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24.2.19

Compreensão da História

O que é a História?

Os estudantes se perguntam o tempo todo sobre isso e sobre o porque estudar História. O conceito implica diversas definições e a resposta para a questão é complexa, variando ao longo do tempo e das diversas tendências historiográficas. Não existe uma resposta simples e fechada para essa pergunta, todos os historiadores podem contribuir para a construção dessa resposta. Vejamos algumas dessas contribuições:

Para o historiador brasileiro Ciro Flamarion Cardoso (1942-2013) a História possui cientificidade. 
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Ao tratar de estruturas globais, como a economia, a sociedade e a cultura, áreas que estão sujeitas à regularidades que podem ser explicadas com métodos e conceitos a História lança mão de ferramentas que a tornam uma ciência. 

Já o historiador e filósofo norte-americano Hayden White (1928-2018), a História teria algo semelhante à Literatura, sendo incapaz de representar o real. 
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Para ele, a disciplina valoriza a escrita e a narrativa, aproximando-se, assim, de um gênero literário.

E. H. Carr (1892-1982), historiador britânico, não oferece uma definição em absoluto sobre o que seja a História. Segundo ele, há variáveis, como a sociedade e o tempo, que influenciam a definição do que é História. Carr busca diferenciar fato e fato histórico
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Segundo o estudioso britânico, o que separa um acontecimento comum de um fato histórico é a importância que o historiador atribui sobre um acontecimento: o fato histórico. O fato não fala por si, tudo depende da visão e da interpretação do historiador sobre o mesmo.

Outra definição interessante é do historiador francês, Paul Veyne (1930-), para ele a História não é uma ciência, mas também não é uma ficção.
Veyne argumenta que a História é narrativa, porém com personagens reais. Apesar de se basear em fatos e documentos, a História não consegue alcançar o real, uma vez que tanto os fatos quanto os documentos são parciais. A História é subjetiva, pois ela depende das escolhas de cada historiador.

Marc Bloch (1886-1944), historiador francês, define a história como a ciência do homem no tempo. Ele valoriza a interdisciplinaridade, isto é, a aproximação da história com outras ciências, como economia, sociologia etc, e defende o caráter científico da História. 

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Cabe ao historiador buscar a verdade e julgar os fatos.    

Eric Hobsbawm (1917-2012), historiador marxista britânico, foi um dos pensadores mais influentes de seu tempo. Para a ele, a História possui uma função política política. Segundo essa visão, o passado pode ser utilizado para legitimar ações no presente, como os conflitos étnicos e nacionalistas.
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Nesse sentido, cabe ao historiador apontar e criticar o uso indevido da História, sendo necessário perceber a diferença entre fato e ficção.

Fonte Histórica


"... tudo aquilo produzido pela humanidade no tempo e no espaço; a herança material e imaterial deixada pelos antepassados que serve de base para a construção do conhecimento histórico" (SILVA, 2005, p. 158). 

As fontes ou documentos históricos são essenciais ao trabalho do Historiador, elas permitem a ele investigar e reconstituir o passado, buscando compreender como os grupos sociais  viviam e se relacionavam uns com os outros.

Herança ou Patrimônio imaterial


Segundo a UNESCO: "O Patrimônio Cultural Imaterial ou Intangível compreende as expressões de vida e tradições que comunidades, grupos e indivíduos em todas as partes do mundo recebem de seus ancestrais e passam seus conhecimentos a seus descendentes".  Para o IPHAN, os "bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas)".

A roda de Capoeira, por exemplo, foi inscrita em 2014 na Lista Representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade. 

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A capoeira é arte e luta, ao mesmo tempo, os capoeiristas cantam, batem palmas e tocam instrumentos de percussão. 

As práticas, celebrações e a transmissão dos saberes tradicionais fazem parte da identidade e da História das pessoas e dos locais onde vivem, por isso são preservados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, entre elas estão:



  • Modo artesanal de fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, da Serra da Canastra e do Salitre em Minas Gerais. As origens da técnica de feitura do queijo vieram de Portugal, mas em Minas Gerais adquiriram características próprias, segundo a realidade local.
O modo artesanal de fazer queijo de Minas envolve o processo de cura.

  • Saberes e práticas associados aos modos de fazer bonecas Karajá, povo indígena que habita em parte da região centro-oeste e norte do Brasil. O ensinamento da confecção de bonecas tem sido passado de geração para geração pelos Karajá, e sua prática está relacionada aos costumes e à cultura das mulheres indígenas dessa etnia.
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Veja mais exemplos de bens imateriais registrados no IPHAN clicando aqui.

Documentos ou fontes históricas materiais

São os vestígios e registros do passado, como fontes escritas, fontes iconográficas e fontes materiais. Vejamos.

ESCRITAS: Livros, jornais, certidões, testamentos, cartas etc.



ICONOGRÁFICAS: Pinturas, desenhos, fotografias etc.
Cafua



MATERIAIS: vestígios de construções, instrumentos, fósseis dentre outros.




Há também as fontes orais, que visam resgatar a memória de pessoas que vivenciaram fatos históricos. Tais fontes são importantes para auxiliar o historiador na reconstituição, na interpretação, preservação e registro dos acontecimentos mais recentes da História. Elas são obtidas por meio de entrevistas e tomada de depoimentos junto às agentes da História, isto é, aos indivíduos que fizeram parte do fato estudado.  



Bibliografia básica

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005.


Avaliação 

1. ENEM, 2022.


15.7.18

A fundação do Laboratório Químico Leopoldinense e a campanha do saneamento rural

Laboratório Químico Leopoldinense


Acervo de Luiz Raphael Domingues Rosa/Espaço dos Anjos
Laboratório Químico Leopoldinense  - Fundado em 07 de julho de 1927 pelos irmãos José Monteiro Ribeiro Junqueira e Custódio Junqueira, Graciema Junqueira e o químico Antenor Machado.

O laboratório era uma estrutura importante para a campanha de saneamento rural e a erradicação das epidemias, como a opilação, a varíola entre outras.

A Gazeta de Leopoldina, jornal de propriedade da família Ribeiro Junqueira, publicou uma nota, em 1933, louvando a aprovação de um remédio fabricado no laboratório Leopoldinense pelo Instituto Osvaldo Cruz. Segue o documento:

O medicamento em questão é o óleo de quenopódio, o qual era empregado no combate da ancilostomíase e da malária.

22.11.16

Exposição: Patrimônio, fontes e história dos jogos e brincadeiras

Hoje, os alunos da turma 6º ano 3 expuseram para o todo o turno da tarde o projeto preparado para a Semana de Educação para a vida.

Em nosso tema abordamos o patrimônio histórico e cultural que herdamos de nossos pais, através dos jogos e das brincadeiras. Os brinquedos evocam, no espectador, memórias de infância. Entre os mais velhos, quem nunca se divertiu jogando peteca confeccionada com penas de galinha ou brincou com boizinhos feitos com palitinhos espetados em chuchus? A imagem dos brinquedos revive, em nós, lembranças, trazendo à tona doces sentimentos dos tempos de outrora.

Além disso, os jogos e as brincadeiras são importantes documentos históricos, que revelam informações sobre a sociedade, seus valores e práticas culturais. Não está convencido disso? Então, vamos analisar, por exemplo, as bonecas e as panelinhas. Esses tipos de brinquedos são comuns em qual grupo social? Entre o grupo das meninas, todos irão responder. Mas o que esses brinquedos sugerem? Eles não indicam que as meminas devem aprender a ser domésticas, a saber cozinhar e a cuidar dos filhos? Por que não é comum as meninas ganharem de presente bolas de futebol ou brinquedos militares, tais como carros de guerra e bonecos fuzileiros? Ora, pois as brincadeiras refletem as práticas sociais, o machismo preponderante no mundo, a divisão do trabalho, as hierarquias e a ideia de que às mulheres cabe cuidar do lar. Os meninos, por outro lado, precisam praticar esporte, se fortalecer e se encantar pelo mundo das forças armadas, para no futuro servirem à sua nação. Ambos os gêneros começam a aprender essa divisão desde cedo, na infância. Através das brincadeiras e dos brinquedos eles vão interiorizando sua função social! Agora, perguntamos: os brinquedos são ou não são reveladores de aspectos sociais e culturais importantes para a compreensão de nossa sociedade e de nossa História? 

Nesse sentido, decidimos criar uma sala temática para resgatar e valorizar antigas cantigas de roda, folguedos e brinquedos tradicionais, os quais trazem consigo muito valor histórico. Tanto é que até os dias de hoje eles convivem com modernos aparelhos de vídeo-game e sofisticados equipamentos eletrônicos como os tablets e os smartphones.   

Os alunos também apresentaram para os visitantes, por meio de cartazes e da oralidade, as definições dos conceitos de fonte histórica, seus subtipos e o de patrimônio imaterial, isto é,  as práticas herdadas de nossos antepassados, como as cantigas e as brincadeiras tradicionais (pique pega, pique esconde, roda etc) dentre outras manifestações culturais. 

Além da exposição dos brinquedos e da palestra dos alunos, tivemos uma mostra de desenhos e de pinturas de Candido Portinari (1903-1962), com telas ilustrando as tradições lúdicas de nossa cultura.

Concluído o circuito artístico e patrimonial, os visitantes poderiam se testar no Quiz, caso acertassem 5 perguntas, sorteadas através do dado, ganhavam um brinquedo recheado com balas! 

A sala temática ficou muito bacana e atingiu o seu objetivo que é de reconhecer e valorizar o nosso patrimônio cultural, por meio da exposição dos jogos e brinquedos, tomando-os como fontes históricas, capazes de nos ajudar a compreender o passado e a entender as permanências e as mudanças que ocorrem na história da sociedade.  

1.3.16

Uma breve reflexão sobre o fazer do historiador

O grande historiador francês e um dos fundadores da célebre Escola dos Annales - Marc Bloch (1886-1944) - afirmou que a História é "a ciência dos homens no tempo" e que o seu objeto de estudo é, por natureza, o homem.




Para proceder ao estudo do homem e de suas ações no tempo, é imprescindível para o trabalho do historiador recorrer às fontes históricas. O eminente medievalista francês, Jacques Le Goff, ressalta a importância dos documentos na pesquisa histórica, evocando as palavras de Samaran, para quem "não há história sem documentos" e Lefebvre, segundo o qual "não há notícia histórica sem documentos". (História e Memória, 1990 p. 285).

Na Europa no final século XIX, a escola positivista determinava que as fontes, principalmente documentos escritos de caráter oficial, seriam determinantes para o trabalho do historiador. 




A respeito da manipulação do documento pelo historiador oriundo do método positivista, Fustel de Coulanges orientava que seu trabalho:


 "... consiste em tirar dos documentos tudo o que eles contêm e em não lhes acrescentar nada do que eles não contêm. O melhor historiador é aquele que se mantém o mais próximo possível dos textos" (COULANGES, 1888 apud LE GOFF, 1990. p. 283). 

Nessa perspectiva historiográfica, o documento é tomado como prova irrefutável da verdade histórica, não comportando interpretações pessoais, o que sugeria uma pretensa neutralidade da história-ciência.

Ainda sobre historiografia da escola positivista é importante ressaltar que ela privilegiava o estudo da política, da história diplomática e militar, além da vida dos personagens ilustres, em detrimento de temas recorrentes que passaram a ser escrutados pelos pesquisadores dos Annales, a partir de 1929. Temas como a família, a morte, a cultura popular, a longa duração, a permanência de estruturas sociais e mentais ao longo do tempo foram eleitos pelos adeptos da "nova história" como os assuntos prioritários em suas pesquisas. 

A revolução historiográfica dos Annales contrapunha-se ao método positivista. A partir daí, a história não se dedicaria mais apenas à dimensão política, mas passaria a analisar todas as atividades humanas, em suas  vertentes culturais, sociais e econômicas. Para tanto, a escola francesa que fundou a "nova história" pregava a necessidade dessa disciplina recorrer à interdisciplinaridade, isto é, a colaboração de métodos e conceitos de outras ciências e ramos do saber, como a economia, a sociologia, a linguística e etc.




Além disso, a proposta dos Annales mudou radicalmente a noção de documento histórico, bem como a abordagem que o historiador deveria ter com relação às suas fontes de pesquisa.
Se antes os documentos escritos e oficiais eram fundamentais para o fazer histórico, agora essa noção havia sido dilatada, fazendo emergir outras fontes de pesquisa para o historiador. A esse respeito, Samaran deixa claro a necessidade de haver uma revolução documental, tal qual foi perpetrada pelos Annales: "Há que tomar a palavra 'documento' no sentido mais amplo, documento escrito, ilustrado, transmitido pelo som, a imagem, ou de qualquer outra maneira"  (SAMARAN, 1961 apud LE GOFF, 1990. p. 285). 

Após 1930, o escopo documental aumentou significativamente, basicamente, qualquer vestígio humano - material ou imaterial - tornou-se um objeto passível de ser estudado na metodologia proposta pelos Annales.




Outro aspecto que sofreu significativa transformação foi o tratamento dispensado pelo historiador em relação ao documento. Após 1929, o documento deixou de ser visto como um repositório da verdade histórica. Agora o historiador enxerga o documento como algo que deve ser investigado e questionado, além de ser relacionado com o seu contexto de produção. Era a história-problema. A crítica documental tornou-se um método fundamental para a compreensão da história e as fontes passaram a ser compreendidas como "um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder" (LE GOFF. op cit. p. 288). Cabe ao historiador se apropriar da realidade histórica, desmontá-la e, por meio da análise das fontes, dos indícios e da interdisciplinaridade compreendê-la. Importante ressaltar que, com o advento dos Annales, a pretensa neutralidade da história e do historiador foi severamente questionada. A esse respeito LE GOFF esclarece que: 


"A intervenção do historiador que escolhe o documento, extraindo-o do conjunto dos dados do passado, preferindo-o a outros, atribuindo-lhe um valor de testemunho que, pelo menos em parte, depende da sua própria posição na sociedade da sua época e da sua organização mental..." (LE GOFF, op. cit. p. 289).

Portanto, o historiador e os documentos não são capazes de ficarem alheios às influências de seu tempo, por isso o estudo histórico exige rigor, na tentativa de desvelar os segredos e as intencionalidades que ficam sob o véu das fontes e dos acontecimentos. Mas a pesquisa histórica também exige flexibilidade do historiador, pois, segundo Marc Bloch, "a história não apenas é uma ciência em marcha. É também uma ciência na infância: como todas aquelas que têm por objeto o espírito humano" (BLOCH, 1944. p. 35).

Sendo a história uma ciência em marcha, ela está em constante mutação metodológica e seus meios de produção de conhecimento nem definiram métodos rigorosos, matematicamente estabelecidos, tampouco seus resultados são convergentes para uma única explicação. Bloch lembra que o "monismo da causa seria para a explicação histórica simplesmente um embaraço" (BLOCH, 1944. p. 111).
Ademais, modelos explicativos no sentido galileano já se mostraram insuficientes para dar conta das particularidades da história.
Mais do que fórmulas e metodologias rigidamente definidas, o campo da pesquisa em história continua em aberto, com amplas possibilidades para abordagens e estudos, num caminho que ainda está longe de ser totalmente explorado.  

Bibliografia básica

BLOCH, Marc. Apologia da História ou Ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.

LE GOFF, Jacques. “Documento/Monumento”. In: História e Memória. Campinas, SP: Editora Unicamp, 1994.

13.4.15

Trabalhando com fontes históricas - 6º ano do Ensino Fundamental

Levamos para o 6º ano do Ensino Fundamental uma sacola com diversos objetos e, na medida, em que selecionávamos algum iríamos dialogando a respeito dele e qual sua importância para a vida humana e a História.

Assim, tentamos demonstrar que o campo das fontes históricas é ilimitado. Portanto, tudo ao nosso redor é passível de ser estudado e compreendido historicamente.

Os alunos escolheram algumas fontes que mais lhes chamou a atenção, pesquisaram e escreveram sobre elas. Note que eles conseguiram estabelecer relações entre as fontes e a realidade, seja a atual ou a histórica (no passado), entrelaçando os objetos de estudo com a sociedade, a economia, a literatura e a cultura humana.

Confiram:

O milho

O milho é muito útil, pois serve como alimento para todos e ajuda a prevenir e a combater certas doenças. Ele pode ser utilizado em comidas, como: canjiquinha, pipoca, milho cozido, angu, mingau, bolo etc.

O milho também pode ser usado como ração para alimentar os animais, como porcos e galinhas.



Antigamente, era muito comum as crianças usarem o sabugo do milho para fazer bonecos, colocando nele pedaços de tecidos e pregando com botões. Um exemplo de boneco feito com espiga de milho é o Visconde de Sabugosa, da turma do Sítio do Picapau Amarelo.

Ana Luíza Paixão Vieira


O Milho

O milho tem origem lá na América Central há sete mil anos. O milho serve para fazer vários tipos de comidas, como: bolo, mingau, sorvete, doces, salgados etc. 



Além disso, o milho também é muito importante na alimentação dos animais, como as galinhas e o gado.

Isadora Amorim Oliveira


Celular

Celular, ainda bem que você existe. Se você não existisse minha vida em comunicação seria horrível. Não iria poder conversar com ninguém pelo celular.
E ainda ficaria sem os meus aplicativos, que são facebook, tira selfie, twitter, WahtsApp, jogos e instagran.

Além disso tudo, eu escuto música, pesquiso e faço contas na calculadora. Na minha opinião, o celular fez muito para a sociedade.

Jeniffer F.



Relógio

O relógio existe há milhares de anos e podemos dizer que somos "escravos" do relógio, porque sem ele não seríamos nada.
Ele que marca o tempo de todas as nossas coisas, como por exemplo, hora de acordar, de tomar café, de tomar banho, de ir para a escola, de brincar e de fazer a lição...

A persistência da memória. Salvador Dalí (1931)

Existem vários tipos de relógio - relógio de sol, relógio de pulso, relógio de parede, relógio com algarismos romanos etc.

Os relógios movidos à pilha podem nos causar problema, pois quando a pilha passa da validade a gente acaba não notando e perde a hora. Assim, acabamos nos atrasando e perdendo a hora certa.

Emmanuelle Paixão Gonrado


O avião

O inventor brasileiro Santos Dumont é considerado o criador do avião. Ele criou essa invenção para transportar as pessoas mais rapidamente.



Infelizmente, os aviões também são utilizados para carregar bombas, armas e munições para as guerras.



Antigamente, o avião era usado somente por pessoas com melhores condições financeiras. Mas isso já mudou, pois muitos, hoje em dia, têm acesso a esse meio de transporte.

Mariana



Parabéns, turma! Os textos ficaram incríveis.

9.3.15

Jovens Historiadores

Um dos temas do 1º bimestre é a Introdução aos estudos da História.

Assim, falamos sobre a História enquanto Ciência Humana, sobre o Historiador e as fontes históricas, e a ideia equivocada de que a História é neutra e imparcial. Também conversamos sobre o fato de que cada um de nós pode fazer história todos os dias, o que nos torna agentes de nosso próprio destino e também da sociedade que nos cerca.

Para não ficar só na teoria, partimos para o campo. 
Destino: Centro Cultural do Carmo.
Nesse lugar há preciosidades da História e da Memória carmenses que ainda não foram devidamente mensuradas.

Antes de ir, fizemos uma oficina com os alunos sobre como se portar num ambiente Cultural e os cuidados que devemos ter com as fontes que iríamos manusear - exemplares do Correio do Carmo, do ano de 1935!


Os alunos realizaram os preparativos, levaram luvas cirúrgicas para evitar o contato direto entre as mãos e a fonte primária e para prevenir alguma irritação na pele, devido aos fungos e bactérias que impregnam as folhas do antigo informativo.

Os estudantes gostaram muito da experiência e do contato com uma fonte primária escrita. Muitos ficaram surpresos com as diferenças ortográficas, pois o português de antigamente era bem diferente do nosso. Outros se surpreenderam com os anúncios e com os artigos críticos e irônicos a respeito da política local e estadual.

Agora você fica com algumas fotos dos Jovens Historiadores do CIEP 280 e aguarde para ver o que eles irão produzir após este contato com as fontes históricas!







15.2.15

Avaliação de História on-line

Teste seus conhecimentos sobre os Estudos Introdutórios de História.

Referências de texto e slide para consulta:

Texto
Slides


Faça a avaliação on-line e bom estudo!



4.1.15

Imagem e memória

Hoje me deparei com uma fotografia interessante na internet que mostra a linda Praça Zequinha Reis, em Leopoldina, também chamada, popularmente, de Praça da Bandeira.

Eis a foto:
Praça da Bandeira. Disponível no Facebook em Leopoldina On-line.
A imagem, que parece um postal, tem em seu rodapé o nome: "Praça das Bandeiras", diferente de como a população a trata e registra, com a locução adjetiva no singular.

"A antiga praça da Bandeira teve seu nome mudado pela Lei nº 637, de 29.03.1968, para praça Zequinha Reis, numa homenagem a José Ribeiro dos Reis, fazendeiro, agro-pecuarista, industrial, um dos fundadores e diretor da Cia Fiação e Tecidos Leopoldinense." (CANTONI, N.; RODRIGUES, J. L. Nossas ruas, nossa gente. Disponível online em: http://www.cantoni.pro.br/ruas/Logradouros_Atuais_T_V_W_X_Z.pdf acesso em 04. jan. 2015).

O senhor Zequinha Reis atuou como prefeito da cidade entre 1948 e 1951 e, devido ao seu empreendedorismo, foi justamente homenageado e seu nome passou a denominar a praça, a partir de 1968.   

Embora a fotografia não tenha data, supomos que ela tenha sido registrada na década de 1960 ou 1970.

Não há sinal de nenhum veículo automotor, o que, provavelmente, sugere a intenção do autor do retrato em demonstrar a tranquilidade característica do lugar e, ao fundo, se vê um indivíduo em frente a uma grande casa.

O fotógrafo quis retratar a beleza natural do espaço, enfocando a vegetação, como as plantas no primeiro plano e o lago com a ponte logo atrás.

No aspecto central, os caminhos fazem curvas e são cercados por canteiros, onde há árvores de pequeno porte, talvez oitis, os quais fornecem sombra e ar fresco para os transeuntes. 

No horizonte mais distante do espectador é possível notar as montanhas, típicas de nossa região. Aqui elas ainda estão despovoadas, bem diferente dos dias de hoje, já que foram ocupadas e formaram novos bairros, como por exemplo, o Alto da Copasa.

A foto revela uma composição harmônica entre os elementos - natureza e construção humana - demonstrando um paisagismo simples, mas atraente e funcional. 

Como cresci na Praça da Bandeira, sempre ouvi dos moradores mais antigos sobre o quanto a praça era bela e um lugar prazeroso para se ficar. As pessoas iam até lá para conversar, descansar, tomar ar puro, e as crianças se esbaldavam com as brincadeiras de pique e de roda... O lugar era uma calmaria só, bem diferente da praça de agora.

Atualmente, a praça da Bandeira está cercada por bares, lanchonetes, sorveteria, farmácia e mercearias, que atendem aos moradores das redondezas e promovem um intenso fluxo comercial e de pessoas que se cruzam percorrendo as calçadas e os caminhos do largo, carregando suas sacolas. 

Nos dias recentes, o antigo lago agora está tomado por areia e parte dele virou um parque infantil cercado por grades.

A vegetação dos dias atuais perdeu em exuberância, quase não se vê flores e plantas em seus canteiros, restando apenas alguns oitis e um gramado mal cuidado, bastante castigado por pés nervosos que não respeitaram o calçamento.

Quando se aproxima o fim de semana, a praça fica cheia, e parte delas é invadida por mesas e cadeiras onde as pessoas se sentam para beber e se divertir.
As crianças estão sempre por lá, os menores vão ao parque, alguns ainda brincam de pique e outros não desgrudam dos tablets  e dos celulares.

O tempo passa e a Praça continua ali, encaminhando as pessoas pelas ruas que se conectam à ela, acolhendo os cansados em seus bancos, oferecendo alguma sombra para os que tem calor e buscam um abrigo, tem assistido ao aumento populacional e às mudanças nos costumes dos moradores. Impassível, ela também tem sofrido, ao longo do tempo, com as terríveis intervenções que a deixaram desfigurada e menos bela que outrora. 

18.10.14

O uso de fontes históricas na sala de aula - aspectos metodológicos

Professores são eternos estudantes, não param nunca de estudar.
Estou fazendo mais um curso de extensão da CECIERJ (Fundação Cederj), na área de Ciências Humanas. A disciplina que escolhi para este semestre foi História e fotografia em sala de aula.


O curso está sendo ótimo e os textos-base são excelentes. 

O último texto estudado no curso "O uso de fontes históricas no ensino de História: questões teóricas e metodológicas" aborda justamente os aspectos teóricos e metodológicos das fontes históricas nas práticas de ensino da Educação Básica.

Trabalhar com fontes ou documentos históricos em sala de aula é desafiador, por isso estamos sempre buscando novas metodologias e embasamento teórico para melhor aproveitar esses recursos no dia a dia escolar.

Abordaremos neste post, resumidamente, apenas as questões metodológicas que precisam ser consideradas antes de trabalhar com as fontes históricas nas aulas.   


Primeiro, é preciso esclarecer que na sala de aula não devemos utilizar as fontes tendo o objetivo de transformar estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio em historiadores. Os historiadores são profissionais cujo trabalho depende, substancialmente, das fontes ou dos documentos históricos e das perguntas e problemas que eles buscam responder a partir de interpretações e análises empreendidas em suas pesquisas.   


Já os estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio estão estudando História, conhecendo conceitos e aprendendo a compreender o contexto no qual as fontes foram produzidas. 

Portanto, o professor precisa trabalhar com fontes que sejam adequadas ao nível de aprendizado dos alunos, tomando alguns cuidados, a saber: o vocabulário, a extensão do documento e a adequação à faixa etária do público-alvo. Nesse sentido, de acordo com BITTENCOURT (2011), o emprego de fontes nas aulas de História deve  "...favorecer sua exploração pelos alunos de maneira prazerosa e inteligível, sem causar muitos obstáculos iniciais.”

Assim, se as fontes forem muito complexas e extensas, podem afastar os alunos, ao invés de aproximá-los do contexto em estudo. Para que ajudem na aprendizagem, os documentos devem ser acionados nos momentos de compreensão de um fenômeno histórico, de reforço de ideias e de busca de informações sobre a época estudada. 

Há uma variedade de fontes ou documentos históricos que podem ser explorados pelo professor em sala de aula. Os quatro principais grupos são: escritas, iconográficas, orais e materiais (leia mais sobre ela clicando aqui). Cada uma tem suas especificidades que devem ser conhecidas e seu conteúdo precisa ser problematizado pelo professor e estudantes.

As fontes nos fornecem informações a partir das perguntas que fazemos a elas, tais como: Quem a produziu? Qual foi a sua intenção? Qual é sua época histórica? Para quem fez? etc. 


Os livros didáticos atuais trazem muitas fontes e documentos históricos, tais como fotografias, cartas, jornais antigos, letras de música etc. Uma boa sugestão para o professor que pretende utilizar essa metodologia é a coleção História em documento - imagem e texto, de Joelza Ester Domingues, da Editora FTD. 


A obra tem muitos documentos seguidos de atividades, as quais permitem ao aluno, com a mediação do professor, desenvolver o raciocínio histórico. 

Enfim, o uso de fontes históricas nas aulas é desafiador, requer cuidados e prévio planejamento por parte do professor. Mas seu emprego correto no fazer docente facilita o processo de produção do conhecimento histórico, cria a consciência de preservar o patrimônio cultural da sociedade e permite aos estudantes se aproximarem do período em estudo, por mais distante que ele esteja do presente. 

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