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22.6.19

Eleição, debate, cidadania e democracia

A eleição de diretor escolar, que ocorre, geralmente a cada três anos, é uma boa oportunidade para a comunidade, especialmente os alunos, exercitar a cidadania e compreender o funcionamento de uma democracia.

O período que antecede a escolha do diretor é um momento para reflexão coletiva sobre a gestão e os rumos da escola pública e é marcado pelo debate de ideias e de propostas para o futuro. Bom, pelo menos é assim que deveria ser...

Não houve debate na escola, sequer foi possível fazer perguntas para os candidatos após a apresentação de seus planos. Tudo se resumiu ao monólogo. O direito de estudantes e professores de inquirir os candidatos foi tolhido, o que revela uma concepção limitada, para ser bem educado, do que é uma democracia e de como funciona um processo democrático.

Não há democracia sem divergências, sem questionamentos, sem o contraditório e sem amplo debate público sobre ideias e propostas que dizem respeito à coletividade.

Quem tem medo de debater ou é despreparado ou desconhece a essência do que é um regime democrático. Infelizmente, muitos brasileiros, inclusive profissionais que trabalham na educação, acreditam que democracia se resume apenas ao ato de votar. Ledo engano, quem assim vê está equivocado, pois enxerga apenas parte do processo e não todos os elementos que o constituem - se inclui aí o salutar debate de ideias. Não é por acaso que o Brasil ocupa as últimas posições nos rankings internacionais de educação, as escolas estão cheias de maus profissionais, gente mal formada, sem qualificação e pessoas despreparadas para exercer a nobre função de educar, ensinar e formar o ser integral, preparado cognitivamente e com habilidades socioemocionais que lhe possibilitem a vida em uma sociedade plural.

Na Grécia Antiga, berço da democracia, os cidadãos eram livres para falar nas assembleias realizadas na ágora (espaço público - vide imagem abaixo). O debate era tão importante entre os gregos  que os homens de origem mais abastadas eram educados e aprendiam, dentre outras coisas,  a dominar a arte da oratória e da retórica. A capacidade de expor publicamente as ideias com clareza e conseguir convencer os demais acerca de sua importância eram fundamentais na pólis.
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Existe democracia sem debate? Onde?
Num país com governo republicano e democrático como o Brasil o debate continua sendo extremamente necessário,  principalmente porque os interesses dos grupos que compõe nossa sociedade são muito diversos e precisam ser considerados, evidentemente. Que outra forma temos de ouvir os outros, suas queixas, suas reivindicações e suas sugestões senão através de um bom debate, típico das melhores experiências democráticas? A falta de debate e de diálogo silenciam as pessoas e resultam num enfraquecimento das instituições democráticas, na medida em que restringem a participação dos vários segmentos da comunidade em um momento vital como é a eleição para diretor escolar. Sendo a escola uma instituição constitutiva da sociedade, com um projeto político e pedagógico, jamais se pode abrir mão do debate. O debate faz parte do espírito escolar, ou deveria fazer, para fomentar ideias, projetos e encaminhamentos para a transformação social. Sem debate não há, pois, aprendizagem.

Então, nos resta lamentar por termos passado por um processo eleitoral sem ter experimentado um debate, sem ter a possibilidade, sequer, de fazer perguntas para aqueles que concorriam ao cargo.  Todos perdem, especialmente os estudantes que não tiveram  a valiosa chance de exercitar a cidadania. Imagine o quanto a escola não ganharia se, num contexto de reflexão coletiva, alunos, servidores e professores tivessem voz ativa e pudessem se expressar?
Deixemos a imaginação trabalhar e vamos cobrar, a todo custo, mais organização,  competência e oportunidades de debates prévios antes da tomada de decisões que dizem respeito ao futuro e à vida de centenas de pessoas. Eu fiz isso e continuarei fazendo, pois reconheço a relevância de tal ação na construção da coisa pública. 

Em tempo, anoto algumas das questões que pretendia suscitar, caso tivesse sido oportunizado um momento de debate:

1. Por que não há capina frequente na escola?
2. Por que não tem sabão de coco em barra no banheiro masculino dos alunos?
3. Por que a iluminação artificial de alguns espaços escolares é deficiente?
4. Por que não se cultiva uma horta na escola, apesar da escola contar com mais de uma dezena de funcionários?
5. Por que o parquinho encontra-se abandonado, como já foi registrado aqui no Blog?
6. Por que a sala dos professores permanece desorganizada? 
7. Por que há amontoados de mobília com defeito em alguns cantos da escola?
8. O que se pode fazer para melhorar a gestão de projetos?
9. Quais medidas serão tomadas para aperfeiçoar o desenvolvimento profissional?
10.Como se pretende efetivar uma gestão democrática, colegiada, inclusiva e participativa na escola, de fato?

9.6.19

A importância do ato de brincar nos anos iniciais do Ensino Fundamental

Brincar é um processo fundamental para o desenvolvimento das potencialidades sociais e intelectuais da criança. As brincadeiras promovem o desenvolvimento cognitivo e estimulam as relações interpessoais e a psicomotricidade.

De acordo com a Educadora Ângela Maluf (2005),

"Brincar proporciona a aquisição de novos conhecimentos, desenvolve habilidades de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas da criança, é essencial para um bom desenvolvimento motor, emocional e cognitivo. A busca do saber é possível através, do brincar formar indivíduos com autonomia, motivados para muitos interesses capazes de aprender rapidamente".

Há incontáveis estudos que realçam a relevância da brincadeira e da ludicidade enquanto ferramenta didática e pedagógica, mestres como Piaget e Vygotsky ou grandes educadores e pesquisadores brasileiros, como Moacir Gadotti e Magda Soares. Tal atividade não pode ser subaproveitada, jamais!

A brincadeira contribui para desenvolver valores nas crianças, como a cooperação, a solidariedade e o respeito às regras e ao próximo. Quando as crianças vão brincar no escorregador, por exemplo, elas começam a aprender que é preciso que cada um suba as escadas por vez, é necessário aguardar o colega escorregar e abrir espaço para o outro e também começarão a perceber e a respeitar que cada criança tem um ritmo. Alguns com mais desenvoltura - sobem mais rápido os degraus; outros vão mais devagar. Em suma, a brincadeira promove a socialização, o respeito, a disciplina e a tolerância nas crianças e se constitui em uma atividade essencial no processo de formação do educando enquanto ser integral.

Nesse sentido, a Escola Estadual Luiz Salgado Lima é privilegiada, pois possui um parque de areia com inúmeros brinquedos: escorregador, gira-gira, balanço etc. 
Contudo, o parque está  abandonado há muito tempo. Há pouca areia, o mato cresce por toda parte, há lixo e objetos de plástico jogados na área, os quais podem servir de criadouro para o mosquito da dengue, que tanto ameaça nossa saúde, e os brinquedos estão corroídos pela ferrugem.
Os brinquedos estão sem manutenção, tomados por ferrugem. Foto 08/06/19

Há mato, pouca areia e muitos objetos de plástico, garrafa pet e vasilha que podem servir de criadouro para o mosquito da dengue e outras doenças. Foto 08/06/19

O parque carece de manutenção simples, limpeza, capina, mais areia, reparo dos equipamentos e pintura. Ele é parte do patrimônio da escola pública e, como tal, deve ser tratado com zelo pela gestão da instituição de ensino. O Anexo II, da Resolução SEE Nº 4.127/2019, não traz nenhuma novidade, dispõe que é compromisso do diretor da escola:

"zelar pela manutenção dos bens patrimoniais, do prédio e mobiliário escolar, prezando pela preservação e recuperação, quando necessário". 

É certo que as verbas destinadas à Educação podem ter sofrido redução, contudo, o bom gestor é aquele que busca alternativas, estratégias e, com sua liderança e capacidade administrativa, busca alternativas para suprir as necessidades da escola, dos professores e, sobretudo, dos alunos. Assim, há incontáveis possibilidades para captação de recursos, como promoção de "ação entre amigos" na escola, eventos, como Festa Junina, e a renda da Cantina.

Podemos resgatar nosso parque e oportunizar pleno desenvolvimento para centenas de alunos que estão matriculados nos anos Iniciais do Ensino Fundamental. Vamos colocar o parque para funcionar?

5.6.19

A gestão de sua escola é democrática?

Para se ter uma educação pública de qualidade é necessário que a gestão da escola seja democrática e participativa. A escola deve oportunizar, além dos conteúdos para os alunos, a formação cidadã e a experiência de saber viver numa democracia.

Confira, a seguir, cinco aspectos que ajudam a verificar se sua escola pública tem uma gestão democrática.

A diretora ou diretor:

1. Atua como gestor? É um líder com habilidade e competência de gerenciar a equipe e os estudantes no rumo do sucesso? Age de forma impessoal, observa a legalidade e moralidade de seus atos?

2. Reconhece a importância de saber ouvir? Abre espaço para a manifestação de opiniões e ideias das pessoas, mesmo que sejam diferentes de suas convicções?

3. Tem postura e, principalmente, ações agregadoras visando ampliar a participação de todos nos processos decisórios?

4. É transparente, presta contas para a comunidade dos valores recebidos e investidos e torna públicos todos os assuntos e pautas relacionadas à todas as dimensões da escola?

5. Possui excelente formação acadêmica e experiências pedagógicas de sucesso que inspiram e motivam seus companheiros a buscar o desenvolvimento profissional?

E aí? Sua escola é democrática? Se as respostas para as perguntas forem "sim", sua escola pública está no rumo certo e, sem dúvida, oferece um ensino de qualidade e relevância social.
Caso as respostas sejam "não", há algo muito equivocado na escola. Não se promove uma educação transformadora com uma gestão engessada em moldes autoritários e clientelísticos. 

29.4.19

Eleição para Diretores das Escolas Estaduais de Minas Gerais

Quem pode se candidatar para ocupar o cargo de Diretor Escolar?

Professor de Educação Básica (PEB) ou Especialista em Educação Básica (EEB), detentor de cargo efetivo ou de função pública estável ou designado para o exercício de função pública; 

II - estar em exercício e comprovar tempo de exercício por, no mínimo, 2 (dois) anos, ininterruptos ou não, computados nos últimos 5 (cinco) anos anteriores à data da inscrição, no cargo de PEB ou EEB na escola para a qual pretende candidatar-se; 
III - possuir curso de Pedagogia plena ou licenciatura plena ou bacharelado/Tecnólogo acrescido de Formação Pedagógica de Docentes; 
IV - no caso de candidato ao cargo de diretor, possuir Certificação Ocupacional de Diretor de Escola Estadual vigente na data de inscrição; 
V – estar em situação regular junto à Receita Federal do Brasil; 
VI – estar apto a exercer plenamente a presidência da Caixa Escolar, em especial a movimentação financeira e bancária; VII – estar em dia com as obrigações eleitorais; 
VIII – não estar, nos 5 (cinco) anos anteriores à data da escolha para o cargo ou função, sofrendo efeitos de sentença penal condenatória; 
IX – não ter sido penalizado em processo administrativo disciplinar em órgão integrante da Administração Pública direta ou indireta, nos 5 (cinco) anos anteriores à data da escolha para o cargo ou função, observado, no que couber, o disposto no artigo 29 da Lei nº 21.710, de 30 de junho de 2015; 
X – não possuir, comprovadamente, pendências financeiras e de prestação de contas ainda não sanadas no exercício de mandatos anteriores ou na atual gestão da Caixa Escolar, nos termos do art. 21 do Decreto nº 45.085, de 08 de abril de 2009.

Quem pode votar?

I - profissionais em exercício na escola: 

a) servidores ocupantes de cargo efetivo, de quaisquer das carreiras dos Profissionais de Educação Básica ou de função pública estável ou designado para o exercício de função pública. 

II – comunidade atendida pela escola: 

a) estudante com idade igual ou superior a 14 (quatorze) anos; 
b) estudante com idade inferior a 14 (quatorze) anos matriculado no ensino médio ou na educação profissional; 
c) pais ou responsáveis por estudante menor de 14 (quatorze) anos matriculado no ensino fundamental ou por estudante com idade igual ou superior a 14 (quatorze) anos impossibilitado de votar. 

§ 1º - Os membros da categoria “profissionais em exercício na escola”, que atuam em mais de uma escola estadual poderão votar em todas elas. 
§ 2º - Os membros da categoria “profissionais em exercício na escola”, que estejam substituindo servidores afastados e aqueles cujo afastamento configurar efetivo exercício, poderão votar normalmente. 
§ 3º - Os membros da categoria “comunidade atendida pela escola”, na condição de estudante ou de pais ou responsáveis por estudante, em duas ou mais escolas, poderão participar do processo e votar em todas elas. 
§ 4º - O votante só terá direito a um voto por escola, independentemente de pertencer a mais de uma categoria ou segmento ou possuir dois ou mais filhos matriculados na escola.



10.12.18

Opinião: A direção de escola tem que acabar

Já escrevi e defendi aqui no Blog que a direção das escolas públicas deveria ser colegiada. O controle das escolas deveria passar das mãos de diretores para os representantes da comunidade escolar, os quais decidiriam os rumos da instituição de ensino.

Pois bem, reafirmo a defesa de meu ponto de vista e farei um relato de experiências que vivi, ao longo de doze anos de carreira, trabalhando em diversas escolas, em regiões e estados diferentes. É essa experiência, resultado de minhas observações e do convívio profissional que mantive com inúmeros diretores, que embasa a minha opinião.

Adianto que, na maioria das vezes, ter vivenciado o dia a da escola sob a batuta dos gestores foi desagradável, presenciei muitas injustiças, irregularidades e práticas condenáveis. Além disso, muitos gestores "pararam no tempo", não possuem boa formação acadêmica e pedagógica, tampouco administrativa, não são afeitos ao hábito de estudar. Houve exceções, tive o prazer de trabalhar com um gestor que priorizava o respeito e o carinho acima de tudo, foi uma das pessoas mais belas que conheci até hoje.
Importante destacar que também fui diretor de escola, por três anos, estive do outro lado, sei que é complicado liderar pessoas com ideias diferentes, às vezes conflitantes, e garantir a implantação das políticas educacionais do governo. Mas enquanto fui diretor sempre busquei o diálogo, o respeito e a observância dos princípios fundamentais da administração pública. Certamente não agradei a todos, mas, graças ao bom trabalho que fiz, fui reconhecido e até hoje sou saudado por muitos.

Além de minhas impressões pessoais, as quais relatarei a seguir, escuto rotineiramente as reclamações dos colegas com os quais eu trabalho, que também atuam em outras escolas e compartilham suas frustrações e angústias sobre o que os gestores andam aprontando por aí.

Diretores, pelo que pude observar, personalizam em si o poder, normalmente querem se afastar da sala de aula, estão de "saco cheio" da rotina de ensinar e articulam formas para ocupar cargos diretivos. Uma vez que assumem a função querem se eternizar nela. Quem não conhece diretor, aqui na Regional de Leopoldina, por exemplo, que permanece na função por uma década ou mais?

Por personalizar o poder, esses diretores ficam "caolhos", se tornam anti-democráticos, recebem o apoio de alguns professores e funcionários da escola, que dão o aval às suas ações discricionárias. Tais ações são referendadas ainda pelo Colegiado, órgão consultivo e deliberativo da Escola, cujos membros são "escolhidos", "sugeridos" e "apontados", na surdina, pelos diretores, para dar respaldo e uma falsa aparência de normalidade coletiva à iniciativa e ao desejo individual do gestor.

Caso algum professor ou funcionário se rebele contra as atitudes do diretor há diferentes formas de punição: ameaças veladas, mudança de horário para prejudicar e dificultar a vida do servidor, nota baixa na Avaliação de Desempenho (cuja comissão também tem indicados do diretor, que a preside), isolamento do servidor rebelde e outras formas de assédio moral.

Senti isso na pele, em certa ocasião havia acabado de chegar numa escola, tinha sido removido. Com minha chegada, o professor contratado foi dispensado. Por acaso ele era primo do gestor da escola. Alguns dias depois de minha chegada o gestor me chamou e me informou que o horário de minhas aulas iria passar por alteração, as aulas que eram ministradas em 2 dias, misteriosamente, passaram para 3 dias. De modo impositivo, sem chance alguma de apelação, tive de aceitar o horário e por um semestre inteiro tive que viajar mais, gastando mais dinheiro com passagens de ônibus para me deslocar para a escola. Claramente o gestor não me queria na escola, dificultou minha vida, criou um estímulo para que eu deixasse a escola o mais rápido possível para que seu primo retornasse ao cargo. E assim ocorreu! Me transferi para outra escola, onde conheci um gestor maravilhoso, muito humano, com o perdão da redundância, amoroso e educado.

Em outra escola vivi um momento dificílimo, o gestor era bastante radical e fervoroso na defesa de suas ideias, misturava suas crenças com a administração pública da escola, se dizia um escolhido de Deus para dirigir. Aqueles que eram adeptos de sua doutrina tinham certas vantagens, "regalias", "privilégios" e "proteção" na escola. Os que não aceitavam e levantavam a voz contra aquele tipo de administração baseada num fanatismo era perseguido. Eu fui um dos que ousou erguer a voz contra a tirania. Com isso, o gestor passou a me enxergar com maus olhos, quando me via não cumprimentava, instigou pais e alunos contra mim, usou até de mentiras para me fazer passar por um processo administrativo, arquivado posteriormente por instâncias superiores. Enfim, era um gestor que perseguia, coagia e isolava aqueles que não lhe agradavam. Foi um momento profissional horrível, de descrença pessoal na profissão e também de busca de forças internas, apoio e ajuda para superar uma fase nebulosa.

Ao longo de mais uma década trabalhando em escolas públicas pude observar pequenas, porém graves, transgressões cometidas por diretores despóticos. Eles fazem do cotidiano escolar, um ambiente plural que deveria ser pautado pela democracia e pela busca da convivência harmônica, um local de medo, terror e silêncio. Não possuem boa formação e nem as habilidades e competências necessárias para liderar e exercer plenamente as funções inerentes ao cargo. Eles misturam crenças e assuntos da esfera privada com a esfera pública, alguns se corrompem, infringem a lei. Com relação ao assédio moral dos chefes em relação aos subordinados a situação é delicada, a vítima sofre em silêncio, ocorreu comigo e vi acontecer com colegas de trabalho que derramaram lágrimas, deixaram a escola por conta da dor de ser perseguido e não ter a quem recorrer. É difícil se defender do assédio, não sabemos exatamente a quem ou qual órgão buscar socorro, é difícil obter provas e testemunhos, ainda mais quando muitos membros da escola são cooptados pelo diretor. O pior é que a instância superior à escola, órgãos como as Superintendências e Coordenadorias, em diversas vezes têm conhecimento de tais infrações e são coniventes, nada fazem para enquadrar o gestor e obrigá-lo a ser mais imparcial, justo e obedecer a legislação vigente. Simplesmente lavam as mãos.

Paro por aqui para não me estender mais, ainda há muito para relatar, talvez em outra postagem. Mas por tudo que vi e vivi é que defendo que a gestão da escola passe para o poder dos membros da comunidade escolar, se torne uma efetiva e real gestão colegiada. As decisões precisam ser tomadas coletivamente, após discussões e análises de todos os representantes dos vários segmentos que compõe a escola. Não deve haver um diretor e nem gratificação financeira, isso representaria até uma economia para os cofres públicos. Pais, alunos, professores e servidores da escola devem administrá-la, observando a legislação educacional vigente.

O modelo atual de administração escolar fabrica, por todos os cantos, diretores autoritários que cometem, impunemente, abusos de poder. Isso não contribui em nada para o aperfeiçoamento do ensino e nem melhora a formação dos estudantes, logo não concorre para o processo de construção de uma sociedade com valores democráticos.

29.11.18

Empreender é realizar boas coisas coletivamente!

Todo empreendimento começa a partir de um planejamento, essa etapa é fundamental, pois é nela que são traçados os objetivos da empreitada, as tarefas e responsabilidades são divididas.

Aqui no Ensino Fundamental do CIEP 280, nós, da área de Ciências Humanas, realizamos um trabalho baseado em dois princípios fundamentais e basilares: diálogo e horizontalidade!
O diálogo nos permite expor ideias e ouvir a dos colegas, para depois realizar uma síntese que se transformará em ações. A horizontalidade nos coloca como iguais, ninguém é melhor do que o outro, nada é imposto, não "vem de cima para baixo", deliberamos e agimos como um grupo que tem o objetivo de educar. 

Partindo desses dois valores essenciais é que nos reunimos e colocamos no papel nossos sonhos e ideias. E assim ocorreu quando fomos celebrar o dia da Consciência Negra. Elaboramos um projeto envolvendo as disciplinas de Artes, História e Geografia nas turmas de 6º a 8º anos do Ensino Fundamental.

O Projeto ficou excelente e o resultado melhor ainda, com amplo envolvimento e protagonismo dos estudantes, os quais foram acompanhados e orientados pelos professores ao longo de cada etapa e execução dos trabalhos previstos. Além disso, firmamos parcerias, trouxemos um palestrante, secretário municipal, e um grupo de Capoeira para se apresentar na escola. Enfim, foi um grande evento! 
Eis a íntegra do Projeto:

Projeto: “Semana da Consciência Negra”
Planejamento de área: Ciências Humanas do Ensino Fundamental do CIEP 280

Apresentação e Justificativa
         O presente projeto destina-se a promover, especialmente, durante as semanas que antecedem o feriado de 20 de novembro (dia da Consciência Negra) uma reflexão histórica, cultural e política do papel do negro na sociedade brasileira e no cenário internacional.
         Por muito tempo, alguns intelectuais, em meados do século XIX, defendiam a ideia do racismo científico, estabelecendo hierarquias raciais e colocando as etnias africanas em posição inferior aos brancos. Somente após a década de 1950 que tais preconceitos começaram a ser demovidos por novas ideias e pesquisas antropológicas, sociológicas e genéticas.
         Os resultados de novos trabalhos apontam para uma origem comum dos grupos humanos, que remontam à África há milhares de anos atrás. Portanto, desconstruir o racismo é condição sine qua non para almejarmos uma sociedade igualitária e equitativa com oportunidades para todos, independente de sua cor da pele, crenças religiosas, ideologia e etc. Logo, torna-se imprescindível conhecer as formas de discriminação, dominar o conceito de racismo e os meios para combater tais práticas que persistem na sociedade contemporânea.
         Com as atividades previstas neste projeto esperamos apresentar aos alunos e alunas, bem como aos demais membros da comunidade escolar, além de conceitos relevantes, como racismo e discriminação, personalidades afrodescendentes importantes, no Brasil e no exterior, as quais se destacaram em diversas áreas: Literatura, Arte, Música, Ciência, Esporte, Política.

Objetivos
·        Valorizar a cultura afrodescendente e reconhecer a contribuição de seus representantes em diversos aspectos da cultura e da humanidade, como Ciência, Literatura, Artes Plásticas, Esporte e Política;
·        Conhecer o conceito de racismo, discriminação racial e os meios para combate-lo;
·        Reconhecer a influência afrodescendente na culinária, no vocabulário e na cultura brasileira.

Atividades Propostas, Responsáveis e Cronograma
·        Confecção de Cartazes pelos estudantes e professores (Rodolfo, Gabriel, Dacimar e Angélica), seguindo o modelo abaixo:

        
·        Exposição dos cartazes no pátio da escola (Turmas 601 e 602 e 701, 702 e 703, Rodolfo, Dacimar e Gabriel);
·        Apresentação de capoeira com grupos da cidade e alunos (Turmas 701, 702 e 703 e Dacimar);
·        “Roda de Conversa” com um representante do Movimento Negro do Carmo, o secretário municipal de Cultura do município, – senhor Wesley Muniz. (Alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental; Dacimar);
·        Apresentação de Trabalhos sobre conceitos como racismo, discriminação e temas, como Escravidão no Brasil, Quilombos e Resistência e Abolição da Escravatura (1888) (Rodolfo e Mirian);
·        “Sabor à Mesa”: degustação de alimentos de origem afro-brasileira. Merenda: Feijoada (Direção da Escola e Cantineiras); Sobremesa: Cocada e pé de moleque (Turmas 701, 702 e 703).
A culminância do Projeto será no dia 22 de Novembro de 2018 (Quinta-feira), a partir das 08:00 horas com previsão de término às 12:30 h. Nessa data ocorrerá as exposições de cartazes, apresentações de Capoeira, Roda de Conversa e será servido uma feijoada para os estudantes, professores e convidados.

Professores Responsáveis
Angélica Longo
Dacimar Gonçalves
Mirian Kunha
Gabriel Duarte
Rodolfo Pereira   

Vídeo com apresentação de Capoeira de um grupo Carmense, composto por alunos, pais e membros da comunidade.





20.9.18

Formação continuada: dever e direito do professor

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96 estabeleceu que a formação continuada dos docentes é um dever e um direito. Isso porque o poder público entende a necessidade constante de atualização dos educadores para que este possa enfrentar de forma qualificada os desafios inerentes à sua profissão.

Portanto, em linhas gerais, o professor não pode parar de estudar. Acontece que tem muita gente na escola que não gosta de estudar, não lê, não reflete, não produz, ensina mal e se acomoda. Pior do que isso, há gestores que não incentivam a formação continuada, isto é, não estimulam os educadores a buscarem novos conhecimentos, se aprimorar, frequentar cursos de pós-graduação, de extensão, ou a participar de congressos e palestras.

Esse tipo de gestor vive escondido em saletas fazendo sabe-se lá o quê, mal conhece a realidade da escola e, por isso, tem a reprovação da maioria absoluta da comunidade escolar. O gestor com esse perfil não é líder. Um líder inspira os seus comandados a alçarem vôos mais elevados, a buscar novos conhecimentos e a multiplicá-los entre os alunos, o fim de todo o processo educacional.

Analisemos a seguinte hipótese,  o mal gestor, ranzinza e burocrático, vê na falta do professor que vai estudar ou frequentar algum curso ou congresso um problema. Alunos ficariam sem aula por um ou dos dias, o diretor teria que trabalhar para preencher essa lacuna, mas convenhamos, tem diretor que não gosta de trabalhar, não é? Por isso ele impõe todo tipo de dificuldade ou de aborrecimento para que o professor não busque a formação continuada.  O bom gestor, pelo contrário, é alguém que possui boa formação, jamais se acomoda e não para de se atualizar, ele vê, nesse caso, uma oportunidade para o trabalho do docente ser aperfeiçoado. Enquanto o bom gestor sabe que um profissional mais qualificado impactará positivamente no ensino e na formação dos educandos, o mau gestor vê a ausência temporária de pessoal como um problema, algo que deve ser evitado, pois isso lhe acarretará uma sobrecarga. Quem está preocupado com a qualidade da educação: o bom ou o mau gestor? E quem está preocupado consigo mesmo e em manter sua rotina de modorra (ficar na frente do computador, atento às redes sociais ou tergiversar sobre temas alheios à escola...): o mau gestor ou o bom gestor? 

O mau gestor, se tivesse competência e disposição para o trabalho, de fato, sabe elaborar um simples plano de ação para suprir a ausência do educador que foi estudar. O bom gestor faz isso e estimula o docente a fazer as aquisições necessárias ao aperfeiçoamento contínuo de suas habilidades e competências.
Somente com formação continuada, que não precisa ser sempre fora da escola, a educação irá avançar e teremos um ensino com mais qualidade. Importante frisar que a formação continuada precisa ocorrer também dentro das escolas, em momentos oportunos, como as reuniões pedagógicas. Porém, o que se verifica na realidade é que as reuniões são momentos enfadonhos, monótonos e pouco proveitosos que se resumem a:
  • Transmissão de avisos dos órgãos superiores para a ciência do corpo docente;
  • Acusações generalizantes, como: "tem gente que chega atrasado"; "alguns não dão aula direito"; "tem gente que falta e não apresenta atestado"...;
  • Exibição de vídeo e mensagens de auto-ajuda copiadas na internet;
  • Realização de dinâmicas sem sentido, exemplo "a dinâmica do abraço".
Por que tais reuniões são contraproducentes? Ora, pois são conduzidas por pessoas desqualificadas, é simples! Elas não são capazes de inovar, de fazer algo diferente e que seja relevante, construtivo e produtivo para toda a equipe da escola. Gente que se acomodou no cargo, que ocupa por décadas, gente que não estuda (ou estuda pouco) tem uma visão turva da complexidade de uma escola e do fazer educacional. Poderíamos esperar algo diferente de gente mal formada? Claro que não, pois não se pode nutrir expectativas sobre a mediocridade.

Precisamos passar a educação à limpo e isso começa por termos nas salas de aulas os melhores professores e os melhores gestores na liderança da escola e da área pedagógica.


Texto de Helio Brummas

5.7.15

Pelo fortalecimento do Conselho escolar

O Sind-Ute iniciou uma consulta aos educadores e filiados para colher sugestões sobre o processo de escolha de diretores das escolas estaduais, o qual deve ocorrer no final deste ano.

As opiniões dos educadores deverão ser sistematizadas em um relatório para subsidiar a organização da indicação de dirigentes a ser executada pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG). 

Eis a minha sugestão: extinguir os cargos de diretor e vice-diretor de escolas públicas, substituindo-os por uma administração, efetivamente, democrática e compartilhada.

A gestão da escola pública deveria, portanto, ser entregue à comunidade onde ela está inserida. 

Gestão democrática, com responsabilidades compartilhadas.

O governo poderia criar, por meio da lei, Conselhos escolares que iriam administrar a escola em todas as suas esferas - administrativa e pedagógica.

Os conselheiros seriam escolhidos por toda a comunidade escolar e representariam todos os segmentos da escola - professores (efetivos), pais, alunos e demais servidores da unidade de ensino.

A SEE-MG promoveria cursos periódicos de formação e capacitação para os membros do Conselho gestor da escolar, valendo-se dos recursos da modalidade de ensino à distância.

O mandato dos conselheiros seria de três anos, permitido apenas uma reeleição. E penso que o desempenho da função deveria ser gratificada.

Por que o Conselho no lugar do Diretor?

Não é segredo para ninguém que o atual modelo de gestão escolar encontra-se defasado. A direção escolar reflete, de algum modo, a forma como se administra a coisa pública no país. Na esfera governamental e nas instituições públicas, o poder é marcado por excessiva centralização, improbidades administrativas, dentre outras práticas deploráveis que são estranhas à qualquer regime democrático.

Então, acreditamos que o Conselho pode ser uma alternativa para a atual forma claudicante de gestão da escola pública.

De acordo com uma publicação do Ministério da Educação (MEC), "os conselhos de gestão de políticas públicas setoriais, caracterizados simples e essencialmente como conselhos da cidadania, sociais ou populares, nascem das categorias associadas de pertencimento e participação  e se tornam a expressão de uma nova institucionalidade cidadã". (Conselhos Escolares: uma estratégia de gestão democrática da educação pública. MEC, 2004. p. 19).

Sendo assim, a implementação do Conselho escolar, em oposição aos atuais órgãos colegiados, fracos e inoperantes, que servem apenas para referendar a vontade do diretor, certamente tornará a gestão da escola mais democrática e atraente para sua comunidade.
As decisões da escola passariam por discussões e tomadas de decisões coletivas, as quais contemplariam toda a diversidade presente numa comunidade escolar.

É mister destacar que a participação em um Conselho fortaleceria o censo de cidadania e institucionalizaria, de uma vez por todas, a democracia na gestão da escola e nas relações entre os seus agentes - professores, pais, alunos etc.

Lançamos apenas uma ideia, que não é original e nem perfeita, pelo contrário é passível de críticas e muitos aprimoramentos. Contudo, alguns pontos de nossa forma de pensar parecem ir ao encontro dos anseios da coletividade:
  1. O modelo atual de administração escolar precisa ser revisto;
  2. Só haverá democracia na escola com a efetiva participação da comunidade na gestão escolar.
Estamos no século XXI e ainda não temos a Educação que desejamos e que precisamos, também não temos democracia, de fato, na gestão do ensino. 
Então, por que não tentar aplicar novas formas de administrar a coisa pública, em vez de manter a atual estrutura, que apenas reforça a tirania e o abuso de poder? 
Se é na escola que temos o dever  de formar cidadãos para a vida numa democracia, não seria nela que o ideal democrático deveria nascer?

23.1.15

De volta ao Ensino Médio tradicional

Ao que tudo indica, o polêmico Programa "Reinventando o Ensino Médio", implementando pelo governo de Anastasia, chegou ao fim.

Com mais uma Resolução publicada, após quase um mês de exercício, a nova Secretária estabeleceu os parâmetros para os conteúdos e carga horária do Ensino Médio (Ver tabela abaixo).

RESOLUÇÃO SEE Nº 2.742, DE 22 DE JANEIRO DE 2015.

Note que nem na tabela e nem no texto da Resolução constam as disciplinas do Reinventando o Ensino Médio, aquelas denominadas "áreas de empregabilidade". Aqui na Escola Estadual Luiz Salgado Lima, vivemos essa experiência com as turmas do 1º ano do Ensino Médio. Tínhamos turmas de Turismo e de Comunicação Aplicada.

Eu fui escolhido pela direção da escola para ministrar as aulas de Turismo, uma matéria que tem muitas afinidades e algumas relações com minha disciplina de formação, que é a História.

Passamos o maior aperto para procurar material, elaborar atividades, provas, montar apresentações de slides, baixar vídeos na internet sobre o tema etc. Apesar do trabalho duro, demos conta do recado, graças a Deus. Fizemos o melhor possível e as provas deste trabalho estão espalhadas aqui pelo Blog, com vasto conteúdo publicado sobre o Turismo, enfocando os aspectos locais, regionais, nacionais e internacionais.



Enfim, mesmo sem receber nenhum tipo de curso prévio ou capacitação, materiais e recursos adequados para se trabalhar um programa novo, tentamos, com nossos próprios meios, levá-lo adiante.

O que estamos querendo dizer é o que o tal Reinventando o Ensino Médio já nasceu fadado ao fracasso. As matérias pouco agregavam ao currículo dos estudantes, que estão mais preocupados com o ENEM; O Programa foi implantando "goela abaixo" pelo governo, sem nenhum diálogo com a comunidade escolar e com os professores, algo típico do governo anterior; Por fim, a criação de um sexto horário para o 1º ano do Ensino Médio foi problemático devido à falta de transporte e estrutura das escolas para ficar com os alunos por mais tempo.


Alunos da Rede Estadual dão depoimento sobre os problemas vividos no Reinventando o Ensino Médio.

Aperfeiçoar o Ensino Médio é necessário. É fato que este segmento precisa se tornar mais atrativo para manter os alunos na escola, reduzindo os elevados índices de evasão da modalidade, cerca de 10%. 
Para isso é preciso estruturar as escolas, oferecer aulas de informática - com computadores e internet funcionando; esporte com material esportivo adequado; lanche e uma refeição completa; garantir formação continuada de qualidade para os docentes e remunerar adequadamente os professores, pagando, no mínimo, o piso salarial para todos os educadores que estiverem em sala de aula. Em suma, necessitamos de mais investimentos e melhor uso do dinheiro público na Educação.

Nesse imbróglio, vejo outro grave problema, que é a incapacidade política de elaborar e manter programas educacionais eficazes funcionando a longo prazo. O entra e sai da política, naturalmente, impede a continuidade de medidas iniciadas por governos rivais, quem sofre com isso é a população. Portanto, acho que nós - SOCIEDADE - devemos assumir a Educação como prioridade em nossas vidas.
Embora a presidenta do país tenha declarado "Brasil, pátria educadora", sabemos que a frase não passará de efeito para as massas. Estamos muito longe de ter a Educação Básica com a qualidade almejada e não podemos continuar refém dos interesses políticos e partidários, os quais têm trazido tantos prejuízos para o país e para o povo brasileiro.

E vamos lembrar que filho de político não estuda em escola pública, por isso conclamamos a sociedade a assumir o controle da Educação Brasileira, tirando nosso futuro das mãos de gente mesquinha que só se preocupa em tirar proveito da coisa pública para benefício próprio.

Não tem mágica, tem que haver é uma política social séria, construída democraticamente, para que o Ensino Médio seja fortalecido e que os jovens formandos recebam uma formação intelectual, acadêmica e moral mais sólida e que assim possam contribuir para melhorar nossa sociedade, seguindo com suas vidas, seja para o nível técnico, superior ou para o mercado de trabalho.

Leia mais sobre o encerramento do Reinventando o Ensino Médio clicando aqui.

31.10.14

Certificação para Diretor (SEE-MG)

O Edital para Certificação ocupacional de dirigente escolar foi publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, no dia 29/10. Para ler o edital, clique aqui.

As inscrições serão entre os dias 3 e 14 de novembro no site da Educação ou no http://www.makiyama.com.br/.

Condições para participar da certificação:
  • ter cargo efetivo das carreiras de Professor de Educação Básica (PEB) ou Especialista em Educação Básica (EEB) - Supervisor Pedagógico e Orientador Educacional, vinculados às carreiras da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais e possuir formação para o magistério obtida em curso superior de graduação em Pedagogia, Normal Superior, Licenciatura Plena, ou graduação em outra área acrescida de Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes (complementação pedagógica equivalente à licenciatura plena).

A prova terá 60 questões objetivas de múltipla escolha. Serão cobrados conhecimentos gerais em relação às temáticas: políticas públicas de educação de Minas Gerais, referenciais pedagógicos, bases legais da educação, interações sociais na sala de aula e na escola; e competências, habilidades e conhecimentos específicos na área de gestão educacional e de gestão pública, conforme os padrões de competência do diretor de escola estadual: planejamento e gestão de recursos orçamentários e financeiros, gestão de pessoas, gestão de compras e gestão do patrimônio.

O exame ocorrerá no dia 14 de dezembro (domingo), no horário de 8 horas às 12 horas. O local da prova será informado ao candidato no Comprovante Definitivo de Inscrição (CDI) e será disponibilizado no endereço eletrônico www.makiyama.com.br.

O candidato será certificado caso obtenha um desempenho igual ou superior a 60% na prova objetiva.

8.9.14

IDEB 2013 da E. E. Luiz Salgado Lima

A equipe da Escola Estadual Luiz Salgado Lima é incrível. O corpo docente é nota 10, e o pessoal do apoio faz um trabalho de excelência garantindo suporte aos professores.

O resultado de tanto esforço, dedicação e competência dos profissionais da escola repercute diretamente no ensino e garante mais qualidade na aprendizagem dos seus quase 700 alunos.

Os indicadores do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2013, divulgados recentemente, comprovam o bom rendimento dos alunos da Escola nas avaliações externas aplicadas pelo governo federal. A escola pode não ser perfeita, mas tem suas virtudes que merecem ser reconhecidas e valorizadas!

Saiba mais sobre o IDEB (clique aqui).

Parabéns para todos, alunos, equipe gestora, pessoal de suporte e apoio e aos demais membros da comunidade escolar por fazerem a diferença!

Clique na imagem abaixo para ler a matéria no portal do Tribuna do Povo:

6.3.14

Eleição para o Colegiado (SEE-MG 2014)

Você sabia que um dos órgãos mais importantes da administração escolar é o Colegiado?

E você sabe o que é o Colegiado? Quem faz parte dele e quais são as suas atribuições?

As respostas dessas perguntas serão dadas abaixo, de acordo com a legislação vigente da rede estadual de Educação do Estado de Minas Gerais, especialmente a RESOLUÇÃO SEE Nº 2.554, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2014.

O Colegiado Escolar é órgão representativo da comunidade escolar, com funções de caráter deliberativo e consultivo nos assuntos referentes à gestão pedagógica, administrativa e financeira, respeitada a norma legal. (Artigo 1º).


Esse órgão é presidido pelo Diretor da Escola, e é formado por representantes de todos os segmentos da Comunidade Escolar - professores, demais funcionários, alunos e pais.
Os representantes são escolhidos por seus pares, por meio de uma eleição e o mandato é de dois anos.

O Colegiado é muito importante, pois ele garante a gestão democrática da escola ao permitir que todos os segmentos da comunidade escolar opinem e participem da administração da Unidade de Ensino. Nesse sentido, são várias as atribuições de seus membros, tais como aprovar e acompanhar a execução do Projeto Pedagógico da Escola, do Plano de Ação e do Regimento Escolar, acompanhar a evolução dos indicadores educacionais (avaliações externa e interna, matrícula e evasão escolar) e propor, quando se fizerem necessárias, intervenções pedagógicas e medidas educativas, visando à melhoria da qualidade do processo de ensino e de aprendizagem, referendar ou não a prestação de contas aprovada pelo Conselho Fiscal etc. (Leia todas as atribuições no artigo 8º da Resolução mencionada anteriormente). 

Portanto, na hora de votar na Eleição de escolha dos membros do Colegiado seja criterioso, não entregue o seu voto sem antes ter refletido se determinado candidato (a) será aquele (a) que melhor lhe representará. Escolher um bom Colegiado fará toda a diferença na Escola e na vida das pessoas que trabalham e estudam nela.

Então escolha com critério!

Atenção para o cronograma do processo eleitoral do Colegiado (Março 2014):



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