9.11.15

Acrópole - História & Educação na Revista Profissão Mestre

"Aulas de História no Bolso", por Fábio Torres.

Leia o artigo completo sobre o projeto Acrópole APP clicando na foto!




Saiu o gabarito da Certificação de Diretor (SEE-MG)

O gabarito da certificação de dirigente escolar da SEE-MG está on-line.

Para baixá-lo acesse o site do Instituto Avaliar. Clique no banner abaixo:



Gabarito oficial:




Lembrando que a média para a aprovação é de 60%, equivalente a 36 acertos.


6.11.15

Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido... qual a diferença ou é tudo igual?

Hoje, nas aulas de História, o aluno Matheus Telles queria entender a diferença entre Reino Unido e Grã Bretanha.

Explicamos para ele que a Grã-Bretanha é uma ilha, onde ficam três países - Inglaterra, Escócia e País de Gales (United Kingdom).

A união desses países forma o Reino Unido que, posteriormente, recebeu a adição da Irlanda do Norte.

Seguem mais informações sobre o Reino Unido, pois esse é um tema que gera bastante dúvidas entre todos.

O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte é formado por quatro países:  Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Historicamente, essa União foi feita com muita luta. A Inglaterra invadiu e conquistou os vizinhos a partir do século XII. A Irlanda do Norte foi o último país a se unir ao Reino Unido da Grã-Bretanha, em 1801. O sul da Irlanda permaneceu independente.

Somando todo o Reino, a área total é de 243.610 KM2 e a população é de mais de 62 milhões de habitantes, segundo estimativas de 2011. 

A moeda oficial adotada no Reino é libra esterlina e a maioria das pessoas fala a língua inglesa. Alguns falam galês, escocês ou irlandês.



A capital do reino é a cidade de Londres. Lá é a sede do governo, onde ficam a Rainha - Elizabeth II - e o Parlamento, com representantes dos quatro países.

O regime de governo, portanto, é uma monarquia parlamentarista. A Rainha é a chefe de Estado e o Primeiro-ministro, escolhido no Parlamento, é o chefe de governo.


Rainha Elizabeth II.

No País de Gales, na Escócia e na Irlanda do Norte há Assembleias Nacionais, as quais possuem certa autonomia para tratar de seus assuntos específicos.

Bandeira do Reino Unido

A bandeira do Reino Unido é uma fusão das cores e formas das bandeiras da Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte. Apenas os detalhes da bandeira de País de Gales que não fazem parte da flâmula oficial do Reino. Confira no desenho abaixo:


Cada país com a sua Seleção de Futebol

Não existe uma seleção do Reino Unido. Por que? Devido a tradição e a rivalidade histórica que existe entre os times nacionais dos países que fazem parte do Reino.



Nada impediria a criação de uma "Seleção do Reino Unido", porém os países resolveram manter seus times separadamente.

Entendeu, Matheus?!  

Leia mais sobre o Reino Unido clicando aqui.

27.10.15

Futura advogada e brilhante!

Cecília Santiago concluiu os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio na E. E. Luiz Salgado Lima, em 2014.

Formatura do Ensino Médio, em 2014, ao lado da Diretora Joana D'arc.

Lecionei História para a turma dela por um bom tempo, desde o 8º ano do Ensino Fundamental.

Sempre notei brilhantismo nela. Participamos juntos da Olimpíada Brasileira de História e chegamos na penúltima fase de um concurso bem difícil.


Nas aulas, ela sempre foi interessada, dedicada e educada, além de ser atenciosa com os seus professores e colegas.


Até hoje ela acompanha nosso Blog e a Fanpage do Acrópole, participa e manifesta sua opinião sobre os temas históricos!

A soma de todas  as suas qualidades irá conduzi-la ao sucesso, sem dúvida.

Atualmente, ela está cursando o 2º período do curso de Direito, na Doctum, Campus Leopoldina, e terá um futuro promissor.

Orgulho para sua família e também para seus professores!

Que Deus continue te abençoando, Cecília!

Por dentro da Mídia e do ENEM

Muitas questões do ENEM são formuladas a partir de conteúdos divulgados nos noticiários, temas como a questão hídrica e a violência no Oriente Médio foram cobrados na prova deste ano.

Se o aluno/candidato não estiver ligado nas atualidades, pode se dar mal! Uma boa sugestão para os alunos é ficar atento e parar de usar a internet apenas para as redes sociais. É preciso aproveitar a internet para se informar, ler as notícias e conversar com o professores sobre elas para tirar dúvidas.

Vamos fazer um pequeno teste sobre o conhecimento de atualidades, a exemplo do que foi cobrado  em uma das questões do último ENEM, na parte de Ciências Humanas.

Tente responder a questão a seguir:



Desde meados de 2015 que os noticiários virtuais têm estampados manchetes sobre as ações violentas do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), na Síria e no Iraque. Recentemente, o EI explodiu um antigo templo, com cerca de 2 mil anos de idade, e colunas romanas com grande valor arqueológico em Palmira, na Síria.


O atentado mencionado no texto afeta qual aspecto da vida das populações do Oriente Médio? 

a) homogeneidade cultural.
b) patrimônio histórico.
c) controle ocidental.
d) unidade étnica.
e) religião oficial.

E aí, já sabe a resposta? Se quiser, registre o seu comentário abaixo!    

Aprendendo noções de orientação com a bússola

A bússola foi aperfeiçoada pelos chineses, que começaram a magnetizar agulhas para obter maior precisão.

A agulha sempre aponta para o norte, isso ocorre pois ela funciona como uma imã que se orienta de acordo com o campo magnético da terra.

Ilustração: Barbara Melo. Site Invivo.

No século XV, os navegadores portugueses se apropriaram desse instrumento de orientação e começaram a empregá-lo nas grandes navegações que resultaram em sua chegada ao Brasil em 1500, por exemplo.

Resolvemos criar nossa própria bússola, com os alunos do 7º ano da E. E. Luiz Salgado Lima.
Seguimos as dicas do site Invivo, da fundação Oswaldo Cruz, e a experiência foi incrível.

Todos adoraram e compreenderam a importância da bússola para a navegação e para as viagens marítimas realizadas no século XV pelos europeus. Confira as fotos e a receita para você construir sua bússola.




Aprenda a fazer sua bússola!

Materiais necessários:
  • Recipiente com água;
  • Rolha de cortiça;
  • Agulha de costura;
  • Imã.
Como fazer:

• Corte a rolha de cortiça, deixando-o com cerca de 01 cm  de altura, formando um disco.
• Magnetize a agulha: passe uma de suas extremidades na parte lateral do ímã cerca de 20 vezes sempre no mesmo sentido, tomando o cuidado de não fazer movimentos de ida e volta.
• Usando a fita adesiva, fixe a agulha no disco e coloque-a sobre o recipiente com água. Se estiver tudo certo, quando você mexer na agulha, ela deve voltar para a mesma posição, ou seja, indicando a direção Norte-Sul.

26.10.15

A escravidão na Villa do Carmo no século XIX

Não é segredo para ninguém que o Brasil tem um passado marcado pela exploração do trabalho escravo. Essa ferida ainda não foi totalmente cicatrizada. Ela fica muito visível quando observamos as inúmeras desigualdades sociais entre negros e brancos do país.

As pesquisas revelam que, dentre os pobres, os negros são os mais pobres ainda; eles têm menor média de escolaridade; são a maioria entre a população carcerária, dentre outras mazelas sociais.

O que talvez muitos não saibam é que a Cidade Bela não fugiu à regra da escravidão e, no século XIX, também recorreu ao trabalho forçado dos negros.

No livro Reminiscências de Carmo, escrito pelo memorialista carmense Afrânio Gismonti Machado, o autor teve acesso a fontes primárias, como, por exemplo, o periódico O Carmense, de 1887.
Ele reproduziu várias passagens que deixam claro como era a relação entre brancos e escravos aqui no Carmo naquela época. Vejamos:

"O Dr. Antonio Augusto Pereira Lima, distinto advogado residente nesta vila, condoendo-se deveras do infeliz estado a que, devido a um enorme tumor que lhe sobreveio sobre uma das pálpebras chegou o preto Manoel, então escravo do Sr. Manoel do Carmo, libertou-o..."  (p. 42).

O excerto explicita a forma como os escravos eram tratados por seus donos - como objetos, simples mercadorias. Note que no registro o Doutor concede a liberdade para um escravo, mas o faz apenas porque ele não era mais capaz de ser produtivo, afinal tinha ficado gravemente doente. Se o dono ficasse com esse escravo, teria apenas prejuízo, alimentando-o e arcando com as despesas médicas.

No livro, há ainda inúmeras reproduções do jornal O Carmense com informes sobre os cativos e avisos de recompensas para quem prendesse algum escravo fugido. 

Em uma pesquisa que iniciei no ano passado, sobre a História do Carmo no século XIX, encontrei uma fonte histórica muito interessante, porém o fato noticiado não ocorreu no Carmo, mas na freguesia vizinha - Sumidouro de Paquequer. Trata-se de uma notícia, publicada no Diário de Minas, de Ouro Preto, sobre uma revolta de escravos em Sumidouro em 1873, localidade que era uma freguesia de Nova Friburgo.

Diario de Minas, Ouro Preto, número 18, ano 1873.


"- Causou tambem bastante sensação a noticia de um levantamento de escravos no Sumidouro de Paquequer. A' principio as versões correrão muito encontradas; mas ultimamente fez-se a luz, e os jornaes são accórdes em attribuir o levantamento a uma noticia, sem fundamento, de que o finado fazendeiro Francisco Luiz Pereira havia deixado livres em testamento a todos os seus escravos.
Nesta persuasão e instigados sobretudo por pessoas desaffectas aos herdeiros de Luiz Pereira, 57 desses escravos dirigrião-se a Magé, onde tencionavão embarcar-se para vir a côrte, afim de fazerem valer seus suppostos direitos à liberdade, quando alli foram aprisionados. Mas antes de sahirem da fazenda havia-se dado um conflicto, no qual a força publica, dirigida pelo subdelegado, e tendo penetrado na fazenda, della fora repeliida pelos escravos que se tinhão armado com fouces. Este sucesso, porem, foi simplesmente local.


Nas fazendas visinhas, felizmente, a tranquilidade publica e a segurança individual não tinhão sido perturbadas."

Perceba que os escravos da fazenda do finado Francisco Luiz Pereira eram numerosos e, nesse levante, chegaram a enfrentar e afugentar as forças policiais da Villa do Carmo. O fato demonstra a resistência dos negros ao cativeiro. Quando tinham uma chance de liberdade, eles se agarravam a ela e lutavam.

A notícia da revolta de escravos correu a província do Rio de Janeiro e chegou até Ouro Preto, em Minas Gerais, pois o assunto interessava a toda a sociedade, principalmente aos brancos e senhores de escravos. Havia um temor entre as elites brasileiras de que a ocorresse no Brasil uma revolta negra (o haitianismo), tal como ocorreu no Haiti, no fim do século XVIII.

Por isso, o jornal termina tranquilizando a todos, afirmando que a ordem estava assegurada na região e que o incidente foi apenas local. A última frase da notícia deixa claro o medo que paraiva entre os brancos, os quais tinham receio de que ocorresse uma rebelião generalizada dos escravos, culminando na morte dos brancos pelos negros e no controle do império pelos homens de cor. 

Para saber mais sobre o nosso passado é possível pesquisar em várias fontes. Temos a Hemeroteca digital da Biblioteca nacional, onde encontramos o Almanack do Carmense, de 1888; no Centro Cultural da cidade, há exemplares do Correio do Carmo, com edições de 1929 a 1943, e há também os valiosos registros paroquiais do século XIX, que estão muito bem guardados na secretaria da Matriz Nossa Senhora do Carmo, porém não acessíveis para pesquisa.

Enfim, ainda temos muito para pesquisar e para descobrir sobre a História do Carmo, mas o trabalho já foi iniciado e, aos poucos, seus resultados serão apresentados em nosso Blog, o Acrópole – História & Educação, e na Coluna do Historiador, do jornal CIEP NEWS.

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