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3.8.15

Retomando com o pé direito: A Mesopotâmia

Durante o recesso recebi uma mensagem da aluna Anna Luíza. Ela me enviou um imagem com um mapa da Antiga Mesopotâmia, que ela encontrara nas páginas do livro didático de Matemática.

Como havíamos estudado a Mesopotâmia no 2º bimestre, ela ficou surpresa por ter encontrado uma referência sobre um assunto de História no livro de Matemática.

Pedi a Anna Luíza que aproveitasse o achado para relembrar a matéria e fazer um pequeno relato. Olhem o que ela escreveu.

A Mesopotâmia

A Mesopotâmia é "uma extensa planície entre os rios Tigre e Eufrates" (pág 70).
A palavra  vem do grego e significa "terra entre rios ".



Foi nessa região que surgiu, por volta do ano 4000 a. C., a Escrita. Os mesopotâmicos inventaram a " Escrita Cuneiforme", que era gravada em tabuinhas feitas de argila. 
Eles também desenvolveram cálculos para registrar os impostos cobrados das pessoas. 

Os principais povos da Antiguidade que habitaram a região da Mesopotâmia foram: os babilônios, os assírios, os sumérios, os caldeus e os acádios. 

Antigamente, as pessoas que viviam lá faziam diques, barragens e canais de irrigação ao longo dos rios, para aproveitar as chuvas e levar a água absorvida para os campos onde cultivavam alimentos. 

Como a Mesopotâmia era uma região fértil, isso facilitava a fixação de populações, por isso os reis controlavam a população, cobrando impostos e administrando as obras públicas. 

Mesopotâmia também é conhecida como "O berço da civilização", pois lá surgiram os primeiros reinos e cidades.

Por tudo isso, seja no livro de Matemática ou no livro de História, a Mesopotâmia sempre terá espaço, pois deixou um grande legado para a Humanidade!

Anna Luíza Paixão Vieira
Aluna do 6º ano do Ensino Fundamental



Nota do Professor:

Parabéns, Anna Luiza, é muito bom ver alunas dedicadas pesquisando, produzindo e refletindo sobre a História. Continue assim!

13.5.15

Vivendo na Pré-História...

Imagine o mundo há 15 ou 20 mil anos atrás...

Como será que as pessoas viviam? Como se relacionavam e como se comunicavam? Do que se alimentavam?

Depois de estudarmos um pouco da pré-história e os seus períodos - paleolítico e neolítico - fizemos atividades, incluindo produção de textos e desenhos sobre o assunto estudado.

Olhem a seguir o lindo desenho da aluna do 6º ano 3. Ela representou com muito talento e criatividade um pouco da vida na pré-história! O desenho fala por si.


Parabéns, lindo trabalho!



13.4.15

Trabalhando com fontes históricas - 6º ano do Ensino Fundamental

Levamos para o 6º ano do Ensino Fundamental uma sacola com diversos objetos e, na medida, em que selecionávamos algum iríamos dialogando a respeito dele e qual sua importância para a vida humana e a História.

Assim, tentamos demonstrar que o campo das fontes históricas é ilimitado. Portanto, tudo ao nosso redor é passível de ser estudado e compreendido historicamente.

Os alunos escolheram algumas fontes que mais lhes chamou a atenção, pesquisaram e escreveram sobre elas. Note que eles conseguiram estabelecer relações entre as fontes e a realidade, seja a atual ou a histórica (no passado), entrelaçando os objetos de estudo com a sociedade, a economia, a literatura e a cultura humana.

Confiram:

O milho

O milho é muito útil, pois serve como alimento para todos e ajuda a prevenir e a combater certas doenças. Ele pode ser utilizado em comidas, como: canjiquinha, pipoca, milho cozido, angu, mingau, bolo etc.

O milho também pode ser usado como ração para alimentar os animais, como porcos e galinhas.



Antigamente, era muito comum as crianças usarem o sabugo do milho para fazer bonecos, colocando nele pedaços de tecidos e pregando com botões. Um exemplo de boneco feito com espiga de milho é o Visconde de Sabugosa, da turma do Sítio do Picapau Amarelo.

Ana Luíza Paixão Vieira


O Milho

O milho tem origem lá na América Central há sete mil anos. O milho serve para fazer vários tipos de comidas, como: bolo, mingau, sorvete, doces, salgados etc. 



Além disso, o milho também é muito importante na alimentação dos animais, como as galinhas e o gado.

Isadora Amorim Oliveira


Celular

Celular, ainda bem que você existe. Se você não existisse minha vida em comunicação seria horrível. Não iria poder conversar com ninguém pelo celular.
E ainda ficaria sem os meus aplicativos, que são facebook, tira selfie, twitter, WahtsApp, jogos e instagran.

Além disso tudo, eu escuto música, pesquiso e faço contas na calculadora. Na minha opinião, o celular fez muito para a sociedade.

Jeniffer F.



Relógio

O relógio existe há milhares de anos e podemos dizer que somos "escravos" do relógio, porque sem ele não seríamos nada.
Ele que marca o tempo de todas as nossas coisas, como por exemplo, hora de acordar, de tomar café, de tomar banho, de ir para a escola, de brincar e de fazer a lição...

A persistência da memória. Salvador Dalí (1931)

Existem vários tipos de relógio - relógio de sol, relógio de pulso, relógio de parede, relógio com algarismos romanos etc.

Os relógios movidos à pilha podem nos causar problema, pois quando a pilha passa da validade a gente acaba não notando e perde a hora. Assim, acabamos nos atrasando e perdendo a hora certa.

Emmanuelle Paixão Gonrado


O avião

O inventor brasileiro Santos Dumont é considerado o criador do avião. Ele criou essa invenção para transportar as pessoas mais rapidamente.



Infelizmente, os aviões também são utilizados para carregar bombas, armas e munições para as guerras.



Antigamente, o avião era usado somente por pessoas com melhores condições financeiras. Mas isso já mudou, pois muitos, hoje em dia, têm acesso a esse meio de transporte.

Mariana



Parabéns, turma! Os textos ficaram incríveis.

25.2.15

Mais desenhos do 6º ano e uma análise

Ontem postamos um lindo desenho representando o povo Suyá (Kisêdjê).

Apresentamos um pouco da cultura dessa nação indígena para os alunos, para refletir sobre a importância de ter disciplina e saber ouvir, como forma de adquirir conhecimento e se expressar bem.

Hoje, vamos postar mais três desenhos maravilhosos, porém iremos analisá-los e identificar como os índios do Brasil atual estão representados na mentalidade de nossos alunos, recém ingressos no Ensino Fundamental II.

Desenho da aluna Jeniffer Soares. Sala 3.

O primeiro desenho, feito por Jeniffer Soares, mostra dois índios Kisêdjê. Destacamos o da esquerda, que está sendo destratado pelo índio da direita.
Ele veste preto e seus olhos foram realçados, o que demostra que ele é um Ani mtai kidi (“não ouvir-compreender-saber”), pois não aprendeu a ouvir, logo não fala bem. Assim, o índio de preto é visto como um feiticeiro e é uma figura anti-social, não sendo acolhido pela comunidade.   

Arte da aluna Ana Luíza.

A segunda imagem é um belo trabalho de Ana Luíza. Ela pintou um cenário natural paradisíaco, com uma cachoeira, grama, árvore, pássaros e uma fogueira. Há também uma oca, que é a moradia dos índios.
O índio que ela desenhou possui adereços nas orelhas e nos lábios, portanto é um Ani mbai mbechi (que significa “ouvir-compreender-saber bem”).
Esse índio é sociável, é integrado à comunidade, trabalha, partilha seus bens e escuta os índios com mais experiência.

Na imagem, ele está sem camisa, segurando um arco e uma flecha, provavelmente, se preparando para caçar.

Aqui fica evidente a visão que a sociedade, de modo geral, tem cristalizada em sua mente a respeito dos índios. O índio está sempre carregando seu arco e flecha de madeira, vivendo dos recursos disponíveis na mata.

Será que todos os índios vivem assim? Será que sua alimentação ainda depende exclusivamente da caça? Eles só cozinham em fogueiras? Por que não podem possuir fogões a gás ou à eletricidade? 

Lápis de cor sobre o papel, por Jheniffer.
A última obra de arte também é reveladora do imaginário coletivo acerca do índio.
No desenho de Jheniffer Rodrigues, temos um índio seminu, sobre uma canoa, pescando.

À sua direita, repousando em uma rede, está outro índio. Aliás, o costume de dormir em redes foi, de fato, um dos legados que os índios nos deixaram.

O desenho explicita novamente a dependência do índio em relação à natureza. Seu alimento provém da pesca. Será que o índio não pode ir comprar o seu peixe? Ou viverá sempre pescando? 

A respeito da nudez, Jheniffer reproduz o índio, tal como Pero de Vaz de Caminha descreveu em 1500, na seguinte passagem de sua célebre carta.

"Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência."


Essas representações dos índios permeiam o imaginário coletivo. As pessoas acham que todo índio anda nu, vive no mato da caça e da pesca, mas a realidade não é bem assim.

Muitos índios hoje vivem em Terras Indígenas (Tis), territórios que foram demarcados para que as nações indígenas possam usufruir das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes. Nas terras indígenas, eles têm acesso à escola indígena, se dedicam a diversas atividades, como a agricultura e o artesanato, preservam alguns de seus costumes e tradições - rituais, danças, músicas e crenças, mas também possuem tecnologias, como celulares, computadores, acesso à internet, além de usarem roupas da "civilização branca".
Crianças da etnia Xavante utilizando aparelhos eletrônicos.

Há também índios que vivem nas cidades, frequentam a faculdade e exercem suas profissões.

Enfim, ao longo do tempo, os índios foram assimilando alguns elementos de nossa cultura urbana-industrial à sua cultura.
Afinal, cultura não é algo rígido e imutável, pelo contrário, ela está sempre mudando e se reinventando.

Então não se assuste se vir um índio de terno ou um índio usando o Wi-Fi do celular de última geração na fila do caixa eletrônico de um banco. Só porque eles assimilaram novos costumes à sua cultura não quer dizer que deixaram de ser o que são.



Concluindo, precisamos desconstruir alguns estereótipos a respeito dos povos indígenas do Brasil atual e trabalhar com nossos alunos que há múltiplas formas de se representar os índios do século XXI. 

24.2.15

Aprendendo com os índios

Começamos a trabalhar com os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental de maneira diferente neste ano.

Sempre iniciamos o ano letivo fazendo os "combinados", isto é as regras de convivência para os alunos na sala de aula.

Desta vez, optamos por contar para os alunos uma história da nação indígena Kisêdjê, povo que vive no norte do estado do Mato Grosso, com o objetivo de promover uma reflexão sobre disciplina.

Explicamos para os estudantes, das salas 3 e 4, que entre os Kisêdjê há uma cultura que valoriza bastante dois sentidos do corpo humano: a audição e a fala.

Por isso, esses índios decoram suas orelhas e lábios com discos de madeiras pintados, para ressaltar a importância que atribuem à esses órgãos.

Foto de um índio Kisêdjê. Harold Schultz, década de 1960.

Desde pequenos, os Kisêdjê são preparados para ouvir e falar e quando as crianças crescem, têm suas orelhas e lábios perfurados como um rito de passagem da infância para a fase adulta. Os índios que ouvem e falam bem são tratados com muito apreço na aldeia e são chamados de Ani mbai mbechi (que significa “ouvir-compreender-saber bem”).

Já aqueles que não aprenderam a ouvir, não possuem o conhecimento, logo não sabem falar bem e são associados aos feiticeiros que só conseguiram desenvolver o sentido da visão. Esses são classificados como Ani mtai kidi (“não ouvir-compreender-saber”).

Depois dessa conversa com os alunos, passamos algumas questões sobre os Kisêdjê, indagando sobre sua localização geográfica no território brasileiro, sua cultura e quais lições poderíamos tirar do modo de vida do povo indígena estudado.

Pedimos também, que os alunos fizessem um desenho para ilustrar o que aprenderam com a aula sobre os Kisêdjê.

Abaixo reproduzimos o desenho da aluna Jamilly M. Oliveira que, por um acaso, é filha de minha amiga dos tempos do Ginásio, a Jussara Barbosa. Pelo que pude perceber, Jamilly é tão aplicada aos estudos quanto era sua mãe.



Terminamos aqui, com um lindo desenho da Jamilly representando um índio Kisêdjê. Será que ela representou um Ani mtai kidi  ou um Ani mbai mbechi 

Parabéns a todos os alunos que se dedicaram e entenderam a mensagem da importância do saber ouvir para aprender!

10.2.15

Tem índio no Brasil?

O título dessa postagem traz uma pergunta que eu escutei de um aluno do 6º ano do Ensino Fundamental, depois que eu apresentei para turma um pouco da Cultura dos Suyá (Kisêdjê), povo indígena que vive no Mato Grosso.



Falávamos a respeito do quanto os Suyá valorizavam os sentidos da audição e da fala e que, devido a isso, enfeitavam suas orelhas e lábios com discos de madeira decorados com tinta. 

Foto: Harold Schultz, década de 1960. Disponível no site Povos indígenas do Brasil.

No passado, os adornos tinham um significado prático e cultural, indo além do estético. Eles marcavam ritos de passagem, quando, por exemplo, os jovens iniciavam sua vida sexual ou eram considerados adultos.
E, na prática, usar os adereços era algo importante. Os Suyá "afirmavam que a orelha furada era para ouvir-compreender-saber bem. Diziam ainda que o disco labial estava associado à agressividade e belicosidade, correlacionadas com a auto-afirmação masculina, a oratória e a canção". (Fonte: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kisedje/1227).

Portanto, quem sabe ouvir bem, adquire o conhecimento e a sabedoria para conviver bem em sociedade. Utilizamos esse exemplo para falar de disciplina para os os nossos alunos, os quais, geralmente, não gostam de ouvir. É preciso ouvir atentamente para aprender os conteúdos ministrados em sala de aula. Depois de ouvir e de aprender, é a vez do falar. Deve-se questionar, tirar dúvidas, partilhar experiências e demonstrar o seu aprendizado.

E respondendo à pergunta desta postagem. Sim, ainda há índios no Brasil. São vários povos e etnias que vivem espalhados por todo o território brasileiro. De acordo com o senso do IBGE (2010), no Brasil existem 817.963, o que corresponde a 0,44% do total da população Brasileira (Fonte: http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/quantos-sao/o-censo-2010-e-os-povos-indigenas). Eles se dividem em 241 povos, falantes de mais de 150 línguas diferentes!  

Viu só? Ainda há muito índio no Brasil, embora já tenha existido muito mais deles por aqui. Estima-se que antes da chegada dos colonos portugueses, em 1500, havia no território brasileiro cerca de 5 milhões de índios! Com o processo de colonização, as guerras, as doenças, a escravidão e a aculturação os números foram caindo.

Mas até os dias atuais os índios lutam para conquistar o direito à terra de seus antepassados e preservar o que sobrou de seus costumes, de suas crenças e de sua cultura. Além disso, os índios são muito importantes para a Cultura brasileira. Eles nos deixaram grandes contribuições, que estão vivas em nosso cotidiano, na alimentação, em nossa língua e em diversos costumes e aspectos que vivenciamos sem nos dar conta que herdamos muitas práticas culturais dos índios.

Por isso é importante aprender mais sobre nossa História e conhecer nossas raízes, europeias, africanas e indígenas.

Assista ao vídeo abaixo e descubra um pouco mais sobre os povos indígenas do Brasil.

11.8.14

Racismo, não!

No segundo bimestre, com a proximidade do início da Copa do Mundo, os alunos do 6º ano, turma 3 e 4 da E. E. Luiz Salgado Lima, pesquisaram e estudaram algumas manifestações de racismo no futebol. Nosso principal objetivo com essa proposta foi a de conscientizar os estudantes acerca da necessidade de ter igualdade étnica e racial em nossa sociedade, condenando atitudes preconceituosas, incompatíveis com o ideal de uma sociedade inclusiva e democrática.

Antes de pesquisarem, eles aprenderam e debateram em sala de aula o conceito de racismo e citaram vários exemplos de preconceito na sociedade, além dos últimos fatos que ocorreram no mundo do futebol, na América Latina e na Europa.

Assistimos e debatemos a um vídeo disponível na internet, o qual abordou as ocorrências de racismo no futebol com diversos depoimentos e análises de atletas, jornalistas e pesquisadores do tema.

Cada aluno fez um relatório, registrando sua opinião sobre o assunto, a qual foi socializada com a turma, num debate orientado pelo professor.  

Leia algumas produções: 

"O racismo é inaceitável  e muita gente sofre com isso. E ainda colocam apelidos ofensivos. Tanto o racismo quanto qualquer outro preconceito não deve ser alimentado por nós. Todo mundo tem que ajudar para esse racismo não voltar, pois só com muito amor seremos felizes". (Aluna Lohany). 

"O racismo é uma coisa que precisa mudar. Eu sugiro que todos parem, pensem e se coloquem no lugar de quem elas ofendem. Aposto que elas não gostariam. O mundo está péssimo. Não importa se a pessoa é branca, parda ou negra, todos nós merecemos respeito." (Aluna Vanessa).

Depois, fizemos um levantamento dos casos mais emblemáticos de racismo, todos ocorridos em 2014.
Em equipes, os alunos leram e discutiram as notícias sobre racismo, fizeram resumos das matérias e elaboraram cartazes com fotos e frases das vítimas do preconceito racial.

Confira alguns cartazes abaixo:
Caso Daniel Alves (Abril de 2014).

Caso Tinga (Fevereiro de 2014).

Caso Márcio Chagas (Março de 2014).

Em outro momento, para concluir esse pequeno projeto, eles leram e interpretaram um texto (ver material abaixo), depois responderam a perguntas sobre a origem do Futebol, o racismo na sociedade e no esporte e a superação do preconceito.



Importante destacar que todos chegaram a um mesmo entendimento, que o Racismo não tem vez no futebol, menos ainda em nosso dia a dia, pois somos todos iguais, nosso povo é historicamente miscigenado e, independente da cor da pele, o ser humano merece respeito.

Vocês estão de parabéns, turminha!

31.3.14

Mais Pré-História

Segue um resumo do conteúdo trabalhado no 1º bimestre com as turmas do 6º ano da E. E. Luiz Salgado Lima:

  • A Pré-História compreende um vasto período, desde o surgimento dos ancestrais dos Humanos até a invenção da escrita. Observe a linha do tempo abaixo:
  • Ao longo de milhões de anos, os primatas foram se transformando, adquirindo novas características até originar o Homo Sapiens (Homo = homem; Sapiens= inteligente), um antigo ancestral dos Humanos. Essa é a teoria da evolução das espécies, desenvolvida pelo cientista britânico Charles Darwin.
Ancestrais dos seres Humanos.
  • As ossadas mais antigas do Homo Sapiens, datadas de cerca de 150 mil anos atrás, foram encontradas pelos arqueólogos na África. Por isso, os cientistas afirmam que esse continente é o berço da Humanidade. De lá, o Homo Sapiens espalhou-se, gradativamente, para os outros continentes. Observe a rota das migrações no mapa abaixo:

  • Como os grupos humanos da pré-História não dominavam a escrita, os arqueólogos e demais cientistas estudam essa época através dos vestígios encontrados nos locais chamados de sítios arqueológicos. Ossos, restos de fogueira e comida fossilizada, roupas, ferramentas, armas de pedra e pinturas rupestres nas paredes das cavernas são exemplos de fontes de estudo encontradas em escavações.   
Pintura rupestre (E) e arqueólogo (D) investigando um sítio arqueológico no Piauí.
  • A arte pré-histórica, como as esculturas e as pinturas rupestres achadas em sítios arqueológicos, poderiam possuir um caráter mágico ligado ao culto da Natureza e da fertilidade feminina. 
Escultura feminina datada de 25.000 a 20.000 anos, chamada de “Vênus de Willendorf”. 
  • Vejamos agora como viviam os grupos humanos na Pré-história, nos períodos Paleolítico e Neolítico.
Paleolítico (pedra lascada): Compreende os anos entre 4 milhões a. C. e 12 mil a. C. 

Assista no vídeo abaixo a reprodução de uma caçada pré-histórica

  • Aqui predominava o nomadismo e a vida em pequenos grupos. A sobrevivência era obtida por meio da caça, pesca e da coleta de frutos.  
  • Os instrumentos e armas eram confeccionados de pedras, ossos e madeira. 
  • Achados arqueológicos evidenciam que o uso do fogo para se aquecer e cozinhar, cujo domínio pelos humanos ocorreu há 400 mil anos.

Neolítico (pedra polida): Começa no ano de 12 mil a. C. e termina por volta do ano 5 mil a. C.
  • Tem início a agricultura e a domesticação de alguns animais.
  • Os grupos tornam-se sedentários, o que possibilitou o surgimento de aldeias, o aumento populacional e a maior divisão do trabalho.
  • Armas e instrumentos continuam a ser confeccionados com pedras, porém tornam-se mais elaborados. Surgem novas invenções, como o moinho de pedra e o forno.

Idade dos metais: 5 mil a. C. até 4 mil a. C.
  • Os homens começam a utilizar o fogo para derreter os metais. O cobre, e depois o bronze, serão os metais mais utilizados na fabricação de ferramentas e armas mais duráveis e eficientes.
  • Nesse período começam a aparecer as cidades e a vida urbana começa a exigir maior divisão e especialização das tarefas, como as profissões de  ferreiro, agricultor, artesão, ceramista etc.

No ano 4000 a. C. surgiu a escrita, na Mesopotâmia. Esse fato tornou-se uma referência para marcar o fim da Pré-história e o início da Idade Antiga. A partir de então, a vida nas cidades e as relações sociais e de produção se tornam mais complexas. As cidades passam a ter um líder político, o qual a governa apoiado por um corpo administrativo de escribas, com a finalidade de regular a vida dos indivíduos, cobrar impostos e executar as obras públicas. Mas esse é assunto para a próxima matéria e novas postagens!

18.3.14

Confecção de objetos pré-históricos

Para concluir a matéria sobre a vida na Pré-história, os alunos do 6º ano colocaram a mão na massa, literalmente!

Com a argila fornecida pela escola, eles modelaram artefatos semelhantes aos achados arqueológicos, cujas fotos estão presentes no livro didático. 
O objetivo do trabalho foi despertar maior interesse dos estudantes pelo conteúdo e realizar um trabalho interdisciplinar com Artes. Missão cumprida!

Confira um pouco do que eles produziram:
 
 
 
 

Parabéns pelo empenho e criatividade!

14.3.14

Estudo e produções sobre a Pré-história

Os alunos do 6º ano da E. E. Luiz Salgado Lima (salas 3 e 4) estão estudando a Pré-História.
Muitos deles são interessados, participativos e estão aprendendo bastante sobre o tema.

Confira, a seguir, algumas atividades dos alunos de produção escrita e criação de história em quadrinhos sobre a vida das comunidades humanas no período Paleolítico:


(Atividade escrita: relacionar a vida nômade, os caçadores do paleolítico e a dependência da natureza)

"Os caçadores do paleolítico tinham uma vida diferente, chamada de vida nômade. Eles não tinham um lugar fixo, andavam por vários lugares procurando uma vida melhor. Naquela época, as pessoas dependiam muito da natureza, pois precisavam da caça, da pesca e da coleta de frutos e vegetais para sobreviver."
*Resposta do aluno Leandro R. M. - 6º ano 3.

(Criação de uma História em Quadrinhos sobre a vida no período paleolítico)


 (HQ produzida pela aluna Barbara R. P. - 6º ano 4).

Todos que se empenharam nas aulas e nas atividades estão de parabéns!!

4.11.11

Pesquisa on-line

Alunos do CIEP 280, do 6º ano, em ação pesquisando hábitos alimentares e a vida cotidiana dos romanos antigos na sala de informática:





Segue o roteiro de pesquisa que foi utilizado nessa aula diferenciada, a qual tem despertado bastante o interesse dos alunos:


2.9.11

PARA OS ALUNOS DO 6º E 7º ANO

Prezados estudantes,

Para facilitar a busca do material de estudo para as avaliações da próxima semana, posto abaixo os links para os slides. Basta clicar no link que lhe interessa que você será redirecionado para o post e poderá aproveitar o conteúdo dos slides. Bom estudo para todos!
Esforcem-se. 
Um abraço.

6º ANO (601, 602 E 603): Clique AQUI.


7º ANO (701 E 702) Clique AQUI.

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