10.1.15

Cerol não é brincadeira

Notícia do Portal G1. Data: 01/01/2015




Moto e roupas da vítima. Portal G1.




#cerolnao

7.1.15

Reajuste do Piso do Magistério = 13,01%

O piso salarial do magistério será reajustado em 13,01%, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008. O novo valor será de R$ 1.917,78 e passa a valer a partir deste mês. Nos últimos dias, o ministro da Educação, Cid Gomes, reuniu-se com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).



O piso salarial do magistério foi criado em cumprimento ao que estabelece a Constituição Federal, no artigo 60, inciso III, alínea e, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias:
“Art. 60. Até o 14º (décimo quarto) ano a partir da promulgação desta emenda constitucional, os estados, o Distrito Federal e os municípios destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 da Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento da educação básica e à remuneração condigna dos trabalhadores da educação, respeitadas as seguintes disposições:
(...)
III — observadas as garantias estabelecidas nos incisos I, II, III e IV do caput do art. 208 da Constituição Federal e as metas de universalização da educação básica estabelecidas no Plano Nacional de Educação, a lei disporá sobre:
(...)
e) prazo para fixar, em lei específica, piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica; (...).”
Esse dispositivo constitucional foi regulamentado pela Lei nº 11.738/2008. Conforme a legislação vigente, a correção do piso reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: MEC

Assista:

4.1.15

Imagem e memória

Hoje me deparei com uma fotografia interessante na internet que mostra a linda Praça Zequinha Reis, em Leopoldina, também chamada, popularmente, de Praça da Bandeira.

Eis a foto:
Praça da Bandeira. Disponível no Facebook em Leopoldina On-line.
A imagem, que parece um postal, tem em seu rodapé o nome: "Praça das Bandeiras", diferente de como a população a trata e registra, com a locução adjetiva no singular.

"A antiga praça da Bandeira teve seu nome mudado pela Lei nº 637, de 29.03.1968, para praça Zequinha Reis, numa homenagem a José Ribeiro dos Reis, fazendeiro, agro-pecuarista, industrial, um dos fundadores e diretor da Cia Fiação e Tecidos Leopoldinense." (CANTONI, N.; RODRIGUES, J. L. Nossas ruas, nossa gente. Disponível online em: http://www.cantoni.pro.br/ruas/Logradouros_Atuais_T_V_W_X_Z.pdf acesso em 04. jan. 2015).

O senhor Zequinha Reis atuou como prefeito da cidade entre 1948 e 1951 e, devido ao seu empreendedorismo, foi justamente homenageado e seu nome passou a denominar a praça, a partir de 1968.   

Embora a fotografia não tenha data, supomos que ela tenha sido registrada na década de 1960 ou 1970.

Não há sinal de nenhum veículo automotor, o que, provavelmente, sugere a intenção do autor do retrato em demonstrar a tranquilidade característica do lugar e, ao fundo, se vê um indivíduo em frente a uma grande casa.

O fotógrafo quis retratar a beleza natural do espaço, enfocando a vegetação, como as plantas no primeiro plano e o lago com a ponte logo atrás.

No aspecto central, os caminhos fazem curvas e são cercados por canteiros, onde há árvores de pequeno porte, talvez oitis, os quais fornecem sombra e ar fresco para os transeuntes. 

No horizonte mais distante do espectador é possível notar as montanhas, típicas de nossa região. Aqui elas ainda estão despovoadas, bem diferente dos dias de hoje, já que foram ocupadas e formaram novos bairros, como por exemplo, o Alto da Copasa.

A foto revela uma composição harmônica entre os elementos - natureza e construção humana - demonstrando um paisagismo simples, mas atraente e funcional. 

Como cresci na Praça da Bandeira, sempre ouvi dos moradores mais antigos sobre o quanto a praça era bela e um lugar prazeroso para se ficar. As pessoas iam até lá para conversar, descansar, tomar ar puro, e as crianças se esbaldavam com as brincadeiras de pique e de roda... O lugar era uma calmaria só, bem diferente da praça de agora.

Atualmente, a praça da Bandeira está cercada por bares, lanchonetes, sorveteria, farmácia e mercearias, que atendem aos moradores das redondezas e promovem um intenso fluxo comercial e de pessoas que se cruzam percorrendo as calçadas e os caminhos do largo, carregando suas sacolas. 

Nos dias recentes, o antigo lago agora está tomado por areia e parte dele virou um parque infantil cercado por grades.

A vegetação dos dias atuais perdeu em exuberância, quase não se vê flores e plantas em seus canteiros, restando apenas alguns oitis e um gramado mal cuidado, bastante castigado por pés nervosos que não respeitaram o calçamento.

Quando se aproxima o fim de semana, a praça fica cheia, e parte delas é invadida por mesas e cadeiras onde as pessoas se sentam para beber e se divertir.
As crianças estão sempre por lá, os menores vão ao parque, alguns ainda brincam de pique e outros não desgrudam dos tablets  e dos celulares.

O tempo passa e a Praça continua ali, encaminhando as pessoas pelas ruas que se conectam à ela, acolhendo os cansados em seus bancos, oferecendo alguma sombra para os que tem calor e buscam um abrigo, tem assistido ao aumento populacional e às mudanças nos costumes dos moradores. Impassível, ela também tem sofrido, ao longo do tempo, com as terríveis intervenções que a deixaram desfigurada e menos bela que outrora. 

Férias sem problemas

Dica para a garotada: vamos curtir as férias numa boa, sem causar problemas para si e para o próximo.

Sabemos que a maioria dos jovens gostam de empinar pipas e papagaios. Infelizmente, muitos utilizam, indiscriminadamente, o cerol ou a linha chilena. Tais artifícios são extremamente perigosos e já causaram a morte de centenas de pessoas.


Aproveite as férias em paz. Se for soltar pipa não use cerol ou similares. Brinque, divirta-se mas zele pela vida, acima de tudo.

Fica a dica!

2.1.15

Início de 2015, um novo governo em MG e um novo artigo no Tribuna do Povo


Clique sobre a imagem para ler nossa Coluna no site do Tribuna do Povo, um dos jornais mais tradicionais de Leopoldina e região.


26.12.14

Dilema indígena no Brasil contemporâneo: um olho no passado outro no futuro

Em Brasília (DF), no dia 16 de dezembro de 2014, tive um encontro surpreendente com representantes indígenas das seguintes nações: Terena (Mato Grosso do Sul), Krikati (Maranhão) e Xavante (Mato Grosso).

Estávamos hospedados no mesmo hotel e me aproximei deles para tentar conversar, conhecê-los e saber onde moravam e como viviam. Como estou fazendo a Pós-graduação em Cultura e História indígena da Universidade Federal de Juiz de Fora, não podia deixar passar esta oportunidade de dialogar com os índios e ouvir o que eles tinham a dizer sobre a situação atual de seu povo.


João Nonoy Krikati, Eu, Cacique Valcélio Terena e Januário Teresarol Xavante. (Esquerda para direita) Saguão do Hotel Saint Peter, em Brasília - DF.

Durante o café da manhã, pude conhecê-los um pouco mais e conversamos sobre a questão fundiária e as dificuldades que os povos indígenas enfrentam para ter o seu direito reconhecido sobre as terras que seus ancestrais ocupavam antes da chegada dos colonos europeus no Brasil, no século XV. A esse respeito, eles se mostraram bastante preocupados com a discussão da PEC 215, a qual pode trazer um recrudescimento dos direitos indígenas em relação à terra.

Hoje, eles vivem em reservas, algumas demarcadas, outras em processo de demarcação. Relataram que são atendidos por missionários, os quais até os dias atuais tentam convertê-los ao cristianismo. Nas aldeias, há escolas indígenas e até índios que cursam o Ensino Superior, caso de João Nonoy, bacharel em Direito. Eles se vestem como nós, possuem redes sociais e utilizam celulares de última geração.

Engana-se quem acredita que só porque os índios utilizam roupas e tecnologias do "homem branco" deixaram de ser índios. 

"Ao se apropriar das novas mídias e colocá-las a serviço de seus interesses, os povos indígenas dão um grande passo. Preservar essas informações [sua cultura] na internet, por exemplo, pode ser importante. Mas eles sabem que o desafio maior continua sendo manter suas culturas vivas e em transformação no interior de suas próprias comunidades." (História e cultura dos povos indígenas no Brasil. São Paulo: Barsa Planeta. 2009.  p. 129.)

Portanto, em suas aldeias, eles tentam preservar seus costumes, alguns ainda cultuam suas divindades, realizam seus ritos tradicionais e lutam para manter viva sua língua pátria, que é diferente do português, a língua oficial do Brasil. 

Não é só porque são índios eles são obrigados a viver na mata, como viviam seus antepassados. É possível manter sua cultura e seus costumes e mesmo assim usar jeans, acessar a internet por um smartphone ou assistir TV a cabo. Aliás, as tecnologias são ferramentas que auxiliam os índios a se mobilizarem para reivindicar seus direitos e divulgar suas estórias e visão de mundo.
O que faz  desses indivíduos índios é o seu sangue, sua ascendência, o reconhecimento próprio e social de sua identidade.

A cultura, que marca essa identidade, é plural e maleável, ela está sempre mudando, se adaptando e, com o passar do tempo e com a interação entre diferentes povos, incorpora novos elementos ao seu conjunto de valores. 
Nesse sentido, "... esses povos e suas culturas não são entidades fechadas e estáticas; na verdade, estão em constante transformação. Saber até que ponto e em que medida vão incorporar à sua cultura os idiomas, os recursos, os traços e os costumes não indígenas é uma decisão que diz respeito a cada povo..." (op cit. p. 137).

Apesar dessa metamorfose cultural, o índio continua sendo índio, numericamente inexpressivo no total da população brasileira atual (0,2% da população do país). Embora sejam minoria, as mais de 232 etnias indígenas que vivem espalhadas pelo território nacional merecem todo cuidado, amparo e o nosso respeito, pois a identidade cultural brasileira, historicamente, deve muito à cultura dos primeiros nativos desta terra.

21.12.14

Dicas da TV Escola [59] Observatórios




Vídeo curtinho da TV Escola mostrando alguns observatórios astronômicos espalhados pelo Mundo. 
Desde a Antiguidade até os dias atuais observar os astros e acompanhar os seus movimentos tem sido uma atividade importante nas culturas de diversas sociedades em diferentes períodos históricos.

Vale a pena conferir!

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