13.5.15

Vivendo na Pré-História...

Imagine o mundo há 15 ou 20 mil anos atrás...

Como será que as pessoas viviam? Como se relacionavam e como se comunicavam? Do que se alimentavam?

Depois de estudarmos um pouco da pré-história e os seus períodos - paleolítico e neolítico - fizemos atividades, incluindo produção de textos e desenhos sobre o assunto estudado.

Olhem a seguir o lindo desenho da aluna do 6º ano 3. Ela representou com muito talento e criatividade um pouco da vida na pré-história! O desenho fala por si.


Parabéns, lindo trabalho!



12.5.15

A justiça tarda, mas não falha

Infelizmente, em nosso país, vivenciamos muita injustiça. Mas, às vezes, podemos comemorar vitórias conquistadas quando a Justiça ocorre de fato!

E chegou o nosso momento. Depois de muitos anos de aborrecimento, por conta de um processo injusto, senão calunioso, a justiça foi feita com relação aos servidores do Estado de Minas Gerais que participaram do movimento grevista de 2011.


Site da SEE-MG noticia a anistia para os períodos de greve de 2011 a 2014.

Acusados injustamente, boas pessoas amargaram o descaso, a falta de companheirismo, a falta de solidariedade e precisaram conviver e superar todos esses sentimentos em seu trabalho. Pois bem, tudo isso chegou ao fim, com a publicação do Despacho abaixo, no Diário Oficial de Minas Gerais, de 08/05/2015:

Diário do Executivo. 08/05/2015. p. 101.

Como todos podem perceber, o Processo Administrativo Disciplinar chegou à fase de conclusão com o arquivamento do procedimento. Sendo assim, não haverá punição para os servidores que foram acusados de forma caluniosa e vexatória. A mentira tem perna curta, diz o ditado popular. Pura verdade!
Consulta a Processo Disciplinar. Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais.

A justiça foi feita, pelo menos agora podemos celebrar esta conquista!
Afinal, servidores exemplares, profissionais éticos, qualificados e comprometidos com a qualidade da Educação Pública do Estado de Minas Gerais não podem e nem irão carregar máculas em suas carreiras, construídas com trabalho, honestidade e dignidade.

Agradecemos a Deus por esta vitória e depois ao SindUte-MG, por ter insistido na luta e na defesa dos interesses de seus filiados.

Vitória!

9.5.15

Quem foi Mona Lisa?

A resposta para a pergunta do post levanta uma polêmica que, por muito tempo, pareceu não ter fim no mundo da História da Arte.

Ontem, durante minha aula sobre o Renascimento Cultural, na turma 1002, as alunas Bárbara e Luiza sustentaram que Mona Lisa, pintada entre 1503 e 1506. era um autorretrato de Leonardo da Vinci (1452-1519).
Eu disse a elas que Mona Lisa era a esposa de um rico mercador italiano que encomendara a pintura de sua esposa ao gênio da Vinci.

Óleo sobre madeira. 77 x 53 cm. 1503-1506. Museu do Louvre. Paris (França).

Minha resposta tem por base uma afirmação de Giorgio Vasari (1511-1574), outro artista italiano, que disse: "Leonardo começou a retratar Monna Lisa, esposa de Francesco del Giocondo; demorou quatro anos, mas deixou o retrato inacabado." (Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura. Barueri: São Paulo. Editorial Sol 90, 2007. p. 80).

Como as duas alunas são bastante curiosas e inteligentes começaram a me questionar sobre as versões históricas e que eu poderia estar enganado sobre a identidade de Mona Lisa. Para esclarecer um pouco mais sobre o assunto, decidi fazer este post e abordar o tema, confrontando versões e estudos que apresentam respostas diferentes para a nossa pergunta principal.


Autorretrato de Leonardo da Vinci. Cerca de 1512 a 1515.

Na primeira década do século XX, a identidade Mona Lisa passou a ser questionada e foi levantada a hipótese de que ela seria um autorretrato de Leonardo. 

Em 1987, a artista gráfica Lilian Schwartz sobrepôs vários desenhos de Leonardo da Vinci sobre a tela da Mona Lisa e, por meio de exames de raios-X, identificou semelhanças nos traços. Essas semelhanças fortaleceram a tese de que Mona Lisa seria um autorretrato do pintor.

Contudo, Leonardo da Vinci usava em suas pinturas proporções matemáticas constantes, por isso os desenhos eram semelhantes, mas não iguais. Prova disso é  existência de várias aspectos comuns entre Mona Lisa (1506) e um outro desenho feito por Leonardo em 1500, de Isabella d'Este, filha do governador da cidade italiana de Mantua. (Observar a pintura abaixo).

Giz preto sobre papel. 63 x 46 cm. 1500. Museu do Louvre. Paris (França).

Alguns estudiosos de da Vinci "...consideram que a proposta da personagem [Isabella d'Este] é um prenúncio de A Gioconda, ainda que neste quadro a retratada pareça quase de frente e no desenho, quase de lado. Também foi aventada a ideia de que esses traços seriam um estudo para a A Gioconda, o que induziu alguns a sustentar que Isabella d'Este seria Mona Lisa, com quem guarda algumas semelhanças". (op cit. p. 78).

Assim, a teoria do autorretrato foi perdendo força, principalmente com o avanço das pesquisas sobre a enigmática pintura que prosseguiram no século XXI.

Segundo o professor Giuseppe Pallatini, "Mona Lisa era casada com Francesco del Giocondo, um rico comerciante florentino, e por isso também ficou conhecida como “Gioconda”. (Reportagem disponível no sítio eletrônico da BBC Brasil). As pesquisas de Pallatini, portanto, estão de acordo com a afirmação de Vasari, para o qual Mona Lisa seria Lisa di Antonio Maria Gherardini, esposa do mercador florentino Giocondo.

Para por fim à polêmica, pesquisadores de uma Universidade alemã descobriram em 2005 um documento histórico datado de 1503, com um registro de um funcionário da Chancelaria florentina. O documento traz uma nota afirmando que da Vinci trabalhava naquele momento na pintura de Lisa del Giocondo. (Leia mais sobre a descoberta dos pesquisadores alemães clicando aqui). 

Portanto, uma nova prova documental sustenta a afirmação de Vasari e confirma a verdadeira identidade de Mona Lisa, atestando que a musa de da Vinci foi, de fato, a esposa de Francesco del Giocondo.

O célebre quadro está exposto no Museu do Louvre, em Paris, França. O museu recebe anualmente cerca de 5,5 milhões de visitantes e todos querem ver a obra mais famosa: a Mona Lisa.


Turistas disputam espaço para ver o quadro de Leonardo da Vinci. (Museu do Louvre, França).

Apesar do quadro ter dimensões pequenas (77 x 53 centímetros) ele possui 509 anos. Alimentou polêmicas durante séculos e desperta admiração do público há cinco séculos!

Mona Lisa ou La Gioconda é uma obra-prima de Leonardo da Vinci e um retrato do que foi Renascimento Cultural no campo das artes e das ciências.
Na pintura temos a combinação de novas técnicas artísticas, como o sfumato,  a perspectiva (que causa sensação visual de profundidade) e o uso das formas geométricas harmônicas sustentando as linhas e as cores de um obra de arte produzida por um homem genial.

Fim da polêmica?

8.5.15

Fim da 2ª Guerra Mundial faz 70 anos

Assista ao pronunciamento da presidenta Dilma sobre a data histórica:


Símbolo da Força Expedicionária Brasileira que participou da Segunda Guerra Mundial, na Europa.

CIEP NEWS: escrevendo a História do CIEP 280

Está on-line a 1ª e histórica edição do Jornal CIEP NEWS, o informativo do CIEP 280 para toda a comunidade carmense!

Queremos aproveitar a oportunidade para desejar votos de saúde e de uma excelente recuperação para o professor Carlos Frederico, um dos idealizadores do CIEP NEWS, que passa por um momento difícil. Que Deus o abençoe, companheiro, para que você retorne logo. Estamos esperando por você!

Fiquem agora com o CIEP NEWS on-line, aqui no Acrópole - História & Educação.

*Clique sobre as imagens para ampliar.






5.5.15

Representação da intolerância

Os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental assistiram ao filme Caça às Bruxas (2011), com o astro Nicolas Cage.



O longa se passa na Idade Média, no período das Cruzadas, por volta do século XI ou XII.

Assista ao trailer.

Destacamos, antes do filme, que era importante que os alunos prestassem atenção aos elementos históricos, isto é, verídicos representados no filme, como: as Cruzadas, a intolerância da Igreja Católica, a Peste Negra dentre outros aspectos.

Após o filme, debatemos os aspectos históricos apresentados e solicitamos que os alunos escolhessem um dos temas estudados para ilustrar.

A aluna Leandra, da sala 9, caprichou na arte e mostrou a realidade. A Idade Média viveu momentos de turbulência religiosa, além das lutas e perseguições travadas entre cristãos, muçulmanos e judeus havia na própria Europa intolerância da Igreja com indivíduos julgados diferentes. Eles eram rotulados, de adoradores do demônio, as mulheres eram chamadas de bruxa e muitos foram condenados pela Inquisição à morte. 

Leandra retratou o momento do filme em que três mulheres são condenadas à forca por um padre e alguns soldados, após terem sido acusadas de bruxaria. Confira abaixo.


A violência gerada pela intolerância religiosa. Desenho da aluna Leandra.

Importante ressaltar que durante a Idade Média a Igreja realizava inúmeras obras sociais e de caridade. Estudamos que nos feudos eclesiásticos, além dos mosteiros destinados aos estudos bíblicos, havia espaços para os viajantes, hospitais para cuidar dos enfermos e lugares para acolher órfãos e idosos. Mas nada justifica a violência praticada, principalmente sob pretexto religioso.

Isso tudo é lamentável, pior ainda é que depois de tantos anos a humanidade teima em não aprender com os erros do passado. Infelizmente, a intolerância religiosa está muito viva em diversas partes do Mundo, até os dias atuais, provocando sofrimento e dor...

1.5.15

O trabalhador não tem vez aqui

As vésperas do Dia internacional do Trabalhador, um elemento importante que constrói um país com seu esforço, suor e impostos (e põe impostos aí...), o Brasil dá um péssimo exemplo de como se deve tratar aqueles que labutam para sobreviver.

O caso mais recente que tomou conta dos noticiários vem do Paraná, onde os professores encontram-se em greve reivindicando seus direitos. O governo estadual do PSDB rechaçou o diálogo e usou a polícia para dispersar, violentamente, os grevistas durante uma manifestação.

O resultado de tal ação foi uma barbárie e uma covardia com os trabalhadores da Educação, os quais foram alvejados por projeteis de borracha e muito gás lacrimogêneo.

Educadores protestam em Curitiba (PR) e são reprimidos pela PM. 29/04/15.

Por que os governos tem tanto medo dos trabalhadores, a ponto de usar a violência quando esses se mobilizam para assegurar os parcos direitos que possuem?

Governos que reprimem movimentos populares e trabalhistas com a violência lançam mão de um recurso que foi amplamente utilizado pelos Estados Totalitários, dentre os quais podemos citar o Fascista, o Nazista, o Comunista dentre outras experiências autoritárias contemporâneas que ocorreram, e ainda ocorrem, em alguns países africanos e latino-americanos.

No Brasil, o descaso das autoridades políticas e das elites detentoras do poder econômico com as necessidades dos trabalhadores é, historicamente, marcante e assustador.
Logo no início do regime republicano no pais, no final do século XIX, as questões sociais eram tratadas como caso de polícia. Daí vem a origem de toda a violência contra a classe trabalhadora atual.


Greve geral em São Paulo, em 1917.

No período em que o país viveu sob a ditadura de Getúlio Vargas, os sindicatos foram mantidos sob controle do governo. Vargas criou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943, mas deu um "cala boca nos" trabalhadores, subtraindo-lhes a capacidade de organização e mobilização.


Era Vargas: no dia do Trabalhador Getúlio Vargas era celebrado como o "pai dos pobres".

Greves foram proibidas e manifestações culturais que criticavam a política trabalhista de Getúlio foram censuradas.

Durante os governos militares, os trabalhadores também não tiveram vida fácil. Os sindicatos sofreram intervenção e muitas lideranças foram exiladas, presas e até torturadas pelos agentes da ditadura que tomavam conta do país. Nesse período também houve grande arrocho salarial, apesar do país ter experimentado momentos de crescimento econômico as desigualdades sociais aumentaram.

Veio a redemocratização, "fizemos" a Constituição de 1988 e tudo melhorou, certo?


Deputado Ulysses Guimarães durante a aprovação da Constituição de 1988.
Errado, os trabalhadores continuaram sofrendo, mas resistindo e lutando, apesar das adversidades, do assédio moral, da manutenção de baixos salários e da brutalidade que as autoridades empregam para tentar silenciar a voz de quem nunca se cala.

Repare que ao longo de quase 126 anos de República o trabalhador continua sendo perseguido, massacrado ora pelos impostos ora pelas bordoadas recebidas da PM, quando não pelos dois fatores simultaneamente.

O trabalhador só será respeitado quando houver uma mudança da percepção das elites nacionais, o que também depende de ações governamentais, como a melhor distribuição de renda e o respeito pelos direitos e conquistas trabalhistas. Infelizmente, os exemplos de repressão, tais como o ocorrido com os educadores do Paraná, demonstram que estamos longe dessa realidade.

Por isso, em mais de 100 anos de História, pouca coisa mudou ou não avançou na proporção ideal. Até agora, o Estado brasileiro ainda não conseguiu encontrar maneiras dignas de tratar e de reconhecer aqueles que mais fazem pelo país.

Leia mais sobre o Dia do Trabalhado clicando aqui e aqui.

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