1.9.15

Estamos na revista Profissão Mestre

A conceituada revista Profissão Mestre, de circulação nacional, trata como poucos sobre Educação.






Tivemos a honra de participar de uma entrevista com um de seus jornalistas e a matéria está publicada na edição de Setembro (Já nas bancas!). 

Nossa experiência de sucesso com este Blog e o Acrópole APP rendeu frutos e despertou o interesse nacional acerca da metologia e dos resultados alcançados.

Entre no site para conferir a chamada e adquira seu exemplar para ler a matéria na íntegra.



Relembre outras publicações nacionais sobre o Blog e o Acrópole APP:



UNDIME (30/01/2015)

Blog do Editor (19/01/2015)


Cultura, Mídia e Poder

Neste post, iremos abordar a relação entre a Mídia e a Cultura, mediante a manipulação dos meios de comunicação para atender a um projeto de Poder.

Seja num regime democrático ou num governo ditatorial, grupos políticos e sociais estão sempre tentando exercer algum tipo de controle sobre os veículos de comunicação.

Esse controle assegura o poder sobre o mercado, a política, a cultura e as pessoas que se pretende influenciar.

Por ora, nos deteremos apenas à análise de dois momentos históricos do Brasil, nos quais a mídia e a cultura foram violentamente controladas pelo Estado brasileiro e pelos grupos políticos que exerciam o poder. 


O primeiro momento foi entre 1937 a 1945, quando o Brasil era governado por Getúlio Vargas. Estávamos no Estado Novo e o presidente precisava da Mídia para difundir entre o povo sua imagem de líder popular e de "pai dos pobres".

O segundo momento ocorreu entre 1964 a 1985 - a Ditadura Militar - uma forma de governo despótica que deixou cicatrizes e resquícios de autoritarismo profundos em nossa cultura até os dias atuais.

Esse estudo pretende deixar claro que nos dois momentos selecionados para análise, os princípios democráticos foram violados em prol de um projeto autoritário de poder.

O Estado Novo (1937-1945)

Em 1937, Vargas inaugurou o Estado Novo inspirado no fascismo italiano e suspendeu direitos políticos e civis dos cidadãos. Partidos políticos de oposição foram fechados, eleições foram suspensas e não havia liberdade de expressão.

Para manter essa ditadura e preservar sua popularidade, o presidente criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) em 1939.

O DIP estava encarregado de censurar os órgãos de imprensa (rádio, cinema, teatro, jornais etc) e evitar a divulgação de notícias que contrariavam os interesses do governo.


Temas proibidos pelo DIP de serem divulgados na imprensa.

O referido órgão também promovia concursos culturais e de música popular, ao passo que ajudava a solidificar a imagem de Getúlio Vargas de líder populista, conhecido como o "pai dos pobres".


Getúlio Vargas celebrado no dia do Trabalhador.

Em 1935, o governo criou um programa de rádio oficial, chamado "Hora do Brasil", encarregado de divulgar as realizações de Getúlio Vargas. O programa  era transmitido por todas as emissoras e, a partir de 1939, passou a ser produzido pelo DIP. 

A falta de liberdade de imprensa era tamanha que jornalistas chegaram a ser presos e jornais foram invadidos por tropas do exército, como ocorreu com a redação de "O Estado de S. Paulo", em 1940.

A ditadura militar (1964-1985)

Não faz muito tempo que deixamos esse período histórico para trás, mas historiadores e cientistas políticos afirmam que até os dias de hoje nos deparamos com práticas arbitrárias, seja no aparelho estatal ou na sociedade. A permanência desse tipo de prática num regime democrático é fruto de resquícios culturais que sobraram de um passado recente.

Os vinte anos de ditadura militar foram terríveis para o país. 
Naquela época havia muita repressão, violência, restrição dos direitos civis e políticos, arrocho salarial, torturas e assassinatos em nome de um projeto de poder que alijava a população do processo político.




Uma forma de governo tão nefasta era sustentada sobretudo pelo medo, pela covardia e pelo rigoroso controle dos agentes do governo sobre a mídia.


Jornal destaca a morte de um inimigo da ditadura (1969).

Por isso, os militares fiscalizavam os jornais e outras produções culturais, instauravam processos contra jornalistas, prendiam, agrediam e até matavam profissionais da imprensa.

Um dos exemplos mais emblemáticos da intolerância e da censura envolveu o jornalista jornalista Vladimir Herzog, que dirigia a TV Cultura em São Paulo. Ele era acusado de ter ligação com o Partido Comunista, o qual foi colocado na clandestinidade pelo regime, por isso foi preso em 1975.



Herzog foi espancado pelos militares, torturado com choques elétricos e sufocado com amoníaco até morrer. Os militares tentaram forjar uma cena de suicídio, mas estava claro que houve ali um assassinato.


Conclusão

Podemos perceber o quanto a mídia e os meios de comunicação e informação são importantes.

Em nossa história, grupos políticos sempre tentaram manipular e controlar as informações que chegam até o povo, para moldar a opinião pública. 
Se usada de maneira indevida, a mídia se torna um instrumento a favor dos poderosos e pode alienar a população, afastando-a da verdade.

Para se evitar os abusos, a mídia precisa ter autonomia e deve ter compromisso com a liberdade e com a democracia.  

O artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) diz o seguinte: "Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras". 

Só teremos democracia ampla e efetiva quando assegurarmos o direito a "liberdade de opinião e expressão" para os cidadãos. Não seremos livres se sofrermos perseguições por emitir uma opinião que desagrada quem está no poder.




A vida num regime democrático passa pelo diálogo e pela capacidade de respeitar o direito do outro de se expressar livremente, mesmo que seus pensamentos não me agradem.

17.8.15

As expansões marítimas nos séculos XV e XVI, por Nívea de Azevedo

As nações pioneiras nas expansões marítimas foram às europeias (Portugal e Espanha) que estavam em busca de riquezas para seus reinos. O primeiro país a se aventurar no mar, no século XV, foi Portugal, que começou sua expansão em direção ao sul do continente africano. Seu primeiro passo foi atravessar o mar Mediterrâneo e conquistar a cidade de Ceuta. Após isso, foram navegando pela costa da África construindo feitorias; seu objetivo era chegar à Índia, país das valiosas especiarias orientais. Mas um problema foi encontrado no meio do caminho. Ao sul da África havia grande um obstáculo, o perigoso Cabo das Tormentas, onde era quase impossível de se passar, pois neste local  o mar é muito agitado, o que fazia os barcos que tentavam atravessá-lo naufragar. Após algum tempo, um homem conseguiu atravessar o destemido trajeto. Este foi Bartolomeu Dias, o qual conseguiu dar continuidade à expansão portuguesa, mas foi Vasco da Gama quem conseguiu chegar ao destino almejado, as Índias (Calicute).

Bartolomeu Dias com um astrolábio. Roger Viollet Collection/Getty Images
A Espanha também queria enriquecer e dominar terras que tivessem bens preciosos. Assim, começou a planejar sua expansão, porém navegar pelo sul seria impossível e ao norte não se faria bom proveito. Então, Cristóvão Colombo entregou um plano para coroa espanhola, defendendo a ideia da esfericidade da Terra. Ele pediu aos reis espanhóis alguns navios para começar sua navegação rumo ao leste, acreditando que chegaria ao oriente. A coroa e seus apoiadores lhe entregaram três caravelas. Sua viagem pelo Atlântico iniciou-se no começo de agosto de 1492 e no dia 12 de outubro de 1492 Colombo avistou terra.

O navegador italiano, Cristovao Colombo.
Desembarcando na ilha que ele denominou San Salvador, chamou os habitantes daquela terra de índios, pois acreditara ter chegado nas Índias; mal sabia que havia "descoberto" a América. A busca de metais preciosos não teve sucesso. Após essa decepção, Colombo se deu conta de que não tinha chegado a seu desejado destino e sim em outras terras, posteriormente explorada por Américo Vespúcio.  O novo continente foi batizando de “América”, em homenagem aos seus feitos.

Após a descoberta espanhola, Portugal reivindicou parte das novas terras. Para evitar uma guerra, em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, cujo meridiano dividia as novas terras entre as duas nações ibéricas. Após seis anos, Pedro Alvares Cabral comandava uma frota que ia em direção à Índia, mas, no meio do caminho, seu trajeto foi desviado e no dia 22 de abril de 1500 ele chegou ao Brasil.

Desembarque de Cabral em Porto Seguro em 1500. Pintura de Oscar Pereira da Silva (1922).

Outras nações como a Inglaterra, França e Holanda fizeram sua expansão marítima no século XVI. Elas contestavam o Tratado de Tordesilhas e estabeleceram feitorias no Oriente e nas Américas. Essas nações utilizaram corsários e piratas para atacar navios de outras nações e se apoderar de suas cargas.



Nívea de Azevedo Salgado, 15 anos. 
Aluna da turma 1003 – 1ª série PROEMI
CIEP 280


Parabéns, Nívea. Excelente texto!

12.8.15

Dicas de filmes: Segunda Guerra Mundial

O Blog Acrópole - História & Educação sugere alguns filmes que abordam o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), o maior conflito armado da História.


O Resgate do soldado Ryan (1998).





Círculo de fogo (2001).

O pianista (2003).




A queda! As últimas horas de Hitler (2005).

O menino do pijama listrado (2008).




Alugue os filmes, prepare a pipoca e divirta-se!


Importante: Lembramos que as produções cinematográficas retratam os fatos de maneira idealizada, algumas vezes atendendo a interesses políticos e ideológicos, e nem sempre correspondem à realidade histórica.
Portanto, é preciso analisar o filme com o rigor da crítica histórica, observando a documentação e a historiografia sobre o assunto.

7.8.15

Tudo sobre as Grandes Navegações europeias do século XV

Segue abaixo uma relação de links com conteúdo sobre a Expansão Marítima europeia, no século XV, conteúdo do 1º ano do CIEP 280, no 3º bimestre:


Estudem bastante!

6.8.15

70 anos do lançamento das bombas sob Hiroshima e Nagasaki

No dia 06 de agosto de 1945, as 8h 15min, o bombardeiro americano B-29 Enola Gay sobrevoou a cidade de Hiroshima, no Japão.


Enola Gay e seus tripulantes.


O avião militar carregava a bomba atômica de urânio 235 foi apelidada pelos americanos de little boy (garotinho), que ao ser lançada sob a cidade japonesa provocou pelo menos 100 mil mortes.

A explosão formou um cogumelo de fumaça e uma onda de calor que devastou tudo em um raio de 1 km.


Horror em Hiroshima.

Três dias depois, as 11h 2min, os EUA lançaram uma bomba de plutônio, apelidada de fat man, sobre outra cidade Japonesa - Nagasaki, a qual matou 40 mil pessoas.

Os que sobreviveram ao horror do bombardeio atômico ficaram com sequelas terríveis, contaminados pela radiação.

Para registrar esse marco histórico, que deve ser lembrado para que atrocidades assim não ocorram novamente, a Folha de São Paulo elaborou um conteúdo especial com fotos, depoimentos de sobreviventes da Segunda Guerra, vídeos e infográficos incríveis.
O material é rico em informações e dados sobre o evento que tirou o Japão da Segunda Mundial e chocou o Mundo.

Confira clicando aqui.

Vídeo mostra a explosão das bombas atômicas, assista:

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