8.5.25

Leão XIV é o novo papa, mas alguns queriam uma leoa

Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária" discutindo sobre qual o perfil deveria ter o novo papa.


Para um deles o novo papa deveria ser filipino, pois lá tem muitos habitantes e o catolicismo está em expansão no país. Outro disse que poderia ser um africano... 
Aí veio a derradeira "conversa fiada", "blá-blá-blá", coisa de gente a toa que não tem o que fazer. Um dos "analistas" gostaria de mais "espaço para as mulheres na Igreja".

Essa gente não tá nem aí para as condições de vida das mulheres, de modo geral, mas acham bonitinho, "politicamente correto" defender mais espaço para as mulheres na Igreja.

Por acaso, as mulheres são maltratadas pela Igreja? As mulheres querem conduzir a celebração da missa,  assim como os padres? 

Não importa se a referida instituição promove campanhas de solidariedade e de fraternidade e concede espaços para os diversos grupos que fazem parte da sociedade. Os "identitários" acham bonitinho afirmar que as mulheres precisam de "empoderamento" (palavra feia, que nem é encontrada em alguns dicionários. Onde será que surgiu? É provável que tenha nascido em alguma tese genial de doutorado...).

Essa gente faz barulho, forma consciências, faz lavagem cerebral, estão nas mídias e nas redes sociais. Assim, vão tentando influenciar pessoas e fragmentar, cada vez mais, uma sociedade marcada profundamente pela violência, pelo descaso e pela pobreza. 

Não é uma papisa e nem a ampliação dos espaços para mulher na Igreja que irão mudar a realidade dos miseráveis do mundo.  São políticas públicas sérias, em todas as áreas essenciais para a vida e para a Civilição, e distribuição de renda que garanta dignidade efetiva para todos, algo muito mais relevante e que vai muito além da conversinha fiada sobre a cor ou o sexo dos indivíduos que ocupam os cargos de poder.

24.1.25

História e Cinema

O Brasil está, novamente, representado no Oscar com o filme "Ainda estou aqui", ele concorre nas categorias Melhor Filme e Filme Internacional.


Fernanda Torres concorrerá na categoria Melhor Atriz , a mesma que sua mãe, a atriz Fernanda Montenegro, disputou 26 anos atrás pela atuação no filme "Central do Brasil". 



Naquela ocasião Montenegro não foi a vencedora, embora merecesse. Vamos ver se desta vez, Fernanda Torres terá melhor sorte.



A repercussão das indicações está dividindo opiniões entre os internautas brasileiros. O filme recria o drama de uma família que perde um de seus membros para o regime militar e, lamentavelmente, há alguns que defendem o autoritarismo, o abuso de poder e a tortura. 

Há quem torça contra o Oscar de Fernanda Torres, como quem torceu contra Lula na eleição disputada com Bolsonaro. A polarização política também atingiu o cinema e a arte, tal é o estado doentio da sociedade brasileira. 

3.1.25

Janeiro: época de manga

É bastante comum encontramos mangas à venda em hortifrutis e supermercados nas cidades brasileiras. Assim como é possível notar a existência de árvores de mangueiras em diversos lugares, como nas margens de estradas, ruas e quintais o que causa a impressão de que a espécie é nativa do Brasil. 

Porém, isso é um engano. A manga veio de longe, provavelmente da Índia. Ela foi introduzida no Brasil no século XVII, pelas mãos dos colonizadores portugueses.

Essa fruta de origem asiática adaptou-se muito bem ao clima tropical e, logo, ganhou o gosto dos brasileiros. 

Há diversos tipos de manga, que são cultivadas em todo o país, como a espada, rosa, palmer entre outras.

A fruta é rica em vitaminas A, C e E, antioxidantes, fibras e minerais. /span>

O Brasil é um dos maiores exportadores de manga. Ela é um dos frutos mais consumidos no mundo.

A mangueira,  árvore que produz a manga, pode alcançar 30 metros de altura e ela começa a frutificar, em média, dois anos após o plantio.


 

D. João VI, que se mudou para o Brasil em 1808, devorava 5 mangas descascadas após o almoço e comia mais no lanche da tarde.

24.12.24

Descaso governamental com infraestrutura coloca vidas em risco

O acidente do dia 22 de dezembro de 2024, quando uma ponte entre Tocantins e o Maranhão desabou, poderia ser evitado e vidas poderiam ter sido poupadas.


Além das preciosas vidas perdidas na queda da ponte, caminhões que carregavam produtos químicos também caíram no rio e contaminaram as águas, comprometendo o meio ambiente e o abastecimento de diversas cidades.

Infelizmente, uma reportagem da Folha de São Paulo revelou dados preocupantes sobre outras pontes que estão sob os cuidados do Governo Federal. O levantamento mostrou que outras 727 pontes estão em estado crítico ou ruim, semelhante à ponte que desabou nesta semana. 

A falta de manutenção e de cuidados do Governo acaba colocando em risco a vida das pessoas, as quais precisam trafegar por estes lugares.

A perguntas que ficam são: para onde estão indo os bilhões de reais aprovados pelo Congresso Nacional? Por que os Governos não mantém uma política séria de investimentos públicos na manutenção de nossas estradas? Até quando a farra com o dinheiro público vai continuar?

No passado, já tivemos um presidente, Washington Luís, para quem governar era construir estradas. Seu mandato foi de 1926 até 1930, ocasião em que inaugurou as rodovias Rio-Petropólis e São Paulo-Rio.


O presidente priorizava o desenvolvimento econômico e a facilitação das comunicações pelas vias rodoviárias. Estradas tem,  portanto, um grande valor estratégico pois possibilitam circulação  de  riquezas e a integração territorial. Se forem bem cuidadas, as estradas ajudam a promover o desenvolvimento e facilitam a vida das pessoas.

Por isso, é urgente resgatar a mentalidade "estradeira" de Washington Luís, assim é possível preservar as vidas,  evitar acidentes e desastres ambientais, além de garantir o desenvolvimento nacional. 

18.12.24

Você é o que você come

O mundo do trabalho alterou a forma como as pessoas se relacionam com o tempo. O dia a dia é cada vez mais acelerado e é comum escutarmos a expressão "não tenho tempo para nada".


Sem tempo sobrando, muitos trabalhadores recorrem ao fast food, um modo de se alimentar mais rápido e economizar tempo. 

Esses restaurantes estão presentes em todas as grandes cidades e facilitam a vida de quem têm pressa. 

Afinal, muitos de nós não consegue fazer as refeições em casa e não dispõe de tempo para cozinhar e saborear os alimentos.

Contudo, os alimentos oferecidos por estes estabelecimentos são criticados pelos médicos e profissionais da nutrição, devido à baixa qualidade nutricional. Há muito sal, açúcar e gorduras nas refeições rápidas,  os quais podem trazer inúmeros prejuízos à saúde.

Em 1986, foi fundado na Itália uma associação chamada Slow Food, que defende uma mudança no comportamento das pessoas e na relação que elas estabelecem com os alimentos. A padronização alimentar imposta pelos tempos atuais tem diminuído o interesse pela culinária regional e por suas tradições. 


A Slow Food posiciona-se a favor do direito da pessoa de se alimentar com prazer, desfrutando de alimentos preparados com ingredientes de qualidade. Deve-se respeitar o meio ambiente,  as tradições culturais e todos envolvidos na produção dos alimentos.


Graças aos princípios importantes defendidos pela Slow Food, esta associação tornou-se internacional e está presente em diversos países e conta com apoiadores em centenas de países. 




O desafio é imenso e a reflexão sobre nossos hábitos alimentares e a necessidade de mudanças são fundamentais para quem almeja uma vida mais equilibrada e saudável. 

17.12.24

Decifrando o documento histórico

Trabalhar com documentos históricos é desafiador, além de interpretá-lo com o devido cuidado, muitas vezes o historiador precisa decifrar o que está escrito.

O exemplo abaixo é uma carta de Monteiro Lobato para o médico Arthur Neiva. A carta está no CPDOC, na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. 


Consegue descobrir o que está escrito nessa carta?

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