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14.9.23

História & Cinema: Dois filmes nacionais inspirados na história e literatura brasileira



  • Memórias póstumas de Brás Cubas (2001)

O filme homônimo ao clássico assinado por Machado de Assis,  em 1881, é, assim como o livro, uma produção que prende o telespectador à tela do princípio ao fim. Imperdível!



  • Guerra de Canudos (1996)

Este longa-metragem foi inspirado na célebre obra "Os Sertões" (1902), de Euclides da Cunha. O filme narra a trágica batalha de Canudos, entre os sertanejos e o exército na jovem república brasileira em 1896-1897.



2.4.14

Projeto: Guerra de Canudos e Literatura de Cordel

Quando começamos a estudar a Guerra de Canudos e a epopeia da população sertaneja, liderada por Antônio Conselheiro no final do século XIX, com os alunos das turmas do 9º ano, decidimos que iríamos fazer um trabalho com o Cordel, para encerrar o primeiro bimestre.

A Guerra de Canudos alimenta muitas estórias e contos populares no Nordeste, aliás essa região é o berço da Literatura de Cordel no Brasil. Por isso resolvemos conhecer um pouco do Cordel e exercitar a criatividade.

Após conhecermos o contexto histórico da Guerra de Canudos, estudamos as origens e as características básicas da literatura de Cordel no Brasil. Os alunos ficaram bastante interessados no assunto e ainda contaram com um reforço das aulas de Português e o apoio das aulas de Geografia.

O próximo passo foi a produção de um cordel. Cada estudante deveria contar a trajetória de Canudos por meio de versos e rimas (a sextilha) e podiam fazer desenhos para ilustrar seus livretos.
O resultado do trabalho ficou incrível! Os cordéis ficaram bem ilustrados e ricos em conteúdo, conseguindo demonstrar a saga de Canudos e o drama da população sertaneja oprimida pela seca, pelos coronéis locais e pelas tropas do governo.

Os livretos estão expostos em varais, estendidos em um dos corredores da escola. Todos estão de parabéns pelo empenho e criatividade!

A produção dos cordéis facilitou a aprendizagem do assunto, ao mesmo tempo estimulou os alunos a conhecerem um novo gênero literário típico do Nordeste, o qual é bastante comum entre o povo daquela região e também entre os imigrantes nordestinos que vivem nas grandes cidades brasileiras, como no Rio de Janeiro e em São Paulo.









27.2.14

Literatura de Cordel

Os alunos do 9º ano da E. E. Luiz Salgado Lima utilizaram sua criatividade para criar lindos livretos sobre a Guerra de Canudos.

O trabalho, que mescla conhecimentos de História e Literatura, despertou o interesse da garotada, e todos se dedicaram bastante nesta atividade, que foi a produção de um Cordel sobre a  trajetória do arraial de Canudos entre 1893 e 1897. 

Os versos, acompanhados por lindas ilustrações e colagens, abordam a formação de Canudos, as dificuldades vividas pelo  povo sertanejo devido ao estado de abandono em que viviam naquela época, a liderança messiânica de Antônio Conselheiro e o trágico fim do arraial, o qual terminou destruído pelo exército brasileiro.

Confira abaixo os resultados.





* Clique sobre as imagens para ampliar.

10.2.14

A Guerra de Canudos (1896-1897)

  • A Guerra de Canudos foi um sangrento conflito armado entre as tropas do governo federal e a população sertaneja, que vivia no interior da Bahia, no arraial de Canudos.
  • O líder de Canudos foi o religioso Antônio Conselheiro (1828-1897). O religioso vagava pelo sertão nordestino pregando para a população miserável e desemparada. 
Ilustração de Antônio Conselheiro.
  • 1893: Ano de fundação do arraial de Canudos, que chegou a ter 5 mil casas e cerca de 20 mil habitantes. Era a segunda maior cidade da Bahia, perdendo apenas para Salvador, capital do estado.
Arraial de Canudos, chamado de Belo Monte por Antônio Conselheiro.
  • No arraial, criavam cabras, cavalos e bois, e plantavam legumes, feijão, milho, mandioca, melancia, melão e cana-de-açúcar. Moravam lá ex-escravos, pequenos agricultores, índios, foragidos da Justiça, comerciantes etc. O uso da terra e o trabalho eram coletivos e 1/3 do que era produzido, destinava-se ao abastecimento da comunidade.
  • Conselheiro era contra a República, pois ela havia colocado um fim na Monarquia e separado oficialmente o Estado da Igreja. Em seus discursos, atacava os impostos cobrados pelo governo e dava esperanças de dias melhores para os pobres.
  • A liderança messiânica de Antônio Conselheiro e a vida comunitária no arraial de Canudos começaram a atrair pessoas pobres, as quais buscavam uma vida melhor. Isso chamou a atenção dos fazendeiros, incomodou os coronéis e também as autoridades governamentais.
  • O governo decidiu destruir o arraial para colocar um fim naquele "fanatismo". Contudo, somente após quatro expedições militares que a batalha foi vencida, tamanha fora a resistência e as táticas de guerrilha adotadas pelos bravos sertanejos. A última expedição do governo, contou com 10 mil soldados e levou mais de três meses para vencer a batalha.
O canhão Withworth 32 foi utilizado pelas tropas oficiais. Ele foi apelidado pelos sertanistas de "matadeira".
  • A guerra acabou em 05 de outubro de 1897 e causou 25 mil mortos (20 mil sertanejos rebeldes e 5 mil soldados). Antônio Conselheiro foi morto, sua cabeça foi cortada do corpo e levada para Salvador como um troféu.
Antônio Conselheiro morto. Foto tirada em 1897 por Flávio de Barros, fotógrafo do exército.
  • Euclides da Cunha cobriu a Guerra de Canudos, sendo enviado ao local pelo Jornal Estado de São Paulo. Escreveu vários artigos sobre o conflito, que foram reunidos no livro Os Sertões, publicado em 1902. A obra tornou-se um clássico, pois mesclou literatura, relato histórico com o jornalismo.
Reportagem da TV Record sobre Canudos.


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