7.3.14

Tensão militar na Europa

A recente ocupação da Crimeia, uma república autônoma vinculada à Ucrânia, por forças militares da Rússia gerou uma crise política, diplomática e militar com as potências Ocidentais - E.U.A e os países da União Europeia.

No leste da Ucrânia vivem muitos russos, muitos apoiam a separação da Crimeia e que o território seja anexado pela Rússia.
O governo ucraniano e os aliados Ocidentais condenam a invasão russa, e ameaçam impor sanções à Rússia como, por exemplo, a imposição de restrições em acordos comerciais internacionais dentre outras.

A tensão política e militar entre os E.U.A e a Rússia nos remete a lembrança da Guerra Fria, iniciada por volta de 1950. Nesse período, o Mundo viveu sob o risco de um conflito nuclear entre os blocos hegemônicos - capitalista x comunista. Em 1991, o capitalismo venceu a "batalha" contra o comunismo e a U. R. S. S chegou ao fim. 

Avaliação 

1. ENEM, 2022.




Entenda mais sobre a importância geopolítica da Crimeia assistindo ao vídeo abaixo:

Práticas comunicativas, sociabilidade e espaços públicos

Os espaços públicos (praças, parques, ruas e etc) são os locais onde ocorrem intensa interação entre os membros de uma comunidade, seja de uma cidade ou de um bairro.

Neles convivemos com todo o tipo de pessoas (gênero, etnia, crenças dentre outros aspectos e preferências pessoais), por isso foram convencionadas algumas "regras" que são apropriadas pelos indivíduos, com o objetivo de regular a vida social. 

Exemplos de convenções e normas de condutas sociais

São nesses espaços públicos que colocamos em prática a sociabilidade e a prática comunicativa. A primeira pode ser entendida como a necessidade do ser humano de viver/interagir em sociedade. A segunda é a capacidade do humano de produzir cultura, linguagem e se apropriar desses recursos em seu dia a dia.

As práticas comunicativas estão presentes em nosso cotidiano e fazem parte da vida em sociedade. Podemos identificá-las em diversas partes da cidade, como veremos nas imagens a seguir:


  



As mensagens que estão espalhadas pela cidade podem receber vários significados, pois variam de acordo com as experiências e expectativas de cada indivíduo.

Pense, por exemplo, em um morador de rua. Qual dessas mensagens faria mais sentido para ele? Por quê? 


Logo, podemos concluir que há uma relação entre a mensagem e a condição  socioeconômica dos indivíduos. Determinadas mensagens farão mais sentido para um grupo de pessoas, ao mesmo tempo elas podem ter pouca importância para outro grupo. 

Entretanto, o conteúdo de algumas mensagens podem mobilizar o interesse de um grande grupo social, tais como aquelas que apelam para a proteção do meio ambiente ou as que criticam os escândalos de corrupção política. Essas mensagens, inclusive, ultrapassam os limites físicos da cidade, pois seu conteúdo pode ter abrangência regional e até global.


A comunicação nos espaços públicos faz parte da rotina das pessoas. Diariamente somos "bombardeados" por centenas de informações - na TV, na Internet e nas ruas da cidade.
As informações adquirem maior ou menor valor de acordo com nossas expectativas, vivências, experiências individuais e da relação que estabelecemos com outros agentes sociais e com o meio ao qual estamos inseridos.

Segmentação do Turismo



Segmentação é a ordenação das atividades turísticas de acordo com a identificação de certos elementos, serviços e atrativos ofertados. A segmentação  permite a criação de estratégias para melhor atender o público alvo. 
Nesse sentido, há vários segmentos na atividade turística que possuem uma padronização, vejamos alguns:
  • Ecoturismo: é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.
    • Turismo Cultural: compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura.
    • Turismo de Negócios e Eventos: compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social.








    • Turismo de Esportes: compreende as atividades turísticas decorrentes da prática, envolvimento ou observação de modalidades esportivas.

    • Turismo de Saúde e de Bem-estar: constitui-se das atividades turísticas decorrentes da utilização de meios e serviços para fins médicos, terapêuticos e estéticos.








    • Turismo Rural: é o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometidas com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade.

    • Turismo de Sol e Praia: constitui-se das atividades turísticas relacionadas à recreação, entretenimento ou descanso em praias, em função da presença conjunta de água, sol e calor.

    • Turismo de Estudos e Intercâmbio: constitui-se da movimentação turística gerada por atividades e programas de aprendizagem e vivências para fins de qualificação, ampliação de conhecimento e de desenvolvimento pessoal e profissional.








    • A segmentação é um planejamento que leva em consideração o Mercado do Turismo (demanda e oferta) para mapear o público alvo, suas demandas e expectativas e criar estratégias para atrair mais visitantes e aperfeiçoar os serviços oferecidos. 

    Referências

    Turismo no Brasil: Termo de referência para a atuação do sistema SEBRAE. 2010. Disponível on-line em: http://www.sebrae.com.br/setor/turismo/TR_turismo_final.pdf

    Segmentação do turismo: experiências, tendências e inovações. Brasília, 2010. Disponível on-line em: http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Artigos_Acadxmicos_Versxo_Final_IMPRESSxO_.pdf

    6.3.14

    Eleição para o Colegiado (SEE-MG 2014)

    Você sabia que um dos órgãos mais importantes da administração escolar é o Colegiado?

    E você sabe o que é o Colegiado? Quem faz parte dele e quais são as suas atribuições?

    As respostas dessas perguntas serão dadas abaixo, de acordo com a legislação vigente da rede estadual de Educação do Estado de Minas Gerais, especialmente a RESOLUÇÃO SEE Nº 2.554, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2014.

    O Colegiado Escolar é órgão representativo da comunidade escolar, com funções de caráter deliberativo e consultivo nos assuntos referentes à gestão pedagógica, administrativa e financeira, respeitada a norma legal. (Artigo 1º).


    Esse órgão é presidido pelo Diretor da Escola, e é formado por representantes de todos os segmentos da Comunidade Escolar - professores, demais funcionários, alunos e pais.
    Os representantes são escolhidos por seus pares, por meio de uma eleição e o mandato é de dois anos.

    O Colegiado é muito importante, pois ele garante a gestão democrática da escola ao permitir que todos os segmentos da comunidade escolar opinem e participem da administração da Unidade de Ensino. Nesse sentido, são várias as atribuições de seus membros, tais como aprovar e acompanhar a execução do Projeto Pedagógico da Escola, do Plano de Ação e do Regimento Escolar, acompanhar a evolução dos indicadores educacionais (avaliações externa e interna, matrícula e evasão escolar) e propor, quando se fizerem necessárias, intervenções pedagógicas e medidas educativas, visando à melhoria da qualidade do processo de ensino e de aprendizagem, referendar ou não a prestação de contas aprovada pelo Conselho Fiscal etc. (Leia todas as atribuições no artigo 8º da Resolução mencionada anteriormente). 

    Portanto, na hora de votar na Eleição de escolha dos membros do Colegiado seja criterioso, não entregue o seu voto sem antes ter refletido se determinado candidato (a) será aquele (a) que melhor lhe representará. Escolher um bom Colegiado fará toda a diferença na Escola e na vida das pessoas que trabalham e estudam nela.

    Então escolha com critério!

    Atenção para o cronograma do processo eleitoral do Colegiado (Março 2014):



    28.2.14

    Breve histórico e definição do Turismo


    *Material de apoio para as aulas do Reinventando o Ensino Médio

    Definições e breve histórico
    • A palavra turismo teve sua origem no inglês tourism. A palavra tour no francês deriva do latim tornare e do grego tornos, que significa um giro ou um círculo.



  • Turismo: compreende “as atividades que as pessoas realizam durante viagens e estadas em lugares diferentes do seu entorno habitual, por um período inferior a um ano, com finalidade de lazer, negócios ou outras.” (Organização Mundial do Turismo. Introdução ao Turismo. Madrid, 2001. apud http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Marcos_Conceituais.pdf).

  • Turista: “... visitante que se desloca voluntariamente por período de tempo igual ou superior a vinte e quatro horas, para local diferente de sua residência e do seu trabalho sem este ter por motivação a obtenção de lucro.” (Turismo no Brasil. SEBRAE. 2010 p. 9).

    • Profissional do Turismo: "cuida do planejamento, da organização, da promoção e da divulgação de viagens, eventos e atividades de lazer e negócios. Ele gerencia a organização de viagens, feiras, congressos e exposições. Em agências, operadoras e sites turísticos, comanda os trabalhos de venda de passagens, reserva de hotéis e programação de passeios e excursões. Além disso, gerencia atividades em hotéis, empresas de transporte ou de eventos e em empreendimentos de lazer, como parques temáticos, e acompanha grupos de turistas. Em prefeituras e órgãos públicos, coordena a exploração turística de uma região, promovendo e divulgando as atrações locais." (Fonte: Guia do Estudante).

  • Ao longo da História Humana as viagens e os deslocamentos de grupos humanos têm sido uma constante. As viagens marítimas, de cunho comercial, realizadas pelos gregos e romanos antigos no Mediterrâneo, atingindo o Norte da África e chegando ao litoral da Fenícia, no Oriente Próximo, as Caravanas Medievais que ligavam a Europa ao Oriente e as Grandes Navegações ibéricas no Atlântico no século XV são exemplos de viagens que conectavam lugares e pessoas diferentes no passado. 
  • Atualmente, as pessoas continuam viajando, algumas mudam de cidade, estado ou país outras viajam a negócios, por lazer, para visitar um familiar e etc.
  • Contudo, o turista tem algumas especificidades que o diferenciam de um viajante.Turistas são pessoas que viajam em seu tempo livre, para locais diferentes de sua residência, com a intenção de retorno. 



    • Um viajante desloca-se de seu lugar de origem para outro ponto com determinadas motivações, como por exemplo o trabalho.


    • Entre os séculos XVI e  XIX, era comum  a realização de um Grand Tour na Europa, para os jovens de classe alta. Eles percorriam os países europeus, visitando museus, salões de ópera e artes. As viagens eram conduzidas por um tutor, espécie de guia, e foram facilitadas com a invenção dos navios a vapor e das locomotivas.
    • Com o advento da Sociedade Industrial, viajar no tempo livre tornou-se uma necessidade para os indivíduos deixarem um pouco sua rotina de trabalho e o cansaço do cotidiano. A partir do século XX, a atividade turística foi desenvolvendo maior organização e adquirindo dimensões planetárias. 
    • No Brasil atual, a ascensão socioeconômica da classe C (cerca de 50,5% da população do Brasil) tem favorecido o democratização do turismo. Assim, mais pessoas estão viajando, conhecendo novos lugares, culturas e movimentando o mercado nacional de Turismo, no qual são criadas diversas oportunidades de trabalho e geração de renda. 
    Sistema turístico

    Um sistema é um formado por um conjunto de elementos que são inter-relacionados, no qual um depende do outro.
    Esse princípio aplica-se ao Turismo e auxilia no seu planejamento e no sucesso dessa atividade. Observe o esquema abaixo:


    O sistema acima foi elaborado pelo professor Mário Carlos Beni (1998) e engloba três conjuntos principais:
    1. Relações Ambientais (RA) - impactos do turismo sobre o ambiente e os espaços físicos etc.
    2. Organização Estrutural (OE) - Superestrutura - Normas, leis, regras / infra-estrutura urbana e serviços básicos.
    3. Ações Operacionais (AO) - oferta e demanda de produtos turísticos.
    Como os elementos do sistema são interdependentes é preciso que todos funcionem corretamente para que a atividade turística seja melhor aproveitada, tanto pelos turistas quanto pelos profissionais envolvidos nesse setor.

    27.2.14

    Literatura de Cordel

    Os alunos do 9º ano da E. E. Luiz Salgado Lima utilizaram sua criatividade para criar lindos livretos sobre a Guerra de Canudos.

    O trabalho, que mescla conhecimentos de História e Literatura, despertou o interesse da garotada, e todos se dedicaram bastante nesta atividade, que foi a produção de um Cordel sobre a  trajetória do arraial de Canudos entre 1893 e 1897. 

    Os versos, acompanhados por lindas ilustrações e colagens, abordam a formação de Canudos, as dificuldades vividas pelo  povo sertanejo devido ao estado de abandono em que viviam naquela época, a liderança messiânica de Antônio Conselheiro e o trágico fim do arraial, o qual terminou destruído pelo exército brasileiro.

    Confira abaixo os resultados.





    * Clique sobre as imagens para ampliar.

    17.2.14

    Monarquias contemporâneas

    Castelos, reis, rainhas, coroa, luxo e muita pompa... Alguém pode pensar que esses personagens e símbolos são coisas da época medieval, de um passado longínquo. Mas algumas das casas reais conseguiram superar o tempo, e têm conservado um pouco de suas antigas tradições até os dias de hoje. 
    Há, no mundo atual, muitos países cujo regime de governo é a Monarquia (do latim um no governo). No regime monárquico os reis e rainhas são considerados autoridades notáveis dentro de seus países ou reinos. 
    Dentre os países atuais que vivem no regime monárquico podemos citar a Holanda, a Espanha e, provavelmente, o caso mais emblemático - o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

    Reino Unido, em destaque.
    Entretanto, a função dos reis contemporâneos é muito diferente dos reis europeus dos séculos XVII e XVIII. No passado, os reis centralizavam todo o poder, governavam com o apoio da nobreza (proprietários de terras) e do clero (membros da Igreja Católica), podiam criar leis e novos impostos, a transmissão do poder era hereditária, isto é, passava do monarca para seu filho sem necessidade de uma consulta eleitoral. Os direitos do povo eram reduzidos, não podiam votar, eram obrigados a pagar muitas taxas e a seguir a religião do governante. Esse regime de governo era chamado de Monarquia Absolutista, devido à concentração de poderes pelo monarca (Rei).

    Hoje em dia os monarcas têm um papel mais simbólico e não possuem tanto poder sobre os governos de seus países.
    Tomemos, como exemplo o caso de Elizabeth 2ª, rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. 
    Bandeira do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

    Ela assumiu o trono em 1952, após a morte de seu pai rei Jorge 6º, e permanece nele até hoje. Contudo, a rainha não governa o país, essa é uma função exercida pelo Parlamento, cujos membros são escolhidos pela votação popular. Essa instituição discute, rejeita ou aprova os projetos de lei. Os parlamentares elegem um deles para ocupar o cargo de primeiro-ministro. O membro eleito torna-se o chefe do governo e governa, de fato, o país.

    A rainha é chefe de Estado, ela representa o Reino em viagens internacionais, cumpre sua agenda real, recebe chefes de governos de outros países e apenas referenda as decisões tomadas pelo Parlamento.
    Como podemos perceber, o regime de governo do Reino Unido é uma Monarquia Parlamentar. Nele o monarca deve respeitar as decisões do Parlamento e os direitos conquistados pelo povo, como o de poder votar, expressar-se livremente, ser tratado com igualdade e poder fazer sua escolha religiosa.

    Embora não tenha mais poder sobre o governo, a família real inglesa ainda preserva algumas tradições típicas das monarquias do passado, tais como a  hereditariedade do trono, além de desfrutar de uma vida luxuosa na corte.
    Palácio de Buckingham, em Londres, residência oficial do monarca.

    A rainha Elizabeth 2ª está com 87 anos, e deve iniciar este ano a transição do trono para o herdeiro, seu filho príncipe Charles.

    Família Real Britânica.

    Monarquia, República ou qualquer outro tipo de governo, excetuando uma ditadura, são legítimos e importantes enquanto estiverem a serviço do bem comum e que sejam capazes de garantir ao povo os seus direitos naturais, que são a liberdade, a igualdade e a felicidade. 

    Não deixe de ler

    Professor Rodolfo foi classificado entre os primeiros no projeto SER DOCENTE (SEE-MG)

    O Projeto Ser Docente é uma iniciativa de formação continuada da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) voltada para prof...