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2.3.19

O racismo na história do Brasil: mito e realidade


A historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Universidade de São Paulo, é autora da obra que intitula esta postagem. No livro, de caráter paradidático, com linguagem acessível e informações objetivas e esclarecedoras a professora traça a trajetória do racismo no Brasil. 

Ela trabalha com inúmeros conceitos, teorias e ideias que, ao longo da história, serviram para justificar e legitimar o domínio de um povo sobre outros, os quais eram considerados inferiores, seja do ponto de vista religioso, cultural ou étnico-racial.

A leitura é bastante prazerosa e importante, ainda mais se consideramos que no Brasil o problema racial ainda é uma realidade. Vários estudos e pesquisas demonstram a desigualdade entre brancos e negros, fato que é resultado do processo histórico de escravidão imposto aos africanos, algo que se reflete na sociedade até os dias atuais.

Confira alguns boxes extraídos do livro:   









CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. O racismo na história do Brasil: mito e realidade. São Paulo: Ática, 2006.

1.6.15

[RESENHA] Estou lendo...

A obra Quem é bom já nasce feito - sanitarismo e eugenia no Brasil (Editora DP&A, 2003) - foi escrita por André Mota, professor e historiador formado pela USP. 

O autor aborda a trajetória do movimento sanitário e sua estreita relação com os eugenistas brasileiros, os quais defendiam o saneamento da raça brasileira entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

Mota demonstra a crescente influência dos médicos, considerados heróis da regeneração nacional , sobre as políticas públicas brasileiras no início da República.

Médicos como Oswaldo Cruz se tornaram peças chave no projeto nacional que aspirava depurar a raça brasileira através do sanitarismo e do eugenismo.

No campo do sanitarismo, o projeto nacional de construção de um Brasil progressista se pautava no saneamento dos sertões e de suas gentes e na modernização das cidades, como a que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1903 durante o governo do prefeito Pereira Passos.

Já a eugenia, que é a ciência do melhoramento da raça, deveria fornecer subsídios para as políticas públicas que tinham por objetivo embranquecer o povo brasileiro, para que o país alcançasse o nível social e econômico das nações europeias e da norte-americana, tomadas como referência em termos de civilização.

Nesse sentido, intelectuais, médicos e políticos defendiam, com fervor, a implementação das prática eugênicas no Brasil, tais como o incentivo governamental a entrada de imigrantes europeus no país, a restrição de casamentos inter-raciais dentre outras medidas que pudessem fortalecer a herança europeia do povo brasileiro.

Oliveira Vianna, intelectual e jurista de elevado destaque nacional, foi um ardoroso defensor da eugenia e do branqueamento do povo brasileiro. Ele dizia que o negro seria "a verdadeira tragédia da nossa desordem somática e psicológica" (OLIVEIRA VIANNA apud MOTA p. 52).
Portanto, somente com a implementação dos princípios eugenistas e sanitaristas o Brasil poderia superar o atraso econômico e as doenças que impediam o país de prosperar e figurar ao lado das potências Ocidentais.

Enfim, a leitura é esclarecedora e nos ajuda a perceber como as elites brancas e dirigentes do Brasil se apropriavam das ideias raciais e científicas formuladas e discutidas na Europa e nos EUA, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. 
Com isso, pretendiam forjar um projeto de nação excludente e conservador, valendo-se de argumentos médicos e científicos, para justificar ações governamentais que, na maioria das vezes, não contribuíam para melhorar a vida da população brasileira. 



2.3.15

Novo artigo publicado

Nosso texto "O celular como ferramenta de leitura e de aprendizagem" está publicado no site do jornal O Registro.
Clique sobre a imagem para acessar e ler.

1.3.15

[RESENHA] Estou lendo...



Brasil: do café à indústria, escrito pelo pesquisador Roberto Catelli Jr. e publicado pela Editora Brasiliense, é uma obra que aborda a economia brasileira no final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

O autor delimita sua pesquisa ao estado de São Paulo, que naquela época era o principal produtor de café do país, o bem comercial mais rentável da economia brasileira.

Com a abolição da escravidão, em 1888, os fazendeiros paulistas começavam a se articular para substituir a mão de obra escrava pela mão de obra livre. Nesse sentido, eles cobravam do Governo federal e estadual medidas que subvencionassem a entrada de imigrantes no Brasil.

CAFÉ1935. Cândido Portinari. Pintura a óleo/tela

Pressionados, os governos atenderam aos clamores dos poderosos cafeicultores e adotaram diversas medidas que visavam facilitar a entrada de imigrantes europeus no país, principalmente italianos.

Os imigrantes europeus chegavam aqui e seguiam para o campo, onde enfrentavam uma dura realidade - baixos salários e exploração por parte dos fazendeiros.
Como o autor menciona ao longo do texto, os cafeicultores paulistas só estavam preocupados em substituir o antigo escravo, por quem quer que fosse. Eles não estavam preocupados em tratar os imigrantes como trabalhadores livres, que tinham direitos e deveriam ser respeitados.

Hospedaria dos imigrantes. Construída entre 1886 a 1888, no bairro Brás, em São Paulo.


A exploração do trabalho imigrante gerou diversos conflitos no campo e obrigou os governos a intervirem novamente, criando órgãos que mediassem os conflitos entre fazendeiros e trabalhadores.

A riqueza proporcionada pelo café possibilitou a São Paulo iniciar um processo de industrialização. Os fazendeiros se tornavam banqueiros e investiam somas significativas em fábricas. Essas eram indústrias leves, que fabricavam principalmente tecidos.

Muitos trabalhadores imigrantes insatisfeitos com a vida nas fazendas ou seguiam para as cidades, para trabalhar nas fábricas, ou se mudavam para pequenas roças e sítios.

O fato é que a industrialização do Brasil alterou sua característica econômica - o país deixou de ser um país tipicamente agrário-exportador e iniciou um processo de criação de fábricas, o qual foi reforçado a partir de 1930, quando Getúlio Vargas assumiu o poder.

O Estado brasileiro, além de interferir na economia, passou a regular o trabalho, criando uma legislação que trazia alguns benefícios e direitos para os trabalhadores, como forma de acalmar as massas populares e manter as elites satisfeitas com os lucros advindos do café e, depois, da produção fabril.

É uma boa leitura para quem quer compreender um pouco mais sobre a relação entre a sociedade, a economia e o Estado.

17.2.15

Fotos e vídeos do Prêmio VivaLeitura 2014

As fotos e vídeos do prêmio nacional VivaLeitura 2014 estão online.



Para conferir as fotos, clique aqui.

Para assistir aos vídeos, basta clicar aqui.

Descubra os benefícios da leitura


Comece a praticar agora. Clique aqui e leia nosso texto no site do Tribuna do Povo.

21.12.14

Final do Prêmio VivaLeitura 2014 é destaque no Portal do MinC

O Portal on-line do Ministério da Cultura (MinC) destacou a premiação dos finalistas do Prêmio VivaLeitura 2014,  em cerimônia ocorrida no Salão Nobre do Congresso Nacional (Brasília-DF), no dia 16 de dezembro de 2014.

Participei do Prêmio na Categoria 2 - Escolas públicas e privadas, a qual recebeu o maior número de projetos inscritos, segundo informação das organizadoras. 
Finalistas do Prêmio posam com seus troféus e autoridades presentes.
Meu trabalho "O celular como ferramenta de leitura e de aprendizagem" (veja mais sobre o projeto nos slides abaixo) ficou entre os 5 finalistas. Não ganhei o prêmio em dinheiro, mas recebi a honra de estar na final e de ter participado de um momento tão solene e importante para a minha carreira.



Quero agradecer mais uma vez aos meus alunos, especialmente os estudantes do 9º ano da E. E. Luiz Salgado Lima, que participaram diretamente deste trabalho. Agradeço também aos meus companheiros de escola, os quais me incentivam e me estimulam a melhorar sempre. Sou muito grato à minha esposa e à minha família e, principalmente, a Deus por ter me presenteado com essa vitória, a Ele eu rendo toda a Glória!

Clique sobre a imagem abaixo para conferir a notícia no site do MinC:


11.12.14

Final do Prêmio VivaLeitura é destaque no CRV

A final do Prêmio VivaLeitura 2014 também é destaque no Centro de Referência Virtual do Professor  (CRV).



Para ler a matéria sobre o Projeto Finalista de Leopoldina, clique sobre a imagem abaixo:


10.12.14

Notícia sobre o Prêmio VivaLeitura no Portal do MEC




Clique sobre a manchete abaixo para ler a notícia completa!



9.12.14

Estamos na Final!

Nosso projeto foi selecionado para a grande final do Prêmio VivaLeitura 2014!









Clique na imagem abaixo para conferir o resultado:


Agradecemos a Deus e aos nossos familiares, amigos e alunos por terem nos proporcionado essa grande oportunidade.

A cerimônia de premiação ocorrerá no Salão Nobre do Congresso Nacional, em Brasília (DF), no dia 16 de dezembro.

Obrigado!



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