6.2.18

Chamada para o Programa Agricultura Familiar e fornecimento de alimentos para Escolas do Rio de Janeiro

Atenção produtores rurais, as Unidades escolares Estaduais do Rio de Janeiro informam a abertura de Chamada Pública para o fornecimento de gêneros alimentícios. 

Confira mais informações no cartaz abaixo (clique na imagem para ampliar):



Sobre o Programa "Agricultura Familiar":

Conforme a Lei nº 11.326/2006, é considerado agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele que pratica atividades no meio rural, possui área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria família, renda familiar vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento pela própria família. 
Também são considerados agricultores familiares: silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. 

Cerol, não!

"Cerol, não!" é uma campanha que faz parte do nosso projeto Acrópole, desde 2012. Anualmente trabalhamos o assunto e conversamos com nossos alunos, falamos do risco do cerol e de suas consequências.

A Escola precisa abraçar a ideia, chamar os pais para o diálogo, mostrar imagens fortes, recortes de notícias publicadas nos jornais da Internet, chocá-los e trazê-los para a realidade. Os pais precisam saber que os filhos tem usado indiscriminadamente o cerol, linha chilena e similares. Soltar pipa é saudável, mas usar cerol é crime e um risco para a vida.

Veja o que ocorreu com uma criança de 6 anos de idade, em São Paulo:
Para ler a notícia clique aqui.

Com a vida não se brinca pessoal, temos que fazer alguma coisa para evitar que nossas crianças corram um risco desnecessário e evitável. Vamos prevenir. Cerol, não!

Veja o que o já foi postado no Acrópole sobre a nossa campanha permanente do Cerol, não!








2.2.18

A sanha do bacharelismo no Brasil

A prática do bacharelismo remonta ao período colonial no Brasil, quando a cultura ibérica impôs ao território colonial uma administração baseada em um vasto corpo burocrático, orquestrado pelas elites diplomadas, que se alimentava do Estado. Verdadeiros parasitas.

O Historiador francês René  Rémond afirma que o bacharelado "é uma instituição essencial da sociedade liberal", por meio dele o indivíduo obtinha diploma, dinheiro e prestígio. Entretanto, tal cultura tinha lá seus inconvenientes, pois a sociedade liberal "abre possibilidades de promoção, mas apenas a um pequeno grupo, e aos que não ostentam os sacramentos universitários são reservadas as funções subalternas da sociedade".  (Rémond, 1976, p. 47) 

Pois o bacharelismo permanece intocável em nossa sociedade até os dias de hoje. Os maiores exemplos recentes do parasitismo de um pequeno grupo, o qual tira proveito de suas funções para servir-se do Estado, são de dois juízes federais quixotescos: Bretas e Moro. Os mesmos que vivem posando de heróis, como figuras com grau de idoneidade no nível máximo!
Mas a imprensa tem denunciado que ambos possuem residência na cidade onde trabalham e acumulam um farto benefício - auxílio-moradia, dentre outros adicionais pecuniários. Isso é apenas a ponta do iceberg, imagine quantos casos semelhantes a esses não há pelo país afora?  

O escandaloso auxílio é legal, está na lei e no plano de cargos dos juízes, os quais já recebem altíssimos salários e não precisam de tais penduricalhos em seus contracheques. Mas tal regalia é imoral, sem dúvida alguma e questionável, ainda mais se levarmos em consideração a situação miserável e de dificuldades vividas por boa parte da população brasileira.

Bretas e Moro são liberais, defendem, implicitamente, o Estado mínimo e sua menor intervenção na sociedade e na economia, entretanto, não abrem mão, de jeito algum, e lutam pela ampliação das vantagens estatais no sentido de assegurar maior remuneração. Não causa incômodo nesses juízes o fato de o Estado conceder à sua categoria tudo o que lhe é exigido, nesse ponto não são liberais, ao contrário, se tornam corporativistas. É evidente a contradição entre o acreditar e o agir dos magistrados.

Se esses juízes liberais defendem a desestatização econômica, por que não lutam também por uma ampla reforma administrativa que contribua para acabar com o inchaço provocado no Estado pelos super-salários e super-aposentadorias percebidas por um pequeno grupo de privilegiados? Servidores militares, do judiciário, executivo e legislativo no alto-escalão são um problema, ele são os causadores do desequilíbrio nas contas públicas e não os programas sociais promovidos pela ação estatal.     

O grande escritor e intelectual Brasileiro, Monteiro Lobato (1882-1948) afirmou em 1918 que o "bacharel do Brasil faliu". 

Faliu porque tal grupo estava:


"Dominando sem peias na política e na administração, não conseguiu organizar sequer a justiça. Vive a lamuriar de juizes, tribunais e leis, da justiça em suma, uma coisa criada por ele, para uso, goso e proveito dele - e no entanto positivamente falida." (LOBATO, Monteiro, 1951, p. 243).

Infelizmente o modelo falido ainda persiste, é um mal congênito da nação. Como se vê, o bacharelismo age de forma corporativista, os "doutores" se defendem mutuamente, não irão "largar o osso" e continuarão recebendo salários acima do teto constitucional e ninguém poderá fazer nada para impedi-los, pois são intocáveis. O que fazer? É melhor suscitar um debate que do que tentar encontrar uma resposta pra um problema histórico do Brasil. Mas um caminho é certo, quando uma erva-daninha tenta espremer uma árvore e assim evitar que ela cresça, floresça e gere frutos o que se faz? Arranca-se a erva-daninha e joga-se ela no fogo, extirpando o mal de vez.

1.2.18

Ministério da Educação destacou o Acrópole App

Minha esposa encontrou por um acaso uma postagem feita pelo Ministério da Educação (MEC), em sua página no facebook, que destacou o Acrópole APP, nosso aplicativo, utilizado em sala de aula para incentivar a leitura, o debate e a produção escrita e crítica entre os alunos.




A postagem teve direito à uma bela arte. Confiram: 


Mais detalhes sobre o nosso projeto também foram publicados no Jornal do MEC, no link abaixo:


História do Brasil para quem tem pressa

Comecei a ler a obra História do Brasil para quem tem pressa, de cunho didático, escrita pelo historiador Marcos Costa.

O texto, apesar de tropeçar na repetição de algumas palavras, é bem escrito, tem linguagem simples e objetiva de fácil apreensão pelo público em geral. Projeto editorial interessante e importante que auxilia na popularização e a na apropriação da História por nossa própria gente. Numa época em que informação é poder, é fundamental conhecer os processos históricos que concorreram para a formação política, econômica e social do que hoje chamamos Brasil.

O livro, sem dúvida, vai estar presente no planejamento das aulas, contribuindo para atividades complementares de leitura, interpretação e debate em classe sobre História do Brasil.

Abaixo, destacamos um trecho que descreve uma estratégia utilizada pelos portugueses no século XVI, de enviar para a colônia degregados para viverem entre os índios com a finalidade de obter informações sobre seus costumes, idioma e, claro, metais preciosos! Uma vez obtidas tais informações elas eram remetidas à Europa, por meio dos viajantes, os quais ficavam encantados com os relatos sobre montanhas de prata e pedras preciosas mas, ao mesmo tempo, sentiam medo da tribos selvagens e canibais que habitavam o "Novo Mundo".

Boa leitura.


Calendário 2018 - SEEDUC-RJ




28.1.18

Curtinhas sobre a conjuntura política...

O mito da união entre as Esquerdas

Senadores do PT, como Lindberhg Farias e Gleisi Hoffmann, dentre outros acólitos petistas clamam pela união entre as Esquerdas, porém a união tem que ser em torno de Lula. Sem Lula, que se faça uma chapa para disputa presidencial, mas tem que ter um vice do PT. O Partido não atentou para a realidade e não percebeu o próprio achatamento, devido ao descrédito por ter se imiscuído com aquilo que sempre criticou. Dirigentes petistas, permanecem sonolentos, sonhando com a premissa de que todos os caminhos passam pelo PT. Há esperança, a Esquerda não é o PT, o PT não foi Esquerda no governo, o PT poderá ajudar a Esquerda a se eleger em 2018, à espera de um milagre!


Na História...

Como será que a História irá registrar o impeachment de Dilma Rousseff e o desfecho da Operação Lava-Jato?
Uma possível versão será a seguinte:

"Em 2016,  um grupo de parlamentares conservadores, corruptos, desprovidos de qualquer ética, moral ou ideologia partidária e republicana, destituíram a presidenta eleita, democraticamente, sob o pretexto de ter cometido crime de responsabilidade. No entanto, a maioria dos parlamentares pretendiam, por baixo dos panos, era colocar seu representante no poder - o golpista Michel Temer - com dois objetivos: 1. Implementar uma agenda neoliberal, flexibilizar direitos trabalhistas, reduzir gastos essenciais em Educação e Saúde públicas e entregar, de bandeja, para o grande Capital empresas estatais estratégicas, em setores como energia, água e petróleo; 2. Interromper investigações sobre políticos reconhecidamente corruptos, os quais fizeram fortunas às custas de propinas em contratos firmados entre o Estado e empresas privadas, blindando-os por meio de um grande acordo entre os Poderes da República e seus agentes, como a Presidência, o Ministério da Justiça, Membros do Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal e Ministério Público".

Sobre a Operação Lava-Jato, eis o que os manuais didáticos ensinarão:

"A dita Operação, contou com o apoio do Departamento de Estado norte-americano, o qual chegou, inclusive, a treinar juízes e promotores brasileiros sobre como deveriam conduzir investigações de corrupção. Uma das estratégias utilizadas na Lava-Jato foi a da colaboração premiada, na qual delatores trocavam informações, algumas mentirosas, em troca de redução da pena, cumprindo prisão domiciliar em condomínios luxuosos, regados a uísque e champanhe. Não havia objetivo ético ou humanitário na ajuda vinda dos EUA, o que se pretendia era usar a Operação policial para enfraquecer líderes políticos brasileiros não-alinhados com o imperialismo norte-americano, caso de Dilma e Lula, por exemplo. O caso do ex-presidente do Brasil foi emblemático, ele foi investigado, amplamente exposto na mídia como sendo proprietário de sítio e apartamento frutos de propina (membros da Força-Tarefa usavam a opinião pública para inibir a presunção de inocência do investigado ao passo que angariavam apoio para os acusadores da Lava-Jato, que se consideravam acima do bem e do mal), sem que houvesse nenhuma materialidade que sustentasse tais acusações. Juristas e intelectuais do mundo inteiro denunciaram o uso político da operação judicial no Brasil, cuja finalidade era inviabilizar a candidatura de Lula e de seus aliados que levantavam bandeiras progressistas e nacionalistas, no entanto, isso não foi capaz de impedir o imperioso desejo de se condenar e prender Lula, mesmo sem prova cabais que justificassem tal medida. A Operação terminou com a prisão de Lula, considerado a "joia da coroa" e ficou marcada pela seletividade e atuação política de procuradores e de juízes, os quais perseguiram um grupo político, ao passo que ignoravam outros, alinhados à política neoliberal e ao imperialismo dos EUA, mas reconhecidamente corruptos, como o grupo capitaneado por Michel Temer, Padilha, Moreira Franco, Jucá, Calheiros, Aécio Neves, José Serra e etc. Desse modo, a justiça foi feita, da pior maneira possível, punindo alguns, distribuindo afagos e sorrisos para outros. A partir daí o governo da república descambou de vez, candidatos anti-populares foram alçados ao poder com o apoio da grande mídia e do mercado financeiro e o Estado brasileiro tornou-se ainda mais corporativista, refém daqueles que usam toga, e de uma plutocracia que mantém as massas sob controle e a coerção institucional numa farsa democrática". 

O mito do Comunismo no Brasil

Há idiotas que acusam Lula e o PT de serem comunistas! Ora, nem o indivíduo e nem o partido são comunistas, o PT não é nem socialista, e Lula menos ainda. Aliás, Lula revelou em entrevista, certa vez, quando foi indagado sobre sua ideologia, que era "torneiro mecânico". Lula e seu partido representam a classe trabalhadora e enquanto esteve no governo, durante 2 mandatos presidenciais, não praticou nenhum ato que evidenciasse ser "comunista". Suas medidas, voltadas para os mais pobres, visavam a redução da desigualdade social, inserção das classes mais baixas no mercado de consumo, acesso dos desfavorecidos, negros e índios, no ensino superior, por meio de cotas e programas de ações afirmativas, sem alterar o quadro geral e estrutural de grande desigualdade neste paraíso tropical e capitalista chamado Brasil. Os EUA, a maior nação capitalista do mundo, adotaram medidas semelhantes no passado. Ser comunista  não é crime e Lula e o PT são inocentes, nesse caso! 

Não deixe de ler

Professor Rodolfo foi classificado entre os primeiros no projeto SER DOCENTE (SEE-MG)

O Projeto Ser Docente é uma iniciativa de formação continuada da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) voltada para prof...