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3.1.25

Janeiro: época de manga

É bastante comum encontramos mangas à venda em hortifrutis e supermercados nas cidades brasileiras. Assim como é possível notar a existência de árvores de mangueiras em diversos lugares, como nas margens de estradas, ruas e quintais o que causa a impressão de que a espécie é nativa do Brasil. 

Porém, isso é um engano. A manga veio de longe, provavelmente da Índia. Ela foi introduzida no Brasil no século XVII, pelas mãos dos colonizadores portugueses.

Essa fruta de origem asiática adaptou-se muito bem ao clima tropical e, logo, ganhou o gosto dos brasileiros. 

Há diversos tipos de manga, que são cultivadas em todo o país, como a espada, rosa, palmer entre outras.

A fruta é rica em vitaminas A, C e E, antioxidantes, fibras e minerais. /span>

O Brasil é um dos maiores exportadores de manga. Ela é um dos frutos mais consumidos no mundo.

A mangueira,  árvore que produz a manga, pode alcançar 30 metros de altura e ela começa a frutificar, em média, dois anos após o plantio.


 

D. João VI, que se mudou para o Brasil em 1808, devorava 5 mangas descascadas após o almoço e comia mais no lanche da tarde.

2.3.19

O racismo na história do Brasil: mito e realidade


A historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Universidade de São Paulo, é autora da obra que intitula esta postagem. No livro, de caráter paradidático, com linguagem acessível e informações objetivas e esclarecedoras a professora traça a trajetória do racismo no Brasil. 

Ela trabalha com inúmeros conceitos, teorias e ideias que, ao longo da história, serviram para justificar e legitimar o domínio de um povo sobre outros, os quais eram considerados inferiores, seja do ponto de vista religioso, cultural ou étnico-racial.

A leitura é bastante prazerosa e importante, ainda mais se consideramos que no Brasil o problema racial ainda é uma realidade. Vários estudos e pesquisas demonstram a desigualdade entre brancos e negros, fato que é resultado do processo histórico de escravidão imposto aos africanos, algo que se reflete na sociedade até os dias atuais.

Confira alguns boxes extraídos do livro:   









CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. O racismo na história do Brasil: mito e realidade. São Paulo: Ática, 2006.

1.2.18

História do Brasil para quem tem pressa

Comecei a ler a obra História do Brasil para quem tem pressa, de cunho didático, escrita pelo historiador Marcos Costa.

O texto, apesar de tropeçar na repetição de algumas palavras, é bem escrito, tem linguagem simples e objetiva de fácil apreensão pelo público em geral. Projeto editorial interessante e importante que auxilia na popularização e a na apropriação da História por nossa própria gente. Numa época em que informação é poder, é fundamental conhecer os processos históricos que concorreram para a formação política, econômica e social do que hoje chamamos Brasil.

O livro, sem dúvida, vai estar presente no planejamento das aulas, contribuindo para atividades complementares de leitura, interpretação e debate em classe sobre História do Brasil.

Abaixo, destacamos um trecho que descreve uma estratégia utilizada pelos portugueses no século XVI, de enviar para a colônia degregados para viverem entre os índios com a finalidade de obter informações sobre seus costumes, idioma e, claro, metais preciosos! Uma vez obtidas tais informações elas eram remetidas à Europa, por meio dos viajantes, os quais ficavam encantados com os relatos sobre montanhas de prata e pedras preciosas mas, ao mesmo tempo, sentiam medo da tribos selvagens e canibais que habitavam o "Novo Mundo".

Boa leitura.


15.2.14

A Revolta da Vacina (1904)

Nos ajude doando qualquer valor. Chave Pix: 325cd79f-5e4c-443f-9297-b055894ab986.

No final do século XIX e início do século XX, começaram a surgir no Rio de Janeiro inúmeros cortiços - que depois originaram as favelas - onde as pessoas mais pobres viviam, com condições pouco dignas. O escritor brasileiro - Aluísio de Azevedo - publicou, em 1890, o romance "O Cortiço", na qual expôs o cotidiano das pessoas pobres que viviam nesses lugares.

“Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pêlo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas.”  (trecho da obra - O Cortiço. Retirado do site:  http://guiadoestudante.abril.com.br/literatura/materia_415647.shtml 

Como se pode perceber, não havia naqueles locais água encanada, rede de esgoto e coleta de lixo. Além disso, naqueles locais as ruas eram estreitas, pouco iluminadas e as casas construídas uma junto às outras, reduzindo a  ventilação e a circulação de ar puro. Acrescente a isso o fato de as pessoas não terem hábitos de higiene, acesso à saúde e um cotidiano árduo. Esse era um ambiente muito favorável a proliferação de doenças, tais como a febre amarela, a varíola e a tuberculose. Como consequência, milhares de pessoas morreram em virtude de tal situação. O fato impressionava tanto que os estrangeiros apelidaram o Rio de Janeiro de "cidade da morte."


Um cortiço carioca.

A ocupação desordenada, inclusive de áreas centrais da cidade do Rio de Janeiro, preocupava as autoridades públicas no início do século XX. 

Nesse sentido, o governo decidiu sanear a cidade e adotar medidas para evitar o surto de doenças.


O prefeito da cidade - Pereira Passos - deu início, a partir de 1903, à modernização da cidade, desalojando as pessoas, derrubando os cortiços e abrindo avenidas espaçosas no centro da cidade. O argumento era higienizar a cidade, expulsando a população pobre do centro, a qual acabou indo se alojar nos morros vizinhos.

Em 1903, o médico sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado, pelo presidente Rodrigues Alves,  diretor geral de Saúde Pública. Ele  teve importante participação na elaboração do regulamento que estabelecia a vacinação obrigatória contra a varíola.

O comprovante de vacinação passou a ser exigido nas matrículas de escolas, admissões em empresas e etc. Logo, quem não fosse vacinado passaria por dificuldades. Os agentes de saúde podiam entrar nas casas para vacinar as pessoas, mesmo sem o consentimento dos moradores. A falta de uma campanha de conscientização do governo só serviu para causar medo e revolta na população.  


A política modernizadora e autoritária dos governos gerou inúmeros protestos populares. A insatisfação do povo era tamanha a ponto de provocar violentos confrontos.
As ruas da cidade foram o palco de confrontos entre populares e a polícia. 

Algumas ruas viraram zonas de guerra. A polícia tentava conter os manifestantes, enquanto bondes eram virados, para servir como barricada, e as pedras do calçamento foram utilizadas como munição pelos cidadãos que enfrentaram as forças policiais. 
A oposição ao governo de Rodrigues Alves aproveitou o momento de insatisfação popular para tentar tirá-lo do poder. Esperavam que os militares voltassem para a presidência, como fora no início da República. Mas o plano não deu certo e o presidente cumpriu o seu mandato até o fim.   


No dia 16 de novembro de 1904, a revolta foi contida pela polícia deixando um saldo de dezenas de mortos, feridos, presos e deportados. A vacina obrigatória foi suspensa.


Embora a vacinação tenha sido importante para a saúde pública, a abordagem autoritária do governo e o mau tratamento que fora dado aos pobres provocou grande insatisfação e uma revolta generalizada nas classes menos favorecidas da cidade. 


Teste-se:

(Questão do Enem-2011)
Charge capa da revista “O Malho”, de 1904. Disponível em: http://1.bp.blogspot.com   

A imagem representa as manifestações nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, na primeira década do século XX, que integraram a Revolta da Vacina. Considerando o contexto político-social da época, essa revolta revela 

a) a insatisfação da população com os benefícios de uma modernização urbana autoritária.
b) a consciência da população pobre sobre a necessidade de vacinação para a erradicação das epidemias.
c) a garantia do processo democrático instaurado com a República, atrabés da defesa da liberdade de expressão da população.
d) o planejamento do governo republicano na área de saúde, que abrangia a população em geral.
e) o apoio ao governo republicano pela atitude de vacinar toda a população em vez de privilegiar a elite. 

(Questão do ENEM-2019)

5.2.14

Resumo: República Velha (1889-1930)

  • A proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, colocou um fim no regime monárquico.
Proclamação da República no Brasil.
  • O início da república no Brasil foi marcado pela disputa da hegemonia política entre as oligarquias e os militares. O primeiro grupo queria maior autonomia econômica e administrativa para os estados. O último grupo desejava que o governo federal tivesse mais poder.
  • A economia brasileira era essencialmente agrária e exportadora. O café era o principal produto de exportação, o que garantia aos cafeicultores riqueza, poder e prestígio social.
Embarque de café em navio, no porto de Santos (SP).

  • Entre os anos de 1889 a 1894, os presidentes da República foram militares, incumbidos de consolidar a transição do regime monárquico para o republicano.  Esse período ficou conhecido como República da Espada.
Marechal Deodoro da Fonseca.
Marechal Floriano Peixoto.
  • Nessa fase, tivemos como presidentes o Marechal Deodoro da Fonseca (1889 a 1891) e depois o seu vice assumiu o cargo principal, Marechal Floriano Peixoto (1891 a 1894).
  • Durante o governo de Deodoro foi aprovada Constituição de 1891, a qual estabeleceu a divisão dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário; Voto aberto e universal para maiores de 21 anos que fossem alfabetizados. Também estabeleceu o federalismo, princípio que permitia aos estados criar impostos, organizar suas forças militares entre outras medidas. O Estado Nacional tornou-se laico, e o catolicismo deixou de ser a religião oficial do país como era no Império.
  • Embora o voto censitário tenha sido abolido, a maioria da população brasileira não podia votar. 
  • Política econômica (chamada de encilhamento): o governo incentivou a emissão de papel moeda para incentivar o crédito e a industrialização do país. A medida resultou em crise, inflação e falências. Além disso, havia muita agitação política e social, que resultaram em inúmeras revoltas, tais como a da Armada, conduzida por parte da Marinha, a Revolução Federalista no Sul do país e a Guerra de Canudos, no sertão da Bahia.
Revolta da Armada (1893-1894), Rio de Janeiro.

  • O presidente Prudente de Morais (1894 a 1898), o primeiro presidente civil, marcou a chegada da elite cafeicultora (Oligarquia) ao poder. 
Prudente de Morais.
  • As oligarquias governavam o país com base na troca de favores, de acordo com os seus interesses. Essa rede, que envolvia municípios, estados e o governo federal, ficou conhecida como Política dos Governadores.
  • Coronelismo:  Grandes proprietários de terras que forçavam as pessoas a votarem em determinados candidatos segundo a sua preferência, para isso utilizavam a força, se necessário, por meio dos jagunços, que intimidavam e agrediam os eleitores. Essa prática ficou conhecida como "voto de cabresto" . Em troca, os coronéis recebiam diversos favores e benefícios políticos.

  • A política do café com leite - São Paulo (grande produtor de café) e Minas Gerais (principal produtor de gado leiteiro) revezavam-se no poder, ora elegendo um candidato paulista ora um mineiro para a presidência. Esse quadro permanecerá até inalterado até 1930, quando eclodiu uma Revolução armada que modificou os rumos da política daquela época.



http://acropolemg.blogspot.com.br/2013/11/jogos-sobre-proclamacao-da-republica.html (Caça palavras e quebra cabeças sobre a República)



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