Blog mantido para preservar o trabalho do Professor e Historiador Rodolfo Alves Pereira. O site mantém registros de algumas de suas publicações e trabalhos apresentados em Congressos e Eventos acadêmicos e Educacionais, nos quais deixou valiosas contribuições acerca da Metodologia e do Ensino de História na Educação Básica. Também contém registros de algumas de suas experiências didático-pedagógicas mais importantes, além de projetos desenvolvidos nas escolas onde atuou.
Os alunos do 7º ano, seguindo a sugestão de atividade do Livro didático, criaram um jogo de tabuleiro sobre a Idade Média, com perguntas, obstáculos e bônus.
Cavaleiros medievais jogando xadrez (1283).
Vence que acertar mais perguntas e completar a trilha antes do que os adversários. Com esse trabalho, eles comprovaram o quanto estudar pode ser prazeroso e divertido.
A criatividade deles foi 10, estão todos de parabéns!
Os regimes fascistas foram governos totalitários que se manifestaram em países da Europa, destacadamente na Itália e na Alemanha, entre a metade dos anos 1920 até 1945.
A ascensão desses regimes totalitários, especialmente o Nazismo, está associada ao Tratado de Versalhes (1918), o qual pôs fim à Primeira Guerra Mundial e responsabilizou a Alemanha por todos os prejuízos causados às nações vitoriosas; A Crise econômica de 1929 que arruinou as economias de inúmeros países; e as disputas políticas entre os grupos radicais que emergiram no período, como os socialistas e os nazifascistas.
Nesse cenário caótico, onde havia instabilidade política e governamental, crise econômica, inflação, desemprego e muito desespero, as ideologias nazifascistas tornaram-se muito atraentes para as massas populares.
As pessoas começavam a apoiar as doutrinas autoritárias, como o Fascismo e o Nazismo. De modo geral, elas pregavam um Estado forte e centralizador, o militarismo, exaltavam um passado de riquezas e de glórias, consideravam a democracia uma forma de governo fraca e atacavam o liberalismo econômico e o comunismo. O Estado nazifascista seria governado por um líder, uma figura exemplar que deveria ser cultuada e obedecida por todos. Os conflitos de classe seriam atenuados através do corporativismo para manter a ordem e harmonia social. Os governos totalitários passariam a controlar toda a vida do país - a economia, a educação, a cultura e o comportamento de seus cidadãos.
A Itália, tomada pelo Fascismo a partir de 1925, passou a ser governada por Benito Mussolini - o Duce (Condutor).
O Nazismo, chefiado por Adolf Hitler, o Führer (líder), tomou o poder na Alemanha em 1933.
A propaganda foi muito explorada pelos governos totalitários, seja pelo rádio, jornais, cinema ou em grandes comícios, eles divulgavam a doutrina para o público e faziam uma verdadeira "lavagem cerebral" nas pessoas.
Soldados uniformizados demonstram a ordem, a disciplina e a força do regime em um comício nazista.
A violência foi uma característica marcante dos regimes totalitários, eles proibiram o funcionamento de outros partidos políticos, restringiram os direitos dos cidadãos, como por exemplo, a liberdade de expressão, proibiram o funcionamento dos sindicatos e as greves dos trabalhadores. Enfim, esses governos eram autoritários e não admitiam nenhum tipo de oposição ao regime, tampouco respeitavam as liberdades individuais. No caso do Nazismo, havia também uma questão racial ligada à sua ideologia. O Nazismo defendia que os alemães (a raça ariana) eram o povo superior, escolhidos para governar, ocupar o "espaço vital" (o leste da Europa), enquanto as raças "inferiores", como os eslavos e os judeus, deveriam ser aniquiladas. A ditadura nazista combateu as diferenças étnicas e culturais, por isso judeus, eslavos (povos da Europa Oriental) homossexuais, ciganos e portadores de deficiências foram perseguidos e muitos foram exterminados pelas tropas do governo.
Judeus, eslavos, ciganos e homossexuais eram presos em campos de concentrações pelos nazistas.
Somente após a derrota do eixo nazifascista na Segunda Guerra Mundial em 1945 é que foram divulgadas as barbaridades e os crimes cometidos pelos governos ditatoriais contra os direitos humanos. Até hoje, há em vários países do Mundo grupos extremistas que defendem as ideias de cunho fascista, como os skinheads, neonazistas, dentre outros. Infelizmente, esses grupos fingem desconhecer que a História foi escrita com o sangue de milhões de inocentes.
Disciplina: Turismo: Fundamentos históricos e culturais Conteúdo: Grupos pré-históricos caçadores-coletores: primeiros turistas no Brasil a deixarem sítios turísticos (abrigos rupestres, sambaquis).
O Brasil tem inúmeros sítios arqueológicos espalhados por todo o seu vasto território.
Os vestígios - fósseis, restos de fogueiras e alimentos, esqueletos, dentre outros - descobertos pelos arqueólogos têm 12 mil anos ou mais.
Vamos estudar nesta postagem três locais com marcante herança pré-histórica, os quais chamam muita a atenção dos estudiosos e dos turistas interessados em conhecer um pouco mais sobre nossas origens e visitar lindos lugares.
1. Lagoa Santa (Minas Gerais).
Localizada há cerca de 40 quilômetros da capital mineira, essa região abriga o Museu Arqueológico da Região de Lagoa Santa, inaugurado no início da década de 1970.
Em 1975, foi encontrado na região um dos fósseis mais antigos da América, chamado de Luzia, com 11 mil anos.
O arqueólogo Walter Neves observa um crânio e a reconstituição de Luzia.
Segundo os pesquisadores, Luzia fazia parte de um grupo de nômades, caçadores e coletores. Eles são chamados de paleoíndios, dominavam o fogo e construíam instrumentos com pedra lascada, tais como pontas de lanças e lâminas.
Nos arredores da cidade há grutas com pinturas rupestres e sítios arqueológicos importantes, onde foram encontrados fósseis da preguiça gigante, animal que viveu há 10 mil anos.
Preguiça gigante media cerca de 6 metros de altura e pesava 5 toneladas.
2. São Raimundo Nonato (Piauí)
Aqui são encontradas as pinturas rupestres mais antigas do Brasil, datadas de 12 mil anos ou mais.
Os desenhos nas paredes das cavernas retratam animais, pessoas, plantas, objetos, cenas cotidianas e rituais.
Turista fotografando pinturas rupestres no Parque Nacional da Serra da Capivara (PI).
Devido à sua importância arqueológica e ambiental foi criado na região o Parque Nacional Serra da Capivara, declarado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade.
O Parque possui mais de 912 sítios arqueológicos cadastrados, onde são encontrados inúmeros vestígios pré-históricos, como restos de fogueiras, cacos de cerâmica e esqueletos humanos.
A arqueólogo Niéde Guidon examina um crânio pré-histórico encontrado na Serra da Capivara.
3. Litoral de Santa Catarina
Nas regiões litorâneas, destacadamente em Santa Catarina, os pesquisadores encontraram muitas montanhas feitas de conchas, chamadas de Sambaqui (na língua tupi significa monte de conchas).
Sambaqui em Santa Catarina.
Os sambaquis são formados por conchas abertas e restos de peixeis que eram amontoados, alguns possuem 20 metros de elevação e 100 metros de diâmetro. Segundo os arqueólogos, os montes foram construídos pelos povos que habitavam a região há 6 mil anos. Eles eram caçadores e coletores, sua dieta incluía peixes e moluscos (ostras e mexilhões).
Entre as camadas dos sambaquis os arqueólogos encontram sepulturas, restos de fogueira, espinhas de peixes, pontas de lança etc. Vídeos Sambaquis
Os alunos da área de empregabilidade do Turismo foram pesquisar, na sala de internet, quais são os impactos que as atividades turísticas podem provocar nos locais onde elas são realizadas.
Alguns pensavam que o Turismo só tinha pontos favoráveis, mas depois de ler o texto logo descobriram que a atividade turística não trás apenas benefícios, como oportunidade de emprego e renda.
Após a pesquisa eles perceberam que junto com o Turismo vem a especulação imobiliária, a inflação, o aumento do custo de vida e até problemas ambientais nos locais com atrativos turísticos. Portanto, a implementação do Turismo requer muito planejamento e cuidados em sua execução para que os efeitos negativos sejam minimizados e não traga problemas para a população e nem para os turistas.
É isso aí, pessoal. Vamos pesquisar e estudar sempre!
O povoamento do continente americano pelos humanos ainda desperta algumas dúvidas entre os arqueólogos. Afinal, de onde vieram nossos ancestrais? Quando a América foi ocupada pelos grupos humanos, há 13 mil ou 20 mil anos atrás? Ou teriam chegado aqui antes dessas datas?
Respostas que só o resultado das pesquisas arqueológicas poderá nos fornecer.
Uma das maiores crises enfrentada pelo Capitalismo começou em 1929. nos E.U.A. De lá ela se espalhou para o Mundo todo, atingindo as nações europeias, já fragilizadas após o fim da Guerra Mundial em 1918.
Com a Europa arrasada depois da guerra, a economia norte-americana teve um grande crescimento. Os E.U.A passaram a ser a nação mais hegemônica, prestando auxílio financeiro para os países europeus serem reconstruídos.
No campo e nas fábricas norte-americanas a produção não parava de crescer. Alimentos e bens manufaturados eram exportados para a Europa e consumidos pelo mercado interno.
O estilo de vida norte-americano (American Way of Life) incentivava as pessoas a consumirem cada vez mais. Consumir tornou-se sinônimo de felicidade!
Cartaz mostra uma família em um carro e uma fila de pessoas-compradores. Exaltação da modo de vida da América.
Contudo, a partir dos anos 1920 as economias dos países europeus começaram a dar sinais de melhoras, devido a isso diminuíram suas importações do E.U.A.
O mercado interno americano também demonstrava estar saturado e a produção industrial desacelerou.
A superprodução no campo fez com que o preço dos alimentos caísse, diminuindo o lucro dos fazendeiros.
A Crise piorou em outubro de 1929, quando ocorreu o crack (quebra) da Bolsa de Valores de Nova Iorque graças à especulação financeira.
A Bolsa de Valores de Nova Iorque. Fotografia atual.
As ações das empresas, negociadas nas bolsas de valores, acabaram desvalorizadas, provocando muitas falências, o fechamento de vários bancos e milhares de desempregados.
Fila de desempregados para ganhar uma refeição gratuita. Detroit (1933).
"Filas se espalharam pelo país. Filas por um prato de sopa rala, filas por um pedaço de pão, filas de homens em busca de emprego. No campo, o sinal de pobreza era claro: favelas com cabanas feitas de papelão e lata proliferavam e agricultores vagavam pelas estradas à procura de serviços temporários. Enquanto nas fazendas abandonadas maçãs apodreciam e urubus comiam a carne de carneiros sacrificados em cânions (atirados pelos proprietários que não queriam gastar dinheiro com o abate), na cidade as pessoas morriam de fome. Ninguém tinha dinheiro para consumir. Assim, ninguém vendia." (http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/quebra-bolsa-1929-tragedia-wall-street-454593.shtml)
A situação gerou muito desespero social, e algumas pessoas recorriam ao suicídio, alcoolismo, prostituição e violência.
Não demorou para que a crise norte-americana afetasse outros países do Mundo, principalmente os europeus e até os latino-americanos.
Na Europa, em países com a economia frágil, os efeitos da crise foram devastadores. Os E.U.A reduziram as importações e cortaram a ajuda financeira que prestavam aos países europeus. Na Alemanha, a crise provocou muita inflação e provocou milhões de desempregos. Nesse país, estima-que o número de desempregados tenha atingido quase seis milhões em 1932. Esse ambiente de insegurança e miséria foi muito favorável ao surgimento de grupos políticos radicais, como o Nazismo, na Alemanha, e o Fascismo, na Itália. O Nazismo era uma doutrina política racista, que pregava o nacionalismo, culpava os judeus pela derrota alemã na Guerra e pelas crises que afligiam o país. O Fascismo defendia o culto ao Duce (líder) como o único capaz de unir e fortalecer o país.
Os ditadores da Itália e da Alemanha - Mussolini (E) e Hitler (D).
A Crise econômica, portanto, possibilitou a formação de governo totalitários na Europa, isto é, regimes onde não há liberdade de expressão e nem tolerância aos opositores, os quais são perseguidos e torturados pelo governo.
O Brasil também sentiu os efeitos da crise dos E.U.A, a economia brasileira dependia da agro exportação, cujo principal produto era o café. Entre o final da década de 1920 e meados da década de 1930, as exportações brasileiras atingiram baixos índices, resultando no aumento dos estoques de café, queda dos preços e muitos prejuízos para os cafeicultores. Para amenizar os prejuízos, o governo brasileiro, presidido por Getúlio Vargas, comprou o café e promoveu a queima das sacas, para manter o preço elevado no mercado.
Queima do café no litoral paulista. (início dos anos 1930).
Um dos poucos países a não sofrer com a Crise econômica foi a U.R.S.S, pois seu governo era socialista e seu mercado era mais fechado, não dependendo de relações comerciais com os demais países, como os E.U.A, por exemplo.
Em 1932, Franklin D. Roosevelt foi eleito presidente dos E.U.A, e anunciou um pacote de medidas para recuperar a economia do país chamado de New Deal (Novo acordo).
Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos E.U.A por quatro mandatos.
A partir de então, o governo passou a investir em obras públicas, conceder auxílio financeiro para as empresas e bancos, reduziu o desemprego, que em 1933 atingia o valor de 13 milhões.
As obras públicas do Governo norte-americano geraram milhares de empregos e renda. Fotografia de 1936
A política econômica de Roosevelt, a qual rompeu com o liberalismo, foi inspirada nas ideias do economista britânico John M. Keynes, por isso ficou conhecida como Keynesianismo. O New Deal produziu bons resultados, mas os efeitos da Crise só seriam superados com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, que possibilitou ao país aumentar sua produção. Esse modelo político e econômico, que ajudou a recuperar a economia norte-americana, também foi adotado por outros países na Europa e na América Latina. Clique aqui e faça o teste para descobrir o quanto você sabe sobre a Crise econômica de 1929. Assista à reportagem sobre a Crise de 1929