11.8.14

Racismo, não!

No segundo bimestre, com a proximidade do início da Copa do Mundo, os alunos do 6º ano, turma 3 e 4 da E. E. Luiz Salgado Lima, pesquisaram e estudaram algumas manifestações de racismo no futebol. Nosso principal objetivo com essa proposta foi a de conscientizar os estudantes acerca da necessidade de ter igualdade étnica e racial em nossa sociedade, condenando atitudes preconceituosas, incompatíveis com o ideal de uma sociedade inclusiva e democrática.

Antes de pesquisarem, eles aprenderam e debateram em sala de aula o conceito de racismo e citaram vários exemplos de preconceito na sociedade, além dos últimos fatos que ocorreram no mundo do futebol, na América Latina e na Europa.

Assistimos e debatemos a um vídeo disponível na internet, o qual abordou as ocorrências de racismo no futebol com diversos depoimentos e análises de atletas, jornalistas e pesquisadores do tema.

Cada aluno fez um relatório, registrando sua opinião sobre o assunto, a qual foi socializada com a turma, num debate orientado pelo professor.  

Leia algumas produções: 

"O racismo é inaceitável  e muita gente sofre com isso. E ainda colocam apelidos ofensivos. Tanto o racismo quanto qualquer outro preconceito não deve ser alimentado por nós. Todo mundo tem que ajudar para esse racismo não voltar, pois só com muito amor seremos felizes". (Aluna Lohany). 

"O racismo é uma coisa que precisa mudar. Eu sugiro que todos parem, pensem e se coloquem no lugar de quem elas ofendem. Aposto que elas não gostariam. O mundo está péssimo. Não importa se a pessoa é branca, parda ou negra, todos nós merecemos respeito." (Aluna Vanessa).

Depois, fizemos um levantamento dos casos mais emblemáticos de racismo, todos ocorridos em 2014.
Em equipes, os alunos leram e discutiram as notícias sobre racismo, fizeram resumos das matérias e elaboraram cartazes com fotos e frases das vítimas do preconceito racial.

Confira alguns cartazes abaixo:
Caso Daniel Alves (Abril de 2014).

Caso Tinga (Fevereiro de 2014).

Caso Márcio Chagas (Março de 2014).

Em outro momento, para concluir esse pequeno projeto, eles leram e interpretaram um texto (ver material abaixo), depois responderam a perguntas sobre a origem do Futebol, o racismo na sociedade e no esporte e a superação do preconceito.



Importante destacar que todos chegaram a um mesmo entendimento, que o Racismo não tem vez no futebol, menos ainda em nosso dia a dia, pois somos todos iguais, nosso povo é historicamente miscigenado e, independente da cor da pele, o ser humano merece respeito.

Vocês estão de parabéns, turminha!

9.8.14

Jogos e Ensino

A origem dos jogos de tabuleiro remonta à Antiguidade. Eles teriam surgido na Mesopotâmia e no Egito Antigo por volta de 5000 a. C. 


O Senet é um jogo do Egito Antigo.


O tempo passou e os jogos continuaram presentes nas civilizações. Durante a Idade Média, o jogo do xadrez foi muito difundido entre a nobreza feudal. Ele foi introduzido na Europa, provavelmente a partir da Espanha, no século X, pelos muçulmanos. (FRANCO JR. H., 2001). Daí espalhou-se pelo mundo.


Imagem relacionada
Cavaleiros medievais jogando xadrez (1283).


Atualmente, no Mundo Contemporâneo, apesar de vivermos na Era Digital, da Internet e dos Jogos eletrônicos, quem nunca disputou com um grupo de amigos uma partida de "Banco Imobiliário", de "Dama" ou de "War"
?
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Pois é, quase todo mundo já se divertiu com os amigos ou com os familiares com um bom jogo de tabuleiro! Passa o tempo e esse prática cultural resiste e permanece em nosso dia a dia, nos finais de semana e em momentos de lazer.



Os jogos são ferramentas importantes. Eles estimulam o raciocínio lógico, a inteligência emocional e as interações sociais. Portanto, podem e devem ser aproveitados na Educação como um ferramenta de aprendizagem. 

Com o objetivo de tornar as aulas de História mais atrativas e a aprendizagem mais significativa e prazerosa para os estudantes, utilizamos a estratégia de ensinar brincando, ou melhor, jogando!

Pela segunda vez neste ano, recorremos à montagem de um Jogo Tabuleiro, utilizando os fatos reais que estudamos na História.

Uma das matérias estudadas no terceiro bimestre com o 7º ano foi a Expansão Marítima Europeia, iniciada no século XV. As grandes navegações feitas pelos europeus, portanto, serviram de tema para os alunos confeccionarem um Jogo de Tabuleiro com essa grande aventura pelo Mar.



Divididos em grupos, os alunos receberam instruções básicas para montar o jogo. Eles utilizaram a criatividade para criar uma trilha sobre a cartolina, distribuindo ao longo dela obstáculos, bônus e perguntas que precisam ser respondidas para acumular pontos e avançar. Na hora de elaborar o jogo, todos participaram. Cada um deu sua contribuição, enquanto uns coloriam outros recortavam e colavam
O resultado final foi excelente, principalmente quando vi os alunos jogando, se divertindo e aprendendo o conteúdo da aula.

O objetivo deste jogo é navegar, descobrir novas rotas de comércio, chegar ao Oriente, na fonte das especiarias, e aprender, brincar e aprender!

E aí, a galerinha se divertiu?











Fernando Pessoa

África

Pense na África. Quais imagens vieram à sua mente?


Escravidão, as savanas e os animais selvagens, como as girafas, zebras e leões, a pobreza, as guerras, as doenças e a fome?

Provavelmente, na mente de muitas pessoas são essas as primeiras impressões relacionadas aquele continente.

Não podemos negar que há muito sofrimento e mazelas sociais no continente africano que mantém as nações africanas com baixos níveis no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) , mas também não se pode reduzir a análise da África às desgraças e aos males históricos que afligem aquela terra.

Há muita diversidade cultural, religiosa, política, étnica e linguística nesse continente, mas que nem sempre são mostradas nos livros de História, Geografia ou nos programas de televisão. Então vamos conhecer um pouco mais da África lendo o texto a seguir!

A África é o 3º continente mais extenso do Planeta, com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados.  





Atualmente possui 54 países independentes, os quais têm variados regimes de governos. Alguns estão organizados num regime republicano, outros mantém o regime monárquico.


Ela é habitada por quase 1 bilhão de pessoas. Na maior parte do continente, a população está concentrada no campo, enquanto a minoria está nas cidades. As áreas de floresta e de desertos são pouco povoadas. 



Regiões que possuem solos férteis, como no vale do Rio Nilo e do Rio Níger, além das faixas litorâneas, apresentam maiores concentrações demográficas e grandes cidades.


A geografia do continente é extremamente diversa, conta com regiões onde há desertos até florestas tropicais. 

O deserto do Saara é o maior deserto quente do Mundo, a temperatura atinge mais de 40º C durante o dia  pode atingir 0º C à noite. Ele divide a África em dois blocos. Ao Norte, onde ficam, por exemplo, o Egito, o Marrocos e a Argélia. 

Ao Sul está a África subsaariana ou África Negra, uma região mais isolada, devido às dificuldades de acesso impostas pelo deserto.

Além da diversidade no relevo, vegetação e no clima, a África apresenta uma grande variedade de grupos étnicos, os quais possuem costumes, línguas e religiões distintas.



Existem mais de 1000 línguas conhecidas faladas na África, as quais estão divididas entre quatro grandes famílias: afro-asiáticas, khoisan, nigero-congolesas, nilo-saarianas. (ver mapa abaixo). Os países africanos que foram colonizados pelas nações europeias adotaram oficialmente as línguas de seus colonizadores, caso de Angola onde se fala o português, Camarões, inglês e francês dentre outros.
Ao longo dos anos, os povos africanos foram recebendo influências culturais por meio de rotas comerciais que atravessavam a África e a ligavam à Europa e ao Oriente Médio. Assim que as religiões judaica, católica e islâmica foram penetrando no continente, onde passaram a coexistir com as religiões tradicionais da África. Devido a esse contato histórico com outros povos, há um verdadeiro mosaico de religiões na África!


Como vimos acima, a população do continente é de quase 1 bilhão de habitantes, os quais estão assim divididos do ponto de vista religioso: "316 milhões são muçulmanos, mais da metade deles nos países árabes do norte do continente, 256 milhões são cristãos, dentre os quais 124 milhões são católicos, aproximadamente 200 milhões seguidores das religiões tradicionais africanas, o restante se reparte entre as chamadas “Igrejas Independentes” ou de origem africana..." (CARRERA, F. <http://latinoamericana.org/2003/textos/portugues/Carrera.htm> acesso em 06 ago. 2014).

A economia dos países africanos é uma das menos desenvolvidas no Mundo. Ela se baseia, em grande parte na monocultura (café, cacau, amendoim etc) agrícola destinada à exportação.  
O extrativismo é uma atividade econômica que se destaca, tendo em vista a variedade mineral, animal e vegetal do continente.

A pecuária não é tão relevante, mas é forte nos países do norte do Saara, onde há rebanhos de camelos e dromedários.



A pesca, a caça e a coleta são meios de subsistência para muitas comunidades. 

O subsolo africano é uma fonte de riquezas, com a exploração do ouro, urânio, diamantes, petróleo etc.

A indústria do continente é limitada e sua participação corresponde a 26% da Economia da África. Os países com que possuem maior número de indústrias são o Egito e a África do Sul.

Recentemente, a China tem realizado investimentos na África, financiando obras de infraestrutura e comprando matérias primas dos países africanos. Os E.U.A também preparam novos investimentos no continente, visando reforçar seus laços diplomáticos e econômicos com os países da África.


O presidente dos E.U.A em visita ao Senegal.
A miséria que assola muitos países africanos ocorre devido a má distribuição da renda, a qual acentua os problemas sociais e econômicos no continente. Além disso, os países desenvolvidos (E.U.A, China e as potências europeias) estão mais preocupados em levar vantagens econômicas sobre a África, do que se tornar parceiros dela. Esse descaso diplomático, associado à exploração histórica sofrida pelo continente, aumenta a instabilidade política nos países africanos, o que resulta na eclosão de guerras civis e massacres, e isso em nada contribui para minimizar os problemas e a pobreza de algumas nações africanas.

3.8.14

Atratividade Turística



Na aula da disciplina "Atratividade Turística" estamos trabalhando o conteúdo de Atratividade natural e cultural. (ver tabela abaixo)






O material utilizado nas aulas é composto por textos, imagens e vídeos abordando os conceitos e a escala de atrativos desde o nível local até o internacional, confira nos slides a seguir:


27.7.14

Você sabe tudo sobre a Expansão Marítima?

Encontre as palavras-chaves relacionadas à época das Grandes Navegações no século XV!

Boa sorte e muita atenção.

23.7.14

O legado da Copa

A última enquete que realizamos aqui no Blog questionou o seguinte: "Você acredita que a Copa do Mundo deixará um legado positivo para o povo brasileiro?"



Ela tinha duas opções de respostas que receberam a seguinte votação:

"Sim, as obras realizadas irão melhorar a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos cidadãos". Essa opção não recebeu nenhum voto.

"Não, o dinheiro investido na Copa deveria ter sido destinado a áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança e saneamento". 
Já essa ficou com 100% dos votos.

O resultado da enquete demonstra uma certa insatisfação do público e a descrença no discurso de que a Copa deixaria algo positivo para o povo.

A Copa 2014 acabou, a Seleção Brasileira deu vexame na semifinal, sofrendo uma goleada implacável para o bem organizado time da Alemanha.
Futebolisticamente, o Brasil poderá aprender bastante com essa derrota, fazer uma profunda avaliação sobre  a estrutura e o planejamento do Futebol para voltar mais forte no futuro.

Mas não iremos discutir isso aqui, queremos apenas refletir sobre o legado da Copa do Mundo para o Brasil e para o povo brasileiro.

Organizar um megaevento, como uma Copa do Mundo, não é tarefa simples e nada barato. Já sabemos que o país investiu cerca de 25 bilhões de reais (Veja mais sobre os custos da Copa clicando aqui) para atender às exigências da FIFA e receber o Torneio Mundial.

Muito foi prometido pelas autoridades e membros dos comitês da Copa e da FIFA que as milionárias obras executadas para a Copa do Mundo seriam um grande legado para o Brasil, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população.

Em meio a protestos populares e manifestações contrárias aos gastos, o evento ocorreu bem, apresentou pequenas falhas na infraestrutura e na segurança, mas nada que comprometesse o espetáculo como um todo.

Contudo, uma boa parte do que fora prometido não foi entregue, como por exemplo as obras de mobilidade urbana (expansão de vias e das linhas de metrô), o que só deve acontecer bem depois do fim do Mundial. 
Obras no aeroporto em Belo Horizonte (MG).
Apesar dos atrasos, o Brasil mostrou ao Mundo que pode organizar um megaevento, mas ao longo desse processo apresentou algumas fraquezas com as quais já estamos familiarizados: falta de planejamento, mau uso de recursos públicos e denúncias de corrupção estão entre as principais delas.

Enfim, a Copa causou uma boa impressão na mídia internacional. O Brasil deverá explorar esta super exposição para atrair mais turistas e ter um incremento em sua economia.
As cidades-sedes foram as que sofreram impacto direto do efeito Copa. Elas passaram por uma modernização, bastante conservadora é verdade, tendo em vista que em alguns casos foram executadas desapropriações para substituir os cinturões de pobreza como forma de maquiar os espaços urbanos. 
Manifesto contra desapropriações em Fortaleza (CE).


A Copa custou muito caro, o povo não a queria e nem foi convidado para participar dela,. Sendo assim, espera-se que a conta não recaía sobre o seu bolso com o aumento dos impostos e da inflação.
A festa não foi democrática, por que o custo dela tem que ser?

21.7.14

Conceitos relacionados à Era Vargas


  • Revolução


"Revolução, como categoria de análise, significa todo e qualquer fenômeno que transforma radicalmente as estruturas de uma sociedade..." Revolução. In: SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005.p. 363.


A Revolução de 1930, é assim chamada pois contribuiu para modificar profundamente a realidade brasileira, antes dela o país era essencialmente rural, dependente das exportações do café e de outros produtos primários e era dirigido pelas oligarquias, sobretudo mineiras e paulistas. Após o Movimento político de 1930, liderado por Getúlio Vargas, foi implantado no país um novo projeto que, embora conservador do ponto de vista social e econômico, acelerou a urbanização, incentivou a industrialização e fez surgir novas lideranças políticas no Brasil.


  • Populismo

"O presidente teve grande aceitação e apoio popular em função da sua imagem de líder carismático e por garantir alguns direitos à população, como os direitos trabalhistas, mas, ao mesmo tempo, utilizava essas concessões para manipular e controlar a população, por isso, seu governo é considerado populista, por ter esse apoio e controle do povo." (Caderno de atividades pedagógicas. 3º bimestre. 9º ano. SEEDUC-RJ. p. 8).


Vargas usava seu carisma para conseguir o apoio do povo e governar de forma autoritária.


  • Ditadura

"... governo de uma pessoa, ou grupo de pessoas, que se arroga o direito de exercer o poder, monopolizando-o e exercendo-o sem restrições." Ditadura. In: SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005. p. 106.


Um governo ditatorial é aquele que limita os direitos do povo, como a liberdade de expressão e de votar.

"Apesar de existirem diferentes formas de ditadura no mundo contemporâneo, algumas características básicas são compartilhadas por todas: o cerceamento de direitos políticos e individuais, a ampla utilização da força pelo Estado contra sua própria sociedade e o fortalecimento do poder executivo em detrimento dos outros poderes." Ditadura. In: SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005. p. 108.

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