Mostrando postagens com marcador Gestão Pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestão Pública. Mostrar todas as postagens

5.7.15

Pelo fortalecimento do Conselho escolar

O Sind-Ute iniciou uma consulta aos educadores e filiados para colher sugestões sobre o processo de escolha de diretores das escolas estaduais, o qual deve ocorrer no final deste ano.

As opiniões dos educadores deverão ser sistematizadas em um relatório para subsidiar a organização da indicação de dirigentes a ser executada pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG). 

Eis a minha sugestão: extinguir os cargos de diretor e vice-diretor de escolas públicas, substituindo-os por uma administração, efetivamente, democrática e compartilhada.

A gestão da escola pública deveria, portanto, ser entregue à comunidade onde ela está inserida. 

Gestão democrática, com responsabilidades compartilhadas.

O governo poderia criar, por meio da lei, Conselhos escolares que iriam administrar a escola em todas as suas esferas - administrativa e pedagógica.

Os conselheiros seriam escolhidos por toda a comunidade escolar e representariam todos os segmentos da escola - professores (efetivos), pais, alunos e demais servidores da unidade de ensino.

A SEE-MG promoveria cursos periódicos de formação e capacitação para os membros do Conselho gestor da escolar, valendo-se dos recursos da modalidade de ensino à distância.

O mandato dos conselheiros seria de três anos, permitido apenas uma reeleição. E penso que o desempenho da função deveria ser gratificada.

Por que o Conselho no lugar do Diretor?

Não é segredo para ninguém que o atual modelo de gestão escolar encontra-se defasado. A direção escolar reflete, de algum modo, a forma como se administra a coisa pública no país. Na esfera governamental e nas instituições públicas, o poder é marcado por excessiva centralização, improbidades administrativas, dentre outras práticas deploráveis que são estranhas à qualquer regime democrático.

Então, acreditamos que o Conselho pode ser uma alternativa para a atual forma claudicante de gestão da escola pública.

De acordo com uma publicação do Ministério da Educação (MEC), "os conselhos de gestão de políticas públicas setoriais, caracterizados simples e essencialmente como conselhos da cidadania, sociais ou populares, nascem das categorias associadas de pertencimento e participação  e se tornam a expressão de uma nova institucionalidade cidadã". (Conselhos Escolares: uma estratégia de gestão democrática da educação pública. MEC, 2004. p. 19).

Sendo assim, a implementação do Conselho escolar, em oposição aos atuais órgãos colegiados, fracos e inoperantes, que servem apenas para referendar a vontade do diretor, certamente tornará a gestão da escola mais democrática e atraente para sua comunidade.
As decisões da escola passariam por discussões e tomadas de decisões coletivas, as quais contemplariam toda a diversidade presente numa comunidade escolar.

É mister destacar que a participação em um Conselho fortaleceria o censo de cidadania e institucionalizaria, de uma vez por todas, a democracia na gestão da escola e nas relações entre os seus agentes - professores, pais, alunos etc.

Lançamos apenas uma ideia, que não é original e nem perfeita, pelo contrário é passível de críticas e muitos aprimoramentos. Contudo, alguns pontos de nossa forma de pensar parecem ir ao encontro dos anseios da coletividade:
  1. O modelo atual de administração escolar precisa ser revisto;
  2. Só haverá democracia na escola com a efetiva participação da comunidade na gestão escolar.
Estamos no século XXI e ainda não temos a Educação que desejamos e que precisamos, também não temos democracia, de fato, na gestão do ensino. 
Então, por que não tentar aplicar novas formas de administrar a coisa pública, em vez de manter a atual estrutura, que apenas reforça a tirania e o abuso de poder? 
Se é na escola que temos o dever  de formar cidadãos para a vida numa democracia, não seria nela que o ideal democrático deveria nascer?

2.1.15

Início de 2015, um novo governo em MG e um novo artigo no Tribuna do Povo


Clique sobre a imagem para ler nossa Coluna no site do Tribuna do Povo, um dos jornais mais tradicionais de Leopoldina e região.


16.11.14

Promessas de um governo novo

Conseguimos! O povo de Minas Gerais, enfim, se livrou de um governo conservador, encabeçado há 12 anos pelo PSDB.

Nós, servidores estaduais da Educação, tivemos um peso considerável para a vitória do PT de Fernando Pimentel em Minas Gerais, um estado que até então estava tomado por políticos acomodados e tecnocratas que pouco trabalharam em prol do povo. O candidato petista foi eleito ainda no primeiro turno, obtendo 52.98% dos votos, depois de uma campanha tranquila, na qual sempre esteve à frente de seus adversários.

Os Educadores são formadores de opinião, conversam com os alunos, com suas famílias, também possuem famílias e denunciaram o descaso dos últimos governos com a Educação Pública em suas redes sociais (Facebook, Youtube etc).

Hoje, com certeza, as lideranças tucanas mineiras se arrependem de ter subestimado a importância dos educadores, sobretudo dos bravos professores de Educação Básica. Tomara que PT e o novo governo não incorram no mesmo erro...

Nesses 12 anos de governo peessedebista, vivemos o choque de gestão, o qual prometia "modernizar" a administração pública. Na prática, essas medidas serviram para reduzir investimentos em áreas prioritárias, como a Saúde e a Educação e fazer economia às custas da folha salarial, tomando a Lei de Responsabilidade Fiscal como desculpa para não remunerar adequadamente os servidores, como por exemplo, os professores que até agora não recebem o piso salarial. O tal choque de gestão foi um fiasco, haja vista que parece haver um rombo nos cofres estaduais de muitos bilhões. Quanta eficiência, não?

Enquanto os tucanos não pagavam o medíocre piso salarial do magistério, as verbas destinadas à publicidade governamental não paravam de crescer e o que dizer das obras executadas com verbas públicas em propriedades particulares de parentes de Aécio Neves, escândalos na COPASA, falta de investimentos, conforme determina a Constituição, para Educação e Saúde, dentre outras mazelas governamentais.

Os servidores da Educação, sobretudo nos últimos anos, foram tratados com descaso pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Estado de Educação. A relação estabelecida pelo governo peessedebista era vertical - eles decidiam e todos obedeciam calados...
Quem desobedecia era punido com processos administrativos, notas baixas nas avaliações de desempenho e outros tipos de assédio que contribuíam para adoecer ainda mais a já fragilizada categoria dos educadores.

Sem diálogo e sem a possibilidade de serem ouvidos, em suma, os educadores eram tratados com grande desprezo e sem o mínimo de respeito pelas autoridades responsáveis pela Educação em Minas Gerais.

Mas mudamos de governo, ainda bem! Mudamos não porque deixamos de ser do PSDB e passamos a vestir a camisa do PT. A vitória de Pimentel nas urnas está diretamente relacionada com a significativa rejeição de setores da sociedade mineira pelo gestão tucana. Então mudamos porque nós, educadores de Minas Gerais, queremos ser tratados com dignidade, com respeito, e queremos ter nossos direitos cumpridos, queremos nosso plano de carreira resgatado, porque ele nos foi tomado. Queremos ser valorizados e reconhecidos pela importância social de nossa missão e de nosso trabalho.

Além disso, esperamos que o novo governo estabeleça franco e constante diálogo com a categoria, que respeite os direitos dos trabalhadores em educação e que nos ajude a construir uma nova Educação Pública mineira. Precisamos urgentemente de escolas mais seguras, as quais devem ser ambientes acolhedores, espaços democráticos de construção do saber, que incentivem a convivência pacífica, considerando as diferenças étnicas, políticas e culturais.

Agora iremos postar aqui alguns recortes - imagens, textos e vídeo - do então candidato Fernando Pimentel e dos compromissos que ele assumiu com o Povo de Minas Gerais e com os Educadores Mineiros. Vamos ver se ele terá caráter, ética, moral, vontade e competência gerencial e política para ajudar a transformar a realidade mineira.


No vídeo acima, o candidato fala sobre compromissos com a Educação, dentre eles a garantia de pagar o piso salarial nacional. Destaca que subsídio não é piso.




Fernando Pimentel assina carta-compromisso ao lado da Presidenta da CUT-MG e do SindUte-MG. Foto registrada no final de agosto de 2013.


Texto do site de Pimentel aborda a precariedade da infraestrutura das escolas mineiras.


Agora é agir, Governador! Arregaçar as mangas e fazer como nós, profissionais da educação, da saúde, da segurança e de outros setores do funcionalismo público fazem, trabalhamos duro e fazemos acontecer. É sua responsabilidade enquanto governador liderar e ajudar a transformar nossa realidade com melhorias concretas para os trabalhadores e, consequentemente, para a população de Minas Gerais.

Continuaremos vigilantes e de olhos bem abertos sobre a gestão pública em nosso estado.

23.7.14

O legado da Copa

A última enquete que realizamos aqui no Blog questionou o seguinte: "Você acredita que a Copa do Mundo deixará um legado positivo para o povo brasileiro?"



Ela tinha duas opções de respostas que receberam a seguinte votação:

"Sim, as obras realizadas irão melhorar a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos cidadãos". Essa opção não recebeu nenhum voto.

"Não, o dinheiro investido na Copa deveria ter sido destinado a áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança e saneamento". 
Já essa ficou com 100% dos votos.

O resultado da enquete demonstra uma certa insatisfação do público e a descrença no discurso de que a Copa deixaria algo positivo para o povo.

A Copa 2014 acabou, a Seleção Brasileira deu vexame na semifinal, sofrendo uma goleada implacável para o bem organizado time da Alemanha.
Futebolisticamente, o Brasil poderá aprender bastante com essa derrota, fazer uma profunda avaliação sobre  a estrutura e o planejamento do Futebol para voltar mais forte no futuro.

Mas não iremos discutir isso aqui, queremos apenas refletir sobre o legado da Copa do Mundo para o Brasil e para o povo brasileiro.

Organizar um megaevento, como uma Copa do Mundo, não é tarefa simples e nada barato. Já sabemos que o país investiu cerca de 25 bilhões de reais (Veja mais sobre os custos da Copa clicando aqui) para atender às exigências da FIFA e receber o Torneio Mundial.

Muito foi prometido pelas autoridades e membros dos comitês da Copa e da FIFA que as milionárias obras executadas para a Copa do Mundo seriam um grande legado para o Brasil, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população.

Em meio a protestos populares e manifestações contrárias aos gastos, o evento ocorreu bem, apresentou pequenas falhas na infraestrutura e na segurança, mas nada que comprometesse o espetáculo como um todo.

Contudo, uma boa parte do que fora prometido não foi entregue, como por exemplo as obras de mobilidade urbana (expansão de vias e das linhas de metrô), o que só deve acontecer bem depois do fim do Mundial. 
Obras no aeroporto em Belo Horizonte (MG).
Apesar dos atrasos, o Brasil mostrou ao Mundo que pode organizar um megaevento, mas ao longo desse processo apresentou algumas fraquezas com as quais já estamos familiarizados: falta de planejamento, mau uso de recursos públicos e denúncias de corrupção estão entre as principais delas.

Enfim, a Copa causou uma boa impressão na mídia internacional. O Brasil deverá explorar esta super exposição para atrair mais turistas e ter um incremento em sua economia.
As cidades-sedes foram as que sofreram impacto direto do efeito Copa. Elas passaram por uma modernização, bastante conservadora é verdade, tendo em vista que em alguns casos foram executadas desapropriações para substituir os cinturões de pobreza como forma de maquiar os espaços urbanos. 
Manifesto contra desapropriações em Fortaleza (CE).


A Copa custou muito caro, o povo não a queria e nem foi convidado para participar dela,. Sendo assim, espera-se que a conta não recaía sobre o seu bolso com o aumento dos impostos e da inflação.
A festa não foi democrática, por que o custo dela tem que ser?

20.6.14

A importância da Lei Vitalino Duarte para a cultura municipal

Foi sancionada pelo prefeito de Leopoldina a Lei nº 4.180, em 27 de maio 2014, denominada Vitalino Duarte, a qual poderá fomentar a cultura da cidade.
Mestre Vitalino Duarte. http://casadeleituraleopoldina.blogspot.com.br/2012/07/estante-vitalino-duarte-lendas-e-contos.html

Denominar a Lei de incentivo à Cultura com o nome do Mestre Vitalino (1932-2003) foi uma escolha acertada, tendo em vista que o ilustre personagem dedicou boa parte de sua vida na promoção de eventos, como o Carnaval, o Folclore e festas populares realizadas no município.

Esperamos que a legislação contribua para democratizar o acesso à Cultura e que ela reconheça e incentive as mais variadas manifestações culturais existentes em Leopoldina. Que seus efeitos não fiquem restritos aos nobres salões, mas que atinjam a toda comunidade leopoldinense, inclusive as áreas menos favorecidas do ponto de vista social e econômico. 

É importante lembrar que a Cultura é multifacética, não comporta hierarquias e barreiras socioeconômicas, está em toda parte, na História dos bairros e das comunidades, nas receitas culinárias tradicionais, nos festejos, nas danças típicas, na música, enfim, ela é o resultado da interação das pessoas entre si e com o meio em que vivem ao longo do tempo. 

Portanto, políticas públicas que preveem o investimento em Cultura, como a Lei Vitalino Duarte, ajudam a combater a violência e a exclusão, na medida em que promovem o desenvolvimento social, além de valorizar e reconhecer o trabalho e o esforço daqueles que se dedicam à preservação do maior patrimônio de um povo - sua identidade cultural.  

Leia mais sobre a Lei Vitalino Duarte no site abaixo:

9.1.14

Privatização da Saúde no Estado do Rio de Janeiro

O governo do Rio de Janeiro "lavou suas mãos" com relação à saúde de cerca dos seus 460 mil servidores ativos, inativos e pensionistas.

Com grande divulgação midiática, o governo anunciou na primeira quinzena de Dezembro do ano passado que estava dando um plano de saúde para os seus servidores.

Os jornais cariocas, como O Dia, por exemplo, publicaram matérias em seus sites exaltando a "caridade" do Governo Cabral, por proporcionar esse grande benefício para os seus trabalhadores!

Numa dessas matérias, a manchete é afirmativa:

Estado dá plano de saúde para 460 mil servidores (11/12/2013)


Quanta caridade, não é mesmo?

O jornal, ou o jornalista que redigiu o texto está bastante enganado, e com isso acaba enganando o grande público também.

Se houvesse boa vontade jornalística e imparcialidade nas matérias, seria possível descobrir que a SEPLAG-RJ oferecerá os Planos de Saúde, através de uma empresa que administrará os contratos entre as Operadoras dos Planos e os servidores do Estado, somente após a adesão e o pagamento de mensalidades pelos servidores que aderirem.

O descaso do Governo do Rio de Janeiro é tamanho que a SEPLAG nem se preocupou em permitir o desconto em folha, ou seja direto no contracheque do servidor. 

Aquele que aderir ao Plano, pagará a mensalidade via boleto bancário. Dessa forma, a SEPLAG não terá nem o trabalho de fazer as devidas alterações em seu sistema de pagamento.
Logo, quem quiser usufruir de um Plano de Saúde terá que pagar, e vai pagar caro para ter o seu, apesar de o Governo anunciar que os Planos oferecidos teriam desconto entre 20% a 40% dos valores normais de mercado.

Secretário da SEPLAG-RJ, Sérgio Ruy barbosa, no momento da assinatura do Acordo com o Presidente da Aliança Administradora de Benefícios de Saúde, Elon Gomes
Tomemos, para ilustrar, um servidor, com faixa etária de 44 a 48 anos, que decida ter uma plano de saúde "oferecido" pelo Governo. Ele deverá desembolsar mensalmente cerca de R$ 300,00 por um Plano básico, de uma reconhecida operadora no estado. Se tiver um dependente, como filhos ou esposa, o valor ficará ainda mais caro.

Portanto, o Governo do Rio de Janeiro não está dando absolutamente nada para ninguém. Pelo contrário, está abrindo mão da saúde pública e deixando que empresas privadas tomem conta do negócio, que é, sobretudo, uma responsabilidade governamental.

Mediante o exposto, fazemos os seguintes questionamentos: Qual trabalhador conseguirá arcar com os custos de um Plano de Saúde?
Aqueles que são considerados do alto escalão sem dúvida conseguirão, talvez os policiais também consigam, já que têm recebido significativos (e sucessivos) aumentos salariais nos últimos anos... Mas e a maioria dos servidores que ganha pouco, aqueles que foram classificados de classe C e D (http://odia.ig.com.br/noticia/economia/2013-12-12/plano-de-saude-por-r-97-para-servidor-do-estado.html), como ficam?

Esses ficarão a ver navios e agonizando em filas intermináveis dos hospitais públicos cada vez mais abandonados pelos governantes. Afinal, quem é que se preocupa com a saúde do povo?


O já desgastado Governo Cabral tem se aproveitado dos jornais para fazer propaganda de mais uma "grande" medida tomada em prol do funcionalismo do Executivo Estadual. 
Veiculando a ideia de que o a vida do servidor público é uma maravilha, tem até plano de saúde oferecido pelo Estado.

Mentira. Isso é conversa fiada.
O trabalhador que quiser ter acesso à saúde no Rio de Janeiro, vai ter é que pagar ou rezar para não adoecer, pelo menos a oração ainda é gratuita e um direito de todos nós.

3.12.13

Coparticipação no IPSEMG

A partir de 01 de janeiro de 2014 os beneficiários do IPSEMG terão que pagar , além da mensalidade corrente que consta no contracheque, a coparticipação sobre os procedimentos que utilizar.
A medida é para os segurados, seus dependentes e os pensionistas.




Os valores estipulados pelo governo de Minas Gerais e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais são os seguintes:


A cobrança será feita via desconto direto no contracheque. 

Os procedimentos listados abaixo estão isentos da coparticipação:
  • um exame de mamografia a cada 12 meses, para mulheres de 40 a 69 anos de idade;
  • um exame para diagnóstico de câncer do colo uterino a cada 12 meses, para mulheres de 25 a 64 anos de idade;
  • uma consulta ginecológica a cada 12 meses para mulheres em qualquer faixa etária;
  • quatro exames de ultrassom obstétrico a cada 12 meses, para mulheres em qualquer faixa etária;
  • um exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes a cada 12 meses, para mulheres e homens, de 50 anos ou mais;
  • uma consulta urológica a cada 12 meses, para homens acima de 40 anos;
  • procedimentos de quimioterapia e radioterapia, inclusive as internações para sua realização;
  • sessões de hemodiálise;
  • os materiais, medicamentos, órteses e próteses utilizados durante o atendimento/tratamento.
A direção do Instituto justifica a implementação da mudança alegando a dificuldade do órgão em cobrir os custos da assistência de saúde dos segurados e pensionistas, cujo montante deve superar os R$ 630 milhões neste ano. 

No site do IPSEMG, no link coparticipação, será possível ter acesso ao extrato com o detalhamento dos serviços utilizados e mais informações sobre as mudanças no atendimento do plano dos servidores e pensionistas do estado de Minas Gerais.

26.12.12

Futebol 1 x 0 Serviços públicos


No dia 21 de dezembro o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, entregou o estádio para a Copa 2014, o Mineirão.
O Mineirão passou por uma grande reforma de modernização, orçada em mais de R$ 600 milhões.
Tucanos e petistas durante a solenidade de inauguração.

Esse polpudo investimento é, justamente, o que o povo de Minas Gerais necessitava. Estamos todos satisfeitos de ter em nosso estado uma obra que tem o mesmo nível de qualidade das similares existentes na Europa e nos E.U.A.
O novo Mineirão.

As pessoas  que participaram da solenidade exaltaram bastante esse fato, festejando que agora o Mineirão atende às exigências da FIFA e que tem os mesmos padrões de conforto  e segurança encontrados nos estádios internacionais.
Que orgulho! Afinal o futebol muda nossas vidas, é um bem necessário e precisa receber todos os estímulos governamentais para que se desenvolva plenamente.

Apesar de nossa dura realidade, em Leopoldina, por exemplo, onde toda a população reclama da precariedade do atendimento do hospital, onde faltam médicos, enfermeiros, remédios e atendimento com qualidade, estamos orgulhosos por ver que nosso dinheiro foi tão bem aplicado em um estádio de futebol tão moderno!

Apesar de termos escolas sem acesso à internet para os alunos, onde faltam bolas, petecas, estrutura adequada para a prática de esportes e que tem professores mal remunerados estamos felizes de ver o quão belo ficou o Mineirão, que foi ricamente preparado para receber nove grandes jogos internacionais na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa de 2014.

Mesmo vivendo com a grande insegurança que paira em nossos corações devido ao aumento da criminalidade e das drogas em nosso Estado, e no país como um todo, continuaremos orgulhosos do nosso Mineirão! Ficaremos presos em nossas casas desfrutando do novo estádio e dos grandes jogos, mesmo que seja pela televisão.


Enquanto os investimentos públicos para a Copa não tem “freio”, o governo de Minas Gerais anunciou, faz pouco tempo, que não cumprirá a determinação da Constituição Federal de 1988 no tocante aos percentuais mínimos que precisa aplicar em Educação e Saúde. No primeiro setor, o Estado precisa investir pelo menos 25% de seu orçamento anual, no último são 12%. O que significa que teremos menos verbas para aquelas áreas. (Leia a notícia clicando aqui).

Cabe ressaltar que por Governo do estado entendam-se os três poderes, Executivo, Legislativo e o Judiciário. Todos são responsáveis pela governança e permitiram que o governador não cumprisse os dispositivos constitucionais, e que reduzisse os percentuais que irá destinar à Saúde e à Educação em, respectivamente 10,84% e 23,96% em 2013. Há que se economizar bastante com essas áreas, pois organizar uma Copa do Mundo demanda um colossal esforço financeiro!

Mas isso pouco importa... Quem liga para isso. Estamos muito felizes com o estádio novo que recebemos do governador e com a Copa que se aproxima. Educação, Saúde e Segurança não são fundamentais em nossas vidas, o que é de fato importante para nós é o futebol e o espetáculo que ele nos proporciona.

A política praticada pelo governo é a do “pão e circo”, que surgiu na Roma Imperial, há mais de 1500 anos. Essa estratégia é “velha”, mas bastante eficaz e com roupagens contemporâneas funciona perfeitamente. Ela serve para enganar o povo e manipular seu coração.

Em Roma havia o suntuoso Coliseu e as lutas de gladiadores promovidas pelo império. Eram verdadeiros espetáculos públicos, onde a massa popular recebia pão e vinho ao mesmo tempo em que assistia à selvageria dos combates. Enquanto o povo se divertia com as lutas, não havia tempo e nem vontade de olhar para os problemas romanos, que eram bem parecidos com os nossos atuais – corrupção, desemprego etc.

No Brasil os governos nos oferecem espetáculos, como as olimpíadas e a copa do mundo, para aliviar a tensão social e desviar o foco do povo dos problemas cotidianos, tais como desemprego, violência, corrupção, exploração do trabalhador e falta de saúde, educação e saneamento básico.
Assim voltamos nossas atenções para os jogos, nos divertimos e sequer lembramos que o dinheiro público, o nosso dinheiro, está indo pelo ralo.

Será que a população aprovaria essas decisões? O que você, cidadão, escolheria: investir o dinheiro público em um estádio de futebol ou melhorar o hospital de sua cidade ou a escola que seus filhos frequentam?

Apesar de todas as dificuldades cotidianas que somos obrigados a enfrentar, hoje podemos nos gabar de que temos um estádio de futebol no mesmo nível dos similares europeus. Segundo os visitantes da cerimônia de entrega do novo Mineirão, o estádio não perde para nenhum outro da Europa.

Só gostaria de saber quando poderemos nos gabar de ter Saúde, Educação e segurança para todos do mesmo nível dos melhores países da Europa.



O texto foi publicado no Jornal Tribuna do Povo, nº 637 (15 fev. 2013).
Clique na imagem para ler.

Não deixe de ler

Leão XIV é o novo papa, mas alguns queriam uma leoa

Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária...