3.2.16

As mídias e as práticas culturais no carnaval!

O que será que as novas mídias têm a ver com o carnaval, uma das principais festas populares do Brasil?

Grande parte das pessoas aguardam ansiosamente por essa data, mesmo aquelas que não são frequentadoras assíduas da festa acabam se contagiando pelo clima de carnaval e decidem cair na folia. 

Assim, elas entram em contato com amigos e familiares, se arrumam e, antes de sair de casa, deixam um recadinho no Facebook (veja a imagem abaixo).




Aquele recadinho recebe dezenas de visualizações e possibilita a interação do usuário com seus contatos, que também utilizam a rede social.

O usuário que fez a postagem nem se dá conta de que, ao postar, usou o recurso do hashtag, criado pelo Twitter em 2009, o qual agrupa conteúdos e temas mais populares entre os internautas.

A hashtag mais utilizada, certamente a do #carnaval será, por sua vez, compõe o Trending Topic, um recurso também desenvolvido pelo Twitter em 2010. O Trending Topic forma um ranking com as hashtags mais comentadas pelos internautas em suas redes sociais.

Bem, imagine que a pessoa que publicou aquele post chega à festa, se encontra com seus amigos, passeia pela Sapucaí e se depara com a Viviane Araújo... 
Imediatamente, um dos amigos saca seu Smartphone do bolso (pedir autógrafo tá fora de moda), que é um aparelho híbrido, mesclando as funções de um celular com os recursos de um computador, e se prepara para tirar uma foto.



Todos se reúnem e, felizes, registram aquela selfie, um autorretrato que será postado pelo wi-fi do celular no Instagram, uma rede social que permite o compartilhamento de fotos.

Passada a euforia do encontro com a celebridade, os amigos decidem assistir ao desfile das escolas de samba e ficam encantados com o samba enredo da Portela, que diz o seguinte:



"Portela segue os passos da evolução... liberdade! 


Num clique deleta barreiras 



Deleta fronteiras da realidade 


Desperta o bem social 

Acessa o amor digital 

Faz da criança um cidadão 

Positivo pra nação 

Na rede nossas vidas vão se transformar" 



A melodia exalta as mídias e a tecnologia, vislumbrando nesses recursos uma possibilidade de mudanças positivas para a sociedade.

Em meio a essa aventura carnavalesca, quase não notamos que nosso vocabulário e nossa língua foram invadidas por uma enxurrada de expressões de origem inglesa, importadas, sobretudo dos E. U. A, que exportam para o Brasil muito mais do que tecnologia.

Concluindo, perceba que, mesmo no carnaval, tradicional festa popular da cultura brasileira, as mídias e as novas tecnologias da informação estão presentes na vida das pessoas e influenciam sua cultura e seu jeito de se relacionar com os que estão a sua volta.

29.1.16

Economia: liberar geral ou manter regulada pelo Estado?

Um dos pilares do liberalismo econômico é a lei da oferta e da procura. Segundo essa ideia, surgida no século XVIII com o teórico escocês Adam Smith (1723-1790), o mercado seria controlado por uma mão invisível, sem a necessidade de interferência do governo. 


Adam Smith foi um dos defensores do liberalismo: economia funcionando sem interferência estatal.

Para ilustrar, imagine uma relação de consumo, com uma loja tendo vários produtos em estoque e pouca procura por eles. Nesse caso, a tendência natural do preço é cair. Se ocorresse o contrário, os preços subiriam. O que faz os preços aumentarem ou caírem é a "mão invisível" do mercado.

Mas será que a "mão invisível" é justa em momentos de crise? Por exemplo, no Brasil, em algumas cidades cortadas pelo rio Doce, aquele que virou lama por conta do rompimento de uma barragem, o preço da água mineral teve aumento superior a 100% !!!




Outro exemplo atual de abuso do mercado é o caso da venda de repelentes para mosquitos, cujos preços dispararam nas farmácias por conta do aumento da procura em virtude da epidemia de dengue e zika vírus.




As duas situações mencionadas nas manchetes demonstram a atuação da "mão invisível" sobre o mercado. Os produtos tiveram seus preços aumentados devido a lei da oferta e da procura. Mas como fica a população mais pobre? Passa sede? Continua sendo atacada pelo mosquito?
Aí entra o governo que, por meio da interferência estatal na economia,  adota medidas para tentar deixar a situação mais justa e socialmente equilibrada, criando leis e órgãos que tentam impedir os abusos do mercado. Como se pode perceber pelo teor das manchetes de jornais, o mercado está vencendo, sinal que o governo e os órgãos competentes, como o Ministério Público e o PROCON, precisam agir com mais eficácia no sentido de garantir que o mercado não engula os consumidores.

Então, o blog Acrópole - História & Educação quer saber sua opinião: Você é a favor da desregulamentação do mercado, isto é, deixar que a lei da oferta e procura conduza os rumos da Economia, ou você é a favor da intervenção do Estado no setor econômico, atuando como regulador/mediador da produção e do consumo?

Participe, opine e vote na enquete ao lado!

26.1.16

Ministro da Educação anuncia o reajuste do piso salarial para 2016

Calendários escolares 2016



Seguem os links para os calendários escolares do ano de 2016:

SEEDUC-RJ - clique aqui.


SEE-MG - clique aqui.

29.12.15

Sanitarismo em Leopoldina (1895-1930)

Nas primeiras décadas do século XX, houve no Brasil uma grande preocupação entre as elites dirigentes do país e, sobretudo entre os médicos, com as questões sanitárias e a saúde pública.

No campo e nas cidades, a falta de saneamento básico era um problema gritante, o que provocava a proliferação das doenças. Assim, inúmeras moléstias grassavam entre a população, principalmente a febre amarela, a malária, a doença de Chagas, a varíola, a tuberculose, a influenza etc.

As elites e as autoridades públicas creditavam a falta de desenvolvimento e o atraso nacional ao estado mórbido em que se encontrava grande parte da população brasileira, por isso  o médico-sanitarista Miguel Pereira afirmou, em 1916, sem exagero, que o  país era "um imenso hospital".


O personagem Jeca Tatu de Monteiro Lobato simbolizava o sertanejo abandonado, doente e improdutivo.

É durante esse momento histórico que a classe médica, principalmente os sanitaristas, obtém destaque, pois cabia a eles a regeneração do povo e quiçá o progresso da nação. A partir daí que os médicos começaram a ocupar cargos públicos e a orientar as ações estatais para sanear os problemas do Brasil.

Então, a intervenção médica na sociedade ocorria por meio de políticas públicas, tais como a conscientização através da educação sanitária, campanhas de vacinação, reformas urbanas e construção de obras sanitárias no campo, como aterros, fossas e drenagens de pântanos.

Um dos principais nomes do movimento sanitário nacional foi o médico Belisário Pena (1868-1939), natural de Barbacena. Pena ocupou cargos nas esferas públicas estadual e federal. Ele ajudou a fundar a Liga Pró-Saneamento do Brasil, em 1918, cujo objetivo era atuar em prol do saneamento e do higienismo das cidades e áreas rurais do país. 

A Liga tinha uma forte atuação pedagógica, através da panfletagem, cursos e conferências, e também política, estimulando os governos a construírem hospitais, casas higiênicas, postos de combate e prevenção a doenças, obras de saneamento básico e a abraçarem a causa do saneamento, que era enxergado como uma "luta patriótica".

Efeitos locais da campanha nacional do sanitarismo

Em Leopoldina, cidade da zona da mata mineira, as deficiências sanitárias não eram muito diferentes do restante do país. No fim do século XIX, o Correio de Leopoldina noticiava a necessidade do poder público higienizar o município:


"As arcas da Camara estão cheias de ouro: o emprestimo de 500:000$, todo coberto já, deve ser applicado quanto antes, intelligentemente, em cannalisação e esgotos.

Transformemos a bella Leopoldina em uma cidade moderna, com todas as condições de vida fácil e garantida.

O saneamento se impõe como uma medida de salvação publica". 


(Correio de Leopoldina. Edição n. 1, 3 de janeiro de 1895. p. 5).

A cidade crescia e os problemas sanitários também aumentavam, seja na zona urbana ou na zona rural. As epidemias eram um empecilho para o crescimento econômico, por isso a publicação sugeria que os recursos financeiros disponíveis no município deveriam ser investidos em obras de canalização e esgoto. Somente com o saneamento Leopoldina seria arrebatada da degeneração e ficaria livre das doenças. 

O expoente do movimento médico-sanitarista em Leopoldina foi o senhor Irineu Lisbôa (1894-1987). O médico foi nomeado, em 1918,  para exercer suas funções  no Posto de Profilaxia Rural, na cidade.


Posto de Hygiene de Leopoldina em 1929. Jornal Leopoldinense.

Essas unidades de saúde tinham como objetivo combater as endemias rurais, como a malária e ancilostomíase, prestar atendimento médico, além de promover, junto a população do campo, campanhas educativas, de higiene e de práticas sanitárias para prevenção de doenças.


Irineu Lisbôa (2) ao lado de Belisário Pena (1), em Pouso Alegre, na inauguração de um Hospital (1920-1921).















Na fotografia acima, autoridades e médicos posam durante a inauguração de um hospital no sul de Minas Gerais. Destacamos Belisário Pena e Irineu Lisbôa, reunidos em virtude da ocasião, e, certamente, pelo ideal comum que partilhavam em prol do saneamento das cidades e dos sertões do país.

Provavelmente muito do pensamento e da obra executada por Belisário Pena, enquanto médico e liderança do movimento sanitarista brasileiro, influenciaram Irineu Lisbôa e todo o trabalho que ele desenvolveu em Leopoldina e, posteriormente, em outras regiões do estado de Minas Gerais.

O doutor Lisbôa, em sua atuação profissional, investiu bastante na conscientização, como indica a fotografia a seguir, na qual o médico apresentava, durante um evento público, um carro alegórico com a representação do inspetor sanitário, em pé vestindo roupa branca, de um esqueleto, simbolizando a morte, e do inimigo do povo: o mosquito.


Cortejo carnavalesco, década de 1930: "Guerra ao Mosquito" - Educação para a Saúde. Jornal Leopoldinense



A alegoria do mosquito e a comemoração do carnaval na cidade, uma festa de grande apelo popular, eram muito favoráveis para a promoção da educação sanitária e a divulgação a toda a população da necessidade de se combater o mosquito e seus criadouros, a fim de evitar a proliferação de doenças.   

Sem dúvidas, o movimento sanitário contribuiu para amenizar os problemas básicos e estruturais das cidades e áreas rurais do Brasil, embora não os tenha solucionado em definitivo. Médicos-sanitaristas organizavam expedições de estudo e combate às doenças em todos os rincões do país.
O protagonismo médico alçou esses profissionais a um patamar social destacado, e muitos passaram a ocupar elevados cargos na administração pública, orientando as políticas sanitárias e higienistas.


Charge revela a revolta da população contra o médico Oswaldo Cruz e a vacina obrigatória.

Contudo, nem sempre as políticas sanitárias serviram aos ideais democráticos ou foram implementadas pela via do diálogo. As reformas urbanistas no Rio de Janeiro, seguida por uma campanha de vacinação obrigatória conduzida pelo médico Oswaldo Cruz, em 1903, são exemplos da arbitrariedade do Estado, que invariavelmente recorria a violência para intervir na sociedade.

Avaliação 

1. ENEM, 2022



19.12.15

Calendário de pagamento para o ano de 2016

O governo do estado do Rio de Janeiro divulgou ontem (18/12/2015) o calendário com a previsão dos pagamentos dos servidores e pensionistas. 

A novidade fica por conta da alteração das datas do pagamento, que serão, a partir de janeiro de 2016, no 7º dia útil de cada mês. 

Confira as datas:


Mais informações no site da SEPLAG, clique aqui.

16.12.15

[Resenha] Estou lendo...

Uma ótima maneira de começar as férias é ler um bom livro!
E começarei a minha muito bem, com a leitura do romance O aprendiz do herege, escrito pela autora britânica Ellis Peters.



A história se passa na Inglaterra medieval, no século XII, onde um misterioso assassinato acaba com a rotina tranquila de uma abadia e da vila adjacente.

Um dos monges, o irmão Cadfael, é designado para investigar o ocorrido e descobrir quem é o assassino, enquanto um prisioneiro acusado de heresia aguarda a chegada do bispo para ter seu julgamento.

Dessa forma, Cadfael é obrigado a deixar os seus afazeres no jardim da abadia, onde cultivava flores, para seguir os vestígios de um criminoso escondido na comunidade. 

A narrativa do texto é envolvente e minuciosa, à medida que a história avança e o protagonista, com rara capacidade de observação, análise e inteligência, descobre novas pistas, a investigação se torna ainda mais instigante. 

Enfim, o leitor não tem vontade de parar de ler até que todos os mistérios sejam revelados e que o culpado pelo ato criminoso seja, enfim, conhecido. Paralelamente à trama, o livro descreve um universo histórico onde havia muita intolerância religiosa, mas também havia fé, compaixão e apreço por uma vida simples, na qual o tempo natural ditava o ritmo da vida das pessoas.

Não deixe de ler

Leão XIV é o novo papa, mas alguns queriam uma leoa

Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária...