11.3.16

Diálogos contemporâneos sobre as Reformas religiosas do século XVI

Estudar História não é apenas decorar datas e memorizar acontecimentos, mas um exercício complexo e constante de tentar compreender os problemas vividos no presente a partir de um olhar crítico e reflexivo sobre o passado.

Nesse sentido, solicitamos aos nossos brilhantes alunos do 8º 11 que produzissem textos analisando as Reformas religiosas do século XVI e suas consequências. 
Confiram algumas produções:


Cada um com sua religião
Seja católico, evangélico, espírita ou umbanda temos que respeitar a religião de cada pessoa. Em algum momento você já deve ter visto na TV pessoas sendo assassinadas e agredidas por causa da fé que seguem. Essas lutas religiosas começaram há muito tempo no século XVI, quando ocorreu a Reforma Protestante.

Naquela época, um monge alemão, Martinho Lutero, começou a questionar certas práticas do catolicismo, dentre elas a venda de indulgências, a corrupção no clero, a falta de vocação de alguns padres e de outras autoridades eclesiásticas. 


Lutero e suas 95 teses (1517) deram início à Reforma protestante.
Sabendo disso, o papa mandou que expulsassem Lutero da Igreja Católica. A partir de então, ele criou uma nova religião e ocorreu um cisma na cristandade. Daí começaram a acontecer guerras entre os seguidores das diferentes religiões, causando várias mortes, inclusive de inocentes. 


Hoje, a violência por conta das diferenças religiosas está diminuindo, mas ainda existem várias pessoas que têm preconceito. Portanto, respeite a religião dos outros da mesma forma que você quer que respeitem a sua!

Carolina
Aluna do 8º ano





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Minha opinião sobre as diferenças religiosas


"Não julgues, para não ser julgado" assim diz um versículo da Bíblia"(seja a evangélica ou a católica). O mandamento de Deus é claro, vamos parar de julgar a religião alheia.  
Isso é um defeito humano que, com esforço, pode pode se tornar um bem. 

Não adianta julgar outra religião que não seja a tua, pois você não a conhece. 

No passado, já houve casos de protestos religiosos, como os ocorridos no século XVI, que acabaram provocando a morte de muitos de milhares de pessoas.
Você gostaria que matassem pessoas ou seus parentes por uma guerra que não vai levar a nada? 

Vamos lembrar de outra parte da Bíblia que diz: "Deus não ama o pecado e sim o pecador", então não importa sua religião, se amar e ter fé em Deus você irá achar o seu caminho. 
Em vez de brigar pregue, em vez de causar discórdia, cause o amor. Em outro versículo das Escrituras está escrito: "quem não ama, não conhece a Deus, pois Deus é Amor".

Por fim, não se esqueça de todos tem o livre arbítrio, por isso podem fazer suas escolhas que merecem ser respeitadas.
Raquel
Aluna do 8° ano



Parabéns. Ótimo trabalho!

1.3.16

Uma breve reflexão sobre o fazer do historiador

O grande historiador francês e um dos fundadores da célebre Escola dos Annales - Marc Bloch (1886-1944) - afirmou que a História é "a ciência dos homens no tempo" e que o seu objeto de estudo é, por natureza, o homem.




Para proceder ao estudo do homem e de suas ações no tempo, é imprescindível para o trabalho do historiador recorrer às fontes históricas. O eminente medievalista francês, Jacques Le Goff, ressalta a importância dos documentos na pesquisa histórica, evocando as palavras de Samaran, para quem "não há história sem documentos" e Lefebvre, segundo o qual "não há notícia histórica sem documentos". (História e Memória, 1990 p. 285).

Na Europa no final século XIX, a escola positivista determinava que as fontes, principalmente documentos escritos de caráter oficial, seriam determinantes para o trabalho do historiador. 




A respeito da manipulação do documento pelo historiador oriundo do método positivista, Fustel de Coulanges orientava que seu trabalho:


 "... consiste em tirar dos documentos tudo o que eles contêm e em não lhes acrescentar nada do que eles não contêm. O melhor historiador é aquele que se mantém o mais próximo possível dos textos" (COULANGES, 1888 apud LE GOFF, 1990. p. 283). 

Nessa perspectiva historiográfica, o documento é tomado como prova irrefutável da verdade histórica, não comportando interpretações pessoais, o que sugeria uma pretensa neutralidade da história-ciência.

Ainda sobre historiografia da escola positivista é importante ressaltar que ela privilegiava o estudo da política, da história diplomática e militar, além da vida dos personagens ilustres, em detrimento de temas recorrentes que passaram a ser escrutados pelos pesquisadores dos Annales, a partir de 1929. Temas como a família, a morte, a cultura popular, a longa duração, a permanência de estruturas sociais e mentais ao longo do tempo foram eleitos pelos adeptos da "nova história" como os assuntos prioritários em suas pesquisas. 

A revolução historiográfica dos Annales contrapunha-se ao método positivista. A partir daí, a história não se dedicaria mais apenas à dimensão política, mas passaria a analisar todas as atividades humanas, em suas  vertentes culturais, sociais e econômicas. Para tanto, a escola francesa que fundou a "nova história" pregava a necessidade dessa disciplina recorrer à interdisciplinaridade, isto é, a colaboração de métodos e conceitos de outras ciências e ramos do saber, como a economia, a sociologia, a linguística e etc.




Além disso, a proposta dos Annales mudou radicalmente a noção de documento histórico, bem como a abordagem que o historiador deveria ter com relação às suas fontes de pesquisa.
Se antes os documentos escritos e oficiais eram fundamentais para o fazer histórico, agora essa noção havia sido dilatada, fazendo emergir outras fontes de pesquisa para o historiador. A esse respeito, Samaran deixa claro a necessidade de haver uma revolução documental, tal qual foi perpetrada pelos Annales: "Há que tomar a palavra 'documento' no sentido mais amplo, documento escrito, ilustrado, transmitido pelo som, a imagem, ou de qualquer outra maneira"  (SAMARAN, 1961 apud LE GOFF, 1990. p. 285). 

Após 1930, o escopo documental aumentou significativamente, basicamente, qualquer vestígio humano - material ou imaterial - tornou-se um objeto passível de ser estudado na metodologia proposta pelos Annales.




Outro aspecto que sofreu significativa transformação foi o tratamento dispensado pelo historiador em relação ao documento. Após 1929, o documento deixou de ser visto como um repositório da verdade histórica. Agora o historiador enxerga o documento como algo que deve ser investigado e questionado, além de ser relacionado com o seu contexto de produção. Era a história-problema. A crítica documental tornou-se um método fundamental para a compreensão da história e as fontes passaram a ser compreendidas como "um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder" (LE GOFF. op cit. p. 288). Cabe ao historiador se apropriar da realidade histórica, desmontá-la e, por meio da análise das fontes, dos indícios e da interdisciplinaridade compreendê-la. Importante ressaltar que, com o advento dos Annales, a pretensa neutralidade da história e do historiador foi severamente questionada. A esse respeito LE GOFF esclarece que: 


"A intervenção do historiador que escolhe o documento, extraindo-o do conjunto dos dados do passado, preferindo-o a outros, atribuindo-lhe um valor de testemunho que, pelo menos em parte, depende da sua própria posição na sociedade da sua época e da sua organização mental..." (LE GOFF, op. cit. p. 289).

Portanto, o historiador e os documentos não são capazes de ficarem alheios às influências de seu tempo, por isso o estudo histórico exige rigor, na tentativa de desvelar os segredos e as intencionalidades que ficam sob o véu das fontes e dos acontecimentos. Mas a pesquisa histórica também exige flexibilidade do historiador, pois, segundo Marc Bloch, "a história não apenas é uma ciência em marcha. É também uma ciência na infância: como todas aquelas que têm por objeto o espírito humano" (BLOCH, 1944. p. 35).

Sendo a história uma ciência em marcha, ela está em constante mutação metodológica e seus meios de produção de conhecimento nem definiram métodos rigorosos, matematicamente estabelecidos, tampouco seus resultados são convergentes para uma única explicação. Bloch lembra que o "monismo da causa seria para a explicação histórica simplesmente um embaraço" (BLOCH, 1944. p. 111).
Ademais, modelos explicativos no sentido galileano já se mostraram insuficientes para dar conta das particularidades da história.
Mais do que fórmulas e metodologias rigidamente definidas, o campo da pesquisa em história continua em aberto, com amplas possibilidades para abordagens e estudos, num caminho que ainda está longe de ser totalmente explorado.  

Bibliografia básica

BLOCH, Marc. Apologia da História ou Ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.

LE GOFF, Jacques. “Documento/Monumento”. In: História e Memória. Campinas, SP: Editora Unicamp, 1994.

26.2.16

Quarta edição do CIEP NEWS está on-line!

Clique nas imagens para conferir as novidades da 4ª edição do CIEP NEWS!








Boa leitura!

24.2.16

Spam: socorro!

Você sabe o que significa spam?



"...é o termo usado para se referir às mensagens eletrônicas que são enviadas para você sem o seu consentimento — e que, geralmente, são despachadas para um grande número de pessoas.

Esse tipo de “email indesejável” contém, em sua grande maioria, propagandas. Neste caso, o spam também recebe o nome de UCE (Unsolicited Commercial Email ou Mensagem Comercial Não-Solicitada). No entanto, em outras ocorrências, essas mensagens contêm conteúdos mais agressivos (como vírus) e ainda conseguem obter suas informações pessoais — como dados bancários, por exemplo" (http://www.tecmundo.com.br/spam/223-o-que-e-spam-.htm).



    Como essas mensagens chegam até mim?
    As mensagens indesejadas são enviadas por spammers, que rastreiam endereços de e-mail na web e, em seguida, começam a despachar e-mails para um grande número de pessoas, sem a permissão delas.

    A seguir daremos dicas para você reconhecer e se prevenir dos spams.

    Se liga, não seja mais vítima de spam.
    Como saber se um e-mail é spam?
    1. Ele apresenta cabeçalho suspeito: o cabeçalho do e-mail vem incompleto, por exemplo, os campos de remetente e/ou destinatário aparecem vazios ou com apelidos e nomes genéricos, como “amigo@” e “suporte@”.
    2. No campo “Assunto” (Subject) traz palavras com grafia errada ou suspeita: a maioria dos filtros antispam utiliza o conteúdo deste campo para barrar e-mails com assuntos considerados suspeitos. Porém, os spammers adaptam-se e tentam enganar os filtros colocando neste campo conteúdos enganosos, como “vi@gra”' (em vez de “viagra”).
    3. No campo "Assunto" usa textos chamativos ou vagos: na tentativa de confundir os filtros antispam e de atrair a atenção dos usuários, os spammers costumam colocar textos atraentes ou vagos demais, como “Sua senha perdeu a validade”, “Informação solicitada” e “Parabéns”.

    Cuidados que você deve tomar para minimizar o recebimento de spams:

    1. Tome cuidado ao fornecer seu endereço de e-mail. Existem situações onde não há motivo para que o seu e-mail seja fornecido. Ao preencher um cadastro, por exemplo, pense se é realmente necessário fornecer o seu e-mail e se você deseja receber mensagens deste local;
    2. Fique alerta a opções pré-selecionadas. Em alguns formulários ou cadastros preenchidos na Internet, existe a pergunta se você quer receber e-mails com promoções e lançamentos de produtos, cuja resposta já vem sinalizada como afirmativa. Deixe ela desmarcada, caso não deseje receber essas mensagens;
    3. Não siga links recebidos em spams e não responda esse tipo de mensagens (se responder você confirmará que seu e-mail é válido e receberá mais spams);
    4. Desabilite a abertura de imagens em e-mails HTML (o fato de uma imagem ser acessada pode servir para confirmar que a mensagem foi lida);
    5. Crie contas de e-mail secundárias e forneça-as em locais onde as chances de receber spam são grandes, como ao preencher cadastros em lojas e em listas de discussão;
    6. Utilize as opções de privacidade das redes sociais (algumas redes permitem omitir o seu endereço de e-mail ou limitar as pessoas que terão acesso a ele);
    7. Respeite o endereço de e-mail de outras pessoas. Use a opção de “Bcc:” ao enviar e-mail para muitas pessoas. Ao encaminhar mensagens, apague a lista dos antigos destinatários, pois mensagens reencaminhadas podem servir como fonte de coleta para spam.

    19.2.16

    Desafio de Cultura e uso de mídias: agora é guerra

    Prezados alunos e alunas das turmas do 2º ano e do 3º ano do Ensino Médio do CIEP 280, neste post disponibilizaremos as regras do Desafio de Cultura e uso de mídias.
    Leia-o com muita atenção, pois há datas, prazos e padrões a serem seguidos pelos participantes e interessados em receber a premiação.

    O presente Desafio é uma ideia da disciplina do PROEMI - Cultura e uso de mídias, destinado aos alunos das turmas do 2º e 3º ano do Ensino Médio do CIEP 280.




    A ideia é de incentivar o protagonismo dos estudantes que, por meio das redes sociais, podem ajudar a conscientizar a sociedade carmense a se prevenir do mosquito da dengue e seus criadouros, visando contribuir com o esforço nacional de combate ao Aedes Aegypti.




    Assim, solicitamos aos estudantes a seguinte tarefa: o aluno ou a aluna deverá criar uma frase sobre a conscientização contra dengue, com muita criatividade.

    Atenção: a frase precisa ser original, portanto o (a) aluno (a) será responsável pela criação. Caso seja detectada alguma tentativa de plágio, o autor será desclassificado do Desafio.

    Depois deverá publicar sua frase no seu "status" do Facebook, com as seguintes hashtags:

    #agoraéguerra
    #denguenão
    #ciep280
    #culturaemídia

    Vencerá o Desafio o (a) aluno (a) que, entre os dias 19 a 26 de fevereiro, receber o maior número de curtidas em sua publicação.

    Comissão de avaliação

    O grupo responsável pela conferência e avaliação das frases e do número de curtidas que elas receberam será formado por:

    Professor da disciplina Cultura e uso de mídias;
    1 aluno da turma 2001;
    1 aluno da turma 2002;
    1 aluno da turma 3001;
    1 aluno da turma 3002;
    1 aluno da turma 3003.


    Premiação

    As três publicações com o maior número de curtidas receberão um certificado de reconhecimento e a seguinte premiação:

    1º lugar: uma caixa de bombom
    2º lugar: uma barra de chocolate
    3º lugar: uma caixa de Bis

    Além disso, as três frases premiadas ficarão expostas no CIEP 280, em painéis criados pelo artista local e funcionário da escola - Luciano Huguenin.

    Dúvidas?

    Basta procurar o professor e se informar. Boa sorte para todos!

    14.2.16

    Jogo das palavras cruzadas sobre o Iluminismo

    Quem disse que não é possível conciliar aprendizagem com diversão?

    Tente resolver as palavras cruzadas e conheça alguns dos princípios históricos e filosóficos do Iluminismo no século XVIII! Bons estudos, ou seria boa diversão?!

    4.2.16

    O iluminismo - século XVIII

    Na Europa, o século XVIII ficou conhecido na historiografia como o "século das luzes". Isso ocorreu devido a um grupo de filósofos que começou a refletir sobre a sociedade e a política de sua época, marcada pelo regime absolutista e pela desigualdade social. Esse movimento filosófico ficou conhecido como Iluminismo ou Ilustração.

    As críticas dos filósofos iluministas eram direcionadas, principalmente, para a estrutura social e política da Europa Moderna, que foi denominada de "Antigo Regime".
    Suas características básicas são:

    • Monarquia absolutista: o rei governava com amplos poderes de decisão;
    • Mercantilismo: permitia ao rei intervir na economia e impedir o livre mercado;
    • Sociedade estamental: estabelecia uma hierarquia social, favorecendo o clero e a nobreza em detrimento do povo (burgueses, camponeses etc);
    • Intolerância religiosa: cultura que não admite a diversidade religiosa.   


    Os filósofos iluministas defendiam, em linhas gerais, maior liberdade política e econômica, fim do fanatismo religioso e, alguns deles, como Rousseau, maior igualdade social.
    Um aspecto comum ao Iluminismo era a razão, capacidade que permite ao ser humano compreender e julgar a realidade que o cerca. 

    Na França o Iluminismo conheceu o seu apogeu. Os pensadores se reuniam, debatiam Filosofia, Ciências, Política e vários outros assuntos.

    Salão da madame Geoffrin. 1812.


    A obra de alguns dos principais expoentes da Ilustração foram reunidas em um livro, chamado de Enciclopédia, publicado entre 1751 e 1772, com a finalidade de reunir todo o conhecimento derivado da razão. 

    Capa da 1ª edição da Enciclopédia, publicada na França, em 1751.


    O conjunto de ideias defendidas por esses pensadores ficou conhecido como liberalismo ou pensamento liberal. O liberalismo apregoa maior liberdade individual, menos interferência do governante na economia, divisão do poder, tolerância religiosa, igualdade jurídica e liberdade de expressão.


    A respeito da divisão do poder político, destacamos o barão de Montesquieu, filósofo que escreveu o livro intitulado O espírito das leis

    O barão de Montesquieu (1689-1755).


    Ele sugeria que o poder político fosse divido em três esferas, observe:

    O sistema político de Montesquieu contrariava o absolutismo monárquico, que tinha um rei o qual concentrava todos os poderes em si. A ideia do estudioso francês era dividir o poder para evitar os abusos, como as perseguições políticas e outros atentados à liberdade individual. 

    O Iluminismo influenciará as grandes transformações políticas e sociais que ocorreram no século XVIII abalando as bases do Antigo Regime na Europa e do colonialismo na América, como, por exemplo, a Independência dos EUA (1776), a Revolução Francesa (1789) e a Inconfidência Mineira (1789).

    Não deixe de ler

    Professor Rodolfo foi classificado entre os primeiros no projeto SER DOCENTE (SEE-MG)

    O Projeto Ser Docente é uma iniciativa de formação continuada da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) voltada para prof...