4.4.15

Palestra em Ouro Branco: O celular como ferramenta de leitura e de aprendizagem

No dia 31 de Março estivemos no IFMG, em Ouro Branco, a convite do professor Carlos Eduardo Paulino, para fazer uma palestra para os acadêmicos do Curso Superior de Licenciatura em Comunicação.

Atendemos prontamente o pedido e ficamos honrados com a oportunidade.

Na palestra contamos um pouco da História do Acrópole, desde o seu surgimento em 2010 até os dias atuais, em que o Blog está associado à outras redes sociais e possui até o próprio aplicativo. Relatamos também nossa experiência com o celular e o aplicativo empregados na sala de aula, como um meio didático. Aliás, foi essa experiência exitosa que nos levou à final do Prêmio VivaLeitura, em dezembro de 2014.

Apresentamos o Blog para os ouvintes, demonstramos os seus recursos - como os textos, vídeos, imagens, fontes históricas, avaliações e jogos on-line e, claro, muitas publicações de nossos alunos e alunas.

Ao final da palestra os professores do Curso de Computação, acadêmicos e professores da rede municipal de Educação de Ouro Branco fizeram várias perguntas e nos deram ótimas sugestões para aprimorarmos o nosso trabalho.

Quero agradecer novamente ao professor Carlos Eduardo Paulino e a todos que nos agraciaram com sua presença naquele dia especial.

Fotos:


















2.4.15

Jornal Leopoldinense destaca palestra em Ouro Branco

No portal do jornal Leopoldinense há uma matéria sobre a palestra proferia pelo professor Rodolfo, no IFMG, em Ouro Branco (MG).

Leia a matéria completa clicando na imagem abaixo:



1.4.15

Professor Rodolfo é convidado para fazer palestra no IFMG de Ouro Branco

Ontem dia (31/03) o professor leopoldinense, Rodolfo Alves Pereira, foi até Ouro Branco, no Instituto Federal de Minas Gerais, onde fez uma palestra para alunos e professores do Curso de Licenciatura em Informática.


Professor Rodolfo recebe o Troféu VivaLeitura, no Congresso Nacional em Brasília-DF.


Na palestra, o professor abordou as dificuldades, êxitos e desafios que obteve com o projeto: "O celular como ferramenta de leitura e de aprendizagem", o qual foi finalista do Prêmio Nacional VivaLeitura, em 2014.

Leia mais sobre o evento no site do IFMG:


Confira o material apresentado na palestra:

29.3.15

Idade Média em perspectiva

A Idade Média foi um período da História da Europa que começou no século V e terminou no Século XV.

No ano 476, O Império romano do Ocidente foi destruído pelos povos germânicos, os quais estabeleceram diversos reinos na Europa (ver mapa abaixo).


O antigo Império romano estava agora fragmentado em vários reinos germânicos. De acordo com o historiador Hilário Franco Júnior (2001), o cristianismo "foi o elemento que possibilitou a articulação entre romanos e germanos, o elemento que ao fazer a síntese daquelas duas sociedades forjou a unidade espiritual, essencial para a civilização medieval". (A idade média - nascimento do ocidente. p. 16).

Importante destacar que a Igreja Católica, durante a Idade Média, foi a instituição que assumiu a responsabilidade de difundir o cristianismo na Europa e, posteriormente, no mundo. Por isso, a Igreja adotou uma postura bastante radical e punitiva em relação a quaisquer manifestações religiosas ou crenças que contrariassem os dogmas do catolicismo. 

Os membros da igreja formavam o Clero, eram padres, bispos, cardeais e o papa, como autoridade máxima. A Igreja adquiriu vasto patrimônio, recebendo doações de terras e recolhendo o dízimo. Sua importância ia além do amparo espiritual, pois o clero tinha muita influência política e social.

Catedral de Notre-Dame em Paris. As catedrais foram construídas em toda a Europa simbolizando a fé e o poder da Igreja Católica.

A economia europeia, a partir do século V, passou por um processo de ruralização, devido ao declínio das atividades comerciais e ao desaparecimento das moedas. Assim, na Idade Média, a terra tornou-se o bem mais valioso. 

Os donos das terras eram os nobres, que detinham enorme poder sobre seu território. Eles tinham uma massa de camponeses que os serviam, trabalhando em seus campos, e lhes pagavam inúmeros impostos, como a corveia, a talha, a banalidade dentre outros. 

Camponeses trabalhando com o arado. Ao fundo o castelo do senhor feudal.

A economia medieval é chamada de feudalismo, pois se baseava no feudo (a terra e todos os bens que estavam nela: o castelo, o arado, o gado, as ferramentas etc).

Os feudos eram autossuficientes, ou seja, produziam tudo aquilo de que necessitavam. Quando faltava algo que não havia no feudo, era possível fazer o escambo, que é a troca de mercadorias por outras. 

Observe na ilustração como eram estruturados os feudos:

Os camponeses levavam uma vida dura, trabalhavam para sobreviver num regime de servidão. Recebiam comida e proteção do nobre.

Nobres influentes poderiam ceder parte de seu feudo para outros nobres, em troca de sua lealdade e de serviços militares quando fosse necessário. Essa relação é chamada de suserania e vassalagem. Note na ilustração medieval abaixo como era a cerimônia entre o suserano e o seu vassalo.

O vassalo, de joelhos, presta juramento de lealdade a seu suserano.

A sociedade medieval era estratificada e com pouca mobilidade social. A nobreza era hereditária, sendo assim um camponês nunca poderia se tornar um nobre. Os extratos sociais eram bastante distintos entre si. Havia aqueles que oravam, o Clero; os que lutavam, a nobreza; e os que trabalhavam, os camponeses (ou servos).

Observe na figura medieval abaixo uma representação da sociedade feudal, com os três grupos sociais devidamente caracterizados de acordo com suas atribuições.

Clero, Nobre e Servo. Representação da Sociedade medieval.


No século VIII, a Europa foi sacudida por novas invasões. Os vikings atacaram territórios no norte e os muçulmanos expandiram seus domínios do Norte da África até o sul da Península Ibérica, onde ficam atualmente Portugal e Espanha.

A cultura medieval foi muito beneficiada pela cultura muçulmana, a qual permaneceu na Europa até o final do século XV. Apesar de cristãos e muçulmanos manterem uma relação conflituosa, como ocorreu com as Cruzadas, iniciadas a partir do século XI, houve muita troca cultural entre árabes e europeus.

Na Península Ibérica, os muçulmanos construíram belíssimos templos (as mesquitas) que podem ser apreciadas até os dias de hoje. 

Mesquita de Córdoba, na Espanha, construída no século X.
Foram eles, provavelmente, que implantaram o jogo de xadrez na Europa, no século X, a partir da Espanha. Os muçulmanos possuíam muitos conhecimentos nas áreas de geografia, filosofia e medicina que até então eram desconhecidos pelos europeus.

Um cavalheiro cristão e um guerreiro muçulmano disputam uma partida de xadrez. Ilustração do século XIII

Em suma, o legado muçulmano na Europa, principalmente na Península Ibérica, é marcante, seja na língua, nos costumes, na alimentação ou no conhecimento científico adquirido pelos europeus.

A partir do século X, a Europa Medieval passou por grandes transformações. A agricultura tornou-se mais produtiva devido à implementação de novas técnicas agrícolas, a população aumentou, as feiras começaram a surgir e, ao redor delas, surgiram as cidades onde floresceu um novo grupo social - a burguesia. Inicia-se então o renascimento urbano e comercial.

No século XIV, o sistema feudal entrou em crise. A Peste Negra devastou grande parte da população europeia, havia conflitos no campo e nos burgos (cidade). O poder da Igreja e da Nobreza começava a ser questionado por novos atores sociais, que irão inaugurar a Idade Moderna, tema para ser trabalhado nas próximas aulas.

Avaliação 

1. ENEM, 2022.


[1º ano] Roma Antiga

"Todos os caminhos levam a Roma". Esse ditado popular na Itália provém da Antiguidade, e se justifica pois Roma construiu um vasto império, conquistando toda a a região da orla do Mar Mediterrâneo. Assim, todos os caminhos iam em direção à capital do império, para onde seguia gente, riquezas, tributos e escravos.



Graças ao seu poderio militar, Roma dominou um imenso território (ver mapa acima). Pela força das armas e da política, os romanos mantinham os territórios dominados como províncias, que deviam impostos e tributos para a capital.


Um exército disciplinado e bem equipado foi fundamental para o sucesso de Roma.

Com os impostos o governo mantinha um exército poderoso, construía pontes, estradas, coliseus e aquedutos. Muitas destas construções milenares estão erguidas até os dias atuais e são atrações turísticas para os interessados na Antiguidade Clássica.


Um aqueduto construído pelos romanos na França.
Antes de se tornar um Império, Roma viveu sob o governo republicano entre 509 a. C. a 27 a. C.

A palavra República vem do latim res publica e significa "coisa pública". Essa forma de governo de governo deveria zelar pelo bem comum e pelos interesses coletivos. 
Marco Túlio Cícero (106 a. C. a 43 a. C.), filósofo e político romano assim definiu o governo republicano:

“homens associados pelo direito a partir de interesses que lhes são comuns. A associação pelo direito pressupõe a existência de leis e, para promover os interesses comuns, essas leis devem ser a expressão da vontade popular.”

Contudo, a realidade era diferente da teoria. A República romana era controlada pelos patrícios (donos de terras e de escravos), os quais se achavam descendentes dos fundadores de Roma. Eles ocupavam os cargos mais importantes, como os de cônsul ou de senadores. 


Representação de uma sessão do Senado romano.

O senado cuidava do orçamento, decidia se Roma entraria em guerra e elegia os dois Cônsules que lideravam o governo republicano. Em casos extremos ou de crise, um cônsul poderia assumir o poder e implantar uma ditadura até que o problema fosse solucionado.

No outro espectro social havia a massa popular, a plebe. Os plebeus eram um grupo social heterogêneo formado por camponeses, pastores, artesãos, comerciantes etc, os quais constituíam a maioria da população romana.
Eles reivindicavam mais direitos, como o fim da escravidão por dívidas e maior participação no governo.

Com lutas, greves e protestos os plebeus conquistaram, a partir de 494 a. C. o direito de eleger seus representantes para o Tribuno da Plebe (órgão que poderia sugerir leis e vetar medidas do senado) e a publicação da Lei das Doze Tábuas, por volta de 450 a. C.,   elemento fundamental do Direito Romano. A escravidão por dívidas foi abolida e foi permitido o casamento entre patrícios e plebeus.

Apesar das conquistas dos plebeus, as mulheres romanas não podiam participar da política, votar ou assumir cargos no governo, tal como era na Grécia Antiga. Mas, segundo o historiador Pedro Paulo Funari (2002), "o conceito de cidadania romana era muito mais flexível do que o ateniense, que vimos anteriormente. Tornavam-se romanos, por exemplo, os ex-escravos alforriados, chamados libertos, ainda que os plenos direitos políticos só fossem adquiridos pelos filhos libertos, já nascidos livres. Os romanos concediam, também, a cidadania a indivíduos aliados e, até mesmo, a comunidades inteiras" (p. 85).

Fica claro que a cidadania em Roma era mais abrangente do que fora na Grécia Antiga, especialmente em Atenas, berço da democracia. 
Ao estender à cidadania para outros povos, os romanos se tornavam mais numerosos e mais dinâmicos do ponto de vista político e social. 

DE OLHO NO ENEM - 2017. QUESTÃO SOBRE ANTIGUIDADE CLÁSSICA

28.3.15

Vem aí... CIEP NEWS

Uma iniciativa dos alunos do 2º ano do Ensino Médio e dos professores das disciplinas de Filosofia, Sociologia e Cultura e Uso das Mídias.














Aguardem!

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