11.3.18

A (in)justiça no Brasil

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Observe a imagem e note dois casos emblemáticos de como a justiça parece ser caolha. Para o político da esquerda, o trâmite do processo nunca foi tão acelerado, resultando em condenação e iminência de prisão. Para a figura da direita, ex-governador de Minas Gerais, a justiça engatinhou, embora haja condenação, o personagem contou com a benevolência de seus julgadores.

Não se trata de defender Lula, se trata de lutar por um ideal de justiça equilibrado e menos parcial. Do que adianta prender Lula enquanto corruptos contumazes permanecerão soltos, impunes, com investigações travadas e prescrevendo nos descaminhos burocráticos de um poder judiciário que se mostra cada vez mais seletivo. Alckmin, Serra, Aécio, Perrella, Temer e Cia? Nada acontece e, provavelmente, não acontecerá nada com essa turma.

Parem e pensem: por que só os petistas estão presos, como José Dirceu, Vaccari e brevemente Lula?

Por que não temos tucanos atrás das grades?

Por que empresários, empreiteiros, dirigentes da PETROBRAS, doleiros e delatores estão sendo soltos ou cumprindo penas reduzidas em condomínios de luxo?

O que ocorre agora no Brasil, conjuntura que pode ser notada por  qualquer ser racional, é uma clara perseguição de setores mais reacionários do judiciário contra políticos que ergueram bandeiras populares, como programas de distribuição de renda, de moradia popular, de inclusão de jovens no ensino superior e no mercado de trabalho etc. 

A caça as bruxas continua, enquanto isso forja-se no país instituições cada vez mais perversas em relação à não observância dos direitos fundamentais do cidadão, o que diz respeito não somente aos poderosos, mas também a todos nós, cidadãos comuns. Isso cria um clima de insegurança generalizada, o qual somado à ilegitimidade política no executivo e no legislativo, faz emergir um caldo de cultura autoritária, conservadora e as sombras do passado, com a intervenção militar, o fim do direito, da liberdade e da soberania.

1.3.18

E-book: E-imigração em debate: novas abordagens na contemporaneidade

Acabou de sair o e-book do Evento acadêmico: "Seminário Internacional Migrações Atlânticas no mundo contemporâneo (séculos XIX-XXI) novas abordagens e avanços teóricos"

Confira abaixo:
Obs: Nosso artigo está entre as páginas 22 e 35.



22.2.18

Escola ou Prisão?

"Isso se parece com uma prisão" é o que afirmam os estudantes do Ensino Médio, os quais se deparam com cadeados e correntes, que os separam dos banheiros, da cantina ou do pátio.

Para ter acesso a esses locais e à água geladinha e abundante do bebedouro é preciso aguardar um funcionário destrancar o portão para que os alunos tenham o passe livre (sob o devido controle do abrir e fechar dos cadeados).

Tenho a impressão de que trancar estudantes, acostumados à navegar livremente pela web, não contribui em nada para a melhoria de sua relação com a escola. É por essa e outras razões que alguns adolescentes e jovens veem os professores como "inimigos" e a escola como um cárcere. 

Como resultado da aversão à escola e às suas exigências, como tarefas, notas, acordar cedo, cumprir regras e ter que aguardar o cadeado para ir e vir, há indisciplina, desinteresse e baixo rendimento na aprendizagem. Os mencionados fatores podem não ser determinantes, mas influenciam no pensar e no agir dos alunos, caso contrário não escutaríamos diariamente a frase que iniciou esta reflexão.

Dito isto, propomos coragem e ousadia para enfrentar o problema. Por que não mudar a abordagem e deixar a escola aberta para os estudantes, limitando os cadeados somente para estranhos? Os alunos deveriam poder transitar livremente, não deveriam vir para a escola "arrastados" por força da lei e pelos diversos desígnios de seus responsáveis legais. 
No começo, essa mudança até poderia ser caótica, inicialmente só ficariam na escola os alunos que gostam e/ou entendem a importância dos estudos para o seu futuro. Outros debandariam, seria um problema, mas dentro de pouco tempo sentiriam necessidade de vivenciar a rotina escolar e procurariam o educandário por conta própria, pois logo perceberiam que ficariam para trás dos demais colegas por terem abandonado a escola. 

Evidentemente, que essa medida deveria ser apresentada e referendada por toda a comunidade escolar, principalmente pais e/ou responsáveis e os alunos, num pacto coletivo. Deverá ser discutida e aprimorada com sugestões de todos. Talvez não resolva o problema de nosso claudicante sistema educacional, mas deixar como está também não o ajuda em nada. Então por que não tentar algo diferente?

E para o "gestores de plantão" que sugerirem como alternativa as "aulas atrativas" para prender a atenção dos estudantes e fazê-los gostar da escola, lembrem-se de que professores de Educação Básica trabalham em 3 turnos, em 2 redes diferentes, em cidades diferentes, planejam aulas para 8 ou mais turmas, todas com mais de 35 alunos. Logo, fica evidente que tal indicação é apenas retórica vazia e demagógica de quem não compreende o drama e a realidade do educador, o qual se encontra desgastado física e mentalmente, atormentado pela síndrome de burnout, vítima de agressões verbais e físicas e do assédio moral constante. Não mencionaremos a questão salarial, afinal, professor da rede pública no Brasil é associado ao pauperismo, está incutido na alma de muitos e o quadro não mudará, antes de uma revolução na mentalidade de todos envolvidos com educação. Mas fica o registro de que a necessidade do docente se desdobrar em 3 turnos inviabiliza qualquer planejamento adequado para aulas atrativas com recursos pirotécnicos escassos.  Se tais atividades ocorrem raramente a culpa é da sobrecarga de trabalho, a qual é perversa e degradante e não do professor e da professora que precisa se matar de trabalhar.

Há que se buscar novas formas de educar, mesmo num sistema falido como o atual  modelo educacional é possível formar alunos para a vida numa sociedade plural e democrática. O que não pode acontecer é falar em liberdade numa escola que vive acorrentada em práticas arcaicas.

Texto de Helio Brummas

19.2.18

Notas do Diário de Ywesky Borislav: Sobre a guerra de egos no funcionalismo publico

Certa vez fui a uma repartição publica aqui do interior para comercializar produtos da roça, eu levava linguiça, queijo, mel, manteiga, doces e ovos. Na ocasião presenciei um bate boca num dos corredores do predio, entre duas funcionarias. Uma era servidora de carreira e a outra também, mas ocupava um posto de chefia pelo que percebi.

A chefe se dirigia grosseiramente à sua subalterna, alegando que se não fosse pela proteção do Estado ela já estaria na rua, pois é péssima servidora, sempre chega atrasada, não faz nada direito, não é produtiva, enfim, era um peso morto para o funcionalismo. O Estado lhe pagava para ficar em sua saleta jogando conversa fora com outra servidora ao longo de sua jornada diária. A chefe ainda deu uma lição, enquanto a sua subordinada ouvia tudo espantosamente calma e em silêncio. Disse que jamais falta ao serviço, que é uma referência, serve como um espelho para os demais servidores seguirem e que, portanto, estava mais do que certa em exigir dos seus comandados que agissem com ela.

Nesse momento a servidora de carreira pediu a palavra e disse que iria agir com a diretora, sua chefe. Falou que chegaria atrasada quando quisesse, tiraria dia de folga por conta própria sem trazer atestado, viajaria para acompanhar o cônjuge sem apresentar atestado, se tornaria negligente com os seus afazeres, assim como ela se escondia atrás das pilhas de papel quando surgiam problemas reais, os quais demandavam ações de uma administradora de verdade. 
A chefe arregalou os olhos, ficou pálida e estarrecida com o que ouvira, balbuciou alguma coisa, mas sua língua travara, ela foi incapaz de qualquer tréplica.

Antes da administradora se reconstituir do golpe, a servidora emendou que ela não tinha moral para exigir nada, seu exemplo servia apenas para mostrar o que não deveria ser feito por um funcionario publico. Era uma pessoa que perseguia alguns e afagava outros, fechava os olhos para os seus erros e dos seus acólitos. Só estava naquele posto, pois vendera a alma para a burocracia estatal e não suportava mais estar no front, fazendo o que os demais servidores fazem - atender ao publico.

Saí logo do local, não vendi nada, fiquei chocado com o que vi e me perguntei quantos protocolos ficaram parados enquanto aquelas duas travavam sua guerra particular. Não sei bem quem estava certa ou errada, mas acho que a forma de lidar com os eventuais problemas seria conversando civilizadamente, sem troca de farpas e sem falso moralismo, pois a região já anda cheia de caquexia e está abarrotada de charlatanismo de todas formas possíveis - político, civil e religioso.

A maquina publica, infelizmente, tem funcionarios horriveis, os quaes tiram proveito da estabilidade e do apadrinhamento politico para se acocorarem no serviço, sem dar resultado algum, são contraproducentes. Urge uma reforma administrativa,  que extirpe o joio e valorize o trigo.
  
Enfim, deixei o lugar e fui ganhar o pão de cada dia, pois ao contrário daquela gente, eu era caixeiro-viajante e não poderia me esconder do mundo atrás de pilhas de papel, tampouco me beneficiava da benevolência eleitoreira ou estatal.

Y. B. (1951).

16.2.18

Conheça o Projeto Karatê na escola (2018)

Projeto Karatê na escola é desenvolvido na E. E. Luiz Salgado Lima desde 2017 e será implementado ao longo do ano letivo de 2018. O objetivo geral é ensinar artes marciais, reforçar valores, incentivar a disciplina, melhorar a autoestima dos alunos e contribuir para seu rendimento escolar e qualidade de vida.



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