Estamos estudando um tema muito interessante e importante para nossa História - a Idade Média. Herdamos muitos valores dos medievais, que chegaram até nós pelos colonizadores e missionários religiosos da Igreja Católica.
Nas últimas aulas estudamos a sociedade medieval, com ênfase na situação miserável que fora imposta aos camponeses. Estes viviam em um regime de servidão, trabalhando para a Nobreza e para o Clero, pagando-lhes tributos e recebendo em troca só o necessário para se alimentar e vestir.
Vimos também o quanto foi importante para o Feudalismo as inovações técnicas surgidas a partir do século VIII, tais como o uso do arado, a tração animal (bois e cavalos) na realização de algumas atividades, o sistema trienal de cultivo das terras e os moinhos movidos pela água ou pelo vento.
Todas estas inovações contribuíram para aumentar a produtividade agrícola, as pessoas tinham mais alimentos e seu número começou a crescer e a se espalhar pela Europa, além dos feudos. A partir daí começam a surgir os burgos - as cidades medievais - onde, gradativamente, a burguesia dedicava-se às atividades comerciais (compra e venda de mercadorias produzidas na Europa ou trazidas do Oriente por caravanas e navios italianos) e manufatureiras (confecção de roupas, vitrais para catedrais e outros ofícios artesanais).
Sobre os burgos Peter Clarke os descreve da seguinte forma:
"As cidades medievais eram superlotadas, barulhentas, escuras e tinham cheiro de estábulo. Só as ruas mais largas eram pavimentadas; as outras eram sujas, com esterco e lama. Na maioria are apenas vielas estreitas onde não se podia passar com duas mulas sem derrubar os quiosques dos vendeiros ou os toldos e tabuletas dos que anunciavam seus serviços.
De dia, as ruas ficavam apinhadas de gente: ferreiros, sapateiros, vendedores de tecido, açougueiros, dentistas... Bastava o comerciante abrir as venezianas de sua casa para transformá-la numa banca de mercadoria. Ficavam também cheias de animais: cães, mulas, porcos, cavalos, galinhas... À noite, eram silenciosas e muito escuras: não havia iluminação pública." (Clark, Peter. O Ocidente renasce. In: Evolução das cidades. Rio de Janeiro, Abril Livros/ Editora de Time-Life, 1993, p.98-102 (texto adaptado)).
Após o século XI os burgos, assim como o comércio passarão por um processo de expansão, que resultará no enriquecimento da burguesia e na perda de poder da nobreza. Mas esses são temas para as próximas aulas!
Abaixo postamos algumas imagens para você relembrar os aspectos estudados:
Sobre os burgos Peter Clarke os descreve da seguinte forma:
"As cidades medievais eram superlotadas, barulhentas, escuras e tinham cheiro de estábulo. Só as ruas mais largas eram pavimentadas; as outras eram sujas, com esterco e lama. Na maioria are apenas vielas estreitas onde não se podia passar com duas mulas sem derrubar os quiosques dos vendeiros ou os toldos e tabuletas dos que anunciavam seus serviços.
De dia, as ruas ficavam apinhadas de gente: ferreiros, sapateiros, vendedores de tecido, açougueiros, dentistas... Bastava o comerciante abrir as venezianas de sua casa para transformá-la numa banca de mercadoria. Ficavam também cheias de animais: cães, mulas, porcos, cavalos, galinhas... À noite, eram silenciosas e muito escuras: não havia iluminação pública." (Clark, Peter. O Ocidente renasce. In: Evolução das cidades. Rio de Janeiro, Abril Livros/ Editora de Time-Life, 1993, p.98-102 (texto adaptado)).
Abaixo postamos algumas imagens para você relembrar os aspectos estudados:
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| Identifique na imagem e registre em seu caderno as características do representante do Clero, da Nobreza e do Camponês. |
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| O trabalho no campo. Identifique e registre em seu caderno algumas atividades executadas pelos camponeses e as ferramentas utilizadas por eles. |
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Para saber mais (texto relacionado, de autoria do Prof. João Luís de Almeida machado): http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=182







