14.10.18

Vai um Açaí? Cuidado com o Mal de Chagas


A doença de Chagas foi descoberta no Brasil pelo médico Carlos Chagas, por volta de 1909. O cientista observou que o vetor do parasita era o inseto, o barbeiro, o qual vivia nas fendas das paredes de barro das casas de pau a pique.

À noite,  o inseto picava os moradores e transmitia-lhes o parasita, que Chagas chamou de trypanosoma cruzi. Uma vez que o parasita atingia a corrente sanguínea iniciava a devastação do organismo, provocando, dentre outros, graves problemas cardíacos na pessoa contaminada.

A partir dos anos 1970, o controle do inseto reduziu a contaminação via vetorial.

Entretanto, O Mal de Chagas continua fazendo vítimas no Brasil até hoje com o contágio pela via oral, através da ingestão de alimentos que tiveram contato com as fezes do barbeiro.

É o caso da cana e do açaí, as frutas, se não forem higienizadas adequadamente, podem ser trituradas junto com as fezes ou partes do barbeiro e assim contaminarem as pessoas pela via oral quando consomem esses produtos .

No estado do Pará, por exemplo, o extrativismo e o consumo do açaí são importantes para a economia do estado. Lá os casos de pessoas contaminadas pela doença de Chagas tem aumentado, por isso há um investimento em pesquisas, diagnósticos e incentivos aos extrativistas e comerciantes de açaí a adotarem medidas de higienização tanto do fruto quanto dos equipamentos de beneficiamento, como as batedeiras.

Embora pesquisadores afirmem que não há risco de epidemia, a situação preocupa, pois em vários casos a vítima não apresenta sintomas e o percentual de óbito dos contaminados pela via oral é maior do que na forma clássica de transmissão da doença.

Mais informações na reportagem no site da Folha de São Paulo.

Dica do Julius: Revolução industrial



Disputa em Minas Gerais e o fim do plano de carreira dos professores

Zema ou Anastasia.  Quem sair vitorioso no pleito do dia 28 deste mês atacará os direitos dos professores da rede estadual de Minas Gerais.

Anastasia quando governou impôs o subsídio, uma forma de burlar a lei federal do piso sob pretexto de modernizar o plano de cargos. Só fez isso com os profissionais da Educação, as demais categorias do serviço público  não foram tão prejudicadas quanto o magistério no mesmo período.  No governo de Anastasia, vale lembrar, ocorreu uma greve histórica na educação, que durou pouco mais de cem dias.

Já Zema pretende rever o plano de carreira dos professores, ele questiona o direito de promoção na carreira por tempo de serviço e  também por escolaridade. Defende a implantação de bonificações por cumprimento de metas, nada novo, pois já visto em governos anteriores. O fim da promoção por escolaridade, por exemplo, poderá ter um efeito negativo sob os profissionais que buscam aperfeiçoamento e formação continuada, o que sua vez impactará negativamente na melhoria da qualidade do ensino.

Com um ou outro eleito, quem sairá perdendo são os educadores, os quais haviam conquistado o piso salarial após anos de lutas e um plano de carreira mais justo.
O aspecto positivo do fim do (des)governo Pimentel é que o Sindicato representante dos educadores deve acordar de sua sonolência. Após quatro anos de modorra no governo petista (Por que será?), em 2019 o Sindicato deve colocar o bloco na rua contra a tempestade porvir. Difícil é ter moral para convocar e unir professores descrentes numa estrutura falida devido ao uso sindical feito por alguns elementos para galgar cargos na administração ou obter capital político para disputas eleitorais. 


27.9.18

Atividade extraclasse

A leitura e a pesquisa são essenciais ao processo de aprendizagem em História. 

Contar com uma biblioteca com bons livros e espaço adequado contribui para a realização de aulas diferenciadas. 

Como temos a sala de leitura no CIEP, levamos as turmas do 7° ano para lá com o objetivo de pesquisar sobre a colonização da América por portugueses, espanhóis e ingleses.

Lá somos recebidos pela professora Celestes, gentil e educada como sempre.

Estudar vale a pena!


20.9.18

Formação continuada: dever e direito do professor

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96 estabeleceu que a formação continuada dos docentes é um dever e um direito. Isso porque o poder público entende a necessidade constante de atualização dos educadores para que este possa enfrentar de forma qualificada os desafios inerentes à sua profissão.

Portanto, em linhas gerais, o professor não pode parar de estudar. Acontece que tem muita gente na escola que não gosta de estudar, não lê, não reflete, não produz, ensina mal e se acomoda. Pior do que isso, há gestores que não incentivam a formação continuada, isto é, não estimulam os educadores a buscarem novos conhecimentos, se aprimorar, frequentar cursos de pós-graduação, de extensão, ou a participar de congressos e palestras.

Esse tipo de gestor vive escondido em saletas fazendo sabe-se lá o quê, mal conhece a realidade da escola e, por isso, tem a reprovação da maioria absoluta da comunidade escolar. O gestor com esse perfil não é líder. Um líder inspira os seus comandados a alçarem vôos mais elevados, a buscar novos conhecimentos e a multiplicá-los entre os alunos, o fim de todo o processo educacional.

Analisemos a seguinte hipótese,  o mal gestor, ranzinza e burocrático, vê na falta do professor que vai estudar ou frequentar algum curso ou congresso um problema. Alunos ficariam sem aula por um ou dos dias, o diretor teria que trabalhar para preencher essa lacuna, mas convenhamos, tem diretor que não gosta de trabalhar, não é? Por isso ele impõe todo tipo de dificuldade ou de aborrecimento para que o professor não busque a formação continuada.  O bom gestor, pelo contrário, é alguém que possui boa formação, jamais se acomoda e não para de se atualizar, ele vê, nesse caso, uma oportunidade para o trabalho do docente ser aperfeiçoado. Enquanto o bom gestor sabe que um profissional mais qualificado impactará positivamente no ensino e na formação dos educandos, o mau gestor vê a ausência temporária de pessoal como um problema, algo que deve ser evitado, pois isso lhe acarretará uma sobrecarga. Quem está preocupado com a qualidade da educação: o bom ou o mau gestor? E quem está preocupado consigo mesmo e em manter sua rotina de modorra (ficar na frente do computador, atento às redes sociais ou tergiversar sobre temas alheios à escola...): o mau gestor ou o bom gestor? 

O mau gestor, se tivesse competência e disposição para o trabalho, de fato, sabe elaborar um simples plano de ação para suprir a ausência do educador que foi estudar. O bom gestor faz isso e estimula o docente a fazer as aquisições necessárias ao aperfeiçoamento contínuo de suas habilidades e competências.
Somente com formação continuada, que não precisa ser sempre fora da escola, a educação irá avançar e teremos um ensino com mais qualidade. Importante frisar que a formação continuada precisa ocorrer também dentro das escolas, em momentos oportunos, como as reuniões pedagógicas. Porém, o que se verifica na realidade é que as reuniões são momentos enfadonhos, monótonos e pouco proveitosos que se resumem a:
  • Transmissão de avisos dos órgãos superiores para a ciência do corpo docente;
  • Acusações generalizantes, como: "tem gente que chega atrasado"; "alguns não dão aula direito"; "tem gente que falta e não apresenta atestado"...;
  • Exibição de vídeo e mensagens de auto-ajuda copiadas na internet;
  • Realização de dinâmicas sem sentido, exemplo "a dinâmica do abraço".
Por que tais reuniões são contraproducentes? Ora, pois são conduzidas por pessoas desqualificadas, é simples! Elas não são capazes de inovar, de fazer algo diferente e que seja relevante, construtivo e produtivo para toda a equipe da escola. Gente que se acomodou no cargo, que ocupa por décadas, gente que não estuda (ou estuda pouco) tem uma visão turva da complexidade de uma escola e do fazer educacional. Poderíamos esperar algo diferente de gente mal formada? Claro que não, pois não se pode nutrir expectativas sobre a mediocridade.

Precisamos passar a educação à limpo e isso começa por termos nas salas de aulas os melhores professores e os melhores gestores na liderança da escola e da área pedagógica.


Texto de Helio Brummas

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