5.6.15

Currículo Escolar

Já virou senso comum que é necessário rever o Currículo Escolar para resolver o problema da Educação no país.

O Currículo agora foi eleito como um dos principais "vilões" da Educação básica brasileira.

Não é preciso pagar o piso salarial para os professores,  o que lhes conferiria um mínimo de valorização e dignidade profissional, também não é necessário investir na infraestrutura precária das escolas, tampouco aperfeiçoar os processos de gestão da escola, capacitando os gestores e promovendo a efetiva democratização da escola.

Nada disso é preciso, agora o foco é o Currículo. Mudá-lo pode salvar o Ensino, reduzir os elevados índices de evasão escolar do Ensino Médio, tornar a Educação mais atrativa para os adolescentes e tirar o Brasil dos últimos lugares nos rankings internacionais que medem a qualidade do Ensino e da Aprendizagem.

A fala da atual Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, senhora Macaé Evaristo, reforça a ideia de que o Currículo precisa ser repensado. Vejamos o que ela disse logo após decretar o fim do Programa "Reinventando o Ensino Médio" do governo anterior:

“A Secretaria de Estado de Educação promoverá com a Comunidade Escolar a construção coletiva de uma nova proposta de Ensino Médio, que seja compatível com as necessidades de nossos jovens, as especificidades regionais e o mercado de trabalho...” (Fonte: Site da SEE-MG).

Nesse depoimento é possível identificar um dos grandes desafios postos pelos especialistas: conciliar as disciplinas do Ensino Médio com vista às necessidades de formar mão de obra para o mercado de trabalho.

Para engendrar o Currículo ideal, os políticos e especialistas têm proposto diversas soluções, desde o estabelecimento de diretrizes curriculares nacionais até currículos estaduais e, em alguns casos, a possibilidade da própria escolar definir o que deve ser ensinado.

O filósofo Fernando de Paula Lima afirma que: "Cabe à escola optar por um programa que contemple as necessidades dos estudantes e as características da comunidade em que eles vivem, afinando-o ainda com as diretrizes dos currículos nacionais." (Fonte: Revista Escola On-line).

Defende, portanto, que a escola, de acordo com suas especificidades, escolha o currículo, mas que ele esteja dentro dos ditames de uma matriz nacional. Na realidade e na prática docente, nós, educadores, vivenciamos essa questão como uma "liberdade limitada", pois se pode alterar o currículo desde que você observe o que já está pré-estabelecido pelo MEC e pela Secretaria Estadual.

A respeito das mudanças curriculares que os especialistas e políticos apregoam que sejam necessárias para melhorar a Educação, contrapõe-se o pensamento do educador Dermeval Saviani. Para ele, a descrença no papel tradicional da Escola tem gerado um desprestígio dos educadores e da cultura escolar.

Assim, afirma o professor: "Nesse tipo de “cultura escolar”, o utilitarismo e o imediatismo da cotidianidade prevalecem sobre o trabalho paciente e demorado de apropriação do patrimônio cultural da humanidade. Com isso, a escola foi sendo esvaziada de sua função específica ligada ao domínio dos conhecimentos sistematizados." (Carta na Escola, nº 46, Maio de 2010. p. 66.)

Note que na afirmação "a escola foi sendo esvaziada de sua função específica" temos uma situação bastante problemática, tendo em vista que a escola, nos dias atuais, tem feito de tudo para cuidar dos alunos, exceto ensinar o que lhe compete.

Se parássemos de ficar tentando encontrar fórmulas mágicas e trabalhássemos  o essencial para formar alunos com senso de cidadania, proficiência em línguas, cálculo e ciências, teríamos, sem dúvida, uma geração mais apta a colaborar com um projeto de desenvolvimento nacional. Isso sem esquecer que as escolas precisam de cuidados, precisam ser bonitas, atraentes, equipadas. Quanto aos professores, deveriam receber uma remuneração justa para trabalhar em período integral em apenas uma escola, onde teriam a possibilidade de ter acesso a formação continuada e poderiam se dedicar exclusivamente aos seus alunos e aos projetos escolares. 

Mas as medidas concretas em prol da Educação básica pública estão longe de virar realidade. Enquanto o discurso vazio dos políticos continuar captando votos e as malfadadas políticas públicas do setor continuarem gerando milhões e milhões de reais com a terceirização [e precarização] da Educação, continuaremos assistindo a um show de horrores, como o aumento da violência, da corrupção e da intolerância em todo o país. 

4.6.15

Democracia racial?

O mito da "democracia racial", o qual apregoa que no Brasil não há racismo, e que as diferentes etnias (descendentes de europeus, de afroamericanos, de índios e de outros povos) convivem harmonicamente caiu em descrédito, no meio acadêmico, há bastante tempo.

Contudo, resultados de uma pesquisa realizada pela ONU, os quais foram divulgados no final do ano passado, alertam que no país ainda há defensores da ideia de democracia racial e, o pior, os dados apontam que o racismo no Brasil é institucionalizado.


As informações levantadas pelos pesquisadores vão de encontro a ideia de que no Brasil todo mundo é igual. Você duvida? Então confira:
  • os negros no país são os que mais são assassinados, são os que têm menor escolaridade;
  • os negros recebem os menores salários; 
  • a etnia afrodescendente possui a maior taxa de desemprego; 
  • tem o menor acesso à saúde; 
  • são os que morrem mais cedo;  
  • têm a menor participação no Produto Interno Bruto (PIB); 
  • são os que mais lotam as prisões;
  • os negros são os que menos ocupam postos nos governos.

Enfim, se vivemos num pais que tem igualdade étnico-racial acho que teremos que rever o significado do conceito de racismo. Ou devemos repensar nossa História, pois aqui o racismo sempre ocorreu, quando não de forma explícita, manifesta-se de modo velado. É verdade que não tivemos no Brasil uma segregação tão explícita como ocorreu, por exemplo, com os E.U.A, destacadamente na década de 1960.

Contudo, os norte-americanos superaram o racismo violento que permeava a relação entre negros e brancos naquele país. O movimento negro norte-americano conquistou direitos civis e um tratamento menos desigual do que o que é dispensado aos afrodescendentes do Brasil.

Nos EUA, cidadãos negros ocuparam e ainda ocupam cargos importantes no governo, tais como Colin Powell e Condoleezza Rice, os quais foram Secretários de Estado do governo do presidente Bush, entre os anos de 2001 a 2009. E Barack Obama, primeiro afro-americano a ocupar o cargo de presidente. Eleito em 2009, ele governa os EUA até os dias de hoje.




Não queremos defender aqui que os EUA são o paraíso racial, pois não são. Basta ver como os norte-americanos tratam os imigrantes latinos, orientais e outros grupos étnicos que vivem ou pretendem viver no país. Eles enfrentam as leis anti-imigração, preconceito e outras dificuldades. Porém, nos EUA o racismo foi enfrentado de uma maneira diferente. A luta por direitos civis foi intensa e houve grande mobilização para que esse direito fosse efetivado.

No Brasil, como o racismo sempre foi algo "oculto" o movimento negro brasileiro não teve tanta mobilização e nem a força social e política que os afrodescendentes conseguiram nos EUA. Isso não diminui as conquistas do movimento negro brasileiro, apenas indica que a luta aqui, talvez, seja mais complicada por conta de processos históricos, sociais e culturais específicos do Brasil.

Além das especificidades que tornam a luta contra o racismo mais difícil, as elites brancas e dirigentes do país sempre agiram de maneira ardilosa, tentando  passar para o povo a ideia de que no Brasil o racismo não era um problema, argumentando que aqui não houve segregação racial. Isso justificava a falta de políticas públicas para combater o racismo e manter a falsa aparência de que estava tudo bem no país.  Prova disso é que somente em 1989 tivemos um legislação mais rigorosa contra crimes raciais no Brasil (leia mais sobre a legislação contra o racismo clicando aqui).

A partir de 2003, com o governo Lula, mudanças começaram a ocorrer, em doses homeopáticas é verdade, de maneira tímida e conservadora, mas começaram.
O presidente promulgou uma Lei que incluía nos currículos de todas as escolas de Educação Básica o Ensino da Cultura e História da África e também incentivou ações afirmativas, como a reserva de cotas para negros ingressarem nas universidades públicas, com o objetivo de combater a desigualdade étnico-racial.


Presidente Lula.


Mais de dez anos após o governo brasileiro ter acordado do sonho de estar vivendo num paraíso racial, o Brasil ainda tem muito por fazer para garantir mais igualdade para seu povo e efetivar a democracia.
O ano passado foi emblemático e comprova que o racismo está bem vivo no imaginário do povo, tendo em vista os inúmeros casos de preconceito racial ocorridos no futebol (leia sobre o caso do goleiro Aranha clicando aqui).

Enfim, ainda há muito por fazer para enterramos os resquícios de um passado escravocrata tão marcante na História nacional. Quando esses grilhões forem rompidos teremos edificado os alicerces para construirmos uma sociedade mais tolerante à diversidade étnica e cultural do povo brasileiro.

1.6.15

[RESENHA] Estou lendo...

A obra Quem é bom já nasce feito - sanitarismo e eugenia no Brasil (Editora DP&A, 2003) - foi escrita por André Mota, professor e historiador formado pela USP. 

O autor aborda a trajetória do movimento sanitário e sua estreita relação com os eugenistas brasileiros, os quais defendiam o saneamento da raça brasileira entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

Mota demonstra a crescente influência dos médicos, considerados heróis da regeneração nacional , sobre as políticas públicas brasileiras no início da República.

Médicos como Oswaldo Cruz se tornaram peças chave no projeto nacional que aspirava depurar a raça brasileira através do sanitarismo e do eugenismo.

No campo do sanitarismo, o projeto nacional de construção de um Brasil progressista se pautava no saneamento dos sertões e de suas gentes e na modernização das cidades, como a que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1903 durante o governo do prefeito Pereira Passos.

Já a eugenia, que é a ciência do melhoramento da raça, deveria fornecer subsídios para as políticas públicas que tinham por objetivo embranquecer o povo brasileiro, para que o país alcançasse o nível social e econômico das nações europeias e da norte-americana, tomadas como referência em termos de civilização.

Nesse sentido, intelectuais, médicos e políticos defendiam, com fervor, a implementação das prática eugênicas no Brasil, tais como o incentivo governamental a entrada de imigrantes europeus no país, a restrição de casamentos inter-raciais dentre outras medidas que pudessem fortalecer a herança europeia do povo brasileiro.

Oliveira Vianna, intelectual e jurista de elevado destaque nacional, foi um ardoroso defensor da eugenia e do branqueamento do povo brasileiro. Ele dizia que o negro seria "a verdadeira tragédia da nossa desordem somática e psicológica" (OLIVEIRA VIANNA apud MOTA p. 52).
Portanto, somente com a implementação dos princípios eugenistas e sanitaristas o Brasil poderia superar o atraso econômico e as doenças que impediam o país de prosperar e figurar ao lado das potências Ocidentais.

Enfim, a leitura é esclarecedora e nos ajuda a perceber como as elites brancas e dirigentes do Brasil se apropriavam das ideias raciais e científicas formuladas e discutidas na Europa e nos EUA, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. 
Com isso, pretendiam forjar um projeto de nação excludente e conservador, valendo-se de argumentos médicos e científicos, para justificar ações governamentais que, na maioria das vezes, não contribuíam para melhorar a vida da população brasileira. 



26.5.15

Games eletrônicos: jogar e aprender

Muitas pessoas são céticas quanto ao uso de jogos no processo de ensino e aprendizagem.
Alguns educadores questionam a eficácia e os resultados que os jogos, principalmente os eletrônicos, poderiam trazer para a formação escolar dos estudantes.

O questionamento é muito justo, porém há que se tentar compreender a outra ponta do espectro - a grande influência dos games no imaginário e no cotidiano dos jovens.

Segundo a  Associação Brasileira de Desenvolvedores de Games (Abragames), 61 milhões de brasileiros brincam com algum tipo de game eletrônico. Esse número torna o Brasil o quarto maior mercado mundial no setor.




E a popularidade dos games não para. Ela cresce ainda mais com o advento dos jogos para smartphones e tablets. (http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/02/mercado-de-games-movimenta-r-44-mi-em-pe-e-quer-crescer-em-2015.html). Graças ao avanço da tecnologia e da computação, os programadores e desenvolvedores de jogos criam games cada vez mais realistas e interativos, o que permite maior imersão dos jogadores no universo virtual!

Sabendo o quanto os videogames atraem a atenção de nossos jovens, nós, educadores, não devemos tentar aproveitar o seu potencial didático para otimizar práticas de ensino?

Segundo Gilles Brougére (1998), "...jogar possibilita ao ser humano vivenciar, experimentar novas situações que, de outra forma, não seria possível ou traria muitos riscos. O jogo permite interpretar, simular a vida e, por ser ficcional, permite à criança - e não só a ela - explorar possibilidades, ousar, além de evocar a imaginação e a criatividade". (BROUGÉRE apud OLIVEIRA et al., 2012, p. 130-1). 

Assim sendo, acreditamos que a escola não pode ficar alheia aos avanços tecnológicos do Mundo. Ela precisa se adequar ao seu contexto social, empregar em sua rotina de trabalho as novas mídias e tecnologias sem, contudo, abrir mão da tradição do fazer docente: o uso de livros, quadro, giz e aulas expositivas.

Ensino de História, o jogo e a ludicidade

Os jogos com caráter educacional têm recebido atenção especial de inúmeros pesquisadores brasileiros, os quais se debruçam sobre o tema e tentam mensurar seus impactos sobre a formação do educando.

É inquestionável que o caráter lúdico dos games é um atrativo e um chamariz para os jovens. Por isso, tem sido cada vez mais comum nos depararmos com sítios eletrônicos disponibilizando jogos educativos para professores e estudantes.

Nós já experimentamos empregar jogos digitais na sala de aula e podemos assegurar que a prática teve êxito, seja despertando o interesse dos alunos ou facilitando a assimilação e a aprendizagem dos conteúdos. Utilizamos a plataforma http://www.proprofs.com/ para criar games, tais como caça palavras, quebra cabeças, forca, dentre outros.

Além disso, a indústria dos videogames tem total consciência do quanto os elementos da História Universal são férteis para ambientar aventuras e estórias de ação. Temas como o Egito Antigo, Grécia e Roma Antigas ou as civilizações da América pré-colombiana são recorrentes em games de diversos gêneros e plataformas.

E os alunos aprovam, tendo em vista que eles estão sempre comentando sobre tais jogos. Isso ocorre porque "...nossos alunos se interessam por acontecimentos que têm ares de fantástico e de mitológico e, especialmente entre os meninos, conteúdos que envolvam batalhas e guerras." (OLIVEIRA et al., 2012, p. 129).  

Recentemente, uma série de jogos tem obtido grande destaque com essa estratégia de se valer de acontecimentos históricos para desenvolver o enredo do game. Trata-se do jogo Assassin's Creed, cuja produção usa e abusa dos elementos históricos, somados à ficção, para criar um jogo de ação de primeira qualidade!

As Cruzadas, a Itália Renascentista, o processo de Independência dos EUA e a Revolução Francesa são alguns dos fatos históricos explorados por Assassin's Creed.
Os jogos da série já foram lançados para inúmeras plataformas (Xbox, Playstation etc), incluindo também celulares e tablets.



No jogo Assassin's Creed é possível viajar pelas cidades italianas do século XV e aprender bastante sobre o Renascimento Cultural!

A combinação de História e Ação tem resultado num sucesso absoluto, pelo menos do ponto de vista comercial, pois a badalada série tem arregimentado fãs no mundo todo.

Concluindo, os jogos podem sim fazer parte dos planos de aulas dos professores. Difícil levar um videogame para a sala de aula? Claro que é. Mas toda inovação tecnológica pode e deve ser aproveitada na Educação, desde que faça parte de um planejamento adequado, o qual deve atender às necessidades da realidade escolar de cada unidade de ensino. Se o planejamento didático e pedagógico não for bem feito, a aula atrativa será banalizada e os alunos terão apenas mais uma sessão de jogos. 
É preciso que o professor contextualize o uso de determinado jogo, relacionando-o com a matéria trabalhada e com os textos do livro didático. Assim o game não será um fim, mas um meio para que o estudante atinja ou aprimore certas habilidades e competências do currículo.


Escolha um console e... ensine, aprenda e divirta-se!

Os jogos vieram para ficar, eles existem há pelo menos seis mil anos e sempre tiveram a capacidade de integrar, divertir e fazer com que os seres humanos melhorem suas relações sociais e afetivas. Por tudo isso, acho que devemos começar a repensar nossas práticas pedagógicas e tentar deixar nossas aulas mais divertidas e produtivas, aproveitando todo o potencial didático dos jogos eletrônicos.


Referências Bibliográficas


OLIVEIRA, Regina Soares de; ALMEIDA, Vanusia Lopes de; FONSECA, Vitória Azevedo; CANO, Márcio Rogério de Oliveira (coord). História. São Paulo: Blucher, 2012. 

PEREIRA, R. A. O celular na sala de aula. Disponível online em: http://acropolemg.blogspot.com/2014/10/o-celular-na-sala-de-aula.html Acesso em 26 mai. 2015.

________. Jogos e Ensino. Disponível online em: http://acropolemg.blogspot.com.br/2014/08/jogos-e-ensino.html?spref=fb Acesso em 26 mai. 2015.

*Leia também no jornal O Registro, edição 318:

Mais um artigo publicado no jornal O Registro

Nosso artigo foi publicado na edição número 313 do Jornal O Registro, do Sul de Minas e re região Bragantina.



O texto está on-line, na plataforma issuu, na página 11.

Clique aqui para conferir ou leia através da imagem abaixo.




Ou leia aqui:

 

25.5.15

Prepare-se para o ENEM

Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

O prazo é de 25/05 até 05/06. Clique aqui para se inscrever.



O Blog está sempre de olho no exame, então selecionamos para você nossas postagens com questões resolvidas dos últimos anos do ENEM.

Confira:






Bom estudo e boa prova para todos!

24.5.15

Quem somos nós?

No 3º ano do Ensino Médio da E. E. Luiz Salgado Lima, estamos estudando um tema problemático para a História do Brasil - a identidade nacional.

Discutimos um pouco do assunto com os estudantes e esclarecemos que a identidade nacional sempre foi uma preocupação das elites dirigentes do país. Desde o século XIX, intelectuais, políticos e artistas pretendiam embranquecer o povo criar um forte senso de união identitária.  Mas isso seria possível num país com tamanha sociodiversidade como o Brasil?

O livro didático adotado, escrito pelo historiador Roberto Catelli, traz um documento histórico que provoca reflexões sobre a questão: a música Inclassificáveis, de Arnaldo Antunes. (Confira o som no vídeo abaixo).



Depois de ouvir e estudar a música, nossos alunos escreveram sobre o assunto e tiraram suas próprias conclusões. Vamos ver as reflexões que eles fizeram. 

Comentário do aluno Marlon

A música nos revela uma diversidade cultural no país. Mostra que nós somos "inclassificáveis", e os preconceitos não se justificam, pois o Brasil é formado por índios, europeus, afrodescendentes entre outras etnias.

A letra da música serviu um pouco para fazer uma crítica aos indivíduos que discriminam as pessoas, já que somos iguais apesar de nossas diferenças de costumes, da cor da pele e da cultura.

Aluno Marlon





Inclassificáveis

A análise clássica sobre o tema da formação do povo brasileiro é a de que somos uma nação constituída por índios (nativos), portugueses (colonizadores brancos que invadiram esta terra em 1500) e africanos (negros que vieram escravizados por portugueses a partir de 1530).

O compositor Arnaldo Antunes faz referências às novas etnias que surgem a partir dos três povos principais: o mulato, mistura de branco com negro;  cafuzo, mestiço de negro com índio; e o mameluco, mistura de índio com branco.

O músico dá o tom da mestiçagem no país ao mencionar crilouros, guaranisseis e judárabes.

As músicas nos ensinam muitas coisas relevantes de forma didática, e muitas delas podem contribuir para formar opiniões e influir em nosso caráter, mesmo que não percebamos, pois elas atingem nosso inconsciente.
Aluno Edson



Parabéns, pessoal. O trabalho ficou muito bom!

Não deixe de ler

Professor Rodolfo foi classificado entre os primeiros no projeto SER DOCENTE (SEE-MG)

O Projeto Ser Docente é uma iniciativa de formação continuada da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) voltada para prof...