os dias de hoje. 
    Há, no mundo atual, muitos países cujo regime de governo é a Monarquia (do latim um no governo). No regime monárquico os reis e rainhas são considerados autoridades notáveis dentro de seus países ou reinos. 
    Dentre os países atuais que vivem no regime monárquico podemos citar a Holanda, a Espanha e, provavelmente, o caso mais emblemático - o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

    Reino Unido, em destaque.
    Entretanto, a função dos reis contemporâneos é muito diferente dos reis europeus dos séculos XVII e XVIII. No passado, os reis centralizavam todo o poder, governavam com o apoio da nobreza (proprietários de terras) e do clero (membros da Igreja Católica), podiam criar leis e novos impostos, a transmissão do poder era hereditária, isto é, passava do monarca para seu filho sem necessidade de uma consulta eleitoral. Os direitos do povo eram reduzidos, não podiam votar, eram obrigados a pagar muitas taxas e a seguir a religião do governante. Esse regime de governo era chamado de Monarquia Absolutista, devido à concentração de poderes pelo monarca (Rei).

    Hoje em dia os monarcas têm um papel mais simbólico e não possuem tanto poder sobre os governos de seus países.
    Tomemos, como exemplo o caso de Elizabeth 2ª, rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. 
    Bandeira do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

    Ela assumiu o trono em 1952, após a morte de seu pai rei Jorge 6º, e permanece nele até hoje. Contudo, a rainha não governa o país, essa é uma função exercida pelo Parlamento, cujos membros são escolhidos pela votação popular. Essa instituição discute, rejeita ou aprova os projetos de lei. Os parlamentares elegem um deles para ocupar o cargo de primeiro-ministro. O membro eleito torna-se o chefe do governo e governa, de fato, o país.

    A rainha é chefe de Estado, ela representa o Reino em viagens internacionais, cumpre sua agenda real, recebe chefes de governos de outros países e apenas referenda as decisões tomadas pelo Parlamento.
    Como podemos perceber, o regime de governo do Reino Unido é uma Monarquia Parlamentar. Nele o monarca deve respeitar as decisões do Parlamento e os direitos conquistados pelo povo, como o de poder votar, expressar-se livremente, ser tratado com igualdade e poder fazer sua escolha religiosa.

    Embora não tenha mais poder sobre o governo, a família real inglesa ainda preserva algumas tradições típicas das monarquias do passado, tais como a  hereditariedade do trono, além de desfrutar de uma vida luxuosa na corte.
    Palácio de Buckingham, em Londres, residência oficial do monarca.

    A rainha Elizabeth 2ª está com 87 anos, e deve iniciar este ano a transição do trono para o herdeiro, seu filho príncipe Charles.

    Família Real Britânica.

    Monarquia, República ou qualquer outro tipo de governo, excetuando uma ditadura, são legítimos e importantes enquanto estiverem a serviço do bem comum e que sejam capazes de garantir ao povo os seus direitos naturais, que são a liberdade, a igualdade e a felicidade. 

    15.2.14

    A Revolta da Vacina (1904)

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    No final do século XIX e início do século XX, começaram a surgir no Rio de Janeiro inúmeros cortiços - que depois originaram as favelas - onde as pessoas mais pobres viviam, com condições pouco dignas. O escritor brasileiro - Aluísio de Azevedo - publicou, em 1890, o romance "O Cortiço", na qual expôs o cotidiano das pessoas pobres que viviam nesses lugares.

    “Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pêlo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas.”  (trecho da obra - O Cortiço. Retirado do site:  http://guiadoestudante.abril.com.br/literatura/materia_415647.shtml 

    Como se pode perceber, não havia naqueles locais água encanada, rede de esgoto e coleta de lixo. Além disso, naqueles locais as ruas eram estreitas, pouco iluminadas e as casas construídas uma junto às outras, reduzindo a  ventilação e a circulação de ar puro. Acrescente a isso o fato de as pessoas não terem hábitos de higiene, acesso à saúde e um cotidiano árduo. Esse era um ambiente muito favorável a proliferação de doenças, tais como a febre amarela, a varíola e a tuberculose. Como consequência, milhares de pessoas morreram em virtude de tal situação. O fato impressionava tanto que os estrangeiros apelidaram o Rio de Janeiro de "cidade da morte."


    Um cortiço carioca.

    A ocupação desordenada, inclusive de áreas centrais da cidade do Rio de Janeiro, preocupava as autoridades públicas no início do século XX. 

    Nesse sentido, o governo decidiu sanear a cidade e adotar medidas para evitar o surto de doenças.


    O prefeito da cidade - Pereira Passos - deu início, a partir de 1903, à modernização da cidade, desalojando as pessoas, derrubando os cortiços e abrindo avenidas espaçosas no centro da cidade. O argumento era higienizar a cidade, expulsando a população pobre do centro, a qual acabou indo se alojar nos morros vizinhos.

    Em 1903, o médico sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado, pelo presidente Rodrigues Alves,  diretor geral de Saúde Pública. Ele  teve importante participação na elaboração do regulamento que estabelecia a vacinação obrigatória contra a varíola.

    O comprovante de vacinação passou a ser exigido nas matrículas de escolas, admissões em empresas e etc. Logo, quem não fosse vacinado passaria por dificuldades. Os agentes de saúde podiam entrar nas casas para vacinar as pessoas, mesmo sem o consentimento dos moradores. A falta de uma campanha de conscientização do governo só serviu para causar medo e revolta na população.  


    A política modernizadora e autoritária dos governos gerou inúmeros protestos populares. A insatisfação do povo era tamanha a ponto de provocar violentos confrontos.
    As ruas da cidade foram o palco de confrontos entre populares e a polícia. 

    Algumas ruas viraram zonas de guerra. A polícia tentava conter os manifestantes, enquanto bondes eram virados, para servir como barricada, e as pedras do calçamento foram utilizadas como munição pelos cidadãos que enfrentaram as forças policiais. 
    A oposição ao governo de Rodrigues Alves aproveitou o momento de insatisfação popular para tentar tirá-lo do poder. Esperavam que os militares voltassem para a presidência, como fora no início da República. Mas o plano não deu certo e o presidente cumpriu o seu mandato até o fim.   


    No dia 16 de novembro de 1904, a revolta foi contida pela polícia deixando um saldo de dezenas de mortos, feridos, presos e deportados. A vacina obrigatória foi suspensa.


    Embora a vacinação tenha sido importante para a saúde pública, a abordagem autoritária do governo e o mau tratamento que fora dado aos pobres provocou grande insatisfação e uma revolta generalizada nas classes menos favorecidas da cidade. 


    Teste-se:

    (Questão do Enem-2011)
    Charge capa da revista “O Malho”, de 1904. Disponível em: http://1.bp.blogspot.com   

    A imagem representa as manifestações nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, na primeira década do século XX, que integraram a Revolta da Vacina. Considerando o contexto político-social da época, essa revolta revela 

    a) a insatisfação da população com os benefícios de uma modernização urbana autoritária.
    b) a consciência da população pobre sobre a necessidade de vacinação para a erradicação das epidemias.
    c) a garantia do processo democrático instaurado com a República, atrabés da defesa da liberdade de expressão da população.
    d) o planejamento do governo republicano na área de saúde, que abrangia a população em geral.
    e) o apoio ao governo republicano pela atitude de vacinar toda a população em vez de privilegiar a elite. 

    (Questão do ENEM-2019)

    11.2.14

    [REVISÃO] História - Estudo Introdutório

    História é a ciência que estuda o Homem no tempo. (Marc Bloch)

    • HISTORIADOR é o profissional que pesquisa e escreve sobre os fatos históricos, não apenas narrando o fato, mas analisando-os em seu conjunto, refletindo sobre as implicações econômicas, sociais e políticas dos acontecimentos.


    • O Historiador recebe influências do contexto social no qual está inserido. Além disso, como qualquer outra pessoa, ele possui posicionamentos políticos, prefere um a outro tema de estudo, emprega métodos de pesquisa diferentes que refletem nos resultados de suas pesquisas. Logo, podemos perceber que na História não há verdade absoluta, nem uma neutralidade científica, pois ela é feita por diferentes versões sobre o mesmo fato.
    • O estudo da História é interdisciplinar, ele conta com o apoio de outras ciências, como a Arqueologia, Geografia, Paleontologia, Economia, Sociologia dentre outras. 
    • FONTES HISTÓRICAS: são os principais instrumentos de trabalho do historiador. Elas são vestígios produzidos pelos seres humanos ao longo do tempo, que ajudam o historiador a conhecer e recontar o passado. Existem diferentes tipos de fontes, a saber:
    ESCRITAS: Livros, jornais, certidões, testamentos, cartas etc.



    ICONOGRÁFICAS: Pinturas, desenhos, fotografias etc.


    ORAIS: Depoimentos, entrevistas, histórias contadas.


    MATERIAIS: vestígios de construções, instrumentos, fósseis dentre outros.

    • As fontes são produzidas em seus contextos históricos, por isso o Historiador faz uma série de perguntas (quem fez? para que fez?), análises e comparações de dados para conhecer a época em que elas foram produzidas. Sendo assim, o estudo das fontes históricas permite múltiplas abordagens (interdisciplinaridade) e interpretações sobre os fatos.  
    AGENTES DA HISTÓRIA: A História do século XIX privilegiava o estudo e o registro da vida dos grandes vultos, tais como os Reis, os Generais e outros personagens ilustres. Atualmente, os estudos históricos também atribuem importância para o papel dos escravos, das mulheres, dos operários, dos camponeses e de outros personagens que antes não tinham espaço nos livros didáticos. 

    Multidão nas ruas de São Paulo em protesto popular. Quem são os agentes da História aqui?
    Por isso, todos nós somos agentes da História e estamos sempre ajudando a construí-la quando interagimos em sociedade. 

    (Leia um trecho do poema abaixo, escrito pelo poeta alemão Bertold Brecht e reflita sobre os agentes da História).

    Perguntas de um operário que lê


    Quem construiu Tebas, a das sete portas? 

    Nos livros vem o nome dos reis, 

    Mas foram os reis que transportaram as pedras? 

    Babilônia, tantas vezes destruída, 
    Quem outras tantas a reconstruiu? 
    Em que casas 
    Da Lima Dourada moravam seus obreiros? 
    No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde 
    Foram os seus pedreiros? A grande Roma 
    Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem 
    Triunfaram os Césares?
    (...)

    Chegou a alguma conclusão? Os reis são mais importantes que os transportadores das pedras dos palácios? A História é feita apenas pelos grandes homens ou as pessoas comuns também fazem parte da História? Pense nisso!



    Leia mais sobre Estudos introdutórios no link:

    Não deixe de ler

    Leão XIV é o novo papa, mas alguns queriam uma leoa

    Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária...