21.1.15

[Resenha] Estou lendo...

Andaluz - Desvendando os mistérios da Espanha Moura, escrito por Jason Webster e publicado pela Editora Rocco, no ano de 2007.


O livro é uma mistura de autobiografia e romance. O autor registra sua aventura pela região da Andaluzia, situada no sul da Espanha.

Ali ele busca encontrar, e acha sem muitas dificuldades, vestígios da cultura moura (árabes que vieram do norte da África e ocuparam grande parte da Península Ibérica entre os séculos VIII e XV).

Por onde o autor passa, encontra construções com arquitetura tipicamente islâmica, dialetos, comidas e nomes de cidades que remontam ao passado histórico quando a Espanha esteve sob domínio mouro e recebeu muita influência cultural de seus conquistadores.

A obra, além de propiciar uma leitura prazerosa, ganha vigor histórico e social quando o autor conhece um imigrante marroquino vivendo ilegalmente na Espanha. Esse homem trabalha num regime semelhante à escravidão. O fato, além de outras situações de discriminação étnica relatadas no livro, revela como os espanhóis tratam mal os imigrantes, sobretudo os do norte da África, e menosprezam a cultura árabe, a qual muito contribuiu para a formação da cultura espanhola.

Desse encontro entre o imigrante e o autor, um americano radicado na Espanha, surge um laço de amizade e o compromisso do último em ajudar o primeiro a conseguir um emprego e a viver com dignidade no país europeu. Ao longo do percurso, o livro nos convida a viajar junto com a dupla protagonista, conhecendo uma Espanha que se parece mais árabe e africana do que católica e europeia.


"Viaja, e tu compreenderás o significado das coisas."
(Provérbio Marroquino) Citação extraída do livro.

Alguns destaques da Resolução do Quadro de Pessoal da SEE-MG


  • Educação Física (Professores habilitados na disciplina estão de volta aos anos iniciais)
Art . 6º A Educação Física é componente curricular obrigatório da Educação Básica, sendo facultativo ao aluno nas situações  estabelecidas na Lei Federal nº 10.793, de 1º de dezembro de 2003. 
§1º O professor efetivo, estabilizado e na situação funcional 26 - Decisão ADI 4876 do STF habilitados no componente curricular Educação Física somente poderão atuar nos anos iniciais do Ensino Fundamental se não houver aulas disponíveis nos anos finais e no  Ensino Médio. 
§2º Nos anos iniciais do Ensino Fundamental o componente curricular de Educação Física será ministrado pelo professor habilitado neste componente curricular, de acordo com a Lei Estadual nº 17.942/2008 e, na ausência desse profissional as aulas serão ministradas 
pelo próprio Regente de Turma.

  • Escolha de turmas e aulas (Professores efetivos têm prioridade na escolha)
Art . 18 As turmas, aulas e funções serão atribuídas aos servidores, observando-se o cargo, a titulação e a data de lotação na escola, conforme a seguinte ordem de prioridade: 
I – detentores de cargo efetivo e de função pública decorrente de estabilidade; 
II – servidores na situação funcional 26 - Decisão ADI 4876 do STF. 

  • Extensão da carga horária do professor efetivo
Art . 29 A carga horária semanal de trabalho do Professor de Educação Básica efetivo poderá ser acrescida de até dezesseis horas-aula, para ministrar componente curricular para o qual seja habilitado, na escola onde está em exercício. 

  • Designação 2015
Art . 35 Somente haverá designação de servidor para o exercício de função pública, em cargo vago ou substituição quando não existir servidor efetivo, estabilizado ou na situação funcional 26 - Decisão ADI 4876 do STF, que possa exercer tal função, observado o disposto nesta Resolução.

  • Critérios para Designação 2015
Art . 45 Onde houver necessidade de designação, esta será processada observada a seguinte ordem de prioridade: 
I – candidato concursado para o município ou SRE e ainda não nomeado, obedecida a ordem de classificação no concurso, desde que comprove os requisitos de habilitação definidos no Edital do Concurso; 
II – candidato concursado para outro município ou outra SRE e ainda não nomeado, obedecido o número de pontos obtidos no  concurso, promovendo-se o desempate pela idade maior, desde que comprove os requisitos de habilitação definidos no Edital do Concurso;
III – professor habilitado e servidor em exercício de outras funções em 31/12/2014 que comprove, no mínimo, 90 (noventa) dias de efetivo exercício em 2014, na mesma função e componente curricular, observado o número de vagas existentes e a ordem de  classificação na listagem do município de candidatos inscritos em 2014; 
IV – candidato habilitado, obedecida a ordem de classificação na listagem geral do município de candidatos inscritos em 2014; 
V – candidato habilitado, que não consta da listagem geral do município de candidatos habilitados inscritos em 2014; 
VI - professor não habilitado, em exercício em 31/12/2014 que comprove, no mínimo, 90 (noventa) dias de efetivo exercício em 2014, na mesma função e componente curricular, observado o número de vagas existentes e a ordem de classificação na listagem do 
município de candidatos inscritos em 2014; 
VII – candidato não habilitado, obedecida a ordem de classificação na listagem geral do município de candidatos inscritos em 2014.
§1º O disposto nos incisos III e VI deste artigo somente se aplica após a designação de candidatos concursados e exclusivamente para designações com início até 30 de abril de 2015. 
§2º Na hipótese de comparecimento de mais de um candidato na condição a que se refere o inciso V, eles serão classificados utilizando-se os critérios estabelecidos na Resolução SEE nº 2686, republicada em 08 de novembro de 2014 .

  • Datas importantes
Atribuição de turmas, aulas e funções aos servidores da escola: Até 26/01/2015

Chamada inicial para designação com vigência a partir de 1º/02/2015, observadas as disposições desta Resolução: De 28/01/2015 até 30/01/2015

Início do ano escolar: 02/02/2015 

Início do ano letivo: 03/02/2015 

  • Enturmação (Salas continuarão lotadas!)
A enturmação observará os seguintes parâmetros legais: 
- nos anos iniciais do Ensino Fundamental: 25 (vinte e cinco) alunos por turma; 
- nos anos finais do Ensino Fundamental: 35 (trinta e cinco) alunos por turma; 
- no Ensino Médio: 40 (quarenta) alunos por turma; 
- na Educação Especial: 08 (oito) a 15 (quinze) alunos por turma. 

19.1.15

E tudo começou num cupinzeiro...

Não é raro as pessoas se perguntarem sobre a própria origem. Como tudo começou? De onde viemos?

A Ciência tem suas explicações. Uma das mais estudadas e aceitas no meio acadêmico e escolar é a Teoria da Evolução, elaborada pelo cientista inglês Charles Darwin. Segundo ele:

"...todos os seres vivos tiveram sua evolução a partir de um ancestral comum. As mudanças ocorridas e as diferenças entre as espécies deram-se pelo processo de seleção natural, no qual os indivíduos que melhor se adaptam ao meio ambiente sobrevivem, deixando descendentes, que por sua vez também sofrem alterações em seu mecanismo biológico e deixam novos descendentes formando um círculo..." (Infoescola)


Na teoria de Darwin, o Homem levou milhões de anos para evoluir e atingir o estágio atual.

Mas não pense que só a Ciência é a dona da verdade. Há várias outras explicações sobre o surgimento do Mundo e de todas as suas espécies. Em várias culturas de povos que vivem em diferentes lugares do planeta, existem mitos e lendas que explicam o começo de tudo, porém diferente da Ciência, a qual tenta compreender e esclarecer as coisas a partir de hipóteses, teorias, fórmulas, provas, experimentos e outros meios que lhe assegurem maior percentual de acerto.

No livro Terra Grávida, de Betty Mindlin (2001), a pesquisadora reúne diversas narrativas de povos indígenas de Rondônia. A seu modo, estes povos, relatam a criação e a origem do Mundo e dos Homens. 



A obra é repleta de passagens interessantes e belas histórias contadas por descendentes de índios da região norte do Brasil. Os narradores abordam vários assuntos relacionados à origem da vida, dentre outros aspectos de sua cultura e sua cosmogonia. Mas destacaremos aqui um trecho do povo Aruá,  que fala sobre o surgimento dos primeiros Homens.


Povo Aruá. Rondônia. Fonte: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/arua/1664


"Havia dois irmãos, Andarob, o irmão mais velho, e Paricot, o mais novo. Tinham uma irmã, Antoinká.

[...]

Não existia mulher alguma - só a irmã dele.

Não tem esse munduru, aquele cupim? Um montinho de terra? Aquele foi a mulher de Deus. Ela era mulher; o buraco do cupim era como vagina de mulher, por lá Paricot tinha relação com ela. Txapob, o buraco do cupim, era como se fosse a vagina da mulher.


O cupinzeiro - a mãe dos Aruá. Acervo do Autor. Ibitipoca, 2015.

Só que foi muito depois que Deus descobriu gente, nós índios - gente existe há milhões de anos, só que não temos escrita, essa história vai passando de pai para filho, de um para o outro.

Quando Paricot estava trabalhando para fazer o mundo, não se interessava por comida, por fogo.

Saía de um lugar para outro, achava bonito o mundo, andando, andando. O que ele pensava, surgia, bastava falar para existir.

Só Paricot fazia, o irmão não fazia, vivia só deitado. A vida do irmão era só comer, dormir, e nada mais. Paricot é que trabalhava.

A mulher de Paricot, o cupim, ficou grávida. A gravidez não era como a de hoje, só de um filho. Ela é a terra, a terra é que engravidou. Paricot engravidou a terra de vários tipos de gente, vários povos, que tiveram um só pai." (p. 52-54).


Como podemos perceber, a resposta dos Aruá para explicar a origem dos homens é bem diferente daquela apresentada no início do texto, que segue o modelo científico, típico de nossa sociedade urbano-industrial.

Enquanto a sociedade "civilizada" se pauta na escrita, na coleta de informações, na formulação de hipóteses e análise de dados para tentar compreender os fenômenos que a cercam, as explicações indígenas são resultado de seu passado e da estreita relação que eles estabeleceram  com a natureza, cultuando-a como a Mãe do Universo e de seus seres. O conhecimento dos índios, até então, era mantido pela oralidade, uma prática que vem sendo passada de geração a geração.

O nosso modelo científico tende a tratar esses mitos e lendas com reservas e preconceitos, como se fossem manifestações culturais inferiores e de menor importância para o Saber. Contudo, não devemos desprezar culturas diferentes. 

Segundo a Antropóloga Betty Mindlin (2001):

"Cada povo tem uma forma de responder, uma tradição diferente da de outros povos, fundamental para definir sua identidade, juntamente com a língua, o território, a economia, a organização social, a cultura e os costumes." (op. cit. p. 15).

Assim sendo, devemos respeitar as tradições e crenças de outros povos, mesmo que elas sejam diferentes das nossas. E precisamos considerar também que a nossa Ciência é falha e ainda não tem as respostas para todas as nossas perguntas.

12.1.15

Projeto do Celular saiu no Jornal do Professor - MEC

Nosso Projeto, "O celular como ferramente de leitura e de aprendizagem", é destaque entre as notícias do Jornal do Professor, publicado pelo MEC, Edição 109.

Para ler a notícia completa, ver fotos e mais detalhes sobre a reportagem é só clicar na imagem abaixo e ir direto para a matéria:


10.1.15

Cerol não é brincadeira

Notícia do Portal G1. Data: 01/01/2015




Moto e roupas da vítima. Portal G1.




#cerolnao

7.1.15

Reajuste do Piso do Magistério = 13,01%

O piso salarial do magistério será reajustado em 13,01%, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008. O novo valor será de R$ 1.917,78 e passa a valer a partir deste mês. Nos últimos dias, o ministro da Educação, Cid Gomes, reuniu-se com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).



O piso salarial do magistério foi criado em cumprimento ao que estabelece a Constituição Federal, no artigo 60, inciso III, alínea e, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias:
“Art. 60. Até o 14º (décimo quarto) ano a partir da promulgação desta emenda constitucional, os estados, o Distrito Federal e os municípios destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 da Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento da educação básica e à remuneração condigna dos trabalhadores da educação, respeitadas as seguintes disposições:
(...)
III — observadas as garantias estabelecidas nos incisos I, II, III e IV do caput do art. 208 da Constituição Federal e as metas de universalização da educação básica estabelecidas no Plano Nacional de Educação, a lei disporá sobre:
(...)
e) prazo para fixar, em lei específica, piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica; (...).”
Esse dispositivo constitucional foi regulamentado pela Lei nº 11.738/2008. Conforme a legislação vigente, a correção do piso reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: MEC

Assista:

4.1.15

Imagem e memória

Hoje me deparei com uma fotografia interessante na internet que mostra a linda Praça Zequinha Reis, em Leopoldina, também chamada, popularmente, de Praça da Bandeira.

Eis a foto:
Praça da Bandeira. Disponível no Facebook em Leopoldina On-line.
A imagem, que parece um postal, tem em seu rodapé o nome: "Praça das Bandeiras", diferente de como a população a trata e registra, com a locução adjetiva no singular.

"A antiga praça da Bandeira teve seu nome mudado pela Lei nº 637, de 29.03.1968, para praça Zequinha Reis, numa homenagem a José Ribeiro dos Reis, fazendeiro, agro-pecuarista, industrial, um dos fundadores e diretor da Cia Fiação e Tecidos Leopoldinense." (CANTONI, N.; RODRIGUES, J. L. Nossas ruas, nossa gente. Disponível online em: http://www.cantoni.pro.br/ruas/Logradouros_Atuais_T_V_W_X_Z.pdf acesso em 04. jan. 2015).

O senhor Zequinha Reis atuou como prefeito da cidade entre 1948 e 1951 e, devido ao seu empreendedorismo, foi justamente homenageado e seu nome passou a denominar a praça, a partir de 1968.   

Embora a fotografia não tenha data, supomos que ela tenha sido registrada na década de 1960 ou 1970.

Não há sinal de nenhum veículo automotor, o que, provavelmente, sugere a intenção do autor do retrato em demonstrar a tranquilidade característica do lugar e, ao fundo, se vê um indivíduo em frente a uma grande casa.

O fotógrafo quis retratar a beleza natural do espaço, enfocando a vegetação, como as plantas no primeiro plano e o lago com a ponte logo atrás.

No aspecto central, os caminhos fazem curvas e são cercados por canteiros, onde há árvores de pequeno porte, talvez oitis, os quais fornecem sombra e ar fresco para os transeuntes. 

No horizonte mais distante do espectador é possível notar as montanhas, típicas de nossa região. Aqui elas ainda estão despovoadas, bem diferente dos dias de hoje, já que foram ocupadas e formaram novos bairros, como por exemplo, o Alto da Copasa.

A foto revela uma composição harmônica entre os elementos - natureza e construção humana - demonstrando um paisagismo simples, mas atraente e funcional. 

Como cresci na Praça da Bandeira, sempre ouvi dos moradores mais antigos sobre o quanto a praça era bela e um lugar prazeroso para se ficar. As pessoas iam até lá para conversar, descansar, tomar ar puro, e as crianças se esbaldavam com as brincadeiras de pique e de roda... O lugar era uma calmaria só, bem diferente da praça de agora.

Atualmente, a praça da Bandeira está cercada por bares, lanchonetes, sorveteria, farmácia e mercearias, que atendem aos moradores das redondezas e promovem um intenso fluxo comercial e de pessoas que se cruzam percorrendo as calçadas e os caminhos do largo, carregando suas sacolas. 

Nos dias recentes, o antigo lago agora está tomado por areia e parte dele virou um parque infantil cercado por grades.

A vegetação dos dias atuais perdeu em exuberância, quase não se vê flores e plantas em seus canteiros, restando apenas alguns oitis e um gramado mal cuidado, bastante castigado por pés nervosos que não respeitaram o calçamento.

Quando se aproxima o fim de semana, a praça fica cheia, e parte delas é invadida por mesas e cadeiras onde as pessoas se sentam para beber e se divertir.
As crianças estão sempre por lá, os menores vão ao parque, alguns ainda brincam de pique e outros não desgrudam dos tablets  e dos celulares.

O tempo passa e a Praça continua ali, encaminhando as pessoas pelas ruas que se conectam à ela, acolhendo os cansados em seus bancos, oferecendo alguma sombra para os que tem calor e buscam um abrigo, tem assistido ao aumento populacional e às mudanças nos costumes dos moradores. Impassível, ela também tem sofrido, ao longo do tempo, com as terríveis intervenções que a deixaram desfigurada e menos bela que outrora. 

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