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23.1.15

De volta ao Ensino Médio tradicional

Ao que tudo indica, o polêmico Programa "Reinventando o Ensino Médio", implementando pelo governo de Anastasia, chegou ao fim.

Com mais uma Resolução publicada, após quase um mês de exercício, a nova Secretária estabeleceu os parâmetros para os conteúdos e carga horária do Ensino Médio (Ver tabela abaixo).

RESOLUÇÃO SEE Nº 2.742, DE 22 DE JANEIRO DE 2015.

Note que nem na tabela e nem no texto da Resolução constam as disciplinas do Reinventando o Ensino Médio, aquelas denominadas "áreas de empregabilidade". Aqui na Escola Estadual Luiz Salgado Lima, vivemos essa experiência com as turmas do 1º ano do Ensino Médio. Tínhamos turmas de Turismo e de Comunicação Aplicada.

Eu fui escolhido pela direção da escola para ministrar as aulas de Turismo, uma matéria que tem muitas afinidades e algumas relações com minha disciplina de formação, que é a História.

Passamos o maior aperto para procurar material, elaborar atividades, provas, montar apresentações de slides, baixar vídeos na internet sobre o tema etc. Apesar do trabalho duro, demos conta do recado, graças a Deus. Fizemos o melhor possível e as provas deste trabalho estão espalhadas aqui pelo Blog, com vasto conteúdo publicado sobre o Turismo, enfocando os aspectos locais, regionais, nacionais e internacionais.



Enfim, mesmo sem receber nenhum tipo de curso prévio ou capacitação, materiais e recursos adequados para se trabalhar um programa novo, tentamos, com nossos próprios meios, levá-lo adiante.

O que estamos querendo dizer é o que o tal Reinventando o Ensino Médio já nasceu fadado ao fracasso. As matérias pouco agregavam ao currículo dos estudantes, que estão mais preocupados com o ENEM; O Programa foi implantando "goela abaixo" pelo governo, sem nenhum diálogo com a comunidade escolar e com os professores, algo típico do governo anterior; Por fim, a criação de um sexto horário para o 1º ano do Ensino Médio foi problemático devido à falta de transporte e estrutura das escolas para ficar com os alunos por mais tempo.


Alunos da Rede Estadual dão depoimento sobre os problemas vividos no Reinventando o Ensino Médio.

Aperfeiçoar o Ensino Médio é necessário. É fato que este segmento precisa se tornar mais atrativo para manter os alunos na escola, reduzindo os elevados índices de evasão da modalidade, cerca de 10%. 
Para isso é preciso estruturar as escolas, oferecer aulas de informática - com computadores e internet funcionando; esporte com material esportivo adequado; lanche e uma refeição completa; garantir formação continuada de qualidade para os docentes e remunerar adequadamente os professores, pagando, no mínimo, o piso salarial para todos os educadores que estiverem em sala de aula. Em suma, necessitamos de mais investimentos e melhor uso do dinheiro público na Educação.

Nesse imbróglio, vejo outro grave problema, que é a incapacidade política de elaborar e manter programas educacionais eficazes funcionando a longo prazo. O entra e sai da política, naturalmente, impede a continuidade de medidas iniciadas por governos rivais, quem sofre com isso é a população. Portanto, acho que nós - SOCIEDADE - devemos assumir a Educação como prioridade em nossas vidas.
Embora a presidenta do país tenha declarado "Brasil, pátria educadora", sabemos que a frase não passará de efeito para as massas. Estamos muito longe de ter a Educação Básica com a qualidade almejada e não podemos continuar refém dos interesses políticos e partidários, os quais têm trazido tantos prejuízos para o país e para o povo brasileiro.

E vamos lembrar que filho de político não estuda em escola pública, por isso conclamamos a sociedade a assumir o controle da Educação Brasileira, tirando nosso futuro das mãos de gente mesquinha que só se preocupa em tirar proveito da coisa pública para benefício próprio.

Não tem mágica, tem que haver é uma política social séria, construída democraticamente, para que o Ensino Médio seja fortalecido e que os jovens formandos recebam uma formação intelectual, acadêmica e moral mais sólida e que assim possam contribuir para melhorar nossa sociedade, seguindo com suas vidas, seja para o nível técnico, superior ou para o mercado de trabalho.

Leia mais sobre o encerramento do Reinventando o Ensino Médio clicando aqui.

16.9.14

Visita à UNIPAC

Os alunos do primeiro ano, da turma do Turismo, visitaram hoje a UNIPAC.

Eles já estão de olho no futuro, e muitos pensam em prestar exames de vestibular depois de concluírem o Ensino Médio, por isso fomos conhecer a Universidade, acompanhados pela vicediretora Josiane Badaró e a especialista em educação, Maria de Lourdes R. Zangirolami. 

Após uma breve e descontraída caminhada matinal, o grupo chegou à Universidade, onde foi cordialmente recebido pela Diretora da instituição, a professora Gleides Góis.


A Diretora apresentou aos alunos e professores as dependências da Universidade, tais como a Biblioteca, Salas de Estudos e os laboratórios utilizados pelos acadêmicos dos cursos de Engenharia Ambiental e de Biomedicina. Os alunos também conheceram o Laboratório de Anatomia Humana, sendo acompanhados por uma acadêmica do Curso de Biomedicina.


Os alunos e os demais visitantes ficaram entusiasmados com a excelente estrutura e a organização oferecida pela UNIPAC.


Depois de conhecerem a Escola de Ensino Superior, todos se reuniram num amplo espaço de convivência e de confraternização, onde fizeram um piquenique. Após o lanche, o grupo retornou para Escola, satisfeito e motivado com essa rica experiência cultural.


Nós, da E. E. Luiz Salgado Lima, agradecemos à Diretora da UNIPAC por ter nos recebido com tanta atenção e carinho!

26.8.14

Um olhar sobre Leopoldina

Os alunos da turma 1º 5 participaram de um concurso interno - chamado de "Um olhar sobre Leopoldina", promovido na disciplina "Atratividade Turística", do Reinventando o Ensino Médio.

Eles formaram equipes, com o objetivo de fotografar atrativos culturais e naturais da cidade.
As imagens foram reveladas em um tamanho padrão e foram expostas para toda a Comunidade Escolar.

A exposição foi artisticamente pensada e organizada pela Especialista em Educação Sônia Almeida e todos tiveram acesso a ela, no dia 16 de agosto (sábado), no evento "Toda Comunidade Participando".

Alunos, pais, professores e demais servidores da escola visitaram o mural com as fotografias dos alunos, votaram nas melhores fotos e todos gostaram do que viram. Confira:











Após a apuração dos votos, eis o resultado da escolha do público:

1º Lugar: Foto do Horto Florestal (Equipe: Douglas, Carlos, Pedro e Klaus). Ouro

2º Lugar: Foto da Casa de Leitura Lya Botelho (Equipe: Taywenne, Dailaine e Raiane). Prata


3º lugar: Foto da Catedral à noite (Equipe: Quésia, Renata e Ylebiam). Bronze.


A premiação ocorreu hoje, dia 26/08, quando a diretora Joana D'arc, a vice diretora Joseane Badaró e a Especialista Maria de Lourdes Ribeiro entregaram as medalhas para as equipes vencedoras do concurso.

Estão todos de parabéns pelo empenho e criatividade.

12.8.14

Textos e desenhos da disciplina de Turismo


Na disciplina de Fundamentos históricos e culturais do Turismo estudamos os ciclos econômicos regionais e os espaços turísticos: o Ciclo do Ouro e a Estrada Real no Brasil.

Voltamos ao final século XVII, quando o ouro foi descoberto pelos bandeirantes paulistas.  A região de Minas Gerais começou a ser ocupada por colonos interessados em garimpar metais preciosos.
A Coroa Portuguesa ordenou a construção de uma Estrada Real, pela qual o ouro seria escoado de forma segura até os portos na Capitânia do Rio de Janeiro, de onde seriam levados para a sede do reino.

O Ciclo do Ouro deixou um grande legado histórico, artístico e cultural para o nosso país. Temos museus, igrejas barrocas, gastronomia e belezas naturais ao longo dos mais de 1400 KM de Estrada Real, que percorre os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. 

Vamos ver, abaixo, o que nossos alunos e alunas produziram sobre o potencial turístico da região do Circuito do Ouro e da Estrada Real.

"... construída pelo trabalho escravo e o suor de seus rostos. Ela foi criada com o objetivo de evitar o contrabando do ouro, foi chamada de Estrada Real, pois era o caminho oficial estabelecido por Portugal, onde circulavam as riquezas e os impostos que iam das Minas até os portos do Rio de Janeiro." (Texto da aluna Quésia).

"Atualmente a Estrada Real atrai turistas de várias partes do mundo, por suas belezas naturais, opções de esporte e lazer, inúmeras pousadas, desde as mais rústicas até as mais sofisticadas, restaurantes com pratos típicos, igrejas barrocas, festas folclóricas e religiosas, lagos e cachoeiras, trilhas, montanhas, entre outras maravilhosas opções de lazer." (Texto das alunas Yara e Maria Eduarda).

"Ao longo da Estrada Real pode se encontrar uma vasta quantidade de patrimônio histórico em diversas cidades localizadas no trajeto. Isso atrai um grande número de turistas e estudiosos, com isso cresce ainda mais a economia local." (Texto dos alunos Carlos e Pedro).

Desenhos
A arte do Rafael diz tudo: Nada de agredir o meio ambiente na Estrada Real.

Stefany representou um futuro caótico, caso as pessoas não se conscientizem.

Cremilson aproveitou o traçado do relevo ao longo da Estrada Real para dar o seu recado - Conscientização ambiental.

Renata, sempre muito participativa, não esqueceu de deixar sua mensagem!


Parabéns, pessoal!

3.8.14

Atratividade Turística



Na aula da disciplina "Atratividade Turística" estamos trabalhando o conteúdo de Atratividade natural e cultural. (ver tabela abaixo)






O material utilizado nas aulas é composto por textos, imagens e vídeos abordando os conceitos e a escala de atrativos desde o nível local até o internacional, confira nos slides a seguir:


13.6.14

Turismo e Gastronomia: Café mineiro

O semestre letivo terminou no dia 11 de Junho e não poderia ter encerrado de forma melhor.

A turma da área de empregabilidade do Turismo, 1º ano 5, promoveu um delicioso café mineiro, onde todos confraternizaram e degustaram alimentos tradicionais da culinária mineira, como o pão de queijo e o queijo minas.

Parabéns, turma! Vocês foram incríveis!

Até a próxima.







8.6.14

Convite

A gastronomia é uma aspecto fundamental do Turismo e de todas as suas atividades.

As pessoas viajam, a lazer ou a negócios, e querem comer bem, conhecer os sabores típicos dos lugares visitados.

A culinária mineira, por exemplo, é nacionalmente reconhecida como uma das mais saborosas.

Quando pensamos na cozinha mineira, rapidamente lembramos do pão de queijo, do feijão tropeiro além de outros pratos típicos de Minas Gerais. Esses e outros alimentos tradicionais de nosso estado passam a ser associados à cultura do lugar e tornam-se, portanto, parte de nossa história e de nosso patrimônio imaterial.

O vídeo abaixo demonstra a força da gastronomia mineira, como um fator cultural que tem potencializado as atividades turísticas no estado.


Sabendo disso, os alunos do 1º ano, da turma de Turismo, organizaram um delicioso café mineiro para encerrar, de forma deliciosa, o semestre letivo.


bon appétit!

6.5.14

Turismo e recursos naturais

Os alunos do 1º ano (turma 5) estão estudando a disciplina "Meio Ambiente e turismo: Espaço, paisagem e território".

O estudo dessa matéria tem nos mostrado o quanto é estreita a relação entre turismo, recursos naturais e o meio ambiente.

Após a leitura de um trecho do livro - Ética, meio ambiente e cidadania para o Turismo (2007), sugerido pela Especialista em Educação da escola, fizemos um levantamento dos recursos naturais existentes na cidade que exercem alguma atração turística. 
Depois disso, os alunos, em pequenos grupos, realizaram uma atividade, cuja finalidade foi elaborar formas de divulgação e promoção desses recursos de modo a despertar o interesse das pessoas em visitá-los.

Vamos ver os atrativos que nossos alunos listaram e, com muita competência, promoveram.

  • Quésia e Renata produziram um pequeno cartaz, mesclando texto e imagem dos locais escolhidos pela dupla - o Morro do Cruzeiro e as Minas d'água da Taboquinha e Boca de leão. (Clique sobre o cartaz para aumentar).

As autoras desse belo panfleto foram as alunas Quésia e Renata!

  • A aluna Ylebiam descreveu em tom poético as belezas da cidade e da região:
"Em Leopoldina, Minas Gerais, temos vários recursos naturais turísticos, como o Morro do Cruzeiro e sua vegetação incrível, aves nativas e uma bela vista das montanhas e dos vales.
Em Piacatuba, distrito de Leopoldina, temos a Poeira D'água, uma cachoeira maravilhosa e exuberante. Nesse distrito, localiza-se a Usina Maurício, um ótimo lugar para passear e curtir uma folga com sua família.
A cachoeira mais famosa de Piacatuba.
Essas são algumas das belezas naturais de nossa cidade e região, venha conhecê-las você também!"

  • Já a equipe formada por Lucas, Ramon e Humberto foi mais econômica nas palavras, mas listaram um ponto importante, lindo e que poderia receber mais atenção das autoridades municipais - o Horto Florestal.

"É um local onde se pode apreciar o meio ambiente e algumas espécies da fauna e da flora  típicos do bioma da Mata Atlântica. O lugar é uma boa opção de diversão, descanso e também para a prática de atividades físicas."
Vista parcial do Horto. http://hortoflorestalleopoldina.blogspot.com.br/p/sobre-o-parque.html


Muito bom, pessoal! Continuem se dedicando nos trabalhos para colherem bons frutos.

3.5.14

Ciclos econômicos regionais e os espaços turísticos: O ouro e a estrada real

  • A descoberta de ouro em Minas Gerais, no ano de 1693, marcou o povoamento do interior da Colônia portuguesa. Os limites do Tratado de Tordesilhas, fixados em 1494, foram ultrapassados pelos bandeirantes e Portugal ampliara os seus domínios na América.
  • Milhares de pessoas, da Colônia e do Reino de Portugal, migraram para a região das Minas Gerais, na esperança de fazer fortuna com o ouro.
Lavagem do ouro (1820-1825). Rugendas. Os escravos realizavam as principais atividades da mineração. 
  • Essas pessoas fixavam-se em Minas Gerais, abriam trilhas e picadas na mata, construíam estradas, como a Estrada Real (ER), cultivavam roças, fundavam vilas, cidades e erigiam igrejas.
Cidade imperial de Ouro Preto. (1824). Rugendas.
  • As Minas Gerais cresciam, as vilas e os arraiais mineiros eram abastecidos pelos tropeiros, condutores de tropas de mulas e gado, os quais transportavam mercadorias e alimentos para as Minas. Os tropeiros, em suas viagens, interligavam as regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste. 
Tropeiro transportando mercadorias (1832). Debret.




  • Foram os tropeiros que criaram um prato muito tradicional em Minas Gerais,  o feijão tropeiro, uma mistura de feijão, farinha de mandioca, torresmo, linguiça, ovos, alho, cebola, dentre outros ingredientes.

  • A culinária mineira é reconhecida nacionalmente devido a sua tradição e sabor inigualável.
    • A principal via que dava acesso às Minas era a Estrada Real (ver mapa abaixo), construída entre os séculos XVII e XIX. Ela ligava as regiões auríferas ao litoral da capitania do Rio de Janeiro, onde o ouro era enviado para Portugal. 
    • "Já nos primeiros anos do século XVIII pelo menos dois eram os caminhos oficiais que conduziam às minas de Minas Geraes. Mas também a esta época muitos eram os descaminhos do ouro e dos diamantes. Com o objetivo de evitá-los, determinou o governo da  metrópole, por meio de Ordem Régia, a necessidade de que todo o ouro  e os diamantes produzidos nas MINAS GERAES deixassem a região apenas por caminhos oficiais, que a partir de então passaram a ser vigiados e receberam a denominação de Estrada Real. Portugal determinou ainda que fossem erguidos registros ou postos de controle nos pontos em que as Estradas Reais cruzassem as fronteiras entre capitanias para as  necessárias cobranças de impostos pela circulação de mercadorias e de escravos. Assim, foram criados inúmeros registros entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo".
      CALAES, G. D., FERREIR, G. E. A Estrada Real e a transferência da corte portuguesa: Programa Rumys – Projeto Estrada Real . Rio de Janeiro: CETEM / MCT / CNPq / CYTED, 2009. p. 8-9. (Disponível on-line em http://www.cetem.gov.br/files/docs/livros/2009/Livro%20Estrada%20Real%20completo(Calaes%20e%20Gilson).pdf acesso em 04 mai. 2014).
    • Como podemos perceber, a partir da leitura do trecho acima, o objetivo da estrada Real era acelerar o escoamento seguro do ouro e evitar o seu contrabando por outras trilhas.
    A ER e seus quatro caminhos. Observe o traçado no mapa. Onde ele começa? Onde ele termina?
    • "O Eixo principal da ER passa por 87 cidades e distritos – 76 em Minas Gerais, 3 em São Paulo e 8 no Rio de Janeiro – e tem mais de 1,6 mil quilômetros de extensão e mais de 80 mil quilômetros quadrados de área de influência." (http://www.estradareal.tur.br/ acesso em 03 mai. 2014).
    • Atualmente, a Estrada Real é um roteiro turístico bastante concorrido com inúmeros atrativos culturais, históricos, naturais e gastronômicos. (Veja uma galeria de fotos dos lugares da ER, clicando aqui).
    Os locais cortados pela ER recebem um marco de pedra, como esse acima.

    • As cidades do circuito do Ouro (ver mapa abaixo), em Minas Gerais, são legados do passado colonial. Todo esse patrimônio Histórico, Artístico e Cultural atrai inúmeros visitantes e emociona os turistas.  
    • O que encontramos no Circuito do Ouro"Por aqui estão espalhadas esculturas de Aleijadinho, pinturas de Mestre Athayde, exuberantes obras barrocas, valiosos museus, sítios arqueológicos, além dos segredos da nossa história e cultura, ditos nos versos dos poetas e representado nas manifestações culturais. Circuito do Ouro, ouro de Minas, Minas de tradição, hospitalidade, tranquilidade, variada gastronomia, música e poesia." (http://www.circuitodoouro.tur.br/ acesso em 03 mai. 2014).
    Conheça mais da História de Minas Gerais visitando o circuito do ouro.

    Assista ao vídeo e conheça mais das belezas da Estrada Real.

    1.5.14

    Produções sobre Fundamentos do Turismo


    A turma do 1º 5, da E. E. Luiz Salgado Lima, tem mostrado empenho nas aulas da área de empregabilidade de Turismo.
    Depois de conhecer e discutir alguns conceitos básicos dessa disciplina, os alunos fizeram produções de texto e demonstraram o conhecimento que foi adquirido nas aulas.

    Selecionamos alguns trechos de suas produções, que postamos a seguir.

    O aluno Celso discorreu sobre as diferenças entre os conceitos Turista e Viajante: 

    "Achei interessante estudar os aspectos fundamentais do Turismo, porque aprendi o que é o Turismo, como ele surgiu e como ele é praticado. Descobri uma coisa importante nesse estudo, que viajantes e turistas são conceitos diferentes. Os turistas são aquelas pessoas que viajam para diferentes lugares e até para fora do país, para visitar e conhecer pontos turísticos. Já os viajantes viajam para vários lugares, mas com outras motivações, como o trabalho ou o estudo." (Celso A. N. S).

    A aluna Renata destaca a segmentação do Turismo e suas particularidades:

    "Nesse bimestre, aprendi várias coisas sobre o Turismo que eu nem imaginava saber um dia. Aprendi que o Turismo não se resume a uma simples viagem. Existem diferentes segmentos que classificam as atividades turísticas, como por exemplo, ecoturismo, turismo cultural, turismo de sol e praia, turismo de estudos e intercâmbio e o turismo de saúde e bem-estar. Esse último foi o que mais chamou a minha atenção.
    Com o objetivo de saber mais um pouco sobre essa segmentação, descobri que o Turismo de Saúde e Bem-estar é muito importante, ele é realizado por pessoas em busca de tratamento médico (físico e psicológico), estético e para amenizar os sintomas de doenças, como o estresse e a obesidade." (Renata A. L.)

    A aluna Steffany enfocou a origem histórica do Turismo e o crescimento desse mercado no Brasil atual:

    "Aprendemos também que entre os séculos XVI e XIX era comum a realização de um Grand Tour pelas cidades europeias, mas somente os jovens da elite, isto é, das classes mais ricas que participavam dele. Eles percorriam o continente visitando museus, galerias de arte e salões ópera.
    Atualmente, no Brasil, o aumento do número de pessoas na Classe Média tem favorecido o Turismo. As pessoas têm viajado mais, podem conhecer outros lugares, novas culturas, movimentam o mercado do Turismo, criando oportunidades de negócios, trabalho e renda." (Steffany F. V.)

    Os textos ficaram muito bons, continuem se dedicando e pesquisando cada vez mais!

    12.4.14

    Herança pré-histórica e Turismo no Brasil


    Disciplina: Turismo: Fundamentos históricos e culturais

    Conteúdo: Grupos pré-históricos caçadores-coletores: primeiros turistas no Brasil a deixarem sítios turísticos (abrigos rupestres, sambaquis).

    O Brasil tem inúmeros sítios arqueológicos espalhados por todo o seu vasto território.
    Os vestígios - fósseis, restos de fogueiras e alimentos, esqueletos, dentre outros - descobertos pelos arqueólogos têm 12 mil anos ou mais.

    Vamos estudar nesta postagem três locais com marcante herança pré-histórica, os quais chamam muita a atenção dos estudiosos e dos turistas interessados em conhecer um pouco mais sobre nossas origens e visitar lindos lugares.


    1. Lagoa Santa (Minas Gerais).
    Localizada há cerca de 40 quilômetros da capital mineira, essa região abriga o Museu Arqueológico da Região de Lagoa Santa, inaugurado no início da década de 1970.
    Em 1975, foi encontrado na região um dos fósseis mais antigos da América, chamado de Luzia, com 11 mil anos.
    O arqueólogo Walter Neves observa um crânio e a reconstituição de Luzia.
    Segundo os pesquisadores, Luzia fazia parte de um grupo de nômades, caçadores e coletores. Eles são chamados de paleoíndios, dominavam o fogo e construíam instrumentos com pedra lascada, tais como pontas de lanças e lâminas. 

    Nos arredores da cidade há grutas com pinturas rupestres e sítios arqueológicos importantes, onde foram encontrados fósseis da preguiça gigante, animal que viveu há 10 mil anos.
    Preguiça gigante media cerca de 6 metros de altura e pesava 5 toneladas.
    2. São Raimundo Nonato (Piauí)

    Aqui são encontradas as pinturas rupestres mais antigas do Brasil, datadas de 12 mil anos ou mais.
    Os desenhos nas paredes das cavernas retratam animais, pessoas, plantas, objetos, cenas cotidianas e rituais.
    Turista fotografando pinturas rupestres no Parque Nacional da Serra da Capivara (PI).

    Devido à sua importância arqueológica e ambiental foi criado na região o Parque Nacional Serra da Capivara, declarado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade.
    O Parque possui mais de 912 sítios arqueológicos cadastrados, onde são encontrados inúmeros vestígios pré-históricos, como restos de fogueiras, cacos de cerâmica e esqueletos humanos.
    A arqueólogo Niéde Guidon examina um crânio pré-histórico encontrado na Serra da Capivara.
    3. Litoral de Santa Catarina

    Nas regiões litorâneas, destacadamente em Santa Catarina, os pesquisadores encontraram muitas montanhas feitas de conchas, chamadas de Sambaqui (na língua tupi significa monte de conchas).
    Sambaqui em Santa Catarina.
    Os sambaquis são formados por conchas abertas e restos de peixeis que eram amontoados, alguns possuem 20 metros de elevação e 100 metros de diâmetro.

    Segundo os arqueólogos, os montes foram construídos pelos povos que habitavam a região há 6 mil anos. Eles eram caçadores e coletores, sua dieta incluía peixes e moluscos (ostras e mexilhões).

    Entre as camadas dos sambaquis os arqueólogos encontram sepulturas, restos de fogueira, espinhas de peixes, pontas de lança etc.

    Vídeos

    Sambaquis


    Lagoa Santa


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