8.3.20

A Revolução Industrial


A Revolução Industrial promoveu grandes mudanças nos meios de produção, na economia e na sociedade europeia no século XVIII.

A Inglaterra foi a pioneira na Revolução Industrial, que começou na indústria têxtil, a qual a partir dos anos 1730 passou a funcionar com o uso de máquinas, como a lançadeira volante e, posteriormente, com máquinas movidas a vapor.

O carvão tornou-se o principal combustível da industrialização, alimentando os motores das máquinas das fábricas e no século XIX das locomotivas e dos navios a vapor.

Aos poucos, as máquinas foram sendo introduzidas em outros setores produtivos, inclusive no campo, onde elas aravam e semeavam a terra.
A mecanização da produção agrícola acelerou a liberação da mão de obra do campo e milhares de camponeses migraram para as cidades. 

A vida na cidade e nas fábricas eram muito difícil, como se pode notar no depoimento abaixo, concedido por um trabalhador inglês do século XIX.




Homens, mulheres e crianças precisavam trabalhar, pois recebiam muito pouco. A jornada de trabalho era extenuante, chegando a 14 horas por dia. Os burgueses, donos das fábricas, enriqueceram com o aumento da produção e a expansão comercial.


A flagrante desigualdade social, levou os operários a buscarem melhores condições de vida e segurança no trabalho. Assim, eles se organizaram em sindicatos, os quais lutavam pelos direitos dos trabalhadores.
Luta e resistência da classe operária



Avaliação






1.3.20

Crise Fiscal, Reforma tributária e Justiça Social


Muitos estados brasileiros estão em crise. Com as contas deficitárias alegam que falta dinheiro para pagar os salários em dia e o 13º salário de seus servidores, caso de Minas Gerais, por exemplo, o que compromete a oferta dos serviços públicos à população. Os repasses para os municípios também ficam comprometidos. 

Para equacionar tal situação de penúria financeira, uma reforma tributária é necessária e ela deve, prioritariamente, fazer cumprir um princípio disposto na Constituição da República Federal, segundo o qual os impostos devem ser cobrados de acordo com a condição de cada um. Logo, quem ganha mais, paga mais.

Especialistas se dividem sobre o tema,  mas um dos caminhos propostos é cobrar lucros e dividendos de pessoas físicas que recebem dinheiro de grandes empresas.

Além disso, no caso de Minas Gerais,  o estado precisa rever sua política de isenção fiscal que privilegia empresas, especialmente as mineradoras. O governo de Minas Gerais deixa de arrecadar milhões de reais todos os anos, com isso falta dinheiro para investir em saúde e educação. 

Quem mais sofre com a crise fiscal, o desequilíbrio das contas públicas e a falta de investimento é o povo simples, que não tem condições de arcar com planos privados de saúde ou manter seus filhos em boas escolas particulares, cujas mensalidades e materiais didáticos são caríssimos. 

O povo precisa exigir de seus governantes que a reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional seja progressiva e justa para garantir o financiamento e a manutenção dos serviços públicos essenciais para a sociedade. Caso contrário,  continuaremos com um modelo tributário regressivo, arcaico e que penaliza os mais pobres.

27.2.20

Acrópole Cidadão: novo aplicativo disponível

Está on-line! Baixe agora o aplicativo Acrópole Cidadão, o aplicativo da cidadania, e saiba tudo sobre Educação Fiscal, a História dos Tributos e descubra a função social dos impostos. 

No Acrópole Cidadão você acessa informações e navega por conteúdos elaborados com qualidade, os quais vão lhe ajudar a compreender a importância dos impostos e perceber o quanto eles influenciam no seu dia a dia.

Divirta-se com o jogo da forca e faça o teste de cidadania para saber o que você aprendeu. 

Boa aprendizagem e excelente diversão!



31.1.20

Educação Pública agoniza


O setor público atravessa um momento delicado, principalmente por conta do congelamento de investimentos e redução dos repasses de verbas. A Educação Pública está definhando. 
Na imagem acima, com uma nota do Jornal Brasil de Fato (Dez/2019), consta que o Governo de Minas, deixou de investir bilhões de reais (!!) na Educação.
Na prática isso se traduz em menos merenda, menos materiais didáticos, turmas superlotadas, falta de equipamentos, professores desvalorizados e escolas fechando...

Nesse contexto, extremamente desfavorável à Educação, nossa escola, a Escola Estadual Luiz Salgado Lima, ganha fôlego extra com o recebimento do prêmio de R$ 10.000,00 (dez mil reais), que nós conquistamos no Prêmio Nacional de Educação Fiscal, tirando o 1º lugar.



O recurso, se bem aplicado, irá possibilitar à escola enriquecer o seu acervo bibliográfico e literário, adquirir materiais didáticos e equipamentos que poderão contribuir para a modernização das práticas de ensino, beneficiando diretamente nossos alunos e a qualidade de sua aprendizagem.

26.12.19

Educação Empreendedora e o desenvolvimento de competências para viver e trabalhar no século XXI

Segundo uma publicação do National Research Council, dos EUA, as competências que os jovens precisam desenvolver para viver e trabalhar no século XXI estão distribuídas em três domínios.

O primeiro domínio é o cognitivo. Nesse aspecto, está a capacidade de interpretação, habilidade de escutar entre outras que são desenvolvidas na escola por meio dos métodos tradicionais de ensino.

O segundo domínio é o intrapessoal. Como o indivíduo lida consigo mesmo e com suas emoções? Ele é perseverante e sabe ser flexível frente às diferentes situações que o mundo lhe impõe?

O terceiro domínio é o interpessoal. Nessa área, importantíssima, o indivíduo precisa interagir com as demais pessoas, comunicar-se bem, com clareza e eficácia, e ter empatia. 

A ideia é que as competências sejam trabalhadas, dentro e fora de sala de aula, em ambientes que favoreçam sua interseção para que ocorra o pleno desenvolvimento dos alunos. 



25.12.19

Sebastião Águido Lacerda (1927-2019)

Leia a matéria completa no portal do Leopoldinense.


O crepúsculo do dia 23 de dezembro de 2019 foi mais triste em Leopoldina com a perda de um de seus ilustres cidadãos - o senhor Sebastião Águido Lacerda.

Natural de Vista Alegre, distrito de Cataguases, foi criado na roça junto com vinte e cinco irmãos. Trabalhava com seu pai na lavoura, cultivando milho e feijão para a subsistência da família. Porém, Sebastião tinha outros sonhos e, ainda jovem, tomou o trem em direção a Leopoldina, onde permanecerá até o fim de sua admirável vida.

Chegando a Leopoldina, trabalhou em estabelecimentos comerciais até ser aprovado em concorrido concurso para uma vaga no Banco Ribeiro Junqueira. Era um exímio datilógrafo e fazia cálculos de juros e porcentagem mentalmente com precisão, sem auxílio de máquinas de calcular.

Após a experiência no Banco Ribeiro Junqueira, decidiu abrir seu próprio negócio de "Secos e Molhados", junto com o seu irmão, senhor Honório Lacerda. Com aptidão para os negócios e o sucesso comercial, fundaram, bem no coração da cidade, o Lacerdão, um investimento ousado no setor de comércio de gêneros alimentícios. 

O Lacerdão ocupava boa parte de um quarteirão no centro da cidade, tinha loja e sobreloja e gerou centenas de empregos, abastecendo toda a cidade e seus distritos.

Sebastião Lacerda foi um homem com hábitos peculiares, atribuía sua longevidade e saúde a certos ritos, como tomar banho com água fria, alimentar-se bem, fazer refeições leves, dormir sem cobertor, levantar cedo e fazer caminhadas matinais. Gabava-se de jamais ter pegado um resfriado, tinha uma saúde de ferro!

Com o sucesso profissional meteórico, acabou sendo vítima, inúmeras ocasiões, da violência urbana, tornando-se alvo de criminosos. Por diversas vezes, sua casa foi invadida, veículos foram roubados, bens foram levados e chegou até a ficar um tempo sob cárcere privado de bandidos. Nada disso alterou sua personalidade serena, jamais testemunhei um arroubo de sua parte em prol de vingança contra os seus algozes, era um pacifista.

Homem sábio, parafraseava, inconscientemente, os grandes filósofos gregos da Antiguidade ao nos ensinar que o homem que não toma o controle de si mesmo, de suas vontades e de seus desejos, é um homem perdido. Também parafraseava  o grande pensador medieval cristão, Santo Agostinho, quando afirmava que era necessário deixar a mesa com fome, pois comida em excesso faz mal. Em suma, tinha sensibilidade e um pensamento sofisticado graças à sua personalidade ímpar.

Amante de música, patrocinou, por muitos anos, a banda musical da cidade, a qual alegrava a todos nos domingos à tarde. Confidenciou a mim, em prazerosa conversa, que tirava dinheiro do próprio bolso para custear instrumentos musicais, uniformes e lanche para os músicos. Nunca tornou isso público, pois o fazia com amor, sem esperar nenhum tipo de retorno por sua atitude.
Era participação certa nos programas do comunicador Luíz Carlos Montenari, no qual tratavam sobre diversos assuntos.

Casou-se com Luzia Alves Lacerda, com quem teve três filhos.
Dona Luzia faleceu em 2012.

Eis o seu maior legado - a família. Com sua partida, deixou, além dos filhos, netos maravilhosos, sobrinhos, parentes e amigos que o amavam e admiravam.

Ele foi sepultado no dia 24 de dezembro de 2019, no jazigo da família, no cemitério de Leopoldina, onde descansa em paz.    

21.12.19

Informativo muito especial

Confira o encarte especial da AFFEMG sobre a vitória da Escola Estadual Luiz Salgado Lima no Prêmio Nacional de Educação Fiscal.






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