Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens

19.9.17

Projeto do Karatê na E. E. Luiz Salgado Lima é destaque no Leopoldinense

O jornal Leopoldinense além de possuir um site de notícias tem sua versão impressa, que circula por toda a cidade.

Na última edição, do dia 16 de setembro de 2017, o periódico estampou na primeira página o registro do projeto "Karatê na Escola", que está sendo desenvolvido na E. E. Luiz Salgado Lima.

Confira a notícia a seguir:


A notícia também está no portal on-line do Leopoldinense e pode ser lida clicando aqui.


Agradecemos a atenção e o carinho de Luiz Otávio Meneghite e de João Gabriel Meneghite por apoiarem às nossas demandas e incentivarem nossos projetos através de seus espaços para divulgação.

6.9.17

Projeto "Karatê na escola" é destaque no portal de notícias Leopoldinense

Confira a matéria completa no site do principal periódico do município:


A E. E. Luiz Salgado Lima agradece ao editor do jornal Leopoldinense, senhor Luiz Otávio Meneghite, por seu costumeiro apoio e incentivo na divulgação dos trabalhos e projetos desenvolvidos em nossa instituição de ensino.

11.8.14

Racismo, não!

No segundo bimestre, com a proximidade do início da Copa do Mundo, os alunos do 6º ano, turma 3 e 4 da E. E. Luiz Salgado Lima, pesquisaram e estudaram algumas manifestações de racismo no futebol. Nosso principal objetivo com essa proposta foi a de conscientizar os estudantes acerca da necessidade de ter igualdade étnica e racial em nossa sociedade, condenando atitudes preconceituosas, incompatíveis com o ideal de uma sociedade inclusiva e democrática.

Antes de pesquisarem, eles aprenderam e debateram em sala de aula o conceito de racismo e citaram vários exemplos de preconceito na sociedade, além dos últimos fatos que ocorreram no mundo do futebol, na América Latina e na Europa.

Assistimos e debatemos a um vídeo disponível na internet, o qual abordou as ocorrências de racismo no futebol com diversos depoimentos e análises de atletas, jornalistas e pesquisadores do tema.

Cada aluno fez um relatório, registrando sua opinião sobre o assunto, a qual foi socializada com a turma, num debate orientado pelo professor.  

Leia algumas produções: 

"O racismo é inaceitável  e muita gente sofre com isso. E ainda colocam apelidos ofensivos. Tanto o racismo quanto qualquer outro preconceito não deve ser alimentado por nós. Todo mundo tem que ajudar para esse racismo não voltar, pois só com muito amor seremos felizes". (Aluna Lohany). 

"O racismo é uma coisa que precisa mudar. Eu sugiro que todos parem, pensem e se coloquem no lugar de quem elas ofendem. Aposto que elas não gostariam. O mundo está péssimo. Não importa se a pessoa é branca, parda ou negra, todos nós merecemos respeito." (Aluna Vanessa).

Depois, fizemos um levantamento dos casos mais emblemáticos de racismo, todos ocorridos em 2014.
Em equipes, os alunos leram e discutiram as notícias sobre racismo, fizeram resumos das matérias e elaboraram cartazes com fotos e frases das vítimas do preconceito racial.

Confira alguns cartazes abaixo:
Caso Daniel Alves (Abril de 2014).

Caso Tinga (Fevereiro de 2014).

Caso Márcio Chagas (Março de 2014).

Em outro momento, para concluir esse pequeno projeto, eles leram e interpretaram um texto (ver material abaixo), depois responderam a perguntas sobre a origem do Futebol, o racismo na sociedade e no esporte e a superação do preconceito.



Importante destacar que todos chegaram a um mesmo entendimento, que o Racismo não tem vez no futebol, menos ainda em nosso dia a dia, pois somos todos iguais, nosso povo é historicamente miscigenado e, independente da cor da pele, o ser humano merece respeito.

Vocês estão de parabéns, turminha!

23.7.14

O legado da Copa

A última enquete que realizamos aqui no Blog questionou o seguinte: "Você acredita que a Copa do Mundo deixará um legado positivo para o povo brasileiro?"



Ela tinha duas opções de respostas que receberam a seguinte votação:

"Sim, as obras realizadas irão melhorar a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos cidadãos". Essa opção não recebeu nenhum voto.

"Não, o dinheiro investido na Copa deveria ter sido destinado a áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança e saneamento". 
Já essa ficou com 100% dos votos.

O resultado da enquete demonstra uma certa insatisfação do público e a descrença no discurso de que a Copa deixaria algo positivo para o povo.

A Copa 2014 acabou, a Seleção Brasileira deu vexame na semifinal, sofrendo uma goleada implacável para o bem organizado time da Alemanha.
Futebolisticamente, o Brasil poderá aprender bastante com essa derrota, fazer uma profunda avaliação sobre  a estrutura e o planejamento do Futebol para voltar mais forte no futuro.

Mas não iremos discutir isso aqui, queremos apenas refletir sobre o legado da Copa do Mundo para o Brasil e para o povo brasileiro.

Organizar um megaevento, como uma Copa do Mundo, não é tarefa simples e nada barato. Já sabemos que o país investiu cerca de 25 bilhões de reais (Veja mais sobre os custos da Copa clicando aqui) para atender às exigências da FIFA e receber o Torneio Mundial.

Muito foi prometido pelas autoridades e membros dos comitês da Copa e da FIFA que as milionárias obras executadas para a Copa do Mundo seriam um grande legado para o Brasil, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população.

Em meio a protestos populares e manifestações contrárias aos gastos, o evento ocorreu bem, apresentou pequenas falhas na infraestrutura e na segurança, mas nada que comprometesse o espetáculo como um todo.

Contudo, uma boa parte do que fora prometido não foi entregue, como por exemplo as obras de mobilidade urbana (expansão de vias e das linhas de metrô), o que só deve acontecer bem depois do fim do Mundial. 
Obras no aeroporto em Belo Horizonte (MG).
Apesar dos atrasos, o Brasil mostrou ao Mundo que pode organizar um megaevento, mas ao longo desse processo apresentou algumas fraquezas com as quais já estamos familiarizados: falta de planejamento, mau uso de recursos públicos e denúncias de corrupção estão entre as principais delas.

Enfim, a Copa causou uma boa impressão na mídia internacional. O Brasil deverá explorar esta super exposição para atrair mais turistas e ter um incremento em sua economia.
As cidades-sedes foram as que sofreram impacto direto do efeito Copa. Elas passaram por uma modernização, bastante conservadora é verdade, tendo em vista que em alguns casos foram executadas desapropriações para substituir os cinturões de pobreza como forma de maquiar os espaços urbanos. 
Manifesto contra desapropriações em Fortaleza (CE).


A Copa custou muito caro, o povo não a queria e nem foi convidado para participar dela,. Sendo assim, espera-se que a conta não recaía sobre o seu bolso com o aumento dos impostos e da inflação.
A festa não foi democrática, por que o custo dela tem que ser?

29.6.13

A Copa e os anos de chumbo no Brasil


Em 1969 o Brasil era governado pelo general Emílio Garrastazu Médici, cujo mandato durou até 1974.

Vivíamos sob a ditadura implantada pelo regime militar desde o golpe de Estado em 1964, mas o período de governo do general Médici é apontado, por grande parte dos historiadores, como o período de maior repressão policial contra os opositores do regime.
Protestos e  manifestações eram duramente reprimidas pela polícia do governo.
O general Médici pertencia ao setor mais radical dos militares, que defendiam o enrijecimento do governo ditatorial. Portanto, não toleravam a atuação da oposição, prendendo e torturando as pessoas que se opunham ao governo.

Sob o governo Médici a economia brasileira crescia mais de 10% ao ano, acompanhando o processo de crescimento da economia mundial. O "milagre econômico brasileiro", como ficou conhecido aquele momento histórico, foi possível devido aos investimentos estrangeiros no país, aumento das exportações, principalmente de produtos agrícolas, e ampliação da oferta de empregos.
O crescimento econômico gerou bem-estar e assegurou o poder aquisitivo da classe média, criando um cenário favorável à ditadura. Enquanto as pessoas usufruíam do milagre econômico, o governo esmagava a oposição e exercia forte controle sobre a imprensa, manipulando a opinião pública a seu favor.

Com os auspícios do Ato Institucional número 5, decretado em 1968, um instrumento legal que concedeu poderes ilimitados ao Presidente da República, foi possível silenciar a oposição, promovendo prisões ilegais, torturas e censura à imprensa nacional.





Em 1970, a seleção brasileira de futebol conquistou o tricampeonato mundial, na Copa realizada no México. O presidente Médici dizia ser um apaixonado por futebol, frequentava estádios e chegava até a opinar sobre a escalação ideal da seleção.
A seleção tricampeã mundial em 1970 contava com astros, como Pelé, Rivelino, Tostão, Gérson etc. 

O governo Médici, sabendo o quanto era forte a influência do futebol sobre as massas populares, aproveitou aquele momento de celebração da conquista mundial para divulgar uma intensa propaganda do Regime Militar.
Carlos Alberto Torres (capitão da seleção) e o General Médici seguram a taça  Jules Rimet
A euforia com a conquista da Copa e com o futebol espetacular apresentado pelo time de Pelé e Cia foram tão grandes que a massa popular "esqueceu", temporariamente, do terror de viver numa ditadura militar.

Embalados pelo som do hino composto para a seleção, que foi amplamente difundido pela imprensa, rádio e canais de televisão, o povo cantarolava: 


Noventa milhões em ação
Pra frente Brasil
Do meu coração

Todos juntos vamos
Pra frente Brasil
Salve a Seleção

De repente é aquela corrente pra frente
Parece que todo o Brasil deu a mão
Todos ligados na mesma emoção
Tudo é um só coração! (Pra frente Brasil (Miguel Gustavo, copa de 1970)


A música-tema da Seleção brasileira exaltava o patriotismo e a união em prol do futebol. A letra e a melodia, de maneira simples, alegre e cativante, era um retrato do contexto otimista do país, fruto do crescimento econômico e da esperança de assistir a um belo espetáculo de futebol. Os publicitários a serviço do governo queriam transmitir ao povo que o Brasil era invencível, tanto no futebol quanto nos aspectos político e econômico. Desse modo, o governo militar procurava legitimar sua existência perante a população. (RIBEIRO apud MARIUZZO. Disponível em http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/116/pra-frente-brasil-copa-do-mundo-e-ditadura-no-brasil.html acesso em 29 jun. 2013).

A propaganda oficial relacionava a vitória da seleção brasileira à conjuntura da política e da economia brasileira. Tamanha publicidade rendeu grande popularidade ao general Médici, apesar de seu governo ter sido marcado por grande violência e supressão dos direitos individuais, coletivos e políticos dos cidadãos brasileiros.
Um período terrível de nossa História, no qual o governo tentou escamotear suas mazelas e práticas truculentas atrás da exuberância do futebol brasileiro, que atingiu seu ápice com a conquista Mundial em 1970.
Pelé comemora a vitória com Jairzinho.

12.6.13

Futebol: Guerra e Paz



Artilharia...

Ataque e...

Defesa.

Talvez você esteja se perguntando o que esses palavras e imagens tem haver com futebol. A resposta para sua pergunta é... tudo!
Pois os conceitos militares, tais como artilharia, ataque e defesa foram apropriados pelos desportistas, que aplicaram os conceitos de guerra na formação do esporte, que hoje encanta e seduz milhões de espectadores ao redor do Mundo.

Os termos bélicos presentes em todo o futebol, desde o estrategista (treinador da equipe) até o local onde se pratica o jogo, o campo de "batalha" (lugar de disputa da partida), pode ser justificada devido aos constantes conflitos políticos e militares dos séculos passados. Os ingleses, considerados os criadores do futebol moderno, estavam envolvidos em constantes batalhas contra as nações rivais. 
Os conflitos, entretanto, não impediram que o esporte se difundisse pela Europa no século XIX, onde ele encontrou um palco de tensões entre as potências imperialistas europeias, sedentas por conquistas territoriais e áreas de influência, na África e no restante do Mundo.

No início do século XX o futebol teve um grande desenvolvimento. Em 1904 surgiu a FIFA para organizar campeonatos e competições internacionais entre clubes e seleções dos países.
Mas, entre os caminhos do futebol no século passado, estavam as duas grandes Guerras Mundiais, nos anos de 1914-1918 e 1939-1945. O resultado dessas guerras foram cerca de 59 milhões de pessoas mortas em nome da intolerância e da ganância dos líderes mundiais.

Guerra = catástrofe.

Todo esse contexto beligerante vivido pelo Mundo, sobretudo pelo continente europeu, influenciou diretamente a cultura futebolística, que apesar de ser um esporte adotou o rigor das normas militares, como por exemplo o uso de uniformes, a disciplina, os treinamentos físicos, além dos conceitos estratégicos do jogo, como o ataque e a defesa.

Fora as metáforas bélicas existentes no futebol, essa modalidade esportiva tem como um de seus principais objetivos sociais promover a alegria, a confraternização entre os povos e disseminar a paz. Claro, que nem sempre é isso que ocorre. Já vimos em diversas partes do Mundo   incontáveis mostras de violência e manifestações de ódio e racismo relacionadas ao futebol. Mas esse será assunto de uma futura postagem.

Concluiremos esse post com um exemplo da força e da influência do futebol sobre a paz.
No ano de 2004 o Haiti, um dos países mais pobres do continente americano, passava por grandes dificuldades políticas, econômicas e sociais.
O país estava destruído por desastres naturais e  uma onda de violência, marcada por saques e assassinatos.
A agitação social transformou-se numa guerra civil. E o presidente do país renunciou ao cargo, em fevereiro de 2004, após ter a capital cercada por guerrilheiros armados.

Para conter a violência e levar ajuda humanitária ao Haiti, a ONU interviu e enviou uma Missão de paz ao país, liderada por militares brasileiros.
Tropas internacionais estão auxiliando o Haiti a obter estabilidade política e social.

Violência, falta de emprego, habitação e saneamento precários, além de miséria, fome, sofrimento e ausência de esperança. Essa era a dura realidade povo haitiano. (Aliás, o quadro atual do país não é lá tão diferente do que  fora num passado próximo).

O que poderia reverter essa caótica situação?
Foi convocada a Seleção Brasileira, que em 2004 encantava a todos com o mais exuberante futebol do Mundo, para desembarcar no Haiti.
A seleção, naquela época, desfilava nos campos com craques do nível de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos. Eles eram reconhecidos internacionalmente devido ao seu talento e alegria com a arte da bola. Por isso, um jogo entre o time mais importante do Mundo contra a seleção do Haiti seria uma grande atração para o povo daquele país.


A missão do Brasil não era vencer, mas sim trazer alegria e um pouco de esperança para os haitianos, por pelo menos um dia. O jogo também tinha contornos diplomáticos, servindo para melhorar as relações internacionais entre os dois países, e contribuir para que o povo haitiano aceitasse a presença de tropas militares da ONU, que eram comandadas por generais brasileiros, sem muitos questionamentos.

A Seleção canarinho chegou a Porto Príncipe, capital do Haiti, no dia do jogo, 18 de agosto de 2004, para disputar uma partida amistosa contra o time do país. 

Os jogadores brasileiros seguiram do aeroporto para o estádio em carros blindados da ONU e foram ovacionados pela desesperada multidão haitiana, que tentava ver de perto os ídolos do futebol.
Jogadores do Brasil percorreram as ruas de Porto Príncipe em carros blindados.

O resultado do jogo entre as duas seleções foi o que menos importou, o Brasil venceu por 6 a 0, com facilidade e deu show, mas os haitianos não se entristeceram com a goleada sofrida (um fato previsível).

Pelo menos naquele dia, uma parte do povo do Haiti se esqueceu das tragédias naturais e sociais em que estavam mergulhados. Por algumas horas daquele dia o Haiti "parou", alegria do Futebol preencheu o espaço da violência e do sofrimento do povo.  

Aquela partida de futebol não resolveu os problemas políticos do Haiti e nem  alimentou a população da Ilha, mas pode ter ajudado o povo a recuperar sua autoestima e a ter um pouco mais de esperança, mesmo com um horizonte tão conturbado.

Os sorrisos nos rostos dos haitianos, por ver Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e outros grandes atletas demonstrando seu talento, foi um acalento para corações famintos e desesperançosos. Dificilmente, esses momentos de felicidade serão esquecidos da História do Futebol e do Haiti.
Jogadores das seleções do Brasil e do Haiti posam para a foto antes do jogo.


Essa foi, sem dúvida, uma das mais espetaculares goleadas do Futebol brasileiro em sua História recente.

Assista ao vídeo abaixo, que mostra mais detalhes sobre a estada da seleção brasileira no Haiti, em 2004. (EMOCIONANTE).

7.6.13

O Futebol, a Copa e a História



Estamos há pouco mais de um ano para recebermos a Copa do Mundo no Brasil.

O futebol é um dos esportes preferidos da população brasileira, e uma das modalidades mais populares em todo o Mundo, afinal o planeta é uma "bola".

Eu, assim como boa parte dos demais brasileiros, também adoro futebol. Tive a felicidade de acompanhar espetáculos futebolísticos incríveis proporcionados por grandes craques, tais como Romário, Bebeto, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e diversos outros nem tão talentosos quanto os citados, mas bem melhores dos que os atuais titulares da Seleção Brasileira. Há pouco tempo atrás os jogadores brasileiros e a seleção canarinho eram protagonistas no Mundo do Futebol, mas atualmente a "bola" do Brasil está bem murcha.

A seleção não empolga, não vence e não convence... Mas a Copa está chegando e vai ser no Brasil. 
Nosso Blog como está atento aos grandes acontecimentos do país, não pode deixar de abordar o tema Copa do Mundo. Não queremos discutir o futebol  do ponto de vista tático e técnico, mas sim abordar a cultura e a mobilização social que envolvem esse esporte.

Portanto, iremos preparar "posts" destacando a relação do esporte com a política, a economia, a sociedade e a cultura dos povos, especialmente o brasileiro.


Então comecemos a Copa 2014 visualizando as cidades que irão receber as partidas internacionais e suas respectivas Arenas:
Acima temos as cidades selecionadas para a Copa.

Arena Amazônia - Manaus (capacidade: 42.337 lugares)


Estádio Castelão - Fortaleza (64.846 lugares)


Estádio das Dunas - Natal (42.086 lugares)

Arena Pernambuco - Recife (44.248 lugares)


Arena Fonte Nova - Salvador (48.747 lugares)

Arena Pantanal - Cuiabá (42.968 lugares)


Estádio Nacional de Brasília - Brasília (70.064 lugares)


Estádio Mineirão - Belo Horizonte (62.547 lugares)


Estádio do Maracanã - Rio de Janeiro (76.804 lugares)


Arena de São Paulo - São Paulo (65.807 lugares)

Arena da Baixada - Curitiba (41.456 lugares)


Estádio Beira-Rio - Porto Alegre (48.849 lugares)



PERGUNTA: Você observou atentamente o Mapa do Brasil? Você sabe qual região do país tem o maior número de cidades sedes de jogos da Copa? Qual região tem o menor número de cidades sedes?
Faça um ranking listando as cinco regiões e suas respectivas cidades para facilitar sua descoberta! Deixe sua resposta em "comentários".

Aguarde o próximo post, enquanto ele não chega fique com show do Fuleco, o mascote oficial da Copa de 2014!



Site oficial da Copa do Mundo - FIFA

Portal do governo do Brasil sobre a Copa 

8.9.12

O "esporte" da moda: MMA

Coliseu, construído entre os anos 70 e 80 d. C.
Os desafios de luta não são novidades na História. Desde a Antiguidade, combates são realizados para entreter o público e sempre fizeram grande sucesso. Na Roma Antiga, temos um exemplo Clássico. O grande e maravilhoso Coliseu de Roma era o palco das lutas dos Gladiadores, que enfrentavam animais selvagens e também se enfrentavam mutuamente, às vezes, até a morte.

Os combates eram divulgados em cartazes, espalhados pelas ruas de Roma. Em alguns eventos, a entrada era gratuita e a plebe (massa popular de Roma) ainda recebia pão enquanto assistia ao espetáculo. Esse fato ficou conhecido como a "política do pão e circo" (http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=171), uma estratégia dos políticos romanos para distrair o povo, fazendo-o se esquecer dos problemas sociais cotidianos, e conseguir apoio popular.

Os gladiadores, em muitos casos, eram escravos, alguns faziam fama e obtinham glória com suas vitórias. Eles eram assistidos por, aproximadamente, 50 mil romanos que vibravam e se divertiam com as batalhas.

Mas não iremos abordar aqui os gladiadores antigos. Trataremos do esporte dos "gladiadores do terceiro milênio", nas palavras de Galvão Bueno, em referência aos lutadores do passado. Os gladiadores de hoje são os praticantes do MMA.

MMA é a sigla para Mixed Martial Arts, que se traduz em Artes marciais mistas. Essa modalidade de luta reúne golpes e técnicas de diversas artes marciais, tais como Karatê, Judô, Jiu Jitsu, Boxe, dentre outras e também é conhecida como Vale Tudo.

Esse esporte tem sua origem ligada ao Brasil, na década de 1930. Nessa época, alguns membros da família Gracie, responsável por aperfeiçoar técnicas de jiu jitsu, desafiavam lutadores de capoeira, judô etc.

No início da década de 1990, os Gracie levaram a ideia para os EUA e criaram o UFC (Ultimate Fighting Championship), um torneio que reunia lutadores de diversas partes do Mundo. Havia poucas regras e os combates eram bastante violentos.

Logo um grupo de americanos comprou o UFC e, após uma década, o evento tornou-se o principal do Mundo na modalidade MMA. Aqui no Brasil, o Vale Tudo existe há alguns anos, porém não tinha tanta popularidade, pois os eventos oficiais eram transmitidos apenas na TV a cabo.
Contudo, a situação se inverteu a partir do momento que uma rede de TV aberta adquiriu os direitos para exibir um evento do UFC em sua grade de programação.

No dia 27 de agosto de 2011, a RedeTV exibiu o UFC RIO e faturou alto. Estima-se que tenha arrecado R$ 4,8 milhões de patrocínios, os quais foram exibidos durante a transmissão do evento. Naquela noite, a emissora também registrou a maior audiência de sua história e ficou atrás somente da Rede Globo. (http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2011/08/31/audiencia-do-ufc-rio-chama-atencao-de-band-e-globo/)

O esporte, reconhecidamente violento, atrai cada vez mais o público e não para de crescer. Há alguns meses a TV Globo, uma das maiores emissoras do mundo, adquiriu os direitos para exibir alguns eventos do UFC, já transmitiu algumas lutas e até um reality show de MMA. Os efeitos da popularização do esporte pela TV aberta são sensíveis.
A procura por academias e por aulas de jiu jitsu e muay thai (boxe tailandês) aumentou bastante, dentre os jovens principalmente. Os adolescentes nas escolas só falam em lutar, em nocautear e treinar para ficar com o corpo igual ao do seu lutador preferido. Pensam que assim serão mais homens, adquirindo mais tamanho e força, algo tipicamente machista.

Junto com o UFC, com os seus carismáticos lutadores e com os programas de lutas na TV e na internet, estão os anunciantes de diversos produtos esportivos, como tatames, kimonos, luvas, suplementos alimentares etc.



O mercado de suplementos é um claro exemplo do impacto causado pelo MMA no mercado, na publicidade e no comportamento dos consumidores. Segundo dados colhidos na internet, ele movimenta cerca de $ 400 milhões de dólares no Brasil, muitas projeções apontam que o segmento terá um crescimento de 10% anual, e é um dos que lucra bastante com a "onda" do UFC.

Os suplementos alimentares são encontrados facilmente em qualquer esquina, nas farmácias e academias, e são vendidos sem a necessidade de prescrição médica ou nutricionista. Diversos atletas/lutadores de MMA são patrocinados por empresas fabricantes dos suplementos, tornando-se seus garotos-propaganda, e passam a ter suas imagens estampadas nos catálogos, sites, comerciais de televisão e pacotes dos tais produtos.
As embalagens dos suplementos sugerem que o consumo do produto deixará o corpo do usuário com músculos volumosos e definidos. 

Os aparentes benefícios dos suplementos camuflam os riscos intrínsecos ao consumo exagerado e sem orientação especializada. Diversos prejuízos podem ocorrer no corpo do usuário, como por exemplo, o comprometimento do funcionamento dos rins e do fígado. (http://saude.abril.com.br/edicoes/0309/corpo/conteudo_448564.shtml?pag=2)

$ 1 bilhão de dólares é o valor estimado do UFC.
Como podemos perceber o mundo das lutas é bastante lucrativo, as cifras que gravitam em torno dos ringues ou dos octógonos são astronômicas e crescentes. Anúncios em televisão, pagamento de atletas, patrocínios, apostas, bilheterias, marcas de roupas, e outros tantos negócios, compõe uma rede de milhões e milhões de dólares nos bolsos de empresários, executivos, redes de comunicação, atletas, agenciadores, fabricantes de produtos esportivos...

A que custo vem tanto dinheiro? Ou melhor, com quantos litros de sangue?

Apesar da carnificina e dos golpes contundentes e agressivos, a audiência das lutas cresce sem parar.
O nível de violência é elevado e muito sangue é derramado.
De acordo com dados levantados pelo jornalista Guga Noblat, a Rede Globo teve um aumento de 10% da audiência nos domingos à noite durante a exibição do reality show do UFC; o Canal Combate, especialista na cobertura de lutas, aumentou em  um ano 54% o número dos seus assinantes, que passam de 200 mil. Comunidades virtuais e as redes socais de Vale Tudo e UFC contam com milhares de seguidores, como a do Orkut, por exemplo, que tem mais de 230 mil membros.

Apesar da violência e dos riscos deste esporte, o número de jovens interessados em ingressar no mundo das lutas, seja como um profissional ou amador, parece mesmo acompanhar a tendência deste mercado - crescer.

Entretanto, os jovens e seus pais deveriam ter um pouco de cautela, pois o praticante de artes marciais está sujeito a inúmeras lesões, tais como fraturas, rupturas de músculos e articulações, tetraplegia e até morte, em casos mais graves. (http://www.efdeportes.com/efd83/jiu.htm)
A prática de artes marciais é recomendada por especialistas, sob monitoramento de fisioterapeutas, médicos e profissionais da educação física, mesmo em níveis amadores, para prevenir e tratar possíveis traumas.

Aqui no Blog mesmo postamos uma breve matéria com um vídeo que mostra o drama de um lutador norte-americano que perdeu os movimentos do corpo, após ter sofrido um golpe em uma luta de vale tudo no final de 2011. (Relembre clicando aqui)

Além disso, os responsáveis devem procurar conhecer a formação dos treinadores, tanto técnico-acadêmica, quanto social e moral, para saber se aquela pessoa está apta a transmitir o conhecimento, a filosofia e a disciplina das artes marciais para os jovens, ou  se servirá apenas como um instrutor que ensinará a distribuir pancadas.

Enfim, não estamos nos posicionando nem a favor nem contra esse novo esporte, mas é indiscutível que a violência do MMA ou de qualquer outro estilo de luta com contato livre entre os oponentes, amplamente permitido e feito sem proteções, traz sérios riscos para a saúde, tanto física, quanto mental. Haja crânio e cérebro para suportar tanta bordoada na cabeça e na têmpora (Atingindo essas regiões, o atacante consegue "apagar" o adversário, que caí nocauteado). As sequelas podem ser irreversíveis.
Estamos aqui apenas expondo algumas informações para fomentar um debate de ideias sobre esse esporte que está presente em todas as mídias e tem conquistado cada vez mais público e espaço na Televisão e na Internet. Essa modalidade esportiva também tem contribuído, acreditamos, para estimular a prática de artes marciais e de musculação, acompanhada pelo consumo indiscriminado de suplementos alimentares para obtenção de resultados rápidos.

Até onde isso é saudável? Pelo menos para os empresários envolvidos com a gestão do MMA, os publicitários, executivos de televisão, fabricantes de suplementos, casas e sites de apostas, treinadores de artes marciais, atletas profissionais e, recentemente, alguns políticos, as lutas são muito "saudáveis" e extremamente rentáveis.

Os praticantes de MMA defendem que o esporte não é violento e que regras foram criadas para preservar a integridade física dos atletas. Mas as tais regras só são acionadas quando o atleta fica incapaz de se defender ou está desacordado após ter recebido um golpe certeiro, portanto, já teve sua integridade danificada.  E qual será o futuro desse atleta? Até onde os gladiadores poderão prosseguir com suas carreiras, que são extremamente nocivas ao próprio corpo?
Antes do dinheiro e da sede do lucro, há seres humanos que estão colocando suas vidas em risco, derramando sangue por sonhos e "verdinhas", enquanto o grande público se extasia com o espetáculo da violência.

E aí? Vamos debater?
Deixe sua opinião.

Não deixe de ler

Leão XIV é o novo papa, mas alguns queriam uma leoa

Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária...