3.11.14

América colonial - produções do CIEP 280

No 1º do Ensino Médio do CIEP 280 o tema da vez é a América Colonial.

Estamos trabalhando com as 3 turmas nas quais lecionamos, com o foco nas seguintes habilidades e competências:

- Comparar a colonização inglesa, espanhola e portuguesa;
- Caracterizar as relações de trabalho na América; 
(Currículo mínimo de História. SEEDUC. p.14).

Depois de uma breve exposição do conteúdo, assistimos à uma vídeo aula retratando as Américas Espanhola e Inglesa. Após isso, solicitamos aos alunos que produzissem um relatório sobre o assunto estudado.

Vamos conferir alguns:

América Espanhola

"A colonização espanhola na América foi uma colônia de exploração, focada no enriquecimento de sua metrópole, a Espanha. A coroa se beneficiava desse processo por meio do mercantilismo, interferindo na economia, com o rei cobrando impostos dos colonos e exigindo o cumprimento do pacto colonial. 
Para explorar as colônias, os espanhóis recorreram ao trabalho escravo, principalmente dos indígenas, embora a Igreja fosse contra a escravização dos nativos. Para burlar essa restrição, os colonos declaravam a guerra justa e por meio dela conseguiam obter a mão de obra que precisavam".

América Inglesa

"A colônia inglesa foi, em parte, uma colônia de povoamento que começou a ser constituída no início do século XII. Ela era formada por imigrantes que estava deixando sua terra natal por causa de conflitos e perseguições religiosas.

Foram esses imigrantes que ocuparam a costa leste americana e formaram as 13 colônias inglesas da América do Norte.

Contudo, essas colônias tinham características diferentes. As do sul eram focadas na monocultura, trabalho escravo e exportação de seus produtos.
Já as do norte predominava o trabalho livre e familiar em pequenas ou médias propriedades".
(Relatório do aluno Murilo, turma 1003).


Outro trecho de um relatório sobre a Colonização Espanhola
"A colonização espanhola na América tem bastante semelhança com o método de colonização português. Ambos usavam o pacto colonial, ou seja, obrigavam suas colônias a negociar produtos somente com as respectivas metrópoles, além do mais cobravam muitos impostos e taxas dos colonos.

Já a colonização inglesa na América tinha suas diferenças em relação às colônias ibéricas. Enquanto a primeira estava mais preocupada em construir um novo mundo, as últimas queriam sugar até o último recurso de suas terras."
(Relatório do aluno Jorge, turma 1003).

Parabéns, os relatórios ficaram excelentes! 

Parabéns a todos os demais alunos que capricharam no trabalho e produziram textos concisos, com ideias e argumentos bem encadeados e claros.

Continuem assim :)

1.11.14

Um imperador visitando a cidade de Leopoldina?

O ano é 1881, a cidade de Leopoldina seguia seu curso natural. A locomotiva, logo pela manhã, partia levando gente e café até o terminal em Porto Novo da Cunha (atual Além Paraíba).

O sol brilhava e o movimento no centro da cidade aumentava. Num canto, próximo da Matriz, um burburinho se destacava entre o tropel das mulas e cavalos que passava por ali.

- Será verdade? Questiona um ambulante.
- Ouvi o Barão dizê que ele chega logo. Responde um homem negro, trajando apenas uma calça velha e rasgada de algodão.
- E o que vai acontecer? Indaga o vendedor.
-Ora, a cidade vai tê que prepará uma festança pra recebê o Homi. Conclui o cativo.


Provavelmente, esses burburinhos ocorreram de verdade em Leopoldina às vésperas de um grande acontecimento.

Aguarde, em breve você vai descobrir mais detalhes sobre essa misteriosa viagem de um imperador à cidade, que foi tratada pela imprensa local como a "maior e mais elevada distincção a que esta cidade possa aspirar..." (O Leopoldinense, 30 de abril de 1881. p. 2).

31.10.14

Certificação para Diretor (SEE-MG)

O Edital para Certificação ocupacional de dirigente escolar foi publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, no dia 29/10. Para ler o edital, clique aqui.

As inscrições serão entre os dias 3 e 14 de novembro no site da Educação ou no http://www.makiyama.com.br/.

Condições para participar da certificação:
  • ter cargo efetivo das carreiras de Professor de Educação Básica (PEB) ou Especialista em Educação Básica (EEB) - Supervisor Pedagógico e Orientador Educacional, vinculados às carreiras da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais e possuir formação para o magistério obtida em curso superior de graduação em Pedagogia, Normal Superior, Licenciatura Plena, ou graduação em outra área acrescida de Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes (complementação pedagógica equivalente à licenciatura plena).

A prova terá 60 questões objetivas de múltipla escolha. Serão cobrados conhecimentos gerais em relação às temáticas: políticas públicas de educação de Minas Gerais, referenciais pedagógicos, bases legais da educação, interações sociais na sala de aula e na escola; e competências, habilidades e conhecimentos específicos na área de gestão educacional e de gestão pública, conforme os padrões de competência do diretor de escola estadual: planejamento e gestão de recursos orçamentários e financeiros, gestão de pessoas, gestão de compras e gestão do patrimônio.

O exame ocorrerá no dia 14 de dezembro (domingo), no horário de 8 horas às 12 horas. O local da prova será informado ao candidato no Comprovante Definitivo de Inscrição (CDI) e será disponibilizado no endereço eletrônico www.makiyama.com.br.

O candidato será certificado caso obtenha um desempenho igual ou superior a 60% na prova objetiva.

30.10.14

Prepare-se para o ENEM 2014

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) estão chegando. Esse exame é fundamental para quem pretende concorrer à uma vaga numa instituição de Ensino Superior, então confira as datas:

No primeiro dia de provas (8 de novembro de 2014), você terá quatro horas e trinta minutos para responder às questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No segundo dia de provas (9 de novembro de 2014), serão cinco horas e trinta minutos - uma hora a mais que no primeiro dia - para responder às questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e elaborar uma Redação. No segundo dia, também é feita a prova de Língua Estrangeira, segundo a opção feita pelo participante no momento da inscrição no Enem. (Fonte: INEP)

A pedido de um aluno do CIEP 280, vamos postar aqui os links com postagens do Blog que abordaram questões de História cobradas nas provas do ENEM dos últimos anos. Estude, resolva as questões e confira o gabarito ao final. Clique sobre os tópicos para ler.

Bom estudo e excelente preparação para você, candidato!

28.10.14

Acrópole - 4 anos

Em outubro nosso Blog completa 4 anos de existência!


Desde seu início, estamos nos empenhando em postar conteúdos relacionados à História e à Educação, com o máximo de qualidade e atratividade.

Procuramos fazer postagens dinâmicas, com textos claros e objetivos, acompanhados por imagens e vídeos, sempre que possível. Além disso, publicamos e valorizamos ao máximo os trabalhos de nossos alunos e alunas, seus textos, desenhos, projetos, cartazes, vídeos, enfim, tudo de bom que eles produzem em nossas aulas. 

Gostaríamos de agradecer a todos os nossos amigos visitantes, professores e, principalmente, aos nossos alunos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, pois sem eles e sem as suas ideias não haveria o Blog.

Hoje, graças à contribuição de todos vocês - amigos, alunos e demais visitantes - estamos colhendo os frutos do sucesso, de um árduo, porém gratificante trabalho iniciado há quatro anos.

Neste aniversário nosso desejo é de melhorar cada vez mais, crescer e avançar incessantemente, divulgando o conhecimento e contribuindo com a valorização da cultura de forma séria, comprometida e com amor.

Parabéns Acrópole e a todos os seus seguidores e visitantes!

Obrigado a todos pelo apoio e pelo carinho.

Confira alguns números do Blog e de seus associados*:
  • Total de visitas: 79.950
  • Continentes atingidos: América do Sul, América do Norte, África e Europa.

Mapa Mundi. Os pontos destacam os locais de acesso ao Blog.

  • Membros cadastrados no Blog: 79
  • Seguidores do autor no G+: 22
  • Total de postagens: 311
  • Comentários publicados: 225 
  • Curtidas na fanpage do Facebook: 362
*Dados registrados hoje, 28/10/2014.

22.10.14

O celular na sala de aula

O celular faz parte do cotidiano da maioria das pessoas, independente de sua faixa etária.
Devido ao formato portátil e aos inúmeros recursos que possui, o aparelho é carregado para todos os lados, inclusive para as escolas.

É muito comum os alunos utilizarem o celular durante as aulas. Infelizmente em momentos inadequados, geralmente quando o professor está ensinando o seu conteúdo, os jovens aproveitam para navegar pelas redes sociais, ouvir mp3 ou se distrair com algum jogo...


Desse modo, o aparelho telefônico torna-se um elemento indesejável, que em nada contribui para a aprendizagem do aluno, uma vez que ele desvia o foco do estudante da aula e acirra conflitos entre os educadores e os educandos.

O "problema" do celular gera uma polêmica no meio educacional: proibir ou não proibir o uso do aparelho na escola? Legalmente o uso do telefone celular dentro da sala é proibido. Apesar da lei, não há consenso entre os educadores e especialistas.

Existe um grupo de educadores que é a favor da proibição do celular na escola, pois ele tem causado muitos problemas, tais como os mencionados no parágrafo anterior. Outros educadores defendem que os celulares devem fazer parte do material didático, podendo ser acionados durante as aulas, como uma ferramenta de pesquisa, produção e divulgação da cultura e do saber.

As orientações didáticas mais recentes admitem que o uso celular em sala de aula pode potencializar a aprendizagem dos estudantes. A praticidade do aparelho e os recursos como acesso à internet, aplicativos e câmera digital são algumas das ferramentas possíveis de serem exploradas no planejamento do professor. Nesse sentido, o filósofo italiano Pier Cesare Rivoltella argumenta que os "...celulares deixaram de ser apenas ferramentas de recepção. Hoje, são também de produção. Uma criança pode tirar fotos ou fazer vídeos com um celular e publicá-los na internet. Qualquer um pode editar e produzir conteúdo". (Revista Nova Escola).

As orientações da UNESCO (órgão da ONU voltado à Educação) também corroboram a inclusão das novas tecnologias nas práticas de ensino, incluindo o celular, pois ele pode “permitir a aprendizagem a qualquer hora, em qualquer lugar” (O Globo).

Portanto, o bom uso do celular pode contribuir para melhorar a aprendizagem dos estudantes e torná-los protagonistas nas aulas, rompendo com a passividade do aluno-ouvinte e receptor de informações. Com as tecnologias dos celulares o aluno pode se  tornar o produtor de conteúdo e publicá-lo em blogs ou em outras redes sociais da internet.

Nas aulas do 9º ano da Escola Estadual Luiz Salgado Lima, preparamos uma atividade que requer o uso do celular para pesquisar na internet. 
Estamos estudando o período da redemocratização do Brasil, com a eleição do Presidente Dutra após o fim do Estado Novo em 1945.

Passamos algumas questões no quadro negro e solicitamos aos alunos que acessassem o Blog, por meio de seus celulares, smartphones ou tablets, para ler e pesquisar um texto. Alguns deles também utilizaram o aplicativo - Acrópole APP - para concluir a tarefa.

Contudo, lembramos que para usar o celular ou qualquer outro recurso tecnológico em sala de aula, o professor precisa planejar, previamente, e elaborar atividades que desafiem e prendam a atenção dos estudantes, caso contrário eles poderão aproveitar o momento com distrações, como os chats e os games.

Essa primeira experiência que tivemos com o celular na aula de História demonstrou que é possível conciliar as novas tecnologias com o fazer docente tradicional. Menosprezar a influência das tecnologias, especialmente dos celulares, nas práticas educativas do século XXI  pode ser um equívoco. É necessário usá-las e precisamos conscientizar os alunos de que eles devem fazer bom uso dos recursos tecnológicos disponíveis. 

Acredito que seja possível manter a tradição escolar sem abrir mão do uso de novas mídias e tecnologias da informação para a construção do conhecimento.


Tradição e tecnologia pode ser um caminho para a aprendizagem.


18.10.14

O uso de fontes históricas na sala de aula - aspectos metodológicos

Professores são eternos estudantes, não param nunca de estudar.
Estou fazendo mais um curso de extensão da CECIERJ (Fundação Cederj), na área de Ciências Humanas. A disciplina que escolhi para este semestre foi História e fotografia em sala de aula.


O curso está sendo ótimo e os textos-base são excelentes. 

O último texto estudado no curso "O uso de fontes históricas no ensino de História: questões teóricas e metodológicas" aborda justamente os aspectos teóricos e metodológicos das fontes históricas nas práticas de ensino da Educação Básica.

Trabalhar com fontes ou documentos históricos em sala de aula é desafiador, por isso estamos sempre buscando novas metodologias e embasamento teórico para melhor aproveitar esses recursos no dia a dia escolar.

Abordaremos neste post, resumidamente, apenas as questões metodológicas que precisam ser consideradas antes de trabalhar com as fontes históricas nas aulas.   


Primeiro, é preciso esclarecer que na sala de aula não devemos utilizar as fontes tendo o objetivo de transformar estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio em historiadores. Os historiadores são profissionais cujo trabalho depende, substancialmente, das fontes ou dos documentos históricos e das perguntas e problemas que eles buscam responder a partir de interpretações e análises empreendidas em suas pesquisas.   


Já os estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio estão estudando História, conhecendo conceitos e aprendendo a compreender o contexto no qual as fontes foram produzidas. 

Portanto, o professor precisa trabalhar com fontes que sejam adequadas ao nível de aprendizado dos alunos, tomando alguns cuidados, a saber: o vocabulário, a extensão do documento e a adequação à faixa etária do público-alvo. Nesse sentido, de acordo com BITTENCOURT (2011), o emprego de fontes nas aulas de História deve  "...favorecer sua exploração pelos alunos de maneira prazerosa e inteligível, sem causar muitos obstáculos iniciais.”

Assim, se as fontes forem muito complexas e extensas, podem afastar os alunos, ao invés de aproximá-los do contexto em estudo. Para que ajudem na aprendizagem, os documentos devem ser acionados nos momentos de compreensão de um fenômeno histórico, de reforço de ideias e de busca de informações sobre a época estudada. 

Há uma variedade de fontes ou documentos históricos que podem ser explorados pelo professor em sala de aula. Os quatro principais grupos são: escritas, iconográficas, orais e materiais (leia mais sobre ela clicando aqui). Cada uma tem suas especificidades que devem ser conhecidas e seu conteúdo precisa ser problematizado pelo professor e estudantes.

As fontes nos fornecem informações a partir das perguntas que fazemos a elas, tais como: Quem a produziu? Qual foi a sua intenção? Qual é sua época histórica? Para quem fez? etc. 


Os livros didáticos atuais trazem muitas fontes e documentos históricos, tais como fotografias, cartas, jornais antigos, letras de música etc. Uma boa sugestão para o professor que pretende utilizar essa metodologia é a coleção História em documento - imagem e texto, de Joelza Ester Domingues, da Editora FTD. 


A obra tem muitos documentos seguidos de atividades, as quais permitem ao aluno, com a mediação do professor, desenvolver o raciocínio histórico. 

Enfim, o uso de fontes históricas nas aulas é desafiador, requer cuidados e prévio planejamento por parte do professor. Mas seu emprego correto no fazer docente facilita o processo de produção do conhecimento histórico, cria a consciência de preservar o patrimônio cultural da sociedade e permite aos estudantes se aproximarem do período em estudo, por mais distante que ele esteja do presente. 

Não deixe de ler

Professor Rodolfo foi classificado entre os primeiros no projeto SER DOCENTE (SEE-MG)

O Projeto Ser Docente é uma iniciativa de formação continuada da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) voltada para prof...