8.11.14

Como os antigos gregos...

Contam que Aristóteles (384 a. C. a 322 a. C.), um dos maiores pensadores da Antiguidade, ensinava a seus alunos ao ar livre. Lecionava História Natural, falava de Filosofia e de outras matérias do conhecimento enquanto caminhava pelo jardim do Liceu de Atenas, sendo seguido e ouvido atentamente por seus discípulos.

Como as turmas do 6º ano da E. E. Luiz Salgado Lima estão aprendendo sobre a Civilização Grega e o quanto ela foi importante para a Cultura Ocidental, resolvemos fazer uma aula diferente. Importante destacar que não tenho a menor pretensão de me comparar ao maior filósofo grego do Mundo Antigo, apenas quis reproduzir sua estratégia de ensino.  Deixamos a sala de aula convencional e nos reunimos no pátio, em uma área gramada, protegida pela sombra de uma árvore e ventilada por ar puro.

Ali, a exemplo do que faziam os antigos gregos antes de dominarem o alfabeto (a cultura escrita), exercitamos a oralidade, contando para os alunos diversas lendas e mitos da Civilização Helênica.

Eles conhecerem o mito de Prometeu,  a lenda do herói Aquiles, o terrível destino de Édipo e o fim que teve Narciso. 
Prometeu acorrentado tem o fígado devorado por uma ave.
Aprenderam que a mitologia, apesar de tratar de seres fantásticos, como deuses e heróis, estava diretamente relacionada ao cotidiano do povo na Grécia Antiga. Todos esses mitos eram transmitidos oralmente, por meio de músicas e poemas, de geração a geração. Posteriormente, quando os gregos dominaram a escrita, por volta do século IX a. C., sua cultura e suas lendas foram registrados em papiros e assim puderam chegar até nós, para que pudéssemos apreciar essas belezas até os dias atuais. 

Os estudantes também descobriram a origem de algumas expressões cotidianas, cujo surgimento tem mais de 2 mil anos, por exemplo os termos "narcisista" e "calcanhar de aquiles", ambos ligados, respectivamente, aos mitos de Narciso e de Aquiles.

Depois dessa aula prazerosa e divertida, retornamos à sala de aula, onde os alunos foram escrever sobre a estória que mais lhe chamou a atenção, além de ilustrá-la com um desenho colorido.

Vamos ver o resultado deste trabalho:


Alunos em momento de aprendizagem.



Sara ilustrou o mito de Prometeu, punido por revelar o segredo do fogo aos homens.
Lieisson é um craque de bola e uma fera com lápis de cor. Em seu desenho mostrou Narciso encantado por sua beleza, a qual estava refletida na água.

Bárbara retratou a cena em que a mãe de Aquiles banha seu filho em águas mágicas.
A Lívia registrou o drama vivido por Édipo. Coitado!

João Victor desenhou o fim trágico de Narciso, personagem da mitologia que se afogou após se apaixonar pela imagem refletida na água.



7.11.14

Mais um artigo na Tribuna do Povo!

Mais um de nossos textos foi publicado no portal do jornal Tribuna do Povo, tradicional em Leopoldina e cidades vizinhas.

Clique sobre a imagem abaixo e leia sobre a polêmica do uso do celular em sala de aula.


5.11.14

Ditadura militar no Brasil (1964-1985)

  • Os governos militares se iniciaram em 1964 e terminaram em 1985. No dia 31 de março de 1964 um golpe do exército, apoiado por setores conservadores da política, da sociedade, da Igreja Católica, além de grupos empresariais e estrangeiros, tirou o presidente João Goulart (Jango) do poder, sob a acusação de ele estar associado ao comunismo. Deposto de seu cargo, Jango se exilou no Uruguai.
O Exército cercou o Palácio das Laranjeiras, exigindo a renúncia de Jango.
  • Assim que assumiram o governo do Brasil, os militares começaram a perseguir grupos que eram considerados inimigos do novo regime - jornalistas, estudantes, alguns políticos de esquerda (aqueles que apoiavam as reformas de base, como a reforma agrária e outras medidas que beneficiariam a população mais humilde).
  • Os partidos políticos foram dissolvidos e foi adotado o bipartidarismo, com a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O primeiro apoiava o governo, o segundo fazia oposição, mas sem incomodar os militares.
  • 1967: promulgada uma nova constituição para o Brasil. 
  • Os presidentes eram indicados pelo alto comando das Forças Armadas, sem a escolha popular.
  • As greves foram proibidas e os salários passaram a ter um rigoroso controle, dentre outras medidas autoritárias
  • O governo passou a enfrentar forte oposição dos estudantes, dos trabalhadores e dos movimentos sindicais. Parte desses opositores formaram um movimento armado para enfrentar a ditadura. Eles também praticavam sequestros e atos considerados terroristas. O governo reagia violentamente para reprimir toda manifestação contrária ao seu regime, usando a força, incluindo prisões ilegais, tortura e até execuções, e a lei.
Manifestação de estudantes sendo reprimida pelos militares.
  • AI - Ato institucional: foram mecanismos legais que os presidentes militares empregaram para aumentar o seu poder e limitar os direitos democráticos da população. Com os AIs podiam cassar mandatos, declarar o estado de sítio, impor a censura, proibir o funcionamento de partidos políticos, dentre outras medidas.
  • O AI-5 é considerado o mais repressivo de todos, ele suspendia os direitos dos cidadãos e garantia ao presidente maior controle sob o país.
  • A censura foi muito utilizada pelos militares para controlar a divulgação de ideias que contrariavam o regime, impedindo-as de chegar ao público. Como não havia liberdade de expressão, muitos artistas, músicos, escritores e professores foram perseguidos, censurados e alguns exilados por serem considerados subversivos.
Censura.
  • Economia: houve a abertura do país ao capital estrangeiro e às empresas multinacionais, além de grandes obras públicas, como a rodovias, pontes, portos, ferrovias e hidrelétricas que geraram milhares de empregos. Entre 1970 a 1973 o Brasil viveu o período chamado de milagre econômico, o PIB chegou a crescer 12% ao ano. A euforia nacional com a economia foi alimentada pela conquista do tricampeonato mundial de futebol pela seleção brasileira. Esse fato foi usado como propaganda pelo regime militar.
Futebol e Política: Carlos Alberto Torres (E), capitão da seleção, ergue a taça com o Presidente General Médici (D).
  • Entretanto, com a crise internacional do petróleo, a economia brasileira foi afetada,  a dívida externa aumentou e o crescimento econômico diminuiu, provocando, futuramente, inflação e recessão.
  • A sociedade brasileira, sobretudo estudantes, movimentos sociais, artistas e políticos da oposição começavam a se organizar e pedir maior abertura política.
  • No governo do General Geisel foi revogado o AI-5, restaurado o direito de habeas corpus. No governo seguinte, do General Figueiredo, foi aprovada a Lei da Anistia, que permitiu ao país o retorno dos exilados e perdoou os criminosos políticos.
  • Surgiram novos partidos, como o Partidos dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT). A Arena mudou a sua denominação e passou a ser PDS (Partido Democrático Social); o MDB passou a ser PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro).
  • Diretas-já: Campanha que mobilizou a população em defesa do direito de poder escolher o presidente da República, por meio de votação direta. 
O povo foi para as ruas reivindicar o direito de votar para presidente (1984).
  • Contudo, a lei pelo voto popular não foi aprovada no congresso e um novo presidente foi escolhido indiretamente por um Colégio Eleitoral (membros da Câmara dos Deputados + Senado Federal). 
  • Em 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o mineiro e civil Tancredo Neves (PMDB), o qual adoeceu e morreu antes de tomar posse. 
Tancredo Neves em 1984.
  • Assim, a presidência foi assumida pelo vice, José Sarney. Começava a redemocratização e se encerrava a ditadura no Brasil
Eis os presidentes militares:
Marechal Castello Branco (1964-1967)

Marechal Arthur da Costa e Silva (1967-1969)

General Emílio Garrastazu Médici (1969-1974)


General Ernesto Geisel (1974-1979)

General João Baptista Figueiredo (1979-1985)



Mais conteúdos relacionados:




4.11.14

Atrativos turísticos em BH


A turma do 1º ano 5, da E. E. Luiz Salgado Lima, está conhecendo um pouco mais de nossa capital - Belo Horizonte (BH).

No CBC-E há um conteúdo que prevê o estudo dos atrativos turísticos de BH e a seguinte Habilidade:
"Identificar quais são os principais atrativos naturais, culturais e serviços turísticos em Belo Horizonte."

Como a turma já possui o conhecimento prévio dos conceitos atrativos naturais e atrativos culturais (trabalhados anteriormente, clique aqui para relembrar), decidimos partir para a pesquisa! Em duplas, os alunos pesquisaram e fizeram levantamentos de alguns, dentre os inúmeros, atrativos existentes na capital mineira. O resultado da pesquisa você confere agora.

Os pontos turísticos mais citados pelos alunos da turma foram a Praça da Liberdade, Museu de artes e ofícios e o Mineirão (o terreiro do Galo, que me perdoem os cruzeirenses, rsrs).

A proposta era conhecer um pouco mais desses atrativos, por meio de uma sucinta descrição, imagens e vídeos. Vejamos então o que os alunos conseguiram.


  • Estádio Governador Magalhães Pinto - Mineirão

"É um dos maiores e mais tradicionais palcos do futebol brasileiro. Ele foi inaugurado em 1965 e passou por uma grande reforma para a Copa do Mundo 2014, orçada em mais de R$ 600 milhões de reais. Atualmente, o estádio possui capacidade para 64 mil espectadores e é um grande atrativo turístico e cultural da cidade." 

(Pesquisa por Diego e Rafael)


  • Museu de Artes & Ofícios

"É um atrativo cultural onde podemos encontrar peças e artefatos que remontam a diferentes tipos de trabalho ao longo da História. É um dos museus mais bem estruturados do Brasil, além de possuir coleções dos séculos XVIII e XIX conta com recursos audiovisuais e nos proporciona uma verdadeira viagem no tempo."



(Pesquisa por Daniele e Steffany)


  • Praça da Liberdade

"A praça contém um grande acervo paisagístico e arquitetônico, com muitos edifícios preservados com suas marcantes diferenças de estilos e arquitetura. Por ter inúmeros atrativos culturais, como por exemplo os museus, a Praça da Liberdade é muito visitada em Belo Horizonte e, por isso, é conhecida em todo o Brasil".

(Pesquisa por Celso e Marcos Vinicius)


Parabéns, turma! O trabalho ficou nota 10!

3.11.14

América colonial - produções do CIEP 280

No 1º do Ensino Médio do CIEP 280 o tema da vez é a América Colonial.

Estamos trabalhando com as 3 turmas nas quais lecionamos, com o foco nas seguintes habilidades e competências:

- Comparar a colonização inglesa, espanhola e portuguesa;
- Caracterizar as relações de trabalho na América; 
(Currículo mínimo de História. SEEDUC. p.14).

Depois de uma breve exposição do conteúdo, assistimos à uma vídeo aula retratando as Américas Espanhola e Inglesa. Após isso, solicitamos aos alunos que produzissem um relatório sobre o assunto estudado.

Vamos conferir alguns:

América Espanhola

"A colonização espanhola na América foi uma colônia de exploração, focada no enriquecimento de sua metrópole, a Espanha. A coroa se beneficiava desse processo por meio do mercantilismo, interferindo na economia, com o rei cobrando impostos dos colonos e exigindo o cumprimento do pacto colonial. 
Para explorar as colônias, os espanhóis recorreram ao trabalho escravo, principalmente dos indígenas, embora a Igreja fosse contra a escravização dos nativos. Para burlar essa restrição, os colonos declaravam a guerra justa e por meio dela conseguiam obter a mão de obra que precisavam".

América Inglesa

"A colônia inglesa foi, em parte, uma colônia de povoamento que começou a ser constituída no início do século XII. Ela era formada por imigrantes que estava deixando sua terra natal por causa de conflitos e perseguições religiosas.

Foram esses imigrantes que ocuparam a costa leste americana e formaram as 13 colônias inglesas da América do Norte.

Contudo, essas colônias tinham características diferentes. As do sul eram focadas na monocultura, trabalho escravo e exportação de seus produtos.
Já as do norte predominava o trabalho livre e familiar em pequenas ou médias propriedades".
(Relatório do aluno Murilo, turma 1003).


Outro trecho de um relatório sobre a Colonização Espanhola
"A colonização espanhola na América tem bastante semelhança com o método de colonização português. Ambos usavam o pacto colonial, ou seja, obrigavam suas colônias a negociar produtos somente com as respectivas metrópoles, além do mais cobravam muitos impostos e taxas dos colonos.

Já a colonização inglesa na América tinha suas diferenças em relação às colônias ibéricas. Enquanto a primeira estava mais preocupada em construir um novo mundo, as últimas queriam sugar até o último recurso de suas terras."
(Relatório do aluno Jorge, turma 1003).

Parabéns, os relatórios ficaram excelentes! 

Parabéns a todos os demais alunos que capricharam no trabalho e produziram textos concisos, com ideias e argumentos bem encadeados e claros.

Continuem assim :)

1.11.14

Um imperador visitando a cidade de Leopoldina?

O ano é 1881, a cidade de Leopoldina seguia seu curso natural. A locomotiva, logo pela manhã, partia levando gente e café até o terminal em Porto Novo da Cunha (atual Além Paraíba).

O sol brilhava e o movimento no centro da cidade aumentava. Num canto, próximo da Matriz, um burburinho se destacava entre o tropel das mulas e cavalos que passava por ali.

- Será verdade? Questiona um ambulante.
- Ouvi o Barão dizê que ele chega logo. Responde um homem negro, trajando apenas uma calça velha e rasgada de algodão.
- E o que vai acontecer? Indaga o vendedor.
-Ora, a cidade vai tê que prepará uma festança pra recebê o Homi. Conclui o cativo.


Provavelmente, esses burburinhos ocorreram de verdade em Leopoldina às vésperas de um grande acontecimento.

Aguarde, em breve você vai descobrir mais detalhes sobre essa misteriosa viagem de um imperador à cidade, que foi tratada pela imprensa local como a "maior e mais elevada distincção a que esta cidade possa aspirar..." (O Leopoldinense, 30 de abril de 1881. p. 2).

31.10.14

Certificação para Diretor (SEE-MG)

O Edital para Certificação ocupacional de dirigente escolar foi publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, no dia 29/10. Para ler o edital, clique aqui.

As inscrições serão entre os dias 3 e 14 de novembro no site da Educação ou no http://www.makiyama.com.br/.

Condições para participar da certificação:
  • ter cargo efetivo das carreiras de Professor de Educação Básica (PEB) ou Especialista em Educação Básica (EEB) - Supervisor Pedagógico e Orientador Educacional, vinculados às carreiras da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais e possuir formação para o magistério obtida em curso superior de graduação em Pedagogia, Normal Superior, Licenciatura Plena, ou graduação em outra área acrescida de Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes (complementação pedagógica equivalente à licenciatura plena).

A prova terá 60 questões objetivas de múltipla escolha. Serão cobrados conhecimentos gerais em relação às temáticas: políticas públicas de educação de Minas Gerais, referenciais pedagógicos, bases legais da educação, interações sociais na sala de aula e na escola; e competências, habilidades e conhecimentos específicos na área de gestão educacional e de gestão pública, conforme os padrões de competência do diretor de escola estadual: planejamento e gestão de recursos orçamentários e financeiros, gestão de pessoas, gestão de compras e gestão do patrimônio.

O exame ocorrerá no dia 14 de dezembro (domingo), no horário de 8 horas às 12 horas. O local da prova será informado ao candidato no Comprovante Definitivo de Inscrição (CDI) e será disponibilizado no endereço eletrônico www.makiyama.com.br.

O candidato será certificado caso obtenha um desempenho igual ou superior a 60% na prova objetiva.

Não deixe de ler

Leão XIV é o novo papa, mas alguns queriam uma leoa

Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária...