26.5.15

Mais um artigo publicado no jornal O Registro

Nosso artigo foi publicado na edição número 313 do Jornal O Registro, do Sul de Minas e re região Bragantina.



O texto está on-line, na plataforma issuu, na página 11.

Clique aqui para conferir ou leia através da imagem abaixo.




Ou leia aqui:

 

25.5.15

Prepare-se para o ENEM

Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

O prazo é de 25/05 até 05/06. Clique aqui para se inscrever.



O Blog está sempre de olho no exame, então selecionamos para você nossas postagens com questões resolvidas dos últimos anos do ENEM.

Confira:






Bom estudo e boa prova para todos!

24.5.15

Quem somos nós?

No 3º ano do Ensino Médio da E. E. Luiz Salgado Lima, estamos estudando um tema problemático para a História do Brasil - a identidade nacional.

Discutimos um pouco do assunto com os estudantes e esclarecemos que a identidade nacional sempre foi uma preocupação das elites dirigentes do país. Desde o século XIX, intelectuais, políticos e artistas pretendiam embranquecer o povo criar um forte senso de união identitária.  Mas isso seria possível num país com tamanha sociodiversidade como o Brasil?

O livro didático adotado, escrito pelo historiador Roberto Catelli, traz um documento histórico que provoca reflexões sobre a questão: a música Inclassificáveis, de Arnaldo Antunes. (Confira o som no vídeo abaixo).



Depois de ouvir e estudar a música, nossos alunos escreveram sobre o assunto e tiraram suas próprias conclusões. Vamos ver as reflexões que eles fizeram. 

Comentário do aluno Marlon

A música nos revela uma diversidade cultural no país. Mostra que nós somos "inclassificáveis", e os preconceitos não se justificam, pois o Brasil é formado por índios, europeus, afrodescendentes entre outras etnias.

A letra da música serviu um pouco para fazer uma crítica aos indivíduos que discriminam as pessoas, já que somos iguais apesar de nossas diferenças de costumes, da cor da pele e da cultura.

Aluno Marlon





Inclassificáveis

A análise clássica sobre o tema da formação do povo brasileiro é a de que somos uma nação constituída por índios (nativos), portugueses (colonizadores brancos que invadiram esta terra em 1500) e africanos (negros que vieram escravizados por portugueses a partir de 1530).

O compositor Arnaldo Antunes faz referências às novas etnias que surgem a partir dos três povos principais: o mulato, mistura de branco com negro;  cafuzo, mestiço de negro com índio; e o mameluco, mistura de índio com branco.

O músico dá o tom da mestiçagem no país ao mencionar crilouros, guaranisseis e judárabes.

As músicas nos ensinam muitas coisas relevantes de forma didática, e muitas delas podem contribuir para formar opiniões e influir em nosso caráter, mesmo que não percebamos, pois elas atingem nosso inconsciente.
Aluno Edson



Parabéns, pessoal. O trabalho ficou muito bom!

22.5.15

Ensaio sobre o imaginário coletivo acerca dos índios

Quem são os povos indígenas?

Qual é a visão que a sociedade brasileira possui sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro? É fato que eles representam, hoje, menos de 1% do total da população brasileira, segundo o Censo do IBGE 2010, mas eles estão por aí, distribuídos entre 240 etnias que falam cerca de 150 línguas diferentes.

Tomando a sala de aula como um laboratório, tentei responder a primeira questão a partir de um exercício simples: solicitar aos alunos que representassem, por meio de um desenho, os povos indígenas do Brasil.

A amostragem, apesar de limitada, não apresentou surpresa. As representações só mostram índios seminus, caçando, pescando ou manuseando arcos e flechas.

O que nos deixa chocado é que passados mais de quinhentos anos da chegada dos portugueses ao Brasil, os estudantes do Ensino Fundamental II continuem reproduzindo algo semelhante ao que escreveu Pero Vaz de Caminha em sua famosa Carta do Achamento do Brasil, escrita entre 26 de abril e 2 de maio de 1500.

Eis uma descrição que Caminha faz dos índios com quem teve contato:

"Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas." (Carta do Achamento do Brasil, 1500).

O relato de Caminha em nada difere dos desenhos feitos pelos estudantes em 2015, portanto 515 anos após o "achamento" do Brasil. Tal feito pode ser entendido a partir do conceito de longa duração, que é a temporalidade de uma estrutura, desenvolvido pelo historiador Fernand Braudel (RODRIGUES, 2009).
Desenho feito por estudante do 6º ano do Ensino Fundamental.

Nenhum estudante representou a diversidade do modo de vida dos índios. Ninguém desenhou, por exemplo, um índio frequentando a faculdade ou trabalhando à frente da tela de um computador conectado à internet.

Isso nos faz pensar que a Educação falha em apresentar aos alunos a sociodiversidade do povo brasileiro, especialmente a situação dos índios.

Acreditamos que esse fenômeno ocorra devido a permanência de uma visão eurocêntrica dos povos indígenas no imaginário coletivo. Essa permanência é reforçada por diversos meios, a mídia, as telenovelas, os filmes, a escola e instituições culturais que teimam em repetir a fórmula de Caminha ou a idealização do indígena feita pelos escritores do romantismo brasileiro, no século XIX. Assim, essa visão do índio vem sendo perpetuada e chega até os dias de hoje.

A visão do índio nu, vivendo no meio do mato inculcada no imaginário coletivo em nada contribui para a compreensão da realidade dos povos indígenas contemporâneos. Ao contrário, apenas fortalece uma ideia equivocada que o senso comum possui sobre os índios brasileiros. 

O equívoco é visível quando nos deparamos com afirmações do tipo índios que se vestem como brancos e usam celular "estão perdendo sua cultura" (Fonte: http://www.axa.org.br/reportagem/as-10-mentiras-mais-contadas-sobre-os-indigenas/).

Afirmações assim acreditam que a cultura dos índios é imutável, que ficou estacionada no tempo e que ela não pode se apropriar de novos valores e costumes.

Criança indígena brincando com telefone celular.

 Caso isso ocorra, a cultura perde a sua originalidade e o índio deixa de ser índio...

A representação errônea do índio reproduzida pela escola e pelos meios de comunicação é uma prática etnocêntrica que "consiste em privilegiar um universo de representações propondo-o como modelo e reduzindo à insignificância os demais universos e culturas "diferentes". (CARVALHO, 1997).

Quando privilegiamos uma visão e reproduzimos, acriticamente esse modelo, acabamos concretizando o que Pierre Bordieu classifica de "violência simbólica".

Portanto, ampliar os horizontes de informações e conhecimentos acerca dos povos indígenas é uma necessidade pedagógica e social para superarmos o colonialismo cognitivo, e romper com a ideia de que a cultura hegemônica é superior às culturas de grupos que fazem parte de minorias sociais.

Para tanto é necessário formação continuada para os educadores, disponibilidade de materiais didáticos atualizados nas escolas para que possamos efetivar a Lei Nº 11.645/2008, que insere no currículo das escolas o Ensino da Cultura e da História dos afrodescendentes e dos índios.

Ensinar o aluno a compreender um universo que vá além do idealismo com o qual tem-se tratado a temática indígena é uma forma de fazê-lo compreender  que a cultura de um etnia não é imutável. Pelo contrário, ela pode trocar influências, práticas e costumes com outras culturas sem perder sua identidade. Ademais, "o índio é que se garante" (Eduardo Viveiros de Castro, 2006).

DE OLHO NO ENEM - 2017. QUESTÃO SOBRE O DIREITO INDÍGENA SOBRE A TERRA

21.5.15

Cultura, Mídia e Cidadania

Na disciplina de Cultura e uso das mídias, ministradas para as turmas do 2º ano do Ensino Médio (PROEMI) do CIEP 280, já estudamos que a mídia influencia a cultura das pessoas.

Através dos inúmeros meios de comunicação - rádio, televisão, internet - a informação veiculada pode moldar ou incentivar formas de pensar e de agir.

Por isso, a mídia é extremamente relevante, principalmente em nosso país, que tem inúmeros problemas sociais e ainda luta para garantir direitos básicos a sua população, como a igualdade étnica, social, jurídica e econômica.

Assim, perguntamos: de que forma a mídia contribui para amenizar as mazelas sociais do Brasil e a difundir cultura e educação para todos?

Infelizmente, nem sempre a mídia contribui com a divulgação de informações que ajudem a sociedade a refletir sobre práticas que violam os direitos individuais e, portanto, contrariam a cidadania.

Pense, por exemplo, nos comerciais de cerveja que são transmitidos na TV. Quase todos mostram as mulheres como objetos, que estão ali para serem assediadas por homens enquanto eles  se divertem bebendo.

O que a propaganda sugere? Se fosse um homem no lugar da mulher, a propaganda teria o mesmo apelo? A palavra "boa" se refere a quem, à cerveja ou à mulher?

Até que ponto propagandas como essas são benéficas para se criar uma cultura de igualdade e respeito entre homens e mulheres?

Passemos a análise de outro caso: os negros nas mídias. Como os negros são mostrados para o público nos filmes e nas novelas? 
Até hoje é muito comum os artistas negros interpretarem personagens como domésticos, escravos, trabalhadores braçais, bandidos ou marginalizados sem nenhum protagonismo na trama, cujos papéis ficam com os artistas brancos.


Atriz Cris Vianna interpretou a doméstica Sabrina, na novela Duas Caras (2007).

Não se trata de censurar a mídia, mas de repensar a função social dos meios de comunicação enquanto veículo cultural, tendo em vista que televisão aberta atinge 94% da população brasileira, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo. 

Portanto, é preciso ter cuidado com as imagens e ideias transmitidas pela mídia, pois algumas delas são carregadas de preconceito e influenciam o imaginário coletivo a ter uma visão equivocada sobre assuntos importantes, como o direito das mulheres, o respeito pelas diferenças étnicas e culturais dentre outros temas que dizem respeito à coletividade.



18.5.15

Conheça o acordo assinado entre o governo de Minas Gerais e o Sindicato dos professores

Neste post iremos destacar os aspectos que consideramos mais importantes do Acordo assinado pelo Governo de Minas com o SindUte/MG no dia 15 de maio de 2015.

Implantação do Piso Nacional do Magistério

  • Reajuste de 31,78% na carreira do professor de Educação Básica, a ser pago em três anos.
  • A partir de Junho de 2015: aumento de 13,06% - R$ 190,00.
  • A partir de Agosto de 2016: aumento de 8,21% - R$ 135,00
  • A partir de Agosto de 2017: aumento de 7,72%  - R$ 137,48
*Com a incorporação dessas parcelas ao vencimento, os professores com jornada de 24 horas semanais terão assegurados o Piso Salarial Nacional.



Reajuste

O Acordo garante o reajuste do Piso e das parcelas seguindo os índices de correção do Piso Salarial Nacional do magistério em Janeiro de 2016, 2017 e 2018.

Aposentados

Os servidores aposentados nas carreiras de Educação Básica terão os mesmos aumentos previstos para os servidores em atividade, a partir das datas especificadas anteriormente.

Demais carreiras da Educação Básica

Os reajustes para as demais carreiras da Educação acompanharão os índices e percentuais propostos para os Professores.

Modelo de remuneração

Fim do subsídio.
Retorno do vencimento inicial, que terá vantagens acumuláveis a serem especificadas em lei. 

Criação do Adicional de Desempenho da Educação: 5% a cada 5 anos completos de efetivo exercício, a contar a partir de janeiro de 2012, conforme regulamentação.

Promoção na carreira

Antecipação da promoção na carreira para Setembro de 2015 para os servidores que atenderem os requisitos exigidos.

Manutenção dos percentuais de 2,5% para mudança de grau e de 10% par mudança de nível no caso dos professores.


Outras medidas

Garantia de acesso à alimentação escolar para todos os trabalhadores da escola.

Anistia para os períodos de greve de 2011 a 2014. 
Revisão dos processos administrativos instaurados em decorrência do movimento de greve.
Quem fez paralisação não terá conceito negativo na Avaliação de Desempenho, dentre outras ações reparadoras.

Realização de novo Processo de certificação para Diretor escolar e eleições até dezembro de 2015.

Melhoria na gestão do IPSEMG.

Observação: O Acordo foi enviado para ALMG e tramita na casa legislativa e, depois de aprovado, entrará em vigor na forma da lei.

Fonte consultada

17.5.15

Pesquisa de opinião

O Blog Acrópole - História e Educação que saber a opinião de seus visitantes e dos Educadores mineiros.


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