27.4.14

Os primeiros habitantes do atual território de Leopoldina (MG)

Parabéns, Leopoldina, pelos seus 160 anos!

Quando os europeus descobriram ouro no interior do Brasil, em fins do século XVII, havia na Capitania das Minas Gerais uma região conhecida como "sertão proibido". Essa localidade era coberta por densa mata e habitada por várias tribos "selvagens", as quais representavam um risco para a vida dos colonos europeus.
A região era uma área proibida visto que garimpeiros ilegais, poderiam usar o local para abrir trilhas, por onde escoariam metais preciosos sem o conhecimento do fisco.
Essa era a Zona da Mata Mineira.

Atual território de Leopoldina, em destaque.

Ela começou a ser desbravada por volta do século XVIII, quando os colonos tentavam encontrar novas terras para serem cultivadas e abrir novas rotas que ligassem as Minas ao Rio de Janeiro, facilitando o escoamento de mercadorias, sobretudo do ouro.
Painel de azulejos "O feijão cru". (Inspirado na obra de Funchal Garcia). O painel está localizado na Praça Félix Martins e retrata a lenda da colonização, iniciada por um acampamento de colonos à beira de um córrego local.
Por aqui, na área compreendida por Leopoldina, os primeiros habitantes foram os índios da tribo Puri (na língua dos Coroado, Puri significa "homens ousados"). Eles ocupavam um vasto território, que compreendia, além de Minas Gerais, parte do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Mas não eram só os Puri que viviam aqui, também habitavam a Mata Mineira os Coroado (assim chamados pelos portugueses devido ao seu hábito de raspar os cabelos) e os Coropó. Os três grupos pertenciam ao tronco linguístico Macro-Jê. 
As primeiras informações sobre a existência dessas tribos remontam ao início da colonização portuguesa, no século XV, devido a ação dos exploradores e dos bandeirantes, os quais realizavam incursões ao interior da colônia e entravam em contato com os nativos.

Alguns dos primeiros habitantes da Zona da Mata mineira. Desenho de Rugendas - século XIX.

Leopoldina, situada no leste de Minas Gerais, contava com uma geografia - relevo e recursos naturais - favorável à formação de aldeias indígenas. As montanhas e a espessa vegetação garantiam proteção natural e alimento para os índios, como a caça e a coleta de frutos. A existência de rios na localidade, como o Pomba e o Pirapetinga, com águas tranquilas, permitiam a navegação em pequenas embarcações e a pesca.
 DEBRET, 1834. Cenário do Vale do Paraíba. A vegetação exuberante do Brasil despertava medo e admiração nos viajantes europeus.

Essas tribos eram nômades, não tinham moradia fixa, viviam vagando pela região, procurando por alimentos e melhores condições de caça e coleta. Eram considerados índios bravos e selvagens pelas autoridades coloniais, cujos agentes procuravam "civilizá-los", e convertê-los ao catolicismo.

Onça pintada abatida por grupo indígena. Enquanto uns preparam o fogo,  outros descansam em redes. Aqui o índio é mostrado perfeitamente adaptado à natureza hostil que o cerca.

Debret, artista francês que esteve no Brasil em 1816, retratou em diversas pinturas os índios, a fauna, a flora e a sociedade colonial daquele período, e também escreveu um livro, no qual registrou algumas observações sobre os índios da região dos sertões de Minas Gerais:

"não usam nenhuma vestimenta, nem mesmo em estado de civilização. Alimentam-se de caça e comem carne assada extremamente tostada". (DEBRET, 1989, p. 56-57 apud ALMEIDA, M. R. C. de, 2009.).

A respeito do aspecto físico dos Puri e dos Coroado, o barão de Eschwege, geólogo alemão que veio ao Brasil sob o patrocínio da Coroa portuguesa no século XIX, anotou o seguinte:

"As feições, ou melhor, o aspecto geral dos dois povos é muito semelhante, porém os puris tem traços faciais mais agradáveis que os coroado, que são mais feios..." (ESCHWEGE, 2002, p. 90 apud AGUIAR, J. O. 2010. p. 205.).

Nesse sentido, também temos o relato de outro viajante europeu o qual percorreu o Brasil nas primeiras décadas do século XIX, trata-se do naturalista francês, Auguste de Saint Hilaire, que descreveu um grupo de Coroados habitantes de uma área próxima do Rio Bonito:

“Pertenciam à tribo mais disforme da natureza encontrada durante minha permanência no Brasil. Aos traços da raça Americana, tão diferente da nossa, acresciam uma fealdade peculiar a sua nação: eram de estatura pequena; sua cabeça achatada em cima e de tamanho enorme, mergulhava em largas espáduas; uma nudez quase completa deixava a descoberto sua repelente sujeira; longos cabelos negros caiam em desordem sobre os ombros; a pele de um escuro baço, estava salpicada aqui e ali pelo urucu; percebia-se através de sua fisionomia algo de ignóbil, que não observei entre outros índios, e enfim, uma espécie de embaraço estúpido que traia a idéia de eles mesmos tinham de sua inferioridade.”(HILAIRE, 1975. p. 30 apud OLIVEIRA, R. B. de. p. 2.).  
Coroado e Botocudo. Viagem pelo Brasil, 1817-1820. Spix e Martius.

O naturalista francês deixa clara sua visão preconceituosa e eurocêntrica sobre os costumes e o porte físico dos Coroados. No seu registro, ele destaca a falta de higiene e o hábito de os nativos de pintarem o corpo com o urucu, fruto a partir do qual os índios obtinham uma tinta avermelhada que usavam para pintar o corpo.


A pintura corporal servia como um protetor solar, repelente contra insetos e tinha caráter estético, religioso e cultural. 
Como se sabe, os índios costumavam se banhar, diariamente, nos rios, onde nadavam e pescavam. O fato de os índios se banharem constantemente contraria a ideia do autor francês de que eles não tinham cuidado com a sua higiene. 

Aspectos econômicos, políticos, sociais e religioso

Esses grupos indígenas cultivavam pequenas roças de milho e de mandioca. Faziam bebidas a partir da fermentação do milho. Suas aldeias tinham cabanas erguidas com troncos de madeira, cobertas por folhas de árvores. As habitações eram coletivas, com capacidade para abrigar dezenas de pessoas.

Aldeia de Coroados. (Viagem pelo Brasil, 1817-1820. Spix e Martius)

As tribos tinham como líder o cacique, ele tomava as decisões após ouvir os conselhos dos homens mais experientes da tribo. Havia também o pajé, uma espécie de sacerdote e curandeiro, dotado de conhecimentos religiosos e mágicos.
Cultuavam vários deuses, portanto, eram politeístas.

Sobre a organização social e política dos Coroado, o já citado observador alemão do século XIX, em visita à Capitania de Minas Gerais, registra:

"São raríssimas as brigas desencadeadas para decidir a posse de algo, se pertence a um ou a outro, porque as diversas famílias que habitam em uma aldeia moram muito distantes umas das outras,muitas vezes horas, havendo pouco contato entre elas. As diferentes famílias, que contam às vezes 40 membros, obedecem geralmente ao mais velho. Vivem em perfeita comunhão de bens, constroem suas cabanas em mutirão, plantam pequenas roças e caçam juntos e desfrutam o resultado de seu trabalho coletivamente. Somente quando temem ataques dos bravos puris, ou quando querem atacá-los, todos se unem para a mesma finalidade." (ESCHWEGE, 2002, p. 101 apud AGUIAR, J. O., 2010.).

Como se percebe, não havia entre os povos indígenas uma noção de propriedade privada, tendo em vista que a terra era um bem coletivo e os alimentos eram repartidos entre todos os membros da comunidade.


A divisão do trabalho levava em conta o sexo, enquanto os homens caçavam e cuidavam da guerra, as mulheres preparavam os alimentos, coletavam vegetais e cuidavam das crianças.

A guerra entre esses diferentes povos indígenas era algo comum, já que vez ou outra acabavam disputando territórios entre si. Mas o principal motivo que provocava luta era a vingança. Os puri e os coroados eram rivais, suas batalhas eram violentas. Lutavam com arcos e flechas e tacapes de madeira. Os guerreiros também se enfeitavam com plumas de aves.


Índios em guerra. Gravura publicada no livro "Duas viagens ao Brasil", de Hans Staden (1557). 

O vencedor comemorava a vitória com rituais, como o descrito abaixo, quando um Coroado celebram a morte de um rival:

"O braço de um guerreiro puri morto na guerra é o maior símbolo de vitória para os coroado. As vitórias são comemoradas com uma festa, onde é servida com abundância a bebida fermentada feita com milho. O braço do puri morto passa de um para outro durante a dança e às vezes ele é colocado em pé e serve de alvo para as flechas. Outros o molham na bebida alcoólica, depois o molham e chupam-no e ainda o maltratam de toda a sorte, tudo isso ao som de hinos em louvor ao vitorioso e canções de repúdio e desprezo aos puris." (FAUSTO, 1999, p. 251-282 apud AGUIAR, J. O., 2010.).

Fim dos povos indígenas?

A intensificação do processo colonizador na região a partir da segunda metade do século XVIII, que provocou o surgimento de núcleos urbanos e a ampliação das áreas de cultivo e da pecuária, tornaram as terras um bem ainda mais precioso para os índios. Para tentar resistir ao avanço colonizador, alguns fugiam, vagavam por áreas mais interioranas, outros ficavam, morriam ou passavam a viver nas sesmarias.

O antropólogo Darcy Ribeiro (1995) enumera a tragédia que a colonização representou para os índios:
"A branquitude trazia da cárie dental à bexiga, à coqueluche, à tuberculose e o sarampo. Desencadeia‐se, ali, desde a primeira hora, uma guerra biológica implacável. De um lado, povos peneirados, nos séculos e milênios, por pestes a que sobreviveram e para as quais desenvolveram resistência. Do outro lado, povos indenes, indefesos, que começavam a morrer aos magotes. Assim é que a civilização se impõe, primeiro, como uma epidemia de pestes mortais. Depois, pela dizimação através de guerras de extermínio e da escravização." (RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 47)

A chegada dos colonos e o consequente aldeamento dos índios foi uma forma de pacificar os nativos. Nas aldeias, os índios eram catequizados, aprendiam técnicas agrícolas e artesanais aos moldes europeus e eram forçados a abandonar seus costumes, tais como a nudez, a poligamia e o culto às suas divindades naturais.

Aldeia tapuia. Rugendas - século XIX.

Aqueles nativos que tentassem resistir aos colonos enfrentavam a guerra justa, isto é, poderiam ser mortos ou capturados e escravizados pelas tropas coloniais.


Confronto entre índios e colonos. Rugendas. Século XIX. Os nativos tiravam proveito do conhecimento que tinham da vegetação e do relevo, para emboscar seus captores, com armadilhas e ataques surpresas. 

Índios capturados por bandeirantes e caçadores de escravos. Debret. Século XIX.

Mas a intenção do Governo Colonial era assimilar o índio à civilização que estava chegando aos sertões. Portanto, os aldeamentos, a mestiçagem e a realocação dos indígenas para trabalhar em terras coletivas se tornou a melhor opção para que Portugal concretizasse sua expansão territorial.

Os resultados da colonização já são bastante conhecidos por todos nós - índios dizimados pela guerra, pelas doenças, pela fome e pelo trabalho compulsório. A cultura indígena foi forçada a se adaptar aos costumes dos portugueses e mestiços e também às práticas do catolicismo. Logo, pouco restou da cultura original dos nativos, bem como detalhes de seus costumes e História.
Como esses povos indígenas não dominavam a escrita não deixaram registros, por isso muito do que sabemos sobre eles deve-se aos relatos de viajantes europeus e registros feitos pelas autoridades coloniais, os quais estão preservados em Arquivos Históricos. Entretanto, devemos fazer uma leitura crítica de tais documentos, pois muitos deles contém imprecisões, preconceitos e idealizações da visão europeia-dominadora sobre a terra e os povos dominados, os quais eram julgados exóticos, inferiores e selvagens.  Há também os achados arqueológicos, as fontes materiais, como urnas funerárias, restos de instrumentos e outros vestígios que são encontrados em sítios arqueológicos na região, que nos ajudam a recriar a vida e a cultura dos primeiros habitantes da Zona da Mata Mineira. (Para saber mais sobre arqueologia na Zona da Mata, acesse o site do Museu de Arqueologia e Etnologia Americana da UFJF).


Arqueólogos trabalhando em escavações na região metropolitana de Belo Horizonte (2012).
Todo o empenho em pesquisas e estudos regionais é compensador, pois elucida diversas questões relacionadas às nossas raízes étnicas, contribuindo para enriquecer ainda mais nossa História. O historiador Marco Morel nos lembra que: 
"Os contatos de cinco séculos entre os povos chamados de indígenas e os representantes da civilização ocidental nas terras brasílicas ocorreu entre grupos diversos de ambos as partes, gerando, ao lado de violências e guerras, interações e influências recíprocas. Não é a toa que estudos de genética das populações apontam que um terço da população considerada branca no Brasil atual possui ascendentes indígenas. Além de se constituírem como Outro, os índios somos nós, modificados ambos ao longo do tempo." (http://bndigital.bn.br/redememoria/pindigenasdocs.html)

Portanto, reconhecer a importância histórica dos povos indígenas, além de tantos outros grupos étnicos que compõe o povo brasileiro, é valorizar nossa identidade e admitir que ela é multifacética, rica e complexa.

22.4.14

A Revolução Russa

Revolução Russa (1917)

  • No início do século XX, a Rússia era governada por uma monarquia de caráter absolutista, liderada pelo Czar Nicolau II. 
A família real russa, os Romanov.
  • A economia era essencialmente rural, havia grande concentração de terras nas mãos de poucos e o país começava sua industrialização com a ajuda de capitais estrangeiros. Camponeses e operários eram mal remunerados, trabalhavam muitas horas e em péssimas condições.
  • Em 1905, a Rússia se envolveu num conflito militar contra o Japão na tentativa de estabelecer o controle da Manchúria e da Coreia, mas terminou derrotada. A guerra tornou ainda mais difícil a vida das pessoas pobres. Os trabalhadores fizeram greves, manifestações e pediram uma audiência com o Czar (imperador), mas foram baleados pela guarda imperial. A popularidade do Czar começava a cair.
Pintura representando o Domingo sangrento (1905), Rússia. 
  • A desastrosa participação russa na Primeira Guerra Mundial ao lado da Tríplice Entente provocou a morte de milhares de soldados, enquanto o desemprego, a fome e o descontentamento popular contra o governo aumentavam no país.
  • Sovietesagremiações políticas representativas do proletariado industrial, camponeses e os soldados. Os sovietes questionavam as ações do governo e as desigualdades sociais na Rússia.
  • O Partido Marxista Russo dos Trabalhadores Socialdemocratas tinha uma atuação destacada, inspirado nas ideias de Karl Marx, defensor do socialismo científico. Almejava acabar com as desigualdades e a exploração criadas pelo Capitalismo, criando uma sociedade ideal, Comunista.  
  • O Partido era composto por dois grupos. O menchevique, o qual defendia reformas que seriam feitas aos poucos na sociedade e não se posicionava contra a retirada da Rússia da Primeira Guerra. E o bolchevique, esse propunha mudanças radicais na economia e na sociedade russa.
  • Os mencheviques tomaram o poder em 1917 (Revolução de Fevereiro). A Duma, o parlamento russo, instalou um governo provisório sob a liderança de Alexandre Kerenski (1881-1970). Os mencheviques pretendiam acelerar o desenvolvimento do  capitalismo no país, modernizar a indústria e atrair investimentos estrangeiros.
  • O líder dos bolcheviques, Vladimir Lênin, convocou o povo para a luta contra o governo, em abril de 1917. Sob o lema "Todo o poder aos sovietes", Lênin propunha a retirada da Rússia da Guerra, a reforma agrária e a nacionalização dos bancos. No início de novembro (final de outubro no calendário juliano), os bolcheviques tomaram o poder. 
Lênin discursa em Petrogrado.
  • O governo de Lênin retirou a Rússia da Primeira Guerra (assinatura do Tratado de Brest-Litovsk, 1918), enfrentou uma sangrenta guerra civil, promoveu a distribuição de terras para os camponeses (reforma agrária), passou o controle das fábricas para o governo e para os trabalhadores.
  • Os setores que se opunham à revolução socialista bolchevique organizaram a resistência - o Exército Branco. As forças do novo regime, o Exército Vermelho, eram comandadas por Léon Trótski. A guerra civil prolongou-se por quatro anos e, ao fim, os vermelhos foram vitoriosos.
  • Nova Política Econômica (NEP): medidas adotadas por Lênin, em 1921, para recuperar a economia russa, elas permitiram a entrada de capitais estrangeiros no país, para investir nas indústrias e no comércio, além de outras práticas capitalistas. 
  • A Rússia tornou-se um país Socialista, liderada pelo Partido Comunista Russo, englobando depois áreas e países vizinhos, formando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U.R.S.S). Observe o mapa abaixo.
  • Stálin assumiu o governo em 1924, após a morte de Lênin, e governou de forma ditatorial, até 1953. O governo só permitiu o funcionamento de um partido, o Comunista, os demais foram declarados ilegais e os opositores do governo foram perseguidos, presos e massacrados.
  • A U.R.S.S. tornou-se, a partir da segunda metade do século XX, a maior rival do bloco dos países capitalistas, os quais eram liderados pelos E.U.A.
O Mundo divido entre Capitalismo e Socialismo durante a Guerra Fria.

17.4.14

Jogo Medieval

Os alunos do 7º ano, seguindo a sugestão de atividade do Livro didático, criaram um jogo de tabuleiro sobre a Idade Média, com perguntas, obstáculos e bônus.

Cavaleiros medievais jogando xadrez (1283).

Vence que acertar mais perguntas e completar a trilha antes do que os adversários.

Com esse trabalho, eles comprovaram o quanto estudar pode ser prazeroso e divertido.

A criatividade deles foi 10, estão todos de parabéns!

Confira as imagens:



Regimes Fascistas

  • Os regimes fascistas foram governos totalitários que se manifestaram em países da Europa, destacadamente na Itália e na Alemanha, entre a metade dos anos 1920 até 1945.
  • A ascensão desses regimes totalitários, especialmente o Nazismo, está associada ao Tratado de Versalhes (1918), o qual pôs fim à Primeira Guerra Mundial e responsabilizou a Alemanha por todos os prejuízos causados às nações vitoriosas; A Crise econômica de 1929 que arruinou as economias de inúmeros países; e as disputas políticas entre os grupos radicais que emergiram no período, como os socialistas e os nazifascistas.
  • Nesse cenário caótico, onde havia instabilidade política e governamental, crise econômica, inflação, desemprego e muito desespero, as ideologias nazifascistas tornaram-se muito atraentes para as massas populares.
  • As pessoas começavam a apoiar as doutrinas autoritárias, como o Fascismo e o Nazismo. De modo geral, elas pregavam um Estado forte e centralizador, o militarismo, exaltavam um passado de riquezas e de glórias, consideravam a democracia uma forma de governo fraca e atacavam o liberalismo econômico e o comunismo. O Estado nazifascista seria governado por um líder, uma figura exemplar que deveria ser cultuada e obedecida por todos. Os conflitos de classe seriam atenuados através do corporativismo para manter a ordem e  harmonia social. Os governos totalitários passariam a controlar toda a vida do país - a economia, a educação, a cultura e o comportamento de seus cidadãos.
  • A Itália, tomada pelo Fascismo a partir de 1925, passou a ser governada por Benito Mussolini - o Duce (Condutor).

  • O Nazismo, chefiado por Adolf Hitler, o Führer (líder), tomou o poder na Alemanha em 1933.

  • A propaganda foi muito explorada pelos governos totalitários, seja pelo rádio, jornais, cinema ou em grandes comícios, eles divulgavam a doutrina para o público e faziam uma verdadeira "lavagem cerebral" nas pessoas. 
Soldados uniformizados demonstram a ordem, a disciplina e a força do regime em um comício nazista. 
  • A violência foi uma característica marcante dos regimes totalitários, eles proibiram o funcionamento de outros partidos políticos, restringiram os direitos dos cidadãos, como por exemplo, a liberdade de expressão, proibiram o funcionamento dos sindicatos e as greves dos trabalhadores. Enfim, esses governos eram autoritários e não admitiam nenhum tipo de oposição ao regime, tampouco respeitavam as liberdades individuais. No caso do Nazismo, havia também uma questão racial ligada à sua ideologia. O Nazismo defendia que os alemães (a raça ariana) eram o povo superior, escolhidos para governar, ocupar o "espaço vital" (o leste da Europa), enquanto as raças "inferiores", como os eslavos e os judeus, deveriam ser aniquiladas. A ditadura nazista combateu as  diferenças étnicas e culturais, por isso judeus, eslavos (povos da Europa Oriental) homossexuais, ciganos e portadores de deficiências foram perseguidos e muitos foram exterminados pelas tropas do governo.
Judeus, eslavos, ciganos e homossexuais eram presos em campos de concentrações pelos nazistas.
  • Somente após a derrota do eixo nazifascista na Segunda Guerra Mundial em 1945 é que foram divulgadas as barbaridades e os crimes cometidos pelos governos ditatoriais contra os direitos humanos. Até hoje, há em vários países do Mundo grupos extremistas que defendem as ideias de cunho fascista, como os skinheads, neonazistas, dentre outros. Infelizmente, esses grupos fingem desconhecer que a História foi escrita com o sangue de milhões de inocentes.
Grupo neonazista preso em Israel (2007). Link.

12.4.14

Herança pré-histórica e Turismo no Brasil


Disciplina: Turismo: Fundamentos históricos e culturais

Conteúdo: Grupos pré-históricos caçadores-coletores: primeiros turistas no Brasil a deixarem sítios turísticos (abrigos rupestres, sambaquis).

O Brasil tem inúmeros sítios arqueológicos espalhados por todo o seu vasto território.
Os vestígios - fósseis, restos de fogueiras e alimentos, esqueletos, dentre outros - descobertos pelos arqueólogos têm 12 mil anos ou mais.

Vamos estudar nesta postagem três locais com marcante herança pré-histórica, os quais chamam muita a atenção dos estudiosos e dos turistas interessados em conhecer um pouco mais sobre nossas origens e visitar lindos lugares.


1. Lagoa Santa (Minas Gerais).
Localizada há cerca de 40 quilômetros da capital mineira, essa região abriga o Museu Arqueológico da Região de Lagoa Santa, inaugurado no início da década de 1970.
Em 1975, foi encontrado na região um dos fósseis mais antigos da América, chamado de Luzia, com 11 mil anos.
O arqueólogo Walter Neves observa um crânio e a reconstituição de Luzia.
Segundo os pesquisadores, Luzia fazia parte de um grupo de nômades, caçadores e coletores. Eles são chamados de paleoíndios, dominavam o fogo e construíam instrumentos com pedra lascada, tais como pontas de lanças e lâminas. 

Nos arredores da cidade há grutas com pinturas rupestres e sítios arqueológicos importantes, onde foram encontrados fósseis da preguiça gigante, animal que viveu há 10 mil anos.
Preguiça gigante media cerca de 6 metros de altura e pesava 5 toneladas.
2. São Raimundo Nonato (Piauí)

Aqui são encontradas as pinturas rupestres mais antigas do Brasil, datadas de 12 mil anos ou mais.
Os desenhos nas paredes das cavernas retratam animais, pessoas, plantas, objetos, cenas cotidianas e rituais.
Turista fotografando pinturas rupestres no Parque Nacional da Serra da Capivara (PI).

Devido à sua importância arqueológica e ambiental foi criado na região o Parque Nacional Serra da Capivara, declarado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade.
O Parque possui mais de 912 sítios arqueológicos cadastrados, onde são encontrados inúmeros vestígios pré-históricos, como restos de fogueiras, cacos de cerâmica e esqueletos humanos.
A arqueólogo Niéde Guidon examina um crânio pré-histórico encontrado na Serra da Capivara.
3. Litoral de Santa Catarina

Nas regiões litorâneas, destacadamente em Santa Catarina, os pesquisadores encontraram muitas montanhas feitas de conchas, chamadas de Sambaqui (na língua tupi significa monte de conchas).
Sambaqui em Santa Catarina.
Os sambaquis são formados por conchas abertas e restos de peixeis que eram amontoados, alguns possuem 20 metros de elevação e 100 metros de diâmetro.

Segundo os arqueólogos, os montes foram construídos pelos povos que habitavam a região há 6 mil anos. Eles eram caçadores e coletores, sua dieta incluía peixes e moluscos (ostras e mexilhões).

Entre as camadas dos sambaquis os arqueólogos encontram sepulturas, restos de fogueira, espinhas de peixes, pontas de lança etc.

Vídeos

Sambaquis


Lagoa Santa


11.4.14

Pesquisa na internet

Os alunos da área de empregabilidade do Turismo foram pesquisar, na sala de internet, quais são os impactos que as atividades turísticas podem provocar nos locais onde elas são realizadas.


Eles acessaram o blog e leram a postagem "Impactos negativos do Turismo"  e fizeram suas anotações sobre o assunto. 

Alguns pensavam que o Turismo só tinha pontos favoráveis, mas depois de ler o texto logo descobriram que a atividade turística não trás apenas benefícios, como oportunidade de emprego e renda.

Após a pesquisa eles perceberam que junto com o Turismo vem a especulação imobiliária, a inflação, o aumento do custo de vida e até problemas ambientais nos locais com atrativos turísticos. Portanto, a implementação do Turismo requer muito planejamento e cuidados em sua execução para que os efeitos negativos sejam minimizados e não traga problemas para a população e nem para os turistas.


É isso aí, pessoal. Vamos pesquisar e estudar sempre!

8.4.14

Mais imagens sobre a Literatura de Cordel

Ótimas fotos registradas pela aluna Valentina - 9º ano.







Não deixe de ler

Professor Rodolfo foi classificado entre os primeiros no projeto SER DOCENTE (SEE-MG)

O Projeto Ser Docente é uma iniciativa de formação continuada da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) voltada para prof...