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10.11.12

O início da colonização portuguesa no Brasil

Os alunos do 7º ano do CIEP 280 estão estudando como começou a colonização do Brasil pelos portugueses.

Aprendemos que, nas primeiras décadas do século XVI, os portugueses deram pouca importância para a América, pois estavam muito ocupados com o lucrativo comércio das especiarias no Oriente.
Contudo, a presença de navios de outros países como, por exemplo, da França, no litoral do Brasil, alertaram os portugueses para o risco de perder suas terras.

A partir de então os lusitanos começaram a fundar feitorias para policiar o litoral brasileiro, além de enviarem expedições colonizadoras para guarnecer a costa, ocupar as terras e evitar que elas fossem invadidas e tomadas pelos concorrentes europeus.

Nesse sentido, em 1531 chegou ao Brasil  Martim Afonso de Sousa, um nobre português, que comandava uma expedição com cinco navios e mais de 400 homens. Além de explorar a costa brasileira. Martin Afonso de Sousa fundou a primeira vila portuguesa no Brasil - São Vicente, no litoral de São Paulo.

Fundação de São Vicente (1900) - óleo sobre tela de Benedito Calixto. Museu Paulista-SP
São Vicente atualmente. Um belo local para se visitar!
O nobre português também trouxe para a colônia as primeiras mudas de cana de açúcar, que posteriormente seria amplamente cultivada no Nordeste brasileiro.

O pau-brasil, árvore que crescia abundantemente ao longo do litoral brasileiro, foi a primeira atividade econômica explorada pelos portugueses. Eles forneciam quinquilharias (espelhos, facas, miçangas, pentes e anzóis) para os índios, em troca de que esses cortassem as árvores e as levassem até os navios.
Desmatamento - foi uma das consequências da exploração do pau-brasil, árvore da qual os portugueses extraíam tinta vermelha usada para tingir tecidos.

Para promover com mais intensidade a ocupação dos territórios na América portuguesa, o rei de Portugal adotou, em 1534, o sistema de Capitanias Hereditárias, o qual consistia em ceder faixas de terras para nobres, militares e comerciantes portugueses interessados em povoá-las. Com essa medida, a Coroa esperava colonizar suas terras e arrecadar impostos dos colonos.
Será que os povos indígenas que viviam no Brasil gostaram das Capitanias Hereditárias?

O sistema de capitanias não funcionou bem, devido a falta de investimentos dos capitães donatários (pessoas que recebiam as capitanias do Rei) e aos conflitos com os índios, que não aceitaram a ocupação de suas terras e nem o trabalho escravo.
Índios em luta contra os europeus. A colonização não ocorreu pacificamente.



Com o fracasso do sistema, a coroa nomeou um governador-geral, para representar o Rei na colônia, a partir de 1548. O governador tinha como principais atribuições administrar a colônia, aplicar a justiça, procurar por metais precioso, dentre outras.

O primeiro governador-geral foi o militar português - Tomé de Souza - que chegou no Brasil em 1549, mesmo ano em que fundou Salvador, que se tornou a sede da Administração na colônia.
Tomé de Souza chega ao Brasil em 1549, para administrar a colônia portuguesa.
O governador fundou vilas, fortes e prédios administrativos. Ele trouxe consigo Jesuítas, ordem religiosa que tinha o objetivo de catequizar os nativos, que o ajudaram a pacificar os índios. Após a paz, índios e portugueses retomaram a prática do escambo (troca de mercadorias por). Tomé de Souza restringiu a escravidão somente aos indígenas que resistissem à colonização. Seu mandato durou até 1553, quando foi sucedido por Duarte da Costa.



11.9.12

A transferência da Família Real para o Brasil

Slides com informações do contexto histórico da mudança da família real portuguesa para o Brasil, em 1808 e as consequências que tal fato provocou na próspera colônia no trópico Sul.


Avaliação






25.8.12

Hábitos alimentares no Brasil Colônia


A turma 7º 9 da E. E. Luiz Salgado Lima está estudando a colonização do Brasil.
No final do bimestre passado começamos um projeto sobre o cotidiano e a alimentação dos colonos, escravos e índios que viviam na terra do pau-brasil.

Na semana passada fizemos cartazes com imagens, textos e lendas indígenas sobre alguns alimentos, como a mandioca, por exemplo. O trabalho ficou muito bom e ainda resultará em um festival de Gastronomia Colonial, que está previsto para segunda-feira, dia 27/08!

Os alunos ficaram interessados no tema e todos se envolveram com os estudos, a leitura dos textos que levamos para a sala de aula, além da realização de pesquisas e atividades que postamos aqui no blog.

Esperamos que todos eles continuem se dedicando e caprichando nos estudos. Confiram as fotos do trabalho desta turma, que está ficando cada dia melhor!

FOTOS AQUI.

15.4.12

[RESUMO] Jesuítas no Brasil

 Ruínas da época jesuítica em São Miguel das Missões - RS

  • A Companhia de Jesus foi criada na França, em 1534, pelo espanhol Inácio de Loyola

  • A atuação da Companhia de Jesus está relacionada à Contra Reforma da Igreja Católica, a qual pretendia recuperar os fiéis perdidos com a Reforma Protestante.
  • Seus membros eram evangelizadores itinerantes, depois começaram a se fixar em determinados locais para desenvolverem o seu trabalho a longo prazo.
  • Eles construíram muitos colégios na Europa e na América, utilizavam a educação como instrumento de evangelização dos fiéis.
  • A partir de 1549 vários Jesuítas vieram para o Brasil, dentre eles os padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, com o objetivo de catequizar as populações nativas, isto é, os índios.
  • Os núcleos jesuítas foram instalados na Bahia, São Vicente e no Rio de Janeiro. Os colégios criados na América Portuguesa ensinavam retórica, humanidades, gramática grega e gramática latina.
  • Os jesuítas também aprenderam a língua Tupi e sistematizaram-na em uma gramática. "Para comunicar-se com os nativos , os missionários inventaram a língua geral, idioma que misturava elementos do português, do espanhol, de línguas africanas e nativas, como o guarani e o tupinambá." (AZEVEDO, G. C, SERIACOPI, R. História em movimento - o mundo moderno e a sociedade contemporânea. São Paulo: Ática, 2010. p. 61). 
  • Para catequizar os índios e convertê-los ao catolicismo, os jesuítas utilizavam a música e o teatro, o que atraía os nativos, sobretudo, as crianças.
 Padre Antônio Vieira convertendo os índios no Brasil - século XVII
  •  As missões/reduções: Eram aldeias fundadas em diversas partes da colônia, onde os jesuítas reuniam os índios para catequizá-los e fazê-los abandonar seus antigos costumes, tais como o politeísmo, a poligamia, a antropofagia, etc.
  • As missões reuniam centenas de índios, lá eles aprendiam, além da doutrina cristã-católica, o artesanato, a agricultura, a criar o gado dentre outras coisas.
  • Muitas missões eram atacadas pelos caçadores de escravos e bandeirantes paulistas, que buscavam por índios para escravizá-los. Os jesuítas se opunham à escravidão dos índios, por isso contrariavam os interesses dos colonos e fazendeiros que necessitavam de mão de obra.
 Aldeia dos tapuias - Rugendas, séc. XIX.
  • A Cia. de Jesus cresceu bastante e seu trabalho teve sucesso nas colônias europeias, na América, África e na Ásia. Em 1759, o primeiro ministro português - Marquês de Pombal, ordenou a expulsão dos jesuítas de todos os territórios portugueses.
Marquês de Pombal: exemplo de déspota esclarecido.
  • Pombal pretendia separar os interesses religiosos dos interesses estatais, e criar um governo laico.
  • O governo português extinguiu as instituições de ensino jesuítas e assumiu o controle da educação na colônia, mas teve problemas para encontrar substitutos para os professores jesuítas. Com essa medida o sistema educacional ficou precário.
  •  Em 1842 os jesuítas puderam retornar ao Brasil, porém não conseguiram retomar o destaque que tiveram no passado. Mas deixaram um importante legado cultural, religioso e educacional nos locais onde atuaram. 
A ordem mantém colégios no Brasil até os dias atuais. Acima, fachada do Colégio Jesuítas em Juiz de Fora (MG). 

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