Infográfico: O uso do celular no Brasil | Extra.com.br.
Blog mantido para preservar o trabalho do Professor e Historiador Rodolfo Alves Pereira. O site mantém registros de algumas de suas publicações e trabalhos apresentados em Congressos e Eventos acadêmicos e Educacionais, nos quais deixou valiosas contribuições acerca da Metodologia e do Ensino de História na Educação Básica. Também contém registros de algumas de suas experiências didático-pedagógicas mais importantes, além de projetos desenvolvidos nas escolas onde atuou.
27.10.17
21.10.17
Os leguminhos, por Kelly Garcia
Na manhã de hoje (21/10/17), nossa escola recebeu a visita da escritora Kelly Garcia, residente em Belo Horizonte (MG) e criadora de Os leguminhos.
Kelly apresentou o seu projeto para professores, alunos, pais e equipe pedagógica da escola, bem como as inúmeras possibilidades para utilizá-lo na sala de aula e contribuir para melhoria da alimentação dos estudantes.
Alimentação saudável, orgânica, livre de agrotóxicos e equilíbrio entre seres humanos e natureza foram alguns dos eixos temáticos trabalhados nos livros, vídeos e jogos produzidos pela autora, os quais de maneira lúdica favorecem uma aprendizagem dinâmica e prazerosa.
Nós agradecemos a escritora por sua disponibilidade e boa vontade por nos atender e a parabenizamos pelo brilhantismo de sua criatividade e o sucesso de seu projeto!
Conheça mais sobre Os leguminhos - a turma da proteção acessando, seguindo e se inscrevendo nas redes sociais abaixo:
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Canal dos Leguminhos no Youtube.
19.10.17
Triatoma bacalaureatus - a maior doença do Brasil
Ao publicar o seu livro Problema Vital, em 1918, Monteiro Lobato reunia num só volume diversos artigos que escrevera nas páginas do Estadão tentando convencer as elites brasileiras acerca da necessidade de sanear o país.
A campanha pelo saneamento rural dos sertões brasileiros, lugar que para os poetas e autores românticos citadinos era descrito como "eden embalsamado de manacás" (p. 253), fora diagnosticado pelos médicos como um "imenso hospital".
Assim, a voz de Lobato unia-se à causa dos médicos sanitaristas, como Miguel Pereira, Arthur Neiva e Belisário Penna, todos defensores do higienismo e do saneamento do país.
A campanha médica era encarada pelos profissionais da saúde e por parte da imprensa como uma cruzada patriótica, pois era necessário erradicar as doenças, sobretudo a tríade maldita (Ancilostomose - Mal de Chagas - Malária) para pôr o povo de pé.
Lobato defendia que os higienistas se tornassem os protagonistas da república, substituindo o bacharelismo e a velha classe política, a qual nada havia realizado em prol da população, por novos gestores competentes que fossem capazes de implementar uma política nacional de saúde. A base desta mudança era Manguinhos, onde Oswaldo Cruz havia estruturado um grande laboratório. Dele "tem vindo, vem, e virá a verdade que salva - essa verdade científica que sai núa de arrebiques do campo do miscroscopio" (p. 244).
Para o criador do Jeca Tatu a ciência e o microscópio, revelador dos micróbios e de bactérias, revelavam a verdade e podiam minimizar os males do povo. Se todas as doenças não eram curáveis, pelos menos eram evitáveis com a adoção de hábitos de higiene, medidas profiláticas, isolamento e tratamento de pessoas contaminadas e outras mudanças na cultura do povo.
Uma das mudanças preconizadas por Lobato dizia respeito sobre os métodos curativos populares, já criticados por ele em Urupês e retomados em Problema Vital. O autor atacou as crendices populares, as práticas curativas e os curandeiros, considerando essas medidas inócuas. Tais práticas representavam o obscurantismo e a ignorância mediante a medicina científica, a qual deveria ser expandida por todos os rincões do país, afim de assegurar a nacionalidade, revitalizando milhões de brasileiros, livrando-os de sua condição doentia e improdutiva.
Para os homens de sciencia era necessário combater o "charlatanismo", isto é, os curandeiros, práticos, herbalistas e todos aqueles que praticavam a medicina não institucional dentro do território nacional (Ver SCHWARCZ, 1993, p. 291). Desse modo, a medicina científica se afirmava perante a sociedade.
Em meio a um país de pessoas exangues, Lobato questionava a importância de se reformar a constituição, o código eleitoral ou fixar o serviço militar. Esses temas tomavam a atenção do Congresso, sobrepujando o debate sobre a saúde pública. Do que adiantaria aquelas discussões se a população dos sertões estava abandonada à própria sorte pelos bacharéis (Triatoma bacalaureatus) da república? Sanear, portanto, deveria ser a prioridade dos governos e dos particulares. Afinal, argumenta o criador do Sítio do Pica-pau Amarelo, a economia, as finanças, a justiça, a cidadania, a agricultura e a indústria dependiam primeiro da existência de um povo saudável.
Para os homens de sciencia era necessário combater o "charlatanismo", isto é, os curandeiros, práticos, herbalistas e todos aqueles que praticavam a medicina não institucional dentro do território nacional (Ver SCHWARCZ, 1993, p. 291). Desse modo, a medicina científica se afirmava perante a sociedade.
Em meio a um país de pessoas exangues, Lobato questionava a importância de se reformar a constituição, o código eleitoral ou fixar o serviço militar. Esses temas tomavam a atenção do Congresso, sobrepujando o debate sobre a saúde pública. Do que adiantaria aquelas discussões se a população dos sertões estava abandonada à própria sorte pelos bacharéis (Triatoma bacalaureatus) da república? Sanear, portanto, deveria ser a prioridade dos governos e dos particulares. Afinal, argumenta o criador do Sítio do Pica-pau Amarelo, a economia, as finanças, a justiça, a cidadania, a agricultura e a indústria dependiam primeiro da existência de um povo saudável.
Sem saúde, sem educação e abandonado pelo poder público, o caboclo, explorado pelos chefes locais, não tinha outra opção, senão recorrer à cachaça na tentativa de esquecer os seus problemas. A bebida, além de enfraquecer ainda mais um organismo já debilitado por germes causadores das patologias, causava além da degenerescência física e racial, desvios morais, como a demência e a criminalidade.
Reverberando as palavras dos higienistas, Lobato decretou: "Sanear é a grande questão", e prossegue, só "a alta crescente do indice da saude coletiva trará a solução do problema economico, do problema imigratorio, do problema financeiro, do problema militar e do problema politico" (p. 272).
Entretanto, para desfazer a grande mazela nacional apontada na obra de Monteiro Lobato, urgia ao Brasil combater, paralelamente às doenças, outro mal - o parasitismo de nossa classe política, o Triatoma bacalaureatus, aqueles que "ousam tudo!" (p. 261).
O autor apontava que o "Brasil é a terra onde um parafuso qualquer da maquina governamental, prefeito de Camara ou ministro de Estado, tem o direito de "ousar tudo", escudado pela mais completa irresponsabilidade" (p. 261). Esses "parafusos" eram intocáveis, pois nada lhes acontecia, nem mesmo a justiça os punia por eventuais irregularidades cometidas no exercício do poder.
A política havia virado "um privilegio restrito com feroz exclusivismo á casta dos mais audaciosos amorais" e se constituía num "fenomeno social consorciado ao estudo patologico da nação" (p. 262). Não havia vez e nem voz para o povo, tampouco para uma administração pública eficaz e racional. Vamos lembrar que na época em que publicou o mencionado livro predominava no cenário político brasileiro o "voto de cabresto", práticas coronelísticas e a questão social era vista como caso de polícia. Enfim, a cidadania era prerrogativa para poucos enquanto a maioria da população era escravizada para proveito e manutenção dos privilégios daqueles que ocupavam os cargos de poder.
Lobato considerava imoral o fato do "subjugado que se deixa espoliar sem um gesto de reação", mas o povo não reagia pois estava adoecido, incapaz de lutar e de resistir à opressão que lhe fora imposta. Logo, não se enxergava nas elites o interesse em curar e revigorar as populações sertanejas, pois que, uma vez saudáveis, poderiam se rebelar contra o jugo e a tirania. Eis o motivo para manter o povo doente, é o que nos sugere o autor, a existência de uma aliança natural de parasitas internos (micróbios) e externos (políticos). "Eis aí a trave maior oposta á ideia do saneamento, ideia só será vitoriosa em uma ou outra zona privilegiada do país" (p. 263).
Lobato estava certo nesse aspecto, somente áreas privilegiadas, como os centros políticos e financeiros importantes, Rio de Janeiro e São Paulo, os portos e, posteriormente, áreas rurais com valor econômico foram assistidas pelas campanhas sanitárias. Locais mais longínquos, com menos densidade demográfica e sem atividades econômicas relevantes para a balança comercial foram preteridos.
Monteiro Lobato foi um nome importantíssimo na campanha, incompleta, em prol do saneamento rural do Brasil. Seus artigos e seu livro reverberavam os dados levantados por médicos ligados à Manguinhos sobre a morbidade assustadora do povo brasileiro. Sua intenção, enquanto editor, publicista, autor, nacionalista e homem desejoso do desenvolvimento econômico era convencer a elite culta, letrada e política do país acerca da importância do higienismo e do saneamento. Teve êxito nessa empreitada. Antes, Lobato fora convencido pelos médicos e expoentes do movimento sanitário de que sem saúde o povo continuaria a "vegetar de cócoras" e o país jamais produziria a riqueza que se esperava de tão vasta nação. Esse processo foi crucial para a revisão da visão lobatiana sobre o sertanejo, que pode ser sintetizada na epígrafe "O Jéca não é assim; está assim". Com isso, acreditava que o homem brasileiro valeria tanto quanto um europeu, e se o elemento nacional produzia menos que o estrangeiro não era por conta de sua condição mestiça (questão da inferioridade racial), mas pelo abandono do governo brasileiro que não amparava o povo em suas mínimas necessidades, como saúde e educação.
Hoje, podemos apontar que a análise trazida a lume por Problema Vital era monocausal, bem como a solução para o problema apresentado na obra. Sabemos que devido à complexidade histórica da sociedade brasileira e das gritantes desigualdades regionais e sociais, medidas unilaterais são insuficientes para atender às demandas da população. Ações no campo da higiene e do saneamento são necessárias até os dias atuais em muitas cidades brasileiras, mas se não vierem acompanhadas de outras medidas governamentais, como investimentos em infra-estrutura, cultura, educação, trabalho, inclusão social, renda e justiça jamais serão capazes de superar nossas deficiências e colocar o Brasil nos trilhos do pleno desenvolvimento.
LOBATO, José Bento Monteiro. Mr. Slang e o Brasil e Problema vital. São Paulo: Editora Brasiliense, 1951.
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18.10.17
Ex-aluno do CIEP 280 tem conquista reconhecida pelo poder Legislativo
O poder legislativo do município do Carmo-RJ reconheceu a conquista de Otávio, ex-aluno do CIEP 280, pela conquista do segundo lugar no Concurso literário e artístico da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, em agosto do corrente ano.
Otávio recebeu Moção de Congratulações e Aplausos, iniciativa da vereadora Faninha, pelo desempenho obtido no certame com a charge Game of Thrones Brazil.
Parabéns, Otávio. Você tem talento, continue se dedicando às artes.
17.10.17
Feliz dia do professor!
Por Mirian Kunha, professora.
Parabéns para nós professores!! E nesse 15 de Outubro eu desejo a todos ...
- Um salário digno!
- Uma sala de aula com a quantidade adequada de alunos!
- Bons cursos de formação continuada!
- Boas condições de trabalho!
- Internet Banda Larga nas escolas!
- Tratamento respeitoso!
- Fim do assédio moral!
- Mais investimento do poder público!
- Respeito ao PNE!
- Respeito a 1/3 do planejamento!
- Material didático suficiente e de qualidade!
- Laboratórios de ciências e informática em funcionamento!
- Ambientes com boa infraestrutura!
- Água potável!
- Ambiente limpo!
- Bom preparo para lidar com educandos portadores de necessidades especiais!
- Trabalhar em um ambiente sem violência!
- Fim da aprovação automática!
- Participação efetiva da família!
- Um ambiente prazeroso!
- Poder contar com uma gestão realmente democrática!
- Reconhecimento!
- Não desempenhar múltiplas funções!
- Não sofrer de síndrome de burnout!
- Acumular o mínimo de serviço em casa!
- Direito a liberdade!
- Direito a uma escola crítica!
- Mais paciência para enfrentar as adversidades!
- Ter momentos de lazer!
- Interesse dos alunos pelos estudos!
- Valorização da prática docente!
- Uma aposentadoria digna!
- Respeito ao plano de cargos e salários!
- Maior oportunidade de aquisição intelectual!
- Menos papelada para preencher, menos burocracia!
- Ter direito ao descanso!
- Uma biblioteca atualizada e de boa qualidade!
- Viver em um país que reconheça a importância do professor não somente no dia 15 de Outubro, mas em todos os dias do ano! Parabéns professores!!
15.10.17
Diário de Ywesky Borislav: Das estradas locais
Página V: Das estradas locais
Vivo entre Minas e Rio, faço pouso aqui e acolá e tiro meu sustento fazendo pequenos serviços, reparos, obras e, sobretudo, do comércio de mercadorias, como milho, batata doce, fumo, mandioca e aves, que levo de um lugar para o outro no lombo de uma mula.
E como essa vida de caixeiro viajante é sofrida, principalmente porque padecemos da falta de estradas, em ambos os estados. Aqui no interior, os caminhos são terríveis e não é raro cruzar com carros de boi com rodas empenadas, acidentes e caminhões com pneus furados.
Um presidente da república, Dr. Washington Luís, disse que "governar era abrir estradas". Em seu governo construiu algumas, mas privilegiou o litoral e seu lema não inspirou os dirigentes e chefes políticos dessa região, para minha infelicidade. Pois aqui, lamentavelmente, estrada esburacada é a regra.
Cá estou eu refletindo com meus botões.
_ Por que diacho não se fazem estradas decentes por aqui?
A resposta me pareceu bastante óbvia, especialmente, quando se observa as propostas dos candidatos aos cargos públicos. Em todas elas constavam a promessa: "se eleito for vou construir e consertar nossas estradas".
Aí pensei, todos aqueles homens nobres e capazes disputando cadeiras na Câmara e uma promessa em comum e relativamente fácil de ser cumprida: cuidar das vias locais.
Porém, após a eleição o que se verifica é uma operaçãozinha tapa-buracos, cujo prazo de validade vai até a primeira chuva... Depois disso, só se fala em estradas novamente no próximo pleito eleitoral. Enfim, o tema da manutenção das estradas atraí votos, a proposta mais criativa e mais elaborada vence e quem perde é o povo, pois ninguém resolve o problema. A desgraça de alguns, isto é, daqueles que necessitam das estradas para viver, faz a alegria de outros, os quais tiram proveito das necessidades alheias para capitalizar votos nas eleições com ideais falsos e mesquinhos.
Um pensador afirmou que no Brasil não há, entre nossos dirigentes, a "mentalidade estradeira", eles não compreendem que são pelas vias de trânsito que trafegam a riqueza, a cultura, a educação, a saúde, o conhecimento. Ora, as estradas movem (ou engessam) um país, mas me parece que por aqui, nossos nobilíssimos doutores preferem nos deixar inertes, sem movimento e sem desenvolvimento.
Que pena!
13.10.17
Diário de Ywesky Borislav - Parte IV: Assim se faz política por aqui
Página IV
Legislatores
Em 1941, resolvi assistir à uma reunião na câmara dos vereadores do município do interior do Rio, na pacata e refrescante região Serrana. Na ocasião, os nobres edis debatiam como deveria se chamar uma ponte recém-construída e que precisava de um nome para a solenidade de inauguração.
A ponte era importante, ligava a cidade ao estado de Minas Gerais e seria uma via essencial para o escoamento de mercadorias e trocas comerciais entre as duas unidades da federação.
O debate perdurou por horas, um grupo de vereadores defendia que a ponte recebesse o nome do falecido pai do atual chefe do executivo, o qual, no passado, também havia exercido o cargo. Do outro lado, advogava-se em prol do avô do candidato preterido pelo governo estadual quando ocorrera a nomeação para o cargo de prefeito.
Já era tarde da noite quando houve um acordo pela aprovação unânime em favor do finado e genitor do atual prefeito. Um dos argumentos que o grupo da posição utilizou foi o fato de que o outro nome sugerido pelos vereadores ainda vivia, por isso não seria homenageado agora. Mais tarde, soube por um dos cidadãos que assistia àquela cena que o prefeito enviara um recado ao presidente da casa e pressionara os legisladores a darem à ponte o nome de seu pai, senão ele dificultaria certos serviços indicados pelos vereadores, como limpeza das ruas, poda das árvores, manutenção da iluminação à gás em certos bairros, cessão de homens e ferramentas para reparos nas cercanias etc. Pronto, bastou o tom mais firme que os vereadores aprovaram o indicativo rapidamente, mesmo depois de exaustivo, controverso, duradouro e inócuo debate.
Legislar, ninguém legisla, tampouco se preocupam com os problemas fundamentais da população. Todos estavam centrados apenas na questão do nome da ponte e na perpetuação da memória daquelas poucas famílias ligadas ao poder. Ninguém ali se preocupou com o aumento da sujeira e da imundície no leito do rio devido à ocupação desordenada de suas margens, por centenas de famílias que não tinham onde viver. Como não havia água encanada, esgotamento e nem coleta de lixo para essa gente, toda sorte de lixo eram despejada no rio, o que causava redução do número de peixes, assoreamento, escassez da água e surto de doenças. O que aquela gente poderia fazer se não havia nenhuma política municipal ou estadual de moradia para atender aos pobres.
Um vereador até suscitou uma questão relevante sobre a necessidade de despoluir o rio, recolher o lixo que flutuava por aquelas águas a fim de melhorar o mau cheiro que ele exalava, mas foi logo interrompido por um de seus pares o qual alegou que da limpeza do local cuidariam os diligentes urubus. Portanto, não haveria necessidade alguma de gastar os recursos do erário com uma atividade dispendiosa e que não traria benefício algum.
Fiquei estarrecido com o consentimento dos demais vereadores com esse último aparte que pôs fim à questão da higiene nas imediações do rio. Me perguntei se aqueles vereadores tinham real conhecimento das condições de vida daquelas famílias ribeirinhas, se eles sabiam que o virgula morbus enfileirava cadáveres, sobretudo de crianças, que habitavam aquele lugar decrépito e se tinham noção de que a falta de higiene e de saneamento estava a ceifar vidas preciosas...
Enfim, acabei me indignando e resolvi me retirar do recinto antes do término da sessão. Conclui que política local é uma grande baboseira, pois as pessoas ocupam os cargos públicos visando exclusivamente o benefício próprio, sem se preocupar com a coletividade e com algo tão importante que é a assistência aos desvalidos e desafortunados, cuja saúde e o bem-estar, lamentavelmente, não são objeto de preocupação dos homens que estão no poder.
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